Justiça nega pedido para impedir realização do São João de Jequié, em decisão tomada nesta quarta

/ Jequié

São João 2022 está garantido em Jequié. Foto: BMFrahm

Após o Ministério Público ter arquivado uma notícia de fato que tentava impedir o São João de Jequié, hoje foi a vez da Justiça derrubar mais uma tentativa de frustrar a realização do festejo. Segundo a própria decisão, a ação contava com alegações relacionadas a festa da Banana em Teolândia, mas não conseguia demonstrar nenhum elemento que mostrasse que a tradicional festa de Jequié merecia qualquer intervenção judicial. A decisão foi absolutamente categórica, não deixando qualquer espaço para questionamentos, seja na esfera financeira, de responsabilidade orçamentária ou de relevância do evento.

O Juiz da segunda vara cível da comarca de Jequié ainda reconheceu a alta relevância histórica e cultural da cultura de festejos juninos no município, demonstrando conhecer os pilares históricos de uma tradição que extrapola as fronteiras até mesmo do estado, observando ainda que os gastos com o São João representam uma irrisória parcela da arrecadação do município e que todo o comércio e demais setores produtivos estão preparados para o evento.

O município de Jequié conseguiu demonstrar que os gastos com o São João são, na verdade, um investimento, visto que os hotéis estão lotados e todos os setores relacionados ao evento, tais como restaurantes, bares, lojas de vestuário e calçados, distribuidoras de alimentos e bebidas, aguardam um grande aumento no volume de vendas e negócios, situação também observada na decisão.

Aparentemente, não havia nenhuma substância na ação proposta pelo senhor Abdjalili Belchot. Dado o contexto da decisão, o que se pode concluir é que a Ação Popular proposta não passou nem mesmo perto de ter bases jurídicas, legais ou de razoabilidade, não passando, como já se imaginava em princípio, de uma tentativa incompreensível de prejudicar a própria cidade na sua cultura, no seu comércio, na sua arrecadação e gerar um fiasco injusto e que penalizaria o povo e a economia.

Pelo que se pode observar pela leitura da decisão a justiça teve a devida sabedoria e sensibilidade, rechaçando de maneira fundamentada a malfadada ação.

Dia feliz para os comerciantes, setor hoteleiro, bares, restaurantes, supermercados, lojas, empresas de iluminação, sonorização, eventos privados, munícipes que terão a oportunidade de celebrar suas raízes históricas numa festa condizente com a grandeza deste município que voltará a celebrar a sua maior festa após dois anos de impossibilidade. Dia triste para quem quis frustrar tudo isso a troco de sabe Deus o que.

 

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