Prefeitura de Prado, no Extremo Sul , decreta situação de emergência por conta das fortes chuvas

A prefeitura de Prado decretou nesta segunda-feira (21), estado de emergência no município, por conta das fortes chuvas que afetam a cidade desde sexta-feira (18). Segundo o g1, a decisão foi publicada no Diário Oficial da cidade.

No documento, o prefeito relatou que choveu mais de 250,00 mm entre sábado (19) e segunda-feira. Na manhã desta terça-feira (22), duas estradas foram interditadas por transbordamentos de rios. A estrada que dá acesso à comunidade do Veleiro, na região do Corumbau, foi tomada pela água e os moradores ficaram ilhados. A estrada da Cumuruxatiba também foi interditada, mas os moradores ainda podem usar os outros acessos para entrar e sair do distrito.

Segundo informações, a chuva causou a queda de encostas, morros e transbordamento do Rio Jucuruçu. Uma ponte que dá acesso a Comuruxatiba também desabou no domingo (20).

Cacá Leão sobre PEC que reduz INSS dos municípios: ”importante a mobilização de todos para a aprovação”

/ Política

Deputado federal Cacá Leão. Foto: divulgação/ assessoria

O deputado federal Cacá Leão (PP), autor da proposição em apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2022, que reduz o INSS patronal dos municípios pela metade, avalia ação como crucial para aprovação da matéria. Nesta segunda-feira (21), Cacá afirmou que a pressão em Brasília e o entendimento unânime podem acelerar a aprovação.

”É muito importante a mobilização de todos para a aprovação dessa matéria. É uma proposta necessária e que vai dar aos municípios a condição de pagar as suas dívidas e estarem quites com as suas obrigações sociais. Hoje há uma sonegação muito grande e os municípios ao longo do tempo foram perdendo a sua condição de pagamento”, pontuou.

O parlamentar disse ainda que o pleito é, praticamente, uma unanimidade. ”A mobilização em Brasília pode acelerar a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, como também a sua aprovação no plenário da Câmara e do Senado. E, se possível, que isso aconteça ainda esse ano”, afirmou.

 

General Santos Cruz descarta suposta tensão de militares das Forças Armadas com eleição de Lula

/ Bahia

General Santa Cruz. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Em entrevista à BBC News, publicada nesta terça-feira (22), o general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz, afirmou que aposta em uma relação harmônica entre o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os militares das Forças Armadas. Na ocasião, Santos Cruz, que em 2019 foi nomeado como ministro da Secretaria de Governo da Presidência de Jair Bolsonaro (PL), afirmou que o novo governo não tem motivos para temer a atuação dos militares.

”Eu não vejo essas tensões porque nós tivemos anteriormente dois mandatos do atual presidente eleito e não houve nenhuma dificuldade de relacionamento. Houve respeito institucional e houve um orçamento regular. O Brasil, naquele período, participou de missões de paz dentro do esforço de política exterior do Brasil. Houve vários projetos (estratégicos) das Forças Armadas que são daquela época. Temos todas as condições de contornar esse período de política conturbada, de muito fanatismo político, e termos um relacionamento respeitoso sem maiores problemas”, destacou o general da reserva.

Ainda durante a entrevista, Santos Cruz destacou a importância das Forças Armadas se comportarem ”de forma apolítica”, sem preferência ”de nomes e de partidos”. ”Isso é fundamental para toda a sociedade brasileira. Isso vale não só para a instituição militar, mas para outras como a Receita Federal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal […] Elas precisam ter esse comportamento porque a briga política sempre vai existir de quatro em quatro anos. Mas as instituições do Estado têm que dar essa tranquilidade para a nossa população”.

Custo de viagem de Lula com jato de empresário amigo pode chegar a R$ 2,8 milhões

/ Brasil

Aliados minimizam desgaste e defendem mudar legislação

O custo de uma viagem em jato particular para a COP27 no Egito, semelhante à feita pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode chegar a R$ 2,8 milhões.

A conta foi feita com base em três consultas feitas pela Folha: a cotação de uma empresa de táxi aéreo, o site de fretamento de aviões Flapper e a avaliação de especialistas em aviação executiva, que comentaram o caso sob condição de anonimato.

Lula participou na semana passada da reunião global do clima da ONU, realizada em Sharm el-Sheikh (Egito). Ele viajou no jatinho do empresário José Seripieri Filho, conhecido como Júnior.

O presidente eleito alegou que ”tem que cuidar da sua segurança”, sobretudo em um país com ”bolsonaristas raivosos”, e que o PT e as pessoas que tinham feito o convite (o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e o presidente do Egito, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi) não poderiam bancar a viagem.

A aeronave do modelo Gulfstream em que a comitiva do petista viajou para o Egito tem capacidade para transportar 12 pessoas e autonomia para voar direto ao país africano. Seripieri e Lula são amigos há cerca de dez anos. O empresário é fundador da Qualicorp e dono da Qsaúde.

Questionado sobre o assunto em Portugal, Lula também disse que, se preciso, poderá pedir o jato emprestado de Serapieri novamente antes da posse. Interlocutores de Lula e o presidente da Argentina, Alberto Fernández, afirmaram que ele deve ir ao país vizinho até o fim do ano. Também é cogitada uma visita ao Uruguai. O custo dessas viagens para Argentina e Uruguai em deslocamentos em aviões executivos seria de no mínimo R$ 140 mil.

Questionada sobre as viagens, a assessoria de imprensa de Lula afirmou que não sabe como foram feitas as contas da Folha e que as agendas do presidente eleito no Egito tiveram repercussão mundial e ganho de imagem para o Brasil.

Ela disse que ”não há hoje previsão de uma viagem como essa ser feita em voo da FAB [Força Aérea Brasileira] nem foi oferecido pelo atual governo, cujo presidente [Jair Bolsonaro] não foi para a COP”.

Não há previsão orçamentária para custear o transporte de um presidente eleito durante a transição. Como o período eleitoral acabou, também não existe a hipótese de se recorrer ao fundo eleitoral reservado às campanhas. O PT não teria, por sua vez, recursos para financiar esta e outras viagens que estariam programadas para acontecer antes da posse.

A assessoria de Lula afirmou ainda que a repercussão da fala de Lula no evento trouxe ganho de imagem para o Brasil no mundo, além dos encontros com representantes dos Estados Unidos, China, Alemanha, Noruega, Espanha, União Europeia e ONU.”A agenda ambiental é fundamental para o planeta, a modernização da nossa economia e atração de investimentos”, disse. ”Além dos encontros na COP, ele se encontrou com o primeiro-ministro de Portugal, que disse que estava com saudades do Brasil de volta ao mundo, e os presidentes de Portugal e Moçambique. Seria interessante a Folha de S.Paulo tentar analisar também, em busca do equilíbrio editorial, o retorno para o país de uma viagem dessa, feita antes mesmo de Lula assumir o cargo, ou o custo de um presidente como o atual, que é um pária internacional.”

Aliados de Lula e integrantes da transição de governo minimizam o desgaste político com o uso de jatinho. Um dos coordenadores da campanha petista, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), afirmou à Folha na semana passada que o Brasil deveria rever sua legislação para bancar agendas do próximo mandatário durante o período de transição, e classificou a carona de Seripieri como ”apoio”.

”Em outros países esse tipo de apoio que o presidente Lula está recebendo é normal. Não se cria polêmica. A iniciativa privada dar suporte para um presidente, ou uma figura pública que tem cargo público, em muitos países do mundo isso não tem nenhum problema. No Brasil, se tem inclusive por causa do ambiente político que nós estamos vivendo”, afirmou.

Questionado sobre o assunto em Portugal, na semana passada, Lula também afirmou que o avião de Seripieri era novo e seguro e que vai agradecer se puder viajar com ele novamente antes de assumir a Presidência. Segundo ele, Bolsonaro deveria ter oferecido um avião da FAB, se fosse responsável.

Uma viagem do Brasil ao Egito com parada em Portugal na volta, como a que fez a comitiva do presidente eleito, custa ao menos R$ 1,5 milhão. O preço varia, sobretudo, de acordo com o porte da aeronave e a autonomia que ela tem para fazer um voo longo sem escalas.

Pelo site da empresa Flapper, é possível fretar um voo para cinco passageiros por R$ 1,491 milhão: R$ 792 mil pela viagem de São Paulo a Sharm el-Sheikh; R$ 257 mil pelo trecho entre Sharm el-Sheikh e Lisboa, em Portugal, e mais R$ 442 mil para a volta de Lisboa a São Paulo.

Uma empresa de táxi aéreo consultada pela Folha forneceu três orçamentos para uma viagem de ida e volta de seis dias saindo de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Sharm el-Sheikh. A cotação desconsidera a parada em Lisboa, em Portugal, onde Lula se reuniu com o presidente e o primeiro-ministro português.

O fretamento de um Legacy 650 para até 14 passageiros —aeronave de porte parecido com a do modelo Gulfstream— custa cerca de R$ 2,8 milhões. O jato precisaria fazer uma parada para abastecimento.

Já o fretamento de um jato Hawker 800, com capacidade para até nove passageiros, custa cerca de R$ 1,4 milhão. A rota saindo de São Paulo exigiria ao menos duas paradas, uma no Recife (PE) e outra em Cabo Verde para abastecimento e pernoite da tripulação.

Outra opção seria o aluguel de um modelo Phenom 300, que comporta até oito pessoas. O fretamento está cotado em aproximadamente R$ 1,5 milhão. O voo também demandaria uma escala para abastecimento e troca de tripulação em Cabo Verde.

Dois especialistas ouvidos pela Folha afirmaram que uma viagem de São Paulo ao Egito sem escalas demanda ao menos três pilotos. Além da despesa com tripulação e combustível, outros gastos estão envolvidos, como as tarifas aeroportuárias e de comunicação, além do hangar para a aeronave.

Já uma viagem de dois dias em um avião fretado para cinco passageiros entre São Paulo e Buenos Aires, na Argentina, pode custar cerca de R$ 120 mil em uma aeronave modelo King Air B200.

Em um modelo Gulfstream similar ao de Seripieri, o mesmo fretamento pode chegar a R$ 1 milhão. Há opções ainda mais caras, no entanto, que fariam com que os gastos com deslocamento chegassem a R$ 2,5 milhões. O trecho entre Buenos Aires e Montevidéu, no Uruguai, pode custar de R$ 20 mil a R$ 500 mil, dependendo da aeronave.

*por Thaísa Oliveira e Julia Chaib / Folha de São Paulo

Gabinete de transição prepara devassa em contratos da Codevasf, órgão controlado pelo Centrão

/ Brasil

O grupo da transição dedicado a debater a agenda anticorrupção no governo Lula (PT) vai examinar as principais contratações feitas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf). Comandado pelo centrão, o órgão foi utilizado para repassar recursos do orçamento secreto. A informação é do jornal “O Globo”.

”Vamos tentar obter junto à CGU (Controladoria-Geral da União) quais foram os pontos falhos dessas contratações e dessas licitações, e a partir desses dados vamos sugerir melhorias e um maior enfoque nessa matéria”, diz o advogado Juliano Breda, que faz parte do grupo.

Os integrantes da transição também planejam colocar lupa sobre o relacionamento da Petrobras com fornecedores. O objetivo é evitar erros cometidos no passado.