Polícia Federal deflagra operação contra fraudes em dispensas de licitações de prefeitura de cidade baiana

/ Bahia

A prefeitura de Nova Soure, no Nordeste baiano, é alvo de uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (16) pela Polícia Federal (PF). Denominada de Operação Ajuste, a ação apura um esquema de fraude em dispensas de licitação destinadas à compra de testes de Covid-19. A suspeita é que os contratos favoreciam apenas uma empresa.

De acordo com a PF, a prefeitura de Nova Soure usou de procedimentos ilegais, a partir de cotações apresentadas por empresas vinculadas entre si e em suposto conluio, com o fim de viabilizar a aquisição de 2,5 mil testes rápidos por um total de R$ 203,3 mil. Os casos teriam ocorrido no primeiro ano da pandemia, em 2020.

Ao todo, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, autorizados pela Vara Federal da Subseção Judiciária de Alagoinhas, no Agreste do estado. Além de Nova Soure, os mandados são cumpridos também em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

As investigações contam com fiscalização da Controladoria Geral da União – CGU que aponta alterações do quadro societário das empresas envolvidas dando contornos de grupo comercial, além de irregularidades formais nos procedimentos de dispensa investigados.

Os suspeitos podem responder pelo crime de dispensa ilegal de licitação (art. 89 da Lei 8.666/93). Com informações do site Bahia Notícias

 

Ações do PSOL e do PL de João Roma pedem impugnação da candidatura de Ana Coelho

/ Política

Ana Coelho é candidata a vice-governadora de ACM. Foto: Rede social

A Justiça Eleitoral pode cancelar o registro da candidatura de Ana Coelho (Republicanos) como vice de ACM Neto (União Brasil) na disputa ao governo da Bahia. É o que pedem duas ações de impugnação ingressadas nesta segunda-feira (15), por Kleber Rosa (PSOL), postulante ao Palácio de Ondina, e Leandro de Jesus, candidato a deputado federal pelo PL, mesmo partido de outro candidato a governador, João Roma.

Os processos argumentam que Ana Coelho faz parte do quadro de sócios do TV Aratu, afiliada ao SBT, e que deveria ter se afastado da função de CEO seis meses antes das eleições para reunir as condições de elegibilidade.

A ação movida por Kleber Rosa e assinada pelo advogado José Amando Júnior destaca que a candidata se encontra ”em condição de gerência e administração de concessionária de serviço público federal, da qual não se desvinculou até a data de apresentação da presente impugnação”. O documento informa ainda que a emissora recebeu cerca de R$ 2,5 milhões do governo da Bahia nos últimos sete anos, segundo informações do A Tarde.

Depois de ingressar com a ação, o candidato do PSOL diz que foi atacado por ACM Neto ao ser associado ao machismo na política.

”A situação de inelegibilidade dela [Ana Coelho] é circunstancial e a ação não é pessoal contra ela ou contra o ACM Neto. É importante para o PSOL esclarecer a situação e respeitar os seus oponentes, disputar a eleição no campo do debate de ideias. O PSOL é o partido que mais luta pelos direitos das mulheres no Brasil. Temos uma ampla bancada parlamentar de mulheres no país. A alegação de machismo não tem nenhuma procedência”, explica Kleber Rosa.

No outro pedido de impugnação também feito ontem, Leandro de Jesus, candidato a deputado estadual pelo PL, afirma que Ana Coelho é ”sócio administrador de empresa permissionária de serviço público” e deixou de se ”desincompatibilizar, praticando ato típico de administração da empresa, incide em causa de inelegibilidade”.

Ele conta que, independentemente da questão legal, há um componente moral. ”Até por conta de uma leitura que o cidadão possa fazer, se tornaria um jogo desequilibrado. Imagine alguém vice na chapa firmando contratos com o governo do Estado, com prefeituras, e estando ainda à frente de uma empresa que presta um serviço público. Ela realmente está irregular na situação e, portanto, inelegível”, defende o advogado.

”Não há hipótese de eu subir no palanque de candidato a presidente”, diz Neto sobre 1º turno

/ Política

ACM durante entrevista. Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

”Não há hipótese de eu subir, no primeiro turno, no palanque de nenhum candidato a presidente, seja ele de que partido for, mesmo do União Brasil”. Foi assim que o candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), respondeu ao ser questionado pelo Bahia Notícias se a senadora Soraya Thronicke vem para a Bahia fazer campanha ao seu lado. Thronicke disputa o Planalto pelo União Brasil, mesmo partido do ex-prefeito de Salvador. A declaração foi feita após Neto participar de uma missa na Igreja do Bonfim, no início da manhã desta terça-feira (16). O evento marcou o pontapé inicial da campanha do ex-gestor municipal.

“Eu confesso que não tenho conversado muito com a senadora Soraya. Nós respeitamos a candidatura dela à Presidência da República, oficialmente é candidata do União Brasil, mas o partido todo sabe que eu aqui não tenho uma candidatura específica. Trago comigo 14 partidos, cada um com uma posição nacional diferente, temos vários candidatos a presidente vinculados com esses partidos”, disse Neto ao Bahia Notícias.

”Caberá a mim respeitar e conviver com isso mantendo a minha estratégia de não fechar o palanque presidencial e focar na eleição na Bahia e estar preparado para governar o nosso estado com qualquer presidente que o Brasil venha a escolher em outubro. Portanto, não há hipótese, não ocorrerá de eu subir no palanque ou de participar de eventos conjuntamente com nenhum candidato a presidente no primeiro turno”, acrescentou ao reforçar a posição que assumiu há alguns meses de não manifestar apoio a presidenciáveis e não “nacionalizar” a eleição na Bahia.

O nome de Soraya Thronicke foi escolhido pelo União Brasil após a desistência de Luciano Bivar, presidente da sigla, da candidatura à Presidência. Ela inclusive chegou a ser aventada como vice na chapa que seria encabeçada pelo cacique. Com pouca expressividade nas pesquisas divulgadas recentemente, Bivar recuou e decidiu tentar a reeleição para a Câmara dos Deputados.

Período do inverno aumenta risco de Acidente Vascular Cerebral, segundo a Organização de AVC

/ Saúde

A alteração do fluxo sanguíneo ao cérebro resulta na falta de oxigênio e nutrientes. Essa ausência é o que provoca o Acidente Vascular Cerebral, popularmente chamado de derrame.

Segundo a Organização Mundial de AVC, 70 mil brasileiros morrem desta enfermidade todos os anos. Junto com o câncer, está entre as doenças que mais matam e é a principal causa de incapacidade em adultos.

E por que será que a incidência de tal enfermidade é maior no frio? O médico neurologista Frederico Lopes explica que para manter a temperatura corpórea, os vasos reduzem seu calibre para evitar a perda de calor; ação essa que aumenta a pressão arterial sistêmica. Por isso há maior chance de ocorrer aumento da pressão arterial em dias mais frios e consequentemente AVC.

Manifestado de duas maneiras – isquêmica ou hemorrágica, o AVC merece atenção quanto aos sintomas para que se identifique rapidamente, uma vez que o tratamento deve ser imediato.

No AVC isquêmico, os vasos do cérebro se estreitam dificultando a passagem de sangue (isquemia). Ocorre, em geral, em pessoas mais velhas, com diabetes, colesterol elevado, hipertensão arterial, problemas vasculares e fumantes. “Boa parte dos sintomas são bem conhecidos, entre eles estão a dificuldade para falar, dormência em um dos lados do corpo, formigamento, tontura, podendo ocorrer variações para cada paciente”, detalha o neurologista.

No AVC hemorrágico ocorre sangramento em uma parte do cérebro em consequência do rompimento de um vaso sanguíneo. Embora menos comum, costuma ser mais grave, podendo ocorrer em pessoas mais jovens. ”As consequências são bem semelhantes ao AVC isquêmico, mas é fundamental prestar atenção aos primeiros sinais. Neste tipo de situação, geralmente ocorrem dores repentinas na cabeça e vômitos que aparecem de forma súbita, frequentemente sendo associados aos mesmos déficits do AVC isquêmico”, completa.

”Existem condições que podem aumentar as chances de ocorrer um acidente vascular cerebral. Podemos reduzir o risco por meio do tratamento e prevenir os principais fatores de risco: hipertensão, diabetes, sedentarismo, alimentação rica em gordura, colesterol alto, distúrbios de sono entre outras comorbidades’, alerta Frederico.

O QUE FAZER QUANDO HÁ AS PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES
”O atendimento médico ágil e rápido é essencial”, é o que destaca o especialista quando fala do socorro a pacientes com sintomas que apontam para um AVC. O tempo de atendimento é crucial para evitar sequelas. Dessa forma deve-se procurar rapidamente um hospital com serviço de neurologia de forma imediata.

No Brasil, o atendimento nos hospitais ocorre com a realização imediata de uma tomografia computadorizada de crânio e a administração de um medicamento específico para reduzir ou até evitar sequelas permanentes seguido de diversos exames. Com informações do Bahia Notícias

Pesquisa Ipec: Ex-presidente Lula sai na frente no 1º turno com 44%; Bolsonaro tem 32%

/ Política

A pesquisa Ipec divulgada nesta segunda-feira (15), encomendada pela TV Globo, apontou que o ex-presidente Lula (PT) lidera o primeiro turno, com 44% das intenções de voto e o presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece com 32% na corrida ao Palácio do Planalto.

Quem aparece em seguida é Ciro Gomes (PDT), com 6% das intenções. Simone Tebet (MDB), com 2%, e Vera (PSTU), com 1%, também pontuaram e estão empatadas na margem de erro.

Os nomes de Constituinte Eymael (DC), Felipe d’Avila (NOVO), Léo Péricles (UP), Pablo Marçal (PROS), Sofia Manzano (PCB) e Soraya Thronicke (UNIÃO) foram citados, mas não atingiram 1% das intenções de voto, cada um. No cenário estimulado, 8% optaram Branco/nulo e 7% Não sabe/não respondeu.

O nome do candidato Roberto Jefferson (PTB) não consta nesta pesquisa. Segundo o Ipec, o motivo é que, quando a pesquisa foi registrada no TSE, ainda não havia informações suficientes sobre a candidatura, que foi oficializada posteriormente.

O Instituto ouviu 2.000 pessoas entre os dias 12 e 14 de agosto em 130 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03980/2022.

Jequieenses Marcel e André do Judô Ação representam a Bahia Troféu Brasil Interclubes, em BH

/ Jequié

André e Marcel representam Jequié e a Bahia na competição

Os judocas Marcel Assunção e André Santiago, ambos do Projeto Judô Ação/Jequié representarão o estado da Bahia no Troféu Brasil Interclubes que será realizado no Minas Tênis Club em Belo Horizonte/MG a partir desta segunda-feira (15). No decorrer da semana acontecerão competições da classe sênior do judô brasileiro tanto no Troféu Brasil quanto Grand Prix Nacional. Com 422 inscritos, o Troféu contará com quase 100% dos judocas da seleção principal que usarão a competição como preparação para o Campeonato Mundial de Tashkent, em outubro, no Uzbequistão.

A programação do Troféu tem as disputas dos pesos 48kg, 52kg, 57kg, 63kg, 60kg, 66kg, 73kg e 81kg, nesta segunda-feira, a partir das 9h, com medalhas a partir das 16h30. Na terça-feira, lutarão os judocas dos pesos 70kg, 78kg, +78kg, 90kg, 100kg e +100kg, a partir das 9h, com finais às 12h30.

O Troféu Brasil e o Grand Prix Nacional de Judô integram o programa de Campeonatos Brasileiros Interclubes de Judô e são realizados pela Confederação Brasileira de Judô em parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes e com o Minas Tênis Clube. A CBJ transmitirá ao vivo as lutas em seu portal cbj.com.br

*por Souza Andrade

Varíola dos macacos: calendário de vacinação deve sair nesta semana, pelo Ministério da Saúde

/ Saúde

O Ministério da Saúde (MS) deverá saber nesta semana quando terá as primeiras vacinas disponíveis contra a varíola dos macacos.

Segundo a representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, a fase de tratativas com o laboratório produtor da vacina terminaram, mas falta uma posição do laboratório sobre o calendário de entrega.

”Esperamos ter o calendário das vacinas nesta semana”, disse ela. ”Não temos como apresentar um calendário [de entrega de vacina] neste momento. Sabemos que uma parte das vacinas vai chegar em breve. Esperamos que o fornecedor nos especifique quando nós poderemos transportar a vacina para o Brasil”, disse ela, em coletiva de imprensa, no Ministério da Saúde.

A aquisição dessas vacinas deve ser feita através da Opas, uma vez que o laboratório responsável por elas fica na Dinamarca e não tem representante no Brasil. Assim, o laboratório não pode solicitar o registro do imunizante junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e caso o país queira comprá-lo, a OPAS deve intermediar a transação.

Socorro Gross estava acompanhada do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e de secretários da pasta. Queiroga esclareceu que as 50 mil doses solicitadas pelo Brasil, caso cheguem, irão para profissionais de saúde que lidam com materiais contaminados. Da Agência Brasil

Ação da Polícia Militar termina com suspeito oriundo de Salvador morto em Jaguaquara, diz 3ª Cia

/ Jaguaquara

Polícia Militar realiza operação em Jaguaquara. Foto: BMFrahm

Um suspeito de 26 anos morreu após ação da Polícia Militar de Jaguaquara, na tarde desta segunda-feira (15), no residencial Jatobá, bairro Casca.

De acordo com informações divulgadas através da 3ª Cia, Vitor Gonçalves dos Santos, Vitor Dentinho, oriundo do bairro Nordste de Amaralina, em Salvador, mas residindo em Jaguaquara estaria intimidando moradores e comercializando entorpecentes, quando as guarnições foram ao local indicado, sendo iniciado confronto, sendo Vitor atingido e socorrido ao Hospital Municipal, evoluindo ao óbito.

A PM, em nota, disse ainda que o mesmo chefiava o tráfico na área e revelou ter apreendido uma pistola Taurus PT 57, nº M39981, com 04 munições intactas; 24 petecas de substância análoga à cocaína; 01 porção grande de substância análoga à cocaína; 01 porção grande de substância análoga ao crack; 04 porções de substância análoga ao crack; R$ 178,00, em espécie; e diversos sacolés para comercialização de drogas.

Viatura da Polícia Militar pega fogo após problemas elétricos no bairro de Brotas, em Salvador

/ Polícia

De acordo com a PM, não houve feridos. Foto: Rede social

Uma viatura da Polícia Militar pegou fogo, nesta segunda-feira (15), após uma pane elétrica, no bairro de Brotas, em Salvador. Segundo a PM, policiais militares da 26ª CIPM realizavam patrulhamento pela Av. Dom João VI, quando a viatura em que estavam embarcados apresentou aquecimento excessivo no painel, vindo a se incendiar em seguida.

Os militares conseguiram deixar o veículo sem quaisquer ferimentos e acionaram o Corpo de Bombeiros Militar para debelar o fogo, de acordo com a corporação.

Ao Bahia Notícias a PM indicou que ainda não conseguiu informações quanto ao que poderia ter iniciado o incêndio, que será apurado em Inquérito Técnico.

Eleições 2022: Entenda a diferença entre enquete e pesquisa eleitoral, o que é permitido e proibido

/ Imprensa

Com a chegada do ano eleitoral é comum vermos muitas pessoas questionando a confiabilidade das pesquisas que mostram como está o cenário para a corrida presidencial, bem como aquelas que apresentam dados sobre os candidatos a governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. O que poucos sabem é que as pesquisas de intenção de voto são indispensáveis para o andamento das eleições.

Os dados coletados em pesquisas eleitorais auxiliam o público em geral a analisar o cenário pré-eleição e as possibilidades que cada político tem de vencer. Além disso, é uma estratégia utilizada pelos partidos políticos como avaliação das estratégias e chances de cada candidato. Por utilizarem métodos científicos para obtenção dos dados, as pesquisas refletem, de forma fidedigna, a intenção de voto da população brasileira.

No entanto, por não saberem como funciona o processo de pesquisa eleitoral e as etapas que definem as variáveis (características que representem a maior parte da população população, como: gênero, raça, escolaridade, etc) e a amostragem (grupo de pessoas com as particularidades definidas como variáveis selecionadas a partir de dados do IBGE), facilmente surgem dúvidas sobre a diferença entre enquete e pesquisa.

Proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em períodos de campanha eleitoral, a enquete ou sondagem não é realizada com a preocupação de selecionar uma amostragem fiel ao universo que irá representar e não utiliza métodos pensados para eliminar os vieses (erros sistêmicos). Em outras palavras, a enquente nada mais é do que uma coleta de opiniões de um grupo específico que se prontificou, espontaneamente, a responder determinadas questões.

”A pesquisa eleitoral tem um caráter importante para auxiliar o cidadão em quem votar. Diferentemente de enquetes que você pode encontrar e votar em sites e redes sociais, as pesquisas eleitorais envolvem uma metodologia estatística para que seus resultados reflitam de forma fidedigna a intenção de voto da população brasileira”, explica Diego Oliveira, CEO da Youpper Insights, empresa especializada em Pesquisa de Mercado, Planejamento de Marketing e Relacionamento.

As pesquisas eleitorais não se baseiam em dados absolutos, ou seja, os valores, opiniões, dados, entre outras informações coletadas através das entrevistas apresentam estimativas, já que variam conforme a opinião pública e, também são impactadas pelo andamento das campanhas eleitorais (debates, comícios, propostas, entre outras coisas mais). Por isso, todos os resultados são acompanhados com margem de erro, um cálculo que apresenta a quantidade máxima de erro que os dados obtidos podem ter, o padrão utilizado nas pesquisas é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

”Os resultados podem interferir no jogo político, graças a comportamentos como o voto útil, por exemplo, que é quando o eleitor deixa de votar no candidato de sua preferência porque considera que ele não tem chances de vencer ou chegar ao segundo turno. Por isso, os principais veículos de comunicação do país optam por enfatizar pesquisas com maior amostragem e melhor plano amostral, que costumam ter resultados mais confiáveis”, complementa Diego Oliveira, CEO da Youpper Insights.

COMO SÃO FEITAS AS PESQUISAS ELEITORAIS?

Diego Oliveira, CEO da Youpper Insights, empresa especializada em Pesquisa de Mercado, Planejamento de Marketing e Relacionamento, explica como funciona a metodologia de apuração aplicada durante todo o período de eleições. ”As principais pesquisas eleitorais costumam incluir uma pergunta espontânea e outra estimulada”, explica.

De modo geral, a abordagem espontânea consiste em perguntar ao entrevistado qual seria a sua opção de voto para um cargo específico sem dar alternativas de candidatos. Diego Oliveira explica que esse tipo de pesquisa ajuda a medir o conhecimento e lembrança prévios dos eleitores em relação aos candidatos e exemplifica: ”se as eleições fossem hoje, em quem você votaria para [cargo em disputa]?”

Já na pesquisa estimulada, o entrevistado escolhe sua opção de voto entre as alternativas impostas pelo entrevistador. Nesse caso, a abordagem é utilizada para medir a força dos candidatos em determinados cenários de confronto. Diego Oliveira aponta que um exemplo comum de perguntas realizadas neste tipo de entrevista é ”se as eleições fossem hoje e os candidatos fossem esses, em quem você votaria?”.

A seleção dos entrevistados é feita com base nos dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o instituto de pesquisa contratado para realizar a abordagem seleciona um grupo de pessoas com características que representem toda a população, como idade, renda, gênero, escolaridade, entre outros atributos. Após essa captação de dados, os entrevistadores entram em contato com as pessoas e a entrevista pode ser feita na rua (em locais de grande circulação) ou na própria residência do entrevistado.

Com relação à contratação das pesquisas, a encomenda pode ser realizada por grupos políticos, instituições financeiras, grupos de mídias e também por instituições financeiras privadas para monitorar a situação dos candidatos. Porém, antes da divulgação dos dados colhidos, a pesquisa precisa ser registrada na Justiça Eleitoral em até cinco dias antes da publicação.

As empresas responsáveis pela realização da pesquisa precisam encaminhar um documento com as seguintes informações: Quem contratou a pesquisa; Nome de quem pagou pela realização do trabalho; Cópia da nota fiscal; Valor e origem dos recursos; Metodologia e período de realização da pesquisa; Plano amostral; Ponderações estatísticas ; Intervalo de confiança e margem de erro; Sistema interno de controle e verificação, conferência e fiscalização da coleta de dados e o Questionário aplicado.

Uma pesquisa confiável deve seguir todas as diretrizes determinadas pelo TSE, nenhum resultado é 100% preciso, mas ”é importante que todos saibam que existe ciência e método por trás das pesquisas, de modo que, mesmo consultando apenas um pequeno percentual da população brasileira (amostra), seus resultados sejam próximos da real intenção de voto do eleitorado”, finaliza Diego Oliveira, CEO da Youpper Insights. Com informações do site Bahia Notícias

A redução da violência é fundamental para alavancar o setor produtivo, afirma João Roma

/ Política

João Roma foca em segurança pública. Foto: Reprodução

O candidato a governador da Bahia, ex-ministro da Cidadania e deputado federal João Roma (PL) reforçou seu entendimento de que é preciso resolver o gargalo da segurança pública para que a Bahia não somente garanta tranquilidade para seus cidadãos, mas também ofereça condições favoráveis aos negócios do setor produtivo, a exemplo do turismo e o segmento de bares e restaurantes.

”Essa é uma área [segurança pública] que interfere em todas as outras. Por exemplo, como é que você vai melhorar a questão do turismo com a violência desse jeito? Imagina o setor de bares e restaurantes que já enfrentou a dificuldade durante a pandemia e que agora enfrenta arrastão, onda de assaltos. Tem propaganda pior?”, questionou Roma, durante entrevista à Rádio Piatã FM, nesta segunda-feira (15), em Salvador.

O ex-ministro da Cidadania ainda comentou: “Quem é que vai sair de casa para ir a um restaurante. A programação hoje de Salvador é ‘vamos para casa de fulano e lá a gente pede um iFood e assiste Netflix. Isso quando não ocorrem situações piores e mais constrangedoras ainda”.

O candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que esse problema também se espalha por todo o interior baiano e que a insegurança afeta inclusive o trabalho de produtores rurais. ”No mundo rural está tendo assalto, roubo de carga, roubo de fertilizantes, de equipamentos e não tem policiamento suficiente para combater disso. Em todas as regiões, por onde você anda na Bahia, o item número um de preocupação das pessoas é a falta de segurança pública”, apontou Roma.

Bahia registra 24 casos de Covid-19 e mais 3 óbitos, diz boletim epidemiológico da SESAB

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 24 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,001%), 163 recuperados (+0,01%) e 3 óbitos. Dos 1.675.461 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.643.429 já são considerados recuperados, 1.515 encontram-se ativos e 30.517 tiveram óbito confirmado. Os dados ainda podem sofrer alterações.

O boletim epidemiológico desta segunda-feira (15) contabiliza ainda 1.980.181 casos descartados e 359.546 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até às 17 horas desta segunda-feira. Na Bahia, 68.062 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Vacinação

Até o momento a Bahia contabiliza 11.663.443 pessoas vacinadas com a primeira dose, 10.830.174 com a segunda dose ou dose única, 6.952.905 com a dose de reforço e 1.687.618 com o segundo reforço. Do público de 5 a 11 anos, 1.018.998 crianças já foram imunizadas com a primeira dose e 631.033 já tomaram também a segunda dose. Do grupo de 3 e 4 anos, 20.359 tomaram a primeira dose.

Jerônimo Rodrigues recebe título de cidadão de Antônio Cardoso e se reúne com quilombolas

/ Política

Jerônimo recebe título em Antonio Cardoso. Foto: Ascom / PT Bahia

Candidato ao governo da Bahia pelo PT, Jerônimo Rodrigues iniciou a semana de campanha no município de Antônio Cardoso, localizado na área de expansão da região metropolitana de Feira de Santana.

Na ocasião, o petista recebeu o título de cidadão cardosense em reconhecimento ao trabalho realizado no apoio aos pequenos produtores da região, quando ele foi titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR), entre 2015 e 2018.

”Antonio Cardoso é uma boa referência de minha história, mas também guardo histórias em todas as outras regiões da Bahia. Sonhar junto com esse povo não é nenhuma novidade. Esse é meu trecho, a minha história, o meu trabalho”, disse o candidato a governador.

Durante a passagem pelo município, Jerônimo também participou de gravações para sua campanha na zona rural e se reuniu com pequenos agricultores da Comunidade Quilombola Subaé e da Associação Quilombola União.

Senado: Tâmara se vende como única candidata de esquerda e diz que Otto, Cacá e Raíssa se banham na mesma “água suja”

/ Política

Candidata ao Senado pelo PSOL na Bahia, Tâmara Azevedo

Candidata ao Senado pelo PSOL na Bahia, Tâmara Azevedo se apresenta, em entrevista ao site Política Livre, como a única postulante fielmente de esquerda para o posto nas eleições deste ano. Segundo Tâmara, ela é ”a única que foge dessa lógica da velha política que há décadas mantém refém a população baiana”.

A candidata não poupa críticas aos seus adversários. Para ela, o senador Otto Alencar (PSD) nunca foi um representante da esquerda no Congresso. ”Em Brasília, votou quase 90% das vezes com o governo Bolsonaro”, diz Tâmara.

“Por anos ele foi aliado do carlismo na Bahia, amigo do velho ACM, ele foi secretário em seu governo nos anos 1990. Eu o vejo como um oportunista”, acrescenta.

Tâmara também afirma que não via de forma positiva o seu partido lançar um candidato para disputar a Presidência da República. ”Nós temos responsabilidade com o Brasil, sabemos do risco que o país corre com o fascismo e não podemos apostar em nada que possa prejudicar o retorno da democracia neste país”, justifica.

Confira a entrevista na íntegra:

Política Live: Por que o eleitor baiano deveria confiar o seu voto à senhora?

Tâmara Azevedo: Para começar, sou a única candidata de esquerda nessa disputa, a única que destoa, que foge dessa lógica da velha política que há décadas mantém refém a população baiana. Mesmo com a vitória de Lula, a gente sabe que o presidente não governa sozinho: precisa de um Congresso que não se acovarde e pense no povo. Eu tenho certeza que carrego comigo essas virtudes. Quem estiver cansado do mais do mesmo, agora tem uma candidata mulher, negra, baiana raiz e com a cara da Bahia.

A senhora se classificou como a “única candidata da esquerda” ao Senado pela Bahia. Por qual motivo rejeita o senador Otto Alencar, inserido na chapa do PT, deste campo?

Desde quando Otto é de esquerda? Por anos ele foi aliado do carlismo na Bahia, amigo do velho ACM – ele foi secretário em seu governo nos anos 1990. Eu o vejo como um oportunista. Quando foi conveniente, se estabeleceu na base do governo, mas não tem um histórico de militância política na esquerda nem sintonia com movimentos sociais. Otto Alencar também não tem identidade. Nasce no carlismo, berço do coronelismo. Além do PFL, passou pelo PTB, pelo PL, partido hoje que abriga Bolsonaro, pelo PP e ajudou a fundar o PSD, partido hoje que é a cara do Centrão. Em Brasília, votou quase 90% das vezes com o governo Bolsonaro. Se isso é ser de esquerda…

Na Bahia, o PSOL afirma que o PT baiano se aliou ao antigo carlismo e, por isso, não apoia a candidatura de Jerônimo Rodrigues. Mas, nacionalmente, o PT buscou costurar alianças com o União Brasil, tentou atrair o MDB e outras forças do Centrão para apoiar Lula. Não é o mesmo procedimento? Por que, então, o apoio nacional e o rechaço ao PT na Bahia?

Não rechaçamos o PT na Bahia, temos uma postura crítica em relação ao governo, mas quem a gente rejeita mesmo, ideologicamente, moralmente e politicamente, é o bolsonarismo, o carlismo e o coronelismo, posturas antidemocráticas. Essa é a água suja que Otto bebeu a vida inteira, em que Cacá Leão foi batizado e em que Raíssa se banha, da cabeça aos pés, se hidrata, dessa política odiosa e de interesses.

A senhora acredita que o PSOL deveria ter lançado candidatura própria?

Não, nós temos responsabilidade com o Brasil, sabemos do risco que o país corre com o fascismo e não podemos apostar em nada que possa prejudicar a manutenção da democracia neste país. Estamos com Lula visando a construção de um governo de transição. Temos bala na agulha e a nossa carta guardada na manga para o momento certo. Nos últimos anos vemos a quantidade e qualidade dos quadros que o PSOL tem alavancado e temos certeza que vamos ter uma maior presença da sigla no Congresso.

A senhora tem ficado atrás dos seus concorrentes nos últimos levantamentos. Confia nas pesquisas eleitorais?

Sabemos que pode retratar um momento, mas o volume dos levantamentos, quem contrata e o propósito há de se questionar. Hoje em dia existem vários e nem todos tem métodos confiáveis, uma boa amostragem e perguntas coerentes, tanto que vemos o aumento da judicialização. Os próprios resultados tão distintos entre elas, mostram que não são 100% precisas. O importante é que percebemos a cada dia o crescimento, engajamento maior da campanha e maior aceitação da nossa proposta.

A Câmara dos Deputados aprovou a proibição das saídas temporárias de presos, que deve tramitar agora no Senado. Pautas consideradas conservadoras como essa têm sido aprovadas nesta legislatura e é provável que a mudança de um terço das cadeiras, ainda que não haja reeleições, não altere esse quadro. A senhora já visualiza a atuação em um Congresso conservador se for vitoriosa nas eleições de outubro?

Sei do desafio que me espera. O desmonte nos últimos anos, o retrocesso, não foi resultado só do desgoverno Bolsonaro, mas também de todos os parlamentares que o apoiam que endossam os seus projetos. Mas também sei que política é a arte de convencer, de entrar em consenso, de perder por um lado e ganhar em outro. Estou pronta para defender as propostas do partido, as pautas progressistas, e dialogar com os campos que se mostrarem abertos para ouvir nossas reivindicações. Não adianta achar que vou mudar tudo sozinha, pelo contrário, será necessária uma importante habilidade de articulação para fazer avançar as propostas. Contudo, confiamos ainda que o resultado em 2022 será diferente da última eleição e vamos conseguir eleger muito mais nomes de esquerda e do campo progressista. Isso vai ser essencial para o próximo governo e ajudar a reconstruir o Brasil, colocando comida na mesa das mães de família e gerando emprego.

*por Mateus Soares