Apoio a reeleição de Lira na Câmara dos Deputados facilitaria retorno do PP à base do PT na Bahia

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O retorno da aliança do PP com o PT na Bahia pode depender de um realinhamento no cenário nacional. Ao Bahia Notícias, o deputado federal e presidente em exercício do partido, Cláudio Cajado, revelou que o apoio dos petistas à reeleição de Arthur Lira (PP) para a Câmara dos Deputados, facilitaria o entendimento entre as duas siglas no estado.

”Acho que a nacional poderá sim trazer uma definição no estado. Até porque, se não existe um apoiamento lá, se o PT quiser apoiar outro nome [para a Câmara], fica um cenário imprevisível. A gente sabe como começa, mas não vai saber como termina”, pontuou o parlamentar.

Apesar de ser um dos pilares de sustentação do governo de Jair Bolsonaro (PL), os progressistas já dão indícios de uma possível adesão ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que assumirá a presidência em 2023. De acordo com o portal Metrópoles, parceiro do BN, o chefe do PP e ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira tem afirmado que não quer aderir ao governo Lula. Contudo, nessas conversas, ele teria feito a ressalva de que não tem como vetar esse movimento caso seja a vontade da maioria do PP (veja aqui).

Cajado ressaltou que a volta da aliança entre PP e PT na Bahia, pode acontecer de outra forma, sem depender de acordos em Brasília. ”Ainda não houve convite e nenhum tipo de manifestação. Se o novo governo chamar para conversar, nós vamos dialogar. O que não pode acontecer é precipitação”, afirmou.

Na Bahia, o PP apoiou a candidatura de ACM Neto ao governo do estado e teve um lugar na chapa com Cacá Leão, que disputou o Senado. A corrida pelo Palácio de Ondina foi decidida no segundo turno e teve como vencedor Jerônimo Rodrigues (PT) com 52,79% dos votos válidos, contra 47,21% de Neto.

Os rumores sobre a volta da aliança com os petistas aumentaram após a vitória de Jerônimo no primeiro turno. Insatisfeitos com o desempenho de Neto, alguns quadros do partido demonstraram interesse em refazer a aliança com os petistas. Informações obtidas pelo BN apontam que Cajado e Mário Negromonte Jr. teriam tentado articular um retorno, angariando apoio para enfraquecer a liderança de João Leão, atual presidente do PP baiano (saiba mais aqui).

O governador Rui Costa (PT) botou mais lenha na fogueira e chegou a confirmar o andamento de conversas e tratativas com quadros do PP para um retorno do partido ao arco de apoio petista, mas não revelou nomes (lembre aqui).

O rompimento do PP com os petistas aconteceu em março desse ano após Leão não ver ser cumprido uma suposta sinalização de que ficaria no governo por nove meses, com a possível renúncia de Rui para ser candidato ao Senado (leia mais aqui e aqui). Com informações do site Bahia Notícias

Governo da Bahia e governador eleito Jerônimo Rodrigues montam equipe de transição da gestão

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Rui e Jerônimo iniciam transição. Foto: Matheus Pereira

O governador Rui Costa recebeu, nesta quinta-feira (03), na governadoria, no Centro Administrativo, o governador eleito Jerônimo Rodrigues e o vice-governador eleito, Geraldo Júnior, para iniciar as tratativas de transição de governo. Após a reunião, a imprensa foi recebida em uma entrevista coletiva. ”Nós fizemos esse encontro para montar a equipe de transição, vamos fazer um decreto esta semana ainda nomeando a comissão que vai tomar as providências necessárias para todo o fluxo de informações com as pessoas indicadas pelo governador eleito Jerônimo Rodrigues”, afirmou Rui.

O governador disse ainda que a comissão fará levantamentos, estudos e apresentará ao governador eleito as sugestões para que ele avalie os nomes que irão compor o governo. Rui Costa destacou que, a partir da nomeação da equipe de transição, o ritmo de anúncios e decisões caberá a Jerônimo Rodrigues. ”No que eu puder contribuir e facilitar ao máximo, eu o farei. Se necessário for, também poderemos antecipar algumas medidas solicitadas pelo novo governador, enviando os projetos de lei para a Assembleia Legislativa, para que não seja preciso aguardar o início dos trabalhos legislativos, já que a casa só volta a funcionar em fevereiro”, ponderou.

Jerônimo Rodrigues ressaltou que desde segunda-feira já está em contato com Rui Costa para tratar da transição. ”Nós já nos reunimos também com o vice-governador eleito, Geraldo Júnior e a equipe de trabalho que eu tenho e oficializamos ao governador Rui Costa o pedido do decreto que nomeia a comissão por parte do governo e por parte do novo governo. Não estamos tendo dificuldade com isso”.

Composição do novo governo

Sobre os nomes que irão compor o novo secretariado, Jerônimo disse que ainda não há nada definido, apenas que haverá trocas. ”A gente está desenhando isso com a ajuda do Governo do Estado e ainda com o que está sendo definido para o Governo Federal. Lula já avisou que vai investir em Turismo, por exemplo. Precisamos saber o que construir aqui para compor e aproveitar esse planejamento. Lula disse que vai criar um ministério dos povos originários, povos indígenas. Vamos ver como fazer esse intercâmbio de políticas públicas. E faremos isso sem deixar de nos preocupar com as pastas prioritárias, Segurança Pública, Saúde, Educação, entre outras”.

Últimos dois meses

Rui afirmou que a prioridade de agenda nos dois meses restantes de governo é levar ações aos municípios baianos nos quais ele ainda não foi oficialmente, em ato de governo. ”Eu quero, além de passar de 900 viagens ao interior da Bahia, completar os 417 municípios com visita oficial”. O governador afirmou que seguirá com a rotina de trabalho. ”Nós temos licitações que estão em curso, eu iniciarei as obras. Tudo o que tiver que ser licitado eu licitarei, Jerônimo vai inaugurar, e muita coisa ainda eu também vou inaugurar”.

ACM Neto deve definir futuro até dezembro e não descarta ficar tempo fora da política, diz site

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ACM segue analisando os caminhos. Foto: Divulgação

Derrotado nas urnas na disputa ao governo da Bahia (relembre aqui), o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), segue analisando os caminhos para o futuro político. Ele está recolhido com a família, em Praia do Forte.

Lideranças próximas de Neto indicaram ao Bahia Notícias que o político estabeleceu como prazo o fim do ano para decidir o futuro e o projeto para 2023. Uma das hipóteses aventadas por ele seria de ficar fora da política por um tempo.

Alguns aliados de primeira hora do ex-candidato ao governo da Bahia apontaram também que o afastamento até dezembro tem motivo. O período de ”resguardo” do ex-prefeito de Salvador está servindo para o político avaliar se permanecerá, de alguma forma, na política, ou se ”dará um tempo totalmente fora dela”.

”Não é decisão [sobre o futuro] para esse momento”, sinalizou um dos aliados de Neto. O político segue indicando para aliados que necessita de ”tempo” para “analisar as possibilidades” e indicar seu futuro político.

Recentemente, um de seus aliados, o deputado federal Félix Mendonça (PDT) disse que Neto deveria cumprir um ”papel muito importante” na oposição à gestão estadual (veja mais).

Vice eleito, Alckmin se reúne com Bolsonaro e diz que presidente prometeu colaborar com transição

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Vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, e esposa. Foto: Rede social

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quinta-feira (3) que conversou com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e que o chefe do Executivo disse que vai colaborar com a transição entre governos.

O encontro entre os dois ocorreu no gabinete do presidente, no terceiro andar do Palácio do Planalto, a pedido de Bolsonaro, após Alckmin sair de uma reunião com os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, e da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, para discutir a transição de governo.

”Foi positivo. O presidente convidou. Estávamos saindo já e [ele] reiterou o que disse o ministro Ciro Nogueira e o ministro general [Luiz Eduardo] Ramos da disposição do governo federal de prestar todas as informações, colaborações, para que se tenha uma transição pautada pelo interesse público”, contou Alckmin.

O vice-presidente eleito foi questionado se Bolsonaro o parabenizou pela vitória, mas evitou responder a essa pergunta. ”O presidente fala depois o teor da conversa, mas foi em resumo reiterar os compromissos em relação à transição, pautada pela transparência, pautada pela continuidade dos trabalhos, pelo planejamento, pela previsibilidade”, disse.

A declaração de Alckmin, que também é coordenador da transição pelo governo eleito, foi dada após reunião no TCU (Tribunal de Contas da União). Mais cedo, no Palácio do Planalto, o vice de Lula afirmou que a reunião foi “proveitosa” e que a transição “já começou” e será instalada na próxima segunda-feira (7) no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília.

Depois do encontro com Nogueira, Alckmin concedia entrevista à imprensa no momento em que Bolsonaro chegou ao Planalto. O chefe do Executivo mandou avisá-lo que estava lá e gostaria de cumprimentá-lo. O vice-presidente eleito então subiu até o gabinete presidencial, onde ficou com o chefe do Executivo por menos de dez minutos, a portas fechadas. Segundo relatos, Bolsonaro disse que sua equipe era bem-vinda e que deixariam tudo disponível para a transição.

Interlocutores do presidente contam que ele passou o dia em reuniões no Alvorada, mas que tinha a vontade desde cedo de cumprimentar o ex-governador de São Paulo. Por isso, foi ao Planalto, onde ficou por cerca de meia hora apenas. A equipe do governo eleito realizou na tarde desta quinta-feira (3) a primeira reunião com integrantes da gestão Bolsonaro, para dar início às atividades de transição.

Além de Alckmin, participaram do encontro representando o governo eleito a presidente do PT, Gleisi Hoffmann; o ex-senador Aloizio Mercadante, o senador eleito Wellington Dias (PT-PI) ”Tivemos encontro com ministro chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, o secretário-geral, ministro general Ramos e uma equipe de assessores. Entregamos o pedido do presidente Lula nos designando como coordenador da transição. A conversa foi bastante proveitosa, muito objetiva. A transição já começou”, afirmou Alckmin.

”Eles estão designando o CCBB [Centro Cultural Banco do Brasil]. Amanhã Gleisi e Mercadante vão até lá fazer uma visita e nós deveremos começar a partir de segunda-feira da próxima semana”, completou. Durante entrevista a jornalistas, Alckmin foi perguntado se Luiz Eduardo Ramos, aliado próximo a Bolsonaro e amigo, havia reconhecido a derrota.

”Cumprimentou, deu parabéns, desejou ótimo trabalho e se colocou à disposição para a transição”, disse. O ex-senador e ex-ministro da Educação na gestão de Dilma Rousseff (PT), Aloizio Mercadante, depois afirmou que se sentia bem em estar de volta ao Planalto, ”pela porta da frente”.

”Eu acho que só tem uma forma de voltar ao Palácio do Planalto para exercer um cargo público, pela porta da frente, com voto popular, em uma eleição limpa, como foi a que nós vivemos”. O encontro acontece no quarto dia após o segundo turno das eleições presidenciais, no qual Lula venceu Jair Bolsonaro com 50,9% dos votos, contra 49,1% do atual mandatário.

Antes de irem ao Planalto, a equipe representando o governo eleito manteve encontro com ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) e depois foi ao Senado, onde se reuniu com parlamentares aliados e com o relator-geral do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Na ocasião, a equipe de transição do presidente eleito e o relator do Orçamento acertaram a apresentação de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para autorizar despesas acima do teto de gastos —incluindo a continuidade do benefício mínimo de R$ 600 do Auxílio Brasil.

A chamada PEC da transição é necessária para evitar um apagão social no próximo ano, já que a proposta de Orçamento enviada em agosto assegura apenas um valor médio de R$ 405,21 no Auxílio Brasil, além de impor cortes severos em programas habitacionais e também no Farmácia Popular.

*por Matheus Teixeira/Renato Machado/Marianna Holanda/Julia Chaib/Idiana Tomazelli/Folhapress

Em vídeo, Bolsonaro pede a apoiadores desbloqueio de rodovias: ”Proteste de outra forma”

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um apelo nas suas redes sociais, na noite desta quarta-feira (2), para que seus seguidores desbloqueiem as rodovias do Brasil. Manifestantes bolsonaristas estão obstruindo diversas estradas pelo país em protesto contra o resultado das urnas do último domingo (30), que deu a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Aparentemente abatido, o atual chefe do Executivo federal disse que os bloqueios trazem prejuízo à economia. Apesar do pedido, Bolsonaro não condenou a contestação ao sistema eleitoral brasileiro, que motiva as manifestações.

”O apelo que eu faço a você: desobstrua as rodovias, proteste de outra forma, em outros locais, que isso é muito bem-vindo, faz parte da nossa democracia”, disse. Com informações do site Bahia Notícias

Derrotado para governador e prestes a deixar o cargo de ministro, Roma deseja boa sorte a Jerônimo

/ Política

Roma usou o Twitter para parabenizar Jerônimo. Foto: Reprodução

Candidato a governador no primeiro turno, o deputado federal e ex-ministro João Roma (PL-BA) usou o Twitter nesta quarta-feira (2) para desejar boa sorte ao governador eleito, Jerônimo Rodrigues. Na postagem, o concorrente apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que apresentou na campanha ”uma proposta para livrar a Bahia das velhas práticas políticas”.

Também no Twitter, o ex-ministro agradeceu a Bolsonaro pela oportunidade de atuar no governo federal, citando a criaçao do Auxílio Brasil.

Jerônimo Rodrigues venceu em 364 cidades e ACM Neto em 53 no 2º turno das eleições 2022

/ Política

Jerônimo foi eleito governador no último domingo. Foto: Assessoria

O agora governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ampliou a vitória em número de municípios na Bahia. O petista saltou de 352 localidades para 364. Jerônimo Rodrigues (PT) foi eleito governador da Bahia na noite deste domingo (30) (veja aqui).

Já ACM Neto (União) reduziu de 65 para 53 municípios, de acordo com levantamento do Bahia Notícias.  No segundo turno, Neto venceu em Mucuri, Nova Viçosa, Teixeira de Freitas, Itamaraju, Porto Seguro, Eunápolis, Maiquinique, Canavieiras, Santa Luzia, Una, Buerarema, Itabuna, Ilhéus, Uruçuca, Ibicaraí, Santa Cruz da Vitória, Itapetinga, Vitória da Conquista, Brumado, Ibiassucê, Mucugê, Piatã, Abaíra, São Félix do Coribe, Luiz Eduardo Magalhães, Barreiras, Ourolândia, Caldeirão Grande, Ponto Novo, Filadélfia, Senhor do Bonfim, Juazeiro, Antas, Conceição do Coité, Valente, Rio Real, Conde, Feira de Santana, Alagoinhas, Camaçari, Dias Dávila, Simões Filho, Salvador, Cruz das Almas, Sapeaçu, SAJ, Milagres, Itatim, Valença, Cairú, Nilo Peçanha, Ituberá.

Ciro Nogueira e Mourão quebram silêncio do governo e falam com equipe de Lula e Alckmin

/ Política

O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e Jair. Foto: Reprodução

Em meio ao silêncio de Jair Bolsonaro (PL) após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste domingo (30), integrantes do governo e da equipe do presidente eleito fizeram os primeiros contatos. Nesta segunda (31), o vice-presidente, Hamilton Mourão, eleito senador pelo Rio Grande do Sul, enviou uma mensagem parabenizando o vice de Lula, Geraldo Alckmin (PSB).

Alckmin ligou para Mourão depois de receber a mensagem —uma ligação que interlocutores do ex-governador descreveram como cordial. No fim da tarde, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, telefonou para o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Na conversa, descrita como respeitosa, ele se colocou à disposição para ajudar na transição e afirmou estar esperando orientação de Bolsonaro para indicar a equipe. Cabe ao presidente eleito indicar o coordenador, para que a Casa Civil o nomeie.

A posse do novo chefe do Executivo será em 1º de janeiro de 2023. Até lá, é na transição que a equipe do presidente eleito obtém informações detalhadas sobre a situação das contas públicas, dos programas e projetos do governo federal, bem como do funcionamento dos órgãos.

Essa etapa é crucial para que o futuro chefe do Executivo possa traçar um plano de ação e tomar decisões sobre os primeiros passos ao assumir o cargo. A vitória de Lula foi confirmada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) às 19h56 (de Brasília) de domingo (30). Bolsonaro ainda não se manifestou.

Diante do silêncio, aliados sugeriram um texto ao atual chefe do Executivo para o reconhecimento da vitória do adversário. Segundo relatos, o documento não traria contestação ao resultado, mas citaria “injustiças” que o mandatário sofreu em seu governo e na campanha.

A expectativa do entorno do presidente é a de que ele se manifeste ainda nesta segunda ou terça (1º). Para aliados, quanto mais tempo demorar, mais negativo será para Bolsonaro. Nesta segunda, a primeira-dama, Michelle, foi a primeira pessoa do clã Bolsonaro a se manifestar após o pleito. Ela compartilhou um trecho da Bíblia e também afirmou que ela e o presidente seguem “firmes, unidos, crendo em Deus e crendo no melhor para o Brasil”.

Depois, o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do presidente, disse ser necessário erguer a cabeça e afirmou que não vai ”desistir do Brasil”. Foi a primeira manifestação de um dos filhos do presidente, 20 horas após a confirmação da vitória de Lula na disputa pela Presidência.

”Obrigado a cada um que nos ajudou a resgatar o patriotismo, que orou, rezou, foi para as ruas, deu seu suor pelo país que está dando certo e deu a Bolsonaro a maior votação de sua vida! Vamos erguer a cabeça e não vamos desistir do nosso Brasil! Deus no comando!”, afirmou Flávio, sem citar Lula. Cerca de uma hora depois, Flávio publicou nova mensagem: “Pai, estou contigo pro que der e vier!”.

*Folhapress

Aliados sugerem a Bolsonaro discurso em que reconheça derrota e aponte ”injustiças”

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Bolsonaro perdeu a disputa para Lula. Foto: Reprodução

Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) redigiram um discurso de reconhecimento de derrota, após o mandatário ficar em silêncio por 19 horas sobre o resultado das eleições no domingo (30). O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) declarou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eleito, com 50,9% de votos, contra 49,1% de Bolsonaro. Ele é o primeiro presidente a não conquistar a reeleição. Interlocutores do chefe do Executivo sugeriram um texto ao mandatário para o reconhecimento da vitória do adversário. Segundo relatos, o documento não traria contestação ao resultado, mas citaria ”injustiças” que o mandatário sofreu em seu governo e na campanha.

A expectativa do entorno do chefe do Executivo é de que ele fale ainda nesta segunda-feira (31). Para aliados, quanto mais tempo demorar, mais negativo será para Bolsonaro. O texto sugerido ao presidente tem o objetivo de manifestar respeito ao regime democrático, mas foi elaborado com cuidado para não deixar os militantes bolsonaristas órfãos. Há o receio de que uma postura totalmente legalista resultaria em perda dos apoiadores mais radicais, que estiveram ao lado do presidente e ajudaram a propagar os questionamentos de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral, que foram reforçados pelas Forças Armadas.

Eles lembram que, apesar de derrotado, ele teve 58 milhões de votos e elegeu diversos aliados, inclusive o governador de São Paulo, maior estado do país. A ideia é que o chefe do Executivo mantenha acesa essa militância. Jair Bolsonaro repetiu várias vezes ao longo de seu mandato que apenas reconheceria o resultado de eleições se elas fossem ”limpas”. O mandatário levantou frequentemente dúvidas sobre as urnas eletrônicas e, sem provas, apontou que o sistema era vulnerável e que houve fraudes nas eleições de 2018.

A mais recente ofensiva ao sistema eleitoral se deu após a acusação de que inserções de rádio e televisão da campanha de Bolsonaro foram boicotadas por emissoras das regiões Norte e Nordeste. A tese não foi encampada pela ala política de seu governo e no fim foi abandonada por um de seus articuladores, o ministro Fábio Faria (Comunicações).

O chefe do Executivo também manteve um discurso ao longo de seu governo de que era vítima do ”sistema”, com acusações e ataques contra os outros Poderes, a imprensa, os institutos de pesquisa, líderes de outros países, entre outros. Um de seus principais aliados internacionalmente, o ex-presidente americano Donald Trump, também levou dias para reconhecer o resultado após ser derrotado, até anunciar que faria uma transição tranquila.

Steve Bannon, estrategista de Trump e que mantém relação próxima com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente, afirmou à Folha que a eleição do Brasil foi ”roubada” e que o mandatário não deveria aceitar a derrota. ”Não há possibilidade de o resultado das urnas eletrônicas estar correto. É preciso uma auditoria urna a urna, nem que demore seis meses. Nesse meio tempo, o presidente não deve aceitar sair”, disse ao Painel.

*por Marianna Holanda e Renato Machado e Matheus Teixeira, Folhapress

Aplicativo do Tribunal Superior Eleitoral registra 2,3 mil denúncias de propaganda irregular

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou, até as 17h deste domingo (30), 2.326 denúncias de propaganda eleitoral irregular por meio do aplicativo Pardal.

O número de queixas é inferior ao do primeiro turno, quando foram feitas 5.332 denúncias. As campanhas para presidente lideram as queixas, com 10.619, enquanto as denúncias relacionadas a candidatos a governador somaram 4.464.

Luiz Inácio Lula da Silva é eleito para terceiro mandato e é o novo presidente do Brasil

/ Política

Lula é eleito presidente. Foto: reprodução do site do PT

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente neste domingo (30) ao derrotar no segundo turno o atual presidente Jair Bolsonaro do (PL). A votação de 2022 foi a maior da história do país, em número de votos. É a primeira vez que um presidente não consegue a reeleição na história.

A vitória foi confirmada às 19h57 com 98,86% das das seções apuradas, com Lula chegando a 59.563.912 votos, representando 50,8%. Contra 49,2% de Bolsonaro, que obteve até o momento 57.627.462.

O embate ocorreu após a realização do primeiro turno, onde Lula teve 48,43% dos votos, totalizando 57.259.504 votos válidos. Já Bolsonaro atingiu 43,2% dos votos, com 51.072.345 votos válidos.

O petista conseguiu compor a maior coligação da corrida presidencial. Além do PSB, PV e PC do B (que fecharam uma federação com o PT), o grupo inclui Solidariedade, PSOL, Rede e Avante. Com Geraldo Alckmin (PSB) na vice, Lula teve o maior tempo de TV entre os candidatos – 3 minutos e 16 segundos, além de caixa reforçado para bancar a campanha. No segundo turno, Lula conseguiu o apoio de outras legendas, incluindo o PDT e do MDB, que tiveram candidatos na disputa.

A eleição de 2022 foi a sexta vez disputada por Lula, que é o primeiro candidato de uma federação partidária, modalidade de aliança que consiste na união de duas ou mais partidos. O petista, que foi presidente do Brasil de 2003 a 2011, sucederá Jair Bolsonaro, eleito em 2018. Com informações do Bahia Notícias

Jerônimo Rodrigues é eleito na Bahia e será o primeiro governador indígena do Brasil

/ Política

Jerônimo e Rui em coletiva da Imprensa. Foto: Assessoria

Jerônimo Rodrigues (PT) foi eleito governador da Bahia na noite deste domingo (30), no segundo turno das eleições de 2022, somando 52,54% dos votos válidos contra 47,46% de ACM Neto (União) com 96,39% das urnas apuradas, de acordo com informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O petista será o primeiro chefe do executivo estadual autodeclarado indígena da história do Brasil (veja mais aqui).

Com isso, a Bahia irá completar o quinto mandato consecutivo do PT na governadoria. A caminhada começou em 2006, quando Jaques Wagner (2007-2014) superou Paulo Souto (PFL) no primeiro turno das eleições. Jerônimo é o terceiro petista a assumir o cargo, sucedendo Rui Costa (2015-2022).

No primeiro turno, Jerônimo Rodrigues recebeu 4.019.830 votos (49,45%) contra 3.316.711 votos (40,80%) de ACM Neto, números que representam uma diferença de 703.119 votos.

Jerônimo aparecia atrás do ex-prefeito de Salvador nas pesquisas, mas vinha tendo uma curva ascendente nos últimos levantamentos realizados ainda no primeiro turno. O crescimento das candidaturas petistas nas últimas semanas das eleições também ocorreu durante a disputa do pleito de 2006, com vitória de Wagner no primeiro turno, e em 2014, com a eleição de Rui também em primeiro turno.

Natural de Aiquara, na região do Médio Rio de Contas, Jerônimo Rodrigues é professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e também tem passagem na secretaria de Educação do Estado, durante o mandato de Rui Costa. Com informações do site Bahia Notícias

”Neste segundo turno a gente começou atrás, mas está construindo uma virada”, diz ACM em Salvador

/ Política

ACM Neto durante caminhada no Campo Grande. Foto: Assessoria

Uma multidão foi às ruas do Centro de Salvador, nesta sexta-feira (28), para participar de uma caminhada do candidato a governador ACM Neto (União Brasil), com direito a trio elétrico que saiu do Campo Grande até a praça Castro Alves, ao som do Pagodão de Oh Polêmico.

A dois dias da eleição que definirá o segundo turno na Bahia, Neto realizou o seu maior evento na capital baiana, contando inclusive com os que ocorreram no primeiro turno.

”Neste segundo turno a gente começou atrás, mas está construindo uma virada histórica que, se Deus quiser, vai ser confirmada com a vitória no próximo domingo. Chego à reta final com o sentimento de dever cumprido e com o coração muito confiante. Fizemos uma campanha que mexeu com a Bahia. Acho que no domingo vai prevalecer o sentimento e o desejo de mudança do povo baiano.”, disse ACM Neto em entrevista no local.

A dois dias do 2º turno, Eduardo Bolsonaro diz que esta eleição é a mais desigual da história

/ Política

O filho de Jair Bolsonaro foi as redes sociais. Foto: Reprodução

O filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro (PL), foi às redes sociais na manhã desta sexta-feira (28) para levantar suspeitas sobre as eleições presidenciais deste ano. Segundo o parlamentar, o pleito de 2022 é o ”mais desigual da história”.

”Pesquisas manipulam a opinião pública e Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe investigá-las. Rachones (Janones) faz fake news todos os dias e segue impune. Rádios, talvez em conluio com PT, roubam inserções de Jair Bolsonaro. Jovem Pan e Brasil Paralelo censurados”, escreveu Eduardo no Twitter.