Saúde: Ingestão de vitamina B protege os rins de pacientes com diabetes tipo 1, diz estudo

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A ingestão de vitaminas do complexo B tem potencial de proteger pacientes com diabetes tipo 1. Em estudo divulgado pela Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediátrica, pesquisadores da Universidade Ain Shams, no Cairo, realizaram testes com 80 adolescentes, com idade de 12 a 18 anos. Os participantes foram divididos em dois grupos. Segundo o G1, o primeiro ingeriu, uma vez ao dia, um tablete com as vitaminas B1, B6 e B12. O nível de glicose no sangue e a função renal apresentaram melhoras após 12 semanas. A comparação foi feita a partir de um grupo de controle, que não recebeu as vitaminas. ”Detectamos níveis mais baixos de marcadores que indicam função renal ruim, sugerindo que as vitaminas do complexo B tiveram um efeito protetor e poderiam retardar a progressão da nefropatia”, explicou a professora Nancy Elbarbary, líder do estudo. De acordo com a pesquisadora, os resultados mostraram redução nos níveis de homocisteína, uma substância que induz lesões renais e está associada a um aumento na quantidade da proteína albumina eliminada na urina. Houve também queda no nível de glicose no sangue quando os pacientes estavam em jejum, além de quantidade menor de colesterol e triglicérides.

Saúde: Entidades médicas elaboram um manifesto pela vacinação compulsória

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Diante das baixas taxas de cobertura vacinal, particularmente em doses do calendário infantil e do risco de reintrodução e recrudescimento de doenças controladas ou já erradicadas no Brasil, entidades médicas elaboraram um manifesto pela vacinação compulsória no país. O documento, assinado pela Sociedade Brasileira de Imunizações, Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade de Pediatria de São Paulo, cita a apreensão por parte dos profissionais da saúde e sugere ações que poderiam contribuir para uma mudança de cenário. O texto destaca a existência de dispositivos legais no Brasil que estabelecem a obrigatoriedade da vacinação de crianças, como o Decreto n° 78.231, de 12 de agosto de 1976, que regulamenta o Programa Nacional de Imunizações. O artigo 29 prevê que “é dever de todo cidadão submeter-se e aos menores dos quais tenha a guarda ou responsabilidade à vacina obrigatória”, enquanto o parágrafo único cita que ”só será dispensada da vacinação obrigatória a pessoa que apresentar atestado médico de contraindicação explícita da aplicação da vacina”. O manifesto também faz referência à Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990, que cria o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e cujo artigo 14 diz que ”é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”. O documento destaca ainda o artigo 13, que diz que ”casos suspeitos ou confirmação de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao conselho tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais”, e o artigo 249, que prevê multa de três a 20 salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência, para quem “descumprir dolosa ou culposamente os deveres inerentes ao poder familiar ou decorrentes de tutela ou guarda, bem assim, determinação da autoridade judiciária ou conselho tutelar.

Propostas

O texto propõe que todos os envolvidos com o ato vacinal, direta ou indiretamente, conheçam, entendam, destaquem e respeitem os aspectos legais, as implicações e as sanções que podem advir nos casos de recusa vacinal, explicando aos indivíduos, pais e responsáveis todos esses aspectos. Outra ação proposta é que se estabeleçam mecanismos legais que tornem obrigatória a apresentação da carteira de vacinação atualizada de todas as crianças e adolescentes como pré-requisito para matrícula em estabelecimentos que prestem atenção a eles, como berçários, creches e escolas. Constatada qualquer incompatibilidade entre o documento e o indicado pelo Programa Nacional de Imunizações, o manifesto sugere que pais e responsáveis sejam convocados e encaminhados a um serviço de saúde para que lhes sejam passadas as informações sobre o calendário vacinal, por meio de profissionais capacitados. De acordo com o texto, o ingresso de crianças e adolescentes em estabelecimentos de cuidados e de ensino representa uma importante oportunidade diagnóstica da situação vacinal e ferramenta para correção de falhas e atualização do calendário preconizado pelo Ministério da Saúde, com a possibilidade de se responder a dúvidas e questionamentos dos pais e responsáveis sobre vacinação. ”As sociedades médicas signatárias deste documento entendem que as propostas apresentadas se mostram como ações efetivas na busca de uma melhor saúde pública para todos os brasileiros, particularmente no que se refere ao controle das doenças imunopreveníveis, e se colocam abertos a discussões em busca de caminhos e soluções junto às entidades governamentais competentes”, destacou o manifesto. Leia na íntegra

 

Juiz Federal anula decisão sobre patente de remédio para tratamento de hepatite C

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A Justiça Federal de Brasília decidiu hoje (24) anular a decisão do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) que, na semana passada, concedeu à empresa farmacêutica norte-americana Gilead o pedido de patente do medicamento Sofosbuvir no Brasil, usado para o tratamento da hepatite C. A decisão foi proferida pelo juiz Rolando Valcir Spanholo, da 21ª Vara da Justiça Federal, e atendeu a um pedido liminar protocolado pela candidata à presidência Marina Silva (Rede) e seu vice, Eduardo Jorge (PV). O magistrado entendeu que o Inpi deixou de analisar que o pedido de patente feito pela empresa ”não se coadunava com o interesse social, tecnológico e econômico do país”. Segundo Spanholo, o instituto ”desrespeitou a sua obrigação constitucional de zelar, preventivamente, pela guarda da soberania nacional e do interesse público”. ”Por isso, não andou bem o INPI quando se eximiu de enfrentar os argumentos de que a patente guerreada atenta contra o interesse social (a vida de quase 1 milhão de pacientes que dependem do SUS para tratar a Hepatite C), tecnológico (há notícia de que fundação pública nacional já desenvolveu tratamento genérico seguro e eficaz para a mesma doença, cujo projeto terá que ser abortado em decorrência da patente requerida) e econômico do povo brasileiro (anualmente, o SUS desembolsa quase R$ 1 bilhão para atender tais pacientes), sob a pretensa ausência de competência”, decidiu o juiz. De acordo com o Ministério da Saúde, o preço de cada tratamento de hepatite C, que dura 84 dias, ficaria em pouco mais de R$ 5 mil usando o medicamento nacional. Comprando o remédio dos laboratórios privados, o custo por paciente já chegou ao patamar de US$ 84 mil (aproximadamente R$ 343 mil, na cotação desta segunda-feira). Por meio de nota, o INPI informou que ainda não foi intimado da decisão.

Internado no Albert Einstein, Jair Bolsonaro pode receber alta hospitalar na sexta-feira

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Bolsonaro segue no Hospital Albert Einstein. Foto:Estadão

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) pode ter alta nesta sexta-feira, 28, segundo a Coluna do Estadão apurou com a equipe médica que o acompanha no Hospital Albert Einstein. O candidato está internado no hospital desde o dia 7 de setembro, quando chegou transferido de unidade hospitalar de Juiz de Fora (MG), onde fez sua primeira cirurgia após ser vítima de uma facada durante um evento de campanha. No Einstein, Bolsonaro fez uma segunda cirurgia devido a uma aderência que obstruiu o intestino delgado. A alta médica não significa que Bolsonaro poderá voltar a fazer campanha nas ruas. A recomendação é para que ele fique em repouso. O jornal O Globo divulgou hoje que a família de Bolsonaro alugou uma cama hospitalar para ser entregue na casa do parlamentar no Rio. O candidato do PSL lidera as pesquisas de intenção de voto, mesmo afastado da campanha de rua desde o dia 6 de setembro, quando foi esfaqueado. O autor do atentado, Adélio Bispo de Oliveira, está preso. A Polícia Federal vai concluir nos próximos dias o inquérito sobre a agressão. A Coluna apurou que a conclusão será que Adélio agiu sozinho.

Após 2 horas, cirurgia em bebê siamesa para reverter hidrocefalia é bem-sucedida em Salvador

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Mãe, Viviane segura uma das meninas no colo. Foto: Facebook

A cirurgia realizada na pequena Débora, nesta sexta-feira (21), em Salvador, foi bem-sucedida, segundo informações divulgadas pelo site G1, e confirmadas pela mãe dela, Viviane Menezes dos Santos. A bebê siamesa tem um quadro de hidrocefalia e precisou passar pelo procedimento para que seja feita a retirada do líquido. Para isso, uma válvula foi implantada na cabeça da bebê. O procedimento foi feito no Hospital Roberto Santos e durou cerca de 2h. Débora e a irmã, Catarina, nasceram no dia 22 de agosto, em Goiânia (GO), mas a família delas é de Salvador. Elas foram transferidas para a capital baiana nos dias 15 e 16 de setembro, depois da cirurgia de separação das duas, que eram ligadas pelo fígado. Débora ainda não foi amamentada pela mãe. Já Catarina chegou a mamar duas vezes, mas parou, por recomendação médica, devido ao esforço. Além da hidrocefalia, Débora também tem malformação no coração. Ela precisa se recuperar da hicrocefalia para ser operada contra o outro problema. Segundo a mãe da pequena, a bebê ficou com o pai no Roberto Santos, enquanto ela seguiu para o Hospital Salvador, onde Catarina está internada. Ainda não há previsão de quando Débora será operada no coração. Segundo Viviane Menezes, os médicos aguardam a evolução do procedimento realizado nesta sexta. A expectativa da família e da equipe médica é de que o organismo da recém-nascida aceite a colocação das válvulas, para que a cirurgia do coração possa ser feita com brevidade. As bebês Catarina e Débora nasceram no Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia. As meninas passaram por um procedimento cirúrgico que durou cerca de 4h30 e contou com a participação de 15 profissionais para fazer a separação delas. As irmãs nasceram com 37 semanas de gestação e compartilhavam apenas o fígado. Juntas, as duas pesavam, no momento do nascimento, 4,785 quilos. Logo após o parto, elas foram encaminhadas para a UTI Neonatal. Nos dias 15 e 16, elas foram transferidas para duas unidades médicas de Salvador. Catarina foi a primeira a ser trazida para a capital baiana. Ela e Débora respiram com a ajuda de aparelhos.

Jair Bolsonaro tem melhora clínica progressiva e inicia dieta pastosa, diz boletim médico

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Bolsonaro evolui com melhora clínica progressiva. Foto: O Globo

O candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), hospitalizado desde que sofreu um atentado no último dia 6 de setembro, apresentou melhora clínica progressiva sem disfunções orgânicas, segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (21), do hospital Albert Einstein. ”O paciente evolui com melhora clínica progressiva e sem disfunções orgânicas. Em decorrência da recuperação dos movimentos intestinais, iniciou hoje pela manhã dieta pastosa, com ótima aceitação. Permanece sem dor, sem sinais de infecção e recebendo as medidas de prevenção de trombose venosa”, diz o texto. Ainda de acordo com o hospital, Bolsonaro segue realizando exercícios respiratórios, de fortalecimento muscular e períodos de caminhada.

Siamesa que precisa de cirurgia no coração tem procedimento adiado após quadro de hidrocefalia

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Pai das siamesas segura uma das filhas. Foto: Arquivo pessoal

A gêmea siamesa que nasceu com uma malformação no coração apresenta quadro de hidrocefalia, constatado por uma médica do Hospital Ana Nery, em Salvador. A informação foi publicada no G1 nesta quarta-feira (19). Segundo Viviane Menezes dos Santos, Débora tem um sangramento na região da cabeça que evoluiu do nível 2, para o nível 3. Por conta disso, a cirurgia corretiva no coração, que seria feita quando ela se recuperasse da operação de separação, foi adiada. ”Foi feita uma tomografia da cabeça, para ver como ela estava. Por conta desse sangramento, aumentou o tamanho da cabeça dela, que evoluiu para uma hidrocefalia. A médica explicou que, por conta desse problema, ela precisa ser avaliada novamente”, explicou Viviane. O procedimento da cardiopatia ainda não tinha data marcada, mas só será ser feito depois da pequena passar por novos exames. A solicitação já foi feita e, com a chegada dos resultados, Débora precisará ser analisada por um neurocirurgião. ”Além da situação do coração, ela vai precisar passar pelo neurocirurgião para ver a situação do sangramento. Se ele decidir que vai precisar fazer cirurgia, vai intervir com cirurgia. A operação do coração de Débora vai precisar esperar um pouquinho. Não vai poder ser realizada agora, enquanto ela não passar por essa análise, para que não cause problemas maiores”, ponderou. Viviane disse, ainda, que a situação da bebê já foi passada para administração do hospital, e a menina já foi colocada na regulação. ”Estamos aguardando saber para onde ela vai. A partir daí, ela volta para o [hospital] Ana Nery, para ver a situação do coração”, disse. As bebês Catarina e Débora são gêmeas e nasceram no Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia. Elas eram siamesas, unidas pelo tórax e abdômen. As meninas passaram por um procedimento cirúrgico que durou cerca de 4h30 e contou com a participação de 15 profissionais na mesma unidade médica. As irmãs nasceram com 37º semana de gestação e compartilhavam apenas o fígado. Juntas, as duas pesavam, no momento do nascimento, 4,785 quilos. Logo após o parto, elas foram encaminhadas para a UTI Neonatal. Nos dias 15 e 16, elas foram transferidas para duas unidades médicas de Salvador. Catarina, primeira a ser transferida para Salvador, passou por exames médicos nesta segunda-feira (17) e continua respirando com ajuda de oxigênio inalatório.

Ministério da Saúde reduz exigências para compra de remédios usados para o SUS

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O Ministério da Saúde revogou a exigência do Certificado de Boas Práticas de Fabricação, emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para compra de medicamentos usados no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, é necessário apresentar apenas o registro do produto junto à Anvisa. A regra havia sido editada há dez anos, com o objetivo de dar mais segurança aos medicamentos. De acordo com a pasta, a nova medida não altera a segurança no processo. Como justificativa, foi apresentada a informação de que o certificado já é exigido durante o processo de registro na Anvisa. Por outro lado, o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos  (Sindusfarma), Nelson Mussolini, afirmou que a mudança afrouxa as exigências. “O certificado de boas práticas é renovado a cada dois anos. O registro, a cada cinco”, explicou. Dessa forma, seria permitida a participação em licitações de indústrias que estivessem temporariamente em desacordo com regras de fabricação.

Mais de 82% dos atendimentos de emergência nos hospitais são problemas cardiológicos

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Os atendimentos de emergências cardiovasculares nos hospitais do Brasil são 82,2% maiores do que aqueles em que uma cirurgia ou procedimento é agendado com antecedência. A conclusão está no levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A pesquisa mostra que os homens, acima dos 60 anos, predominam nos atendimentos. No ano passado, houve 1.130.692 de internações por doenças cardiovasculares, das quais 929.528 (82,2%) foram de urgência. A incidência de pacientes do sexo masculino é maior: 84% foram inoordenador do Centro de Treinamento em Emergências Cardiovasculares da SBC, Sergio Timerman, há uma demanda excessiva nos atendimentos hospitalares. ”Não podemos esquecer que uma pessoa que entra num hospital de forma emergencial, normalmente, fica hospitalizada por um tempo maior.”

Faixa etária

A pesquisa mostra que há um aumento no número de atendimentos, conforme a idade avança e uma porcentagem maior nos atendimentos de emergência. ”[Há] um pico nos atendimentos entre 60 e 69 anos”, disse o cardiologista. Essa faixa etária somou 235 mil atendimentos de urgência em 2017. Outro dado do levantamento da SBC aponta que a taxa de mortalidade aumenta, em média, quatro vezes nos atendimentos emergenciais em comparação aos eletivos, sem contar as milhares de pessoas que morrem em casa, sem chegar aos hospitais. Segundo a SBC, o Brasil registra 360 mil mortes por doenças cardiovasculares todos os anos, sendo a principal causa de mortes no país.

Investimentos

”Precisamos investir em prevenção cardiovascular e ainda ampliar o número de profissionais de saúde e de pessoas leigas em conhecer as manobras de ressuscitação. Menos de 2% das vítimas chegam com vida aos hospitais”, diz Timerman, em nota. O médico afirmou ainda que muitos pacientes não sobrevivem no caminho de casa até o hospital. ”Elas acabam morrendo no caminho ou na própria residência, sem atendimento até a chegada da ambulância. E”Pm muitas cidades americanas, com treinamento e atendimento adequado, esse índice de sobrevida passa dos 70%.” O cardiologista orienta que o atendimento via 192 é a melhor alternativa quando há suspeita de parada cardíaca para iniciar as manobras de ressuscitação imediatamente. ”São 10 minutos entre a vida e a morte. Uma pessoa com parada cardíaca, a cada minuto sem atendimento, perde 10% de chance de sobreviver.” Da Agência Brasil

Bolsonaro passa bem após nova cirurgia para correção de aderência na região abdominal

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O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, foi submetido no final da noite desta quarta-feira (12) a uma cirurgia para correção de aderência na região abdominal. Após mais de uma hora de operação, o Hospital Albert Einstein informou na madrugada desta quinta-feira (13) que o procedimento foi ”bem-sucedido”. A assessoria do hospital informou ainda que maiores detalhes serão fornecidos nesta quinta-feira por volta das 10h em um novo boletim médico. A cirurgia foi acompanhada pela mulher de Bolsonaro, Michelle, que está em São Paulo, e por assessores.

Agravamento

Bolsonaro vinha experimentando melhoras no seu estado clínico. Depois de passar os últimos dias sem febre nem sinais de infecção e submetido a medidas de prevenção de trombose venosa, Bolsonaro teve um agravamento do quadro de saúde ao longo desta quarta-feira (12). Terça-feira (11), havia recebido alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passando para uma unidade de cuidados semi-intensivos. Além disso, iniciou a alimentação por via oral, que foi suspensa depois dos problemas apresentados. Nesta quarta-feira, o candidato reclamou de dores e náuseas, o que fez os médicos retomarem a alimentação via venosa, suspendendo a ingestão de alimentos. Por volta das 22h30, o Hospital Albert Einstein informou que o candidato seria submetido a uma cirurgia, pois apresentou ”distensão abdominal progressiva e náuseas, foi submetido a uma tomografia de abdômen”. Bolsonaro fez o exame que mostrou a presença da obstrução e a indicação foi o tratamento cirúrgico.

Orações

Pouco depois da cirurgia, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), filho do candidato confirmou que a operação terminou bem. ”A cirurgia de emergência acabou bem, graças a Deus! Meu pai está pagando um preço muito alto por querer resgatar o Brasil, está literalmente dando seu sangue”. Durante o procedimento, Flávio Bolsonaro postou nas redes sociais que o pai passava por nova cirurgia e pedia orações. ”Seu estado ainda é  grave.”

Ataque

No último dia 6, em Juiz de Fora, Minas Gerais, Bolsonaro levou uma facada na região abdominal no momento em que estava em campanha de rua na cidade.  Ele foi atendido pela Santa Casa de Juiz de Fora e passou por cirurgia. Os médicos constataram uma lesão de uma veia na região do abdômen, perfuração no intestino grosso, com contaminação fecal, controlada, além de o intestino delgado também ter sido afetado. Foram feitas suturas. A equipe médica optou por uma colostomia temporária para evitar uma infecção no intestino grosso. O candidato foi transferido para o Hospital Albert Einstein na sexta-feira (7), a pedido da família. Lá, foi mantido o mesmo procedimento.

*Da Agência Brasil

Internado, Jair Bolsonaro retira sonda nasogástrica e começa a se alimentar oralmente

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O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, retirou na manhã de hoje (11) a sonda nasogástrica para reintrodução da alimentação oral, que terá progressão gradual conforme a aceitação do paciente. A alimentação endovenosa será mantida, de acordo com as informações do boletim médico divulgado há pouco pelo Hospital Albert Einstein. O candidato tem quadro de saúde estável e permanece em cuidados de terapia intensiva, sem febre e sem sinais de infecção. Ele precisará passar por nova cirurgia, posteriormente, para reconstruir o intestino e retirar a bolsa de colostomia, feita em função de lesões graves no intestino grosso e delgado. Bolsonaro foi atingido por uma faca na região abdominal na última quinta-feira (6), quando participava de uma atividade de campanha em Minas Gerais. Ele foi atendido pela Santa Casa de Juiz de Fora, onde recebeu os primeiros atendimentos após a facada e passou por cirurgia. O candidato foi transferido para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, na sexta-feira (7), a pedido da família. Fazem parte da equipe médica do candidato o cirurgião Antônio Luiz Macedo, o clínico e cardiologista Leandro Echenique e o diretor-superintendente do hospital, Miguel Cendoroglo.

CGU identifica prejuízo de mais de R$ 2 mi em pagamentos irregulares no Programa Mais Médicos

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Auditoria do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) identificou pagamentos irregulares no programa Mais Médicos para ajuda de custo e bolsa formação dos profissionais contratados. De acordo com relatório divulgado nesta segunda-feira (10), o prejuízo pode ter ultrapassado R$ 2 milhões. O volume de recursos se refere a mais de 2% do total analisado, de R$ 87 milhões, relacionados a esse tipo de repasse. Segundo a Agência Brasil, a avaliação do programa teve como principal alvo a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), mas também incluiu fiscalizações em 198 municípios, 233 Unidades Básicas de Saúde e 14.265 médicos. “Em 26% das equipes houve descumprimento, por parte de médicos, da carga horária mínima obrigatória de 40 horas semanais”, destacaram os auditores. Foi constatada também a falta de detalhamento na prestação de contas apresentadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que firmou acordo com o Governo Federal para executar o programa. De acordo com a equipe da Controladoria, a SGTES não tem controle sobre os produtos e serviços realizados e não acompanhou a execução técnica e financeira definida nos planos de trabalho. “Tais fragilidades propiciaram a transferência antecipada de recursos federais para realização de despesas relacionadas à ajuda de custo, passagens nacionais e internacionais, seguro, logística, acolhimento e recesso, além de bolsa-formação, no montante de R$ 316,6 milhões – que podem se concretizar em prejuízo ao erário”, concluiu a equipe de auditores. A CGU ainda afirmou que a distribuição dos médicos não atendeu prioritariamente às vagas que precisavam ser preenchidas nos municípios classificados como mais vulneráveis. E, das entrevistas realizadas com pacientes, apontou que 12% das pessoas ouvidas relataram dificuldades de comunicação com médicos, que falam outro idioma. Apesar disso, apenas 19 casos (1,8%) indicaram que a diferença de idiomas inviabilizou uma consulta ou tratamento.

RECOMENDAÇÕES
O Ministério da Saúde terá que atender, até outubro, uma série de recomendações, como a adoção de medidas para que os recursos indevidamente utilizados sejam ressarcidos. O órgão orientou a SGTES a melhorar as normas do programa e a prestação de contas e ampliar o controle sobre os sistemas utilizados pelo Ministério da Saúde na gestão das ações. Em nota, o ministério reiterou que está atendendo as recomendações e afirmou que vem implementando mecanismos de monitoramento e controle para evitar a reincidência dos fatos. No caso da prestação de contas, a pasta criou um grupo de trabalho para analisar os dados a cada seis meses.

Após cirurgia no abdômen, candidato Jair Bolsonaro é encaminhado à UTI; quadro dele é estável

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Após ser submetido a uma cirurgia, Jair é levado a UTI. Foto: G1

A cirurgia no candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) foi concluída e ele seguiu para uma UTI do hospital onde está internado na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Segundo informações da GloboNews, a hemorragia provocada pela facada foi controlada. Bolsonaro foi esfaqueado na tarde desta quinta-feira (6) durante um ato eleitoral. O autor do crime foi preso pela Polícia Federal, responsável por fazer a segurança dos candidatos ao Palácio do Planalto durante a campanha.

Saúde: Mais de 20 milhões de crianças e adolescentes devem se vacinar contra HPV

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Foi lançada esta semana, pelo Ministério da Saúde, uma campanha para incentivar a vacinação de crianças e adolescentes na faixa etária dos 9 aos 14 anos contra o Papilomavírus Humano (HPV). De acordo com o órgão, a projeção é de que mais de 20 milhões de pessoas procurem os postos de saúde para receber a vacina. O governo espera vacinar 9,7 milhões de meninas de 9 a 14 anos e 10,8 milhões de meninos entre 11 e 14 anos. Para que a vacinação deste público alvo fosse garantida, o Ministério da Saúde investiu um montante de R$ 567 milhões na aquisição de 14 milhões de doses em todo o País. Na Bahia, de acordo com informações da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), a expectativa é de que mais de 1,5 milhão de crianças e adolescentes sejam vacinados. Destas, 924.352 meninas e 693.034 meninos. Desde a incorporação da vacina contra o HPV no Calendário Nacional de Vacinação há cinco anos, aproximadamente 4 milhões de meninas buscaram as Unidades Básicas de Saúde (UBS), o equivalente a 41,8%. Já entre os meninos, incluídos na campanha apenas ano passado, 2,6 milhões foram vacinados (35,7% do total estimado).

Principal causa do câncer de colo de útero

O HPV é responsável por 99% dos casos câncer de colo de útero, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o terceiro mais frequente entre as mulheres no Brasil, e quarto que mais mata, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Contudo, é um dos únicos que podem ser prevenidos com a vacina. Um dos métodos mais eficazes para identifica-lo é por meio do exame Papanicolau. ”Essa infecção persiste e pode modificar o ciclo de sobrevivência celular, transformando assim células sadias em células cancerosas. O teste do Papanicolau procura justamente detectar as lesões pré-malignas ou iniciais dessa doença”, explicou Dra. Aknar Calabrich, oncologista da Clínica AMO. No mundo, segundo o Ministério, dos 2,2 milhões de tumores provocados por vírus e outros agentes infecciosos, 640 mil são causados pelo HPV. O vírus pode causar, inclusive, câncer anal, de pênis, vagina e orofaringe. Segundo o órgão, a vacina utilizada no Brasil previne, respectivamente, 90%, 63%, 70% e 72% dos novos casos. De acordo com Rosana Almeida, ginecologista da clínica de qualidade de vida e longevidade Cisviver, uma das principais importâncias na vacinação é evitar o agravamento da lesão. ”Existe uma progressão lenta, mas existe. Ela não evoluirá no quesito tamanho, mas pode ficar cada vez mais séria. Tudo depende do comportamento biológico do tumor”, disse.