Com auxílio de cão farejador, PRF apreende 30,4 kg de cocaína escondidas em automóvel na BR-116

/ Trânsito

Ação ocorreu na BR-116, em Vitória da Conquista. Foto: PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu na noite de ontem (06), 30,4 kg de cocaína, escondidas no painel de um veículo.  O flagrante ocorreu durante fiscalizações de trânsito no Km 830 da BR-116, em Vitória da Conquista (BA). Era por volta das 18h30 quando os agentes deram ordem de parada ao condutor do veículo Mitsubish/ASX. Ao solicitar os documentos de porte obrigatório, perceberam que o homem apresentava sinais de inquietação e contradição em suas respostas, indagado o mesmo falou que era usuário de drogas e que havia uma porção de aproximadamente 20 gramas de maconha no veículo.

Diante da situação, os agentes solicitaram que ele descesse do automóvel e iniciaram uma busca veicular minuciosa com auxílio do cão farejador K9 Kaleu que de imediato sinalizou a possível presença de droga escondida no painel do veículo.

Neste momento, o homem de 26 anos, admitiu se tratar de transporte de drogas e que ganharia a quantia de 5 mil reais para levar o material ilícito da cidade do Rio de Janeiro (RJ) até Feira de Santana (BA). Em seguida, a equipe de policiais identificou um compartimento oculto, onde foram encontrados 30 tabletes de substância semelhante à cocaína, sendo 20 tabletes na forma de cloridrato de cocaína e 10 tabletes na forma de pasta base, totalizando 30,4 kg da droga.

O prejuízo estimado ao narcotráfico é de cerca de 5 milhões de reais. Diante dos fatos, foi dada a voz de prisão ao condutor do veículo, encaminhado pelo crime de tráfico de drogas à Delegacia da Polícia Civil e apresentado à autoridade policial do local.

Homem é morto a tiros dentro de borracharia, em Jequié; polícia responde e um suspeito morre

/ Jequié

Crime ocorreu em uma borracharia, no Mandacaru. Foto: WhatsApp

Um jovem de 25 anos foi morto a tiros no interior e uma borracharia, em Jequié. O crime ocorreu na tarde desta quinta-feira (06) na Rua Francisco Paulo Gomes, bairro Mandacaru, quando dois indivíduos a bordo de uma motocicleta chegaram ao local e deflagraram tiros contra Maurício Novaes Gomes, que tombou no estabelecimento.

Já por volta das 19h30, na mesma região, uma ação policial da PM resultou na morte de um suspeito. De acordo com informações policiais, os militares teriam  recebido uma denúncia revelando que dois suspeitos estariam em um imóvel e, se deslocar para averiguar a situação, a guarnição percebeu a reação dos suspeitos, que resistiram a abordagem e um deles foi a óbito depois de alvejado. Com a morte de Maurício, chega a 71 o número de homicídios registrados na Cidade Sol em 2022.

Concessionária ViaBahia aumenta pedágios das BRs 324 e 116 a partir deste sábado (08)

/ Trânsito

As tarifas dos pedágios das BRs 324 e 116 sofrerão aumento a partir deste sábado (8/10). De acordo com a ViaBahia, o valor cobrado para automóveis passa de R$ 2,90 para R$ 3,20 na BR 324 e de R$ 5,10 para R$ 5,50 na BR-116.

A ViaBahia informou que a alteração dos valores foi aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nesta quinta-feira (6/10), durante reunião de sua diretoria.

Foram consideradas na 11ª Revisão Ordinária as Receitas Extraordinárias auferidas pela Concessionária no 11º ano concessão, resultando no impacto percentual sobre a TBP vigente de -0,06602%. (seis mil seiscentos e dois centésimos de milésimos por cento).

A análise da 14ª Revisão Extraordinária considerou: Correção do Índice de Reajustamento Tarifário – IRT, arredondamento e atraso; Substituição do tráfego projetado pelo real; Eixos suspensos; Correção dos percentuais de desconto de reequilíbrio; Alterações do PER. O efeito da 14ª Revisão Extraordinária altera a TBP resultando em um acréscimo percentual de 1,32% (um inteiro e trinta e dois centésimos por cento).

O reajuste anual da Tarifa de Pedágio também incorpora a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No período de 07 de dezembro de 2021 a 06 de dezembro de 2022, foi apurado em 10,67%, que corresponde ao percentual de reajuste a ser concedido na tarifa.

Presidente do Cidadania, deputado Joceval Rodrigues indica apoio a candidatura de Jerônimo

/ Política

Deputado Joceval Rodrigues apoia Jerônimo. Foto: Divulgação

O deputado federal  e presidente estadual do Cidadania, Joceval Rodrigues, indicou apoio a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) ao governo da Bahia, na noite desta quinta-feira (6). Joceval foi líder de ACM Neto na Câmara de Salvador durante todo o primeiro mandato do ex-prefeito na capital.

”É com muita esperança de uma nova Bahia e com muita alegria que, hoje, eu informo que o meu candidato ao governo do Estado é Jerônimo Rodrigues, pois acredito que com três senadores, com a bancada forte, a Bahia vai estar muito bem representada no âmbito nacional e aqui nós precisamos ter essa força para tocar o nosso estado. Então, ouvindo o povo, as pessoas, eu tomo essa decisão, que tem nada mais, do que a premissa de ver uma Bahia melhor”, afirmou Joceval.

O movimento teria sido costurado pelo candidato a vice na chapa petista, o presidente da Câmara de Vereadores, Geraldo Jr. (MDB), que teria boa relação quando Joceval integrava a CMS. Filiado ao Cidadania, Joceval Rodrigues assumiu a cadeira na Câmara dos Deputados recentemente, após licença do titular da cadeira, Abílio Santana (PSC) (veja mais e mais).

Neste ano, o Cidadania, partido de Joceval, confirmou a federação com o PSDB, atrelando as legendas para o pleito. No estado, os tucanos são antigos aliados de Neto, mantendo boa relação também com a prefeitura de Salvador, liderada por Bruno Reis (União), chegando a ocupar a Secretaria de Educação local.

A adesão de parlamentares e partidos ao grupo petista na camapanha no segundo turno na Bahia tem sido recorrente. Nesta quinta-feira (6), o PSC, liderado por Heber Santana, migrou do arco de apoio do ex-prefeito ACM Neto (União), apoiando agora a candidatura petista (veja mais). Com informações do site Bahia Notícias

ACM Neto minimiza ”abandonos”, diz que terá adesões e abraça pautas de João Roma

/ NOTÍCIAS

ACM Neto minimiza a ”debandada”. Foto: Divulgação

A candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) tem recebido uma enxurrada de apoios. O Patriota, que estava com o deputado federal João Roma (PL), e o PSC, que estava com ACM Neto (União), se juntaram às fileiras governistas nesta semana. Mas o grande rival do PT no segundo turno minimizou os abandonos à sua campanha e afirmou que também terá adesões nos próximos dias.

”Alguns estão indo, outros estão vindo. Vamos ter muito mais adesões, com muito mais peso eleitoral do que eventualmente estão anunciando apoio ao candidato do PT. Estamos tranquilos com isso. Vamos ter uma sequência de anúncios durante esses dias”, afirmou ACM Neto.

Ao ser perguntado se mantém conversas com seu ex-aliado João Roma, Neto respondeu que não fez contato direto com o deputado, mas que interlocutores têm conversado sobre o tema. Além disso, segundo o ex-prefeito de Salvador, as pautas em comum entre os dois devem fazer com que o eleitorado do parlamentar se junte ao dele no segundo turno.

”Não tivemos ainda um contato direto, mas nossos aliados vêm conversando. Entendo que o eleitor de João tem uma identidade, uma aproximação, afinidade, muito maior conosco. Por nossas pautas: agenda da familia; cristãos; o apoio macico dos evangélicos; de toda parte do agro; dos policiais; pautas como a defesa da vida, ser contra a legalização do aborto, a menos em casos previstos em lei; contra legalização das drogas. Nosso desejo é gerar essa sinergia, para poder ter esses eleitores do nosso lado no segundo turno”, disse Neto.

Uma possível fusão entre o União Brasil e o PP também foi abordada por ACM Neto. Ele disse ainda não ter sentado para conversar sobre o tema com os dirigentes das legendas, mas não descartou a possibilidade para o futuro.

”Só consigo ter olhos para a Bahia e foco para eleição de governador. Eu não deixaria de conversar e avaliar as condições. Não sentei para tratar desse assunto nem com dirigentes do União Brasil e nem com o do Progressistas”, concluiu. Com informações do site Bahia Notícias

Após romper com ACM Neto, Partido Social Cristão oficializa apoio a candidatura de Jerônimo Rodrigues

/ Política

Presidente do PSC, Heber Santana declara apoio. Foto: Divulgação

O Partido Social Cristão (PSC) oficializou apoio a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) ao governo do estado da Bahia. A sigla havia apoiado o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), mas romperam parceria. O acordo entre o PT e o PSC foi firmado na tarde desta quinta-feira (6), durante ato petista com a presença do atual governador, Rui Costa (PT), do candidato a vice Geraldo Junior (MDB) e do próprio Jerônimo.

Em discurso, o presidente do partido que apoiou Neto no primeiro turno, Heber Santana, celebrou a oficialização do apoio à candidatura de Jerônimo e afirmou que os governos petistas têm transformado a Bahia.

”É uma alegria estar aqui com o governador Rui Costa, com meu amigo e futuro vice-governador Geraldo Jr, com o próximo governador Jerônimo Rodrigues. Estar com o time que tem transformado a Bahia e nós daremos a nossa contribuição com muito amor, carinho, determinação e fé em Deus. Vamos juntos”, afirmou Heber.

A decisão do partido causou a revolta de membros, como, por exemplo, do deputado federal Abílio Santana (PSC). O parlamentar afirmou que o apoio a Jerônimo se trata de uma ”traição” e disse que seguirá com ACM Neto, independentemente de resultado das eleições (veja mais aqui). Com informações do site Bahia Notícias

IFBA oferta mais de 5 mil vagas em processo seletivo para cursos técnicos – 320 em Jequié

/ Jequié

Com inscrições gratuitas que podem ser feitas por meio de sistema online até o dia 11 de novembro, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) publicou os editais do Processo Seletivo para ingresso no ano letivo de 2023 nos cursos da Educação Profissional Técnica de Nível Médio (ProSel 2023) na forma integrada, e para admissão nos cursos técnicos subsequentes ao Nível Médio. As vagas estão distribuídas por unidades de ensino do Instituto Federal da Bahia em 21 municípios.  No campus Jequié, o IFBA oferta 320 vagas distribuídas em 02 cursos técnicos Integrados (ensino médio + técnico) e 02 cursos Subsequentes (para quem está concluindo ou já concluiu o ensino médio), totalmente gratuitos. Os cursos são nas áreas de Eletromecânica e Informática.

Para realizar a inscrição no processo seletivo é obrigatório que o(a) candidato(a) tenha conta ativa de e-mail, pelo qual poderão ser realizadas comunicações e recuperação de senha de acesso ao sistema de inscrição.

Informações sobre documentação necessária para realizar a inscrição, os cursos ofertados em cada campus, os parâmetros da distribuição de vagas pela Lei de Cotas, entre outras, estão detalhadas no edital disponível na página do Processo Seletivo no Portal do IFBA. Do Jequié Repórter

Arthur Lira quer votar projeto com regras mais rígidas para institutos de pesquisa na próxima semana

/ Brasília

Deputado Arthur Lira. Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou, nesta quinta-feira (6), que deve votar em Plenário já na próxima semana projeto que torna mais rígida a legislação sobre institutos de pesquisas e pune essas empresas em caso de erros muito acima da margem de erro.

Há vários projetos em tramitação na Casa que devem ser apensados em só texto. O relator dessa proposta ainda não foi definido. Lira disse ainda que pretende pedir ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), celeridade para aprovar a proposta entre os senadores.

”Hoje a pesquisa perdeu credibilidade. Não podemos ter resultados tão díspares, com erros ou manipulações”, afirmou o presidente da Câmara. Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

Ministro da Educação nega corte e diz que limite de recursos para universidade é temporário

/ Educação

Godoy declarou nesta que não procede a informação. Foto: Reprodução

O ministro da Educação, Victor Godoy, declarou nesta quinta-feira (6) que não procede a informação de que universidades e instituições de ensino federais teriam corte ou redução em seus orçamentos, como foi denunciado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). O ministro esclareceu que o que foi estabelecido pelo MEC foi apenas um ”limite temporário para movimento e empenho” de recursos. Medida que, segundo o ministro, só valerá até novembro.As informações são da Agência Brasil.

”O que aconteceu foi uma limitação da movimentação financeira. A gente distribuiu isso ao longo de outubro, novembro e dezembro. A gente chama isso de limitação de movimentação. Portanto não é corte nem redução do orçamento das universidades [e institutos] federais”, disse o ministro à TV Brasil.

A declaração foi em resposta à denúncia do conselho pleno da Andifes, de que ”o novo corte de gastos na área de educação inviabilizaria o funcionamento das universidades”. A entidade, que representa os reitores das universidades federais, afirmou que o governo federal teria bloqueado R$ 763 milhões de recursos destinados às entidades.

”No âmbito do Ministério da Educação, o contingenciamento chega a R$ 2,399 bilhões (R$ 1,340 bilhão anunciado entre julho e agosto e R$ 1,059 bilhão agora, dia 30 de setembro)”, informou a Andifes.

Já o ministro disse que os recursos destinados às universidades tiveram aumento de 10%; e dos institutos, 20%. ”São R$ 930 milhões a mais para garantir todas as atividades de universidades e institutos”, garantiu Godoy.

Ele explicou que, até a semana passada, havia um bloqueio de R$ 2 bilhões no orçamento do ministério. Esse bloqueio, então, foi reduzido para R$ 1,3 bilhão, o que, segundo o ministro, possibilitou a liberação de R$ 700 milhões.

Após um mês, média de mortes por Covid-19 volta a ficar acima de 100 no Brasil, diz boletim

/ Bahia

O Brasil registrou 119 novas mortes em decorrência da Covid-19 nas últimas 24 horas. A média móvel de mortes ficou em 105 e voltou a ficar acima de 100 após um mês, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa.

A média móvel é calculada a partir da média de ocorrências dos últimos sete dias. O indicador é considerado por especialistas como a forma mais eficaz de medir a evolução da doença.

Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins não registraram mortes nesta quarta-feira (5). Já Acre, Bahia e Mato Grosso do Sul não atualizaram os dados de casos e mortes. Desde o início da pandemia foram 686.759 mortes causadas pela doença.

A Secretaria de Saúde do Ceará informou que, assim como o Piauí, atualizará os dados da doença apenas uma vez por semana. No caso do Ceará, as atualizações serão feitas às sextas-feiras enquanto as do Piauí serão feitas às terças-feiras.

Nas últimas 24 horas o Brasil teve ainda 6.510 novos casos conhecidos de covid-19. Ao todo, são 34.750.108 testes positivos notificados desde março de 2020.

A média móvel de casos ficou em 6.193.

VEÍCULOS SE UNEM PELA INFORMAÇÃO

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de Covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

Folhapress

Sinome Tebet diz que erro de Lula para não ganhar no 1º turno foi não detalhar plano de governo

/ Política

”O erro fatal, a meu ver”, afirma Simone Tebet. Foto: Reprodução

Agora ao lado da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a senadora Simone Tebet (MDB) afirma que o “erro fatal” que custou a vitória no primeiro turno das eleições ao petista foi não ter detalhado seu plano de governo e ter apenas focado seus feitos do passado.

Tebet terminou o pleito de domingo (2) em terceiro lugar, com 4,16% dos votos (quase 5 milhões de votos).

”O erro fatal, a meu ver, que fez com que o candidato Lula não ganhasse no primeiro turno, foi a incapacidade de perceber que só faltava um detalhe: o eleitor sabe o que foi o governo do PT, com os seus avanços e com os seus defeitos. Mas estava esperando uma fala, não do programa de televisão, mas nos debates, nos palanques, uma fala do Brasil do futuro”, diz Tebet à reportagem.

Por isso, ela agora espera que esse erro seja corrigido. Não pede que Lula anuncie com antecipação o ministro da Economia em seu eventual governo. Mas considera necessário que, pelo menos, o perfil desse quadro já seja divulgado.

Apesar de ter ficado em terceiro lugar, Tebet ganhou força política durante a campanha eleitoral. Saiu-se bem nos debates, cresceu em alguns momentos nas pesquisas e seu apoio passou a ser cortejado. No entanto, a senadora despista sobre seu futuro, tanto em eventual governo Lula como nas próximas eleições presidenciais.

”Se eu projetasse 2026, meu caminho seria a neutralidade [e não apoio a Lula]”, afirma.

Qual a avaliação que a senhora faz do primeiro turno das eleições e de sua campanha?

O que aconteceu no período eleitoral é exatamente reflexo do que estava acontecendo no Brasil: polarização entre duas correntes chamadas ideológicas, uma disputa pelo poder rasa, em que em nenhum momento o eleitor teve segurança de saber quais eram as propostas e soluções concretas para os problemas do Brasil. Não havia embate entre os principais personagens, que inclusive fugiram do debate.

Nesse aspecto, lamentavelmente a gente viu no período eleitoral o que temos acompanhado ao longo desses três anos e meio: um país dividido, um discurso de ódio raso, contaminado por fake news, muitas vezes de ideias nacionalistas, ora populistas. E o reflexo disso foi que a gente não conseguia ter candidaturas paralelas ou alternativas que pudessem de alguma forma furar a bolha.

Saio extremamente satisfeita com o resultado, porque eu era desconhecida para 70% do eleitorado e saio conhecida por 70%. O fato de ser uma candidatura curta, onde não tive os apoios nos palanques regionais, salvo raríssimas exceções, e em um ambiente polarizado, o medo do pior ganhar a eleição fez com que automaticamente não tivéssemos condições de construir uma alternativa a essa situação de confronto.

O presidente Bolsonaro sai fortalecido?

De todos os erros que cometemos, talvez o mais grave tenha sido cometido pela campanha do candidato Lula quando ele toma para si o pedido de voto útil, que é legítimo —eu faria a mesma coisa—, mas sem entregar para o eleitor um mínimo de segurança do que será esse terceiro mandato. Ele não entregou minimamente através da fala, apenas através de um documento raso, superficial, quais serão as propostas na área de geração de emprego, educação, saúde, seja o que for.

Então diante desse cenário, eu não acho que Bolsonaro saiu fortalecido. Os votos úteis, meus e do Ciro, daquele eleitor menos seguro, acabaram indo para o Bolsonaro, porque o eleitor não se sentiu seguro de garantir a eleição para o Lula no 1º turno, exatamente por essa falta de clareza.

Ele falava muito do passado e dizia ‘não, eu não preciso fazer promessas”. Então aquele eleitor que não estava muito seguro comigo e com o Ciro, ele fez a opção ”pera aí, eu vou votar aqui no Bolsonaro”. Não vejo que Bolsonaro tenha saído fortalecido. O ex-presidente Lula não ganhou no primeiro turno por menos de 2 milhões de votos.

A senhora acha que o PT precisa agora detalhar mais o plano econômico?

Fundamental! O erro fatal, a meu ver, que fez com que o candidato Lula não ganhasse no primeiro turno foi a incapacidade de perceber que só faltava um detalhe: o eleitor sabe o que foi o governo do PT, com os seus avanços e com os seus defeitos. Ele sabe o que eles fizeram e o que deixaram de fazer. Mas o eleitor estava esperando da fala [de Lula], não do programa de televisão, mas sim da fala nos debates, nos palanques, uma fala do Brasil do futuro. Quer dizer: qual é o Brasil que o PT está pronto para entregar para o futuro do Brasil a partir de janeiro do ano que vem.

E não é nos detalhes, é na singeleza das propostas. Óbvio, através da pauta econômica, para que rumo, se vem um pouco mais ao centro; não no liberalismo que não faz parte obviamente da visão econômica da esquerda, mas alguma coisa que dê conforto e aproxime. E é possível.

E a partir daí quais são os programas sociais: de que forma resolver o problema da fome, do desemprego, da comida mais barata, porque a classe média está se endividando no supermercado, passando o cartão de crédito para poder comprar comida. E aquilo que [Lula] vai fazer de políticas públicas definitivas. Não é só o Auxílio Brasil, o Auxílio Brasil é necessário, mas eu não posso fazer uma geração inteira, num país tão rico como o Brasil, ficar dependendo eternamente de auxílio do governo federal.

Como sinalização, Lula deve já anunciar quem vai ser seu ministro da Economia, por exemplo?

Não acho que tenha que ser. É complicado você antecipar e depois não poder voltar atrás. Muita coisa muda dentro desse processo eleitoral tão rápido. Escolher antes não é uma boa política. Talvez sinalizar qual é o perfil do futuro economista, que pode não necessariamente ser um economista. O perfil de um próximo ministro da Fazenda [Economia] acho que é uma boa sinalização para tranquilizar a economia brasileira, que pode inclusive já começar dar sinais a partir de dezembro, novembro; sinais positivos, que facilitam depois os juros menores, inflação menor, o início da próxima gestão.

A senhora segue querendo ser presidente da República e pensa em 2026?

Sigo querendo ajudar o Brasil da forma como eu posso. Sou antes de tudo uma professora, uma mulher e uma mãe. Tenho muito mais do que mereço na minha vida. E o que ouvi ao longo dessa minha jornada na campanha não esperava ver mais na minha vida. Vi lamentavelmente em relação a retrocessos civilizatórios e de indicadores sociais, exatamente o que vi no início da minha vida pública na década de 1970: o mesmo mapa da fome, a mesma desigualdade social, a mesma apatia, a mesma falta de perspectiva, um cenário quase que de abandono.

Nesse momento o que estava em jogo era esse acirramento entre as instituições, essa disputa de poder, essa briga. Então a minha missão é ajudar o Brasil, da forma como eu puder ser útil. Não tinha perspectiva de ser candidata à Presidência da República. Estava pronta para voltar para casa, não sabia se disputava mais um mandato.

Agora tenho que obviamente repensar qual é o meu papel como cidadã e como brasileira, nesse momento grave da história, diante do legado que eu tenho. Percebo especialmente [que] com as mulheres brasileiras houve uma aproximação de ideias, elas se sentiram representada de alguma forma com aquilo que eu tinha, com meus desabafos, minha indignação, com as minhas propostas. Então eu sei que eu saio com a responsabilidade de um legado muito mais político do que eleitoral. Acredito que eu tenha plantado boas sementes.

Renato Machado/Folhapress

Michelle pede perdão pelos palavrões do marido Bolsonaro, mas diz ter gente que gosta disso

/ Política

A primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (6) que atua como ”ajudadora” do marido, o presidente Jair Bolsonaro (PL), e pediu desculpas pelos palavrões usados por ele.

”Perdão a todos pelos palavrões do meu marido, eu também não concordo, mas ele é assim, tem gente que gosta, né?”, disse.

Michelle sinalizou estar saindo de sua ”zona de conforto” ao fazer discurso em eventos políticos. ”Prefiro ser mãe, esposa, ajudadora, porque essa é o papel da mulher, mas, se Deus quer assim, vou pedir para ele me dar sabedoria”, afirmou.

Entre as primeiras decisões da campanha de Bolsonaro para o segundo turno está a de ampliar a participação da primeira-dama e da senadora eleita Damares Alves (Republicanos).

A avaliação de aliados é a de que as duas podem diminuir a rejeição do atual chefe do Executivo entre uma fatia importante do eleitorado, as mulheres, considerada um dos principais obstáculos à reeleição.

Michelle e Damares, que é pastora, têm boas relações com lideranças evangélicas. Além disso, a deputada federal reeleita Bia Kicis (PL-DF) deve entrar em campo para conversar com eleitoras católicas.

A ideia é que elas passem a viajar pelo país, participando de missas e cultos. A primeira-dama e a ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos têm a missão de manter a militância religiosa acesa e impedir que Lula (PT) avance no segmento evangélico, hoje majoritariamente ao lado de Bolsonaro.

No primeiro turno, Lula conquistou 48,4% dos votos, contra 43,23% do chefe do Executivo. ”[Michelle] vai andar pelo Brasil com a Damares. Nos ajuda bastante, até para mostrar que foi impregnada por parte da mídia a ideia de que sou um troglodita que não gosta de mulheres”, disse Bolsonaro na terça.

A campanha do presidente já vem usando a primeira-dama para aproximá-lo das mulheres. A avaliação é que é possível avançar na fatia das eleitoras com perfil religioso, muitas vezes mães mais conservadoras.

Matheus Teixeira/Folhapress

Assim como ACM Neto, Eduardo Leite, no RS, adota neutralidade na disputa presidencial 2022

/ Política

Eduardo teve uma trajetória singular na sucessão. Foto: Reprodução

O candidato a governador do Rio Grande do Sul (RS), Eduardo Leite (PSDB), anunciou nesta quinta-feira (6) uma estratégia semelhante à do candidato a governador pela Bahia, ACM Neto (UB). Seu palanque não receberá nenhum dos dois candidatos a presidente do segundo turno, Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ”Não preciso ser medido nesta eleição pela régua estreita da polarização nacional. Tenho serviços prestados, sabem como ajo e como faço política”, afirmou Leite.

As declarações foram dadas ao jornal digital GZH e reafirmada nas redes sociais. No Rio Grande do Sul, Leite enfrenta o ex-ministro do governo Bolsoanro, Onyx Lorenzoni (PL). Aqui, ACM Neto se mantém sem se aliar a qualquer presidenciável, embora tenha recebido o apoio de João Roma (PL), que concorreu ao governo baiano no primeiro turno.

Eduardo Leite teve uma trajetória singular na sucessão estadual. Apesar de eleito em 2018, ele não concorre à reeleição. Em abril,  renunciou ao governo tentando ser lançado a presidente da República. Em cumprimento às prévias, o partido lançava naquele momento o ex-governador de São Paulo, João Dória, que saiu do páreo, abrindo o espaço para o tucanato apoiar Simone Tebet (MDB) no primeiro turno.

PT e PSDB tentaram uma aproximação no Rio Grande do Sul, em um acerto que previa o apoio do atual governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), ao petista Fernando Haddad. Mas Garcia fechou com o bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos). Fonte: iG

Prefeitura de Jequié segue com obras de construção da ponte que liga bairros São Luís e São José ao São Judas Tadeu

/ Jequié

Por conta das obras, o local, está interditado. Foto: Divulgação/PMJ

A Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Infraestrutura, segue com as obras de construção da ponte que fará a interligação entre os bairros São Luís e São José, ao bairro São Judas Tadeu, beneficiando os moradores dessas localidades. As equipes de serviços vêm mantendo ritmo acelerado e o objetivo é facilitar o acesso e possibilitar que a passagem pelo trecho seja feita com mais segurança.

Por conta das obras, o local, que é atravessado pelo Rio Jequiezinho, está interditado para passagem de veículos e só será liberado quando o serviço estiver concluído. De acordo com a Secretaria de Infraestrutura, a ponte de concreto armado está sendo construída com o objetivo de criar um novo eixo de acesso entre os bairros, auxiliando na urbanização da área e numa maior mobilidade para quem reside nas proximidades do Condomínio Colinas de São Paulo e Loteamento Raio de Luz, e utiliza o perímetro para acessar o bairro São Judas Tadeu.

Após a etapa de instalação do sistema de canalização, que vai auxiliar no escoamento das águas do Rio Jequiezinho, teve início a edificação das sapatas de sustentação, seguida pela aplicação da malha de ferro e da concretagem, visando oferecer mais segurança e durabilidade ao equipamento e, posteriormente, serão construídas as cabeceiras para conexão com a via.

”Quem mora nos bairros São José, São Luís e São Judas Tadeu, conhece a importância dessa passagem, que já existe aqui há muitos anos e nunca foi construída nenhuma obra no local. Com a ponte, iremos estar facilitando o acesso, garantindo o deslocamento das pessoas, de forma ágil e segura, mesmo em momentos de chuvas mais intensas. As obras seguem, assim que estiver pronta, faremos a ligação das cabeceiras da ponte com a via e, assim, liberaremos para ser utilizada pela população.”, complementou o secretário.