Opinião: Temperatura deve baixar no Congresso, enquanto Jerônimo não deve ter estresse na Assembleia

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Jerônimo ainda não deve encontrar dificuldades. Foto: Reprodução

A semana vai ser marcada pela posse e retomada dos trabalhos do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Em Brasília, há certa expectativa em torno da provável reeleição de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no Senado, ainda que haja um esforço de Rogério Marinho (PL-RN) para se viabilizar. Na Câmara, são favas contadas a recondução de Arthur Lira (PP-AL), com a possibilidade da maior votação da história. O caminho é similar para Adolfo Menezes (PSD) na AL-BA, já que uma articulação precoce garantiu a continuidade dele no posto. Mas o que esperar dos legislativos em 2023?

Começando pela Bahia, por mais que a oposição tenha crescido (em tese), dificilmente o governador Jerônimo Rodrigues deve encontrar dificuldade no processo de passar o trator sobre a pauta. Parte disso por conta da relação muitas vezes quase que subserviente entre os poderes na Bahia. Um parlamentar – ainda que de oposição – brigar com o governo é gasto de energia que, por vezes, não vale a pena. É oneroso demais para um baixo ganho político. Então, há esse jogo de cena para fingir que existe um embate dentro da AL-BA.

Vale contar também com a baixa competência dos opositores ao longo dos últimos anos. Por mais que sejam 16 anos do outro lado, uma parcela dos deputados não se deu conta de como funciona ”ser oposição” e se mantém na zona de conforto de achar que um discurso ali e outro acolá é encarnar esse papel. Bom para o governador, que não precisa se estressar, e para o líder do governo, que não precisa se esforçar para aprovar os projetos. Jerônimo pode não ter a vida tão fácil quando Rui, mas não deve ter muito do que reclamar, ao menos enquanto estiver em lua-de-mel com os eleitores.

Em Brasília são dois cenários distintos. Se Pacheco bater o ex-ministro bolsonarista, Luiz Inácio Lula da Silva não deve ter tanto problema no Senado, ainda que a bancada mais radical crie algum tipo de barulho ou indisposição. O líder do governo Jaques Wagner garante já ter maioria, então a lábia do galego deve operar em alta para evitar rupturas entre Lula e os senadores. É esperar para ver o resultado do pleito e como se comportam no dia seguinte aqueles anti-lulistas da Casa.

Já na Câmara, Lira deve vencer ”com o pé nas costas”. Porém isso significa que o líder do centrão pode ser a maior dor de cabeça para Lula entre todos os poderosos do Planalto. Aliado de Jair Bolsonaro enquanto o ex-presidente tinha cartas a dar, o presidente da Câmara vai usar o capital político da reeleição para pressionar o novo governo. Por isso, o atual chefe do Executivo deve usar a máxima de manter os inimigos mais perto ainda. Difícil é evitar que uma cobra possa picá-lo enquanto dorme – algo que não seria completamente impossível diante do poderio arregimentado pelo alagoano.

Enfim, no Brasil de 2023, emoções não faltarão para quem acompanha os legislativos – até mesmo os estaduais. Talvez com uma temperatura menor do que os últimos anos, mas nada que um bom diálogo não resolva. Finalmente, pode parecer que vivemos numa normalidade democrática após o caos perfeito para emergência da extrema-direita. Graças às urnas! *por Fernando Duarte

Rui Costa anuncia visita de Lula a Bahia para relançar o Minha Casa Minha Vida; saiba a cidade

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Rui confirma vinda de Lula Bahia no dia 14. Foto: Ricardo Stuckert

O ministro da Casa Civil, Rui Costa anunciou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) virá à Bahia no dia 14 de fevereiro para relançar o Minha Casa Minha Vida. O ex-governador da Bahia fez a divulgação através das redes sociais.

Rui confirmou que Lula estará em Santo Amaro fazendo o anúncio do projeto. Na semana anterior, Lula irá até o Rio de Janeiro inaugurar uma unidade de saúde. ”Essas são as primeiras de uma série de viagens que Lula fará para retomar ações, entregar obras e lançar novos programas de governo. Temos pressa para reconstruir o Brasil”, indicou.

Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma viagem à Feira de Santana cancelada (veja mais). O objetivo era justamente para relançar o Minha Casa, Minha Vida, no mês em janeiro. Com informações do site Bahia Notícias

Deputado do PCdoB insiste em candidatura ao TCM, mas Aline Peixoto volta a ter nome ventilado

/ Política

Nome de Aline volta a ser ventilado para cargo no TCM. Foto: Rede social

A disputa pela vaga de conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) deve ficar cada vez mais acirrada. O deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB) comentou ao Bahia Notícias que irá manter a candidatura ”até o final” e pretende que a ”Casa tenha maturidade”.

Recentemente, Fabrício ressaltou que a vaga tem que ser ocupada por um deputado estadual, visto que a Casa não teve representante indicado nas últimas cinco vagas abertas. ”Desde 2014, já foram abertas cinco vagas para conselheiro do TCM e nenhum deputado estadual conseguiu assumir o posto”, lembrou Fabrício.

Um dos nomes também cotados para o posto é da esposa do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), Aline Peixoto. Apesar do partido compor a base do PT no estado, Falcão ressaltou a manutenção da candidatura e indicou que o nome de Aline só é ”escutado na rua” e não no interior da AL-BA.

”Quero que ele possa indicar meu nome, facilitado pela mesa diretora que estarei votado na chapa integral. E também pelos meus pares, que são 13 deputadas e deputados. Dessas três formas, colocar meu nome e ver se, mais uma vez, os colegas entendem que tem que colocar outro nome que não seja um deputado”, indicou.

Falcão reforçou que tem a ”amizade dos 63 parlamentes”. ”Muito carinho e respeito por todos os deputados estaduais, mas espero que meu nome seja aceito para apreciação e votação dos demais colegas”, indicou.

DISPUTA PELO TCM

A disputa pelo Tribunal ainda inclui alguns outros nomes. Um dos que mais tem se articulado é o deputado federal Marcelo Nilo. O parlamentar tem se articulado com alguns deputados e sinalizado o desejo de disputar. O ato seria coordenado e baseado na viabilidade da votação dele.

”É uma possibilidade. Irei analisar. Mas só irei entrar na disputa com condições de competir. Terei que analisar mais para a frente. Fui presidente da Assembleia, tive oito mandatos [de deputado]. Tenho todos os pré-requisitos”, comentou Nilo, segundo informações do BN.

Se Rui quiser

Entretanto, há quem diga, nos bastidores da política baiana que, se Rui bater o pé e decidir pelo nome de Aline, os deputados que reinvidicam a vaga, sobretudo Fabrício Falcão (PCdoB) e Alex Lima (PSB), tiram o time de campo para assistir as articulações de quem está por cima, um poderoso e influente ministro, que no cargo de chefe do Executivo baiano conseguiu convencer a maioria dos baianos de que era importante para o seu grupo eleger uma figura até então considerada inexpressiva, o ex-secretário de Educação, Jerônimo Rodrigues (PT), que venceu uma das disputas mais emblemáticas pelo Governo do Estado.

Ex-presidente Jair Bolsonaro pede para ficar mais tempo em casa do lutador Aldo nos EUA

/ Política

Reportagem se hospedou no mesmo condomínio do ex-presidente

Prestes a completar um mês nos Estados Unidos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ex-lutador José Aldo, dono da casa na região de Orlando onde está hospedado, para estender a estadia por cerca de um mês, até depois do Carnaval, segundo um amigo do atleta.

A casa, um imóvel de oito quartos em um condomínio fechado nas imediações dos parques da Disney, está disponível para aluguel em uma plataforma online por valores a partir de US$ 519 a diária (cerca de R$ 2.600, sem contar impostos e taxas que podem fazer o valor quase dobrar), mas foi cedida pelo ex-lutador, que apoiou Bolsonaro na eleição de 2022.

Reportagem da Folha na última semana apontou que, temendo o cerco legal pela Justiça no Brasil, Bolsonaro estuda opções para ficar mais tempo nos EUA e pode se financiar no país dando palestras para empresários. A Folha se hospedou no condomínio, na cidade de Kissimmee, por três dias no começo desta semana e acompanhou a movimentação na porta da casa do ex-presidente. Ele afirmou desde o primeiro dia que não responderia às perguntas da reportagem.

Embora haja uma cancela para evitar que carros acessem o local, a entrada para pedestres é livre, o que contribuiu para o movimento constante de apoiadores na porta. Como não há muros entre as casas, a privacidade é pouca e é possível até tocar a campainha do ex-presidente nos raros momentos em que não há um segurança na porta, como a reportagem fez na segunda-feira (23).

A família instalou uma tela para cobrir a área dos fundos, onde há uma piscina, e as cortinas da casa passam o dia fechadas. No entanto, à noite é possível ver algumas luzes acesas e, tanto na segunda quanto na terça-feira, uma televisão na sala exibia uma partida de futebol.

Bolsonaro viajou para os Estados Unidos em 30 de dezembro, antes de terminar o governo e rompendo a tradição de passar a faixa para seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desde então, pouco mudou na rotina do ex-presidente na cidade.

No início, a novidade de sua presença e o feriado de fim de ano levaram centenas de brasileiros à porta da casa. Bolsonaro saía quase de hora em hora para cumprimentar os apoiadores, que viajavam de diferentes partes do país para vê-lo. Como na ocasião ainda estava no cargo, teve sua segurança reforçada por agentes do serviço secreto americano, além de viaturas da segurança interna do condomínio para organizar a multidão.

Agora, após semanas na cidade, o movimento diminuiu, mas ainda assim Bolsonaro tem saído cerca de duas vezes por dia, no começo da manhã e no fim da tarde, para cumprimentar, tirar fotos e dar autógrafos ao grupo que ainda se forma em frente a casa. Nos dias em que a reportagem esteve ali, os grupos tinham em torno de dez pessoas.

Os perfis variam. Um casal de aposentados mineiros que vive no litoral do estado disse que esperou a multidão diminuir e dirigiu cerca de três horas nesta semana para tentar uma foto com o ídolo. Outra família, gaúcha, passava férias nos EUA e voltava de Atlanta para pegar um voo para o Brasil em Miami, mas decidiu desviar o caminho para tentar se encontrar com o ex-presidente. Eles não quiseram dar entrevista à reportagem.

Além das breves conversas com os apoiadores, Bolsonaro tem feito poucas aparições públicas, com exceções de eventuais idas a mercados ou lanchonetes. Funcionários do condomínio relataram que não o viram no restaurante ou academia do local, que ficam a menos de cinco minutos da casa —onde há também um parque aquático.

Apoiadores, porém, têm convocado em redes sociais para um evento com Bolsonaro na próxima terça (31). O evento é descrito na internet como um “reencontro com a comunidade brasileira em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro”, e os ingressos são vendidos por valores entre US$ 10 (entrada comum) e US$ 50 (entrada VIP).

Já Michelle Bolsonaro retornou ao Brasil na noite desta quinta-feira (26). O portal Metrópoles publicou imagens da ex-primeira-dama no aeroporto de Brasília, onde desembarcou acompanhada do amigo e maquiador Agustin Fernandez.

Durante sua permanência em Orlando, ela se encontrou com amigas e foi a um culto evangélico no domingo (22), além de ter visitado um parque da Disney com as filhas. Um dos filhos do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, também está nos Estados Unidos, mas a Folha não o viu no condomínio no período em que esteve lá.

A casa na Flórida tem cômodos temáticos, como um quarto dos minions, e José Aldo costuma emprestá-la para celebridades, relatou em entrevista ao podcast Flow no começo do mês.  Segundo ele, a decisão de cedê-la ao ex-presidente foi uma estratégia de negócios para alugá-la mais. ”A rua está lotada sempre. O que eu estou recebendo de mensagem para alugar a casa”, disse.

”Todo mundo vai querer ver, esquerda ou direita. Eu quero botar uma placa lá, ‘aqui ficou o presidente tal do Brasil”, afirmou, comparando com se hospedar no mesmo quarto em que Elvis Presley ficava em Las Vegas. ”Todo mundo vai querer ficar na casa porque foi o presidente.”

Também houve protestos. No domingo (22), um grupo de brasileiros de esquerda, Defend Democracy in Brazil, circulou pelas ruas de Orlando com um caminhão com mensagens contra Bolsonaro. O veículo passou por regiões frequentas por brasileiros, como um supermercado e a sede local da Igreja da Lagoinha, comandada pelo pastor bolsonarista André Valadão.

Houve ainda um protesto com faixas em frente ao condomínio do ex-presidente. ”É constrangedor para nós brasileiros, a cobertura na mídia internacional da presença de Bolsonaro aqui tem sido extremamente negativa”, disse o fotógrafo João Celles, um dos organizadores da ação.

Não se sabe, porém, se os problemas de saúde de Bolsonaro vão fazê-lo encurtar a viagem. Ele chegou a ser internado com obstrução intestinal no começo do mês e na ocasião disse que iria adiantar a volta ao Brasil. Nesta semana, seu médico, Antonio Macedo, disse à Folha que ele terá de fazer uma nova cirurgia ao voltar.

Outro ponto que pode atrapalhar os planos de Bolsonaro nos EUA é seu status legal, enquanto políticos da esquerda americana têm pedido sua deportação do país. O governo Joe Biden diz que não pode comentar casos específicos de vistos, que são informações confidenciais, mas afirma que uma pessoa que entra no país com visto diplomático de chefe de Estado e deixa o cargo enquanto está em solo americano precisa dar entrada na mudança do visto em até 30 dias, sob risco de ser expulso do país.

Alexandre Piquet, advogado que trabalha com imigração na Flórida e que atende brasileiros, afirma desconhecer o caso específico de Bolsonaro, mas diz que chefes de Estado precisam submeter a mudança de status ao Departamento de Estado (órgão equivalente ao Ministério das Relações Exteriores), que pode ou não aprová-la —não só por questões técnicas, mas pressão política também pode ser um fator decisivo.

Bolsonaro teria uma série de opções de visto, afirma, de turismo a trabalho ou até o para as chamadas ”habilidades extraordinárias”, para pessoas que se destacam em diferentes áreas profissionais. Se a ideia, no entanto, for mesmo se manter no país ministrando palestras, um visto de turismo não permite que Bolsonaro exerça atividade remunerada. *por Thiago Amâncio / Folha de São Paulo

PT diz que 80% do partido apoia candidato do Republicanos ao Tribunal de Contas da União

/ Política

A candidatura de Jhonatan de Jesus (Republicanos) à vaga de ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) já tem adesão de 80% da bancada do PT na Câmara dos Deputados, em um gesto para atrair a legenda do parlamentar ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo petistas, já haveria em torno de 60 deputados dispostos a votar em Jhonatan na próxima quinta-feira (2), quando deve ocorrer a eleição para o TCU —um dia após a votação para a Mesa Diretora da Câmara na qual o atual presidente, Arthur Lira (PP-AL), deve se reeleger. Na próxima legislatura, o PT terá 68 deputados.

A expectativa é que o deputado consiga a adesão quase integral do PT na disputa, em um esforço que envolve inclusive convite para que Jhonatan participe de um seminário interno com os parlamentares da bancada petista. O aceno do PT busca aproximar o Republicanos do governo.

A indicação à vaga no TCU cabe à Câmara. O novo ministro vai substituir Ana Arraes, que deixou o cargo em 22 de julho do ano passado. Lira prometeu ao Republicanos indicar Jhonatan à vaga em 2020, antes de ser eleito para o primeiro mandato.

Apesar da intenção da bancada de fazer uma sinalização ao Republicanos, há a possibilidade de que isso não se concretize, pois a votação é secreta. Nesse cenário, a candidatura da deputada Soraya Santos (PL-RJ) pode ser uma ameaça à eleição de Jhonatan, ainda que ela seja do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Soraya deve se lançar na disputa até sexta (27) e adotar um discurso de que a ministra Ana Arraes deveria ser substituída por uma mulher. Além disso, ela é formada em Direito, enquanto o colega do Republicanos é médico e empresário.

Por fim, um dos principais argumentos que seria usado contra a indicação de Jhonatan é a crise envolvendo o povo yanomami, em Roraima, estado ao qual o deputado pertence. As críticas iriam na direção de que o parlamentar não atuou para evitar o cenário de caos na terra indígena. *por Danielle Brant, Folhapress

Entenda semelhanças e diferenças do elo de Bolsonaro e de ministra de Lula, Daniela, com milicianos

/ Política

Um defendeu grupos criminosos; a outra andou ao lado de condenado

As relações políticas da ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil), com milicianos levou apoiadores e opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a cobrarem o petista pelas críticas feitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por elos semelhantes.

O principal pivô de críticas a Bolsonaro e ao seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), era o vínculo com o ex-PM Adriano da Nóbrega, acusado de comandar a milícia da favela Rio das Pedras, a mais antiga do Rio de Janeiro, e o chamado ”Escritório do Crime”, um grupo de assassinos de aluguel.

Adriano foi morto numa operação policial em fevereiro de 2020, após passar um ano foragido.

Daniela Carneiro é alvo de pressão desde que a Folha mostrou o vínculo que seu grupo político mantém há ao menos quatro anos com a família do ex-PM Juracy Prudêncio, o Jura, condenado a 26 anos por homicídio e associação criminosa.

A ministra também recebeu apoio eleitoral de outros acusados de liderar grupos armados na Baixada Fluminense.

As relações da família Bolsonaro e o grupo político de Daniela com grupos criminosos têm graus e assiduidades distintas.

A família Bolsonaro fez defesa pública da atuação de milícias, prática sem registro em relação a Daniela. A ministra, por sua vez, fez campanha ao lado de Jura mesmo após sua condenação por chefiar um grupo criminoso, situação jurídica não enfrentada por Adriano.

Bolsonaro e Flávio afirmam que não tinham mais contato há anos com Adriano da Nóbrega e negam defender a prática de crimes. Daniela tem dito que ‘não compactua com qualquer ato ilícito e cabe à Justiça o papel de julgar e punir”.

Veja abaixo semelhanças e diferenças dos elos dos Bolsonaros e de Carneiro a milicianos.

NÍVEL DO CARGO ENVOLVIDO

Na gestão Bolsonaro, os vínculos com milícia chegaram à Presidência da República. No caso atual, trata-se de elos com o Ministério do Turismo.

DEFESA PÚBLICA DE MILÍCIAS

Bolsonaro defendeu publicamente a ação de grupos de extermínio, no plenário da Câmara. A fala ocorreu em 2003, ao responder a um deputado que horas antes havia afirmado que o Governo da Bahia, na época, assumira pela primeira vez a existência de esquadrões da morte na região.

”Enquanto o Estado não tiver coragem de adotar a pena de morte, esses grupos de extermínio, no meu entender, são muito bem-vindos. E se não tiver espaço na Bahia, pode ir para o Rio de Janeiro. Se depender de mim, terão todo o apoio, porque no Rio de Janeiro só as pessoas inocentes são dizimadas. Na Bahia, as informações que tenho —lógico que são grupos ilegais, mas meus parabéns— [são a de que] a marginalidade tem decrescido.”

Bolsonaro também criticou, em 2005, a condenação de Adriano da Nóbrega pela morte de um flanelinha que havia denunciado extorsão praticada por policiais militares. Ele classificou o então tenente como um ”brilhante oficial”.

Flávio Bolsonaro também defendeu a organização de milícias no Rio de Janeiro.

“Sempre que ouço relatos de pessoas que residem nessas comunidades, supostamente dominadas por milicianos, não raro é constatada a felicidade dessas pessoas que antes tinham que se submeter à escravidão, a uma imposição hedionda por parte dos traficantes e que agora pelo menos dispõem dessa garantia, desse direito constitucional, que é a segurança pública.”

Não há, até o momento, registro de defesa pública feita por Daniela Carneiro sobre a existência de milícias ou de seus aliados acusados.

RELAÇÕES FINANCEIRAS

O Ministério Público afirma que contas bancárias controladas por Adriano da Nóbrega foram usadas para movimentar recursos do esquema da “rachadinha” atribuída a Flávio Bolsonaro. A informação consta da denúncia feita contra o senador, arquivada após a anulação das provas.

Na mesma acusação, a Promotoria afirma que a mãe e a ex-mulher de Nóbrega eram ”funcionárias fantasmas” do antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa. A prática era uma das formas de alimentar o esquema de desvio de dinheiro, segundo o MP-RJ.

Ainda não há relatos de transações financeiras entre Carneiro e milicianos. Contudo, há suspeita sobre nomeações feitas pelo marido da ministra, o prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho (União Brasil).

Jura foi nomeado como assessor na prefeitura em julho de 2017 a fim de obter o benefício de trabalho fora da prisão. Ele ficou no emprego até janeiro de 2020, quando a Justiça suspendeu a autorização após identificar irregularidades na atuação do miliciano.

Fotos nas redes sociais mostram Jura participando de atos de campanha no horário de trabalho, prática não autorizada pela Vara de Execuções Penais.

Investigação do Ministério Público também mostrou indícios de que ele não comparecia ao trabalho.

As folhas de ponto, apresentadas como prova de comparecimento ao trabalho, estavam assinadas pelo secretário Robenilson Fernandes, mesmo em períodos nos quais ele não estava no cargo como chefe imediato de Jura.

Waguinho também nomeou no município Rosimery Pagniez, irmão do ex-vereador Márcio Pagniez, o Marcinho Bombeiro, preso sob acusação de integrar uma milícia.

Ela consta como secretária-executiva da Saúde, embora se apresente como despachante nas redes sociais. A prefeitura afirmou que a atuação como documentalista ”pode ser exercida fora do horário de trabalho”. Outros dois acusados de integrar milícias foram nomeados como secretários da prefeitura.

SITUAÇÃO JURÍDICA

Jura tem duas condenações transitadas em julgado desde 2014. As penas impostas a ele somam 26 anos pelos crimes de homicídio e associação criminosa.

Daniela Carneiro fez campanha ao lado do ex-PM quando ele já cumpria sua pena em regime semiaberto —graças à nomeação na prefeitura. Ela também fez campanha com a mulher dele, Giane Prudêncio, após a Justiça revogar o benefício ao miliciano.

A ministra fez campanha ao lado de outros três milicianos após serem presos e se tornarem réus pelas acusações.

Adriano da Nóbrega, por sua vez, era conhecido nos bastidores da polícia como um assassino de aluguel. Contudo, até janeiro de 2019, o ex-PM era um homem livre sem qualquer acusação.

Ele havia sido denunciado e preso três vezes sob acusação de homicídio e tentativa de homicídio desde 2003. Também chegou a ser condenado. No entanto, todas as sentenças foram revistas e o ex-capitão, absolvido.

Foi pela condenação depois revertida que Bolsonaro o defendeu na Câmara dos Deputados.

A única punição definitiva de que foi alvo até janeiro de 2019 foi a expulsão da Polícia Militar. A exclusão da corporação se deu em razão de sua atuação como segurança de bicheiros.

Mesmo após a punição, Flávio Bolsonaro manteve a ex-mulher de Adriano em seu gabinete. O senador também empregou a mãe do ex-capitão na Assembleia em 2016.

Adriano se tornou foragido apenas em janeiro de 2019, quando foi deflagrada a Operação Intocáveis. Ele teve a prisão preventiva decretada sob acusação de chefiar a milícia de Rio das Pedras, a mais antiga da capital fluminense.

PROXIMIDADE PÚBLICA

Daniela Carneiro subiu no palanque e fez caminhada com ao menos quatro acusados de integrar milícias em Belford Roxo (um deles condenado), e parentes de outro réu pelo crime. Os atos de campanha eram divulgados pela própria ministra ou por seus aliados em redes sociais.

Ela chegou a classificar Jura como “liderança” numa publicação em rede social, apagada após revelada pela Folha.

Não há, por sua vez, registro público de Bolsonaro e Flávio participando de ato de campanha ao lado de Adriano da Nóbrega.

Os elos mais recentes ao período em que a família estava na Presidência da República se dava por meio de parentes do ex-PM empregados até 2018 no antigo gabinete do senador na Assembleia.

Mensagens apreendidas pelo Ministério Público mostram, inclusive, a preocupação da família em manter a relação com o ex-PM desconhecida do público. O ex-PM Fabrício Queiroz, apontado como operador financeiro da ”rachadinha’, chegou a cogitar demitir Danielle Nóbrega, ex-mulher de Adriano, a fim de evitar associação com o miliciano.

A mulher de Queiroz também teve um encontro secreto com a mãe de Adriano a fim de manter contato com o miliciano no período em que ele estava foragido.

Flávio também homenageou na Assembleia policiais que, posteriormente, foram acusados e condenados por crimes como homicídio e extorsão.

*por Italo Nogueira / Folha de São Paulo

Cotado para candidato à sucessão do prefeito Émerson de Santa Inês em 2024, secretário prega cautela

/ Política

Sandro Silva é cotado para disputar Prefeitura. Foto: Blog Marcos Frahm

Cotado para ser candidato à sucessão do prefeito Émerson Elói (PT), o secretário de Administração do Município, Sandro Silva, também filiado ao PT, pregou cautela ao ser indagado sobre as próximas eleições quando comentava a realização do Festival de Cultura, evento promovido pela Prefeitura e que atraiu grande público na cidade, de (13) a (21) de janeiro.

”O compromisso que assumimos em 2017 não foi o de deixar o nome à disposição para a futura sucessão de Emérson. Nosso intuito é concluir a segunda gestão, como foi programando, quando colocamos o nome do professor Emérson para à reeleição. O candidato não se faz prefeito, quem faz o prefeito é a comunidade, que vai ter mais uma oportunidade de escolher qual filosofia de gestão vai querer para Santa Inês”, disse o secretário ao radialista José Carlos, da Rádio Jaguar FM, de Jaguaquara.

Sandro é da extrema confiança de Emérson e ambos marcham juntos desde à época do Colégio Estadual ACM, que era gerido pelo professor, cuja gestão da unidade escolar teria aproximado o educador da população e o projetou na política de Santa Inês.

 

Afastado do cargo, governador Ibaneis afirma que entregará telefone celular à PF na segunda

/ Política

Ibaneis Rocha, governador afastado do cargo. Foto: TV Globo/Reprodução

A defesa do governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), informou neste sábado (21) que ele entregará seu celular à PF (Polícia Federal) na próxima segunda-feira (23) pela manhã.

Na sexta-feira (20), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do governador afastado, no Lago Sul, no escritório de advocacia ligado a ele e no Palácio do Buriti –sede do Governo do Distrito Federal. O ex-secretário-executivo de Segurança do DF Fernando de Sousa Oliveira também foi alvo de buscas.

Ibaneis não estava em Brasília na sexta, segundo sua defesa, ”mas faz questão de que o seu telefone seja periciado” porque ”não tem nada a esconder e é o maior interessado na plena apuração dos fatos”.

”A defesa do governador Ibaneis Rocha informou neste sábado que na segunda-feira pela manhã irá até a sede da Polícia Federal, apresentar o telefone do governador para que se cumpra na íntegra a decisão do ministro Alexandre de Moraes”, afirmou a assessoria do governador afastado.

Ibaneis Rocha foi afastado das funções por 90 dias por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O magistrado autorizou a operação deflagrada nesta sexta a pedido da PGR (Procuradoria-geral da República).

Rocha e Oliveira são investigados em inquérito do Ministério Público Federal que apura a conduta de autoridades responsáveis pela segurança local no dia do ataque às sedes dos três Poderes promovido por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Como mostrou a Folha de S.Paulo neste sábado, a discussão sobre expulsar ou não do MDB o governador afastado está travada. Segundo o partido, nenhum pedido de exclusão do filiado chegou à comissão de ética.

Em depoimento à PF na quarta-feira (18), Oliveira afirmou que Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do DF e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, deixou o país sem repassar ”diretriz” nem o apresentar aos comandantes das forças policiais e a Ibaneis.

Pelo teor do depoimento, o então secretário-executivo da SSP-DF considerava que o órgão estava sob a responsabilidade de Torres no dia dos ataques às sedes dos três Poderes, em 8 de janeiro, já que as férias dele começavam oficialmente no dia 9.

Oliveira colocou o celular à disposição dos investigadores para acesso ao conteúdo das conversas feitas naquele período com Torres, Ibaneis e comandantes da Polícia Militar do Distrito Federal. Com informações do site Bahia Notícias

Deputado Alan Sanches é assaltado na Barra, em Salvador; ”Pensei bastante antes de compartilhar”

/ Política

Alan Sanches ao lado do filho. Foto: Reprodução/Redes sociais

O deputado estadual Alan Sanches (União) foi assaltado, nesta sexta-feira (20), por seis homens. O crime ocorreu na Barra, em Salvador, quando ele fazia uma caminhada com o seu filho Leonardo Sanches.

O parlamentar usou a sua conta no instagram para relatar o ocorrido e fazer um alerta para os seguidores. ”ALERTA ?? ALERTA ??. Pensei bastante antes de compartilhar com vocês o que passo a relatar. Hoje às 17:30 estava fazendo uma caminhada com meu filho Léo @drleonardosanches na Barra e quando estávamos na Av Oceania em frente a hamburgueria REDBURGUER fomos assaltados. Foi um bando de seis marginais. O 1º veio por trás de mim e eu senti uma pressão na correntinha que uso e logo em seguida a mão no bolso do short onde estava o celular. Primeiro imaginei que era alguém conhecido, mas percebi que era um assalto. O 2º veio pela minha frente. Esse eu consegui agarrar e segurei pela camisa preta UV que ele usava . Ele tentou fugir e lasquei a camisa dele toda na fuga. O terceiro e quarto vieram em cima de mim por trás, quando Léo acertou com soco em um e no outro. O 5º e o 6º vieram para nos assustar e querendo trocar socos pela nossa reação. Saíram correndo e fomos atrás. Tropecei e caí. O que veio por último me deu um chute na cabeça. Ralei o braço na queda. Não levaram nem o celular nem o relógio. Claro que isso tudo acontece muito rápido e não tão didático como descrevi”, escreveu Alan.

No post, o deputado ainda afirmou que está bem, apesar de ter sofrido ferimentos leves. ”Mas eu e Léo estamos ótimos de saúde, apenas chateados com tudo que aconteceu e sem a correntinha. Mas saímos gritando é ladrão e por incrível que pareça nenhum policial estava na área. Não sou nenhum especialista em segurança, mas num momento que a Barra está cheia de pessoas de férias, cheia de turistas, acho que para darmos uma inibida nesse tipo de ação, poderíamos ter um planejamento melhor para esse momento. Resolvi relatar para realmente chamar atenção das pessoas que fazem suas caminhadas na Barra, para termos o máximo de cuidado e pedir uma atenção maior do policiamento nessa região tão bonita , cartão postal da nossa cidade e visitada por tanta gente. Mas enfim vão os anéis e ficam os dedos. FICA O ALERTA ??”, completou. Com informações do site Bahia Notícias

Zé Ronaldo desconversa sobre disputar prefeitura de Feira em 2024: ”Sei o que leio da imprensa”

/ Política

Ex-prefeito de Feira, Zé Ronaldo. Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Ex-prefeito de Feira de Santana por quatro mandatos, José Ronaldo (União) nega que, neste momento, almeje pavimentar seu caminho como um player numa nova disputa eleitoral rumo ao Paço Maria Quitéria, em 2024.

Distante dos holofotes desde o fim da campanha de ACM Neto (União) ao governo do estado – quando num primeiro momento chegou a ser cotado como vice e acabou atuando como coordenador – o líder político do grupo na maior cidade do interior do estado afirma não ter pensado ou dialogado sobre o assunto.

”Eu estou cuidando da vida. O pessoal esta muito adiantado”, disse o político ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (19). Segundo Ronaldo, o prazo para que haja qualquer tipo de definição do grupo sobre os nomes que irão compor a chapa para concorrer ao processo eleitoral ”é longo”.

O pós-campanha está sendo de resolução de questões pessoais, revelou o político. “Saí da campanha politica e [estou] vendo minha vida. Vendo a vida pessoal. Não tenho pensado nisso, nem conversado com ninguém”, acrescentou.

Ao mesmo tempo que evita falar sobre o futuro, os principais oponentes e até aliados ronaldistas encampam incursões pensando na briga que está por vir, considerada por pessoas próximas como uma ”eleição pegada”.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do estado Angelo Almeida (PSB), o vereador e ex-deputado federal Fernando Torres (PSD), deputado federal Zé Neto (PT) e o deputado estadual eleito Pablo Roberto (PSDB) são fortes candidatos ao pleito.

O próprio governador Jerônimo Rodrigues (PT) acusou ter um leque com ”bons nomes” e admitiu fazer ”uma agenda política” para dialogar sobre a participação deles para a sucessão em municípios estratégicos como Salvador, Vitória da Conquista, nos municípios do Oeste e em Feira de Santana.

”Confesso que o que eu sei sobre 2024 é o que leio da imprensa”, finalizou Ronaldo ao ser convocado a opinar sobre os aliados ventilados e os possíveis opositores.

Vereadores de Itapetinga derrubam veto do prefeito e aumentaram os próprios salários em sessão

/ Política

Vereadores derrubaram veto do prefeito Rodrigo. Foto: Rede social

Nesta quarta-feira (18), foi realizada uma sessão extraordinária na câmara de vereadores de Itapetinga. Por unanimidade os vereadores derrubaram o veto do prefeito Rodrigo Hagge (MDB).

Conforme noticiou o Políticos do Sul da Bahia, parceiro do Bahia Notícias, com a medida, os vereadores aprovaram o aumento do próprios salário, que poderá chegar a R$ 10 mil.

A sessão extraordinária foi marcada logo após o prefeito publicar no diário oficial o veto do reajuste dos salários dos vereadores.

Zé Cocá defende renovação no comando do PP da Bahia e agradece lembrança de João Leão

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”Eu agradeço muito a lembrança de Leão”, disse. Foto: Marcos Frahm

Citado pelo atual titular do posto, o deputado federal eleito João Leão, como um dos cotados para assumir a presidente estadual do PP a partir de abril deste ano, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Jequié, Zé Cocá, disse que há outros nomes na ”fila” antes dele.

”Eu agradeço muito a lembrança de Leão, que é uma pessoa que admiro bastante. Seria uma honra assumir a presidência estadual do PP, uma grande missão. Mas existem outros nomes na fila, a exemplo dos deputados federais Mário Negromonte Júnior e Ronaldo Carletto, só para citar esses dois”, afirmou Zé Cocá ao Política Livre, conforme publicação do portal de notícias, nesta quinta-feira (19).

O pepista disse que o partido deve fazer a escolha do novo presidente do diretório estadual por consenso. ”O PP costuma tomar decisões em conjunto, sem disputas. Esse é o estilo do nosso partido. Acho que dessa vez, nesse processo de mudança, que é importante, isso não será diferente”. Leão está no cargo desde 2014, quando o então deputado federal e presidente da sigla na Bahia, Mário Negromonte, assumiu uma vaga no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

O prefeito, que deixa o comando da UPB em março, afirmou que nos próximos dois anos dará prioridade à gestão municipal. “Estamos entrando nos dois últimos anos da gestão, e vamos focar em Jequié. Por isso, nunca cogitei ser candidato novamente ao comando da UPB, que ficará em boas mãos com o prefeito (de Belo Campo) Quinho (PSD)”, disse o pepista, que pode disputar a reeleição em 2024.

Sobre a relação com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), Zé Cocá, que apoiou a candidatura de ACM Neto (União) ao Palácio de Ondina em 2022, declarou esperar que seja respeitosa e institucional. ”O governo está apenas começando, então não dá para ter uma ideia de como vai ser ainda. Vamos aguardar”.

Ao menos cinco governadores do Brasil de cinco estados nomeiam parentes para secretarias

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Paulo Dantas (MDB), com a filha Paula Dantas, nomeada secretária estadual

Ao menos cinco governadores que tomaram posse em janeiro nomearam parentes para o primeiro escalão de suas respectivas administrações. O de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), é o que mais terá familiares em sua gestão: nomeou a filha, uma prima e uma tia para cargos.

A filha, a médica Paula Dantas, foi nomeada para a Secretaria Extraordinária da Primeira Infância, cargo recém-criado pelo governador para o novo mandato. A deputada estadual Carla Dantas, prima do governador, é a nova secretária de Agricultura de Alagoas. Já Samya Suruagy, que é tia do governador e procuradora concursada, foi reconduzida para o comando da Procuradoria-geral do Estado.

Em Sergipe, o governador Fábio Mitidieri (PSD) escolheu sua mulher, a empresária Érica Mitidieri, para assumir a Secretaria de Assistência Social e Cidadania. Governadores reeleitos de Rondônia e Roraima também mantiveram em secretarias parentes que já ocupavam cargos no primeiro mandato.

Em Rondônia, o governador Marcos Rocha (União Brasil) renomeou sua mulher, Luana Nunes, para a Secretaria de Assistência Social. Antonio Denarium (PP) manteve sua cunhada Tânia Soares de Souza no comando da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), nomeou dois primos para sua gestão. Em São Paulo, Tarcísio de Freiras (republicanos) chegou a nomear um cunhado, mas acabou recuando da escolha.

O Supremo Tribunal Federal proíbe a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente de linha reta, colateral ou por afinidade, até terceiro grau da autoridade responsável pela nomeação. Contudo, há uma exceção para secretarias estaduais.

Procurados, os governadores alegam que as nomeações responderam a critérios técnicos e não são irregulares, já que cargos são considerados de natureza política.

Parentes de aliados também estão entre as nomeações dos novos governadores. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), escolheu como secretário de Meio Ambiente o advogado Eduardo Sodré Martins, enteado do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado.

No mesmo estado, o irmão do vice-governador, Geraldo Júnior (MDB), José Acácio Ferreira, vai comandar a SEI, órgão de estudos econômicos e sociais da Bahia. *João Pedro Pitombo/Folhapress

ACM confirma que não será candidato a prefeito e apoiará à reeleição de Bruno Reis na capital baiana

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ACM em participação no MetroPod. Foto: Divulgação/assessoria

 ex-prefeito de Salvador e secretário-geral do União Brasil Nacional, ACM Neto, confirmou que não vai disputar as eleições para a Prefeitura da capital baiana em 2024. Em participação no MetroPod na noite desta segunda-feira (16), primeira entrevista concedida este ano, Neto disse que estará ao lado do prefeito Bruno Reis na corrida pela reeleição do atual gestor.

”Eu serei eleitor e cabo eleitoral de Bruno, candidato à reeleição. Eu só tenho esse projeto, essa perspectiva, olhando a disputa municipal de 2024 aqui em Salvador. Eu acho que Bruno vai reunir as melhores condições para ser candidato à reeleição, vai chegar lá forte, com o governo bem avaliado. Bruno tem sido um grande líder político, um grande prefeito e, acima de tudo, um parceiro, amigo extremamente leal e correto”, destacou durante a entrevista.

Na conversa com os jornalistas Chico Kértesz, Victor Pinto e Rodrigo Daniel Silva, o ex-prefeito relembrou momentos vividos à frente da gestão da capital baiana. ”Eu já fui prefeito de Salvador, vivi isso o que ele [Bruno Reis] está vivendo, exerci o meu mandato no limite que alguém pode se dedicar a um projeto. Foi algo que me realizou”, disse.

”Quando eu cheguei à Prefeitura, eu tinha muitos receios, principalmente porque a cidade estava do jeito que estava e era a minha primeira experiência à frente da gestão”, acrescentou o ex-prefeito, que aproveitou para agradecer o reconhecimento recebido pelos soteropolitanos no pleito eleitoral de 2022.

Durante os oito anos de gestão em Salvador, ACM foi avaliado como o melhor prefeito de todo o país. Já no segundo segundo turno das eleições que disputou para o Governo do Estado, o ex-gestor da capital baiana recebeu mais de 65% dos votos dos soteropolitanos.

”Graças a Deus, o povo de Salvador reconheceu isso em 2016, com 74%, em 2020, quando Bruno foi eleito, no primeiro turno, o mais votado das capitais, e quando eu fui candidato a governador agora, sendo votado por 65% da população de Salvador”, acrescentou.