Após emplacar Ana na chapa, ACM Neto anuncia Zé Ronaldo como novo coordenador de campanha

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Zé Ronaldo vai coordenar campanha. Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Após uma breve celeuma entre o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União) e o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União), a manhã desta quarta-feira (10) foi o dia da confirmação de que a relação entre os dois está pacificada. Em coletiva de imprensa realizada na Princesa do Sertão, Neto anunciou que Zé Ronaldo continua em sua base e terá o papel de coordenar – junto a outras lideranças – a campanha do ex-prefeito de Salvador, e não vai concorrer a nenhum cargo eletivo.

Durante seu pronunciamento, ACM Neto destacou José Ronaldo como ”reforço” na chapa. ”A saudação dessa manhã não é somente para Feira de Santana, mas para a toda a Bahia. Essa luta em outubro será vitoriosa porque está há anos na frente da política, José Ronaldo de Carvalho. Uma figura como Zé, com a história não poderia estar de fora. Zé Ronaldo não pode estar de fora e por isso, o convido para ser o coordenador geral de campanha. Ele estará colado comigo para que nós possamos contar com a contribuição dele, conhecimento e experiência que ele tem sobre a Bahia e a presença dele ao meu lado no governo representará também a presença de Feira de Santana comandando o governo do estado da Bahia”, declarou Neto, segundo publicado pelo Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias.

O cenário de incerteza sobre a permanência de Zé Ronaldo no grupo ligado a Neto pairou nos bastidores da política baiana após ele anunciar Ana Coelho (Republicanos) como candidata a vice na corrida pelo Palácio de Ondina. Poucos dias antes, o nome de Zé Ronaldo já havia perdido força na ”bolsa de apostas”. Nos bastidores, chegou a ser especulado que o ex-prefeito de Feira teve conversas com grupos adversários a Neto, com possibilidade de rompimento político.

Na última quinta-feira (4), o ex-gestor de Feira saiu enfurecido da reunião do União Brasil depois de não ter sido o escolhido na majoritária de Neto. No dia seguinte a ausência dele foi sentida na convenção que oficializou a candidatura de Neto ao Palácio de Ondina.

Nesta terça-feira (9), o BN já havia publicado a permanência de Zé Ronaldo no grupo. A informação foi inicialmente publicada no site Muita Informação e confirmada pelo Bahia Notícias (relembre aqui e aqui).

Apoiadora de Hassan, prefeita de Jaguaquara dialoga com Mario Martinelli, candidato do PCdoB

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Edione recebe Mário Martinelli Júnior. Foto: Reprodução/Instagram

Apoiadora de políticos de correntes diferentes: Jerônimo Rodrigues (PT) para governador, Cacá Leão (PP) senador, João Leão (PP) deputado federal e Hassan Iosseff (PP) para estadual a prefeita de Jaguaquara, Edione Agostinone (PP), em meio ao fogo cruzado entre os seus aliados, que são adversários, recebeu, nesta terça-feira (9), mais um político, este que apesar de não está no rol dos correligionários, ma que é filho da terra, usou as redes sociais para comemorar o encontro ocorrido no gabinete da Prefeitura.

Mário Martinelli Júnior, jaguaquarense filho de influentes produtores rurais, radicado em Salvador, atuou por mais de 05 anos na presidência do Conselho Regional de Farmácia da Bahia e se licenciou do cargo de líder do CRF para candidatar-se a deputado estadual pelo PCdoB, com anuência da deputada federal Alice Portugal e da militância do partido.

Em publicação na rede social, Martinelli revelou que se reuniu com a prefeita Edione Agostinone (PP) e, para a mandatária, o encontro pode não significar uma nova aliança. Entretanto, o candidato agradeceu pelo apoio: ”Estive dialogando com a prefeita do município de Jaguaquara e apresentando nossa candidatura a deputado estadual. Posteriormente, visitamos vários apoiadores de diferentes setores da sociedade organizada na cidade. Agradeço por todo apoio recebido”, escreveu o farmacêutico e postulante ao cargo de deputado.

Chapa Neto-Coelho é a segunda mais ”rica” entre os candidatos para governador no Brasil

/ Política

ACM Neto e Ana Coelho foram chapa da oposição. Foto: Divulgação

A chapa montada pelo União Brasil para as disputas eleitorais na Bahia é a segunda mais rica do Brasil. ACM Neto (União) e Ana Coelho (Republicanos), juntos, possuem mais de R$ 68 milhões de bens declarados, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ex-prefeito de Salvador possui cerca de R$ 41,7 milhões de patrimônio, sendo que sua fortuna avançou 49,6% nos últimos 6 anos (veja mais aqui). A presidente do Grupo Aratu declarou que possui R$ 26,5 milhões em bens declarados.

A chapa mais ”rica” do Brasil, inclusive, entre todas as candidaturas nas eleições gerais deste ano, é composta por Roberto Argenta (PSC), como candidato a governador do Rio Grande do Sul, e Nívea Rosa (Solidariedade). Juntos, a dupla possui um patrimônio superior a R$ 373 milhões.

Argenta é responsável por deter mais de R$ 372 milhões deste valor. O candidato é fundador da rede Calçados Beira Rio S.A, empresa que, apesar de ser desconhecida, possui mais de 26 mil revendedores no Brasil e no exterior. Em 2020, a companhia teve um faturamento de R$ 2 bilhões, tendo um lucro de R$ 377 milhões, superando marcas como a Arezzo e Alpargatas.

O empresário também já foi deputado federal pelo Rio Grande do Sul, entre 1999 e 2003, além de ter sido prefeito do município de Igrejinha de 1989 até 1992, sendo eleito vereador em 1993 da mesma cidade em que foi chefe do executivo.

Câmara de Vereadores derruba veto e mantém piso salarial de agentes comunitários em Salvador

/ Política

Sessão da Câmara foi marcada por votação polêmica. Foto: CMS

Em uma sessão marcada por polêmicas, o presidente da Câmara de Vereadores, Geraldo Jr. (MDB), anunciou a derrubada do veto do prefeito Bruno Reis ao pagamento do piso salarial dos agentes comunitários de saúde e de endemias do município de Salvador. Segundo o gestor, foram obtidos os 22 votos necessários para derrubada do veto.

A decisão, aprovada no Plenário Cosme de Farias, garante à categoria o recebimento de dois salários mínimos e gratificações. Segundo o prefeito, o impacto da decisão da Câmara de aprovar o pagamento do piso salarial geraria uma despesa de R$ 320 milhões por ano (entenda aqui).

Geraldo Jr. informou, durante a sessão, que contabilizaria a presença dos vereadores que estivessem na Casa, mesmo que não tivessem registrado presença. A votação foi expressa e representantes governistas protestaram. O líder do governo, Paulo Magalhães Jr. (União) tentou evitar a apreciação do veto, porém o presidente não deu espaço.

As comissões de Orçamento e de Constituição e Justiça tiveram os pareceres a favor da derrubada do veto votados – e aprovados – em plenário. Votaram contra a matéria os vereadores Sidninho, Alberto Braga, Isabela Sousa, Paulo Magalhães, Roberta Caíres e Luiz Carlos.

Paulo Magalhães Jr. acusou não haver lastro jurídico para o rito adotado pela Câmara para apreciação da matéria. Ao final da votação, Magalhães Jr. se insurgiu contra a condução da sessão e foi contido por vereadores. Apressadamente, Geraldo Jr., então, encerrou a sessão. As informações são do site Bahia Notícias

 

Eleições 2022: Lula e Jair Bolsonaro ignoram Facebook e pagam para aparecer no YouTube

/ Política

Os candidatos mais bem posicionados nas pesquisas na disputa à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), apostam no YouTube para divulgar propaganda no período que antecede a campanha eleitoral.

Os partidos dos dois líderes nas intenções de votos concentram, até agora, todos os gastos publicitários com internet na plataforma de vídeos do Google ante outras redes sociais, como Facebook e Instagram.

O PL destinou mais de R$ 800 mil para promover Bolsonaro no YouTube em julho. O pagamento, previsto na legislação eleitoral, garantiu exposição de 15 pequenos trechos do clipe ”Capitão do Povo”, jingle sertanejo da campanha, em conteúdos de diferentes tipos de canais em todo o país.

O PT desembolsou R$ 191 mil nos últimos três meses. O partido impulsionou o vídeo ”Dois lados, que Brasil você quer?”, que compara imagens de um Brasil associado a Bolsonaro com as do país almejado por Lula.

Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado nas pesquisas, investiu R$ 134 mil no YouTube até agora. Os valores correspondem ao pagamento feito às redes sociais e não têm relação com gastos de produção das peças publicitárias.

Candidatos que aparecem atrás nas pesquisas, menos conhecidos do público, optaram por investir mais na exposição paga no Facebook, casos de Simone Tebet (MDB) e Felipe D’Avila (Novo).

Eles tentam ganhar exposição na rede social onde possuem número reduzido de seguidores. Bolsonaro é seguido por 14 milhões de perfis, enquanto Tebet e D’Avila por 161 mil e 30,2 mil, respectivamente.

A emedebista destinou R$ 250 mil para sua campanha no Facebook em 2022, enquanto o representante do Novo gastou R$ 54 mil. No YouTube, o MDB destinou R$ 60 mil para vídeos de Tebet.

Os dados de gastos são divulgados em relatórios de transparência da Meta, dona do Facebook, e do Google, do YouTube. As propagandas devem ser pagas pelos partidos ou pelos candidatos.

A campanha eleitoral começa em 16 de agosto —quando políticos poderão pedir voto. Antes disso, os partidos podem veicular propaganda, mas sem solicitações explícitas.

Uma resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determina que seja respeitada a ”moderação de gastos” com impulsionamento na pré-campanha. O PT e a federação do partido, que inclui PV e PCdoB, acionaram a corte contra o PL por considerarem acintosa a campanha digital de Bolsonaro, que gastou cerca de R$ 800 mil em dois dias.

Eles pedem apuração sobre a origem da verba ”a fim de identificar possível uso irregular de recursos do fundo partidário”. A Lei das Eleições veda a propaganda eleitoral paga em sites de pessoas jurídicas e da administração pública, o que não permite publicidade política em portais jornalísticos, por exemplo. Desde 2018, a única forma autorizada de propaganda paga na internet é por meio de impulsionamento nas mídias sociais.

Twitter e TikTok optam por não aceitar anúncios eleitorais pagos. O mercado ficou dominado por Google e YouTube (da mesma controladora) e Facebook e Instagram, ambos da Meta. Dos R$ 3,1 bilhões de gastos declarados na eleição de 2018, R$ 77 milhões (2,5%) foram com impulsionamento nas redes, segundo levantamento feito à época pelo InternetLab e pela WhoTargetsMe.

Em 2018, a Meta arrecadou mais de R$ 23 milhões com anúncios políticos de mais de 3.000 candidatos, de acordo com a prestação de contas deles ao TSE. Considerando todos os tipos de gastos, a empresa foi a segunda maior fornecedora do pleito. O Google faturou só um terço disso.

Embora os gastos dos presidenciáveis estejam concentrados no YouTube, a tendência é que eles cresçam no Facebook com a aproximação da votação. A campanha de Lula (cujo perfil oficial na rede tem um terço dos seguidores de Bolsonaro) afirma que vai aumentar o investimento na plataforma.

”Cada rede tem um papel na campanha e elas terão equivalência de importância”, diz Arthur Ituassu, professor de comunicação política da PUC-Rio.

Ele pondera que o impulsionamento no Facebook integra a estratégia básica para candidatos a deputados por ser uma forma barata de torná-los conhecidos. Para anúncios eleitorais, a rede social disponibiliza mais filtros para segmentação de audiência do que o YouTube. Isso permite que os políticos alcancem públicos específicos.

”Na eleição proporcional, não é preciso falar com toda a população, você pode montar a estratégia olhando só para o público evangélico ou armamentista, por exemplo”, afirma.

De acordo com a última pesquisa do Datafolha, realizada em 27 e 28 de julho, o Facebook é a rede social mais usada pelos eleitores (62%).

Paula Soprana/Folhapress

Jerônimo se declara como indígena e poderá ser o 1º a governar um estado brasileiro, caso sela eleito

/ Política

Jerônimo é candidato do PT ao Governo do Estado. Foto: Divulgação

Caso seja eleito, o ex-secretário de Educação Jerônimo Rodrigues (PT) se tornará o primeiro governador indígena do país. Isso porque o postulante ao Palácio de Ondina se declarou desta maneira no pedido de registro de candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A informação não é certamente uma novidade, uma vez que, desde março, após a vinda do ex-presidente Lula ao estado, correligionários e publicações de canais ligados ao Partido dos Trabalhadores reivindicam a descendência negra e indígena do baiano.

Nascido em Aiquara, no Médio Rio de Contas, Jerônimo é irmão de pai e mãe da vereadora Marta Rodrigues (PT), candidata ao cargo de deputada federal e que no sistema de divulgação de contas do TSE (DivulgaCand) se declara como uma mulher preta.

Dados da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME) apontam que a Bahia possui atualmente 16 grupos étnicos indígenas: Atikum, Kaimbé, Kantaruré, Kariri-Xocó, Kiriri, Payayá, Pankararé, Pankarú, Pataxó Hãhãhãe, Pataxó, Truká, Tumbalalá, Tupinambá, Tuxá, Xacriabá e Xukuru-Kariri. Ao todo, são 37 mil indivíduos.

Fora da chapa, Zé Ronaldo se mantém na base de ACM Neto e vai coordenar campanha

/ Política

Zé Ronaldo vai coordenar campanha. Foto: Rodrigo Daniel Silva

Após muita especulação envolvendo um possível rompimento com ACM Neto por ter sido preterido na sua vice, o ex-prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União), vai permanecer no grupo político do candidato ao Governo do Estado.

A informação foi incialmente publicada no site Muita Informação e confirmada pelo Bahia Notícias. Ronaldo vai ficar responsável pela coordenação-geral da campanha de Neto e não vai concorrer a nenhum cargo eletivo. O acordo de paz será selado em evento nesta quarta-feira (10), na Princesinha do Sertão.

Na última quinta-feira (4), o ex-gestor de Feira saiu enfurecido da reunião do União Brasil depois de não ter sido o escolhido na majoritária de Neto (veja aqui). No dia seguinte a ausência dele foi sentida na convenção que oficializou a candidatura de Neto ao Palácio de Ondina.

Desde então, as especulações em torno de uma possível saída de Ronaldo do grupo de Neto só cresceu. O candidato do PT na disputa, Jerônimo Rodrigues, se solidarizou e abriu as portas para uma aliança. Já João Roma (PL), confirmou que havia aberto um diálogo com Zé Ronaldo (reveja aqui e aqui).

Fortuna de ACM Neto alcança R$ 41 milhões; confira os bens dos candidatos a governador

/ Política

ACM possui o maior valor em bens

Entre os quatro candidatos a governador da Bahia, ACM Neto (União) possui o maior valor em bens declarados, tendo uma fortuna de R$ 41,71 milhões, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2016, ano das últimas eleições disputadas pelo candidato, seu patrimônio era de R$ 27,88 milhões, ou seja, o valor dos bens declarados por Neto avançou 49,6% em 6 anos.

O crescimento da fortuna do ex-prefeito de Salvador foi acima da inflação do período analisado. Caso o patrimônio do candidato tivesse acompanhado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o valor seria de R$ 36,9 milhões, quantia 8,5% menor que o declarado neste ano.

Entre os bens de ACM Neto, destacam-se: um apartamento no valor de R$ 7,88 milhões, participações societárias de R$ 9,34 milhões e um investimento em renda fixa de R$ 6,53 milhões. Além disso, o candidato possui mais de R$ 13 milhões declarados na categoria de ”outros bens e direitos”.

Em 2006, na primeira declaração de patrimônio registrada por ACM Neto no TSE, seu patrimônio era de R$ 820 mil, sendo que o valor total declarado foi em ”outros bens e direitos”. Em 2012, quando venceu as eleições para a prefeitura de Salvador, o candidato do União Brasil declarou R$ 13,3 milhões, estando R$ 9,38 milhões ligados à quotas de capital (participações societárias) e R$ 900 mil em um apartamento.

JOÃO ROMA

Atrás de ACM Neto na questão patrimonial, o candidato do PL,o deputado federal João Roma, declarou R$ 5,56 milhões em bens neste ano. Em 2018, a primeira e única eleição disputada por ele, sua fortuna era de R$ 4,49 milhões. Assim, o patrimônio de Roma avançou 23,73% nos últimos 4 anos.

O crescimento da fortuna do candidato foi um pouco abaixo da inflação do período. Caso o valor dos bens de Roma tivesse acompanhado o IPCA, o patrimônio do deputado seria de R$ 5,73 milhões, 3% acima da quantia declarada neste ano.

Dentre a fortuna de João Roma, ele possui um único apartamento no valor de R$ 2,52 milhões e R$ 2,74 milhões declarados em “outros bens e direitos” – em 2018 essa quantia era de R$ 480 mil. A título de curiosidade, o candidato possui um automóvel no valor de R$ 153 mil.

Em 2018, Roma declarou a posse de três apartamentos, os quais totalizavam R$ 2,72 milhões. O candidato ao governo do estado também tinha mais de R$ 1 milhões em quotas de capital, atualmente esse valor caiu para R$ 109 mil. Além disso, o deputado informou que possuía mais de R$ 150 mil em jóias, quadros e objetos de coleção.

JERÔNIMO RODRIGUES

Deixando a categoria dos milionários, Jerônimo Rodrigues (PT) é o terceiro colocado entre os quatro candidatos ao governo da Bahia na questão de maior valor patrimonial. O petista declarou que possui mais de R$ 515 mil em bens. No caso de Jerônimo, não foi possível realizar comparações com anos anteriores, pois é a primeira vez que ele se tornou candidato nas eleições.

Os bens declarados de Jerônimo são: um apartamento de R$ 325 mil, uma casa no valor de R$ 100 mil, um veículo que vale R$ 72 mil e R$ 24 mil em investimentos, incluindo caderneta de poupança, ações e outras aplicações.

KLEBER ROSA

Em último colocado, o candidato do PSOL, Kleber Rosa, declarou ter R$ 309 mil em bens. Em 2018, quando foi candidato a segundo suplemente de Fábio Nogueira, seu patrimônio era de R$ 288 mil. A fortuna de Rosa avançou apenas 7,30% nos últimos 4 anos, sendo a menor variação entre os candidatos que possuem histórico disponível.

O crescimento patrimonial de Kleber não acompanhou a inflação do período, ficando abaixo da alta do indicador. Caso o valor dos bens do candidato do PSOL tivessem acompanhado o IPCA, Rosa teria uma fortuna superior a R$ 367 mil, um valor que supera o declarado neste ano em 18%.

Kleber Rosa declarou apenas dos bens em seu patrimônio, sendo um apartamento de R$ 270 mil e um veículo de R$ 39 mil. Em 2018, ele informou um imóvel no mesmo valor do atual e um automóvel de R$ 18 mil. Os dados de Giovani Damico (PCB) não foram disponibilizados até o momento. Com informações do site Bahia Notícias

Secretária de feira de Santana expõe revolta em chapa de ACM Neto: ‘Falta de respeito com Zé Ronaldo’

/ Política

Cintia sai na defesa de Zé Ronaldo

A ex-vereadora e atual secretária de Habitação de Feira de Santana, Cintia Machado, utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (04) para externar sua indignação com a não indicação do ex-prefeito José Ronaldo para vice-governador na chapa encabeçada por ACM Neto para concorrer ao Governo da Bahia. Cintia fez duras críticas ao candidato do União Brasil e não escondeu a sua tristeza e decepção com a sua escolha. Neto anunciou Ana Coelho (Republicanos) como sua vice na tarde desta quinta-feira (4).

Cintia Machado citou como princípios imutáveis a lealdade, fidelidade e amizade, princípios esses que vem com a educação. ”Ouvir o candidato ACM Neto falar em sua coletiva, como se nada tivesse acontecido, que o mais velho da chapa é ele que tem 43 anos. Como se isso fosse alguma coisa. Tenho 20 anos de vida pública e quero sempre ter ao meu lado os mais velhos porque eles sempre vão ter experiências que nós não temos. Eles sempre vão ter conselhos a nos dar”.

Ela chamou de “conversinha” a forma como ele descartou o ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho. ”Mas foi Ronaldo que colocou o seu nome há quatro anos a disposição quando ele não teve coragem. Foi covarde. Não foi candidato a governador porque sabia de como estavam as pesquisas. Mas o nosso ex-prefeito foi corajoso. Foi para ganhar ou perder”, externou.

A secretária espera que a cidade de Feira de Santana dê a resposta a Neto nas urnas, já que são mais de 400 mil feirenses votantes. ”Somos nós que precisamos mostrar para ele que Feira de Santana é uma cidade que ele deveria respeitar. Ele mostrou não só falta de respeito pelo ex-prefeito José Ronaldo, mas pelo prefeito Colbert, por todos nós e pela cidade”, relatou.

Ainda assim, Cintia espera que ele ganhe a eleição para governador.

”E que possamos nos encontrar no segundo turno. Espero que tenha segundo turno. Acho que ele deu o presente, talvez, que muitas pessoas gostariam quando tirou o ex-prefeito José Ronaldo de ser o vice. Todo tempo quem andou ao lado dele, foi leal e teve com ele todos os momentos foi o ex-prefeito José Ronaldo. Ninguém vai me convencer do contrário. O meu voto ele não tem”, garante.

Fonte: Política In Rosa

”Eu só tenho um inimigo na vida: Félix Mendonça Jr.”, dispara Marcelo Nilo, limado da chapa de ACM

/ Política

Marcelo dispara contra Félix Mendonça Jr. Foto: Reprodução

”Eu só tenho um inimigo na vida: só Félix Mendonça Jr. [presidente estadual do PDT]”, disse o deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos), durante uma entrevista ao podcast Projeto Prisma na tarde desta segunda-feira (8). Os dois possuem uma relação ruim desde quando ambos dividiam espaço entre os quadros do PDT-BA.

De acordo com Nilo, por ele, a briga já teria sido superada. Entretanto, seriam Félix e a sua irmã Andrea Mendonça (PDT), atual secretária de Cultura e Turismo em Salvador, que estariam resistindo a fazer as pazes.

”Nós tivemos um problema pessoal, que eu já esqueci. Por mim, eu já falaria com ele. Eu não sou uma pessoa de guardar mágoa. Essa briga foi há 10 anos”, disse Nilo.

O parlamentar relatou que a briga se iniciou com uma briga interna no PDT da Bahia, quando ele teria chamado Félix de “filhinho de papai”. Para Nilo, a resposta do então correligionário ofendeu a mãe dele, o que desencadeou uma série de ataques entre os dois.

”Começou assim: nós tivemos uma discussão no partido e passei uma mensagem para ele de manhãzinha: ‘você é filhinho de papai’. Ele respondeu: ‘eu sei quem é meu pai e você não sabe quem é o seu’. Ou seja: chamou minha mãe de puta. Minha mãe já morreu. A partir daí, eu perdi as estribeiras”, contou o deputado. As informações são do site Bahia Notícias

”Estamos de braços abertos para recebê-lo”, diz Caetano sobre possível chegada de Zé Ronaldo

/ Política

Luiz Caetano faz afago a Zé Ronaldo. Foto: Rede social

O recente desentendimento entre o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) e o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo (União) pode ter um desfecho inesperado (veja aqui). De acordo com o coordenador da campanha de Jerônimo Rodrigues (PT), o grupo está ”de braços abertos para recebê-lo”.

”Nunca tivemos dificuldade de conversar com Zé Ronaldo. Eu quando era presidente da UPB, ele era oposição e sempre conversávamos. Com Rui também. Não sei se conversou agora. Mas estamos de braços abertos para recebê-lo. Aqui tem todo o espaço, vou colocar até tapete vermelho, ou colocar um azul”, disse Caetano.

Jerônimo já tinha se solidarizado com o ex-prefeito de Feira de Santana (veja mais), logo após Neto (União) anunciar como sua vice a presidente do Grupo Aratu, Ana Coelho (Republicanos) (veja aqui). Outro candidato ao governo que confirmou conversas com o ex-prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União) foi João Roma (PL) (reveja aqui).

Apesar dos movimentos em direção a um rompimento com o grupo de ACM Neto, a base do candidato ao governo tem tentado colocar panos quentes na relação (veja mais). Herdeiro político de Zé, o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho (MDB), ressaltou a importância do político para o grupo (reveja aqui).

Datafolha: Mulheres evangélicas impedem que Jair Bolsonaro vá melhor nas igrejas

/ Política

Bolsonaro em culto no auditório Nereu Ramos. Foto: Reprodução

A performance do presidente Jair Bolsonaro (PL) no eleitorado evangélico poderia ser ainda melhor, mas as fiéis mulheres não deixam. A mais recente pesquisa Datafolha revela um cisma de gênero nos templos.

Entre os adeptos desse nicho cristão, os homens estão muito mais alinhados que as mulheres tanto na predileção pelo candidato à reeleição como na oposição ao principal adversário, o ex-presidente Lula (PT).

A porção masculina dos evangélicos dá larga vitória a Bolsonaro logo na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados apontam seus favoritos antes mesmo de ver a lista de postulantes. Nesse grupo, 48% dizem votar no presidente —vantagem de 20 pontos sobre o petista. Só 14% afirmam não saber quem apoiar.

Já as evangélicas estão mais indecisas: 34% não conseguem apontar um nome antes de conhecer o rol de candidatos. Outras 29% declaram apoio a Bolsonaro, e 25%, a Lula, o que os mantêm em empate técnico.

As margens de erro dos resultados de homens e mulheres no segmento evangélico são maiores do que na sondagem geral porque as amostras são menores. Essa margem é de seis pontos percentuais entre eles, cinco pontos entre elas, três pontos nesse bloco como um todo e dois pontos no levantamento geral, em que não se faz qualquer distinção religiosa.

De acordo com o levantamento, realizado nos dias 27 e 28 de julho com 2.556 pessoas de 183 cidades, evangélicos são 1 em cada 4 brasileiros.

Diferenças registradas entre as alas feminina e masculina do evangelicalismo nacional superam essa margem. Os números sugerem que as mulheres impediram, ao menos até agora, que Bolsonaro abrisse uma superioridade ainda mais larga sobre Lula nesse segmento.

Na pesquisa estimulada, em que o eleitor escolhe um nome entre as opções exibidas numa cartela, o chefe do Executivo tem, entre os crentes homens, uma vantagem de 16 pontos sobre Lula no primeiro turno. No caso das fiéis, a diferença é de 7 pontos —mais um empate técnico.

O segundo turno apresenta cenário similar. Os evangélicos garantem ao presidente dianteira de 58% a 38% sobre o petista, enquanto as mulheres os colocam mais próximos: 48% para o atual mandatário e 41% para o ex. Assim, não surpreende que Bolsonaro venha investindo num discurso direcionado a elas, que correspondem a 58% das igrejas, mais do que os 52% da fração feminina na população geral.

A convocação de Michelle Bolsonaro para a linha de frente do confronto é cirúrgica. Metade evangélica do casal, a primeira-dama tem tido participação bem mais vigorosa na campanha agora do que em 2018. A expectativa é que ela suavize a imagem de Bolsonaro, um repelente entre frequentadoras dos templos.

A própria imagem de Michelle foi se adaptando para se comunicar ainda mais com essa eleitora, destaca a socióloga Christina Vital, coordenadora do Laboratório de Estudos em Política, Arte e Religião na UFF (Universidade Federal Fluminense). O corte de cabelo está mais austero, as roupas, mais largas e pudicas, ”encarnando esse projeto da mulher virtuosa, a ‘Mulher V’, afirma Vital.

A referência é a um conceito popularizado por Cristiane Cardoso, filha do bispo Edir Macedo que advoga por uma ”mulher moderna à moda antiga”. ”Espera-se que Michelle seja uma mulher de oração, exerça um papel fundamental na família e na docilização do marido. Isso fala diretamente ao público feminino”.

Já a popularidade de Bolsonaro entre os homens que se dizem tementes a Deus, de acordo com Vital, dialoga com “a questão de ethos que Bolsonaro transmite, que tem a ver com a recuperação de uma autoridade masculina que parece estar sendo desvalorizada”.

O descompasso de gênero ecoa no arco evangélico, quase todo masculino. Até hoje, muitas igrejas não ordenam pastoras. Mesmo entre as que as aceitam, a liderança é exercida sobretudo por homens.

A participação feminina na cúpula da bancada evangélica também é mirrada, e o culto promovido nesta quarta (3) num dos plenários da Câmara, com presença de Bolsonaro, explicitou essa discrepância. Homens monopolizaram a mesa principal. Em fevereiro, quando o bloco anunciou sua nova diretoria, mulheres ocupavam 4 dos 29 postos.

Conectar-se com as eleitoras será obrigatório para estas eleições, e o núcleo bolsonarista, também ele composto por uma maioria masculina, está ciente disso, afirma a cientista política Ana Carolina Evangelista, do Iser (Instituto de Estudos da Religião).

”A campanha do presidente sabe de tudo isso: por um lado, a única chance de não perder as eleições é recuperando a parcela dos votos que já teve em 2018 e que migrou para Lula. Por outro, dentro do segmento onde ele já teve enorme apoio, o evangélico, ele perdeu o apoio das mulheres. Por isso a aposta nas mulheres, especialmente as evangélicas, mas não só”.

A diferença entre o pleito de quatro anos atrás e o atual, contudo, ”é que, para parte do eleitorado que migrou, ele precisará, além de mobilizar afetos e medos, convencer que ele mudará suas condições de vida”, diz Evangelista.

”Eles estão acertadamente focando as mulheres, mas elas ainda não acreditaram que o então deputado-candidato de 2018, agora presidente-candidato, merece uma segunda chance”.

Ao mesmo tempo, nesse cenário, a trupe lulista não pode continuar agindo ”como se elas já estivessem com ele”. ”Elas ainda estão com ele”, afirma a pesquisadora.

A equipe do presidente ainda pode encontrar um terreno fértil para conquistar apoios porque, até agora, as evangélicas têm o voto menos consolidado do que suas contrapartes masculinas. Entre eles, 82% disseram estar ”totalmente decididos”, enquanto 65% delas deram essa mesma resposta ao Datafolha.

Bolsonaro tenta reforçar um discurso que ressoa nesse eleitorado, baseado na defesa da família, mas também deve buscar colher dividendos das políticas do governo —incluindo o pagamento adicional do Auxílio Brasil, que deve ser distribuído a partir deste mês.

O levantamento mostrou que 25% dos brasileiros recebem o substituto do Bolsa Família ou moram com alguém que o embolse. Essa taxa dispara entre mulheres evangélicas: 34% estão ligadas ao programa assistencial. Entre os fiéis homens, a parcela mingua para 22%.

A rejeição feminina a Bolsonaro explica-se em parte por serem elas as mais afetadas por um ciclo econômico capenga. As mulheres, por exemplo, sentiram o desemprego de forma mais intensa durante a pandemia —responderam por 72% dos postos de trabalho assalariado encerrados em 2020.

Além de mais vulneráveis financeiramente, as evangélicas são mais refratárias ao estilo grosseiro de Bolsonaro do que o naco masculino das igrejas, diz Christina Vital. A ”Mulher V” pode se sensibilizar com temas de ordem moral, como aborto e drogas. Mas isso não basta para ceder aos apelos bolsonaristas.

Anna Virginia Balloussier/Bruno BoghossianFolhapress

Pesquisa BTG/FSB: Lula mantém liderança, mas Jair Messias Bolsonaro diminui distância

/ Política

Lula e Bolsonaro disputam eleições 2022. Foto: Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nas intenções voto para as eleições de outubro, segundo a pesquisa realizada FSB Comunicação por encomenda do banco BTG divulgada nesta segunda-feira (8). O levantamento mostra também que a distância para o segundo colocado, Jair Bolsonaro (PL) caiu para além da margem de erro.

Lula oscilou 3 pontos para baixo em duas semanas e está com 41%, enquanto Bolsonaro avançou 3 pontos e ficou com 34%. A pesquisa realizou 2.000 entrevistas de 5 a 7 de agosto de 2022. Está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-08028/2022. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. Custou R$ 128.957,83 e foi paga pelo banco BTG Pactual.

Em seguida, seguem os seguintes candidatos: Ciro Gomes (PDT), com 7%; Simone Tebet (MDB), com 3%; André Janones (Avante), com 2% – o candidato deixou a disputa para apoiar o PT; José Maria Eymael (DC), com 1%; e Pablo Marçal (Pros), também com 1%. Felipe D’Ávila (Novo), Vera Lúcia (PSTU), Sofia Manzano (PCB), Leonardo Péricles (UP) e Roberto Jefferson (PTB) não pontuaram.

Em um potencial segundo turno, o petista venceria todos os adversários. Lula venceria Bolsonaro por 51% contra 39% do atual presidente. Contra Ciro, o petista venceria por 47% a 32%. No cenário entre o ex-presidente e a senadora Simone Tebet, a diferença é maior: 50% contra 29%. Com informações do site Bahia Notícias

Debate na Band é marcado por críticas de candidatos ao Governo a ausência de ACM Neto

/ Política

O primeiro bloco dos debates entre os candidatos ao governo da Bahia, promovido pela Band, neste domingo (4), foi marcado por críticas a ausência do ex-prefeito de Salvador e também postulante ao Palácio de Ondina pelo partido União Brasil, ACM Neto, no programa.

O primeiro a atacar ACM Neto foi Jerônimo Rodrigues. ”Debates como esses nos ajudam, primeiro, a refletir sobre esse momento da democracia brasileira. Depois, é uma oportunidade que o Brasil e a Bahia têm de ouvir a nós sobre os nossos projetos, as nossas intenções com o nosso estado da Bahia. Lamento muito, nesse momento, não termos a presença do ex-prefeito e candidato a governador. Me parece que faltou coragem de debater conosco os projetos e suas ações. Inclusive, ele já tem esse costume de não ter coragem de enfrentar temas como estes”, disse Rodrigues.

Em seguida, o psolista Kleber Rosa considerou a falta do candidato do União Brasil como desrespeito. “Quero saudar os presentes e lamentar a ausência de um dos candidatos. Quero dizer que o pior desse exemplo é a falta de respeito com o povo da Bahia. O debate é o momento em quer a gente confronta as nossas ideias e confronta o nosso programa. A negação de vir aqui se expor é antes de tudo uma falta de respeito ao nosso povo. Eu quero dizer para vocês que está na hora do povo governar. Nós temos um projeto”, afirmou o psolista.

Por fim, candidato do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Palácio de Ondina, João Roma, classificou a prática de ACM Neto como atitude de retrocesso.

”A Bahia tem sofrido e ficado para trás em relação a outros estados, porque está refém de práticas políticas do século passado. Uma Bahia grandiosa que está enxergando o século 21, mas que com essas práticas não tem conseguido avançar. Lamentável, de fato, que o ex-prefeito de Salvador, que saiu da prefeitura, mas a prefeitura não saiu dele, porque continua usando a prefeitura para seu benefício próprio esteja ausente do debate”, disse Roma. Com informações do site Bahia Notícias