Síndrome Respiratória Grave está em queda em maior parte do Brasil diz a Fundação Oswaldo Cruz

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O Boletim InfoGripe divulgado nesta sexta-feira (3) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que a maioria das unidades da federação (UF) mantém queda ou estabilidade em um patamar relativamente baixo para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) quando comparado com o histórico dos últimos anos. Os dados são referentes à Semana Epidemiológica (SE) 4, período de 22 a 28 de janeiro, inseridos no Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 30 de janeiro.

O levantamento ainda aponta para um sinal de queda nas tendências de longo prazo e de curto prazo. Durante o período, entre os pacientes com SRAG, os números indicam predomínio dos casos positivos para Sars-CoV-2 (covid-19) em todas as faixas etárias a partir de 5 anos, com maior destaque na população adulta. Já entre crianças de 0 a 4 anos o vírus sincicial respiratório (VSR) mantém presença expressiva especialmente no Espírito Santo, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo e nos três estados da região Sul. Desses, apenas o Distrito Federal aponta manutenção de patamar elevado de casos de SRAG nessa faixa etária. Os demais já apontam redução nas semanas recentes.

”Eventualmente, temos uma pequena elevação em uma semana ou outra – isso faz com que a tendência aponte para um possível crescimento, mas dentro de um cenário compatível com uma flutuação natural”, avaliou o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes.

Das 27 unidades da federação, apenas Acre, Amazonas e Maranhão apresentaram crescimento na tendência de longo prazo até a semana 4. No boletim, os estados de Macapá (AP), Manaus (AM), Palmas (TO), Rio Branco (AC) e Vitória (ES) mostraram crescimento na tendência de longo prazo até o mesmo período. Com informações do site Bahia Notícias

Bahia registra 260 casos de Covid-19 e mais 4 óbitos, informa o boletim epidemiológico da SESAB

/ Saúde

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 260 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,01%), 241 recuperados (+0,01%) e 4 óbitos. Dos 1.787.013 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.755.305 já são considerados recuperados, 314 encontram-se ativos e 31.394 tiveram óbito confirmado. Os dados ainda podem sofrer alterações.

O boletim epidemiológico desta quinta-feira (02) contabiliza ainda 2.089.485 casos descartados e 374.875 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até às 17 horas desta quinta-feira. Na Bahia 71.937 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Vacinação

Até o momento a Bahia contabiliza 11.735.611 pessoas vacinadas com a primeira dose, 10.987.479 com a segunda dose ou dose única, 7.725.346 com a dose de reforço e 3.146.169 com o segundo reforço. Do público de 5 a 11 anos, 1.094.523 crianças já foram imunizadas com a primeira dose e 745.910 já tomaram também a segunda dose. Do grupo de 3 a 4 anos, 84.148 tomaram a primeira dose e 39.790 já tomaram a segunda dose. Do grupo de 6 meses a 2 anos, 12.471 tomaram a primeira dose e 2.592 tomaram a segunda dose.

Mortalidade prematura por câncer no Brasil deve cair até 2030, segundo Sistema Nacional de Informações

/ Saúde

A mortalidade prematura por câncer no Brasil deverá diminuir no período de 2026/2030. A projeção foi feita por pesquisadores do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em comparação à mortalidade prematura observada entre 2011 e 2015, para a faixa etária de 30 a 69 anos de idade, com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Mortalidade (SIM). Apesar disso, a redução prevista ficará ainda distante da Meta 3.4 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabeleceu até 2030 diminuição do risco de morte prematura de um terço para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), que incluem os diversos tipos de câncer.

A pesquisadora Marianna Cancela, da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca (Conprev), informou à Agência Brasil que, para certos tipos de câncer, há previsão de aumento e, para outros, de queda. Para 2026/2030, a previsão é de uma redução nacional de 12% na taxa de mortalidade padronizada por idade por câncer prematuro entre os homens e uma queda menor, de 4,6%, entre as mulheres. Em termos regionais, há uma variação de 2,8% entre as mulheres, na Região Norte, a 14,7% entre os homens, na Região Sul. As previsões foram calculadas usando o software Nordpred, desenvolvido pelo Registro de Câncer da Noruega, e amplamente utilizado para fazer previsões de longo prazo sobre a incidência e mortalidade por câncer.

Marianna explicou que, quando se fala em número de casos, todos os tipos de câncer terão aumento no período compreendido entre 2026 e 2030 por duas razões. A primeira envolve o aumento da população e mudança na estrutura populacional, com o envelhecimento de boa parcela dos brasileiros, para quem a maioria das DCNTs são mais prevalentes; a segunda razão é o aumento dos fatores de risco.

De acordo com o artigo do Inca Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para o Câncer Podem Ser Cumpridos no Brasil?, publicado na revista científica Frontiers in Oncology no último dia 10 de janeiro, as DCNTs responderam por 15 milhões de mortes prematuras na faixa de 30 a 69 anos, em todo o mundo, em 2016, sendo que mais de 85% dessas mortes ocorreram em países de baixa e média renda. O câncer foi responsável por 9 milhões de mortes anualmente, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares (17,9 milhões de mortes/ano), considerada a principal causa de morte por DCNT no mundo. A perspectiva é que as DCNTs continuem a aumentar em países de baixa e média renda, contribuindo para perdas econômicas associadas a mortes prematuras da ordem de US$ 7 trilhões nesses países, nos próximos 15 anos.

Maior aumento

De acordo com o estudo do Inca, o câncer de intestino, ou colorretal, é o que deverá apresentar maior aumento de risco de óbitos prematuros para homens e mulheres até 2030, no Brasil, de cerca de 10%. Por regiões, o Norte do país deve mostrar o maior aumento (52%) entre os homens, seguido pelo Nordeste (37%), Centro-Oeste (19,3%), Sul (13,2%) e Sudeste (4,5%). Segundo Marianna Cancela, a incidência mais alta “é consequência da chamada ocidentalização, dos hábitos de vida, maior obesidade, sedentarismo, a questão da alimentação, com preferência por consumir produtos industrializados”. Nas regiões onde a incidência está mais baixa atualmente, é previsto um aumento maior. Entre as mulheres, o Nordeste lidera, com projeção de expansão de 38%, seguido por Sudeste (7,3%), Norte (2,8%), Centro-Oeste (2,4%) e Sul (0,8%).

O câncer de intestino é o segundo tipo mais incidente no país, ficando atrás do de próstata entre os homens, e do de mama, entre as mulheres. O Inca estima que, em cada ano do triênio 2023/2025, serão diagnosticados cerca de 46 mil casos novos de câncer colorretal, correspondendo a cerca de 10% do total de tumores diagnosticados no Brasil, à exceção do câncer de pele não melanoma.

Outros tipos de câncer

Marianna Cancela informou que o câncer de pulmão entre os homens foi o que apresentou maior projeção de queda, próximo de 30%, evidenciando a efetividade de todas as políticas contra o tabagismo implementadas desde a década de 1980. Para as mulheres, a projeção é de aumento de probabilidade de morte prematura de 1,1%.

No câncer de colo de útero, observou-se queda na mortalidade prematura em todas as regiões. “Só que, mesmo com essa queda, a taxa de mortalidade prematura na Região Norte continua sendo extremamente elevada, na comparação aos outros lugares e à média nacional”. No Norte do Brasil, a mortalidade prematura era mais alta do país entre 2011/2015: 28 mortes por 100 mil pessoas, contra média nacional de 16 óbitos por 100 mil. Com informações da Agência Brasil

A projeção para 2026/2030 na Região Norte é de 24 mortes por 100 mil, enquanto a média brasileira fica em 11 óbitos por 100 mil. ”Mesmo com essa queda, continua sendo muito elevada”, avalia Marianna. A pesquisadora destacou, que além de ser uma região complicada em termos de logística, existe no Norte brasileiro um vazio assistencial. “Para certos tipos de câncer, a gente vê exatamente isso que, mesmo com queda, o número continua extremamente alto.”

Em relação ao câncer de mama, as projeções para até 2030 são de queda no Sudeste, certa estabilidade no Brasil e na Região Sul e aumento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Marianna esclareceu que, nesse tipo de câncer, há fatores hormonais que tornam complicado evitar a doença. A diminuição do número de filhos por mulher e o fato de uma mulher não ter tido filhos aumentam o risco de câncer de mama. ”A amamentação é um fator protetor”. Tal como acontece com o câncer colorretal, aumentam o risco de câncer de mama a questão da alimentação, p sedentarismo e o consumo de álcool. Outro fator que aumenta o risco é o fato de as mulheres ficarem grávidas mais velhas, adiando a maternidade. ”Tudo isso acaba resultando em aumento do risco.”

Sobre o câncer de estômago, apesar de ser projetada queda, a mortalidade prematura continua alta na Região Norte. É um câncer de origem infecciosa, que acomete mais homens que mulheres. “A gente tem aí uma mistura de câncer de países em desenvolvimento com câncer de países desenvolvidos que resulta nessa dupla carga de doença”. Entre 2011/2015, a mortalidade prematura de câncer de estômago no Brasil estava em 20 óbitos por 100 mil pessoas. No Norte, eram 21 mortes por 100 mil, no Sudeste, 23; e no Sul, 24. ”Só que a queda [projetada] nas outras regiões foi muito mais acentuada”. A Região Norte tem queda prevista até 2030 para 19 óbitos por 100 mil habitantes; Sudeste e Sul, para 13 casos, cada, e Brasil, para 12. Ou seja, a queda é mais acentuada nas regiões mais ricas do país, constatou o estudo.

Políticas públicas

O câncer respondeu, em 2019, por 232.040 óbitos no Brasil, em todas as idades. Na faixa de 30 a 69 anos, foram 121.264 mortes. “No geral, a gente tem visto uma leve queda”, disse a pesquisadora. Entre 2011/2015, eram 145,8 casos por 100 mil entre homens e 118,3 casos por 100 mil entre mulheres. Para 2026/2030, a projeção é de 127,1 óbitos por 100 mil entre homens (queda de 14,8%), e 113 casos entre mulheres, por 100 mil (-4,7%). Isso foi observado em todas as regiões, exceto no Norte, onde se prevê um ligeiro aumento (1,3% nos homens e 3,5% nas mulheres). Marianna reiterou que, mesmo com essa queda, vai ter aumento de casos porque acaba acompanhando o envelhecimento populacional.

O artigo do Inca conclui que há necessidade de políticas públicas, especialmente para prevenção do câncer, de maneira multissetorial. ”Tem que ter um acesso mais eficaz a todas as fases de controle do câncer: prevenção, diagnóstico precoce, tratamento, para poder garantir que tenha uma diminuição”, destacou a pesquisadora.

Ela ponderou, que tal como ocorreu em relação ao câncer de pulmão, os esforços têm que ser contínuos e de longo prazo, porque o câncer é uma doença que tem uma latência longa, ou seja, precisa de anos de exposição para se desenvolver. Por isso, precisa de políticas de prevenção junto à população durante anos, para que possa haver queda nos números.

Para prevenir o aparecimento de câncer, os especialistas recomendam não fumar, não beber, praticar atividade física, evitar o sedentarismo, dar preferência a alimentos não processados. As pessoas devem sempre prestar atenção a sinais que o corpo dá e não hesitar em procurar atendimento médico, recomendou a pesquisadora do Inca.

Quase um quarto dos casos de câncer de pênis no Brasil leva à amputação, diz Sociedade de Urologia

/ Saúde

O Brasil registrou, de janeiro a novembro do ano passado, 1.933 casos de cânceres de pênis. Desses, cerca de um quarto precisou ser retirado por causa do tumor. Os dados foram compilados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com base em informações do DataSUS.

Para Alfredo Canalini, presidente da entidade, o total de casos é preocupante. ”O Brasil tem números que são assustadoramente altos. Eles só são superados por países da África subsaariana.”

Os diagnósticos não são muito diferentes do que foi observado em outros anos. De 2018 a 2022, a média anual de casos desse tipo de tumor foi de 2.071.

Embora o número não apresente queda, a diminuição nos casos da doença não é uma tarefa tão difícil. Isso porque uma das principais formas de evitar o tumor é a higienização diária e adequada do órgão. Canalini explica que os homens precisam puxar o prepúcio, pele que envolve a glande, que é a cabeça do pênis. Então, lavar com água e sabão a região de forma a retirar toda a sujeira que pode se acumular. Após, é importante secar.

Caso o homem não consiga puxar completamente o prepúcio, é um caso de fimose. Com isso, o homem precisa procurar um médico a fim de seja efetuado um procedimento que permita a limpeza adequada do pênis.

O problema é que essa simples informação de como limpar o órgão ainda não é de conhecimento de boa parte dos brasileiros. ”Nós precisamos disponibilizar informação para essas pessoas, porque aprender a lavar o pênis e usar um sabonete é uma coisa básica, mas é necessário aprender”, afirma Canalini.

Além da limpeza, a vacina contra o HPV (vírus do papiloma humano) é outro mecanismo útil para evitar o tumor na genitália. O SUS disponibiliza o imunizante para meninos e meninas de 9 a 14 anos. No entanto, Canalini afirma que os meninos tendem a desconhecer o imunizante, o que representa um problema na prevenção do câncer de pênis.

Amputações Em casos mais graves do tumor, a amputação do pênis é necessária. Segundo os dados preliminares levantados pela SBU, foram 459 registradas em 2022. Esse é o menor valor desde 2018, quando foram 639 remoções da genitália. Mesmo assim, o número é alto: considerando o total de casos em 2022, quase um quarto dos diagnósticos resultou na retirada do órgão.

Esse fato lembra outro desafio: o diagnóstico precoce. A retirada completa da genitália só é necessária quando o tumor se encontra em um estágio muito avançado. Em momentos iniciais, procedimentos mais simples no local podem ser adotados para curar o paciente. Outra saída, em um momento intermediário da doença, é uma amputação parcial, em que somente uma porção do órgão é removida.

Um diagnóstico precoce envolve uma rotina comum de ida ao médico e também estar atento a alguns sinais que podem ser um indicativo do tumor. Canalini acrescenta que, no início, o sintoma mais comum é o surgimento de uma lesão na glande ou na parte interna do prepúcio. Pode ser uma verruga, por exemplo.

Com o tempo, a ferida tende a ficar cada vez mais complicada. Isso é um sinal de que a doença está avançando. Queimação na região também é um relato comum, além de um cheiro forte. A limpeza, além de prevenir, também é útil para a descoberta precoce da doença, porque o homem que realiza a higiene adequada tende a observar de maneira rotineira a genitália.

E mesmo que não seja o tumor, estar atento ao órgão é importante porque pode ser outra condição. A sífilis, por exemplo, tem como um de seus sintomas, ainda na fase primária, o aparecimento de uma lesão na genitália.

Mas a amputação do pênis, embora para alguns homens seja visto como o pior cenário no mundo, não é o desfecho mais trágico. Existem casos em que a doença se espalha para outras regiões do corpo. Nesse caso, os riscos de morte aumentam. Em 2020, último ano com informações disponíveis de mortalidade por câncer de pênis, foram 463 fatalidades pelo tumor, o que representa cerca de 22% do total de casos daquele ano. Com informações do Bahia Notícias

Bahia registra 425 casos de Covid-19 e mais 2 óbitos, diz boletim epidemiológico da SESAB

/ Saúde

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 425 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,02%), 452 recuperados (+0,03%) e 2 óbitos. Dos 1.786.418 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.754.667 já são considerados recuperados, 362 encontram-se ativos e 31.389 tiveram óbito confirmado. Os dados ainda podem sofrer alterações.

O boletim epidemiológico desta terça-feira (31) contabiliza ainda 2.088.371 casos descartados e 374.617 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até às 17 horas desta terça-feira. Na Bahia 71.911 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Vacinação

Até o momento a Bahia contabiliza 11.736.834 pessoas vacinadas com a primeira dose, 10.987.129 com a segunda dose ou dose única, 7.722.825 com a dose de reforço e 3.132.915 com o segundo reforço. Do público de 5 a 11 anos, 1.094.294 crianças já foram imunizadas com a primeira dose e 746.630 já tomaram também a segunda dose. Do grupo de 3 a 4 anos, 83.385 tomaram a primeira dose e 39.179 já tomaram a segunda dose. Do grupo de 6 meses a 2 anos, 12.289 tomaram a primeira dose e 2.380 tomaram a segunda dose.

Com queda nas doações, Banco de Leite do Hospital Roberto Santos está com estoque crítico

/ Saúde

Devido a uma queda considerável nas doações de leite nos últimos meses, o Banco de Leite Humano do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) está com estoque crítico. O volume armazenado atualmente tem capacidade de atender a demanda apenas dos bebês internados por menos de 40 dias.

De acordo com Ana Carolina Meireles, enfermeira do Banco de Leite Humano do HGRS, o estoque atual é de 94,7 litros, sendo apenas 58,6 litros liberados para consumo e o restante aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-BA). Diariamente, são necessários cerca de 2,5 litros de leite apenas para os bebês internados nas unidades de terapia intensiva (UTI) e semi-intensiva (Ucinco).

”Se fossemos atender todos os bebês internados nas unidades neonatais, precisaríamos de cerca de 4,5 litros diários. Hoje nós priorizamos atender os da UTI neonatal e alguns da Ucinco. Dessa forma, distribuímos cerca de 2,5 litros diários”, detalha a profissional.

O Banco de Leite Humano do HGRS conta, atualmente, com oito doadoras fixas da rota externa – que recebem a equipe em suas casas para recolhimento do leite captado – e um número oscilante de doadoras internas, que varia de acordo com os internamentos no hospital.

”Não existe algo tão completo para a alimentação do bebê quanto o leite materno. A forma que ele supre e os beneficia a saúde da criança é única, por isso a doação é tão importante. O leite materno protege o bebê contra doenças, oferece o suporte nutricional adequado e auxilia na criação das células de defesa”, ressalta Ana Carolina Meireles.

As mães que desejam fazer a doação podem se candidatar no Banco de Leite Humano mais próximo. É necessário que a mulher esteja saudável e apresente exames de pré-natal e sorologia

Quem não amamenta também pode ajudar os Bancos de Leite Humano com a doação de potes de vidros. Os vidros devem ter tampa plástica, como as usadas em café solúvel. Não importa o tamanho, mas é essencial que seja de vidro e com tampa plástica. As informações são do site Bahia Notícias

Coronavac ainda é uma boa opção de vacina, diz o novo diretor do Butantan, Esper Kallás

/ Saúde

O novo diretor do Instituto Butantan, o infectologista Esper Kallás, afirma que a Coronavac continua sendo ótima opção de vacina contra a Covid, mesmo com a oferta do reforço do imunizante bivalente da Pfizer anunciada pelo Ministério da Saúde para a partir de 27 de fevereiro.

”Ela é muito bem tolerada, imunogênica, extremamente segura e tem uma aceitabilidade muito boa”, afirmou à reportagem Kallás, que assumiu a direção do instituto no início de janeiro, após se licenciar do cargo de professor titular da Faculdade de Medicina da USP.

O Ministério da Saúde planeja usar a vacina produzida pelo Butantan –e criada pelo laboratório chinês Sinovac– apenas para o público infantil, de 3 a 11 anos. A pasta anunciou ter assinado um aditivo de contrato com o instituto para adquirir um total de 2,6 milhões de doses.

Nesta segunda (30), Kallás se reunirá com o ministério para discutir, entre outras coisas, o interesse da pasta em eventuais novas aquisições. Ele defende que a Coronavac, que foi a primeira vacina a ser aplicada no país na pandemia, em janeiro de 2021, continua sendo uma boa alternativa também para os adultos.

”Há uma discussão muito grande sobre a alternância de produtos para dar um estímulo na resposta [imunológica], o que aumenta os títulos de anticorpos. Numa situação como essa da Covid, em que tudo é instável, ter todas as cartas na mesa é um boa estratégia para não correr o risco de desabastecimento.”

Segundo o infectologista, todas as doses produzidas pelo Butantan de Coronavac já foram entregues ao ministério. Como no governo Bolsonaro não havia perspectiva de novas aquisições, o instituto decidiu esperar a mudança de pasta para organizar novas importações do IFA (ingrediente farmacêutico ativo), a matéria-prima da vacina.

Kallás diz que é preciso um esforço dos governos federal, estaduais e municipais para aumentar a cobertura vacinal contra a Covid. “Com a redução do número de casos, houve uma certa acomodação. Mas é possível fazer um resgate com ações que chamem atenção.”

Um outro caminho, segundo ele, é trabalhar as desigualdades regionais, uma vez que alguns municípios têm alta cobertura vacinal e outros não atingiram 50% do público-alvo.

Para o diretor, a relação do governo estadual, de Tarcísio de Freitas (Republicanos), com a atual gestão federal, de Lula (PT) tem tudo para ser ”muito boa”. ”A visão do governo estadual e do governo federal é muito consonante em relação ao resgate das coberturas vacinais e a prevenção das doenças imunopreveníveis.”

Durante a pandemia, o Butantan se viu no centro de uma disputa política entre o então governador de São Paulo, João Doria (que era do PSDB), e a gestão de Jair Bolsonaro (PL).

Recentemente, o instituto voltou a ser alvo de polêmica, dessa vez envolvendo suspeitas de irregularidades na sua fundação de apoio, atualmente gerida pelo ex-diretor do instituto e atual presidente da Fundação Butantan, Dimas Covas.

Entre as suspeitas está o possível superfaturamento de R$ 161 milhões em contrato feito sem licitação com uma empresa de software, investigado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), conforme revelou a Folha de S.Paulo.

A Fundação Butantan é uma entidade privada sem fins lucrativos que tem como objetivo administrar os recursos financeiros do instituto, obtidos principalmente pela venda de vacinas e soros ao Ministério da Saúde. Em 2020, primeiro ano da pandemia, a receita da fundação saltou de cerca de R$ 1,9 bilhão, em 2019, para mais de R$ 2,7 bilhões em 2020, segundo divulgação do balanço financeiro da entidade.

Kallás defende o modelo da fundação por dar celeridade administrativa e financeira, inclusive para a contratação de pesquisadores, e diz que, a partir de uma aliança estratégica aprovada em novembro passado, a ligação entre o instituto e a fundação estará mais estreita e haverá mais transparência na utilização dos gastos.

Ele afirma que também já convidou o presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Dimas Ramalho, a fazer uma visita à fundação para para discutir termos de conduta também visando mais transparência às relações.

Os gastos da fundação devem ser empenhados em atividades de interesse do instituto, como em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. O governo Doria, no entanto, utilizou do superávit dessa receita para compras relacionadas à pandemia da Covid, por exemplo na compra de insumos e equipamentos hospitalares, que em tese são de responsabilidade do governo do Estado.

Kallás afirma que o principal ponto de apoio da fundação em relação ao instituto é na contratação de funcionários para expansão do centro de produção de vacinas e na capacitação de mão de obra, uma vez que novas contratações pelo governo estadual estão paralisadas.

Entre os projetos de expansão do instituto estão a reforma e readequação do prédio para produção da vacina contra dengue, que está em fase final de estudos clínicos, e da preparação para obtenção da licença de boas práticas de manufatura da fábrica de vacinas multipropósito (também chamada de CMPV), cuja obra foi finalizada em março de 2021 após mais de seis meses de atraso.

Atualmente, o maquinário da fábrica está em fase de testes para entrar com a solicitação junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para começar a produção das primeiras doses no centro.

”A construção de uma fábrica é um projeto grande, que depende dessa relação entre a fundação e o instituto, com muitos profissionais associados”, disse. Com informações do site Bahia Notícias

Relatos de cegueira levam Agência de Vigilância Sanitária a proibir venda de pomadas capilares

/ Saúde

Após relatos de clientes com diversos problemas de saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a restrição e o recolhimento de pomadas capilares para modelar tranças. Ao todo, 11 pomadas modeladoras estão com a venda suspensa para que a haja investigação das substâncias contidas nesses produtos e as marcas possam regularizá-las. As informações são da Agência Brasil.

Segundo a tricologista e cabeleireira Rosi Ribeiro, os efeitos negativos com o uso das pomadas capilares podem ser sentidos tanto pelo profissional que aplica o produto quanto pelo cliente. Os relatos são de coceira e vermelhidão nos olhos, irritação na pele, inflamação no folículo capilar e até cegueira provisória. Há casos em que o uso reiterado da pomada pode levar ao entupimento do folículo e à queda do cabelo.

”Houve um caso em que a cliente usou trança durante três meses, o cabelo caiu e o folículo fechou. Em vez de retirar a trança, ela refez o penteado. O maior problema é que, com fechamento desse folículo, o cabelo não nasce mais”, contou a profissional.

A pomada é um cosmético geralmente usado para fixação de penteados. De acordo com a tricologista, substâncias conservantes permitem validade maior do produto, mas podem causar efeitos adversos nos usuários. Esses problemas surgem após contato do produto com água, que faz a pomada escorrer pelo rosto e os olhos. Para Rosi Ribeiro, a melhor forma de prevenção de efeitos negativos é a informação.

”’Há um mito de que a mulher precisa sofrer para ficar bonita, mas isso não é verdade. O essencial é ter informação”, disse. “Atualmente, cada um pode fazer seu produto. Vai ao laboratório e faz um produto sem controle de quantidade desses conservantes e coloca em excesso. Não é que as substâncias não podem ser usadas, mas que devem seguir regras específicas e com a possibilidade de enxague – o que não acontece atualmente. Assim, as pessoas precisam saber quais são as substâncias que podem provocar riscos à saúde”, explicou.

De acordo com a Anvisa, os produtos são alvo de investigação por parte da própria agência reguladora e dos órgãos de Vigilância Sanitária locais devido a relatos de pacientes sobre a ocorrência de eventos adversos graves após o uso. Todos esses produtos podem oferecer risco à saúde. A Anvisa explica que a interdição das pomadas é uma medida cautelar que visa proteger a saúde da população e que permanece vigente enquanto são realizados testes, provas, análises ou outras providências são requeridas para investigação mais aprofundada do caso.

No caso de o consumidor ter um dos produtos em casa, a recomendação é que não o utilize e entre em contato com a empresa para verificar a forma de devolução. Se o produto já tiver sido usado, em caso de qualquer efeito adverso, o conselho da agência é procurar imediatamente o serviço de saúde e informar a Anvisa pelas páginas de cidadão e profissional que maneja o produto ou de empresas e profissionais da saúde.

De acordo com a tricologista, a instrução é que os clientes procurem produtos com base em substâncias naturais, sem conservantes e por consequência, com validade curta. ”Há uma carência de informação na área de cachos e cabelos afro. Profissionais precisam entender que é possível o serviço ser feito com a mesma qualidade, sem até mesmo o uso da pomada”, afirmou. ”Muitas pessoas optam por determinadas opções pelo preço, mas a recorrência de produtos muito mais baratos, sem nenhuma regulamentação, a curto prazo. Só que a longo prazo, ou até médio prazo (de 3 a 6 meses), a pessoa pode ter uma calvície permanente”, explicou.

Segundo Rosi Ribeiro, os efeitos negativos da pomada podem impactar na autoestima das mulheres. ”O uso desses produtos pode levar a uma calvície permanente e isso vai abalar psicologicamente a sua autoestima, sua parte física, além de levar a gastos com diversos profissionais como dermatologistas e psicólogos”, apontou. Com informações do site Bahia Notícias

Medo, desinformação e líderes religiosos influenciam brasileiros contra vacinas, aponta pesquisa

/ Saúde

Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta medo, desinformação e influencia de líderes religiosos como os principais motivos que afastam os brasileiros das vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com os pesquisadores, os três fatores explicam a queda da cobertura vacinal no país.

Encomendado pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais da Saúde (Conasems), o trabalho recolheu depoimentos de 2.235 pessoas, entre setembro e outubro de 2021, em todas as regiões do país. Entre os respondentes, 72,8% disseram que se preocupam com os efeitos colaterais das vacinas, esse foi considerado como o principal motivo para a hesitação vacinal.

Outra preocupação dos entrevistados foi a forma de aplicação dos imunizantes. De acordo com o estudo, 37,6% das pessoas declararam ter medo de agulhas, o que os influencia a evitar a vacinação.

A pesquisa também registra que a orientação de líderes religiosos contra as vacinas e informações inverídicas de postagens em redes sociais influenciam os brasileiros contrariamente às vacinas.

Ainda em relação à desinformação, um subgrupo de entrevistados formado por profissionais de saúde, notou que teorias da conspiração contra empresas farmacêuticas ou informações falsas passadas por integrantes do executivo produzem receio entre a população.

Os profissionais de saúde também disseram que, em relação à vacina conta o HPV (Vírus do Papiloma Humano), pais e mães costumam temer que a imunização incentive o início precoce da vida sexual dos filhos.

Em contrapartida, o estudo destaca que mais de 98% dos entrevistados reconhecem a importância das vacinas para a própria saúde e que 92% consideram todas as vacinas recomendadas pelo SUS benéficas.

A pesquisadora Daisy Maria Xavier de Abreu afirma que o cenário atual, no entanto, não é tão assustador. De acordo com ela, ainda há alto grau de confiança nas vacinas.

”A hesitação vacinal vem crescendo por causa das várias dúvidas e inseguranças disseminadas em redes sociais sobre as vacinas. Essas pessoas não são radicais, elas estão inseguras. Então precisamos acolher as dúvidas e dialogar para mostrar que as vacinas são seguras e eficazes”, disse, em comunicado à imprensa. As informaç?os são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

Reforço bivalente contra a Covid-19 deverá ser aplicado a partir de 27 de fevereiro, prevê Saúde

/ Saúde

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (26), data prevista para o início da aplicação do reforço bivalente de imunização contra a Covid-19. Segundo o órgão, isso deverá acontecer no no fim de fevereiro. A perspectiva foi apresentada durante a primeira reunião ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) de 2023, realizada em Brasília (DF), na Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS).

A expectativa do ministério é que, a partir de 27 de fevereiro, pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos, comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, recebam o reforço bivalente. Confira como será a divisão:

  • Fase 1: pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos, comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas;
  • Fase 2: pessoas entre 60 e 69 anos;
  • Fase 3: gestantes e puérperas;
  • Fase 4: profissionais de saúde.

As informações foram apresentadas pelo diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis (SVSA/MS), Éder Gatti. ”Fechamos o ano de 2022 com baixa cobertura vacinal em quase todas as imunizações. Também encontramos um baixo estoque de vacinas. Por isso, temos o risco real de desabastecimento de imunizantes importantes para o nosso calendário, como a BCG, Hepatite B e tríplice viral, por exemplo”, alertou.

Com o cenário, Éder pontuou o risco da reintrodução de casos de poliomielite em território nacional. ”Os nossos passos serão de reforço ao compromisso com a ciência, o fortalecimento da atenção primária e ações complementares, como a vacinação nas escolas”, adiantou.

Cinco bilhões de pessoas ainda consomem gordura trans, diz Organização Mundial da Saúde

/ Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um novo relatório na última segunda-feira (23) onde afirma que cinco bilhões de pessoas em todo o mundo ainda estão vulneráveis ao consumo de gordura trans, mesmo com a meta de eliminação para 2023.

A gordura trans produzida industrialmente é frequentemente encontrada em alimentos embalados, congelados, óleos de cozinha e patês prontos. A ingestão da substância é responsável por pelo menos 500 mil mortes prematuras por doença arterial coronariana (DAC) a cada ano no mundo todo.

Em nota, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que a gordura trans não tem nenhum benefício conhecido. Muito pelo contrário: ela causa enormes riscos à saúde.

”Eliminar a gordura trans é econômico e traz enormes benefícios para a saúde. Simplificando, ela é um produto químico tóxico que mata e não deve ter lugar nos alimentos. É hora de se livrar disso de uma vez por todas”, diz.

O relatório menciona que 43 países já implementaram medidas para a eliminação da substância, inclusive o Brasil. Um número crescente de nações de renda média também está implementando ou adotando novos parâmetros, como Argentina, Índia, Paraguai, Ucrânia, Bangladesh e Filipinas.

No entanto, nove dos 16 países com maior índice de morte por DAC relacionado à gordura trans ainda não adotaram nenhuma medida para eliminar a substância: Egito, Irã, Austrália, Azerbaijão, Equador, Nepal, Paquistão, Butão e Coreia do Sul.

A OMS recomenda ainda que a prioridade dos governos seja não somente a adoção de políticas públicas, mas também de monitoramento das medidas e o incentivo aos fabricantes de alimentos para a eliminação da gordura trans. As informações são do portal Metrópoles.

Pandemia da Covid-19 causou mais mortes em gestantes e puérperas, revela estudo do Observatório Fiocruz

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A pandemia de covid-19 provocou mais mortes em gestantes e puérperas do que na população em geral, revela o Estudo do Observatório Covid-19 Fiocruz. A informação foi publicada pela Agência Brasil.

O levantamento, publicado na revista científica BMC Pregnancy and Childbirth, estimou o elevado número de mortes maternas causadas direta e indiretamente pela covid-19 no Brasil no ano de 2020.

Segundo o estudo, em 2020, houve um excesso de óbitos maternos de 40%, quando comparado aos anos anteriores. Mesmo considerando a expectativa de aumento das mortes em geral em decorrência da pandemia de covid-19, ainda assim, houve um excesso de 14%.

As chances de uma moradora da zona rural morrer foi 61% maior; mulheres negras tiveram 44% mais chances de falecer e aquelas internadas fora do município de residência, 28% mais do que o grupo controle. Ao longo de 2020, o país registrou 549 mortes maternas por covid-19, principalmente em gestantes no segundo e terceiro trimestre.

A pesquisa identificou que as chances de hospitalização de gestantes com diagnóstico de covid-19 foram 337% maiores. Para as internações em UTI (unidades de terapia intensiva], as chances foram 73% maiores e o uso de suporte ventilatório invasivo 64% maior que os pacientes em geral com covid-19 que morreram em 2020.

O estudo usou dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) para óbitos por covid-19 nos anos de 2020 e 2021, e comparou com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade no ano de 2020 (quando já havia pandemia) e nos cinco anos anteriores, para estimar o número esperado de mortes maternas no país.

Na avaliação do pesquisador Raphael Guimarães, o atraso na imunização contra o vírus pode ter provocado o aumento de mortes entre mulheres grávidas. Para ele, o estudo mostrou que a morte materna é marcada pelas iniquidades sociais, que têm relação estreita com a oferta de serviços de qualidade.

”A rede de serviços parece ter sido mais protetiva às gestantes e puérperas, garantindo internações mais imediatas e direcionamento para terapias intensiva e invasiva. Contudo, o atraso do início da vacinação entre as grávidas e puérperas pode ter sido decisiva na maior penalização destas mulheres. Destacamos ainda que o excesso de óbitos teve a covid-19 não apenas como causa direta, mas aumentou o número de mortes de mulheres que não conseguem acesso ao pré-natal e condições adequadas de realização do seu parto no país”, disse o principal investigador do estudo. Com informações do Bahia Notícias

Brasil recebe 7,7 milhões de doses da Pfizer para vacinar crianças de 06 a 11 anos contra Covid

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Cerca de 7,7 milhões de doses das vacinas pediátricas da Pfizer contra a Covid chegam ao Brasil nesta sexta (20) e neste sábado (21), informou o Ministério da Saúde. Os imunizantes são destinados a crianças que tenham de 6 meses a 11 anos idade.

O país tem enfrentado problemas de abastecimento de vacinas para o público infantil, e o novo lote faz parte de uma remessa de 50 milhões de doses que o Ministério da Saúde negocia com a Pfizer e tenta antecipar a entrega.

As 7,7 milhões de doses pediátricas da Pfizer são divididas entre duas faixas: 4,5 milhões de doses vão para crianças de 6 meses a 4 anos; e 3,2 milhões de doses irão vacinar o público de 5 a 11 anos.

Parte das doses já chegou ao Brasil, mas, antes de serem distribuídas aos estados, as vacinas precisam passar por análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), como acontece com qualquer imunizante.

O Ministério da Saúde já havia distribuído 740 mil de doses da Coronavac. Outro aditivo para a compra de mais 2,6 milhões de doses da Coronavac também foi firmado com o Instituto Butantan.

Segundo dados coletados pelo consórcio de veículos de imprensa, aproximadamente 60% das crianças de 3 a 11 anos aptas a receber a vacina tomaram a primeira dose do imunizante contra a Covid -e 41% têm duas doses. Além das duas aplicações, o Ministério da Saúde passou a recomendar, para crianças de 5 a 11 anos, um reforço com imunizante da Pfizer.

Ethel Maciel, secretária de vigilância em Saúde e Ambiente, afirmou no início do mês que o desabastecimento de vacinas é herança do governo Jair Bolsonaro e garantiu que a questão seria resolvida até o fim de janeiro. ”Recebemos o ministério com desabastecimento de vacinas infantis.”

A secretária também disse que as vacinas para o público adulto não estão em falta, mas ainda não é certo que haverá indicação de mais uma dose de reforço para todas as idades. Como a Folha adiantou, o que já foi definido é que a vacina para o grupo de risco entrará no calendário anual.

Mulher que ganhou bebê de 7,3 kg no Amazonas já deu a luz a outro filho ”grande” de 4 kg

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Com histórico de ter “bebês grandes”, a amazonense, Cleidiane Santos, de 27 anos, deu à luz a uma criança de 7,3 kg na última quarta-feira (18). O curioso é que a mulher também já teve outro recém-nascido ”gigante”, que registrou 4 kg.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), a criança de 7,3 kg se trata do maior recém-nascido da história do Amazonas.

Segundo o G1, Claudiane é moradora do bairro Castanhal, em Parintins, e se surpreendeu com o peso do filho mais novo. A mulher achava que o bebê nasceria com o peso similar ao do irmão: 4kg.

”Eu não esperava essa surpresa. Eu pensei que seriam quatro quilos, mas veio sete quilos. Quero agradecer à equipe do Hospital Padre Colombo, que está me dando força e me tratando muito bem, desde quando eu entrei aqui, se não fossem eles, eu não sei o que seria de mim. Então, eu agradeço cada um”, disse a mãe da criança. Apesar do tamanho, o hospital informou que o bebê possui um quadro de saúde estável e está saudável.