Aplicativo Instagram anuncia ferramenta de inteligência artificial para verificação de idade

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O aplicativo Instagram declarou nesta quinta-feira (23) que iniciará um teste de inteligência artificial para confirmar a idade dos seus usuários nos Estados Unidos.

A Meta, dona da rede social, anunciou a testagem das novas ferramentas de verificação para qualquer pessoa que pretende mudar a idade para acima de 18 anos na plataforma, por meio da gravação de um vídeo em ‘selfie’ ou pedindo verificação de idade para seus amigos.

Legisladores ao redor do mundo exigiram que o serviço de redes sociais proteja os jovens dos conteúdos adultos e invasões de privacidade.

De acordo com as empresas de tecnologia, o tema não é tão simples de ser resolvido, no entanto poderia ser abordado com mudanças tecnológicas mais amplas, como vincular os dados de nascimento ao telefone celular de uma pessoa.

Facebook recicla medidas contra fake news nas eleições 2022 e deixa pontos sem respostas

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A Meta, que reúne as empresas Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentou nesta quinta-feira (12) à imprensa um resumo das medidas que vêm sendo tomadas pelo grupo contra as fake news nas eleições deste ano no país.

Parte delas integra os acordos das plataformas com a Justiça Eleitoral, no âmbito do programa de combate à desinformação.

Uma das medidas inclui um centro de operações para monitoramento no período próximo ao primeiro e ao segundo turno eleitoral, que acontecerão em outubro.

Ela já foi implementada nas duas últimas eleições brasileiras, em 2018 e 2020. A empresa não informou qual o período que a força-tarefa funcionará, tampouco quantas pessoas estarão envolvidas.

”Não tenho data confirmada para compartilhar”, disse Debs Delbart, gerente de programas de resposta estratégica da Meta América Latina. ”Mas posso garantir que dias antes do primeiro turno e, depois, os dias seguintes do segundo turno teremos esse centro de operações.” Não foi informado se entre os dois turnos ele estará funcionando.

Ela explicou que a força-tarefa dá continuidade a um esforço já existente, a partir da equipe que está envolvida com as eleições de 2022.

”Então a gente pega todas as pessoas que estão já dedicadas para o Brasil para colocar nesse centro de operações, mas a gente também conta com apoio de outros especialistas que trabalharam em outras eleições”, citando o pleito recente nas Filipinas como exemplo.

Questionada sobre quantos funcionários estão envolvidos com o tema no país, incluindo moderação de conteúdo, a empresa também não informou.

”Sobre o número de pessoas especificamente também não consigo compartilhar com vocês, mas é um time grande de especialistas, que ficam tanto nos EUA, na nossa sede, com também uma parte aqui no Brasil e trabalhando juntos nesse monitoramento em tempo real”.

Entre os focos do centro de operação estarão a identificação de redes de comportamento inautêntico coordenado para, segundo a empresa, interromper movimentos que busquem interferir no pleito. A identificação de tais redes não decorre do conteúdo que está sendo disseminado, mas do comportamento, ao envolver por exemplo, uma rede de contas falsas.

Essa é uma regra fixa da empresa. Segundo a Meta, desde 2017, no mundo, foram removidas mais de 150 redes.

Além das redes inautênticas, as regras do Facebook e Instagram preveem itens que podem ser removidos, entre eles estão informações incorretas sobre as eleições, como datas e horários, bem como postagens com apelo à violência eleitoral.

Não há regras claras, contudo, envolvendo postagens que aleguem fraudes sem comprovação ou que se recusem a aceitar o resultado eleitoral.

Dentro da parceria com o TSE, em 2022, uma novidade é que Facebook e o Instagram oferecerão um canal de denúncias exclusivo para a equipe do tribunal.

Nos casos de notícias falsas, ao invés de remoção, o alcance das postagens é reduzido em 80%, conforme checagem de agências parceiras. Um ponto geralmente criticado, entretanto, é que tal parceria não inclui postagens de políticos.

De acordo com a plataforma, nesses casos, há um rótulo, que vem sendo aplicado desde o final de 2021, em postagens sobre eleições em que o usuário é direcionado a informações oficiais no site da Justiça Eleitoral.

No caso do WhatsApp, que esteve no foco do debate sobre desinformação nas últimas eleições presidenciais, os chamados mecanismos de fricção, que vêm sendo implementados paulatinamente pela ferramenta desde 2018, estão entre os destaques.

O objetivo esperado das alterações é a diminuição do nível de viralização das mensagens. Em 2019, o limite de encaminhamento de uma mesma mensagem passou a ser de cinco conversas por vez.

Já em 2020 a empresa criou o conceito de ”encaminhado várias vezes”, em que a mensagem recebe uma seta dupla e só pode ser encaminhada para até um contato ou grupo por vez. A partir desde ano, mensagens que já tenham sido encaminhadas, só podem ser repassadas a um grupo por vez.

Uma medida da plataforma que dá seguimento ao que ocorreu nas últimas eleições é o canal de denúncias de disparos em massa exclusivo para o TSE.

No contexto da parceria, em 2020, 1.042 contas reportadas pelo canal de denúncia foram banidas. Ao todo, o número de contas banidas foi muito maior —a empresa baniu mais de 360 mil no Brasil de setembro a novembro daquele ano.

Uma novidade este ano é a implementação de canal oficial do TSE para se comunicar com os eleitores brasileiros.

Outra medida que já vinha sendo desenvolvida anteriormente era os treinamentos para autoridades e equipes da Justiça Eleitoral sobre as plataformas.

Renata Galf/Folhapress

Twitter aceita oferta de compra feita pelo empresário Elon Musk, fundador da empresa de carros Tesla

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A rede social Twitter anunciou nesta segunda-feira (25) que o conjunto das ações da companhia foi adquirido pelo empresário Elon Musk, fundador da empresa de carros Tesla.

Em comunicado sobre a transação, foi anunciado que o negócio foi fechado por US$ 44 bilhões. Após a conclusão da negociação, o Twitter se tornará uma companhia privada, ou seja, sem oferta pública na bolsa de valores e sem outros acionistas.

Segundo Brett Taylor, presidente do Conselho do Twitter e diretor executivo da empresa Salesforce, o colegiado realizou uma ”análise profunda e abrangente da proposta de Musk com foco nos valores, certeza e financiamento”. Ele acrescentou que essa decisão é a melhor para os atuais acionistas da plataforma.

Repercussão

Em sua conta na rede social, Musk afirmou: ”eu espero que até meus piores críticos permaneçam no Twitter, porque é isso o que significa liberdade de expressão”. Em mensagens anteriores na plataforma, ele indicou como prioridades combater contas automatizadas (bots) atuando para divulgação massiva (spams) e autenticar os usuários humanos, embora não tenha detalhado o que isso significa.

A Free Press, associação da sociedade civil que atua com liberdade de expressão nos Estados Unidos, classificou o negócio como um ”grande retrocesso para o Twitter”. Segundo a diretora da entidade, Jéssica González, Musk não tem demonstrado a capacidade de responder às demandas e cobranças de autoridades e críticos.

Elon Musk é diretor executivo das empresas Tesla, que fabrica carros elétricos, e SpaceX, que desenvolve tecnologias de viagens aeroespaciais. Além disso, possui participação em negócios de nanotecnologia e energia solar.

Musk já foi processado e condenado nos Estados Unidos por ter publicado um tuíte de conteúdo falso em 2018 sobre negociações envolvendo a Tesla. Ele também foi criticado por espalhar desinformação sobre a pandemia da covid-19, além de desafiar autoridades sobre medidas de combate à circulação do novo coronavírus.

Musk nasceu na cidade de Pretória, na África do Sul. Ele é filho de Errol Musk, um engenheiro que controlava metade de uma mina de esmeraldas na Zâmbia. Da Agência Brasil

Taxa extra na conta de energia elétrica deixa de ser cobrada a partir deste sábado (16)

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A partir deste sábado (16), a conta de luz pode ficar mais barata, com o fim a bandeira de escassez hídrica que resultava em uma taxa extra na conta de energia elétrica de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A medida, que encarecia os custos da energia elétrica, estava em vigor desde setembro de 2021. A informação foi divulgada pela Agência Brasil.

A redução estimada pelo governo nas contas de luz para o consumidor é de cerca de 20%. Isso será possível porque, com os reservatórios de quatro das cinco regiões do país mais cheios, é possível, ao operador do sistema elétrico nacional, dispensar o uso de termelétricas, que têm custo maior do que o das hidrelétricas.

Apenas os reservatórios da Região Sul estão baixos, devido à estiagem que atinge a região.

Já havia uma previsão de que a bandeira de escassez hídrica, patamar mais alto já adotado pelo governo, terminaria no final deste mês. A medida, no entanto, acabou sendo antecipada em cerca de 15 dias.

Diretor do aplicativo WhatsApp assinará parceria com TRE-BA para as eleições

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Roberto Maynard Frank, receberá, na próxima quarta-feira (30), o diretor de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil, Dario Durigan, para consolidar uma parceria inédita entre o Eleitoral baiano e o aplicativo de mensagens.

Segundo o desembargador, o diálogo com o WhatsApp teve início em maio de 2021 e a parceria do aplicativo será “de grande importância para a melhoria da comunicação entre a Justiça Eleitoral e os eleitores baianos, tornando-a mais célere, assertiva e segura”.

Mais detalhes sobre o termo de cooperação, que deverá contribuir para os trabalhos relativos às eleições de 2022, serão informados na quarta-feira, após a assinatura.

Tribunal Superior Eleitoral estuda possibilidade de barrar uso do Telegram durante às eleições

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a considerar a possibilidade de vetar a utilização do Telegram durante o período eleitoral deste ano. Isso porque a empresa que administra o aplicativo de conversas não possui uma representação no Brasil para receber e cumprir ordens judiciais.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, um grupo do Ministério Público Federal (MPF) ligado ao combate do cibercrime vinha defendendo essa interpretação internamente. Procuradores que não integram o grupo também estavam sendo orientados nesse sentido.

A preocupação dos investigadores, apontou a publicação, é de que a plataforma se torne palco para disseminação de informações falsas durante a eleição.

O presidente da Corte Eleitoral, Luís Roberto Barroso, vai levar o assunto para o debate junto aos outros ministros após o recesso. ”Nenhum ator relevante no processo eleitoral de 2022 pode operar no Brasil sem representação jurídica adequada, responsável pelo cumprimento da legislação nacional e das decisões judiciais”, ressaltou Barroso em nota divulgada pelo TSE.

Ao menos quatro tentativas de contato de Barroso foram ignoradas pelo aplicativo. A ideia de proibir o funcionamento de serviços sem representação no Brasil, com vistas à eleição, é baseada em uma interpretação do que está disposto na Lei das Eleições, de 1997, e na resolução que o TSE edita sobre propaganda eleitoral.

Setores do TSE, no entanto, consideram o entendimento aplicado sobre a lei e a resolução seja ”forçar a barra” para tentar solucionar um problema complexo.

MP-BA aciona operadoras telefônicas Claro, Vivo, Tim e Oi por vazamento de dados pessoais

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O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) ajuizou ações civis públicas contra as operadoras de telefonia Claro, Vivo, Tim e Oi por causa do compartilhamento indevido de dados pessoais dos usuários dos serviços de telecomunicações. De acordo com a promotora de Justiça Joseane Suzart, a situação faz com que incessantes e inoportunas chamadas telefônicas sejam feitas aos consumidores, além de fraudes e violação de privacidade.

Nas ações, a promotora solicitou a concessão de medida liminar que obrigue as operadoras de telefonia a cumprirem as regras basilares para o tratamento de dados pessoais que pressupõem o fornecimento de consentimento pelo titular; a requererem o consentimento expresso dos consumidores titulares antes de proceder ao tratamento de dados pessoais; e, antes de qualquer ato vinculado à atividade do tratamento de dados pessoais, observar se há manifestação livre, informada e inequívoca, pela qual o titular concorda com o procedimento.

Diversas outras medidas também devem ser adotadas, como o cuidado com os dados pessoais dos usuários dos serviços contratados para que não sejam disseminados indevidamente, gerando constantes ligações telefônicas não autorizadas nem objetivadas por aqueles; a abstenção, por parte das operadoras, em disponibilizar indevidamente os dados pessoais dos consumidores para terceiros, para não dar oportunidade às fraudes e contratações não autorizadas; e a não concretização de ligações reiteradas, perturbadoras e insistentes para os indivíduos, quer sejam contratantes ou não dos seus produtos e/ou serviços, especialmente aqueles que já consignaram não ter qualquer objetivo de contratação.

Durante as investigações, Joseane pediu informações à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que comprovou que as operadoras não vêm agindo em conformidade com as regras destinadas à proteção dos dados pessoais dos usuários dos serviços de telecomunicações, acarretando o compartilhamento ilegal dos dados, bem como diversos danos. ”Diante desta conduta ilícita, insistentes contatos telefônicos estão sendo gerados abusivamente, causando sérios prejuízos para os consumidores que ainda enfrentam as tentativas de fraudes encetadas”, afirma a promotora.

Entenda as novas regras da Tarifa Social de Energia Elétrica, com regulamentação feita através da Aneel

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) regulamentou nesta semana a inclusão automática na Tarifa Social de Energia Elétrica para famílias de baixa renda. Atualmente, são 12,3 milhões de famílias beneficiadas pela tarifa e a expectativa do governo é que mais de 11 milhões tenham acesso ao benefício.

Conforme a Aneel, os critérios para a concessão de benefícios não mudaram. Podem receber a Tarifa Social de Energia famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional; idosos com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais ou pessoas com deficiência, que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC); ou família inscrita no CadÚnico com renda mensal de até três salários mínimos, que tenha membro portador de doença ou deficiência.

A principal mudança é que, a partir de janeiro de 2022, as famílias que se enquadrem nos critérios para recebimento do benefício, mas que ainda não estejam cadastradas serão incorporadas por meio do cruzamento de dados dos sistemas do Ministério da Cidadania e das distribuidoras de energia. O cadastramento automático ocorrerá mensalmente.

A tarifa traz descontos no valor mensal do consumo das famílias beneficiadas. Para famílias que consomem até 30 quilowatts/hora, a redução é de 65%; de 31 a 100 kWh/mês, o valor fica 40% menor; de 101 kWh a 220 kWh, a redução é de 10%. Acima dos 220 kWh/mês o custo da energia é similar à dos consumidores que não recebem o benefício.

As famílias indígenas e quilombolas têm descontos maiores. As famílias inscritas no CadÚnico têm desconto de 100% até o limite de consumo de 50 kWh/mês, de 40% para consumo a partir de 51 kWh/mês, de 10% para consumo de 101 kWh a 220 kWh. Para indígenas e quilombolas que consomem acima dos 220 kWh/mês o custo é similar à dos consumidores sem o benefício.

Segundo a Aneel, ninguém será descadastrado com a nova regra. Só deixará de receber o benefício quem deixar de atender aos critérios previstos na lei ou não fizer as atualizações cadastrais do Ministério da Economia.

Problemas

Uma família pode ser impedida de se cadastrar na tarifa se ninguém da casa tiver o nome na conta de luz recebida por mês. Nesse caso é preciso procurar a distribuidora local e regularizar as informações.

Se a família estiver com o endereço desatualizado no CadÚnico também é preciso fazer a regularização. Para receber o benefício não pode haver ligação irregular de energia, também conhecido como ”gato”.

Aplicativo WhatsApp lança nova ferramenta, editor para criar figurinhas personalizadas

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O WhatsApp lançou uma nova ferramenta para as versões Web e Desktop que permite aos usuários criar suas próprias figurinhas. A novidade poderá ser acessada no aplicativo do Desktop na próxima semana.

Saiba como fazer

O editor para criação de figurinhas está disponível partir de qualquer chat, por enquanto somente no WhatsApp Web:

Clique em ”Anexar” (ícone do clipe de papel);
Selecione ”Figurinha” e carregue uma foto para criar sua figurinha personalizada;
Os usuários podem delinear e cortar as fotos e até adicionar emojis ou palavras a elas.

As atualizações dos aplicativos costumam ser liberadas aos poucos, então é possível que a novidade demore alguns dias para aparecer para todos.

Pesquisadores chineses hackearam smartphone iPhone 13 em apenas 15 segundos

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Um grupo de quatro pesquisadores chineses precisou de apenas 15 segundos para burlar a segurança do iOS e invadir um iPhone 13.

Os hackers integravam a equipe Kunlun Lab e disputavam a competição Tianfu Cup, em Chengdu (CHI), ocorrida no último sábado (16) e no domingo (17).

O smartphone rodava a atualização mais recente do iOS 15, disponibilizada na semana passada. O feito foi realizado ao vivo, direto do palco da Tianfu Cup. A equipe responsável pela façanha garantiu prêmio de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,67 milhão na cotação desta quarta).

Outra equipe – Team Pangu – também desbloqueou o sistema de segurança do iPhone 13, mas a apresentação desta foi realizada remotamente. Com informações do Uol e do Techmund.

Facebook divulga nota informando que falha interna em atualização de configurações gerou queda

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Uma nota divulgada pelo Facebook no final da noite desta segunda-feira (4), informou que o apagão global de mais de seis horas que tirou do ar as redes sociais do grupo – que incluem o Whatsapp e o Instagram –  foi causado por uma falha interna: um defeito durante alteração em suas configurações. A plataforma informou também que não houve um ataque hacker nem vazamento de dados de usuários.

De acordo com o Facebook, a falha ocorreu durante uma mudança numa estrutura que coordena o tráfego entre seus centros de dados, por isso o efeito cascata que interrompeu a comunicação e fez com que outros centros fossem afetados.

Na nota, a plataforma pediu desculpas aos usuários pelo apagão.”A todas as pessoas e empresas que dependem de nós, lamentamos o transtorno causado pela interrupção de nossas plataformas”. A empresa não especificou quem executou a alteração na configuração e se essa mudança estava planejada.

Empresas têm dia perdido com apagão no WhatsApp, Instagram e Facebook; Zuckerberg perde US$ 6 bi

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Mark Zuckerberg sofreu prejuízo com apagão. Foto: Rede social

Com 120 milhões de usuários no Brasil, o WhatsApp é uma ferramenta fundamental de negócios. A queda dos serviços do Facebook nesta segunda (4) incluindo o WhatsApp, o Instagram e a própria rede social, tiveram impacto em muitas empresas, que dependem dos serviços para a comunicação com clientes e fornecedores.

”Hoje vai ser um dia perdido de vendas. Não fazemos iFood e Rappi e não temos loja física, então usamos o WhatsApp. Paramos de vender, e não estamos nem com o Instagram para poder direcionar os clientes para outro canal”, conta à reportagem Ilana Pelosof, 36, dona da confeitaria Zil Bakery, em São Paulo.

Ela conta que os bolos que já estavam agendados foram entregues, sendo necessárias algumas ligações para clientes para confirmar informações. ”Mas quem precisava pedir um bolo hoje, a pronta entrega, não conseguimos entregar. Isso com certeza vai impactar nossas contas no final do mês”, diz. Às segundas, a loja vende, em média, dez bolos, pelo valor de aproximadamente R$ 150.

Rodrigo Domingues, 41, chefe corporativo da Brasil Gourmet, empresa de alimentos para restaurantes, também sentiu falta do aplicativo de mensagens nesta segunda, data da semana em que costuma agendar e acertar as entregas com clientes. ”Tive de fazer ligações e anotar as informações em um caderno”, conta, dizendo que utilizar e-mail não é tão ágil quanto o WhatsApp ou ligar diretamente.

Nayana Rodrigues Silveira, 23, é eventóloga e atende os clientes diretamente por Facebook e WhatsApp para fechar os contratos de eventos que a empresa realiza. Na tarde desta segunda-feira, porém, a pane chegou no prazo final de uma das produções — cerca de 250 clientes foram afetados pela queda dos sistemas.

“Nós não temos como entrar em contato para avisar e eles também não conseguem falar conosco para finalizar a contratação. O contato com o cliente é diretamente pelo Messenger ou WhatsApp. Um dia de trabalho perdido é sempre prejuízo”, conta Nayana.

A alternativa foi migrar para outros serviços de comunicação para tentar amenizar os prejuízos do evento. ”Alguns contatos que tínhamos no WhatsApp estão indo para o Telegram, mas dos 250 clientes, só conseguimos com dois ou três até agora”.

Pane no pior dia

Segunda-feira costuma ser o melhor dia de vendas da pequena empresária Gabriela Spinardi, dona do Balaio Gastronomia, que produz marmitas congeladas. Normalmente, ela chega a tirar 20 pedidos. Nesta segunda, 4, por causa da paralisação dos serviços do WhatsApp, ela conseguiu vender e entregar apenas quatro encomendas. ”Acho que deixei de faturar cerca de R$ 4 mil”, calcula.

Gabriela explica que na segunda-feira as famílias fazem as compras por uma ou duas semanas, depois do envio do cardápio da semana, também por WhatsApp, no domingo. Foi por volta de meio dia e meia que Gabriela percebeu que o aplicativo tinha parado de funcionar. Ela acredita que, quando a operação for regularizada, os pedidos acumulados entrem e possa recuperar o que deixou de vender no momento

Dos cerca de 350 clientes ativos, isto é, que fazem ao menos uma compra ao mês, pouquíssimos usam o telefone para encomendar: só pessoas idosas que não têm familiaridade com tecnologia. ”O meu principal canal de comunicação profissional e pessoal é o WhatsApp”.

Diante do imprevisto, que já aconteceu em outras ocasiões no passado, Gabriela pretende apressar a criação de um site de e-commerce. “Não dá para ficar dependendo de uma única ferramenta de comunicação”, argumenta.

Adaptação tem sido a palavra chave de Gabriela nos últimos tempos. Antes da pandemia, a empresa era voltada para eventos corporativos e festas. Com o lockdown, passou a produzir marmitas congeladas, produzidas na cozinha industrial que fica na Vila Leopoldina, zona Oeste da capital. Agora terá de ampliar as ferramentas de comunicação para não ficar refém de um único aplicativo.

As perdas de vendas com a interrupção do aplicativo afetou empresas de diferentes segmentos. A clínica estética Chiquetá, de São Caetano do Sul (SP), por exemplo, usa o aplicativo para confirmar as consultas e registrou oito faltas na segunda-feira. Num dia normal, seriam cerca de duas faltas. Além disso, a marcação de novas consultas também foi prejudicada. Até às 12h de segunda-feira tinham sido marcadas 5 consultas. Em dias normais são, em média, de 15 a 20 consultas.

A história se repete na Sodiê, de Ribeirão Pires (SP), que atende, em média, 100 clientes por aplicativo. Nesta segunda-feira foi só presencial. De acordo com a empresa, em média 40 encomendas de bolo por dia são feitas via WhatsApp. O Sterna Café, por sua vez, não conseguiu mandar as promoções do dia para nenhum dos mais de 400 clientes cadastrados.

Impacto é maior no varejo ligado a comportamento e moda

O impacto do apagão deve ser sentido com mais força por varejistas de moda e calçados, bem como setores de turismo, serviços e o varejo especializado. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra, há varejistas de moda que chegam a ter dois dígitos de suas vendas vindas das redes sociais. Ele considera, porém, que no caso do varejo de moda as perdas podem ser mais fáceis de recuperar. ”Nesse caso perde-se a venda por impulso apenas. Já no setor de serviços, a venda não se recupera, não se estoca serviço”, diz.

Ele lista três impactos possíveis devido às falhas de hoje. Além da perdas das vendas que vem diretamente das plataformas do Instagram e Facebook, usadas inclusive por grandes varejistas de capital aberto, há também companhias que têm parcela considerável de suas vendas atreladas ao whatsapp. ”Farmácias, prestadores de serviços e supermercados usam bastante essa solução. Quando uma falha como essas aconteceu em 2019, essa ferramenta não era usada como instrumento de trabalho como é hoje”, diz Terra. Por fim, ele lista a perda de tráfego que os anúncios das redes sociais levam às plataformas de marketplace.

Para o presidente da SBVC, sofreram menos as empresas que vendem produtos ligados a compras mais planejadas, ligadas a necessidades. ”Para essas compras usa-se mais a busca no Google, que continuou funcionando”, explica. Apesar de ser possível mapear os segmentos mais afetados, ainda é difícil mensurar a queda de vendas, pois não se sabe ao todo quanto esses modelos de vendas representam do varejo digital do País.

Zuckerberg perde quase US$ 6 bi com apagão

A pane no Facebook que tirou do ar serviços como WhatsApp, Facebook e Instagram, também trouxe prejuízos financeiros para Mark Zuckerberg, além da turbulência em uma semana onde a identidade da ex-funcionária que vazou documentos da empresa foi revelada. Segundo a revista americana Forbes, o dono do Facebook perdeu cerca de US$ 5,9 bilhões em seis horas de serviços interrompidos, baixando sua fortuna para US$ 117 bilhões.

Registrada em diversos países, a queda dos sistemas do Facebook começou por volta das 12h20 (horário de Brasília) – a volta começou a acontecer lentamente apenas na noite desta segunda. Segundo a empresa, funcionários estavam trabalhando para restabelecer os serviços e uma equipe foi alocada para tentar resetar manualmente os servidores.

Com isso, as mais de seis horas fora do ar trouxeram ao Facebook perdas financeiras por publicidade na plataforma, além de outros serviços que também eram providos a partir das plataformas. No fechamento do mercado, as ações do Facebook também caíram. Embora outras empresas de tecnologia também tenham visto o movimento, a retração do Facebook é maior. A rede social chegou a ter queda de 5,3%, mas fechou o dia com redução de 4,89%, a maior desde novembro do ano passado. A queda ocorreu numa onda de retração das ações de empresas de tecnologia, mas a rede de Zuckerberg ficou abaixo do patamar das concorrentes, que viram reduções no valor dos papéis de 2,8%.

Na fortuna pessoal, Zuckerberg perdeu o que representa aproximadamente 5% do total que possui. O empresário ocupa, agora, a sexta posição no ranking da Forbes de pessoas mais ricas do mundo. Na pane, Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook, também viu sua fortuna diminuir — a número 2 da empresa contabiliza, agora, US$ 1,9 bilhão, após perder US$ 22 milhões com o apagão.

 

Aplicativo de mensagem WhatsApp testa no país funcionalidade de indicação de negócios

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O aplicativo de mensagens WhatsApp anunciou que a cidade de São Paulo foi escolhida para testar uma nova funcionalidade que permite localizar bares, restaurantes, lanchonetes e outros tipos de empreendimento que usam a plataforma para fazer negócios.

A novidade, que será testada exclusivamente no Brasil, será chamada Guia de Negócios e funcionará como uma espécie de mapa de locais recomendados por usuários.

”No momento, o guia está disponível somente para algumas empresas no centro da cidade de São Paulo que vendem produtos e serviços na região, incluindo alimentação, varejo e educação. Com o tempo, esperamos incluir mais categorias e áreas geográficas, e disponibilizar o guia para mais para empresas que usam o app”, informou a empresa em comunicado.

Para as empresas que tiverem interesse em aderir e estejam localizadas no centro da cidade de São Paulo, o WhatsApp disponibilizou um vídeo explicativo para o processo de cadastro.

Para usuários, a opção estará disponível em uma aba exclusiva que aparecerá com a atualização do aplicativo. Como é focada no mercado paulista, indicações de negócios ainda não aparecerão para os públicos de outras localidades.

Segundo pesquisa da empresa especializada em mercados de aplicativos e internet Statista, o WhatsApp conta com um mercado global de 2 bilhões de usuários, dos quais 120 milhões são brasileiros. O país fica atrás apenas da Índia, que tem 400 milhões de linhas móveis cadastradas no WhatsApp.

Bahia e outros três estados ganham lojas físicas da marca Xiaomi, que já atua no Brasil há 2 anos

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Após mais de dois operando no Brasil, a Xiaomi retomou o plano de ampliação da atuação no país e anunciou novas unidades oficiais em Salvador, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. A loja de Salvador será a última a ser inaugurada.

De acordo com o gerente de marketing da marca, a escolha das novas praças, que receberão as lojas, passou pelo crivo dos fãs que demonstraram muito interesse nas redes sociais.

”Podemos afirmar que os públicos destes Estados foram alguns dos mais ativos em nossas redes sociais. Temos utilizado bastante este canal para tomarmos algumas decisões importantes sobre a operação Brasil, já que há muitas particularidades entre os brasileiros quanto ao comportamento de consumo”, destaca. Com informações do bahia.ba