Citado em um suposto esquema, Leão diz que respiradores apresentaram problemas

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João Leão esclarece compra de respiradores. Foto: Divulgação

Citado em depoimentos como um dos envolvidos em um suposto esquema de superfaturamento na compra fraudada de respiradores para o Consórcio Nordeste (lembre aqui), o vice-governador da Bahia e secretário de Desenvolvimento Econômico (SDE), João Leão (PP), afastou as acusações e afirmou que os empresários depoentes tentaram empurrar equipamentos falhos para a gestão.

Segundo Leão, os respiradores apresentados para teste pela Hempcare e pela Biogeoenergy, após o pagamento dos R$ 49 milhões, foram reprovados nos testes iniciais. ”Esses empresários queriam que a gente assinasse o protocolo de intenções pela compra dos equipamentos antes da entrega. Quando recebemos um modelo para teste, o equipamento apresentou dez problemas diferentes. Não tínhamos condição de aceitar aquilo”, disse Leão.

O vice-governador então declarou que não assinou o documento. Novos equipamentos para repor a compra nunca chegaram (veja aqui) e os empresários ligados a Biogeoenergy e Hempcare alegam agora que foram envolvidos em uma tentativa de esquema proposto pelo estado, partindo da SDE (saiba mais aqui).

”Nunca atendemos esses empresários sozinhos, justamente para evitar problemas. Na SDE sempre instruo os funcionários a fazerem reuniões coletivas com donos de empresa. Esses empresários estiveram em reunião na SDE com 10 pessoas na sala. Era impossível ter alguma falcatrua”, relatou Leão em entrevista nesta segunda-feira (29) ao Isso é Bahia, de A Tarde FM e Bahia Notícias.

O vice-governador da Bahia vai processar judicialmente, por danos morais, os empresários Paulo de Tarso, CEO da empresa Biogeoenergy e o empresário Cleber Isaac, citado como intermediário no caso.

OS APARELHOS
Os equipamentos vendidos pela Hempcare, pagos antecipadamente pelo Consórcio Nordeste e fabricados pela Biogeoenergy foram precificados 3.000% acima do custo de produção.

Um médico intensivista e também representante de uma fabricante de ventiladores avaliou que a tecnologia usada pelo “Respira Brasil” é obsoleta, de 20 anos atrás. ”Esse equipamento não permite mensurar a real necessidade de oxigênio do paciente nem saber o grau de infecção pulmonar. É como um Fusca sem velocímetro. Você vai às cegas”, comparou o profissional. Foi ele quem estimou que o custo de produção de um equipamento com as características utilizadas pela Biogeoenergy. Com informações do Bahia Notícias

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