Em época de eleições, Fábio de Melo defende que é preciso ”sabedoria” para fugir dos ”bate-bocas”

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Padre diz como encara ódio nas redes sociais. Foto: Reprodução

Popular nas redes sociais, o Padre Fábio de Melo precisou aprender a lidar com o carinho dos 25 milhões de seguidores e com o ódio disseminado pelos ”haters”. O religioso confessa que foge do seu método ortodoxo: ”Rezar não adianta”. ”Os haters geralmente não têm seguidores, são perfis recém-criados. Então o melhor a fazer é neutralizar”, explicou em entrevista à Quem. Em ano de eleições, Fábio defende que é necessário ”ter sabedoria”: ”Nem sempre as pessoas estão dispostas a discutir ideias, elas estão loucas para agredir alguém. Acho que a gente não pode entrar nesse jogo […] O Brasil está muito polarizado entre nós e eles, o tempo todo fazem questão de criar essa cisão. Eu me recuso a estar nessa cisão. Continuo sendo brasileiro com capacidade de criticar os dois lados e não quero perder amizades por causa dos posicionamentos políticos”, justificou. Fábio de Melo não enxerga as redes sociais como um ”lugar à parte” e preza pela ”educação”. Para ele, não adianta ”bate-boca”, tem que ”prestar atenção”  nos possíveis candidatos. ”Para depois ter uma opinião mais lúcida e menos emocionada”.

”Gavião não vota em Bolsonaro”, declara presidente de torcida organizada do Corinthians

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Futebol e política sempre se misturaram e a atual corrida presidencial não está sendo diferente. Após o volante Felipe Melo, do Palmeiras, dedicar o gol marcado no empate com o Bahia no último domingo (16) ao candidato à presidência Jair Bolsonaro, foi a vez do presidente da maior torcida organizada do Corinthians, a Gaviões da Fiel, indicar seu voto. Ou melhor, pedir aos mais de 112 mil sócios que não escolham o número 17 no próximo dia 7 de outubro. O pedido não tem a ver com a rivalidade entre os dois times paulistas, mas sim com a ideologia da Gaviões. Em carta divulgada na madrugada desta quarta-feira (19) no blog do jornalista Juca Kfouri, Rodrigo Gonzalez Tapia, conhecido como Digão Vila Moraes, explicou o motivo da opção. No texto, ele lembrou a história da fundação da torcida organizada do Corinthians, no ano de 1969, durante a Ditadura Militar. ”Você sabe que no período da nossa fundação tínhamos como principal objetivo derrubar um ditador dentro do nosso clube? Você sabe que os nossos fundadores sofreram muita opressão por levantar a bandeira em favor da democracia e dos direitos do povo?”, escreveu. Digão ainda pediu que os eleitores de Bolsonaro, sócios da Gaviões, deixem a organizada, diante do conflito de ideologias. ”vocês que apoiam um cara que vai contra todas as nossas ideias e joga no lixo o nosso passado de muitas lutas, por favor, se forem seguir apoiando esse cara, repense sobre sua caminhada dentro da Torcida. Ou seja, se está no Gaviões por interesses pessoais, status, para ostentar apenas uma camisa ou se beneficiar atrás de ingresso e pagar nas redes sociais que faz parte da maior torcida do Brasil, por favor, se retirem”, afirmou na carta.

Haddad cresce 11 pontos e se consolida no 2º turno contra Bolsonaro, mostra pesquisa Ibope

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Fernando Haddad cresce em pesquisas. Foto: Ricardo Stuckert

Pesquisa divulgada nesta noite confirma crescimento de 11 pontos de do candidato do PT e presidente, Fernando Haddad, que se consolida no segundo turno, contra o candidato da extrema-direita. Confira os números: Jair Bolsonaro (PSL): 28%, Fernando Haddad (PT): 19%, Ciro Gomes (PDT): 11%, Geraldo Alckmin (PSDB): 7%, Marina Silva (Rede): 6%, Alvaro Dias (Podemos): 2%, João Amoêdo (Novo): 2%, Henrique Meirelles (MDB): 2%, Cabo Daciolo (Patriota): 1%, Vera Lúcia (PSTU): 0%, Guilherme Boulos (PSOL): 0%, João Goulart Filho (PPL): 0% e Eymael (DC): 0%. Votos bancos e nulos somam 14% e indecisos, 7%. Na simulação de segundo turno, Fernando Haddad aparece exatamente empatado com Jair Bolsonaro, com 40% para cada. Ciro Gomes aparece empatado com Bolsonaro na margem de erro. Ciro 40% x 39% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 6%). Já contra Alckmin o quadro também é de empate. Alckmin 38% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 18%; não sabe: 6%). A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre domingo (16) e terça-feira (18). O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

”Voto útil é insulto à experiência popular”, diz Ciro sobre proximidade com Fernando Haddad

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Ciro diz que o seu projeto não é o mesmo do PT. Foto: Divulgação

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, declarou nesta terça-feira que, apesar de terem um passado de proximidade e aliança, seu projeto de governo não é o mesmo do PT de Fernando Haddad. O pedetista afirmou considerar o apelo ao voto útil, pregado desde já por parte dos adversários, como um ”insulto à experiência popular”. Mais cedo, em entrevista à Rádio CBN, o petista disse que, pela relação histórica, ele e Ciro podem estar juntos em um possível segundo turno, independentemente de qual dos dois avance. Questionado por jornalistas sobre a declaração, o ex-governador do Ceará tentou se desvencilhar. ”Sim, se olhar para os últimos 16 anos, estivemos juntos e tentei ajudar. Mas o projeto que eu advogo para o Brasil não é o mesmo do PT. Quero ajudar a população a por um fim nessa violência odienta, nesse sectarismo e radicalização política que infelizmente está levando nossa economia para o brejo”, disse. Ciro participou de um encontro na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na região central da capital paulista. Antes da reunião, o pedetista também rebateu qualquer estratégia para atrair o voto de Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) para evitar a vitória do PT ou de Jair Bolsonaro (PSL). ”Para um democrata, a presunção é confiança no voto popular. Então, acredito que essa história de voto útil é um insulto à experiência popular”, criticou. ”Eu não quero ser eleito por alguém que botou a mão no nariz e votou em mim porque não queria votar em outro. Quero ser eleito porque represento a saída para o Brasil, que precisa restaurar o diálogo e acabar com essa ameaça fascista que não é nem tanto o Bolsonaro, mas o vice dele, que está deixando clara essa posição”, disse, enumerando as declarações dadas pelo General Hamilton Mourão na segunda-feira, 17.

Atriz Bruna Marquezine adere à campanha contra o candidato Jair Bolsonaro nas redes sociais

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Bruna Marquezine faz uso da hastag #EleNão. Foto: Reprodução

Acampanha contra o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), ganhou o apoio de várias famosas nas redes sociais. Com o uso da hastag #EleNão, em referência ao político, artistas como Bruna Marquezine, Déborah Secco, Daniela Mercury, Fernanda Paes Leme e Camila Pitanga fizeram publicações contra o presidenciável. A hashtag desde o último fim de semana vem sendo usada por anônimos e famosos que se opõem à candidatura do deputado.

Em campanha, governador Rui Costa garante novo concurso público para a Polícia Civil

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”Contratamos 6.500 policiais”, diz Rui. Foto: Blog Marcos Frahm

O governador do estado e candidato à reeleição, Rui Costa (PT), afirmou na manhã desta terça-feira (18) que vai fazer novo concurso para a Polícia Civil, já que o último teve o número de aprovados abaixo do número de vagas, não preenchendo a cota. ”Contratamos 6.500 policiais, nos últimos quatro anos, e no início do ano que vem vamos fazer outro concurso público na polícia civil, para completar o provimento de rodízio e finais de semana com delegados e policiais”, ressaltou em entrevista realizada pela Andaiá FM. Para o próximo quadriênio, Rui garante que vai seguir no aprimoramento da gestão e infraestrutura das polícias, com recomposição dos efetivos, valorização dos profissionais e maior eficiência na atividade policial. Temas como educação, salário de servidores, saúde e infraestrutura também foram abordadas pelos radialistas. Além da condução local e nacional da campanha 2018. ”O líder das pesquisas era Lula, mas como ele não pode ser candidato a campanha eleitoral começou do zero na semana passada. Minha expectativa é que o Brasil volte a crescer e ter paz, que os interesses humanos estejam acima dos interesses políticos. É assim que o nosso candidato à presidência, Fernando Haddad, vai trabalhar pelos brasileiros”, pontuou o candidato petista à reeleição.

Centrão discute apoio em 2º turno sem Geraldo Alckmin, mas unidade é improvável

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Alckmin não consegue ganhar musculatura. Foto: Estadão

Com a dificuldade de Geraldo Alckmin (PSDB) em ganhar musculatura nas pesquisas de intenção de voto, integrantes do centrão começam a discutir internamente que caminho seguir em um eventual segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Representantes do DEM, PP, PR, PRB e SD reúnem-se às 15h desta terça-feira (18), em São Paulo, para ter uma primeira conversa formal sobre o assunto. No entanto, membros do bloco admitem que é praticamente impossível que haja um consenso em relação a um apoio em massa a um nome. Apesar da aliança com o tucano, lideranças de partidos como PP e PR já têm ignorado Alckmin e pedido votos para o PT, principalmente no Nordeste, onde o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é muito forte. É o caso, por exemplo, do presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), que tenta se reeleger senador, e do líder do PR na Câmara, José Rocha (BA), que tenta a reeleição como deputado federal. No DEM, apesar do empenho praticamente isolado do presidente da sigla, ACM Neto (BA), em ajudar Alckmin, já há candidatos que apoiam Bolsonaro antes mesmo do início da campanha oficial.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) é um dos mais próximos do capitão reformado do Exército. Candidato a governador do DF, o deputado Alberto Fraga (DEM) também é pró-Bolsonaro e não apareceu, por exemplo, nos eventos que Alckmin teve na segunda-feira (17) em Brasília. Nas redes sociais do presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, candidato a deputado federal por São Paulo, a última menção a Alckmin é do início de agosto, quando o centrão oficializou apoio à candidatura do tucano. Em 6 de setembro, quando procurado pela reportagem para se manifestar a respeito de vídeos divulgados pelo presidente Michel Temer com críticas a Alckmin, Marcos Pereira respondeu que estava focado em sua própria campanha. A unidade que serviu para, na prática, dar a Alckmin o latifúndio que o tucano tem na TV, 5 minutos e 32 segundos de propaganda no horário eleitoral, é considerada por integrantes do centrão inviável em um segundo turno entre Haddad e Bolsonaro. Os partidos têm perfis muito diferentes e a tendência, segundo duas lideranças do grupo, é que as legendas liberem cada estado para agir da maneira que for mais conveniente. O líder de uma das siglas diz que o fato de não se posicionar institucionalmente no segundo turno não é um problema para, após a eleição, se pleitear cargos na próxima administração. Reservadamente ele lembra que o que se leva em consideração na montagem de governos é o tamanho de cada bancada no Congresso, já que é este o fator que determina a força de um partido e seu poder de pressão sobre o presidente da República.

Uma semana após visitar Jequié, Fernando Haddad deve ir a Juazeiro no próximo domingo

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Haddad visitou Jequié ao lado de Rui. Foto: Blog Marcos Frahm

Uma semana depois de visitar as cidades de Vitória da Conquista e Jequié, o presidenciável Fernando Haddad (PT) voltará à Bahia. Com agenda em municípios de Pernambuco, o petista vai aproveitar a passagem por Petrolina para chegar até Juazeiro, no norte da Bahia, no próximo domingo (23), informou Everaldo Anunciação, presidente do PT baiano. Esta será a segunda passagem do ex-prefeito de São Paulo pelo estado após ser confirmado candidato à Presidência. No final de agosto, ainda inscrito como vice na chapa, Haddad esteve em Salvador, onde participou de caminhada no bairro da Liberdade.

Ao pedir apoio a Alckmin, Neto cita Marina Silva em 2014 e diz que eleição muda várias vezes

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ACM acredita em vitória de Alckmin. Foto: Adenilson Nunes/BNews

O prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, citou as eleições de 2014 para afirmar que tudo pode acontecer em apenas alguns dias durante uma campanha. Em seu discurso durante o lançamento do programa de governo de Zé Ronaldo ao Governo do Estado, na noite desta segunda-feira (17), Neto usou como exemplo a candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, ao falar sobre Geraldo Alckmin (PSDB). O demista afirmou que na eleição passada, a candidata chegou a 40% de intenções de votos e foi superada por Aécio Neves na última semana da eleição. ”Aécio só começou a crescer há quatro dias da eleição. Uma eleição que mudou tantas vezes, ainda vai mudar” , ressaltou o prefeito. Neto acrescentou que é necessário eleger um candidato para pacificar o país para que o Brasil possa voltar a crescer economicamente e sair da crise que se abateu desde 2014. ”Se Alckmin vencer, Salvador terá um respeito que nunca teve”.”Quero contar com vocês para juntos, de mãos datas, combater o discurso radical que está aí”, afirmou Neto. Com informações do Bocão News

Justiça proíbe propaganda que associa Irmão Lázaro a impeachment de Dilma Rousseff

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Irmão Lázaro ganha ação na Justiça. Foto: Angelo Pontes

Decisão da Justiça Eleitoral desta segunda-feira (17) proíbe a exibição de uma propaganda do governador Rui Costa (PT) que relaciona o deputado federal e candidato ao Senado Irmão Lázaro (PSC) ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A sentença foi da juíza auxiliar Carmem Lúcia Santos Pinheiro. A peça publicitária , que também relacionava o impeachment ao desemprego, deve deixar de ser exibida em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. Na decisão, a magistrada considerou que a ”atitude ofensiva extrapola o limite permitido pela legislação eleitoral”. Em nota, o candidato ao governo do estado Zé Ronaldo (DEM) saiu em defesa do aliado. ”O PT já percebeu que seus candidatos ao Senado não decolam, por isso passou a difundir mentiras e agressões covardes contra nós em seu programa eleitoral”, disse ele.

 

Marina Silva chama de ”afronta” declaração de Mourão sobre família sem pai ou avô

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Marina Silva rebate declarações de Mourão. Foto: Divulgação

A candidata da Rede à Presidência da República nas eleições 2018, Marina Silva, rebateu nesta segunda-feira, 17, as declarações do vice de Jair Bolsonaro (PSL), general Hamilton Mourão, de que famílias sem pais e avôs são “fábricas de desajustados”. “É uma afronta chamar de desajustados os filhos de 11,6 milhões de mulheres que chefiam lares. Elas enfrentam sozinhas todas as dificuldades para dar um futuro a filhos e netos”, disse a candidata em seu Twitter. “É da valentia dessas mães e avós que nasce o milagre da sobrevivência de milhões de pessoas”, completou. Mais cedo, o candidato a vice na chapa do PSL relacionou, em um evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), aliciamento ao tráfico de drogas em famílias pobres com ausência de pais e avôs. “A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas sim mãe e avó, por isso é fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas”, afirmou. No final de semana, a candidata da Rede também disparou contra outra declaração do vice do PSL. Ele disse na sexta-feira, 13, que uma “Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo”. Marina respondeu que, numa democracia, quem faz a carta magna são os eleitos pela sociedade. “Qualquer coisa que não seja pelo voto soberano da sociedade elegendo seus constituintes é querer estabelecer uma Constituinte mediante uma forma de golpe”, completou.

Ex-prefeito de Juazeiro tem registro de candidatura a deputado federal negado pelo TRE

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O ex-prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho (PCdoB), teve o registro da candidatura a deputado federal negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em sessão realizada nesta segunda-feira (17). No entendimento do tribunal, o ex-prefeito está inelegível por ter sido condenado criminalmente por um órgão colegiado. A Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE-BA) entrou com uma ação pedindo a impugnação da candidatura de Issac Carvalho sob o argumento de que o candidato deve ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Em 2016, o ex-prefeito de Juazeiro foi condenado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) a ficar inabilitado por cinco anos para exercer algum cargo ou função pública. Ele foi acusado de desviar R$ 111,9 milhões da Lei Orçamentária de Juazeiro, em 2009.

ACM Neto diz ter ”absoluta confiança” de que Geraldo Alckmin vai para o segundo turno

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ACM Neto defende candidatura de Alckmin. Foto: Gilberto Jr.

Durante a cerimônia de entrega da Catedral Basílica, na tarde desta sexta-feira (14), o prefeito ACM Neto (DEM) garantiu que o candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), vai para o segundo turno das eleições 2018. O gestor da capital baiana ainda revelou não acreditar em pesquisa ”desde que disputei minha primeira eleição para prefeito, em 2008”. ”O que interessa é o voto na urna, na hora H. Estamos com todo o planejamento feito, seguros do trabalho. Temos absoluta confiança que Alckmin vai para o segundo turno”, disse o prefeito.