Alckmin anuncia Boulos para Cidades e nomes para outras 6 áreas de transição; veja lista

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O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) anunciou nesta segunda-feira (14) o deputado eleito Guilherme Boulos (PSOL-SP), líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), para o grupo técnico que coordenará questões relacionadas a cidades na transição do governo federal.

Boulos integra a lista com outros dez nomes, como Márcio França, ex-governador de São Paulo, e João Campos, prefeito de Recife (PE) —ambos do PSB. O grupo será responsável por estudar o atual cenário do governo em áreas como habitação, saneamento e infraestrutura urbana.

Os outros especialistas da equipe são Ermínia Maricato, ex-secretária municipal de São Paulo; a mestre em urbanismo Evanise Lopes Rodrigues; Maria Fernanda Ramos Coelho, membro do Consórcio Nordeste; Inês Magalhães, ex-ministra das Cidades; Geraldo Magela, ex-deputado federal; José Di Filippi, prefeito de prefeito Diadema (SP); Rodrigo Neves, ex-prefeito de Niterói; e Nabil Bonduki, professor da FAU-USP, colunista da Folha.

Coordenador da equipe de transição, Alckmin divulgou outros cinco grupos técnicos e um subgrupo da área de direitos humanos (veja lista completa abaixo). Ele se limitou a divulgar os nomes, respondendo a poucas perguntas de jornalistas.

Entre os anúncios desta segunda estão os 14 integrantes da equipe na área de educação. A equipe inclui representantes de movimentos sociais, fundações ligadas à educação e ex-gestores e será coordenada pelo ex-ministro Henrique Paim, atualmente na FGV.

Outro grupo divulgado foi o de esporte, que terá ex-atletas como Ana Moser, do vôlei, e Raí, do futebol.

Juventude, Infraestrutura, Cultura e um subgrupo do setor de direitos humanos, voltado para a infância e que será transversal, foram as outras áreas lançadas no dia pela equipe de transição.

Os integrantes da equipe de saúde serão divulgados na quarta-feira (16).

Educação

– Andressa Pelanda, coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
– Alexandre Schneider, ex-secretário municipal de Educação de São Paulo
– Binho Marques, ex-governador do Acre
– Cláudio Alex, presidente do Conselho Nacional dos Institutos Federais e reitor do Instituto Federal do Pará
– Heleno Araújo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
– Henrique Paim, ex-ministro da Educação
– Macaé Evaristo, ex-secretária municipal de Belo Horizonte e deputada estadual eleita
– Maria Alice Setúbal, presidente do Conselho Consultivo da Fundação Tide Setubal
– Paulo Gabriel, ex-reitor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano e presidente do Conselho Estadual de Educação da Bahia
– Priscila Cruz, presidente executiva do Todos pela Educação
– Ricardo Marcelo Fonseca, presidente da Andifes e reitor da Universidade Federal do Paraná
– Rosa Neide, ex-secretária de Estado da Educação do Mato Grosso e deputada federal
– Teresa Leitão, professora, ex-deputada estadual e senadora eleita por Pernambuco
– Veveu Arruda, ex-prefeito de Sobral (CE)

Esporte

– Ana Moser, ex-atleta do vôlei
– Edinho Silva, prefeito de Araraquara
– Isabel Salgado, ex-atleta do Vôlei, pioneira no vôlei de praia
– José Luís Ferraresi, foi gestor de Esporte em São Bernardo do Campo (SP)
– Marta Sobral, ex-atleta do basquete, medalha de prata no Panamericano
– Mizael Conrado, advogado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro e bicampeão paralímpico de futebol de 5
– Nádia Campeão, ex-vice-prefeita de São Paulo
– Raí Souza Vieira de Oliveira, tetracampeão Mundial (1994) e Brasileiro de futebol
– Verônica Silva Hipólito, atleta paralímpica, prata nos Jogos Rio 2016

Infraestrutura

– Alexandre Silveira, senador por Minas Gerais
– Gabriel Galípolo, economista, ex-presidente Banco Fator, pesquisador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri)
– Maurício Muniz, ex-ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República
– Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento e ex-presidente da Caixa Econômica Federal
– Paulo Pimenta, deputado federal (RS)
– Vinícios Marques, ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
– Fernanda Batista, secretária de Infraestrutura (PE)
– Marcos Cavalcanti, secretário de Infraestrutura (BA)

Juventude

– Bruna Chaves, presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes)
– Gabriel Medeiros de Miranda, subsecretário de Juventude do Rio Grande do Norte, ex-diretor de Universidades Públicas da UNE
– Jilberlandio Miranda Santana, presidente da União da Juventude Socialista do Espírito Santo
– Kelly dos Santos Araújo, secretária-geral da Juventude do PT
– Marcus Barão, membro da Juventude do MDB e ex-vice-presidente do Conselho Nacional da Juventude
– Nádia Beatriz Martins Garcia Pereira, secretária Nacional de Juventude do PT
– Nilson Florentino Júnior, secretário Nacional Adjunto da Juventude do PT
– Tiago Augusto Morbach, presidente Nacional da União da Juventude Socialista (UJS)
– Sabrina Santos, membro da União dos Moradores de Heliópolis (UNAS)

Cidades

– Ermínia Maricato, arquiteta e urbanista
– Evanise Lopes Rodrigues, mestra em Urbanismo e ex-chefe de Gabinete da Secretaria de Programas Urbanos do Ministério das Cidades
– Maria Fernanda Ramos Coelho, ex-presidente da Caixa e membro do Consórcio Nordeste
– Inês Magalhães, ex-ministra das Cidades
– Geraldo Magela, ex-secretário de Habitação do DF
– Guilherme Boulos, deputado Federal eleito por São Paulo
– José De Filippi Jr, prefeito de Diadema (SP)
– Márcio França, ex-governador de São Paulo
– Rodrigo Neves, ex-prefeito de Niterói (RJ)
– João Campos, prefeito do Recife (PE)
– Nabil Bonduki, urbanista e professor da FAU-USP, colunista da Folha

Cultura

– Antônio Marinho, músico e Poeta de Pernambuco
– Áurea Carolina, deputada federal
– Juca Ferreira, ex-ministro da Cultura
– Lucélia Santos, atriz e ex-candidata a deputada federal pelo PSB-RJ
– Márcio Tavares, Secretário Nacional de Cultura do PT
– Margareth Menezes, cantora

Direitos Humanos/Subgrupo de Cultura

– Ariel de Castro Alves, advogado, membro do Instituto Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
– Maria Luiza Moura Oliveira psicóloga, ex-presidente do Conanda (Goiás)
– Welington Pereira da Silva, teólogo, pastor metodista, ex-conselheiro do Conanda (Brasília)
– Isabela Henriques, advogada, presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB-SP

Paula Soprana / Folha de São Paulo

Ministro de Bolsonaro anuncia apoio a PEC da Transição com espaço fiscal para 1º ano de governo

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Ministro da Casa Civil e cacique do PP, Ciro (PP-PI). Foto: Reprodução

O ministro da Casa Civil e cacique do PP, Ciro Nogueira (PP-PI), afirmou neste domingo (13) que é a favor da aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Transição, que visa garantir o pagamento do Auxílio Brasil (que voltará a se chamar Bolsa Família) de R$ 600.

Nogueira, que é ministro do presidente Jair Bolsonaro (PL) e retomará o mandato de senador em 2023, também disse que é favorável a incluir o aumento real do salário mínimo na proposta. Ele afirmou, no entanto, que o projeto tem que servir para retirar do teto de gastos apenas os custos desses benefícios sociais relativos ao primeiro ano de governo.

A intenção da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no entanto, é aprovar uma PEC que deixe os gastos com o Bolsa Família de fora do teto por ao menos quatro anos.

”O posicionamento que defenderei no Progressistas é o de aprovar uma PEC, sim, mas para a transição, para garantir estabilidade para o primeiro ano do governo”, afirmou Nogueira, um dos nomes mais influentes do PP, por meio de nota.

E completou: “O Congresso atual, que sai, não pode cassar a prerrogativa do novo, que chega legitimado pelo povo nas urnas e ainda nem assumiu. Não pode chancelar decisões dos próximos quatro anos no apagar das luzes”. O ministro também descartou a possibilidade de outros custos serem incluídos na proposta que deve ser votada no Congresso ainda neste ano.

”A PEC da Transição, como o próprio nome diz, é para a transição. Deve garantir somente os pontos comuns das duas candidaturas: R$ 600 de auxílio e aumento real do salário mínimo em 2023”, afirmou. O senador eleito Wellington Dias (PT-PI), representante da equipe de transição do governo Lula para o Orçamento, porém, afirmou na sexta-feira (11) que a ideia é retirar o Bolsa Família do teto por ao menos quatro anos e que seria excluído do limite de gastos R$ 175 bilhões somente em 2023.

”Você tem no Orçamento uma previsão de R$ 105 bilhões. Você tem a necessidade de R$ 52 bilhões para colocar mais R$ 200 acima dos R$ 400 que estavam previstos, e precisa de mais R$ 18 bilhões para garantir o [benefício de R$ 150] das crianças, garantir o dinheiro para as famílias que têm crianças. São R$ 175 bilhões fora do teto”, disse.

Na nota, Ciro Nogueira aproveitou para criticar o projeto econômico do governo eleito.”Todos os parlamentares que compõem a base do atual governo e apoiam uma agenda econômica diametralmente oposta à que foi eleita e ainda é desconhecida nos detalhes têm o direito de se posicionar livremente’.

Matheus Teixeira / Folhapress

A volta dos que não foram: aliados de João Leão começam a negociar retorno do PP à base petista

/ Política

João Le]ao prometeu ”dar um couro no PT”. Foto: Reprodução

O vice-governador João Leão (PP) fez uma aposta de milhões nestas eleições. Talvez uma das maiores deste pleito. Rompeu com o governador Rui Costa (PT) e migrou para o campo de ACM Neto (União). O prêmio, no entanto, foi de centavos. Ele – que além de vice-governador, tinha cargos e secretarias no governo – acabou ficando apenas com uma cadeira na Câmara dos Deputados e ainda corre o risco de perder a liderança do partido. Do período de campanha, restou somente a dúvida sobre o futuro do PP e a lembrança de um vídeo em que Leão aparece prometendo ”dar um couro no PT”.

Ao migrar para o lado de ACM Neto, Leão levou com ele os deputados do partido. Dez dias após o resultado das urnas, a dúvida que fica é quanto tempo os ex-aliados precisarão para se aproximar do governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Ao Jornal da Metropole, o deputado federal Mário Negromonte Jr. (PP) confirmou que alguns correligionários da sigla defendem que essa aliança seja feita. De acordo com ele, já houve uma reunião da executiva do partido pós-eleição, mas a possibilidade ainda não foi colocada na mesa. O deputado acredita, porém, que o PP deve fazer uma ”reconstrução”, dialogando com sua base, para tomar a melhor decisão.

Presidente nacional do PP, o deputado Cláudio Cajado segue na mesma linha. Para ele, o partido ainda precisa se ajustar internamente. O parlamentar, contudo, faz uma ressalva sobre como ocorrerá a possível reaproximação, ”já que o interlocutor geralmente é o líder do partido”, neste caso João Leão. O governador eleito já indicou que vem dialogando diretamente com deputados, mas não abriu as portas para a sigla. ”Com o partido ainda é muito difícil porque o presidente está de uma forma que não dá pra gente poder conversar nesse momento”, disse Jerônimo na última terça-feira, durante a entrega de um colégio em Salvador.

Se os deputados ainda precisam de tempo para avaliar a aproximação com o governo de Jerônimo, parte dos prefeitos do partido já foi antes mesmo do resultado do pleito pelo Palácio de Ondina. Foram eles que protagonizaram, após o resultado do 1º turno, a debandada do lado de Neto. Prefeitos como Peba, de Itapebi; Djalma Anjos, de Novo Horizonte; Willian de Alemão, de Dário Meira; e Reges Aragão, de Ituberá, foram alguns dos nomes que declararam apoio à candidatura de Jerônimo Rodrigues. João Leão, por sua vez, radicalizou. Após 14 anos de aliança com o PT, ele chegou a dizer que era preciso ”expurgar” o partido da Bahia e ainda declarou apoio a Jair Bolsonaro (PL).

O rompimento e a mudança de postura de João Leão frente aos ex-aliados aconteceu em março deste ano, após o vice-governador tomar conhecimento, via imprensa, que o acordo que faria ele assumir o governo tinha caído por terra. Em entrevista à Rádio Metropole, o senador Jaques Wagner (PT) revelou que Rui Costa ficaria no governo até o final do mandato. Até então, o acordo era que o governador renunciaria ao cargo para disputar o Senado, abrindo caminho para Leão assumir o governo por 9 meses.

Dias depois, o PP anunciou o rompimento, ressaltando que considerava ”inaceitável” a quebra do acordo e destacando ainda a ”indelicada comunicação da decisão”. Na base de Neto, o partido chegou como grande aliado, figurando a candidatura ao Senado, com Cacá Leão. Somando 25,24% dos votos, o filho do vice-governador não conseguiu se eleger e perderá, a partir de fevereiro, sua cadeira na Câmara dos Deputados. O pai foi eleito, mas sem muita facilidade. Na ordem dos mais votados, ele foi o 30º dos 39 deputados federais eleitos. Nas eleições proporcionais, o partido conseguiu manter as 4 cadeiras na Câmara dos Deputados e as 6 na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

*Por: Mariana Bamberg

”Nunca vi mercado tão sensível como o nosso”, diz Lula em entrevista após tombo da Bolsa

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Lula ironizou a reação negativa do mercado. Foto: Reprodução

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ironizou a reação negativa do mercado financeiro a suas críticas ao teto de gastos e à política de austeridade fiscal. Ele afirmou nunca ter visto mercado ”tão sensível” como o brasileiro. Lula falou com apoiadores ao deixar o CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), sede do governo de transição.

Descontentamento de investidores, temendo a agenda fiscal do futuro governo após as falas do presidente desta manhã, contribuiu para a queda de 4% do Ibovespa, índice referência da Bolsa de Valores brasileira, aos 108.964 pontos. O dólar comercial à vista disparou 4,08% e fechou cotado a R$ 5,3960, na venda.

”O mercado fica nervoso à toa. Nunca vi o mercado tão sensível como o nosso. É engraçado que esse mercado não ficou nervoso em quatro anos de [Jair] Bolsonaro (PL)”, respondeu Lula, após ser questionado por jornalistas sobre o desempenho da Bolsa e do dólar nesta quinta.

O petista também falou sobre a terceira vitória em eleições presidenciais. ”O povo brasileiro é extraordinário. Eu acho que esse povo está precisando um pouco de paz, um pouco de tranquilidade. Eu espero que a gente consiga restabelecer o sonho do país, só isso.”

Em 30 de outubro, no primeiro discurso após ser eleito, Lula mostrou disposição de buscar pacificação com a metade do eleitorado que votou em Bolsonaro. A campanha foi marcada por episódios de hostilidade, em um nível de rivalidade inédito.

”A partir de 1º de janeiro de 2023 vou governar para 215 milhões de brasileiros e brasileiras. Não apenas para aqueles que votaram em mim. Não existem dois Brasis. Somos um único país, um único povo, uma grande nação”, afirmou na ocasião.

Lula foi questionado por um apoiador sobre se haveria perdão da dívida para o Fies (fundo de financiamento estudantil) de 2014. ”Você tem que compreender que o Fies não é dívida, o Fies é um investimento social”, disse.

Segundo dados do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), mais de 1 milhão de contratos do Fies estavam com atraso no pagamento das parcelas. Desse total, cerca de 890 mil devedores podiam solicitar a renegociação das dívidas.

Em junho, Bolsonaro sancionou a medida provisória que prevê desconto na renegociação de dívidas do Fies. Os bancos são obrigados a conceder descontos que podem variar entre 12% e 99% para pagamento em parcela única. O saldo devedor pode ser parcelado em até 150 vezes, a depender da situação do estudante. A renegociação pode ser solicitada até o dia 31 de dezembro deste ano.

No discurso feito pela manhã, o presidente eleito questionou ”por que pessoas são levadas a sofrer para garantir a tal da estabilidade fiscal nesse país?”. ”Por que toda hora as pessoas dizem que é preciso cortar gasto, que é preciso fazer superávit, que é preciso ter teto de gastos? Por que a gente não estabelece um novo paradigma?”, completou.

Lula afirmou ainda que “algumas coisas encaradas como gastos nesse país vão passar a ser vistas como investimentos.”

”Não é possível que se tenha cortado dinheiro da Farmácia Popular em nome que temos de cumprir a meta fiscal, cumprir a regra de ouro. Sabe qual é a regra de ouro nesse país? É garantir que nenhuma criança vá dormir sem tomar um copo de leite e acorde sem ter um pão com manteiga para comer todo dia.”

 

Folha de S. Paulo

 

Transição da gestão Jerônimo irá focar em estrutura de governo e adia debate de nomes

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Jerônimo foca na forma que o governo terá. Foto: Divulgação

Apesar de muitos nomes já serem colocados como eventuais secretários da gestão de Jerônimo Rodrigues (PT), o novo governo tem focado na estrutura governamental. Informações obtidas pelo Bahia Notícias dão conta que o foco atual do grupo de transição (veja aqui) é na forma que o governo terá e não nos nomes que irão compor a gestão.

Interlocutores na nova gestão apontaram, em condição de anonimato, que até o final de novembro o grupo não irá debater sobre escolhidos. A ideia é ajustar quais secretarias serão criadas e quais podem ser desmembradas ou reorganizadas para que, assim, os novos secretários possam começar a ser debatidos para cada pasta.

Jerônimo tem indicado que o grupo vem desenhando a futura gestão com o auxílio do atual governo e “ainda com o que está sendo definido para o Governo Federal”. Para o novo governador, a ideia é realizar interlocução direta com a gestão federal para conseguir “espelhar” ao máximo o formato organizado por Luiz Inácio Lula da Silva, pensando em receber o maior número de investimentos de Brasília.

”Lula já avisou que vai investir em Turismo, por exemplo. Precisamos saber o que construir aqui para compor e aproveitar esse planejamento. Lula disse que vai criar um ministério dos povos originários, povos indígenas. Vamos ver como fazer esse intercâmbio de políticas públicas. E faremos isso sem deixar de nos preocupar com as pastas prioritárias, Segurança Pública, Saúde, Educação, entre outras”, indicou Jerônimo.

O novo governador tem atuado em Brasília para conseguir essa maior interlocução e já se reuniu em Brasília com a bancada baiana na Câmara dos Deputados, além de se encontrar com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP).

De olho em vaga de conselheiro, Marcelo Nilo já defendeu extinção do Tribunal no passado

/ Política

Nilo estaria de olho em vaga de conselheiro do TCM. Foto: Reprodução

Sem sucesso nas urnas em sua tentativa de reeleição no pleito de 2022, o deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) já estaria de olho em uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA). Nos bastidores do meio político, há quem diga que o parlamentar teria mantido contato com alguns deputados manifestando interesse no Tribunal. Com maioria, a bancada governista na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) deve definir o nome escolhido para o cargo, algo que dificultaria a vida de Nilo, que rompeu com Rui Costa (PT) e seu grupo político em 2022 e migrou para a base do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União) (relembre aqui).

Apesar do suposto desejo de assumir como conselheiro do TCM, Marcelo Nilo já defendeu a extinção da Corte no passado, durante seu período como presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). À época, a discussão era pautada no fato de que os únicos estados com a presença de um tribunal de contas dos municípios, além da Bahia, eram Ceará, Goiás e Pará.

O TCM-BA é responsável por julgar as contas das prefeituras e câmaras municipais de toda a Bahia. Caso a extinção da Corte tivesse vingado, as suas atribuições ficariam com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA). Para acabar com o TCM naquele momento, a Assembleia teria que aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Para isso, seriam necessários os votos de 2/3 da Casa, ou seja, 42 deputados.

O assunto começou a ser discutido em 2015 e a justificativa de Marcelo Nilo para a extinção passava pela questão de economizar recursos. Nos bastidores, no entanto, a investida foi apontada como ”retaliação” do deputado por não ter um pedido atendido em relação às contas da então prefeita de Valença, Jucélia Souza do Nascimento. Ela fazia parte do grupo político de Nilo. As informações foram negadas pelo deputado.

No final daquele ano, um grupo foi instalado para estudar a possibilidade de encerrar a atividade do TCM (leia mais aqui), mas um ano depois, em 2016, a comissão não gerou resultados (relembre aqui). Com informações do site Bahia Notícias

Deputado Antônio Brito é convidado para integrar Conselho Político do governo de Lula

/ Política

Brito foi reeleito no último pleito. Foto: Agência Câmara

O deputado federal baiano Antônio Brito (PSD) deve integrar o Conselho Político no governo de transição para gestão do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi confirmada pela presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann, nesta terça-feira (8).

De acordo com Gleisi, durante uma reunião com o presidente nacional do PSD Gilberto Kassab, o convite foi feito. ”Levei o convite [para] que o PSD integre o governo de transição e o Conselho Político. O deputado Antônio Brito foi indicado para compor o Conselho. Mais tarde o PSD indicará os membros que integrarão o governo de transição”, indicou.

Antonio Brito foi reeleito no último pleito, indo para o quarto mandato como deputado federal pela Bahia. Com informações do site Bahia Notícias

Indicação de economistas para a equipe de transição de Lula é bem recebida pelo mercado financeiro

/ Política

Lula indica economistas para transição. Foto: Ricardo Stuckert

A indicação dos economistas Persio Arida, André Lara Resende, Nelson Barbosa e Guilherme Mello para a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi bem recebida pelo mercado financeiro, mas o movimento ainda é visto como insuficiente para esclarecer qual será o rumo da política econômica nos próximos quatro anos.

Analistas aguardam a definição de quem será o ministro da Fazenda e quais as contrapartidas para o aumento de gastos no próximo ano para garantir, por exemplo, a manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600 (que deve ser rebatizado de Bolsa Família). Entre os nomes indicados, Persio Arida é visto como o mais próximo de uma agenda de responsabilidade fiscal. Ele é um dos responsáveis pelo Plano Real, participou dos governos Itamar e FHC e atuou no mercado financeiro nos últimos anos.

Não há uma visão unânime sobre os demais nomes. André Lara Resende, também um dos pais do Real, tem um histórico de posições mais liberais quando estava no governo, mas, nos últimos anos, se tornou um crítico do pensamento econômico mais ortodoxo. Outros dois nomes são ligados ao PT, o do ex-ministro Nelson Barbosa, último titular da Fazenda na gestão de Dilma Rousseff e colunista da Folha, e Guilherme Mello, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

”São nomes ótimos. A maioria já esteve no governo. Esse time tem tudo para render, mas ainda temos de saber quem vai ser o técnico”, afirma Mauro Morelli, estrategista da Davos Investimentos, apontando a falta de definição sobre quem será o ministro da área.

Geizebel Schieferdecker, economista da Squad Capital Investimentos, afirma que o mercado financeiro reagiu bem às indicações, principalmente de Persio e Lara Resende, que têm um histórico um pouco mais liberal. ”Os nomes indicados estão mais para o centro. O Persio tende a ter uma resposta mais positiva [do mercado]. E você tem alguns relacionados com o PT, mas que também trazem um pouco mais de credibilidade em relação à responsabilidade fiscal”, diz a economista.

Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, também cita a reação mais positiva ao nome de Persio Arida, mas afirma que a lista não traz uma indicação clara de qual será o direcionamento do novo governo na área econômica.

”O nome que o mercado quer escutar é de quem será o ministro da Fazenda”, afirma Cruz, que acredita em uma reação positiva a um nome político. Dentro do PT, os mais cotados para a área econômica são o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) e o senador eleito Wellington Dias (PT-PI). A sinalização de que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad também estaria no páreo gerou uma reação negativa de analistas nos últimos dias.

Além de conhecer o titular da Fazenda, os economistas aguardam uma definição sobre o tamanho da licença para gastar que está sendo negociada pelo governo eleito com o Congresso.

Joaquim Paulo Kokudai, da Somma Investimentos, afirma ser importante garantir recursos para o Auxílio Brasil de R$ 600, mas avalia que outras promessas de campanha poderiam ser discutidas após a posse do novo presidente, com uma definição sobre como encaixar um gasto estimado em R$ 175 bilhões acima do teto no Orçamento.

”Como os dois candidatos se colocaram a favor dos R$ 600, e o Congresso aprovou para este ano, deveria focar nisso. No ano que vem, querendo fazer mais coisas, poderia ver de onde vai tirar, se vai aumentar arrecadação, cortar despesa, fazer algo mais consistente, não um paliativo”, afirma.

Eduardo Cucolo / Folha de São Paulo

Jerônimo sinaliza diálogo com deputados do PP, mas diz que não dá para conversar com Leão no momento

/ Política

”Conversamos sempre com alguns parlamentares”, diz. Foto: Rede social

O governador eleito pelo PT, Jerônimo Rodrigues (PT,) sinalizou, em conversa com a imprensa na manhã desta terça-feira (8), que tem dialogado com deputados do PP.

No entanto, segundo ele, a interlocução com a legenda, comandada na Bahia pelo atual vice-governador João Leão, ”é muito difícil” pela decisão tomada no processo eleitoral.

O PP declarou apoio para a candidatura de ACM Neto (UB) e, no segundo turno, encaminhou voto para a candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL).

”Conversamos sempre com alguns parlamentares, não é com o partido, nós conversamos com alguns deles durante toda a eleição, respeitamos eles por acompanhar a decisão partidária, mas vamos continuar conversando nesse momento, principalmente com parlamentares”, disse Jerônimo.

”Com o partido ainda é muito difícil porque o presidente está aí de uma forma que não dá pra gente poder conversar nesse momento”, continuou, segundo informações do site Bahia Notícias.

Empresário de Santo Antonio de Jesus aposta em vitória de ACM Neto e perde R$ 8 milhões

/ Política

Rodrigues venceu Neto. Foto: Assessorias Jerônimo Rodrigues/ACM Neto

As apostas em resultados políticos tem deixado alguns empresários mais pobres após as eleições deste ano. Um empresário de Santo Antônio de Jesus acabou perdendo R$ 8 milhões após apostar na vitória do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União).

Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, o adversário acreditou na vitória de Jerônimo. Ambos são donos de empresas na cidade. O vencedor da aposta seria proprietário de uma casa de shows que apostou na vitória do candidato petista, colocando na disputa um imóvel de alto luxo e um prédio empresarial no bairro mais valorizado da cidade.

Já o derrotado empenhou a quantia de R$ 8 milhões em dinheiro, acreditando que ACM Neto sairia vitorioso. Não acabou ocorrendo e o empresário teve que pagar a quantia combinada.

Cotado para o Governo Lula, Rui vira alvo de especulações, cogitado para diferentes ministérios

/ Política

Rui Costa é cogitado para diferentes ministérios. Foto: Rede social

Um dos nomes especulados para comandar um ministério no futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador da Bahia Rui Costa (PT) também é cotado para assumir a presidência da Petrobras.

A informação foi revelada pelo colunista Bernardo Mello Franco, durante o podcast ”Interrompemos Nossa Programação”, do jornal O Globo. De acordo com o colunista, pesa a favor de Rui o seu passado como dirigente do Sindicato dos Químicos da Bahia (Sindiquímica).

Rui também seria um dos favoritos para assumir o ministério da Economia. A possibilidade foi confirmada por Lucas de Aragão, mestra em ciência política, professor de risco político da FGV e sócio da consultoria de análise política Arko Advice, durante entrevista à Folha de São Paulo. O cientista apontou que Rui seria um nome político que representa uma linha do ”neo-PT” deve ser o escolhido (veja mais).

Após derrota na disputa ao governo do Estado, João Roma assume presidência PL na Bahia

/ Política

João Roma assume presidência do PL. Foto: Reprodução

O deputado federal João Roma assumiu nesta segunda-feira (7) a presidência do diretório estadual do Partido Liberal. Roma foi candidato ao governo da Bahia, não logrando êxito no pleito deste ano.

Como vice-presidentes estão nomeados João Lages Rocha Neto e a doutora Raissa Soares, que concorreu ao Senado Federal este ano. Roma seguirá presidente da legenda até fevereiro de 2024, tempo de exercício do seu mandato, segundo certidão partidária obtida pelo Bahia Notícias.

Todos os correligionários eleitos constam na lista do diretório, como vogais. Entre eles estão os deputados federais eleitos Capitão Alden, João Bacelar e Roberta Roma, assim como os estaduais eleitos Vitor Azevedo, Leandro de Jesus, Raimundinho da JR e Diego Castro.

Outros nomes ligados ao bolsonarismo na Bahia também estão presentes no diretório estadual:  André Porciúncula, Alexandre Aleluia, Kátia Bacelar, Ivan Leite, Coronel Sturaro, James Meira e Rebeca Martins. Com informações do site Bahia Notícias

Com linha do neo – PT, Rui Costa seria favorito para Ministério da Fazenda, diz professor da FGV à Folha

/ Política

Rui é cotado para assumir Ministério de Lula. Foto: Reprodução

O governador Rui Costa (PT) seria um dos favoritos para assumir o ministério da Economia no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A possiblidade foi confirmada por Lucas de Aragão, mestra em ciência política, professor de risco político da FGV e sócio da consultoria de análise política Arko Advice, durante entrevista à Folha de São Paulo.

O cientista apontou que Rui seria um nome político que representa uma linha do ”neo-PT” deve ser o escolhido. Outros nomes cotados seriam de Camilo Santana e o ex-ministro Alexandre Padilha. Henrique Meirelles, no entanto, para ele tem chance de 30%.

O especialista dá ainda 10% de probabilidade para um nome político mais ligado ao “PT raiz”, como Aloizio Mercadante, Guido Mantega ou Nelson Barbosa.

 

Luís Roberto Barroso é hostilizado por grupo bolsonarista e sai escoltado de restaurante em SC

/ Política

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso precisou interromper o jantar e ser escoltado na noite de quinta-feira (3) em Porto Belo, no Litoral Norte catarinense, ao ser hostilizado por bolsonaristas. O grupo fez a manifestação na cidade após ser dispersado de bloqueios nas rodovias.

Em nota emitida nesta sexta-feira (4), o gabinete de Barroso disse que a ”manifestação ameaçava fugir ao controle e tornar-se violenta”. A Polícia Militar foi acionada para garantir a segurança do ministro até ele chegar na hospedagem, de acordo com o G1.

Barroso jantava com amigos em um restaurante no bairro Perequê quando, segundo a nota, pessoas que participavam de bloqueios de estradas iniciaram um protesto do lado de fora do estabelecimento após serem dispersadas das rodovias pelas autoridades. Para evitar transtornos, ele deixou o local.

De acordo com o seu gabinete, Barroso não viu os manifestantes e não houve proximidade física, agressão ou dano ao patrimônio. Ao g1 SC, a PM informou que fez a escolta de Barroso na casa, mas ninguém foi preso ou contido. Afirmou também que o ato ocorreu de forma “pacífica e ordeira”.

”A democracia comporta manifestações pacíficas de inconformismo, mas impõe a todos os cidadãos o respeito ao resultado das urnas. O desrespeito às instituições e às pessoas, assim como as ameaças de violência, não fazem bem a nenhuma causa e atrasam o país, que precisa de ordem e paz para progredir”, escreveu.