Vereador Tinho será empossado pela quarta vez consecutiva como presidente da câmara de Jequié

/ Jequié

A Mesa Diretora será empossada nesta segunda-feira. Foto: BMFrahm

O vereador Emanuel Campos, o Tinho, do PV, tomará posse como presidente da Câmara de Jequié, pela quarta vez consecutiva. O ato de posse está marcado para ocorrer às 19h desta segunda-feira (2), no plenário da Câmara Municipal.

Tinho se torna um recordista ao ser reconduzido por unanimidade ao cargo do líder do Poder Lgislativo da Cidade Sol, com o maior número de mandatos de presidente da Casa. Até então, o hoje deputado estadual Euclides Fernandes, José Simões de Carvalho Jr. e Ateodoro Vaz da Silva, este último na década de 1940, haviam conduzido os destinos do legislativo jequieense por três vezes. Considerado um nome leve na política local, Tinho é bem relacionado com os demais vereadores, tanto da base governista do prefeito Zé Cocá (PP), da qual ele faz parte, quanto da ala oposicionista.

Com participação destacada no Esporte, ele foi candidato a vereador de Jequié por três vezes, vencendo todas as disputas. A Mesa Diretora para o biênio 2023/24 terá a seguinte composição: Presidente: Emanuel Campos Silva – Tinho (PV) 1º Vice-presidente: Ramon Andrade Fernandes (PDT) 2° Vice-presidente: San David Aragão (PSD) 1° Secretário: Gilvan Souza Santana (Republicanos) 2° Secretário: Marcos Lameque Vasconcelos – Marcos do Ovo (Solidariedade) 3° Secretário: José Augusto Aguiar – Gutinha (PP). Também foram eleitos para outros cargos: Corregedor: Daubti Rocha Guimarães – Colorido (PP) Ouvidora: Maria Aparecida Souza de Deus – Professora Cida (PT).

Com lágrimas nos olhos e voz embargada, Rui Costa agradece ”oportunidade” dada por Jaques Wagner

/ Bahia

Grupo governista comemora posse na Assembleia. Foto: Divulgação

O ex-governador Rui Costa (PT), durante a cerimônia de transferência de governo para Jerônimo Rodrigues (PT) na manhã deste domingo (1º), se emocionou ao falar do seu amigo Jaques Wagner (PT), senador da República. Ambos se conheceram nos anos 1980, em atuação pelo Sindicato dos Químicos e Petroquímicos da Bahia, em Camaçari.

”Eu, olhando para trás, só sinto orgulho. E vontade de agradecer a essa amizade de apenas 40 anos. Senador da República, Jaques Wagner, tenho que lhe agradecer a oportunidade, da escolha oito anos atrás, para ser o candidato a governador da Bahia. Num salão parecido com esse, você me deu o desafio de fazer igual ou melhor do que você tinha feito. Espero ter cumprido o dever de casa à altura”, disse Rui, com a voz embargada.

Chorando, o ex-governador passou a palavra para Wagner, que encheu o amigo de elogios e criticou as administrações federais que conviveram com Rui Costa. ”Rui, eu me lembro bem das palavras que eu lhe disse naquele dia e hoje estou muito recompensado. Efetivamente, eu digo para todo mundo: você pegou um período muito mais difícil do que o meu, com governos federais que não ajudaram o estado da Bahia. Pelo contrário: tentaram prejudicar em vários momentos o nosso estado. E eu não, naveguei num mar tranquilo, porque peguei o presidente Lula e depois a presidenta Dilma no primeiro mandato. Você pegou um período de vacas magras, do ponto de vista dessa relação. E, mesmo assim, pela sua tenacidade, coragem, inteligência e responsabilidade, você realmente – e eu não tenho inveja, já disse isso várias vezes – superou”, elogiou Wagner.

O senador ainda desafiou Jerônimo a fazer um governo melhor do que o de Rui. Segundo ele, não há ciúme no grupo político petista. ”O segredo é que nosso grupo político não tem dono. Se tiver dono, é o povo da Bahia. Eu não fui dono do governo de Rui e, por isso, parecia até um governo novo, diferente. Por isso que não cansa. E agora vou ser obrigado a lançar o mesmo desafio a Jerônimo. Espero que ele lhe supere e faça melhor ainda do que você fez. E não dá ciúme, Rui, porque aqui a gente é família, é amigo”, afirmou Wagner.

Rui ainda aproveitou para criticar – sem citar nomes – pessoas que teriam tentado criar intrigas entre ele e Wagner. ”Ninguém faz nada sozinho. Aqui, como disse Wagner, não é um grupo que alguém procura ser chefe ou mandar nos outros. Agradeço não só a indicação para governador, mas são 40 anos. Eu conheço Wagner e tenho amizade com ele desde 1982, lá do Sindicato dos Químicos e Petroquímicos. E muitas vezes, Jerônimo, quando você assume o cargo de governador, aqueles que querem parecer mais amigos do que os outros começam a fazer futrica e fofoca, tentando criar falsas diferenças. E eu sempre disse que a gratidão, a lealdade, está acima de qualquer coisa”, concluiu o ex-governador. Com informações do site Bahia Notícias

Jerônimo Rodrigues toma posse como governador da Bahia: ”Darei o melhor para cuidar de vocês”

/ Bahia

Jerônimo e a primeira – dama Tatiana em posse. Foto: Divulgação

Oficialmente empossado como governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) realizou seu primeiro discurso como chefe do executivo do estado e agradeceu o apoio recebido durante a campanha. Relembrando suas origens, o governador assegurou que dará seu melhor no cargo e buscará a justiça social na Bahia. O petista também citou as eleições gerais e pediu um Brasil unido nos próximos anos.

”Assumo com muita consciência e responsabilidade o meu papel nessa luta secular por justiça social. A minha história de vida foi construída nos movimentos sociais, no estudo e no debate sobre as questões mais fundamentais de quem, como eu, sonha com um mundo mais respeitoso. Podem saber, darei o melhor de mim para cuidar de vocês”, afirmou Jerônimo.

”Meus amigos e companheiros de ideais e de trabalho, Jaques Wagner e Rui Costa, é um privilégio sucedê-los no governo da Bahia. Ainda mais nesse momento, em que o Presidente Lula é reconduzido democraticamente ao Planalto Central para liderar o processo de reconstrução do país”, completou.

Emocionado, o governador pediu pela união do país e afirmou que o resultado das urnas traz a mensagem de que o ”sonho venceu o medo” e disse que a Bahia deu continuidade ao governo petista por reconhecer os feitos de seus antecessores.

”Não adiantou viralizar fake news nas redes sociais, nem engendrar operações escusas que tentaram até atrasar e impedir a chegada dos eleitores às suas sessões. A democracia é maior! A esperança venceu, o sonho foi maior do que o medo. Nessas eleições, a população baiana confirmou o reconhecimento e a confiança depositada no nosso projeto. Mas, também, mandou um recado consistente: ela quer mais e melhor. O palanque eleitoral acabou. Precisamos de um Brasil unido e sem ódio. O Brasil é um só”, comentou Jerônimo.

O chefe do executivo baiano também ressaltou a reforma administrativa, que foi aprovada pela Assembleia Legislativa (AL-BA) em dezembro de 2022 (mais detalhes aqui). O governador afirmou que a medida é uma modernização da administração pública, consolidando áreas de controle interno do governo. O petista relembrou dos municípios afetados pelas chuvas e também agradeceu a Casa pela agilidade em aprovar ações reparadoras.

”A reforma administrativa, recém aprovada, é um exemplo de fortalecimento das áreas sociais do governo, modernização da administração pública e consolidação das áreas de controle interno das secretarias. Muito obrigado. Também sou grato pela aprovação das medidas de socorro e apoio aos municípios e segmentos sociais atingidos pelas fortes chuvas do mês passado. O Governo da Bahia está ao lado dos gestores municipais e da população”, disse Jerônimo. Com informações do site Bahia Notícias

Lula celebrou chegada de 2023 em jantar para 70 convidados em Brasília, incluindo colaboradores

/ Brasília

Lula com familiares durante o Réveillon. Foto: Reprodução / Instagram

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu cerca de 70 convidados na noite de Réveillon em Brasília. Além da numerosa família do petista, que toma posse como presidente neste domingo (1º), o jantar contou com a presença de colaboradores diretos e um grupo restrito de amigos.

Entre eles, o médico Roberto Kalil, o empresário José Seripieri Filho, o advogado Marco Aurélio Carvalho, o deputado estadual Emídio de Souza (PT) e o futuro ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo, com suas mulheres.

Seripieri Filho deu carona a Lula em seu avião na viagem ao Egito, para a COP27. Após a conferência da ONU sobre mudanças climáticas, o petista seguiu para Portugal no mesmo jato. Sob vigilância da mulher, Rosângela Lula da Silva, a Janja, Lula evitou excessos. Comeu pouco e bebeu menos ainda, segundo presentes. À mesa, bacalhau, salmão e cordeiro.

A fisioterapeuta de Lula, as famílias dos seguranças e demais assessores estavam entre os convidados. Três velhos amigos de Janja também participaram do jantar. A cerimônia de posse neste domingo incluirá desfile em carro, shows musicais e discursos de Lula. Os organizadores do evento esperam um público total de 300 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios.

O petista e Geraldo Alckmin (PSB) devem chegar às 14h20 na Catedral de Brasília, com as esposas Janja e Lu Alckmin. Depois irão ao Congresso onde será realizada uma sessão solene de posse, às 15h. Uma hora depois, Lula deve sair do Senado e ir até a área externa do Palácio do Planalto, onde terá início a cerimônia de honras militares e entrega da faixa presidencial na rampa da sede do Executivo. *Catia Seabra / Folhapress

Política vence primeiro round contra Haddad e subsídio aos combustíveis será prorrogado

/ Brasília

Haddad vai assumir o Ministério da Fazenda Foto: Divulgação

A área política do governo Lula (PT) venceu o primeiro round contra o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e fez prevalecer a sua opinião de que a isenção de impostos federais sobre combustíveis deve ser prorrogada. E mais: o prazo para a duração da desoneração pode ser ainda maior do que o inicialmente debatido, que ficaria entre 30 e 120 dias.

Ela pode durar mais para o diesel do que para a gasolina. Integrantes do núcleo político do governo e do PT defendem um prazo mais alargado de isenção para evitar o desgaste que o aumento no preço do diesel e da gasolina, consequência da volta do imposto, provocaria na opinião pública.

O impacto em diversos outros preços, com reflexos nos índices de inflação, aumentaria o desgaste. O cálculo é que um aumento no diesel poderia alimentar a oposição ao governo entre caminhoneiros, com potencial de paralisação e bloqueio nas estradas que colocaria o país em uma zona de instabilidade.

Já a equipe de Haddad se preocupa com o aumento do rombo nas contas do governo caso a política de isenções adotada por Bolsonaro nas eleições não seja revertida num prazo razoável. A isenção dos combustíveis custa mais de R$ 52 bilhões aos cofres federais. Um pequeno aumento no diesel e na gasolina agora evitaria um problema maior no futuro, com ameaças ao equilíbrio fiscal.

Entre os defensores da prorrogação mais longa estão a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A medida provisória prorrogando a desoneração deve ser assinada por Lula nas próximas horas, depois que ele tomar posse do cargo de presidente da República.

O imbróglio sobre a volta da cobrança de impostos sobre combustíveis já dura diversos dias. A Medida Provisória editada por Jair Bolsonaro (PL) no ano passado, visando conter a explosão de preços do diesel e da gasolina impulsionada pela guerra da Ucrânia, caducaria no fim do governo passado.

Haddad e Guedes chegaram a negociar a edição de uma nova medida por Bolsonaro, para prorrogar a isenção por ao menos 30 dias. O ministro da Fazenda de Lula depois recuou: Guedes não editou nova MP e os debates sobre o assunto passaram a ser travados internamente entre a área econômica e a área política do novo governo.

*Mônica Bergamo / Folhapress

Nicolás Maduro não virá à posse de Lula e será representado por chefe do Legislativo

/ Brasília

O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, não virá à posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar da revogação de um decreto que o proibia de entrar no Brasil.

Em seu lugar, virá o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodriguez. Não foi dada uma explicação oficial ao Itamaraty para a ausência. Neste sábado (31), uma delegação venezuelana chegou a Brasília para preparar a visita de autoridades do país.

Cantora Ivete Sangalo e empresário rompem e só estão se falando por meio de advogados

/ Entretenimento

Fabio não é mais responsável pela carreira de Ivete Sangalo. Foto: Instagram

O empresário Fabio Almeida não é mais responsável pela carreira de Ivete Sangalo. Após 12 anos de parceria, eles romperam e só estão se falando por meio de advogados.

Segundo interlocutores ouvidos pela coluna, a decisão de deixar de trabalhar com a cantora partiu do empresário. O principal motivo do desentendimento seria que Fabio não teria acesso ao balanço financeiro da empresa. Ele conseguiria parcerias comerciais para a artista, mas não teria controle sobre os gastos.

Além disso, eles começaram a ter desavenças sobre a forma como enxergam o futuro profissional da cantora. Procurada por meio de sua assessoria de imprensa, Ivete não se manifestou até a conclusão deste texto.

Fabio, Ivete e a irmã dela Cynthia Salgado são sócios da Iessi Music, que gerencia a carreira da artista. De acordo com pessoas ouvidas pela coluna, Fabio não se sentia valorizado na sociedade. Também teria reclamado de oscilações no temperamento de Ivete e da irmã e dito que ambas teriam mudado a forma como o tratavam depois que todas as dívidas da gestão anterior foram pagas.

Antes dele, o empresário da cantora era o irmão dela Jesus Sangalo, que foi demitido da função por supostos desvios na produtora Caco de Telha, que então gerenciava a carreira da artista.

Na época, Ivete e o irmão também romperam relações. Jesus morreu em novembro de 2019, quando ele e a cantora estavam se reaproximando. Mesmo antes de ser sócio de Ivete, Fabio Almeida e ela já se conheciam e tinham trabalhado juntos. Ele produziu alguns dos DVDs da cantora.

O empresário comunicou a vontade de sair no início de dezembro. Ao longo do mês, as divergências foram se ampliando até o ponto em que eles deixaram de se falar. A comunicação agora só é feita por meio de advogados.

Os acertos financeiros do fim da sociedade na Iessi Music ainda não foram discutidos. O empresário, porém, já deixou a sociedade que tinha com Ivete em uma escola infantil, em Salvador.

Posicionamento do Empresário

Procurado pela redação do Bahia Notícias, Fabio disse: ”Nada tenho a declarar, fora o talento, força de trabalho e o quanto trabalhamos e afinamos por tanto juntos”. O empresário também indicou a assessoria de imprensa da cantora para quaisquer esclarecimentos, empresa a qual é sócio de Ivete. As informações são do site Bahia Notícias

Ato de posse de Lula terá mais de 60 delegações e forte presença de líderes sul-americanos

/ Brasília

São esperados ao menos 17 chefes de Estado e de governo. Foto: Rede social

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) toma posse neste domingo (1º) em uma cerimônia que será acompanhada por mais de 60 delegações estrangeiras, numa sinalização de prestígio de parte da comunidade internacional depois de o governo Jair Bolsonaro (PL) ficar marcado por atritos com parceiros tradicionais do país.

São esperados ao menos 17 chefes de Estado e de governo, com participação expressiva de líderes da América do Sul e de países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

Aliado tradicional do petismo, o argentino Alberto Fernández viajará a Brasília e retornará no mesmo dia a Buenos Aires. Representantes da nova onda de esquerda que venceu pleitos recentes na região, os presidentes Gabriel Boric (Chile) e Gustavo Petro (Colômbia) também devem prestigiar a posse.

O uruguaio Luis Lacalle Pou, de centro-direita, por sua vez, incluiu na delegação dois ex-presidentes, de correntes distintas: Julio María Sanguinetti (1985-1990 e 1995-2000) e José Pepe Mujica (2010-2015). De acordo com a embaixada uruguaia, o gesto ”personifica os profundos laços de amizade e os sólidos e históricos vínculos existentes entre Uruguai e Brasil”.

Também parceiro do Mercosul, o Paraguai estará representado pelo presidente Mario Abdo Benítez, um dos principais aliados regionais de Bolsonaro nos últimos anos.

Com a deposição de Pedro Castillo após uma tentativa de golpe de Estado no Peru, o país andino deve ter a delegação liderada pelo primeiro-ministro Alberto Otárola, não pela presidente Dina Boluarte. Avesso a viagens internacionais, o mexicano Andrés Manuel López Obrador escalou como enviada a Brasília a esposa, Beatriz Gutiérrez Müller.

A lista de chefes de Estado ainda pode sofrer modificações, uma vez que o governo Bolsonaro revogou na sexta (30) uma portaria que proibia o ingresso no Brasil de altas autoridades da ditadura venezuelana. Isso abriu a possibilidade para que Nicolás Maduro viaje para a posse de Lula, seu aliado de outros tempos. Embora provável, a presença ainda não está totalmente confirmada, devido a dificuldades de organização de um deslocamento de última hora.

Na comparação com a posse de Bolsonaro, em 2019, Lula conseguiu um comparecimento mais expressivo de autoridades estrangeiras. Foram 11 chefes de Estado ou governo na ocasião, com destaque para líderes da ultradireita com quem o presidente que ora se despede do cargo buscou alinhamento: o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu -que, por coincidência, acaba de voltar ao poder–, e o premiê da Hungria, Viktor Orbán.

A representação de Israel, desta vez, se dará por meio de um enviado especial. Bolsonaro também teve em sua posse a presença do então secretário de Estado americano, Mike Pompeo, num sinal de prestígio do presidente à época, Donald Trump. O brasileiro se declarou, antes mesmo de eleito, um admirador do republicano e fez do alinhamento a Washington prioridade da sua política externa.

Desta vez, a missão dos Estados Unidos será encabeçada pela secretária do Interior, Deb Haaland. Havia a expectativa de que Joe Biden enviasse a vice-presidente Kamala Harris ou o secretário de Estado, Antony Blinken. Um dos pontos considerados, segundo interlocutores, é que Lula deve realizar uma visita a Washington ainda no início do mandato, quando deve ter encontros com o democrata e outras autoridades.

Outra mudança em relação a 2019 é que Bolsonaro deu naquele ano ordem para que os regimes de Venezuela e Cuba fossem desconvidados das solenidades –a tradição é que sejam enviados convites para todos os países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas.

Neste ano, além do esforço para que Maduro esteja presente, o governo de transição obteve a confirmação de que a delegação de Cuba será liderada por Salvador Valdés, vice do líder Miguel Díaz-Canel.

Na Europa, continente que deve ser prioritário para a política externa de Lula, três países escalaram chefes de Estado, mas que têm cargos majoritariamente cerimoniais: Portugal, com o presidente Marcelo Rebelo de Sousa; Espanha, com o rei Filipe 6º, e Alemanha, com o presidente Frank-Walter Steinmeier.

A França, cujo presidente, Emmanuel Macron, recebeu Lula em Paris ainda em 2021, antes da eleição, terá sua delegação chefiada pelo ministro Olivier Becht (Comércio Exterior, Atratividade e Cidadãos Franceses no Exterior).

*Ricardo Della Coletta / Folhapress

Mourão critica lideranças que deixaram para as Forças Armadas a conta de inação ou pretenso golpe

/ Brasília

Mourão fez pronunciamento em cadeia nacional. Foto: Reprodução

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, criticou neste sábado (31) ”lideranças” que, ”com o silêncio”, deixaram crescer um clima de desagregação no país e levaram para as Forças Armadas a conta da ”inação” ou de um ”pretenso golpe”.

Mourão fez um pronunciamento de fim de ano transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão. ”Lideranças que deveriam tranquilizar e unir a nação em torno de um projeto de país deixaram que o silêncio ou o protagonismo inoportuno e deletério criasse um clima de caos e de desasgregação social. E de forma irresponsável deixasse que as Forças Armadas de todos os brasileiros pagassem a conta. Para alguns, por inação, e para outros por fomentar um pretenso golpe”, afirmou Mourão.

Ele disse ainda que a ”alternância de poder em uma democracia é saudável e deve ser preservada”.Mourão assumiu a presidência do Brasil na tarde desta sexta (30), quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o espaço aéreo brasileiro rumo a Orlando, na Flórida (Estados Unidos).

O político, que se elegeu senador pelo Rio Grande do Sul, passará menos de dois dias no posto. O mandato de Bolsonaro e Mourão termina às 23h59 deste sábado. Com informações do G1

Papa emérito Bento XVI morre aos 95 anos; alemão ficará marcado pela decisão de renunciar ao papado

/ Religião

O papa emérito Bento 16 morreu neste sábado, aos 95 anos. Foto: Getty Imagens

O papa emérito Bento 16 morreu neste sábado (31), aos 95 anos. O alemão ficará marcado pela decisão surpreendente, em 11 de fevereiro de 2013, de renunciar ao papado. Desde Gregório 12, em 1415, um pontífice não deixava por conta própria a chefia da Igreja Católica.

Jornais italianos disseram, à época, que ele estava enojado com escândalos sexuais e financeiros na alta hierarquia do Vaticano. Mas a versão acabou não se confirmando, o que favoreceu a tese de que ele, enfermo, e três encíclicas depois, estava debilitado pela rotina de quase oito anos de pontificado.

Já sob o título de papa emérito, após a renúncia, Bento 16 passou a ocupar dependências modestas de um mosteiro nos terrenos do Vaticano, de onde saiu poucas vezes, como, a convite do papa Francisco, seu sucessor, para a missa de canonização de João Paulo 2º (1920-2005), a quem ele sucedera em 2005.

Difícil saber até que ponto Joseph Ratzinger, seu nome original, trabalhou para enfraquecer Francisco, bem mais aberto em questões como divórcio ou relacionamento da igreja com pessoas LGBTQIA+. Mas um dos consensos biográficos atribui a Ratzinger erudição e preparo teológico excepcionais. Como papa, quis marcar sua presença pelo combate à relativização dos valores religiosos ou morais.

É provável, no entanto, que passe para a história da Igreja Católica pela gestão marcada por denúncias de pedofilia na instituição, uma bomba de efeito retardado que recebeu dos pontificados anteriores. Reservado e pouco carismático, Ratzinger, ao sair com a mitra papal do conclave de abril de 2005, sucedeu João Paulo 2º, homem que, em mais de 26 anos de pontificado e viagens a 129 países e regiões autônomas, virou uma estrela pop do catolicismo. Bento 16 visivelmente perdia nessa comparação.

Karol Wojtyla, nome original de João Paulo 2º, polonês discriminado pelo comunismo, dedicou parte de suas energias a minar a legitimidade dos regimes políticos na esfera soviética. E, no embalo, neutralizou o crescimento do pensamento de esquerda dentro da igreja. Para essa tarefa, teve como braço direito o cardeal Ratzinger, seu prefeito da Congregação da Doutrina da Fé (ex-Inquisição).
Com o adversário interno neutralizado –bispos progressistas não se tornaram cardeais, como o brasileiro Helder Câmara–, o jogo político, por assim dizer, automaticamente perdeu importância.

A plataforma de Ratzinger, já como papa, tornou-se mais abstrata para a grande massa de católicos. Bento 16 procurou se contrapor à secularização e à perda do conteúdo espiritual no século 21. Ou, de modo mais radical, disse valorizar a oração à militância, o que os vaticanistas apontaram como ideia bastante conservadora, a exemplo, aliás, das que prevaleceram nas últimas décadas na alta hierarquia da igreja. O último que escapou delas foi João 23, o papa do Concílio Vaticano 2º, que morreu em 1963.

Dentro da mais absoluta ortodoxia, Bento 16 não fez concessões aos preservativos como instrumento de combate à Aids. A eles contrapunha a abstinência, a fidelidade conjugal e ações contra a pobreza. Não abriu mão da proibição de ordenação de mulheres –um tópico já meio envelhecido entre as feministas católicas– e criticou os homossexuais. Mesmo se opondo ao preconceito homofóbico, afirmou em 2008 que a relativização da diferença entre homens e mulheres era uma ”violação da ordem natural” e que a igreja deveria ”proteger a humanidade de sua autodestruição”.

Mas as acusações de pedofilia contra religiosos eclipsaram esses outros aspectos. Os primeiros sintomas de um grande problema cresceram em 1991, quando Ratzinger sugeriu a João Paulo que tirasse das dioceses e centralizasse no Vaticano as apurações, na alçada da Congregação da Doutrina da Fé.

Ele queria agilizar a punição de padres faltosos. Um deles, o mexicano Marcial Degollado, fundador da conservadora Legião de Cristo, teve seus privilégios suspensos só em 2010. No último ano do pontificado de João Paulo 2º, um relatório da conferência episcopal americana citava mais de 10 mil denúncias contra 4.300 padres, que em 81% dos casos vitimaram adolescentes do sexo masculino.

Já sob Bento 16, escândalos eclodiam nos EUA, no Canadá, na Irlanda, na Bélgica e na Alemanha, gerando ações criminais em tribunais civis e processos de indenização. Nenhum vaticanista acusaria Ratzinger de omissão. O que eles insinuam, porém, é que o papa emérito, quando cardeal, tinha outras prioridades, sobretudo o enquadramento de teólogos e padres seduzidos pela teologia da libertação.
Bento 16 também acreditava não precisar se pautar pela mídia. Com os casos de pedofilia nas manchetes dos jornais, suas respostas foram sempre morosas e esparsas, levando a uma impressão de inatividade.

Nascido em 1927 na cidadezinha bávara de Marktl, Ratzinger era filho de um policial bastante católico. Aos 14 anos foi inscrito na Juventude de Hitler, conforme determinava uma lei de 1939. Seus biógrafos mencionam sua reação de horror quando um primo dele, com síndrome de Down, foi preso e morto, em nome da ”purificação da raça”. Recrutado para os grupos de defesa antiaérea, chegou a ser prisioneiro de guerra, antes de voltar ao seminário e concluir sua formação. Foi ordenado padre em junho de 1951. Permaneceu apenas alguns meses como titular de uma paróquia. Estimulado por uma igreja que valorizava quadros intelectualizados, exerceu sua vocação para a vida acadêmica.

Lecionou teologia nas universidades de Bonn, Tübingen –na qual se aproximou do teólogo de esquerda Hans Küng, de quem se afastou no final dos anos 1960– e Regensburgo. Em 1977, já como bispo, foi nomeado por Paulo 6º arcebispo de Munique e, no mesmo ano, cardeal. Ao se tornar o 256º papa, aos 78 anos, já era o mais antigo cardeal da Cúria Romana, com 24 anos como auxiliar direto de seu predecessor.

*João Batista Natali / Folhapress

Comandante da Marinha, Almir Garnier se nega a participar de cerimônia de passagem de comando

/ Brasil

Almir Garnier, decidiu romper a tradição. Foto: Reprodução/ Blog do Planalto

O comandante da Marinha, Almir Garnier, decidiu romper a tradição e não participar da cerimônia de passagem de comando da Força. O evento que vai oficializar a troca da chefia da Marinha está marcado para o dia 5 de janeiro no Clube Naval, em Brasília. O futuro comandante Marcos Sampaio Olsen, no entanto, já assumirá o cargo de forma interina no sábado (31) e participará das cerimônias oficiais representando a Força.

Ao invés da tradicional passagem de comando, Olsen deverá somente assumir o cargo em cerimônia com o futuro ministro da Defesa José Múcio Monteiro, o Alto Comando da Marinha e convidados. Almir Garnier foi o único comandante que não se reuniu com Múcio no período de transição. Escolhido para chefia o Ministério da Defesa, o ex-presidente do TCU (Tribunal de Contas da União) chegou a trocar mensagens com o almirante e se dispôs a ir ao Rio de Janeiro para encontrá-lo, mas não teve sucesso.

A reportagem procurou a Marinha para obter detalhes sobre a passagem de comando, mas não obteve resposta. O comandante da Marinha queria entregar o cargo antes da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele chegou a planejar a cerimônia para o dia 28 de dezembro.

O Alto Comando da Marinha, no entanto, se reuniu às vésperas do Natal e convenceu Almir Garnier a entregar o cargo somente em janeiro. Segundo relatos feitos à reportagem, o comandante da Marinha disse ao almirantado que estava decepcionado com a vitória de Lula, razão pela qual gostaria de deixar o posto antes da posse. Apesar da vontade pessoal, de acordo com uma pessoa presente na reunião, Almir decidiu submeter a decisão ao colegiado de almirantes de Esquadra.

A avaliação majoritária na cúpula da Marinha é que a manutenção da tradição, com a passagem de comando da Força em janeiro, seria o menos traumático para a transição, considerando que o sucessor será Marcos Sampaio Olsen, almirante respeitado pelos colegas. Almir Garnier também travou um embate com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, para definir qual seria a data da passagem de comando.

Paulo Sérgio definiu que a transição ocorreria quarta (28) ou quinta (29), e Múcio acatou a decisão em reunião na última segunda (26). O comandante da Marinha, no entanto, se negou a antecipar a solenidade. Diante da crise, Almir e Paulo Sérgio se reuniram na quarta (28) para discutir os rumos da Marinha e a crise envolvendo a transição. Segundo relatos de interlocutores, o ministro da Defesa ouviu o desabafo do chefe da Força Naval e aceitou a ausência do chefe militar na solenidade.

Apesar dos desacertos, José Múcio Monteiro estará ao lado dos comandantes escolhidos por ele durante a posse de Lula, durante as honras militares prestadas no Palácio do Planalto. São eles Júlio César de Arruda (Exército), Marcos Sampaio Olsen (Marinha) e Marcelo Kanitz Damasceno (Aeronáutica).

A posse de Múcio está marcada para a próxima segunda-feira (2), na sede do Ministério da Defesa. Ele já definiu que os dois principais auxiliares na pasta serão o almirante Aguiar Freire, futuro chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, e o ex-secretário de administração do TCU Luiz Henrique Pochyly, que será secretário-geral da pasta.

Além deles, o ministro escolhido por Lula convidou o brigadeiro Rui Mesquita para chefiar a Secretaria de Produtos de Defesa —uma das mais cobiçadas da pasta, por envolver relação com os empresários da Base Industrial de Defesa.

*Cézar Feitoza/Folhapress

Divulgado pelo Ministério da Cidadania o calendário de pagamentos do Auxílio Brasil para 2023

/ NOTÍCIAS

O Ministério da Cidadania divulgou ontem (30), em Brasília, o calendário de pagamentos do Auxílio Brasil para 2023. Para saber o dia em que o benefício ficará disponível para saque ou crédito em conta bancária é preciso observar o último dígito do Número de Identificação Social (NIS), impresso no cartão do titular.

Para cada dígito final do NIS há uma data mensal correspondente. Os pagamentos são disponibilizados na sequência de um a zero, durante os últimos dez dias úteis de cada mês. A exceção é o mês de dezembro, quando todos os pagamentos ocorrem até o dia 22. Se o NIS do titular termina com o número 1, em janeiro, por exemplo, os pagamentos começam no dia 18.

Parcelas mensais

As parcelas mensais ficam disponíveis para saque por 120 dias após a data indicada no calendário. As datas definidas também são válidas para o pagamento do Auxílio Gás no próximo ano, sendo que o programa disponibiliza parcelas bimestralmente.

Em caso de dúvidas, há três canais de atendimento: o telefone 121, do Ministério da Cidadania, que reúne informações e funciona também como central para denúncias; o telefone 111, canal de Atendimento ao Cidadão da Caixa Econômica Federal com informações sobre o cartão e o saque do benefício; e o aplicativo Auxílio Brasil, disponível para download gratuito nas lojas virtuais.

Prefeito de Amargosa mantém candidatura a UPB e diz ser um candidato de consenso do PT

Júlio Pinheiro disputa presidência da UPB. Foto: Blog do Marcos Frahm

O prefeito de Amargosa, Júlio Pinheiro do PT, que exerce o segundo mandato consecutivo de chefe do Executivo da Cidade Jardim, no Vale do Jiquiriçá, disse que está mantida a sua candidatura ao cargo de presidente da União dos Municípios da Bahia – UBP, para o Biênio 2023/2024.

Em entrevista ao Blog do Marcos Frahm, nesta sexta-feira (30), Júlio revelou que dialoga com os prefeitos, tendo afirmado que o seu nome surge como candidato de consenso do Partido dos Trabalhadores. ”A gente tem tido conversas com outros prefeitos que estão pleiteando. No PT, meu nome já foi consensuado, os demais prefeitos do PT apoiam e agora combinar com os prefeitos de outros partidos, para que a gente tenha uma candidatura única da base do governo”, disse o Júlio.

O petista revelou ainda que conversa com o atual vice-presidente da UPB, Kinho, do PSD, prefeito de Balo Campo, mais um que se apresenta como postulante à presidência da entidade representativa.

Novo comodamente do 19º BPM, Cel Souza Jr. promete combater onda de violência em Jequié

/ Jequié

Cel/PM Souza Jr assumiu o 19º PBM. Foto: Blog do Marcos Frahm

O novo Comandante da Polícia Militar de Jequié e região, o Cel/PM Souza Jr., que assumiu o cargo no último dia (23), em substituição ao Ten/Cel Reinaldo Souza, prometeu agir contra a onda de violência na Cidade Sol, cujo número de homicídios chegou a 98 na tarde desta sexta-feira (30).

Em entrevista ao Blog do Marcos Frahm, Souza disse que vai propor a união de órgãos de segurança para minimizar a situação, sinalizando que os homicídios registrados em Jequié estariam relacionados a guerra de disputa do território do tráfico de entorpecente. ”Vamos reunir todos os órgãos para puder estabelecer uma estratégia e tentar minimizar a atual situação. Sabemos que a Polícia Militar tem feito a sua parte, nossas estatísticas aumentaram, com apreensão de armas, recuperação de veículos, apreensão de drogas, todos os índices, mas a gente vive no presente momento numa guerra de disputa de território que sempre deságua nesse tipo de situação, pessoas que estão a margem da lei, matando para ocupar território e poder vender mais drogas”, afirmou o oficial.