Prefeito de Uruçuca é oficialmente reeleito prefeito após TRE aceitar registro de candidatura

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Moacyr estava com candidatura indeferida. Foto: Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) aceitou o pedido de registro da candidatura do prefeito de Uruçuca, Moacyr Leite (DEM). Ele foi reeleito em 15 de novembro, com 6.932 votos, 51,75% do total, entretanto, ainda não poderia se declarar vitorioso porque o seu registro estava indeferido. A decisão do TRE saiu nesta segunda-feira (23).

A candidatura de Moacyr estava indeferida com recurso no TSE por causa da Lei da Ficha Limpa. No entanto, houve recurso interposto contra essa decisão, e ele aguardava julgamento.

O democrata derrotou Fernanda Silva, que ficou em segundo lugar com 36,75% (4.922 votos). A eleição em Uruçuca teve 22,19% de abstenção, 1,02% votos brancos e 5,58% votos nulos.

Prefeitos eleitos em outras três cidades baianas ainda aguardam a decisão da Justiça Eleitoral: Edezio Bastos (DEM), em Brejolândia; Padre Aguinaldo (PDT), em Firmino Alves; Agnelo Santos (PSD), em Santa Cruz Cabrália.

Em todos os casos, há recurso interposto contra as decisões e aguardam julgamento por instância superior.

Vereadora mais nova da Bahia, Talyta Oliveira, de 18 anos, garante que lugar de jovem é na política

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Várzea da Roça é de Várzea da Rocha

Com o título de vereadora mais jovem eleita na Bahia, Talyta Trindade Oliveira (PT) tem 18 anos e cinco meses de idade. Nascida em 2002, a jovem garante que política também tem que ser feita por jovens e para jovens.

Apesar de dizer acreditar que ganharia o pleito para ocupar um das vagas na Câmara de Vereadores de Várzea da Roça, na Bacia do Jacuípe, a jovem diz que não esperava ter sido a segunda mais votada com 610 votos, ficando atrás apenas de Chiquinho de Derson (PC do B), com 790 votos. ”Não imaginei que teria essa repercussão. Sabemos que é um jogo e que estamos para ganhar ou perder, mas não podemos entrar pensando em perder”, disse.

Talyta conta que, além da equipe de trabalho, da força que recebeu dos amigos e familiares, e a confiança dos eleitores na rua, foi o know-how do pai que, apesar de nunca ter exercido nenhum cargo no Executivo e no Legislativo do município, a ajudou na eleição. ”Ele participa da política indiretamente há 20 anos. Nunca foi político, mas já ajudou de forma indireta na campanha de outros políticos”, contou.

Em relação ao fato de ter sofrido preconceito por ser mais nova e mulher, Talyta conta que sofreu de forma indireta, nunca tendo que enfrentar o problema de frente. ”Alguns acreditavam que pela questão da idade eu não chegaria, e chegando eu não poderia ter o potencial de fazer algo”. ”Aqueles que acreditavam que eu não poderia fazer um bom trabalho não votaram, os que votaram confiam em mim e a resposta só posso dar a partir de 1º de janeiro. Quando alguém teima dizendo que você não pode dirigir um carro, você não tem que bater de frente. Você tem que entrar no carro e mostrar que sabe dirigir”, disse confiante.

Assegurando que não tem medo do que vai enfrentar, a vereadora que faz questão de destacar seus 1,51 metro de altura, garante que tem potencial para o cargo, e que quer atacar a situação do desemprego no município. ”Este é um dos maiores problemas que temos aqui na cidade. E em praticamente todas as cidades do interior a falta de emprego e renda da população é um grande problema. Uma das ajudas que penso é tentar correr atrás de algo maior para cidade. Sei que temos estrutura para ter outro gerador de emprego que não seja apenas a prefeitura e o comércio local”, defendeu.

Na Câmara de Vereadores de Várzea da Roça, Talyta terá outros oito colegas, sete homens e uma mulher. ”Acredito que acabei me tornando uma referência. Sei da responsabilidade que tenho, mas sei que vou horar essa responsabilidade tanto para os jovens quanto para as  mulheres. A juventude pode construir um futuro melhor com as próprias mãos. Quero mostrar isso aqui na minha cidade, porque também sei que eu, meus sobrinhos, afilhados, também vamos usufruir dessas melhorias”, disse. Com informações do Bahia Notícias

Zé Cocá, James Meira e Antônio Brito – Como fica o futuro político em Jequié após as eleições 2020?

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Zé Cocá foi eleito prefeito com 30.301 votos. Foto: Rede social

Passada a primeira semana pós-eleição em Jequié, o clima de polaridade, que insuflou debates acalorados nas redes sociais, ficou comprovado com o resultado apertado nas urnas e poderá dar o tom na gestão municipal, e no dia-a-dia na Câmara Municipal.

O deputado federal, Antônio Brito (PSD), que apoiou a candidatura do terceiro colocado, Dr. Fernando (PSD), que teve 18.128 votos, já sinalizou que os quatro vereadores eleitos pelo seu partido irão marchar na oposição ao prefeito eleito, Zé Cocá (PP), que obteve 38,29% dos votos válidos, ou seja, 30.301 votos, e já indicou que pretende dialogar com todos os segmentos partidários da cidade, buscando uma unidade política, para o bem coletivo.

O candidato do partido Patriota, James Meira, cuja ideologia política é aliada à do presidente da República, Jair Bolsonaro, após uma enxurrada de votos, 27.407, não conseguiu eleger nenhum vereador e tem pela frente um desafio: sobreviver, politicamente, após a derrota. Sem nenhum representante no Poder Legislativo, essa sobrevivência vai depender, entre outras coisas, da durabilidade do discurso adotado, após a eleição, e de como será a gestão municipal do futuro prefeito.

Tendo disputado ”pau a pau”, com o primeiro colocado nas intenções de voto, James Meira, em programa de rádio no começo da semana, fez acusações a Zé Cocá e disse, sem apresentar provas, que o pleito eleitoral teve indícios de fraude e que pode pedir a recontagem dos votos. De fato, Cocá é prefeito eleito da importante Cidade Sol. *Blog Marcos Frahm

A TARDE/Potencial Pesquisa: Zé Neto lidera disputa do segundo turno em Feira de Santana

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Candidato do PT à Prefeitura de Feira lidera pesquisa. Foto: Divulgação

A uma semana das eleições, o deputado federal e candidato do PT à Prefeitura de Feira de Santana, Zé Neto, aparece com 44% das intenções de voto, conforme levantamento de A TARDE/Potencial Pesquisa, contra 36% do prefeito Colbert Martins (MDB), que tenta reeleição. O resultado coloca os dois candidatos em situação de empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais.

No total, 12% dos eleitores de Feira de Santana consultados disseram que ainda não sabem em quem vão votar, 4% pretendem anular o voto, 2% não quiseram responder e 2% disseram que votarão em branco.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-05963/2020. Foram entrevistados 600 eleitores entre os dias 17 e 20 de novembro. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de quatro pontos percentuais.

“O que a gente vê, apesar da diferença de 44% a 36%, é que existe um empate técnico, porque os resultados podem ser iguais em algum momento visto que a margem amostral é de 4 p.p. O número no limite mínimo de Zé Neto (40%) e no máximo de Colbert (40%) são iguais, mostrando um empate técnico e que a disputa está acirrada e aberta. Porém, com uma tendência de vitória neste momento para Zé Neto”, avalia o diretor do instituto Potencial Pesquisa, o estatístico Zeca Martins.

Dos 44% que confirmaram votar em Zé Neto (PT), 93% pontuaram estarem certos de sua decisão, entretanto 7% ponderam que poderão mudar de ideia até o dia 29 de novembro. Dos 36% que confirmaram o voto em Colbert Martins (MDB), 86% disseram que não vão mudar o seu voto até no segundo turno, 13% avaliaram que poderão mudar de escolha até a hora de votar. Dos 4% de eleitores que prometeram anular o voto, 10% ponderam que podem voltar atrás.

Somando os eleitores que não sabem em quem irão votar, 12%, e os que não quiseram responder, 2%, o valor chega a 14% dos entrevistados, dado que para o estatístico da Potencial Pesquisas chama atenção. “Temos um pouco mais de três quartos que estão decididos em quem irão votar, com um voto mais cristalizado, até porque já estamos no segundo turno, mas quase 15% ainda podem decidir em quem votar ou se irão votar. Isso deixa o cenário sem uma definição clara”.

Dos 600 eleitores ouvidos em diversas localidades do município, inclusive da zona rural, 93% disseram ter interesse em ir às urnas no segundo turno, 4% afirmaram não saber, 2% garantiram que não irão votar e 1% não quiseram responder.

Gênero

No recorte por gênero, a tendência de voto entre os eleitores do sexo masculino nos candidatos a prefeito de Feira aponta um empate técnico dentro da margem de erro, com 44% dos eleitores consultados apontando o deputado federal petista como possível escolha e 39% sinalizando que podem optar pelo emedebista.

Entre as mulheres o cenário é favorável ao candidato do PT, já que 45% disseram ter uma tendência em votar em Zé Neto (PT), e 33% em Colbert Martins (MDB). Entre os 12% de eleitores indecisos, o percentual de homens é de 9%, o de mulheres é de 15%.

”A tendência de vitória de Zé Neto entre as mulheres é mais evidente do que entre os homens. O que significa isso? A diferença de voto de Neto para Martins, entre as mulheres, é de 12 pontos acima da margem amostral, coisa que não acontece no masculino, onde a disputa está apertada. O percentual das eleitoras indecisas é maior do que os eleitores, e se elas decidem votar em Zé Neto, ele encaminha bem sua vitória já que as eleitoras são maioria no município”, explica Zeca Martins.

*Pesquisa ouviu 600 eleitores entre os dias  17 e 20 de novembro

Com derrota de Trump e fracasso nas eleições, militares recomendam moderação a Bolsonaro

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Militares recomendam moderação a Jair Foto: Marcos Corrêa

Integrantes do Palácio do Planalto e do núcleo militar do governo avaliam que a derrota de Donald Trump nos Estados Unidos e o resultado das eleições serviram como recados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e indicam que ele terá de fazer adaptações para triunfar nas urnas em 2022.

O principal aprendizado, avaliam fardados, é que a população passou a rejeitar extremos, e discursos inflamados em relação à pandemia podem levar a queda de popularidade.

A análise de aliados de Bolsonaro é que a postura de Trump durante a crise sanitária foi decisiva para sua derrota. Por isso, Bolsonaro deveria abandonar ou ao menos moderar discursos como o de que o Brasil precisa deixar de ser ”um país de maricas”, sob pena de perder apoios até mesmo dentro das Forças Armadas.

No lugar de fazer acenos à base mais ideológica de seus eleitores, o principal objetivo do presidente deve ser, pregam auxiliares próximos, trabalhar para aprovar medidas no Congresso que movimentem a economia e façam o Brasil reagir à crise causada pela pandemia.

A chave para a reeleição, afirmam assessores presidenciais e políticos experientes no Congresso, estará na economia. Além da derrota de Trump para o democrata Joe Biden, não reconhecida nem pelo presidente nem pelo Itamaraty, a eleição municipal teve como grandes vencedores os partidos de centro e centro-direta.

O MDB foi o líder no ranking de prefeituras obtidas por partido. Já PP e PSD, duas siglas do chamado centrão, e DEM foram as que mais ascenderam em número de municípios governados pelo país. Em outra frente, o pleito mostrou encolhimento do PSDB e do PT pelo país e também aponta o relativo fracasso do PSL, sigla pela qual Bolsonaro se elegeu presidente.

O próprio presidente viu a maioria dos candidatos que apoiou fracassar no pleito. Nas grandes cidades, apenas Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio de Janeiro, e Capitão Wagner (Pros), em Fortaleza, foram para o segundo turno.

Essa derrota reforçou no Planalto a avaliação de que o discurso radical está perdendo espaço na população e, por isso, aconselham Bolsonaro a moderar o tom. Em 10 de novembro, na semana da derrota de Trump, Bolsonaro afirmou que o Brasil precisa “deixar de ser um país de maricas” ao enfrentar o coronavírus.

”Tudo agora é pandemia. Tem que acabar com esse negócio. Lamento os mortos, todos nós vamos morrer um dia. Não adianta fugir disso, fugir da realidade, tem que deixar de ser um país de maricas”, disse. Também fez alusão à vitória de Biden. Sem citar o nome do presidente eleito dos Estados Unidos, Bolsonaro citou a necessidade de ter “pólvora” para fazer frente a candidatos que ameacem sanções pelo desmatamento da Amazônia.

”Assistimos há pouco a um grande candidato à chefia de Estado dizer que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, levanta barreiras comerciais contra o Brasil. E como é que podemos fazer frente a tudo isso? Apenas a diplomacia não dá, não é, Ernesto [Araújo, chanceler]? Quando acaba a saliva, tem que ter pólvora, senão não funciona”, continuou Bolsonaro. Em debate com Trump na campanha presidencial, Biden disse que “a floresta tropical no Brasil está sendo destruída”.

A fala de Bolsonaro incomodou profundamente aliados, que temeram um retorno ao seu estilo mais agressivo. Irritou, principalmente, setores das Forças Armadas. Militares se sentiram ridicularizados por Bolsonaro ter insinuado que o Brasil poderia usar armamentos e iniciar uma guerra contra os EUA. A avaliação dos fardados é que, se o presidente fala para sua base mais radical e a entusiasma, pode perder o eleitor que votou nele em 2018 como uma alternativa ao PT.

Os mais ideológicos são cerca de 30% do eleitorado bolsonarista, calculam aliados. Estão com Bolsonaro mesmo nos momentos mais críticos. São, portanto, considerados fiéis. O restante dos votos é daqueles que Bolsonaro precisa lutar para manter, avaliam.

Além das eleições municipais e de Trump, assessores palacianos dizem que é preciso olhar para os vizinhos do Brasil, que emitem sinais de alerta de que o projeto Bolsonaro pode fracassar se não for bem elaborado. Auxiliares presidenciais citam o caso da Argentina, que no ano passado elegeu o esquerdista Alberto Fernández como presidente, tendo Cristina Kirchner como vice.

O candidato venceu Maurício Macri, apontado por Bolsonaro como um aliado. Além de adaptar o discurso, aliados lembram que Bolsonaro precisa pensar em questões práticas, como a que partido ele se filiará.

Integrantes do Planalto atrelaram a derrota dos candidatos do presidente na eleição municipal, em parte, ao fato de Bolsonaro não ser filiado a partido algum. Teria sido mais fácil, avaliam, lançar candidatos de uma sigla da qual o presidente fizesse parte e associar o número deles ao do presidente, como ocorreu com o número 17 em 2018.

Além disso, Bolsonaro não pode viajar para fazer campanhas pelo risco de ser acusado de desvirtuar viagens da Presidência para outros fins. Presidentes da República podem participar de campanhas políticas, mas essas viagens costumam ser bancadas pelas legendas da qual fazem parte.

Bolsonaro deixou o PSL no ano passado após atritos com a direção. Depois, investiu na criação da Aliança pelo Brasil, sigla que não saiu do papel. Agora, volta à estaca zero e precisa escolher um novo partido. Boa parte dos aliados avalia que ele deve desistir da ideia de criar a Aliança e partir para uma sigla já existente.

Os auxiliares se dividem sobre se o presidente deveria ir para um partido menor ou um mais consolidado, como os do centrão. Progressistas, Republicanos e o próprio PSL são opções. Na frente nanica, o Patriota é uma possibilidade. Bolsonaro quase se filiou à sigla em 2018.

Mesmo que não escolha um partido centrista, aliados afirmam que será importante para Bolsonaro se esforçar para manter as alianças com esses partidos —atualmente boa parte deles faz parte da base do presidente no Congresso. A ideia é ter o apoio das legendas em 2022 e ainda garantir palanques em municípios importantes. dA Folha de S.Paulo

Tribunal Superior Eleitoral encontra R$ 60 milhões em irregularidades nas contas de candidatos

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontrou indícios irregularidades no valor de R$ 60 milhões nas prestações de contas de candidatos às eleições municipais deste ano. A informação faz parte de uma investigação realizada pelo núcleo de inteligência da Justiça Eleitoral. 

A maior parte das irregularidades envolve doações feitas por pessoas que não têm emprego formal. Nesse caso, houve 9.068 casos que somaram R$ 33 milhões. Também foram registrados R$ 17 milhões em repasses incompatíveis com a renda e 15 doadores que aparecem como falecidos em um sistema de controle de óbitos.

O TSE também encontrou 1.289 prestadores de serviços que são beneficiários do Bolsa Família, além de 1.227 doadores que recebem outros benefícios sociais do governo. 925 empresários que são parentes de candidatos receberam R$ 1,6 milhão das campanhas.

As irregularidades encontradas pelo grupo inteligência da Justiça Eleitoral serão enviadas para providências dos tribunais regionais eleitorais e do Ministério Público.

O grupo é composto por representantes do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal, Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério da Cidadania, entre outros. Da Agência Brasil

Sou de grupo e estou à disposição para contribuir, diz Gutinha sobre presidência da Câmara de Jequié

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”Os eleitores entenderam a importância do nosso trabalho e decidiram renovar o nosso mandato, que se caracteriza pelo compromisso que temos com a cidade”. O comentário é do vereador Gutinha (PP), que conseguiu mais uma votação expressiva em Jequié, sendo mais o votado do PP, partido do prefeito eleito Zé Cocá.

Durante entrevista ao programa Jornal da Manhã com Souza Andrade, ele agradeceu os votos recebidos no último domingo (15), e perguntado sobre a presidência da Câmara, disse que o nome dele está à disposição do partido e dos colegas vereadores. ”A Câmara tem experimentado importantes conquistas e que esses avanços precisam continuar. Sou de grupo e sempre estou à disposição para contribuir”, disse.

Gutinha disse que o resultado das urnas é o reconhecimento dos eleitores pelo trabalho que realizou ao longo dos últimos quatro anos. Citou várias iniciativas importantes com a proposta de criação da Lei do Tombamento, permitindo a preservação de patrimônios arquitetônicos e culturais da cidade; iniciativa de promover um amplo de debate que mobilizou e engajou as classes políticas e empresarial para conseguir verbas para a execução de obras de reestruturação física do Distrito Industrial, que devem sair do papel em breve; viabilização junto ao deputado Leur de recursos federais para pavimentação de ruas e avenidas, além da destinação de verbas para entidades sociais, dentre outras.

Zé Cocá revela que teve primeira reunião com Sérgio da Gameleira para discutir transição

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Zé Cocá disse que foi bem recebido por Sérgio. Foto: Divulgação

O prefeito eleito de Jequié, Zé Cocá (PP), esteve reunido, na quinta-feira (19), com o atual gestor, Sérgio da Gameleira (PSB), iniciando o diálogo para a composição da transição entre os governos. O futuro prefeito, que assume a administração municipal a partir de 1º de janeiro, revelou, em entrevista à Rádio 93 FM, nesta sexta-feira (20), que apresentou uma lista com os nomes dos integrantes que compõem a equipe de transição, sendo eles: Hassan Iossef, Daniel de Quadros, Lucindo Tomas, Juliana Caires, Antônio José, Wagner Rocha, Alexandra Souza e Emerson Nery. ”Eu tie uma reunião com o prefeito Sérgio da Gameleira, que me atendeu muito bem e eu agradeço a ele. Precisamos ter esse elo de ligação com a gestão atual para uma transição respeitosa”, disse Cocá.

A comissão será coordenada pelo vice-prefeito, Hassan Iossef, já anunciado como futuro secretário municipal de Governo, que deverá discutir com a equipe da atual gestão sobre a realidade financeira da Prefeitura de Jequié, assim como sobre contratos em andamento, as urgências e demais informações necessárias ao período de transição.

Rui Costa volta à Conquista para ajudar a impulsionar a campanha de Zé Raimundo e Luciana

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Rui voltou à Conquista para turbinar campanha. Foto: Divulgação

O governador Rui Costa (PT) retornou à Vitória da Conquista e participou de mais uma carreata, nesta sexta-feira (20), em apoio à candidatura do petista, Zé Raimundo, postulante à prefeitura do município, que tem como candidata a vice a professora Luciana, do PCdoB.

Zé Raimundo e Herzem Gusmão vão decidir em 2º turno, no próximo dia 29, quem será o próximo prefeito de Vitória da Conquista. Gusmão está em busca da reeleição.

Ao fim da apuração do último domingo (15), segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Zé Raimundo teve 81.721 votos (47,63% dos votos), ante 78.732 de Herzem Gusmão – o que representa 45,89% dos votos.

A eleição em Vitória da Conquista teve 18,87% de abstenção, 2,18% votos brancos e 6,33% votos nulos.

 

ACM Neto participa de carreata em Vitória da Conquista apoiando candidatura de Herzem no 2º turno

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ACM Neto abraça campanha de Zé Raimundo. Foto: Divulgação

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Jr. (MDB), o prefeito eleito na capital, Bruno Reis (DEM) e o atual prefeito, ACM Neto (DEM), viajaram a Conquista nesta sexta-feira (20) com o objetivo de fortalecer a candidatura do prefeito Herzen Gusmão (MDB), que disputa a reeleição em segundo turno contra o petista Zé Raimundo.

Neto, Bruno, Geraldo e Herzem saíram as ruas em carreata e o presidente nacional do Democratas declarou total apoio à reeleição de Herzem, que na disputa do 1º turno foi derrotado pelo adversário.

Prefeito eleito pelo PP em Serrinha, Adriano Lima já quer ser presidência da UPB e se lança candidato

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Adriano se lançou candidato à presidência da UPB. Foto: Rede social

O prefeito eleito de Serrinha, Adriano Lima (PP), se lançou candidato à presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB). ”A nossa prioridade é fazer a UPB mais próxima dos prefeitos baianos. Vamos cuidar dos prefeitos”, disse.

A proposta dele é fortalecer a entidade. ”A municipalidade tem que estar fortalecida dentro do âmbito da política nacional. A nossa meta é lutar pelas prefeituras baianas junto às outras esferas de poder”, frisou.

Ele afirmou ainda que na sua gestão os prefeitos terão assistência técnica e apoio para acesso a financiamentos em Brasília.

”A UPB vai fornecer todo tipo de assistência para os prefeitos ativos e para, especialmente, aqueles que deixaram os mandatos. Como assistência jurídica, por exemplo”, disse. Também pretende implantar um plano de saúde para os prefeitos e seus dependentes.

Outro nome que já circula nos bastidores envolvendo a disputa pela presidência da entidade é o da ex-secretária de Relações Institucionais Cibele Carvalho, que acaba de se eleger prefeita de Rafael Jambeiro. Ela seria uma aposta da turma mais próxima do governador Rui Costa (PT).

Eleições 2020: Quatro prefeitos eleitos na Bahia vão ter que esperar decisão da Justiça para assumir

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Agnelo Santos foi eleito em Santa Cruz Cabrália. Foto: Rede social

Embora tenham vencido as eleições municipais do último domingo (15), nas urnas, os novos prefeitos eleitos em quatro cidades da interior da Bahia, não podem, por ora, serem considerados vitoriosos. O motivo é que todos eles tiveram o registro indeferido e ainda esperam decisão da Justiça Eleitoral. As cidades onde os futuros eleitos esperam a decisão são: Brejolândia, Firmino Alves, Santa Cruz Cabrália e Uruçuca, conforme informações do A Tarde.

Edezio Bastos (DEM) foi o candidato a prefeito eleito no último pleito com 53,94% dos votos, no município de Brejolândia, oeste da Bahia. Foram ao todo 3.983 votos. Bastos venceu ”Rapaizinho”, que ficou com a segunda segunda colocação ao obter 3.401 votos, o que representou 46,06%. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bastos se enquadra na Lei da Ficha Limpa, sendo assim, fica com pedido de registro julgado indeferido.

No município de Firmino Alves, também no oeste do estado, Padre Aguinaldo (PDT) conseguiu a vitória com 50,01% dos votos. O candidato teve 2.092 votos no total e derrotou Samuel, segundo colocado com 2000 votos, ou seja, 47,81%. Neste caso, de acordo com o TSE, o registro foi barrado por causa de uma investigação de abuso de poder.

Já em Santa Cruz Cabrália, extremo-sul baiano, Agnelo Santos (PSD) foi eleito prefeito com 40,12% dos votos. Agnelo recebeu 5.840 votos e derrotou Bahiano, que ficou na segunda colocação com 4.270 votos, cujo percentual foi 29,33%. O candidato também está enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

No sul do estado, o eleito do município de Uruçuca foi Moacyr (DEM). O candidato eleito nas urnas vai precisar esperar uma decisão definitiva da Justiça. Moacyr teve 6.932 votos, conseguindo o percentual de 51,75%. Foram 6.932. O novo eleito venceu Fernanda Silva, que obteve 4.922 votos, atingindo 36,75%. Moacyr também está com o registro indeferido por se enquadrar, de acordo com a justiça, na Lei da Ficha Limpa.

Existe recurso interposto contra todas as decisões e os casos aguardam julgamento.

Indeferidos no país

No Brasil, em 102 municípios os candidatos à prefeitura conseguiram a maioria dos votos, porém não podem ainda ser declarados vitoriosos por causa do indeferimento dos registros. Todos aguardam a decisão da Justiça Eleitoral. De acordo com dados do TSE, São Paulo teve um terço dos casos com candidatos indeferidos no país.

Depois de 20 anos, Itiruçu confirma reeleição e prefeita diz ter superado a união de caciques

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Lorena venceu Ailton Cezarino

Apesar da grave crise política, que o país atravessa, com o descrédito da classe política por parte da população, generalizadamente, a continuidade foi a marca das eleições municipais de 2020. Um levantamento preliminar da Confederação Nacional de Municípios (CNM), mostra que os eleitores de 2.237 cidades brasileiras reelegeram os atuais gestores no domingo (15), maior número já registrado no país desde a aprovação da emenda constitucional que permitiu a prefeitos, governadores e presidentes a concorrer a um segundo mandato, em 1998.

Em Itiruçu, por exemplo, depois de 20 anos o município volta a ter gestor público reeleito para representar o Executivo Municipal. A médica Lorena Di Gregório (PSD) teve o seu mandato renovado, quando derrotou o ex-prefeito Ailton Cezarino (PSB) com uma diferença de 1.081 votos.

Ao fim da apuração de domingo, Lorenna teve 58,18% dos votos, 3.845 no total, contra 41,82% (2.764 votos) obtidos pelo adversário. Com 9.458 eleitores aptos a votar, Itiruçu teve 23,02% de abstenção, 2,28% votos brancos e 6,95% votos nulos.

Ao comentar o resultado das urnas, durante contato com o Blog Marcos Frahm, nesta quinta-feira (19), a médica de 42 anos disse estar mais madura política e administrativamente para exercer o segundo mandato, tendo relembrado as dificuldades encontradas no primeiro mandato. ”A reeleição é um desafio muito grande para o gestor, por ser uma forma de testar a administração e com essa aprovação teremos mais garra para continuar o trabalho. Os primeiro quatro anos foram muito difíceis e tivemos que colocar a casa e dia, pois encontramos diversas pendências previdenciárias, restrições no CAUC, enfim. Então foram quatro anos de aprendizado, de organização e eu digo que a semente foi plantada e será colhida no segundo mandato”.

Para a prefeita, o desafio é superar o seu próprio governo e fazer uma gestão melhor. Para ela, a eleição 2020, além de atípica por conta das vedações impostas pela Justiça Eleitoral em decorrência da pandemia do coronavírus, foi mais desafiadora, sendo preciso enfrentar a união de forças de caciques da política local, ex-prefeitos [a exemplo de Wagner Novaes que apoiou Ailton] que segundo ela marcharam contrários a sua reeleição.  ”Pra mim, foi muito difícil vencer os caciques e foi uma vitória muito grande, porque depois de 20 anos nós tivemos reeleição em Itiruçu e desta vez uma mulher sendo reeleita”.

Otto critica Rui por autorizar secretário entregar hospital de Jaguaquara 48h antes da eleição

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Otto reage a postura de Rui. Foto: Pedro França/Agência Senado

O presidente do PSD baiano, senador Otto Alencar, endossou as críticas do colega de Parlamento e partido Angelo Coronel, sobre a estratégia do governador da Bahia, Rui Costa, nas eleições municipais. Coronel, em entrevista ao jornal A Tarde, disse que o petista deveria ”baixar a bola” e ser ”mais humilde”.

”O que aconteceu foi uma rapinagem dentro da base. Cada candidatura ficava rapinando a outra e, coordenada pelo governador, a partir do momento que ele foi às praças abraçando uma única candidatura e relegando as outras que sempre fizeram parte do seu arco de aliança. Serve de lição essa eleição, para o governador Rui Costa, que ele não tem esse poder todo de ter o eleitor ao seu lado simplesmente por aparecer em uma televisão e pedir com clemência, quase chorando, o voto para sua candidata”, declarou Coronel.

”Espero que o governador caia na real, baixe a bola, seja humilde, para recompor o arco de aliança. Porque se não, vai acontecer o que aconteceu com outros tidos como os maiorais no passado e que afundaram pelo excesso da vaidade, pelo excesso da autossuficiência e por se achar o imbatível. A humildade sempre deve prevalecer em qualquer circunstância”, concluiu o senador baiano.

Otto disse respeitar o colega, mas não deixou de reforçar as críticas. ”Respeito a posição [do senador Angelo Coronel]. Tem que ser respeitada, ele contribuiu muito para o partido, com o governo. Ele tem suas razões. O governador discordou, faz parte da política. A estratégia, traçada por Rui, não teve vitória, deixou a desejar, não foi correta. Temos integrantes do próprio partido que foram prejudicados pela ação do governo”, opinou ao site Metro1.

Otto ainda citou a inauguração da duplicação do Hospital Municipal de Jaguaquara, entregue 48h antes da votação após reforma com recursos do Estado. Segundo o senador, o vice-governador João Leão (PP) e o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, participaram da cerimônia, na última sexta-feira (13), antes das eleições, o que, segundo Otto, favoreceu o candidata do PP na cidade. ”Perdemos por 58 votos. O governador tinha me dito que não permitiria inaugurações para não ter desequilíbrio eleitoral”, completou.

Apesar das críticas, o presidente do PSD-BA disse que espera uma reunião com o chefe do Executivo estadual para aparar as arestas.