Em discurso durante ato, Bruno convida Bolsonaro para visitar Salvador; ”será bem recebido”

/ Política

Bruno criticou o Governo Dilma. Foto: Valter Pontes/Secom

O prefeito Bruno Reis criticou o governo Dilma Rousseff (PT) por atrasos em obras e agradeceu ao ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, por obras em Salvador. Reis participou da entrega de 500 unidades de casas do programa ”Casa Verde e Amarela”, nesta quinta-feira (16).

”Seja para tratar de assuntos que envolvem os prefeitos como o problema do transporte públicos. Todas as ocasiões, Rogério Marinho, nordestino como nós, com a sensibilidade nunca mediu esforços. Se se sinta em casa, estamos aqui para lhe acolher, na tarde da entrega das 500 unidades. Essa obra iniciou em 2011, na gestão de [ACM] Neto e do ex-presidente da República. Elas ficaram 8 anos paralisadas e no final de 2018, e em 2019 elas foram retomadas. Foram investidos através da Caixa quase R$ 9 milhões. Agora as famílias vão poder morar com dignidade”, comentou.

Bruno Reis também ressaltou que procura governar para a população de Salvador e aproveitou para convidar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para uma visita. ”O presidente, se quiser e puder vir para Salvador para assinar o BRT, será bem recebido. Eu como prefeito fui eleito para mudar e transformar a vida das pessoas. Converso com o ministro João Roma, que estava com presença agendada, sempre tratando dos interesses de Salvador”, disse. As informações são do Bahia Notícias

Após Eduardo Leite reduzir ICMS da gasolina no RS, deputado sugere que a Bahia avalie medida

/ Política

Adolfo Viana cobra redução do ICMS. Foto: Reprodução

Após o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), anunciar a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos combustíveis, o deputado federal Adolfo Viana (PSDB) sugeriu ao chefe do Executivo da Bahia, Rui Costa, que avalie adotar as mesmas medidas, devido ao alto preço da gasolina nos postos.

”Medidas boas merecem ser avaliadas e, se possível, replicadas, independente da coloração partidária. O que vale, no final das contas, é ajudar a diminuir o peso no bolso do povo, que já sofre tanto por causa da pandemia”, disse Adolfo Viana.

A alíquota no Rio Grande do Sul, que é de 30%, passará a 25% no início do ano que vem. Na Bahia, o preço médio de revenda da gasolina é R$ 6,062, um dos mais caros do Brasil, de acordo com dados da Petrobras.

Eduardo Bolsonaro diz que portas estão fechadas para ACM Neto; ”eu não subiria no palanque”

/ Política

Filho do presidente visita o Sudoeste baiano. Foto: Reprodução

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que desembarcou em Vitória da Conquista nesta quinta-feira (16)  disse, em entrevista ao programa BNews Agora, na rádio Piatã FM, nesta quinta-feira (16), que não quer negociar com o ex-prefeito ACM Neto, que também é presidente do DEM. “As portas estão mais do que fechadas”, disse.

Eduardo argumentou que não há consonância entre os dois em relação a temas como LGBTQIA+ e armamento. ”Não sei se ele conversa com alguém do governo, mas eu não subiria num palanque com ACM Neto”, afirmou. As informações são do BNews

ACM diz que não há clima político para impeachment de Bolsonaro; ”não dará resultados”

/ Política

Neto não alimenta o debate do impeachment. Foto: Rede social

O presidente nacional do DEM, ACM Neto, afirmou nesta terça-feira (14), que não há clima político hoje no país para o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. ”É absolutamente infrutífera [a possibilidade] e não dará resultados. O presidente da Câmara é aliado e até hoje tem mostrado lealdade com o governo. O vice-presidente estava ao lado [de Bolsonaro] nas manifestações. Então, quando os dois apoiam o presidente, não vejo essa possibilidade [de impeachment]”, avaliou o ex-prefeito de Salvador, em evento promovido pelo BTG Pactual.

Neto já havia reconhecido que o DEM tem ”outras pautas prioritárias’ e considerou que a carta divulgada por Bolsonaro após as declarações golpistas do dia 7 de setembro trouxe um ”sentimento de conforto e segurança”.

”A nossa posição é defender a democracia e não alimentar o debate do impeachment, porque não tem resultado concreto, não vai adiante. Muito melhor seria construir uma agenda para o país para que o Congresso não fique até 2023 esperando governo. Acho que poderíamos dar outra construção para o país enquanto isso. Temos de responder aos problemas reais que as pessoas estão vivendo”, acrescentou o ex-prefeito nesta terça.

Para o presidente do DEM, no cenário atual ”tudo tem a ver com economia”. Com base no último Boletim Focus, que prevê baixo crescimento, inflação alta e aumento na Selic, Neto analisou que a economia não será uma mola propulsora para o presidente. ”Mas isso não significa que ele não vá se reeleger”, completou.

*A Tarde

Pela primeira vez, Republicanos desautoriza Roma a falar sobre candidatura em nota

/ Política

Presidência do Republicanos se posiciona sobre Roma. Foto: Reprodução

Cansado de ouvir calado as referências à candidatura ao governo do ministro da Cidadania, João Roma, em 2022, o Republicamos, seu partido, resolveu se posicionar hoje pela primeira vez, em nota, em relação à sucessão estadual, deixando claro que nada foi discutido até agora sobre a disputa majoritária na sigla.

No documento, o presidente estadual do Republicanos, o deputado federal e bispo Márcio Marinho, diz que qualquer decisão sobre as eleições majoritárias de 2022 só ocorrerá após a reforma política eleitoral, prevista para ser votada no Congresso no próximo mês de outubro.

A manifestação da agremiação ocorre depois de nota publicada no site Política Livre hoje pela manhã na qual é dito que o grupo do ministro está de braços abertos para receber em sua chapa o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), aliado do ex-prefeito ACM Neto, presidente nacional do Democratas.

Marinho também é considerado uma liderança no Republicanos muito próxima de Neto, motivo porque tem seu nome muitas vezes lembrado, no grupo do ex-prefeito, para compor a chapa do democrata ao governo, principalmente como candidato a senador.

A nota pública também faz referência explícita à publicação do site. Ao aludir ao ex-gestor feirense, Marinho chega a afirmar,  reconhecendo-o “como uma grande liderança política”, que o partido está aberto a apoiá-lo, mas a deputado federal ou estadual e não para uma eventual chapa majoritária.

Leia abaixo, na íntegra, a nota do Republicanos assinada pelo deputado federal e Bispo Márcio Marinho:

Nota

O Republicanos Bahia vem em nota informar que não foi discutido ainda sobre candidaturas majoritárias no partido. O presidente da sigla no estado e deputado federal, Márcio Marinho, afirma que essa decisão só ocorrerá após a reforma política eleitoral, que tem prazo de definição no início de outubro, deste ano.

Em relação a matéria veiculada no site Política Livre, intitulada “Grupo de Roma mantém olho em Zé Ronado para chapa do republicano ao governo”, Marinho classifica o democrata Zé Ronaldo como uma grande liderança política, e que o partido está aberto para apoiá-lo, como deputado estadual ou federal, mas a definição desse cenário será somente após a reunião no próximo mês com as executivas estadual e nacional, a qual será analisada com base na realidade de cada estado.

Política Livre

Baianos endossam recuo e pedem confiança em Bolsonaro; Talita diz confiar no presidente

/ Política

Deputada Talita Oliveira diz confiar em Bolsonaro. Foto: Rede social

O vereador Alexandre Aleluia (DEM), a deputada estadual Talita Oliveira (PSL) e seu colega Capitão Alden (PSL) manifestaram apoio à carta divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na qual recua dos ataques feitos contra Supremo Tribunal Federal (STF) durante os atos do 7 de Setembro.

Para os bolsonaristas baianos, é hora de dar um ”voto de confiança” para o presidente. Todos usaram as redes sociais para sair em defesa do chefe do Executivo nacional.

”Liberdade não é algo que cai do céu, algo garantido, é algo que deve ser conquistado. Tenho certeza, tanto pelo discurso que presenciei na Paulista como pela nota, que Bolsonaro está incansável em conquista-la”, escreveu Aleluia.

Talita usou o slogan de Bolsonaro para reforçar sua posição. ”Brasil acima de tudo, Deus acima de todos! Eu confio no presidente”, publicou.

Já Alden, fez menção ao processo instaurado contra ele no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para defender a posição de Bolsonaro. O militar deve ser suspenso por 30 dias das atividades parlamentares como punição por ter acusado, sem provas, membros da oposição da AL-BA de receberem R$ 1,6 milhão da Prefeitura de Salvador.

”Nosso Presidente da República, Jair Bolsonaro, atua dentro das quatro linhas da legalidade. O momento é de depositar o voto de confiança nele, pois eu bem sei o que é ser perseguido! Então povo brasileiro confie em nosso Presidente!”

A atitude dos baianos vai de encontro às reações de aliados do presidente em outros estados. A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) se disse ”frustrada” com a carta. Seu colega na Câmara, Otoni de Paula (PSC-RJ), mostrou indignação em discurso no plenário. “Lamento, presidente. O senhor ficou pequeno”, esbravejou.

O blogueiro acusado de disseminar fake news, Allan dos Santos, usou o termo ”Game Over”, fim do jogo em inglês, para descrever sua frustração. Além deles, o jornalista Rodrigo Constantino e o pastor Silas Malafaia também criticaram Bolsonaro. Com informações do site Bahia Notícias

”Precisamos mobilizar o Nordeste pela redução do INSS”, diz presidente da UPB

/ Política

Zé Cocá irá ao encontro de entidades em Maceió. Foto: Divulgação/UPB

”Precisamos urgentemente mobilizar e unir o Nordeste pela redução da alíquota do INSS”, afirma o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), e prefeito de Jequié, Zé Cocá, que participará na sexta-feira (10), em Maceió, do Encontro das Entidades Estaduais do Nordeste, promovido pela Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), em parceria com a Confederação Nacional de Municípios (CNM). O líder municipalista baiano vai apresentar esse tema para debate no encontro, lembrando que atualmente os municípios pagam a alíquota patronal de 22,5%, enquanto um time de futebol contribui com apenas 5%.

Zé Cocá afirma que ”precisamos discutir isso com urgência com o governo federal ou, com a implantação do sistema eSocial, iremos quebrar os municípios de pequeno porte daqui a 2 ou 3 anos, inviabilizando as administrações, o crescimento e desenvolvimento dos municípios”.

O presidente da UPB entende que a discussão do assunto em Maceió é pertinente com o tema central do encontro, que será “”Nordeste Unido Pelo Desenvolvimento”. O evento acontece no Jatiúca Hotel, na Av. Álvaro Otacílio, 5500 – Jatiúca, Maceió, e vai reunir as associações estaduais de municípios do Nordeste. De acordo com o presidente da AMA, Hugo Wanderley, o encontro vai debater e refletir questões desafiadoras que influenciam diretamente o cotidiano dos municípios e suas gestões, e as alternativas de ação do movimento municipalista para a região.

Após ataques ao STF, Bolsonaro diz que ”não quer agredir” nenhum Poder e faz aceno a Alexandre

/ Política

Jair Bolsonaro adota novo discurso. Foto: Marcos Corrêa /PR

Dois dias após fazer ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante os atos de 7 de Setembro, presidente Jair Bolsonaro divulgou nesta quinta-feira, 9, uma nota em que afirma que nunca teve ”intenção de agredir quaisquer dos Poderes”. ”A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”, afirmou o chefe do Poder Executivo, que ainda faz aceno ao ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de ”canalha” durante os comícios de terça-feira (9).

”Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes”, afirma Bolsonaro. A nota foi divulgada pouco após Bolsonaro se reunir com o ex-presidente Michel Temer, responsável pela indicação de Alexandre à Corte.

Na terça-feira (7), em discursos em Brasília e em São Paulo, Bolsonaro adotou tom golpista ao ameaçar o Supremo, disse que não cumprirá decisões do ministro Alexandre de Moraes, que chamou de ”canalha”, voltou a atacar as urnas eletrônicas e afirmou que só deixará a Presidência morto. ”Ou o chefe desse Poder (Judiciário) enquadra o seu (ministro) ou esse Poder vai sofrer aquilo que não queremos”, disse. Ele pregou que ”presos políticos sejam postos em liberdade”, em referência às detenções de bolsonaristas determinadas por Moraes.

Leia a íntegra da nota:

Nota Oficial – Presidente Jair Bolsonaro – 09/09/2021

Compartilhe:

Publicado em 09/09/2021 16h25

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro

Presidente da República federativa do Brasil

*Estadão Conteúdo

PDT promete lançar chapa própria para governo da Bahia; decisão foi tomada no Rio de Janeiro

/ Política

Reunião decidiu por candidatura ao Governo. Foto: Divulgação/PDT-BA

O Partido Democrático Trabalhista na Bahia (PDT-BA) decidiu que lançará chapa própria para o governo da Bahia nas eleições de 2022. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (8) após reunião do grupo “Reestruturação PDT Bahia” com o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, na sede da Fundação Alberto Pasqualine, no Rio de Janeiro.

O encontro teve a participação virtual dos componentes do partido na Bahia com trânsito na corrente brizolista do partido: o historiador Osvaldino Vieira; administrador Alderico Sena; advogado e vereador do município de Itagibá, Dr Lamarque Menezes; o engenheiro Rogens Roberto e o professor da UNEB, Dr Sandro Correia.

”O encontro foi bastante proveitoso, na medida em que o grupo propôs ao presidente Lupi, e esse estimulou a formação de uma chapa composta por trabalhistas do quadro originário do partido. É a primeira vez na história do PDT, que a executiva nacional sinaliza no sentido de valorizar os quadros interno, em contrapartida, os membros do grupo Reestruturação PDT Bahia, se comprometeram além da formação da chapa majoritária, que dará palanque à campanha Presidencial, estimularem dentre os membros da agremiação política a composição de uma chapa proporcional”, diz a nota da legenda no estado.

Carlos Lupi recomendou ao grupo um encontro com o presidente da executiva estadual, Félix Júnior, para formação da unidade partidária no estado, ato que será mediado por um integrante da nacional do partido.

Cantor e político, Igor Kannário critica aglomerações em Salvador: ”De quem é a culpa?”

/ Política

Igor Kannário reage após aglomeração. Foto: Agência Câmara

O deputado federal Igor Kannário (Democratas) usou suas redes sociais nesta quarta-feira (08), para questionar as aglomerações ocasionadas pelos atos do 7 de Setembro em Salvador. Em um vídeo com imagens do Farol da Barra publicado em seu perfil no Instagram, o cantor criticou a quantidade de pessoas na ruas sem nenhuma intervenção.

”Quem estava no protesto não tem nada a ver. Mas as pessoas que vão aos shows também não tem nada a ver quando a polícia chega, quando a prefeitura chega e embarga o evento dizendo que tem aglomeração. E aí, de quem é a culpa então?”, questionou o parlamentar.

”Se teve liberação para aglomeração na Barra porque não pode ter liberação para os eventos? Temos funcionários e pessoas que precisam trabalhar e dependem desse trabalho para levar alimento para suas casas. Igualdade!”, disse Kannário. O cantor Bruno Magnata concordou com o artista na publicação.

Kannário cobrou ações do governador do estado Rui Costa e do prefeito Bruno Reis no sentido de agilizar e autorizar a realização de eventos no estado.

Com Bolsonaro em ato com ameaças golpistas, Mourão diz que não há clima para impeachment

/ Política

Vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Foto: Reprodução

Um dia após participar de manifestação de raiz golpista no feriado de 7 de Setembro, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse que não há clima no Congresso para aprovar o impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido).

O general da reserva classificou como “expressiva” a adesão da população aos protestos promovidos por Bolsonaro.

”Não vejo que haja clima para ao impeachment do presidente. Clima tanto na população, como um todo, como dentro do próprio Congresso”, disse o vice.

As ameaças golpistas do presidente devem aumentar a reação ao governo no Congresso. O pós-7 de Setembro também teve como efeito colateral um aquecimento das discussões de impeachment nos partidos de centro.

”Acho que o nosso governo tem a maioria confortável de mais de 200 deputados lá dentro. Não é maioria para aprovar grandes projetos, mas é capaz de impedir que algum processo prospere contra a pessoa do presidente da República”completou.

Mourão também cobrou medidas para “distensionar” a relação de Bolsonaro com o Judiciário. Para o vice, a saída é passar para a PGR (Procuradoria-Geral da República) a condução de inquéritos hoje relatados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Houve uma concentração expressiva da população brasileira (nos atos). É uma mudança. As ruas sempre foram domínios dos segmentos de esquerda”, disse Mourão.

O vice não quis comentar o teor dos discursos de Bolsonaro nos protestos.

Em falas diante de milhares de apoiadores na terça-feira (7) em Brasília e São Paulo, Bolsonaro fez ameaças golpistas contra o STF, exortou desobediência a decisões da Justiça e disse que só sairá morto da Presidência da República.

Moraes, do STF, foi o responsável por decisões recentes contra bolsonaristas que ameaçam as instituições. O ministro tem agido a partir de pedidos da PGR (Procuradoria-Geral da República), sob o comando de Augusto Aras, indicado por Bolsonaro, e da Polícia Federal, órgão subordinado ao presidente.

”A gente precisa distensionar (com o Judiciário). Acho que existem cabeças ali dentro que entendem que isso foi além do que era necessário. Conversando a gente se entende”, disse Mourão.

O vice estimou 150 mil presentes no ato em Brasília, que ele acompanhou ao lado de Bolsonaro. Para o general da reserva, um público “ao redor desse número” também esteve nas manifestações feitas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

“Na minha visão existe um tensionamento, principalmente entre o Judiciário e o Executivo. Eu tenho a ideia muito clara que o inquérito que é conduzido pelo Moraes não está correto. O juiz não pode conduzir o inquérito. Acho que tudo se resolveria se o inquérito passasse para mão da PGR e acabou”, disse Mourão.

As declarações foram feitas antes de o vice embarcar com embaixadores para a Amazônia.

A atual crise institucional, patrocinada por Bolsonaro, teve início quando o presidente disse que as eleições de 2022 somente seriam realizadas com a implementação do sistema do voto impresso –essa proposta já ter sido derrubada pelo Congresso.

O STF analisa atualmente cinco inquéritos que miram o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos ou apoiadores na área criminal. Já no TSE tramitam outras duas apurações que envolvem o chefe do Executivo.

Apesar de a maioria estar em curso há mais de um ano, essas investigações foram impulsionadas nas últimas semanas após a escalada nos ataques golpistas do chefe do Executivo a ministros das duas cortes e a uma série de acusações sem provas de fraude nas eleições.

Anunciado por Bolsonaro nos últimos dois meses como uma espécie de tudo ou nada para ele, as manifestações do 7 de Setembro podem ampliar o seu isolamento político, no momento em que, de olho em 2022, depende do STF e do Congresso para a liberação de recursos e aprovação de projetos.

Ao mesmo tempo em que perde capital político com a crise entre os Poderes, intensificada por seus ataques ao Judiciário, a alta da inflação e a crise energética se colocam como novos obstáculos para o projeto de sua reeleição no ano que vem.

Bolsonaro usou toda a estrutura da Presidência para os atos com ameaças golpistas, tanto no deslocamento entre São Paulo e Brasília como em sobrevoos em helicópteros na Esplanada e na Paulista.

Segundo a Polícia Militar de São Paulo, 125 mil pessoas participaram do ato na avenida Paulista, que recebeu caravanas de bolsonaristas vindos de outros estados –os organizadores esperavam 2 milhões de pessoas no ato de SP. Todas as 27 capitais registraram manifestações em defesa do governo.

Como o próprio Bolsonaro já disse, ele buscava nesses protestos uma foto ao lado de milhares de apoiadores para ganhar fôlego em meio a uma crise institucional provocada pelo próprio, além das crises sanitária, econômica e social no país.

*por Mateus Vargas/Folhapress

No agreste pernambucano, sem máscara, Jair Bolsonaro faz nova motociata com apoiadores

/ Política

Bolsonaro aglomera no Agreste pernambucano. Foto: Marcos Corrêa

O presidente Jair Bolsonaro participa neste sábado (4) de mais um passeio de motociclistas, desta vez no agreste pernambucano. Ele se reuniu com apoiadores no município de Santa Cruz do Capibaribe – o único em Pernambuco onde teve mais votos do que Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições de 2018.

Centenas de pessoas participam do evento na manhã deste sábado, inclusive crianças. A grande maioria não usa máscaras – inclusive o presidente – e as cenas de aglomeração são constantes. Apesar de trafegarem em rodovias, alguns participantes do ato também não usam capacetes.

Bolsonaro apertou a mão e abraçou apoiadores ao chegar no local da concentração, e não deu declarações à imprensa. O grupo segue, agora, em direção a cidade de Toritama, tradicional polo de confecções da região. O destino final é a cidade de Caruaru. Na garupa da moto pilotada por Bolsonaro está o ministro do Turismo, o pernambucano Gilson Machado.

A motociata ocorre três dias antes dos atos de 7 de Setembro, data para a qual apoiadores do presidente têm se mobilizado para manifestações em Brasília e São Paulo. Manifestantes que se organizam para o 7 de Setembro foram alvo de uma investigação da Polícia Federal nas últimas semanas, após defenderem a invasão do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

Município nega título de cidadão a Bolsonaro

Na tarde da última quinta-feira, um dia antes da chegada de Bolsonaro a Pernambuco, a Câmara Municipal do município pernambucano de Vitória de Santo Antão, rejeitou a concessão de um título de cidadão ao presidente. Foram 13 votos contra e apenas 3 a favor da homenagem.

Candidatura de Alipinho à Câmara dos Deputados é uma ameaça aos demais concorrentes em Jequié

/ Política

Alipinho entrevistado por Euclides e Marcos Frahm. Foto: Ricardo Tuacha

A virtual candidatura do empresário Alipinho à Câmara dos Deputados é uma ameaça aos atuais congressistas com mandato, e com atuação na região do Médio Rio de Contas. Os comentários nos meios políticos da região são de que Alipinho se transformou num predador, principalmente aos candidatos radicados em Jequié, onde o empresário inaugurou recentemente um supermercado, da rede supermercadista Mercado de Fábrica.

Disfarçadamente, ele já se reúne com lideranças em Jequié e disse em entrevista ao jornalista e deputado estadual Euclides Fernandes (PDT) e ao blogueiro Marcos Frahm, na Rádo 93 FM, que já colocou o pé na estrada para formar alianças. ”Serei candidato, pois já estou dialogando com as lideranças, percorrendo vários municípios e conhecendo os problemas de cada região. Aqui em Jequié, estamos avançando nas conversas com lideranças importantes que buscam a política da inovação”.

Ex-candidato a prefeito de Ipiaú e segundo colocado na disputa sucessória pelo MDB em 2020, Alipinho disse não ter pressa para filiação a outra legenda, mas revela que analisa propostas do DEM de ACM Neto e de outros partidos.

Deputado diz que Wagner não tem medo de disputar governo com Neto: ”derrotou o carlismo”

/ Política

Bacelar. Foto: Lúcio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados

O presidente estadual do Podemos, o deputado federal Bacelar, afirmou que o pré-candidato a governador da Bahia pelo PT, o senador Jaques Wagner, não tem medo de enfrentar o presidente nacional do DEM, ACM Neto, na disputa pelo Palácio de Ondina.

O parlamentar minimizou a concorrência do democrata e defendeu o legado petista de 16 anos à frente do governo baiano. ”Nós ganhamos com Wagner. Ele derrotou Paulo Souto, derrotou o Carlismo, o senador ACM. Vencemos com Rui, temos excelentes administrações. Não existe isso de ter medo. O Wagner tem experiência de sobra, é um ótimo nome, é consolidado”, analisou em entrevista à Rádio Excelsior.

Questionado sobre a aliança do Podemos com a base aliada do govenador Rui Costa, Bacelar ressaltou que a legenda apoiará a pré-candidatura de Wagner. ”Estamos satisfeitos, nosso candidato é Wagner”, completou.*bahia.ba