Após pedido da SESAB, Anvisa suspende navios de cruzeiro na Bahia, após solicitação da Saúde

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Após solicitação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acatou a suspensão temporária dos navios de cruzeiro nos portos de Salvador e Ilhéus, o que impede a operação e atracação.

De acordo com a secretária da Saúde da Bahia, Tereza Paim, ”a solicitação foi pautada na precaução, tendo em vista que apesar dos requisitos para ingresso nos cruzeiros, com a exigência do RT-PCR para os passageiros, percebe-se que é preciso aperfeiçoar o controle”. A secretária também acrescentou que a variante ômicron ainda não foi detectada em solo baiano.

A gestão estadual explicou ainda que a situação de emergência decorrente das chuvas intensas que atingem 166 municípios baianos, deixando mais de 90 mil desalojados e desabrigados, é uma prioridade, ”o que leva a adotar respostas oportunas para mitigação dos danos à saúde da população exposta aos desastres”.

Na última sexta-feira (31), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu as atividades do cruzeiro Costa Diadema, que estava atracado no porto de Salvador desde quinta, após a confirmação de 68 casos de coronavírus — a maioria assintomática.

Entre os infectados, 56 tripulantes receberam diagnóstico positivo para a doença. Todos cumprem quarentena em um hotel disponibilizado pela operadora do cruzeiro na capital. A viagem teria como destino final a cidade de Ilhéus, no sul baiano, nesta segunda (3).

Após o aumento de casos de Covid-19 com identificação de surtos a bordo de  embarcações de cruzeiro que operam pelo Brasil, a Anvisa emitiu um comunicado no qual reforçou a urgência da imediata interrupção da temporada de navios de cruzeiro no Brasil.

Covid-19: sobe para 128 número de casos da variante Ômicron no Brasil, diz Ministério

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Depois de uma quarta-feira (29) sem mudanças no número de diagnósticos de covid-19 causados pela Ômicron, o balanço divulgado ontem (30) pelo Ministério da Saúde indica que foram registrados 128 casos no Brasil da nova variante do novo coronavírus, que vem colocando vários países em estado de alerta.

As infecções foram registradas em Goiás (38), Santa Catarina (38), São Paulo (27), Minas Gerais (16),  no Ceará (3), no Rio Grande do Sul (3), no Distrito Federal (1), no Rio de Janeiro (1) e no Espírito Santo (1).

Há ainda, segundo a pasta, 298 casos em investigação, sendo 16 no Distrito Federal, 23 no Rio Grande do Sul, 23 em Santa Catarina, 113 no Rio de Janeiro e 114 em Minas Gerais. Da Agência Brasil

Ômicron representa mais de 30% dos casos de Covid no Brasil, estima pesquisa de laoratório

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A variante Ômicron do coronavírus (foto) já representa 31,7% dos testes positivos para detecção de Covid no Brasil, segundo levantamento feito por laboratórios, informa a Folha.

Realizado em 16 estados durante grande parte do mês de dezembro, o estudo foi coordenado pelo ITpS (Instituto Todos pela Saúde), em parceria com os laboratórios Dasa e DB Molecular.

Foram analisados, diz o jornal, mais de 30 mil testes RT-PCR especiais feitos nas duas redes de laboratórios entre 1º e 25 de dezembro. Constatou-se que 640 foram positivos para o Sars-CoV-2, vírus que causa a Covid; desses, 203 (31,7%) eram de infecções causadas pela nova variante.

Segundo o ITpS, a cepa foi encontrada em oito estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia, Goiás, Santa Catarina e Tocantins.

Em nota, o instituto acrescentou que dados do Ministério da Saúde indicam já haver 74 casos confirmados causados pela Ômicron no país, com outros 116 sob investigação.

Com avanço da variante ”ômicron”, mundo registra novo recorde de casos da Covid-19

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Com o avanço da variante ômicron do novo coronavírus, mais transmissível que as outras cepas em circulação, o planeta voltou a registrar número recorde de casos de contaminação pela Covid-19 nesta segunda-feira (27).

Antes disso, o recorde anterior havia sido registrado em 28 de abril deste ano, com média de 826.973 casos, quando havia pouca disponibilidade das vacinas contra a Covid-19.

Os dados são da plataforma Our World In Data, ligada à Universidade de Oxford, no Reino Unido, que registrou na segunda uma média diária de 847.136 casos, considerando os sete dias anteriores (média móvel).

Brasil registra 6,8 mil novos casos e 86 óbitos por covid-19 em 24h, diz Ministério da Saúde

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O número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia chegou a 22.246.276, segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde ontem (27). Em 24 horas, desde o boletim de ontem, autoridades de saúde registraram 6.840 diagnósticos positivos da doença.

O total de mortes causadas pela covid-19 chegou a 618.534. De ontem para hoje, secretarias estaduais e municipais de Saúde confirmaram mais 86 óbitos. Ainda há 2.790 mortes em investigação, mas esses dados ainda estão passíveis de atualização. Os dados de mortes em investigação ocorrem por haver casos em que o paciente morreu, mas a investigação da causa demanda exames posteriores ao óbito.

Até esta quarta, 21.516.819 pessoas haviam se recuperado da doença.

No balanço divulgado pelo ministério, três unidades da Federação, São Paulo, Tocantins e Roraima, não atualizaram na data de hoje os dados de casos e mortes. Da Agência Brasil

Vilas-Boas sugere a estado e municípios baianos a não exigência de receita para vacinar crianças contra Covid

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Ex-secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas. Foto: Divulgação

O ex-secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, afirmou, em postagem realizada no Twitter nesta sexta-feira (24), que ”exigir receita para vacinar [crianças] é medida que não se sustenta em saúde pública”. O médico baiano salientou ainda que ”estamos diante de um movimento procrastinador” realizado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Vilas-Boas ainda diz que a exigência de receita médica para realizar a vacinação ”dificulta para os que já têm menos, acentua desigualdade de acesso à saúde. Fere o princípio da equidade. Pobre não tem ‘médico de confiança”.

O ex-secretário então sugeriu que, diante da proposição do ministro da saúde, o Governo da Bahia e os secretários municipais, via CIB, anunciem que não farão essa exigência. ”E que, se o ministério não fornecer a vacina, o Estado irá comprar”, escreveu no Twitter Fábio Vilas-Boas.

*por Davi Lemos

Secretária de Saúde da Bahia, Tereza Paim diz que surtos de H3N2 vieram de forma antecipada

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Secretária Tereza Paim fala sobre surto na Bahia. Foto: Secom

O surto da gripe H3N2 continua avançando pelo país e na Bahia não é diferente, já que o estado contabiliza 185 casos de Síndrome Gripal (SG) com laudo positivo para Influenza A H3N2 e duas mortes pela doença.

”A instabilidade nos dados do Ministério da Saúde tem atrapalhado e já pedimos celeridade para que tenhamos retorno para emitir status epidemiológico baseado em evidências. Só assim podemos considerar uma epidemia”, afirmou Paim.

De acordo com a secretária, o surto de H3N2 veio antecipado já que se costumava a vir novas cepas sempre em fevereiro. Salvador já registrou 238 casos de gripe, sendo 151 de Influenza A H3N2.

“Era exatamente na época do Carnaval, tanto que se apelidavam sempre as gripes com algum tema atual, relembrou a secretária.

Paim alerta para o cuidado na hora da população com sintomas leves procurar um pronto atendimento, prevenindo assim a disseminação.

”Precisamos ter esses cuidados e quem tiver sintomas leves procurem, caso necessário, as unidades básicas de saúde. Os casos mais graves devem ir para o pronto atendimento”, explica.

Risco de internação da Ômicron é menor do que Delta, diz estudo publicado pelo Imperial College de Londres

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O risco de internação hospitalar para pacientes com a variante Ômicron da covid-19 é de 40 a 45% menor do que os pacientes com a variante Delta, de acordo com um estudo publicado pelo Imperial College de Londres nesta quarta-feira (22).

”De maneira geral, encontramos evidências de redução no risco de hospitalização com a Ômicron em relação às infecções com a Delta, pesando todos os casos no período do estudo”, afirmaram os pesquisadores, que analisou dados de casos confirmados por testes PCR na Inglaterra entre 1 e 14 de dezembro.

Os cientistas correm para responder perguntas sobre a virulência e gravidade da Ômicron para ajudar governos a responderem à variante, que se espalha rapidamente pelo mundo.

O estudo britânico segue um outro sul-africano divulgado nesta quarta-feira que descobriu que pessoas diagnosticadas com a Ômicron na África do Sul entre 1º de Outubro e 30 de novembro tinham 80% menos chances de serem internadas do que as diagnosticadas com outra variante no mesmo período.

Pesquisadores do Imperial College disseram que o risco de qualquer visita ao hospital com a Ômicron era entre 20 e 25% menor do que com a Delta.

Os cientistas acrescentam, no entanto, que as reduções em hospitalizações precisam ser consideradas levando-se em conta o maior risco de infecção com a Ômicron, devido à redução na proteção oferecida tanto pela vacinação quando pela infecção natura

Fiocruz: vacinação em locais remotos e de crianças é estratégia importante para aumentar a imunização

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A vacinação de crianças e de pessoas que vivem em locais remotos é estratégia importante para aumentar a imunização da população contra a covid-19, de acordo com estudo divulgado hoje (21) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A pesquisa foi submetida à Revista Brasileira de Epidemiologia e está disponível na internet.

Segundo a publicação, atualmente, cerca de 85% dos brasileiros podem se vacinar, se consideradas todas as pessoas acima de 11 anos. No entanto, os pesquisadores observaram que, desde setembro, o ritmo de vacinação da primeira dose no Brasil vem desacelerando. Nos dois meses seguintes ao dia 9 de outubro esse ritmo caiu ainda mais, chegando perto do zero, cerca de 0,08% por dia.

Para os pesquisadores, isso poderia sugerir que a vacinação já está próxima do seu limite, com 74,95% da população imunizada com a primeira dose.

Diante desse cenário, o estudo aponta como uma das formas de superar essa curva de estagnação ampliar as faixas etárias elegíveis à vacinação, com a imunização das crianças, e criar novas estratégias para aumentar a aplicação da primeira dose em pessoas que vivem em locais remotos.

Para os pesquisadores, a estagnação tem maior relação com dificuldade de acesso do que com recusa em receber a vacina.

Na última quinta-feira (16), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina produzida pelo consórcio Pfizer-BioNTech, a Comirnaty, em crianças com idade de 5 a 11 anos.

Na sexta-feira (17) o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para o governo federal se manifestar sobre atualização do Programa Nacional de Imunizações com a inclusão da vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. Ontem (20), o prazo foi ampliado até 5 de janeiro.

No último final de semana, o Ministério da Saúde informou que irá decidir sobre a vacinação contra a covid-19 para crianças de 5 a 11 anos no dia 5 de janeiro. Antes disso, será realizada uma audiência pública para discutir o assunto.

Apesar da autorização da Anvisa para uso do imunizante Pfizer em crianças, ainda não há expectativa para o início da vacinação desse público no país. Se o Ministério da Saúde incluir as crianças no Programa Nacional de Imunizações em 2022, quem vai fornecer as doses específicas para esse grupo, de acordo com a pasta, será a farmacêutica Pfizer.

Cobertura desigual

A análise da Fiocruz teve como base a cobertura vacinal por unidade da Federação e teve como período de referência a Semana Epidemiológica 47, correspondente à última semana de novembro.

O estudo mostra que há uma grande desigualdade nacional, com Norte e Nordeste apresentando as piores coberturas, tanto de primeira quanto de segunda doses, o que deixa claro que os valores nacionais são inflacionados pelos números estatisticamente superiores dos estados do Centro-Sul. São Paulo e Amapá têm, respectivamente a maior e a menor cobertura vacinal no país.

Um dos fatores para a menor cobertura vacinal pode ser o fato de a população da Região Norte ser mais jovem. Além disso, de acordo com os pesquisadores, questões relacionadas à logística de distribuição podem influenciar nos dados utilizados na análise.

O estudo ressalta que a estratégia de vacinação como medida de mitigação da pandemia tem sido uma medida efetiva, no Brasil e no mundo. Em relação à vacinação infantil, a pesquisa diz que há imunizantes com comprovada eficácia para este grupo etário e estudos de segurança indicam que é possível sua utilização.

Posicionamentos

Em nota, as sociedades brasileiras de Imunizações (SBIm), Pediatria (SBP) e Infectologia (SBI) posicionaram-se favoráveis à autorização da vacinação de crianças ”por entenderem que os benefícios da vacinação na população de crianças de 5 a 11 anos com a vacina Comirnaty (Pfizer), no contexto atual da pandemia, superam os eventuais riscos associados à vacinação”, diz o texto.

As entidades argumentam que, de acordo com os dados oficiais fornecidos pelo Ministério da Saúde em seus Boletins Epidemiológicos publicados, a carga da doença na população brasileira de crianças é relevante, incluindo até o momento milhares de hospitalizações e centenas de mortes pela covid-19 no grupo etário em questão, além de outras consequências da infecção em crianças, como a covid-19 longa e a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), todas elas de potencial gravidade neste grupo etário.

”Temos hoje mais de 5 milhões de doses aplicadas desta vacina em crianças de 5-11 anos nos Estados Unidos da América (EUA) e em outros países, com dados de farmacovigilância não revelando eventos adversos de preocupação”, afirmam na nota. As entidades defendem ainda que a aplicação seja monitorada pela fabricante para acompanhar eventuais efeitos adversos e que sejam feitos estudos para comprovar a eficácia da imunização.

Também em nota, a Academia Nacional de Medicina, a Academia Brasileira de Ciências, e a Sociedade  Brasileira para o Progresso da Ciência manifestam a necessidade que se comece ”imediatamente a vacinação, contra a covid-19, das crianças brasileiras, a fim de protegê-las e à população em geral”.

”Continua indispensável completar a vacinação de adultos e iniciar rapidamente a  imunização de crianças e adolescentes”, afirmam as entidades, que acrescentam: ”Não apenas a Anvisa, que merece o mais alto respeito, mas o FDA [Agência de Alimentos e Medicamentos] e o CDC [Centros de Controle e Prevenção de Doenças] nos Estados Unidos e agências semelhantes na Europa aprovaram e estimulam a vacinação como  imprescindível para o controle da doença, evitando sofrimento e mortes nessa faixa etária  tão importante”.

Matéria atualizada às 16h56 para acrescentar os posicionamentos das sociedades brasileiras de Imunizações (SBIm), Pediatria (SBP) e Infectologia (SBI), Academia Nacional de Medicina, a Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade  Brasileira para o Progresso da Ciência. Da Agência Brasil

Edição: Lílian Beraldo

Ministro Queiroga anuncia redução para quatro meses o intervalo da dose de reforço

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Anúncio é feito pelo ministro Queiroga. Fotos: Walterson Rosa

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou, neste sábado (18), a redução do intervalo mínimo necessário para a aplicação da vacina de reforço contra a Covid-19. O prazo passará de cinco para quatro meses.

Ele publicou em uma rede social que ”Para ampliar a proteção contra a variante Ômicron vamos reduzir o intervalo de aplicação da 3ª dose de cinco para quatro meses. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos, em especial em grupos de risco”.

Ainda de acordo com a postagem, a portaria oficializando a mudança será publicada na próxima segunda (20).

Até meados de novembro, o intervalo definido pelo Ministério da Saúde para a aplicação do reforço era de seis meses, e a dose era recomendada apenas para idosos e profissionais de saúde.

Atualmente, a dose de reforço é recomendada para todos os maiores de 18 anos – de preferência, com a aplicação de imunizante diferente em relação às doses anteriores.

Primeiro-ministro da Holanda anuncia lockdown no Natal e Ano-Novo para frear ômicron

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O primeiro-ministro da Holanda anunciou neste sábado (18) que o país entrará em lockdown a partir de amanhã, domingo (19). A medida busca frear o avanço da ômicron, nova variante de Covid-19 que tem feito com que o número de casos da doença saltem em diversos países.

As atividades não essenciais ficarão fechadas até o dia 14 de janeiro e as escolas até o dia 9 do mesmo mês. As autoridades holandesas também recomendaram que os encontros entre pessoas de lares diferentes se limitem a duas pessoas. Não está claro se a medida vale para as reuniões de Natal e Ano-Novo.

Outros países europeus também voltaram a adotar medidas mais rígidas para dimunir a disseminação do vírus. Na última terça-feira (14), o governo britânico voltou a exigir o uso de máscara na maior parte dos locais fechados e passou a exigir certificado de vacinação em certas ocasiões;

Já na França, Paris cancelou a queima de fogos durante o Ano-Novo.

Bahia registra 7 óbitos por Covid-19; sistemas do Ministério da Saúde permanecem indisponíveis

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Com os sistemas e banco de dados do Ministério da Saúde fora do ar há seis dias, o boletim epidemiológico tem sido divulgado apenas de forma adaptada. O problema é consequência do ataque de hackers sofrido pelo Ministério na última sexta-feira (10).

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 7 óbitos confirmados por Covid-19. Desde o início da pandemia, o total de óbitos é de 27.417.

Os dados ainda podem sofrer alterações devido à instabilidade do sistema do Ministério da Saúde. A base ministerial tem, eventualmente, disponibilizado informações inconsistentes ou incompletas.

Atenção às doenças venosas deve ser reforçada no Verão, explica angiologista e cirurgiã vascular

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A chegada do Verão vem acompanhada da vontade de exibir mais o corpo, pegar aquele bronzeado e aproveitar as festas que apenas esse período oferece. No entanto, para pessoas com doenças venosas, essa estação também pode ser sinônimo de preocupação caso não seja feito um acompanhamento médico correto.

”No Verão, há um aumento dos sintomas em pacientes com doenças venosas. O calor causa uma vasodilatação periférica, o que provoca maior circulação de sangue, principalmente nas pernas, diminuindo o retorno venoso. As veias já estão exercendo a função de forma incorreta, e isso sobrecarrega ainda mais o sistema”, explica a angiologista e cirurgiã vascular Ayana Vieira, membro da equipe IVA – Inteligência Vascular Avançada.

De acordo com a profissional, os hábitos de vida também têm uma forte influência sobre essa piora observada dos sintomas. O consumo excessivo de sal, comidas gordurosas e bebida alcoólica afetam o sistema venoso.

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, seção Rio de Janeiro (SBACV-RJ), mostra que as altas temperaturas, verificadas no Verão, aumentam de 20% a 30% o risco de doenças vasculares nos membros inferiores. Mesmo em pessoas sem sintomas prévios, é possível que ocorram edemas, dores nas pernas, cansaço, peso, câimbra, ressecamento da pele e coceira, relacionados ao calor.

”É sempre bom lembrar que hábitos de vida saudáveis previnem o avanço da doença venosa e reduzem os sintomas. É importante manter atividade física regular, hidratação adequada, alimentação saudável, fortalecer a musculatura, especialmente dos membros inferiores, e estar sempre atento aos sinais de alerta”, orienta Ayana Vieira, ao ressaltar a importância de manter o acompanhamento médico.

”O acompanhamento para melhora dos sintomas é essencial, assim como não abandonar o tratamento, mesmo no período de festas. Pacientes que fizeram tratamento recente precisam ter atenção com a exposição solar, que só deve acontecer após liberação médica e sempre com uso de proteção solar. Quem não tem liberação médica deve estar ainda mais atento aos riscos de pigmentação e manchas”, reforça a especialista.

Tratamento alinhado ao paciente

O Método 3.0, oferecido pela Clínica IVA, reduz a preocupação com os sintomas das doenças venosas e promove todo o acompanhamento necessário, baseado em três etapas: planejamento, execução e manutenção. O tratamento consiste em definir etapas de acordo com cada paciente, oferecendo uma visão geral do processo e alinhamento de expectativas.

A angiologista detalha que, inicialmente, é realizada uma avaliação clínica, que inclui exames físicos, de imagem e avaliação das queixas e expectativas do paciente, para desenvolvimento de um plano de tratamento, imediatamente iniciado. Em seguida, é realizada a avaliação dos resultados e também o nível de satisfação que foi alcançado, o que possibilita o ajuste de estratégias e refinamento dos resultados. Por fim, na terceira etapa, todas as atenções se voltam à manutenção dos resultados obtidos.

Com um tratamento alinhado às necessidades e expectativas do paciente, a probabilidade de sucesso é sempre maior. Caso esteja observando sintomas de doenças venosas, como dor e inchaço, principalmente nos membros inferiores, entre em contato com a Clínica IVA.

Agência Nacional de Saúde Suplementar suspende a comercialização de 12 planos de saúde

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nesta segunda (13) a lista de planos de saúde que terão a venda temporariamente suspensa por causa de reclamações relacionadas à cobertura assistencial. A suspensão atinge 12 planos de quatro operadoras e ocorreu devido a reclamações efetuadas no terceiro trimestre deste ano. No período de 1º de julho a 30 de setembro foram analisadas 34.133 reclamações.

”O objetivo da suspensão de planos é impedir a entrada de novos usuários em planos com problemas na assistência até as operadoras apresentarem melhora no resultado no monitoramento”, destaca a ANS.

Conforme a agência, 55.197 beneficiários dos 12 planos suspensos ficam protegidos com a medida. Apesar da suspensão, fica permitido o ingresso de novo filho, novo cônjuge, ex-empregados demitidos ou aposentados nos contratos já vinculados aos planos suspensos. A proibição da venda começa a valer na sexta-feira (17).

Além das suspensões, no terceiro ciclo a ANS também divulgou a lista de planos que poderão voltar a ser comercializados.