Saúde: Após acordo, anestesistas retomam atendimento pelo Planserv

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Após dois meses de impasses entre médicos e secretaria de Saúde, os serviços de anestesistas voltaram a funcionar na Bahia com o uso do Planserv, o plano de saúde dos servidores estaduais. As negociações foram finalizadas na sexta-feira (15). A assessoria dos anestesistas não informou quais foram as reivindicações aceitas. Os médicos pediam reajustes nos valores de pagamento do plano, o que, segundo a categoria, não acontecia desde 2015. Os profissionais também pediam pagamento dos honorários feitos diretamente aos médicos, sem intermediação dos hospitais. Mesmo com o impasse, os anestesistas não deixaram de atender no período, mas apenas com pagamento particular. A paralisação com o Planserv começou no dia sete de janeiro deste ano. Para mais informações, o beneficiário do plano deve entrar em contato por meio do número: 0800-56-6066. As informações são do site G1/Bahia.

Comercialização de 46 planos de saúde de 13 operadoras está proibida a partir de hoje

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A comercialização de 46 planos de saúde de 13 operadoras está suspensa a partir de hoje (11) por decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A medida, anunciada pela agência no último dia 1º, é temporária e acompanha os resultados trimestrais do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, que monitora o desempenho do setor. A mesma avaliação permitiu a retomada, também a partir de hoje, da venda de sete planos de saúde de duas operadoras, que haviam sido suspensos anteriormente. De acordo com a ANS, a suspensão temporária da comercialização de planos de 13 operadoras se deu em função de reclamações sobre cobertura assistencial, prazo máximo de atendimento e rede de atendimento, entre outras. A medida foi anunciada antes do carnaval, com base em reclamações de beneficiários no último trimestre de 2018. “Os planos suspensos só podem voltar a ser comercializados quando forem comprovadas melhorias”, informou a agência. Eles atendem, juntos, a cerca de 570 mil beneficiários, que não são afetados pela medida. A assistência médica continua valendo para quem já é cliente, mas novas vendas não podem ser feitas.

Agência Brasil

Saúde: Meningite é doença agressiva e pode deixar sequelas e é letal em 20% dos casos

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A notícia do falecimento nesta sexta-feira (1), do neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Arthur Araújo Lula da Silva, de sete anos, voltou a atenção para uma doença silenciosa e agressiva, que pode ser evitada através da vacinação. Causada por vírus, bactérias ou outros agentes infecciosos, a meningite é uma doença grave que pode deixar sequelas, como danos neurológicos, e até levar à morte. A forma bacteriana é a que costuma resultar em mais complicações para os pacientes. No Brasil, o tipo mais comum é o C, cuja vacina é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Entre as bactérias, o meningococo é a causa número um de meningite bacteriana no País. É a que tem com maior frequência. A letalidade da doença é de 20% e ela é muito agressiva. Em poucas horas, a pessoa vai do estado normal para a morte. É uma doença imprevisível”, explica Marco Aurélio Sáfadi, professor de infectologia da faculdade de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. A doença é transmitida pelo ar e causa inflamação nas meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Entre os sintomas, estão febre, mal-estar, dor de cabeça e rigidez no pescoço. Segundo Sáfadi, que também é presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, no caso de meningite bacteriana, o tratamento é feito com antibióticos e pacientes que sobrevivem podem ter sequelas. “Normalmente, eles têm sequelas neurológicas, cegueira, surdez e perda de membros por necrose. As complicações atingem de 10% a 20% dos pacientes que sobrevivem.”

Agência Nacional de Saúde Suplementar suspende comercialização de 46 planos de saúde

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu hoje (1º) a comercialização de 46 planos de saúde. A medida, que tem caráter temporário, passa a valer a partir de 11 de março. Juntos, os planos atendem a quase 570 mil pessoas. A decisão foi tomada a partir de resultados trimestrais do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, responsável pelo acompanhamento de desempenho do setor para proteção de beneficiários. De acordo com a agência, foram registradas diversas reclamações sobre cobertura, prazo e rede de atendimento dos planos operados por 13 empresas. O objetivo da agência reguladora é garantir a assistência dos atuais beneficiários desses serviços. Os planos suspensos só poderão voltar a ser comercializados quando as operadoras corrigirem falhas e comprovarem as melhorias. ”É uma medida que amplia a proteção ao beneficiário da operadora, já que não haverá ingresso de mais contratantes, ao passo que impede que novos consumidores contratem um plano que demande ajustes por parte da empresa”, afirmou o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel. Paralelamente, a ANS liberou a comercialização de sete planos de saúde de duas operadoras que estavam suspensas em decisões anteriores. A data de retomada das vendas desses serviços também foi marcada para o próximo dia 11.

Saúde: SUS terá nova modalidade de compra para medicamentos de doenças raras

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou hoje (27) uma nova modalidade de compra de medicamentos via Sistema Único de Saúde (SUS) – o compartilhamento de risco com as indústrias, que prevê que o governo só pague pelo remédio caso haja melhora do paciente. O anúncio foi feito durante sessão solene em comemoração ao Dia Mundial das Doenças Raras, no Congresso Nacional. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, participou da cerimônia. A adoção do compartilhamento de risco, de acordo com a pasta, gera, a curto prazo, economia que deve ser revertida em ampliação do acesso e maior qualidade no atendimento.

Spiranza

O primeiro medicamento passível de ser incorporado na rede pública via compartilhamento de risco, segundo o ministro, é o Spiranza, que trata pacientes com atrofia muscular espinhal (AME). Mandetta disse que vai pedir celeridade nas discussões no âmbito da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec). ”Faremos apenas dez dias de audiência, para cumprir esse prazo, e devemos anunciar a incorporação via compartilhamento de risco dessa medicação”, disse.

Doenças raras

Dados do ministério revelam que, no Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas vivem com algum tipo de doença rara. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 65 pessoas a cada grupo de 100 mil indivíduos são acometidas por esse tipo de condição, sendo que 80% dos casos decorrem de fatores genéticos. Da Agência Brasil

Saúde: Em 2018, sarampo teve vacinação abaixo da meta em 49% dos municípios

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Dados preliminares do ano passado divulgados hoje (14) pelo Ministério da Saúde indicam que, dos 5.570 municípios brasileiros, 2.751 (49%) não atingiram a meta de cobertura vacinal contra o sarampo, que deve ser igual ou maior que 95%. Os dados são ainda mais preocupantes nos estados que registram surto da doença – no Pará, 83,3% dos municípios não atingiram a meta; em Roraima, o índice é 73,3% e, no Amazonas, 50%. Segundo nota divulgada pela pasta, a baixa cobertura vacinal e a necessidade de ampliar a imunização contra doenças que já haviam sido eliminadas ou erradicadas, mas que voltaram a circular no país, levaram o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a propor um novo pacto sobre vacinação. A proposta foi feita nesta quinta-feira em reunião da Comissão Intergestores Tripartite, que conta com representantes das secretarias estaduais e municipais de Saúde, além do governo federal. ”Nós vamos ter que refazer o pacto sobre vacina neste país. O índice de vacinação está perigosamente baixo. Alguns estados dizem que está muito bom, mas enquanto todos os estados não estiverem com níveis elevados de vacinação, os caminhos estarão abertos para a disseminação do vírus”, alertou Mandetta durante o encontro. Os dados mais atualizados do Ministério da Saúde sobre sarampo são do dia 28 de janeiro e contam com informações repassadas pelas secretarias estaduais de Saúde.

Deputado Antonio Brito tem encontro com presidente de Portugal para falar sobre Santas Casas

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Brito no XIII Congresso Nacional das Misericórdias. Foto: Divulgação

O deputado federal Antonio Brito (PSD-BA), presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Portugal, esteve com o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, durante o encerramento do XIII Congresso das Santas Casas Portuguesas, realizado em Albufeira, na região do Algarve, em Portugal, quando defendeu o fortalecimento da relação entre as duas nações. Brito, em seu pronunciamento, expôs diversos temas, a exemplo do envelhecimento da população, o reconhecido trabalho de Portugal com os cuidados continuados, a missão das santas casas e a cooperação bilateral em outras áreas, como a educação, o turismo e as tecnologias.

Programa Mais Médicos: inscrição para médicos formados no exterior será dias 13 e 14

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Os médicos brasileiros formados no exterior, mas sem registro, no país terão os dias 13 e 14 para fazer inscrição nas vagas em aberto do programa Mais Médicos. Os candidatos deverão entrar no site do programa e indicar em quais municípios desejam realizar o atendimento à população. O processo ocorrerá na próxima semana. No dia 13, o Ministério da Saúde irá divulgar os municípios com vagas remanescentes em aberto. Nos dois dias seguintes, os médicos que obtiveram diplomas no exterior, mas não têm registro no Brasil escolherão a cidade de sua preferência entre as que disponibilizaram vagas. No dia 19, será divulgada a lista dos inscritos, das vagas ocupadas e dos municípios contemplados. De acordo com o Ministério da Saúde, os profissionais sem registro vão passar por um ”módulo de acolhimento”, onde serão oferecidas aulas e haverá avaliação pela equipe do programa, com aplicação de exames e outras formas de verificação da condição de atuação dos inscritos. Há aproximadamente 1.500 vagas em aberto, segundo o último balanço do Ministério da Saúde, divulgado no dia 15 de janeiro. Das 8.517 vagas abertas com a saída de Cuba do acordo de cooperação que viabilizava a presença de profissionais daquele país no programa, foram realizadas novas chamadas nas quais as vagas foram ocupadas por 7 mil médicos com registro no país até o momento da atualização.

Presidente Jair Bolsonaro tem febre e tomografia revela pneumonia, diz boletim médico

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Jair está internado no Hospital Albert Einstein. Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) teve episódio isolado de febre nesta quarta-feira (6) e foi submetido à tomografia de tórax e abdome que evidenciou ”boa evolução do quadro intestinal e imagem compatível com pneumonia”, segundo boletim médico divulgado na tarde desta quinta-feira (7) pelo Hospital Albert Einstein. De acordo com o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, exames detectaram que a pneumonia tem causa bacteriana. Um novo antibiótico foi incluído no tratamento de Bolsonaro para ser administrado por sete dias. Ainda segundo o boletim, ”foi realizado um ajuste na antibióticoterapia e mantidos os demais tratamentos. Continua sem dor, com sonda nasogástrica, dreno no abdome e recebendo líquidos por via oral em associação à nutrição parenteral”. Bolsonaro realizou exercícios respiratórios e caminhou no corredor. ”Por ordem médica, as visitas permanecem restritas”. Segundo o porta-voz Rêgo Barros, ”o estado de saúde do presidente é o esperado dentro desse pico térmico que ele acometeu na noite de ontem. Por precaução os médicos fizeram exame de imagem, incluso tomografia por contraste. O pulmão tinha uma imagem que era compatível com pneumonia”. ”O presidente vem recebendo administração de antibiótico de amplo espectro. Médicos optaram por acrescentar uma nova medicação. Esta ação vai debelar essa pneumonia que foi encontrada em seu pulmão.” Segundo Rêgo Barros, a temperatura febril do presidente chegou a “cerca de 38°C”. Bolsonaro segue internado na unidade semi-intensiva do hospital. ”Fizeram exames viral e bacteriano e descartaram o viral. Trata-se de uma causa bacteriana”, afirmou o porta-voz. ”Algumas causas podem ser geradoras dessa pneumonia, mas ficar na suposição não me parece adequado.”

Sindicato dos Médicos da Bahia decide suspender atendimentos aos segurados do Planserv

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O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed) decidiu suspender todos os atendimentos aos segurados do Planserv, mantendo apenas os de urgência e emergência. Segundo informações do Sindimed, a medida entra em vigor a partir da tarde desta quarta-feira (6) e vai impactar até nas consultas que já estavam agendadas. Ainda de acordo com o Sindimed, a medida foi adotada após inúmeras tentativas de negociação dos valores das tabelas que regem consultas e procedimentos médicos e que estão desatualizadas.  Eles alegam ainda que, embora as discussões com os representantes do Planserv estejam sendo pautadas, desde dezembro de 2018, nenhum avanço foi obtido. ”Os cortes realizados em relação ao repasse do Poder Executivo Estadual atingem o valor aproximado de R$200 milhões repercutindo diretamente sobre os 500 mil usuários do plano, os quais tiveram – em paralelo – a sua contribuição previdenciária aumentada de 12% para 14%”, informa o Sindimed, em nota. Em comunicado, o Planserv informa que mantém relação contratual apenas com as entidades de saúde – clínicas, hospitais e laboratórios-, não havendo nenhum vínculo, portanto, com profissionais de saúde, enquanto profissionais liberais, registrados como pessoa física. O Planserv informa ainda que ”adotará todas as medidas cabíveis para que sejam cumpridos os contratos com as entidades de saúde, garantindo o atendimento aos beneficiários, sem nenhum custo extra”

O Planserv atende hoje a 520 mil pessoas e, somente no ano passado foram realizadas 1,6 milhão de consultas eletivas; 14 milhões de exames e 550 mil atendimentos de emergência. O plano conta com uma rede de 1,4 mil prestadores em todo o Estado. ”Infelizmente a situação se arrasta desde o ano passado e a retenção do teto para as unidades hospitalares acaba prejudicando os médicos. Profissionais de diversas especialidades têm trazido queixas para o sindicato, em função do congelamento progressivo da tabela. O valor pago por alguns procedimentos, inclusive, já se aproximam ao da tabela do SUS (Sistema Único de Saúde)”, explica a presidente do Sindimed, Ana Rita de Luna Freire Peixoto. Ela ressalta ainda ainda que a inflação cresceu ao longo dos anos, impactando nos custos operacionais da categoria e fazendo com que a conta não feche. ”Tivemos aumento do custo de luz, de água, do salário mínimo que pagamos aos funcionários, mas sem o reajuste da tabela essa conta não se paga”, explica. A decisão do Sindimed ocorre um mês depois dos anestesistas anunciarem a suspensão a todos os beneficiários do Planserv. Na ocasião, em nota divulgada pela Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas da Bahia (Coopanest-BA), a entidade  afirma que a decisão é consequência da falta de negociação de reajuste junto ao plano dos servidores estaduais, que se arrasta desde o ano de 2017.  Ainda de acordo com a cooperativa, desde 2010 não houve qualquer tipo de reajuste dos honorários médicos. Foram mantidos apenas os procedimentos de urgência e emergência, que serão realizados independente de qualquer depósito prévio. A cobrança ao paciente deve ser feita posteriormente. Com informações do Correio

Policlínica Regional de Saúde em Paulo Afonso seleciona profissionais interessados

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A partir desta sexta-feira (1º), os profissionais interessados em trabalhar na Policlínica Regional de Saúde em Paulo Afonso, no norte da Bahia, podem se inscrever no processo seletivo da Fundação de Apoio a Educação e Desenvolvimento Tecnológico (Fundação Cefet Bahia). São vagas para as funções de médico, enfermeiro, psicólogo, farmacêutico, nutricionista, ouvidor, assessor técnico, assistente social, técnico em enfermagem, técnico em radiologia e assistente administrativo. A policlínica será inaugurada no primeiro semestre. Os funcionários serão contratados em regime CLT pelo Consórcio Interfederativo de Saúde. O edital estará disponível no site da Fundação Cefet,e as inscrições ficam abertas até 10 de março de 2019. O Governo do Estado está investindo R$ 22 milhões na construção e aquisição de equipamentos, mobiliário e micro-ônibus para o transporte de pacientes que moram nos outros municípios integrantes do consórcio público de saúde. Atualmente, oito policlínicas estão em funcionamento nas cidades de Teixeira de Freitas, Irecê, Guanambi, Jequié, Feira de Santana, Alagoinhas, Santo Antônio de Jesus e Valença, sendo referência para aproximadamente 4 milhões de baianos. Dez policlínicas estão em construção nos municípios de Simões Filho, Salvador, Itabuna, Vitória da Conquista, Jacobina, Juazeiro, Paulo Afonso, Barreiras, Senhor do Bonfim e São Francisco do Conde.

Governador Rui Costa confirma permanência do médico Fábio Vilas-Boas na Secretaria da Saúde

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O cardiologista Fábio Vilas-Boas continua na SESAB. Foto: Manu Dias

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), confirmou a permanência do secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, em entrevista à imprensa, conforme publicação do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (28), durante assinatura ordem de serviço para reforma de prédio, localizado na Avenida Centenário, visando a implantação do Centro de Referência para Doença Falciforme.

Governador Rui Costa autoriza implantação do Centro de Referência em Doença Falciforme

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Governador Rui Costa assinou a ordem de serviço. Foto: Manu Dias

Com o maior número de pacientes com doença falciforme no mundo, fora do continente africano, a Bahia irá ganhar um centro de referência de ponta para o tratamento dos portadores da patologia. Na manhã desta segunda-feira (28), o governador Rui Costa assinou ordem de serviço para obras de reforma do edifício Antônio Ferreira dos Santos, localizado na Avenida Centenário, no bairro do Garcia, em Salvador, onde será instalado o Centro de Referência em Doença Falciforme. O prazo estimado para a conclusão das obras da nova unidade é de dez meses. ”O Centro vai monitorar e atender essas pessoas com a atenção que merecem para a realização de tratamentos. Queremos, inclusive, investir num trabalho científico na área. Hoje anunciei que irei publicar edital do Fundo Estadual de Pesquisa, para que tenhamos na Bahia uma linha de pesquisa específica sobre a anemia falciforme. O objetivo é que o estado seja referência não só no tratamento mas também em pesquisas sobre o assunto”, declarou o governador. Com investimento de R$ 7,3 milhões, entre obras e equipamentos, o novo centro será equipado para realizar atendimento ambulatorial nas especialidades de hematologia, ortopedia, hepatologia, oftalmologia, nutrição, psicologia, odontologia, fisioterapia, serviço social, assistência farmacêutica, endocrinologia, cardiologia e enfermagem. A gestão da unidade será realizada pela Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (Hemoba), que é referência no atendimento a pacientes com doença falciforme, acompanhando cerca de cinco mil pessoas na capital e no interior, além de ser responsável pela assistência transfusional e farmacêutica, incluindo a dispensação de medicamentos de alto custo, como Hidroxiureia e Deferasirox. A Doença Falciforme é uma das condições genéticas e hereditárias mais comuns no mundo e é mais prevalente na população negra, apesar de não ser exclusiva. Só na Bahia, estima-se que 30 mil pessoas possuam a condição, que provoca anemia crônica e episódios freqüentes de dor severa, decorrentes da má circulação sanguínea.

Médicos cubanos que ficaram no Brasil oferecem ajuda no atendimento às vítimas de Brumadinho

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Médicos cubanos que ficaram no Brasil após o fim da parceria com o programa Mais Médicos oferecem ajuda no atendimento às vítimas do desastre de Brumadinho (MG). O rompimento da barragem da mineradora Vale nesta sexta-feira (25) deixou ao menos 37 pessoas mortas e cerca de 250 desaparecidos. Após a tragédia, dezenas de profissionais cubanos se colocaram à disposição do governo brasileiro e marcaram o presidente Jair Bolsonaro (PSL) em postagens nas redes sociais. ”Na faculdade juramos ajudar as pessoas que precisam, e a tragédia de Brumadinho foi muito triste”, diz a doutora cubana Griela Tirse. Ela participou do programa Mais Médicos e hoje espera a revalidação do diploma no Brasil. Griela reuniu 82 médicos cubanos em Minas Gerais dispostos a ajudar. A maioria dos profissionais é clínico geral, afirma, mas há profissionais com diferentes especialidades, como cardiologistas, oftalmologistas e ginecologistas. Todos aguardam algum chamado do governo. ”Os médicos cubanos ajudaram em áreas de desastre como Paquistão e na África, durante a epidemia do ebola. Cuba é caracterizada por ciclones e furacões. Portanto, nosso trabalho também é direcionado para situações de tragédia”, afirma Griela. A médica diz que a maioria dos voluntários participou do Mais Médicos. Há, entretanto, profissionais que não participaram do programa, mas que entraram com processo de refúgio e hoje vivem no Brasil. Segundo o doutor Yuledis Legra, a comunidade médica cubana começou a se organizar na sexta-feira, logo após o rompimento da barragem. Primeiro, conta, localizou os profissionais mais próximos a Brumadinho. Depois, juntaram alimentos e roupas para doações. ”A defesa civil e a empresa responsável pela catástrofe dizem que tem atendimento médico garantido. Mas temos visto muitas reportagens sobre pessoas que ainda precisam do atendimento”, afirma Legra, que é clínico geral e tem especialidade em oftalmologia. Legra não participou do programa Mais Médicos. Ele chegou no Brasil em setembro de 2017 e solicitou refúgio. Enquanto acompanha o processo e não consegue a revalidação do diploma, ele sobrevive com marketing multinível e bicos em famárcias. ”Estamos prontos e aguardando ordens para ir a Brumadinho. Não queremos fazer algo sem autorização para que não sejamos mal interpretados depois”, afirma Legra. ”Nós cubanos temos o espírito de ajuda no sangue.” Chamados de ”escravos” durante o programa Mais Médicos, cubanos se manifestaram pelas redes sociais e afirmaram que agora estão ”livres” para ajudar. ”Ainda estamos presentes no Brasil. Agora para trabalhar de forma livre e ajudar o povo brasileiro. Não esqueçam: ainda somos médicos e o povo necessita”, disse pelo Twitter Omar Ramos Martinez. Diferentemente do que acontece com os médicos brasileiros e de outras nacionalidades, os cubanos do Mais Médicos recebiam apenas parte do valor da bolsa paga pelo governo do Brasil. Isso porque, no caso de Cuba, o acordo que permite a vinda dos profissionais é firmado com a Opas (Organização Panamericana de Saúde), e não individualmente com cada médico. Pelo contrato, o governo brasileiro pagava à Opas o valor integral do salário, que, por sua vez, repassava a quantia ao governo cubano. Havana pagava uma parte aos médicos (cerca de um quarto), e retinha o restante. Dois meses após o anúncio da saída de Cuba do Mais Médicos, cubanos que ficaram no Brasil buscam meios de se manter e se regularizar. O número de pedidos de refúgio de cubanos no Brasil dobrou após saída do Mais Médicos. Em nota divulgada pelo Ministério da Saúde do país caribenho, a decisão pelo fim da parceria foi atribuída a questionamentos feitos pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), à qualificação dos médicos cubanos e ao seu projeto de modificar o acordo, exigindo revalidação de diplomas no Brasil e contratação individual. Nesta sexta, o rompimento da barragem liberou 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos, que entraram no rio Paraopeba. A estimativa é a de que esse volume represente um quarto do que foi liberado no acidente com a barragem de Fundão, em Mariana, que pertencia à Samarco, empresa controlada pela Vale e pela BHP Billiton.