Governadores do Nordeste entregarão dossiê sobre disseminação de fake news ao STF

/ Política

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou na manhã desta quinta-feira (28) que o Consórcio Nordeste entregará ainda hoje ao STF (Supremo Tribunal Federal) um dossiê reunindo informações sobre a disseminação de fake news contra os gestores da região. O governador informou que também deve sancionar em breve a lei estadual que prevê multa para quem criar e divulgar notícia falsa durante a pandemia do novo coronavírus.

As declarações foram dadas em entrevista à rádio BandNews FM Salvador.

”Fizemos um levantamento detalhado, de dia, de hora, de cada card de rede social, de zap. É impressionante como é organizado profissionalmente. O mesmo card, na mesma hora, no mesmo dia é lançado automaticamente no mesmo estado. Só muda a foto do governador, o nome do governador e o nome do estado. O conteúdo caluniador é mesmo. É impressionante”, disse Rui Costa, presidente do bloco que representa os chefes dos Executivos nordestinos.

Para o governador, as chamadas fake news se tornaram um ”câncer” no país desde as eleições de 2018, que culminaram na eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República.

Segundo ele, o esquema criminoso que se utiliza do meios virtuais foi potencializado na esteira da crise de Covid-19. ”É uma máquina de destruir as instituições públicas”, definiu o governador.

Drauzio Varella elogia Rui e Neto no enfrentamento ao coronavírus: ”são homens civilizados”

/ Política

Oncologista Drauzio Varella elogia Rui e Neto. Foto: Reprodução

Durante entrevista a Rádio Metrópole, o médico oncologista Drauzio Varella, conhecido em todo Brasil, teceu elogios a forma como governador Rui Costa (PT) e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), conduzem a crise causada pelo coronavírus. Ele também teceu comentários a respeito da forma como o Estado da Bahia tem atuado.

”Acho que a Bahia tem uma situação privilegiada mesmo, um governador e um prefeito que são homens civilizados, o que hoje em dia não é pouco, e que entendem que a situação é grave e que não admite-se nenhuma politização porque é o povo baiano sofrendo. Se comparar com os outros estados do Nordeste e de outras áreas, como o Norte, a situação da Bahia é razoável. Não estou dizendo que não é grave, é grave no mundo inteiro e no país inteiro. Mas é uma situação que está sendo relativamente bem controlada. Eu acho que se deve a essa harmonia, homens públicos que têm uma noção da gravidade do problema e colocam o enfrentamento como prioridade”, declarou na segunda-feira (26).

Witzel nega participação em irregularidade e diz que interferência de Bolsonaro está oficializada

/ Política

Governador Wilson Witzel é alvo de operação da PF. Foto: Rádio Tupi

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), negou, na manhã desta terça-feira (26), participação em esquema de fraudes na Saúde do Estado, alvo de operação da Polícia Federal hoje.

Agentes da PF cumprem mandados de busca e apreensão em vários endereços no Rio e também em São Paulo devido a suspeitas de desvios na Saúde do RJ para ações na pandemia de coronavírus. A informação é do G1.

”Não há absolutamente nenhuma participação ou autoria minha em nenhum tipo de irregularidade nas questões que envolvem as denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal. Estranha-me e indigna-me sobremaneira o fato absolutamente claro de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento, com a construção de uma narrativa que jamais se confirmará. A interferência anunciada pelo presidente da república está devidamente oficializada. Estou à disposição da Justiça, meus sigilos abertos e estou tranquilo sobre o desdobramento dos fatos. Sigo em alinhamento com a Justiça para que se apure rapidamente os fatos. Não abandonarei meus princípios e muito menos o Estado do Rio de Janeiro”, afirmou o governador em nota.

ACM Neto volta a criticar postura de Bolsonaro em meio a aglomerações: ”Eu lamento, é lamentável”

/ Política

Presidente do DEM alfineta Bolsonaro; Foto: Secom PMS

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), voltou a criticar nesta segunda-feira (25) a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que neste fim de semana passeou por Brasília, aglomerando pessoas.

Para Neto, as recentes atitudes de Bolsonaro são ”lamentáveis”. ”Eu lamento, é lamentável. O presidente Jair Bolsonaro voltou às ruas e aglomerou pessoas. É claro, se houvesse um alinhamento geral do presidente com todo o mundo, prefeitos e governadores, nós já poderíamos estar voltando com algumas atividades”, disse durante coletiva virtual, quando anunciou, junto com a Unicef, doações para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Com informações do site bahia.ba

Governador do Espírito Santo e a primeira-dama do Estado estão com coronavírus

/ Política

Renato Casagrande está infectado com coronavírus. Foto: Reprodução

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e a primeira-dama, Maria Virgínia Casagrande, estão infectados com o novo coronavírus. A informação foi divulgada na manhã desta segunda-feira (25) pelo Governo do Espírito Santo.

Segundo a nota, Casagrande começou a sentir sintomas leves na última sexta (22) e está em isolamento em casa, seguindo as recomendações médicas.

”Amigos, depois de uma internação para tratamento de um pequeno acidente vascular cerebral, há dez dias, Virgínia começou a sentir sintomas leves de gripe. Cumprindo as orientações dos profissionais de saúde, eu e ela fizemos os testes que confirmaram a contaminação pelo coronavírus. Estamos em isolamento e bem. Vamos manter nossas atividades por videoconferência e confiamos em Deus que tudo logo passará”, afirmou o governador em uma rede social.

Casagrande é o sexto governador infectado pelo coronavírus. Antes dele, os governadores de Pernambuco, Roraima, Pará, Rio de Janeiro e Alagoas também testaram positivo.

Sergio Moro diz em entrevista ao ”Fantástico” que Bolsonaro não apoiou combate à corrupção

/ Política

Moro acusa Jair de não combatee à corrupção. Foto:Isaac Amorim

Um mês após deixar o Ministério de Justiça, no domingo (24), Sergio Moro deu uma entrevista ao programa ”Fantástico”, da TV Globo, acusando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de ter deixado de lado o combate à corrupção.

Quando deixou o governo, o ex-ministro acusou o presidente de tentar interferir politicamente nas investigações da Polícia Federal. Ele viu ainda o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a abertura de um inquérito para apurar as denúncias e, nessa investigação, o vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril foi apontado por Moro como prova da intenção do presidente de obter informações privilegiadas.

”Tem que entender, no fundo, essa questão da interferência na Polícia Federal, ela vem num contínuo, na qual ingressei no governo, e até dei uma entrevista na época ao Fantástico, muita clara de que eu tinha um compromisso com combate à corrupção, com combate à criminalidade violenta, combate ao crime organizado. E, em partes, foi realizado – especialmente à criminalidade violenta – o combate ao crime organizado. O que eu entendi, no entanto, é que essa agenda anticorrupção – e me desculpem aqui os seguidores do presidente, se essa é uma verdade inconveniente -, mas essa agenda anticorrupção não teve um impulso por parte do presidente da república pra que nós implementássemos. Então, nós tivemos lá, por exemplo, a transferência do Coaf do Ministério da Justiça, não houve um empenho do Planalto pra que fosse mantido no âmbito do Ministério da Justiça”, disse Moro.

O ex-ministro da Justiça também criticou a recente aliança de Jair Bolsonaro com o centrão.

”Depois houve o projeto anticrime, que não houve, a meu ver, um apoio adequado por parte do Planalto. Houve lá mudança do entendimento da execução em segunda instância, depois foi apresentado proposta de emenda constitucional para restabelecer execução em segunda instância, que é algo muito importante contra a corrupção. Não houve uma palavra do presidente da república em apoio Então, essa interferência na Polícia Federal, a meu ver, vem no âmbito de um contínuo. Em que eu via essa agenda anticorrupção ser cada vez mais esvaziada. E, recentemente, vimos essas alianças, que são realizadas com políticos que não têm não um histórico, assim, totalmente positivo dentro da história da administração pública. É certo que é preciso ter alianças no parlamento pra conseguir aprovar projetos. Então, eu acabei entendendo com essa interferência que, olha, não faz sentido eu permanecer no governo. Até porque, qual que era a minha percepção? O governo se vale da minha imagem, que eu tenho esse passado de combate firme contra a corrupção, e de fato o governo não está fazendo isso. Não é? Não está fortalecendo as instituições para um combate à corrupção”, acrescentou.

AL-BA aprova auxílio para profissionais de saúde e punição a quem propagar fake news

/ Política

Presidente Nelson Leal conduz sessão virtual. Foto: Divulgação

Em nova sessão remota, com a participação de 42 deputados,  a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) aprovou, na manhã desta sexta-feira (22) mais três projetos enviados pelo Governo do Estado. O primeiro promove mudanças no sistema de aposentadorias dos policiais e bombeiros militares e foi aprovado com os votos contrários da oposição e do deputado Hilton Coelho (Psol). Foram aprovados ainda o projeto que pune fakes news  e o que institui um auxílio financeiro aos profissionais que atuam na rede pública de saúde diretamente no combate ao novo coronavírus.

A sessão foi conduzida pelo presidente da ALBA, deputado Nelson Leal (PP), único parlamentar que esteve presencialmente na sede da Casa Legislativa.  ”São contribuições importantes da Assembleia Legislativa, aprovando celeremente instrumentos importantes de enfrentamento à Covid-19”, observou, no final da reunião.

O primeiro projeto aprovado, de nº 23.863, criou o Sistema de Proteção Social de Policiais e Bombeiros Militares (SPSM) e, com ele, um fundo para pagamento de aposentadorias e pensões nas duas corporações. O fundo será custeado por uma alíquota de 9,5%, cobrada dos militares, ativos e inativos, e dos pensionistas. O texto prevê que, em 2021, a alíquota cobrada subirá um ponto percentual, indo para 10.5%.

A nova legislação concede ainda aos policiais e bombeiros direitos e deveres similares aos das Forças Armadas, no que concerne às regras específicas para inatividade e para a concessão de pensão por morte e as alíquotas de contribuição. O Sistema de Proteção Social dos Militares e do seu novo fundo serão geridos pela Suprev, superintendência vinculada à Secretaria da Administração.

Diferentemente da maioria dos projetos votados nas sessões remotas na pandemia, o das mudanças na Previdência dos policiais e bombeiros teve os votos contrários dos deputados de oposição. Para o líder da bancada, deputado Sandro Régis (DEM), projeto que mexe com direito adquirido não pode ser votado de forma remota.  Ele lembrou que há dois representantes de policiais e bombeiros na bancada na oposição – os deputados Soldado Prisco (PSC) e Capitão Alden (PSL) – e destacou que a oposição mantém diálogo com associações de militares. Como as sugestões enviadas não foram acatadas, Régis destacou a posição contrária da bancada minoritária.

O líder do governo, deputado Rosemberg Pinto (PT), reconheceu que o deputado Prisco apresentou diversas emendas ao projeto, mas argumentou que a relatora, deputada Fabíola Mansur (PSB), tratou a matéria ”com muita consistência”. ”Ela conversou com o comando da Polícia Militar e constatou que muitos desses pedidos de alterações tinham implicações no próprio Estatuto da PM. Não havia como atender a essas mudanças”, afirmou ele.

Já o projeto que pune disseminação de fakes news na Bahia foi aprovado com três votos contras – o de Prisco, o de Capitão Alden e do deputado Samuel Junior (PDT).  A proposição  prevê que a criação e disseminação de notícias falsas sobre epidemias, endemias e pandemias será punida com multa. Isso vale para os responsáveis por elaborar, divulgar e utilizar softwares ou outros mecanismos para o compartilhamento em massa de fake news.

Os valores da multa serão usados no combate à pandemia. As denúncias poderão ser encaminhadas ao Ministério Público da Bahia e os responsáveis poderão responder, além das ações indenizatórias, pelo crime de criação e compartilhamento de calúnias e mentiras.

”Mentir é tão danoso como a própria doença, porque dissemina o pânico. O compartilhamento de notícias falsas só agrava os impactos da pandemia por transmitir insegurança à população. Também é muito importante apoiar os nossos guerreiros da saúde – médicos, enfermeiros e servidores – que estão na linha de frente no combate a esta doença tão grave”,  defendeu, durante a sessão, o presidente Nelson Leal.

O último projeto aprovado na sessão virtual estabelece  o auxílio excepcional temporário aos profissionais de saúde e foi aprovado por unanimidade. Ele vai  beneficiar exclusivamente aqueles que atuam em setores ou unidades da rede pública estadual de saúde, voltados ao tratamento da Covid-19. Será concedido ao profissional afastado e será necessário que ele realize os exames no Lacen.

Em caso de confirmação de óbito por Covid-19, prevê a nova legislação, os dependentes terão direito, uma única vez, ao valor equivalente a 30 vezes o montante da remuneração recebida pelo profissional. O auxílio não passará a integrar a remuneração, salário, proventos de aposentadoria ou qualquer forma de contraprestação recebida.

Por mim colocava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF, diz Weintraub

/ Política

Ministro da Educação ataca o STF. Foto:Walterson Rosa

Na reunião ministerial do dia 22 de abril, o ministro da Educação, Abraham Weintraub afirmou que, se dependesse dele, colocaria ”esses vagabundos todos na cadeia”, começando no STF (Supremo Tribunal Federal).

A fala consta em gravação tornada pública nesta sexta-feira (22) por decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo, no âmbito do inquérito que investiga se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal.

”Eu por mim colocava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”, disse Weintraub.

Também naquela reunião, Weintraub defendeu ”acabar com essa porcaria que é Brasília”. ”É muito pior do que eu imaginava. As pessoas aqui perdem a percepção, empatia, a relação com o povo”, afirmou o ministro na ocasião.

Weintraub também disse que odeia o termo ”povos indígenas”. ”Só tem um povo nesse Brasil, é o povo brasileiro”. Ele defendeu ainda “acabar com esse negócio de povos e privilégios”.

Na decisão, Celso de Mello cita ”aparente crime contra a honra dos ministros do STF, supostamente perpetradas pelo ministro da Educação”, Abraham Weintraub.

O decano do Supremo afirma que houve a ”absoluta falta de gravitas”, expressão em latim que significa ética ou honra, de alguns participantes da reunião.

”As expressões indecorosas, grosseiras e constrangedoras por eles pronunciadas, ensejou a descoberta fortuita ou casual de aparente crime contra a honra de integrantes do STF”, escreveu Mello. Com informações da Folha

Prefeito de Itapetinga defende realização das eleições municipais no mês de outubro

/ Política

O prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge. Foto: Reprodução

O prefeito de Itapetinga, Rodrigo Hagge (MDB), defendeu na quinta-feira (21) a realização das eleições para o mês de outubro.

”Caso defina por adiar para dezembro isso será péssimo para os gestores fecharem as contas de final de ano e ter a transição de governo”, disse durante a live JM Pergunta, com o diretor do site ”Políticos do Sul da Bahia”, João Matheus.

”Podemos fazer uma eleição em outubro barata e sem grandes movimentos, o fundo eleitoral poderá ser doado para o combate ao coronavírus”, acrescentou.

Questionado se abriria mão do fundo partidário, Hagge foi direto: ”Desde que tenha a facilidade dessa prestação de contas de campanha, ou então o TSE entendendo uma forma de doação para prestar as contas da campanha, vamos abrir mão do fundo eleitoral, mas só se for revertido no combate ao coronavírus”.

Otto garante que o PSD não vai participar de acordo do Centrão com Bolsonaro

/ Política

”Não vamos trocar nosso apoio”, disse Otto. Foto: Reprodução

O senador Otto Alencar assegurou nesta quinta (21), que o seu partido, o PSD, integrante do Centrão, não vai participar do acordo que o bloco tem selado com o presidente Jair Bolsonaro. O Planalto negocia cargos e ministérios com os partidos em troca de apoio para, sobretudo, garantir uma margem suficiente de votos no Congresso Nacional para impedir um eventual processo de impeachment do presidente.

”O PSD não está nessa conta, nem no Senado nem na Câmara. Não permiti que tivesse o acordo no PSD. Chamei o presidente Kassab e disse que não aceitava. Posso garantir que o PSD não vai ter ministério do governo Bolsonaro. Não vamos trocar nosso apoio no Senado e na Câmara por cargos”, afirmou o líder do PSD no Senado, em entrevista na live ”A Tarde Conecta”, no Instagram do Grupo A TARDE.

Durante a entrevista, Otto avaliou ainda que, ao contrário dos prognósticos correntes em Brasília de falta de apoio político e popular para o afastamento de Jair Bolsonaro, o processo de impeachment contra ele só não está em andamento porque o Congresso deixou de realizar sessões presenciais devido ao coronavírus.

”Se tivéssemos sessões presenciais, já tínhamos aberto a CPI do Moro na Câmara e já tinha impeachment andando. Não tem como ter reuniões neste momento do coronavírus, não tem como andar com isso, infelizmente”, afirmou. Para o parlamentar baiano, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, não quis dar admissibilidade aos pedidos para não tirar os holofotes das ações de combate à pandemia.

Protagonismo

O senador afirmou também que o protagonismo das ações para mitigar os efeitos da pandemia tem sido apenas de estados e municípios. Para ele, a situação do Ministério de Saúde é de paralisia.

”Não tem titular [no ministério]. O interino não tem condição de atuar. Esse é o governo da cloroquina, a única coisa que ele tem para oferecer. Não tem outra articulação para resolver o problema. Espero que ele [Bolsonaro] se sensibilize com essa situação. O presidente devia respeitar as dores do povo brasileiro e as dificuldades na área de saúde do povo brasileiro”, criticou.

O senador  defendeu que o presidente não vete a possibilidade de aumento para servidores públicos no projeto de auxílio financeiro para estados e municípios. “Quem trabalha nos hospitais, nos ambulatórios, nas UTIs e podem se contaminar E ele não quer permitir que estados e municípios possam dar uma gratificação a esses profissionais?”, questionou.

Golpe?

Para o parlamentar, não há possibilidade de Bolsonaro dar um golpe contra a democracia brasileira. Otto avalia que as instituições do País estão sólidas. ”Ele (Bolsonaro) tem um espírito ditatorial, tem alma perversa. Mas não vai acontecer isso porque as instituições democráticas estão sólidas. É preciso que volte a estabilidade política para que a população acredite que a democracia é o melhor regime.”

Ex-presidente Lula pede desculpas após agradecer a natureza por pandemia da Covid-19

/ Política

”Usei uma frase totalmente infeliz”,disse Lula. Foto: Reprodução

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) pediu desculpas na tarde desta quarta-feira (20) por ter dito que o surgimento da pandemia do coronavírus foi uma maneira positiva de alerta para o atual governo.

”Usei uma frase totalmente infeliz. E a palavra desculpa foi feita pra gente usar com muita humildade. Se algum dos 200 milhões de brasileiros ficou ofendido, peço desculpas. Sei o sofrimento que causa a pandemia, a dor de ter os parentes enterrados sem poder acompanhar”, afirmou.

Bolsonaro passa imagem de que os governadores não têm responsabilidade, diz Rui Costa

/ Política

”Para mim, não faz diferença”, diz Rui. Fotos: Mateus Pereira

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou que a contrapartida do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de não dar reajuste salarial para algumas categorias de servidores é uma ”exigência” que não faz sentido, uma vez que tal concessão é atribuição dos chefes dos Executivos estaduais.

A declaração foi dada na noite de sábado (16), durante debate da GloboNews, ocasião em que o gestor baiano defendeu a sanção de socorro financeiro de R$ 125 bilhões a estados e municípios para tentar aliviar os efeitos da crise do novo coronavírus na economia.

Segundo o petista, diante da ”queda de arrecadação é gigantesca”, Bolsonaro ”passa a imagem de que os governadores não têm responsabilidade fiscal”. ”Para mim, não faz diferença porque nós temos atuado com muita responsabilidade fiscal”, disse Rui Costa.

”Para nós, essa exigência não faz sentido porque considero que os governadores são responsáveis. Numa crise gigantesca dessa, não está no horizonte, com absoluta certeza, de nenhum governador ou prefeito a concessão de reajuste em qualquer mês neste ano ou no ano que vem, pelo menos no primeiro semestre”, afirmou o chefe do Palácio de Ondina.

Também participaram do debate os governadores João Doria (SP), Romeu Zema (MG), Flavio Dino (MA) e Antonio Denarium (RR), que também cobraram do presidente celeridade na sanção do socorro financeiro.

Na quinta-feira (14), Bolsonaro disse que deve fazer uma videoconferência com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com governadores para discutir o projeto antes de sancioná-lo.

Uma semana antes, o presidente afirmara que vetaria o trecho do texto que amplia a lista de servidores públicos que podem receber o reajuste salarial, seguindo a orientação do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Para Doria, não é o momento de negociação, pois o projeto de lei já foi aprovado. ”É lamentável que o presidente da República deseje fazer uma negociação diante de uma medida que foi aprovada no Congresso Nacional, aprovada na Câmara, aprovada no Senado Federal, e que deve ser colocada em prática”, criticou.

PF antecipou a Flávio Bolsonaro que Queiroz seria alvo de operação, diz suplente à coluna

/ Política

Flávio soube com antecedência de operação. Foto: Ag. Senado

O empresário Paulo Marinho, um dos apoiadores mais próximos do presidente Jair Bolsonaro durante sua campanha presidencial, relatou, em entrevista à colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, que o senador Flávio Bolsonaro soube com antecedência da Operação Furna de Onça, da Polícia Federal, que tinha como alvo Fabricio Queiroz, ex-funcionário de seu gabinete.

Marinho, que foi candidato a suplente na chapa de Flávio ao Senado, afirmou que, em 12 de dezembro de 2018, recebeu ligação do filho do presidente pedindo um encontro por sugestão do pai. De acordo com o empresário, se encontraram em 13 de dezembro, em sua casa, na qual o senador chegou após ter, segundo ele, pedido por um advogado criminalista.

De acordo com a coluna, na manhã do dia 13, ele afirmou que Flávio Bolsonaro e ele se encontraram já com os advogados Christiano Fragoso e Victor Alves. Segundo o empresário, o senador começou a relatar completamente transtornado o episódio Queiroz.

”Ele [Flávio Bolsonaro] estava absolutamente transtornado. E esse advogado, Victor, dizendo ao advogado Christiano que tinha conversado com o Queiroz na véspera e que o Queiroz tinha dado a ele acesso às contas bancárias para ele checar as acusações que pesavam contra o Queiroz”, afirmou Marinho.

”O Victor estava absolutamente impressionado com a loucura do Queiroz, que tinha feito uma movimentação bancária de valores absolutamente incompatíveis com tudo o que ele poderia imaginar”, concluiu Marinho ao falar sobre as movimentações reveladas pelo ex-funcionário de gabinete do filho do presidente.

Foi depois de ter relatado o caso Queiroz para o empresário que Flávio, que segundo Marinho disse que chegou a lacrimejar neste momento, contou do dia em que foi avisado antecipadamente sobre a operação que teria como alvo o seu ex-funcionário.

Secretária da Cultura, Regina Duarte diz que é vítima de venenosos da imprensa em rede social

/ Política

Regina Duarte ataca profissionais da imprensa. Marcos Corrêa

Em uma publicação nas redes sociais, feita na manhã deste sábado (16), a secretária especial da Cultura, Regina Duarte, atacou a imprensa e disse ser vítima de ”matérias tendenciosas, maldosas, fakes, venenosos”. Desde que foi nomeada para chefiar a secretaria da Cultura -atualmente vinculada ao Ministério do Turismo-, Regina tem sofrido com críticas da ala ideológica do governo Bolsonaro e da classe artística.

Seu secretário adjunto da pasta, Pedro Horta, foi exonerado do cargo nesta sexta (15), em decisão publicada no Diário Oficial e assinada pelo ministro Walter Braga Netto (Casa Civil).

O advogado chegou à secretaria adjunta no final de abril, após ter sido chefe de gabinete de Regina. Antes do governo, ele era o responsável pelo departamento comercial da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo).

É a primeira vez que a atriz se manifesta desde a demissão, embora não tenha comentado o assunto diretamente. ”Em breve vocês poderão ver os resultados da Cultura que quero pro meu país, acontecendo sob minha gestão”, escreveu.

Na quinta (7), Regina encerrou uma entrevista a uma emissora de TV CNN ao ser confrontada com críticas feitas pela atriz Maitê Proença.

”O que você ganha com isso? Quem é você que está desenterrando uma fala da Maitê [Proença] de dois meses atrás? Eu não quero ouvir, ela tem o meu telefone. Eu tinha tanta coisa para falar, vocês estão desenterrando mortos”, disse Regina, colocando fim à entrevista concedida à CNN Brasil.

Ela ficou irritada quando a emissora mostrou um vídeo enviado nesta quinta por Maitê pedindo que a secretária desse soluções para a classe artística em meio à pandemia.

Ela também minimizou a ditadura militar, a tortura e as mortes pelo novo coronavírus no Brasil. Por outro lado, o desempenho de Regina foi bem avaliado por Bolsonaro e, segundo assessores do mandatário, deram uma sobrevida à atriz no cargo.