Candidato à presidência da Câmara desembarca em Salvador e oferece almoço para deputados

/ Política

Fábio Ramalho (MDB-MG) disputa presidência. Foto: Ag. Câmara

Candidato à presidência da Câmara dos Deputados, Fábio Ramalho (MDB-MG) desembarca, nesta sexta-feira (14), em Salvador e oferece um almoço para os parlamentares da bancada baiana, os atuais e os eleitos para a próxima legislatura. O encontro vai acontecer no restaurante Bargaço, no Jardim Armação. Segundo a Coluna do Estadão, o emedebista também deve ter um encontro com o governador reeleito Rui Costa (PT). Ramalho é adversário do candidato à reeleição Rodrigo Maia (DEM), que tem o apoio do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

Prefeita é multada em R$ 48,3 mil por extrar, mais uma vez, o limite para gastos com pessoal

/ Política

Prefeita de Prado, Mayra Brito, é multada. Foto: Reprodução

A prefeita de Prado, Mayra Brito (PP), teve as contas referente ao exercício de 2017 rejeitadas nesta quinta-feira (13) pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A Corte acusa a gestora de ter, em seu segundo mandato, extrapolado mais uma vez o limite máximo para gastos com pessoal. Por isso, foi definida multa de R$ 43,2 mil à Mayra, o que corresponde a 30% dos seus subsídios anuais. Além disso, foi aplicada multa de R$ 6 mil por outras irregularidades. Ela também terá que ressarcir os cofres públicos em mais de R$ 5,1 mil. Ainda cabe recurso à decisão.

Vereador de Campo Formoso, acusado de ”homicídio”, é eleito para presidência da Câmara

/ Política

Vereador teria matado um homem em 2016. Foto: Reprodução

O vereador da cidade de Campo Formoso, no norte da Bahia, José Alberto Carvalho Pereira, conhecido como ”Zé Lambão” (PSD), foi eleito para a presidência da Câmara de Vereadores na terça-feira (11). Em 2016, o vereador foi acusado de homicídio qualificado, após ser preso em flagrante na cidade de Senhor do Bonfim, sob suspeita de ter matado um homem durante uma discussão em um bar de Campo formoso. Segundo o G1, o crime aconteceu porque a vítima fez uma cobrança eleitoral ao candidato. O vereador teria prometido levar água encanada a uma comunidade caso fosse eleito. Depois da discussão, Zé Lambão teria saído, retornado ao bar portando uma arma e teria efetuado vários disparos. A vítima não resistiu e morreu no local. Em outubro deste ano, a defesa do vereador entrou com recurso alegando legítima defesa. A 2ª Turma da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia decidiu por unanimidade a negação do recurso e o caso será levado a júri popular.

Polícia do Rio de Janeiro intercepta plano para executar Marcelo Freixo neste sábado

/ Política

Agenda do político foi cancelada no Rio. Foto: Reprodução

Dois comerciantes e um policial militar foram citados em um relatório da Polícia Civil do  Rio de Janeiro como suspeitos de envolvimento em um novo plano para executar o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). O crime estava planejado para o próximo sábado, em Campo Grande. A informação foi divulgada pelo site do jornal O Globo. Os suspeitos são ligados a um grupo de milicianos da Zona Oeste, também investigado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes. Na agenda programada para Campo Grande, Freixo encontraria com militantes e professores da rede particular de ensino, no sindicato da categoria. No entanto, ao saber do plano de execução, ele preferiu cancelar o compromisso. ”Há um grau de veracidade na ameaça. Eu tinha realmente um compromisso público no próximo sábado em Campo Grande, que obviamente vou cancelar. Mas o que chama a atenção, é que os milicianos continuam soltos, ameaçando e matando”, disse o deputado.

Para 75% dos brasileiros, Bolsonaro está no caminho certo, aponta pesquisa CNI/Ibope

/ Política

Brasileiros apostam no Governo Bolsonaro. Foto: Agência Brasil

Uma pesquisa CNI-Ibope divulgada nesta quinta-feira (13) mostra que 75% dos brasileiros – três em cada quatro – acreditam que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e sua equipe estão no caminho certo em relação às decisões tomadas até o momento. De acordo com o estudo, 14% acham que Bolsonaro está no caminho errado e 11% não sabem ou não responderam à pergunta. De acordo com os números, quanto maior a renda familiar, maior o percentual dos que acreditam que o presidente eleito está no caminho certo. O índice é de 70% entre aqueles com renda familiar de até um salário mínimo e chega a 82% entre os que têm renda familiar superior a cinco salários mínimos. Entre os ouvidos, 64% têm expectativa de que o governo Bolsonaro será ótimo ou bom. Para 41% e 40% dos entrevistados, respectivamente, melhorar os serviços de saúde e promover geração de empregos devem ser as prioridades do governo para 2019. Em seguida, aparecem combater a corrupção e combater a violência e a criminalidade, ambos com 36%, e melhorar a qualidade da educação, apontada por 33%. O levantamento mostra que dois em cada três brasileiros acreditam que a situação econômica do país vai melhorar em 2019, enquanto parcela similar espera que a própria vida vai melhorar ou melhorar muito no próximo ano. Cerca de quatro em cada dez brasileiros (43%) acreditam que a segurança pública está entre os principais problemas que vão melhorar no primeiro ano de governo do presidente eleito. Em seguida, aparecem a corrupção (37%) e o desemprego (36%).

Ex-prefeita de Encruzilhada e ex-prefeito de Brejões terão que devolver recursos aos cofres públicos

/ Política

Ivani Andrade terá que devolver R$ 277 mil. Foto: Reprodução

A ex-prefeita do município de Encruzilhada, Ivani Andrade Fernandes Santos (PTB), terá que devolver R$ 277.353,98 aos cofres públicos e pagar multa de R$ 5 mil, após decisão do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), nesta terça-feira (11). A Corte de Contas desaprovou a prestação de contas do convênio firmado pela prefeitura com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) para reforma e ampliação de uma praça pública. A equipe de auditores do Tribunal constatou a existência de irregularidades, a exemplo da não comprovação da aplicação de parte dos recursos conveniados. Na mesma sessão, os conselheiros da Primeira Câmara também desaprovaram as prestações de contas de outros dois convênios. Um deles foi firmado pela Secretaria de Educação do Estado (SEC) com a prefeitura de Brejões. Neste caso, além da desaprovação, o ex-prefeito Orivaldo Santana Lopes terá que devolver R$ 27.599,77 aos cofres públicos e pagar multa de R$ R 1 mil. Também foram desaprovadas as contas do convênio firmado pela Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) com a prefeitura de Santa Maria da Vitória. Em razão das irregularidades, o ex-prefeito Prudente José de Morais terá que devolver aos cofres públicos a quantia de R$ 704,27. Ainda cabem recursos das decisões.

Futura ministra de Bolsonaro jura que conversou com Jesus num pé de goiaba; veja vídeo

/ Política

Escolhida por Jair Bolsonaro para cuidar das políticas de mulheres, índios e direitos humanos, a advogada Damares Alves revela que já se encontrou com Jesus. Segundo ela, em relato durante um sermão, houve um encontro aos 10 anos de idade, após subir em um pé de goiaba para se matar, tomando veneno. No momento que iria consumar o ato, Damares declarou que Jesus apareceu e subiu na árvore, sentando a seu lado num galho. ”Ele era tão lindo’, contou a futura ministra.

Depósitos a ex-motorista de Flávio eram próximos ao dia de pagamento da Assembleia

/ Política

Investigação sobre Flávio Bolsonaro avança. Foto: Reprodução

Mais da metade dos depósitos em espécie recebidos por Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, aconteceram no dia do pagamento dos funcionários da Assembleia Legislativa do Rio ou até três dias úteis depois. Uma análise do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou movimentações atípicas em contas de assessores e ex-servidores do legislativo, mostra que 34 das 59 operações financeiras seguiram a mesmo padrão. O restante ocorreu em até uma semana. O Estado identificou que 15 depósitos em espécie na conta de Queiroz ocorreram nos mesmos dias de pagamento dos servidores da Alerj em 2016. Essas datas variaram a cada mês, por causa da crise do Rio, que levou a atraso nos salários, mas foram mapeadas através do cruzamento do relatório do Coaf com o cronograma de pagamentos da assembleia fluminense. Outros 19 depósitos na conta de Queiroz ocorreram em até três dias úteis após os funcionários receberem seus vencimentos. Os valores depositados mensalmente também se repetem ou são aproximados. Investigadores analisam se há padrão nas ações, em valores ou periodicidade. O jornal Folha de S. Paulo mostrou nesta terça-feira que logo após receber os valores, Queiroz realizou saques em espécie em quantias aproximadas às que haviam entrado em sua conta. A coincidência de datas ocorre logo nos primeiros depósitos feitos em 2016. Em 12 de janeiro, dia de pagamento na Alerj, por exemplo, o então assessor recebeu três depósitos em espécie, nos valores de R$ 4.400, R$ 5.566 e R$ R$1.771. Outra sequência é vista em 14 e 15 de abril, dia de pagamento na Alerj. No primeiro dia, Queiroz recebeu um depósito de R$ 7.400. No seguinte, foram feitos outros dois depósitos, de R$ 1.771 e R$ 4.300, na sua conta. Em maio de 2016, os funcionários da Alerj receberam no dia 11. Nessa data, Queiroz ganhou três depósitos, novamente no valor de R$ 1.771, outro de R$ 3.071 e um último de R$ 1.000. Um dia depois, em 12 de maio, foi feito na conta outro depósito, de R$ 6.300, e no dia 16 caiu o último valor do mês, de R$ 1.160. Os padrões se repetem em junho e em novembro. O relatório, no entanto, não diz quem realizou os depósitos. No relatório preliminar da operação Furna da Onça, a delegada Xênia Ribeiro Soares chegou a citar a suposta existência de esquema de funcionários fantasmas e auxílio alimentação que seriam repassados pelos servidores dos gabinetes aos deputados. De acordo com a delegada, o procedimento foi mapeado no gabinete do deputado estadual Paulo Melo, preso pela operação, mas já foi “identificada em outros gabinetes e que se afigura como uma prática criminosa disseminada na Alerj”. “As informações apresentadas são de máxima gravidade e demandam uma enérgica resposta da Justiça”, diz o texto. O ex-motorista deve depor na semana que vem no Ministério Público do Rio, que investiga o caso. O Estado apurou que as transações entre funcionários do Legislativo estão entre os motivos que levaram os bancos a classificar as movimentações como atípicas e a advertir o Coaf a seu respeito. O relatório indicou que pelo menos nove funcionários e ex-funcionários do gabinete de Flávio fizeram operações (depósitos ou recebimentos) na conta do ex-motorista e ex-segurança do deputado. Entre elas, estão as filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz, e a sua mulher, Marcia Oliveira de Aguiar. O próprio Coaf, em seu relatório anexado à operação Furna da Onça, que investiga corrupção no Legislativo do Rio, classificou o fluxo financeiro como atípico. O dinheiro depositado na conta de Queiroz, às vezes, superava o valor do salário do então assessor. Houve casos nos quais a maior parte do que o funcionário recebeu foi parar na conta do então motorista e segurança de Flávio Bolsonaro. Em nota, a assessoria do senador eleito ressaltou que não é investigado “no assunto relacionado ao ex-assessor (Fabrício) Queiroz, visto que não praticou qualquer ilícito em sua atividade parlamentar”. O texto afirma ainda que o deputado “segue à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades, se instado for” e “espera ver, dentro dos trâmites legais, a completa resolução do caso pelas autoridades competentes o mais rápido possível, pois é o principal interessado em que tudo se esclareça o quanto antes”.

Tucanos propõem que Aécio Neves se ”licencie” do partido para evitar expulsão

/ Política

A cúpula do PSDB vai pressionar o senador Aécio Neves (MG) a se afastar do partido, mesmo que seja temporariamente. Uma das ideias em estudo para evitar a expulsão de Aécio, eleito deputado federal, é que ele peça uma licença partidária. Em conversas reservadas, dirigentes tucanos avaliam que, se ele não fizer isso, acabará sendo obrigado a deixar a sigla. A estratégia para evitar que a crise envolvendo Aécio aumente ainda mais o desgaste do PSDB foi discutida nesta terça-feira, quando a Polícia Federal e o Ministério Público cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis de Aécio, no Rio e em Minas. Instalada pela PF, a Operação Ross investiga denúncia de que a JBS teria pago propina de R$ 128 milhões ao tucano e a seus aliados, de 2014 a 2017, tendo parte dessa cifra servido para alimentar a compra de apoio político na campanha eleitoral de quatro anos atrás. As delações do empresário Joesley Batista e de outros executivos do grupo J&F também indicam o pagamento de uma “mesada” de R$ 50 mil ao senador. Aécio nega e diz não poder aceitar que “delações de criminosos confessos e suas versões se sobreponham aos fatos”. Nos bastidores, deputados do PSDB asseguram que, se alguma representação contra Aécio der entrada no Conselho de Ética do partido, a tramitação será muito rápida e a expulsão, bastante provável porque os tucanos querem mostrar à sociedade que não compactuam com malfeitos. O colegiado foi criado há menos de duas semanas e é presidido pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que foi secretário da Casa Civil do governo de Geraldo Alckmin em São Paulo. Diante desse cenário de revolta na bancada do PSDB, aliados de Aécio propõem como alternativa a licença partidária para que ele possa se explicar, evitando mais uma “contaminação” da legenda. A situação do senador é considerada “crítica” até mesmo por seus amigos. Desde as primeiras denúncias contra Aécio, que presidia o PSDB e foi obrigado a passar o bastão, no ano passado, o partido vem enfrentando um problema atrás do outro. Na esteira da crise, o ex-governador Alckmin, que comanda a legenda, perdeu a eleição para o Palácio do Planalto.

Em diplomação, Jair Bolsonaro diz que a soberania do voto popular é inquebrantável

/ Política

Jair Bolsonaro é diplomado presidente da República. Foto: TSE

O presidente eleito Jair Bolsonaro foi diplomando na tarde desta segunda-feira (10), em cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em um discurso sem improvisos, Bolsonaro, que chegou a chorar durante o evento, abriu a fala agradecendo a Deus por estar vivo, defendeu o resultado das eleições e falou que o voto popular é irreversível. “Senhoras e senhores, somos uma das maiores democracias do mundo, 120 milhões de brasileiros compareceram às urnas de forma pacífica e ordeira, respondemos ao dever cívico do voto. Nós, brasileiros, devemos nos orgulhar dessa conquista. Em um momento de profunda incertezas em várias partes do globo, somos um exemplo de que a transformação pelo voto popular é possível. Este processo é irreversível. Somos o exemplo do poder do voto. Nosso compromisso com a soberania do voto popular é inquebrantável”, afirmou o presidente eleito. Bolsonaro chegou em Brasília na tarde desta segunda-feira para participar à tarde da cerimônia de diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A entrega do diploma oficializa o resultado eleição e dá direito ao eleito de assumir o mandato para o qual concorreu. Em uma parte do discurso, Bolsonaro afirmou que o País vive um “novo tempo” e que a vontade popular “não precisa de intermediação”. “Vivenciamos um novo tempo. As eleições de outubro revelaram uma realidade distinta das práticas do passado. O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes. Neste novo ambiente a crença da liberdade é a melhor garantia de respeito aos altos ideias que balizam nossa Constituição. Diferenças são inerentes a uma sociedade múltipla e complexa como a nossa, mas jamais devemos nos afastar dos ideias que nos unem: o amor a pátria e o compromisso com a construção de um presente de paz”. Desde a vitória na eleição, em 28 de outubro, o presidente mantém o hábito de passar parte da semana na capital federal para reuniões com políticos, autoridades, futuros ministros e integrantes da equipe de transição. Bolsonaro retomará nos próximos dias as negociações com as bancadas de partidos, iniciadas na semana passada. Segundo a assessoria do governo de transição, entre terça-feira, 11, e quarta-feira, 12, o presidente terá audiências com deputados do PSD, DEM, PSL, PP e PSB.

Prefeito de Jaguarari pede paz ao retornar pela 3ª vez ao cargo: quiseram destruir a cidade

/ Política

Prefeito de Everton Carvalho Rocha (PSDB). Foto: Reprodução

Ao que parece, a cidade de Jaguarari, enfim, terá uma gestão municipal contínua nos próximos dias. O prefeito eleito Everton Rocha (PSDB) foi reconduzido ao cargo pela terceira vez este ano. Em entrevista ao BNews, o tucano contou suas preocupações com a paralisação dos serviços públicos e principalmente com a população – a mais afetada com a instabilidade política que tomou conta do município durante todo o ano de 2018. Segundo Rocha, desde o início da gestão, vereadores foram contrários à sua vitória e em menos de um mês do início do mandato, os edis aprovaram na Câmara Municipal a primeira denúncia contra o prefeito. “Desde o primeiro momento que um grupo político quis me afastar por não me aceitarem dizendo que eu era forasteiro. Eles se juntaram e 10 vereadores disseram que iriam me cassar”, contou. Segundo ele, não há motivos para as denúncias. Ainda de acordo com Rocha, os vereadores, comandado pelo vice-prefeito Fabrício D’Agostinho, realizavam reuniões para orquestrarem a derrubada do prefeito. “Os vereadores e o vice realizavam reuniões semanais e nenhuma era para discutir os problemas da população. Elas eram somente para derrubar o prefeito. São cinco, seis pessoas que estão destruindo a cidade”, reforçou. O prefeito ainda lamentou a postura de seu vice, que o acompanhou durante toda a campanha que resultou na vitória nas urnas. “A intenção dele sempre foi ser prefeito. Mas, eu acreditava que era uma pessoa comprometida com o município. Infelizmente fez tudo isso. Nessa situação da troca de cadeiras quem perde é o município, é o povo”. O prefeito já recebeu o apoio do presidente do Legislativo municipal, Márcio Gomes, que já retirou a denúncia oferecida pela Casa, por acreditar que a situação no município “está insustentável”. “Eu tenho chamado a atenção dos vereadores de que a eleição acabou. É aceitar a decisão do povo. Daqui a quatro anos a população vai tomar a decisão novamente. Mas, a Câmara já chegou ao entendimento de que todas as ações tomadas por ela só atrasaram o município. O presidente já recuou e mais seis vereadores, pois perceberam que agora é preciso paz, para pensar no crescimento da nossa cidade”, argumentou.

Denúncias

O prefeito Everton Carvalho Rocha (PSDB) foi cassado três vezes somente este ano. Uma das cassações aconteceu em 21 de fevereiro, quando por 12 votos a 1 a Câmara de Vereadores confirmou uma denúncia de pagamento indevido de transporte. Depois, no dia 4 de junho, os vereadores da cidade aprovaram por 10 a 3 o afastamento do gestor. Dessa vez, em um processo que o acusa de atrasar a entrega da Lei Orçamentária Anual de 2017. Everton Rocha é acusado ainda de fraudes no São João de 2017 pelo Ministério Público do Estado (MP-BA).Com Rocha afastado, o vice-prefeito Fabrício de Santana D’Agostino (DEM) assumiu o comando da gestão no dia 3 de abril, após segunda cassação do ex-aliado. Em outubro, o Tribunal de Justiça da Bahia, através de decisão do presidente, o desembargador Gesivaldo Britto, suspendeu a liminar que afastou o prefeito de Jaguarari, e com isso o político voltou ao cargo. Fabrício de Santana D’Agostinho também está sendo investigado por supostas irregularidades em seus seis meses de gestão neste ano.  O procurador-geral de Jaguarari, Alan Abbehusem, na ata da transição anterior, no dia 09/11, relatou diversas irregularidades constatadas: “foram analisados contratos administrativos, processos de licitação, processos de dispensa de licitação, aditivos contratuais, liquidações, processos de pagamentos, situação da estrutura operacional da Prefeitura Municipal e demais órgãos municipais, a situação é estarrecedora, preocupante e impõe medidas administrativas e judiciais urgentes. Foram encontradas situações que dão indícios de fragmentações de licitações, dispensas de licitações sem nenhum respaldo legal, fraudes em licitações, aumento de valores contratuais acima do permitido pela Lei Federal n° 8.666/1993, gastos excessivos que sinalizam desvio de dinheiro público e atos de corrupção, não comprovação de prestação de serviços ou fornecimento de materiais; ausência de processo administrativo no setor competente; documentos estes que causam perplexidade sobre a forma como eram conduzidos e operacionalizados na Prefeitura Municipal de Jaguarari, Estado da Bahia, entre os meses de abril a outubro de 2018”.

”Bolsonaro não tem um projeto para o País”, afirma o apresentador e empresário Luciano Huck

/ Política

Apresentador Luciano Huck critica Jair Bolsonaro. Estadão

O apresentador e empresário Luciano Huck diz não enxergar nas propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro “um projeto de País”. Embora afirme que Bolsonaro “não enganou ninguém” durante a eleição e defenda um voto de confiança no futuro presidente, Huck cobra um plano de redução da desigualdade para o País “não ficar andando de lado para sempre”. O apresentador já admitiu que não tem mais como sair da “caixinha” da política, onde entrou quando passou a ser cotado como um potencial “outsider” na disputa presidencial deste ano. Após muitas especulações, ele não aceitou entrar na arena eleitoral. Nesta entrevista ao Estado, Huck admite que centro está convergindo para um novo partido e comenta as acusações contra o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Leia a entrevista completa no Estadão.

”Se começarmos desunidos, fica difícil”, afirma Jair Bolsonaro sobre ”racha” no PSL

/ Política

Integrantes do PSL estão em pé de guerra. Foto: Estadão

O presidente eleito Jair Bolsonaro lamentou, neste sábado (8), a briga entre os deputados eleitos do PSL pela liderança da legenda. A informação é da Folha. O conflito envolveu a deputada federal eleita Joice Hasselman e o senador eleito major Olímpio, em um grupo de WhatsApp. “O PSL é um partido bastante novo. Dos 52 deputados, 48 são novos. Estão brigando por espaço. Lamento isso daí. Vou tentar acalmá-los. Se começarmos desunidos, fica difícil a gente conseguir maioria no parlamento para aprovar aquilo que interessa ao Brasil”, afirmou Bolsonaro, após um evento na Escola Naval.

Flávio Bolsonaro diz que ex-assessor vai se explicar sobre movimentação de R$ 1,2 milhão

/ Política

Motorista de Flávio Bolsonaro movimentou R$ 1,2 milhão. Foto: Estadão

O deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse hoje (7) que seu ex-motorista e ex-assessor Fabrício José Carlos de Queiroz prestará esclarecimentos ao Ministério Público Federal sobre a movimentação atípica em suas contas bancárias de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Flávio informou já ter recebido explicações satisfatórias de Queiroz. ”A versão que ele me coloca é bastante plausível”, afirmou o deputado estadual, acrescentando que Queiroz apresentará provas e explicações ao Ministério Público. ”Até que se prove o contrário, eu confio nele”, disse Flávio Bolsonaro, lembrando que conhece o ex-assessor há mais de 10 anos. ”Tenho toda a tranquilidade. O que me foi relatado é que não há nenhuma irregularidade.” Flávio Bolsonaro concedeu entrevista coletiva em frente à casa do pai, em um condomínio, na Barra da Tijuca. Segundo ele, estava incomodado com a situação envolvendo seu ex-assessor. Para o deputado estadual, eleito para o Senado, a conversa com o ex-assessor foi positiva e as explicações dadas por Queiroz foram suficientes. Flávio afirmou, entretando, que ele e o pai ficaram ”surpresos” e ”chateados” com o caso. Ele afirmou ainda que não tornaria públicas as explicações de seu ex-motorista a pedido dos advogados dele. ”Não tenho nada para esconder de ninguém”, ressaltou. ”O acusado é ele; não sou eu”, destacou. ”Ele me relatou uma história bastante plausível e me garantiu que não haveria nenhuma irregularidade. [Mas] quem tem que ser convencido é o Ministério Público. Assim que for convocado, ele vai esclarecer.” Segundo informações publicadas pela imprensa esta semana, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) anexado à Operação Furna da Onça, que investigou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), indicaria movimentação financeira atípica do ex-assessor. Nesta sexta-feira, o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, levantou dúvidas sobre a isenção do Coaf e disse que há interesses em desestabilizar a gestão de Bolsonaro. ”Setores estão tentando destruir a reputação do sr. Jair Messias Bolsonaro. No Brasil, a gente tem que saber separar o joio do trigo. Nesse governo é trigo. (…) Onde é que estava o Coaf no mensalão, no petrolão?”, disse o ministro, que participou de um debate com empresários em São Paulo. O Ministério da Fazenda informou que o Coaf não irá se manifestar sobre a polêmica.