Jaques Wagner chama ACM Neto de imaturo; ”prefeito, o senhor parece estar nervoso”

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Wagner pede tranquilidade a Neto. Foto: Valter Campanato

O secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner (PT), rebateu a declaração do prefeito ACM Neto (DEM) sobre ser acusado de corrupção. Em entrevista ao site Bocão News, Neto respondeu uma suposta afirmação de Wagner de que ele seria o maior prejudicado pelas delações da Odebrecht, por conta de seus planos para 2018. ”Qual a moral que ele tem? Não tenho nada a ver com corrupção ou com Lava Jato. O PT é que tem e pode tratar desse assunto” disse o demista na ocasião. Agora, foi a vez do petista completar o circulo e disparar: ”Prefeito, o senhor parece estar nervoso. Fique tranquilo. Não é sinal de maturidade cair em provocação feita por fontes anônimas, via imprensa. Tenha certeza, quando eu quiser falar será em on”, declarou Wagner.

Qual a moral que Wagner tem para falar de mim?, questiona Neto; ambos estão na Odebrecht

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Qual a moral que ele tem? questiona ACM. Foto: Gilberto Júnior

Questionado sobre uma suposta declaração do ex-governador Jaques Wagner (PT) de que o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) era o maior prejudicado pelas delações da Odebrecht, por conta de seus planos para 2018, o democrata disse que Wagner ”é acusado de corrupção. Eu, não”. ”Qual a moral que ele tem? Não tenho nada a ver com corrupção ou com Lava Jato. O PT é que tem e pode tratar desse assunto”, disparou ACM, segundo publicação do site Bocão News, após participar do Workshop Cidade Resiliente, na Casa do Comércio, na capital baiana, na manhã desta quinta-feira (20). Neto disse ainda que ”o PT é o partido mais corrupto do Brasil”, reiterando que não tem ”nada a ver com a Lava Jato e estou absolutamente tranquilo”. ACM Neto é acusado de ter recebido, em dinheiro vivo, R$ 1,8 milhão de caixa 2 da Odebrecht para financiar sua campanha à Prefeitura, conforme depoimento de delatores da empreiteira. Delatores também revelaram ao Ministério Público Federal que a empreiteira presenteou o ex-ministro do governo Dilma Jaques Wagner com relógios de luxo, propinas de R$ 12 milhões em dinheiro vivo e caixa dois.

A Reforma da Previdência passa na Câmara, garante Lúcio Vieira Lima, citado pela Odebrecht

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Lúcio Vieira aposta que reforma passa. Foto: Agência Câmara
O presidente da comissão especial da Câmara que debate a reforma política, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB), acredita que o texto do relator da reforma da Previdência na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA), passará para o plenário do Senado. ”Passa porque o governo fez as mudanças necessárias. Já há uma conscientização para a reforma da previdência para inclusive recuperar a credibilidade internacional para que o país volte a crescer, volte a ter equilíbrio das contas públicas”, disse em entrevista na rádio Metrópole, nesta quinta-feira (20). Ainda na oportunidade, ele detalhou que pontos que questões que envolvem regras de transição, medidas para trabalhadores rurais, pensões e aposentadorias especiais e regras de benefícios de prestação continuada, já foram alterados. ”Os pontos que geram maior problema já foram alterados, e tenho certeza que irá passar sim”. O parlamentar baiano suspeito de ter recebido repasse de R$ 1 milhão da Odebrecht para ajudar a aprovar legislação favorável aos interesses da empreiteira, segundo inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), disse que até o momento não recebeu qualquer notificação. ”Não fui notificado de nada. Não mudei um milímetro do meu comportamento”.

Lula é o presidenciável com maior potencial de votos, afirma pesquisa inédita do Ibope

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Luiz Inácio lidera nova pesquisa. Foto: Ricardo Stuckert Filho

Pesquisa inédita do Ibope mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a ser o presidenciável com maior potencial de voto entre nove nomes testados pelo instituto. Pela primeira vez desde 2015, os eleitores que dizem que votariam nele com certeza (30%) ou que poderiam votar (17%) se equivalem aos que não votariam de jeito nenhum (51%), considerada a margem de erro. Desde o impeachment de Dilma Rousseff, há um ano, a rejeição a Lula caiu 14 pontos. A pesquisa foi feita antes de vir a público a lista do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), com as delações de executivos da Odebrecht que acusaram o ex-presidente de corrupção, junto com dezenas de outros políticos. Se a divulgação das denúncias prejudicou a imagem de Lula (e de outros denunciados), não houve tempo de isso ser captado pelo Ibope. Os três principais nomes do PSDB, por sua vez, viram seu potencial de voto diminuir ao longo do último ano e meio. Desde outubro de 2015, a soma dos que votariam com certeza ou poderiam votar no senador Aécio Neves (PSDB-MG) despencou de 41% para 22%. O potencial do senador José Serra (PSDB-SP) caiu de 32% para 25%, e o do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) foi de 29% para 22%. Os três tucanos aparecem na pesquisa com taxas de rejeição superiores à de Lula: 62%, 58% e 54%, respectivamente. O Ibope testou pela primeira vez o potencial do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), em uma eleição para presidente. Embora seja muito menos conhecido do que seus colegas de PSDB (44% de desconhecimento, contra 24% de Alckmin e 16% de Serra e Aécio), Doria já tem 24% de eleitores potenciais (metade votaria com certeza), ou seja, tanto quanto os outros tucanos, levando-se em conta a margem de erro. Mas sua vantagem é ter uma rejeição muito menor que a dos concorrentes dentro do partido: 32%. Assim como os nomes tradicionais do PSDB, a ex-ministra Marina Silva (Rede) sofreu redução de potencial de voto e aumento da rejeição. Agora, um terço dos eleitores a indicam como possível opção – eram 39% há um ano.

Geraldo Alckmin: ”Não estava pronto para ser presidente em 2006, mas hoje estou”

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Alckmin quer ser candidato a presidente. Foto: Governo de SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), admitiu, nesta quarta-feira (19), que não estava preparado para ser presidente da República em 2006, mas avaliou que agora está pronto para assumir o Palácio do Planalto. ”Perdi em 2006 e quero reiterar aqui: eu acho que eu não estava preparado. [Mas] Eu acho que eu estou muito mais preparado hoje em relações às questões do país, às questões nacionais, mas tudo isso eleições é no ano que vem”, afirmou, durante inauguração de um fórum em São Paulo, segundo o jornal Correio Braziliense. Pretenso candidato tucano para disputar as eleições ao Planalto em 2018, Alckmin disse que era mais difícil vencer Lula em 2006 porque o PT estava no auge e o ex-presidente era o maior líder do país. Alckmin também afirmou que é mais difícil concorrer com alguém que é candidato a reeleição.

Ex-presidente Lula venceria eleição presidencial no primeiro turno, diz pesquisa VoxPopuli

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Lula venceria em todos os cenários. Foto: Roberto Stucker Filho

Se as eleições presidenciais fossem hoje, o ex-presidente Lula seria eleito em primeiro turno em todos os cenários pesquisados, mostra pesquisa CUT/Vox Populi, realizada entre os dias 6 e 10 de abril. Lula tem de 44% a 45% dos votos válidos contra 32% a 35% da soma dos adversários nos três cenários da pesquisa estimulada. São os votos válidos, excluídos os nulos, em branco e abstenções, que valem para definir o resultado das eleições. Na comparação com Aécio (13% em dezembro e 9% em abril), Lula subiu de 37% em dezembro para 44% em abril. Jair Bolsonaro (PSC-RJ) subiu de 7% para 11% das intenções de voto. Marina se manteve com 10% e Ciro Gomes (PDT-CE) os mesmos 4%. A soma dos adversários é de 34% dos votos válidos, os únicos contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Na comparação com Alckmin (10% em dezembro e 6% em abril), Lula sobe para 45% contra 38% em dezembro. Bolsonaro subiu de 7% para 12%. Marina caiu de 12% para 11% e Ciro de 5% para 4%. A soma dos adversários é de 33% das intenções de votos. Na comparação com Doria, Lula tem 45% das intenções de voto; Marina e Bolsonaro empatam com 11%; Ciro e Doria empata

Lula também vence no segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Lula também vence todos os candidatos. Se as eleições fossem hoje, Lula venceria Aécio Neves (PSDB-MG) por 50% a 17% das intenções de voto; Geraldo Alckmin (PSDB-SP) por 51% a 17%; Marina Silva (Rede-AC) por 49% a 19%; e João Doria (PSDB-SP) por 53% a 16%.

Lula é o mais citado espontaneamente

No voto espontâneo, quando os entrevistados não recebem as cartelas com os nomes dos candidatos, Lula também vence todos os possíveis candidatos. Lula tem 36% das intenções de voto – em dezembro eram 31%; Doria surgiu com 6% das intenções. Aécio, Marina e Alckmin registraram queda de intenção de votos em relação à pesquisa realizada em dezembro do ano passado. Aécio caiu de 5% para 3%; Marina, de 4% para 2%; FHC, de 3% para 1%; e, Alckmin, de 2% para 1% – 8% disseram que votariam em outros; ninguém/branco/nulo totalizou 14% e não sabe/não responderam 29%.

 

José Serra recebeu propina de R$ 24,6 milhões, diz ex-superintendente da Odebrecht

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Serra é mais uma vez citado em delação. Foto: Estadão Conteúdo

O ex-superintendente da Odebrecht em São Paulo Carlos Armando Paschoal afirmou, em depoimento ao Ministério Público Federal, que a empreiteira pagou R$ 24,6 milhões em propina ao PSDB como contrapartida de um acordo no qual a gestão do então governador José Serra (2007-2010) aceitou ressarcir a construtora em R$ 191,6 milhões em processo judicial referente à construção da Rodovia Carvalho Pinto, no fim da década de 1990. Paschoal disse que os pagamentos ilícitos foram feitos entre 2009 e 2010 a dois intermediários do hoje senador: Márcio Fortes, ex-tesoureiro do PSDB e então presidente da Emplasa, e o empresário Ronaldo Cezar Coelho. O executivo apresentou planilhas e dados sobre contas bancárias no exterior para comprovar os pagamentos. A assessoria do tucano afirma, em nota, que a obra ”foi concluída muito antes de Serra ser governador” e que ele ”jamais tomou medidas que tenham beneficiado a empreiteira em nenhum dos diversos cargos que ocupou em sua longa carreira pública”. Já a Dersa afirma que ”tomou conhecimento destas denúncias pela imprensa e neste momento avalia, junto aos seus advogados, os termos e as condições que o referido acordo foi celebrado, bem como medidas a serem tomadas no sentido de um ressarcimento da suposta perda”.

Delator da Odebrecht diz que deu R$ 900 mil ”em espécie” ao filho do radialista Mário Kertész

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Mário Kertész diz confiar na Justiça. Foto: Reprodução

O radialista Mário Kertész já disse que espera que a Justiça esclareça todos os detalhes diante da delação de ex-executivos da Odebrecht, mas cada vez mais novas informações vão surgindo sobre o envolvimento do comunicador com a Lava Jato. De acordo com o depoimento de André Vital, um dos delatores, Kertész teria recebido R$ 1,75 milhão da Odebrecht por meio de Caixa 2. Primeiramente, conforme conta Vital, foram dados R$ 900 mil depois de uma reunião entre Emílio Odebrecht e Mário, quando o radialista disse que queria ser candidato à Prefeitura de Salvador. ”Fui procurado pelo filho dele, Francisco Kertész, no começo de 2012. Ele relatou que precisaria de R$ 900 mil para a pré-campanha. […] Comuniquei que seria dividido em três parcelas e pagos via caixa 2. Os valores foram entregues por mim, em espécie, ao Francisco Kertész”, disse. De acordo com André Vital, Chico Kertész, como é conhecido Francisco, filho de Mário Kertész, procurou novamente a Odebrecht para pedir ”apoio complementar” à campanha. Dessa vez, ficou acordado o recebimento de R$ 250 mil via bônus eleitorais e R$ 850 mil via caixa dois. O radialista será investigado pela Justiça Federal da Bahia.

Ser citado em delação ”é desagradável para quem está na vida pública”, diz Michel Temer

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Michel Temer fala em ”constrangimento”. Foto: Beto Barata

O presidente Michel Temer disse hoje (15) que ”é constrangedor” ter sido citado no depoimento de Márcio Faria da Silva, ex-presidente da Odebrecht Industrial. O executivo, que assinou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito da Operação Lava Jato, disse ter tratado em uma reunião com Temer em 2010 sobre uma doação de R$ 40 milhões para a campanha eleitoral do PMDB. Por meio de nota e de um vídeo publicado na quinta-feira (13) nas redes sociais do governo, Temer disse que se reuniu com o executivo, mas negou ter tratado sobre valores com ele. ”É uma coisa desagradável para quem está na vida pública há tanto tempo”, disse o presidente em entrevista à TV Band, exibida nesta noite. ”É muito desagradável ouvir aquele depoimento. É constrangedor”, completou, na primeira entrevista após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Lava Jato, ter autorizado a abertura de inquéritos para investigar o suposto envolvimento de políticos no esquema de pagamento de propina apurado pela operação. Temer confirmou também que o encontro, realizado em São Paulo, foi organizado pelo então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso há seis meses em Curitiba em decorrência da Lava Jato. O presidente disse, no entanto, que tinha uma ”relação institucional, não uma relação pessoal” com Cunha. À época, Temer era presidente do PMDB, enquanto Cunha era líder do partido na Câmara.

Após delação da Odebrecht, Neto perde popularidade como vice de João Dória, diz colunista

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ACM Neto perder força após ser citado. Foto: Valter Pontes

Após especulações sobre  compor uma eventual chapa presidencial liderada pelo atual gestor de São Paulo João Doria (PSDB), na condição de vice, o nome do prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) parece perder força após ser citado em delações da Odebrecht. Segundo a coluna do Estadão, apoiadores da candidatura presidencial de João Doria defendem que um político do Nordeste seja o vice da chapa. Originalmente, Neto era o mais cotado mas a preferência agora seria por alguém do PSB.

Ex-diretor diz que Geddel Vieira era ”chorão” ao pedir doações da construtora Odebrecht

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Geddel reclamava valores acima do combinado. Foto: Metrópole

Em depoimento de delação premiada, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho contou que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) era ”chorão” ao pedir contribuições da empresa para campanhas eleitorais. Ao relatar um suposto caso de pagamento de propina, Melo afirmou que ele reclamava para receber valores da empresa acima do combinado. ”Ele era um chorão […] Me perdoe até o termo, ele reclamava. ”Não é possível que você não possa fazer nenhum esforço”, disse o ex-executivo, reproduzindo conversa com Geddel. “E eu disse: ‘Ô senhor Geddel, o senhor participa da reunião, o senhor vai lá e fala com o presidente da empresa”, completou. ”Quem tem boca fala o que quer. No momento oportuno, meus advogados vão se pronunciar e mostrar que essas delações são ficção científica”, afirmou Geddel sobre as declarações do delator. Claudio Melo contou que, em 2008, destinou a Geddel R$ 210 mil de um contrato da Odebrecht no Piauí para uma obra pública denominada ”Tabuleiros Litorâneos da Parnaíba”. Na época, o baiano era ministro da Integração Nacional no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Cláudio Melo, o dinheiro foi repassado por meio de caixa dois, de forma não declarada à Justiça, e foi usado em campanhas do PMDB na Bahia para as eleições municipais daquele ano. O ex-executivo disse que tinha uma relação de amizade e chegou a presenteá-lo com um relógio de R$ 50 mil, pagos pela Odebrecht. Também contou que, a seu pedido, Geddel apresentou uma vez uma emenda numa medida provisória de interesse da Odebrecht, na época em que era deputado. ”Eu não fiz nenhum outro pedido a ele, mas tenho certeza que se fizesse ele atenderia”, disse Melo. Numa planilha anexada à delação, Geddel aparece sob o codinome ”Babel” como destinatário de ”1.500”, valor possivelmente correspondente a R$ 1,5 milhão. Na lista de 53 políticos, ele foi o que mais recebeu recursos.

Odebrecht: Filha de Roberto Jefferson temeu filmagem ao buscar 200 mil em espécie

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Deputada Cristiane Brasil vira alvo. Foto: Agência Brasil

A deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha do presidente do partido, Roberto Jefferson, demonstrou receio de estar sendo filmada quando foi buscar R$ 200 mil em espécie no escritório da Odebrecht, em 2012. Segundo a coluna de Lauro Jardim, o delator da Lava Jato Leandro Azevedo recebeu a herdeira do denunciante do Mensalão a pedido do deputado federal Pedro Paulo para o pagamento de doação para a campanha dela à Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Na oportunidade, Cristiane demonstrou desconforto com a presença de uma câmera utilizada pela empresa para videoconferência e questionou se o equipamento funcionava. Após a negativa do executivo da companhia, a parlamentar recebeu a quantia de um doleiro e foi embora.

Emílio Odebrecht cita caixa 2 para Otto Alencar; Senador nega recebimento irregular

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Otto Alencar nega recebimento. Foto: Agência Senado

O senador baiano e presidente do PSD, Otto Alencar, teria recebido recursos de caixa 2. A informação consta na delação premiada de Emílio Odebrecht feita ao Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Lava Jato, de acordo com publicação do jornal O Globo. Além de Alencar, o patriarca do grupo Odebrecht teria mencionado a mesma prática para políticos baianos como Jaques Wagner (PT), Geddel Vieira Lima (PMDB), Lídice da Mata (PSB), Jutahy Magalhães Júnior (PSDB), João Almeida dos Santos (PSDB), Antonio Imbassahy e Mário Kertész. ”E tenho certeza que todos eles tiveram, não tenho dúvida, quanto de uma forma e quanto de outra eu não sei, mas tanto a parte oficial como a parte do caixa 2”, diz o delator, sem fazer referências a valores. No casos de Otto Alencar e Antônio Imbassahy, atual ministro da Secretaria de Governo na gestão Michel Temer, não foram abertos inquéritos e ambos estão fora da lista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin. Segundo o site Bocão News, em contato, o senador negou que tivesse recebido qualquer valor irregularmente da empreiteira. ”Não estive nem com Emílio ou Marcelo e não recebi caixa dois. Recebi uma contribuição oficial que consta na minha declaração ao TRE e tenho cópia”, afirmou. Segundo Alencar, essa contribuição oficial de R$ 50 mil ocorreu por meio do diretor da Odebrecht, Cláudio Ribeiro Filho, filho do ex-deputado Zezeu Ribeiro. ”O procurador geral da República, Rodrigo Janot, sequer me denunciou. Não consto em nenhuma lista e não respondo a nenhum processo. Eu voto pelo fim do foro privilegiado, inclusive”, frisou o congressista. Otto também lembra que nunca administrou nenhuma obra construída pela Odebrecht nos cargos públicos que ocupou. ”Não administrei, como executivo, nenhum contrato com a Odebrecht nas minhas gestões que pudesse beneficiá-los como nunca fiz ao longo da minha vida”, ressaltou.

Ministro da Integração Nacional pediu R$ 30 milhões para Odebrecht via caixa 2, diz delator

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Helder Barbalho é citado em delação premiada. Foto: Beto Barata

Embora aparente ter distribuído dinheiro deliberadamente para vários políticos, a Odebrecht cogitou não repassar nada ao ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB). Isso porque durante sua campanha para o governo do Pará, em 2014, o então candidato teria solicitado R$ 30 milhões à empreiteira. Em delação premiada, o executivo Mario Amaro da Silveira explicou como ocorreu a negociação. ”O Helder Barbalho comentou que conhecia a atuação da empresa e que ele tinha um grave problema de saneamento no Pará, que seria uma das prioridades dele, e cogitava adotar uma solução privada. (…) E ao final dessa conversa, eles explicitaram as dificuldades econômicas da campanha e fizeram um pedido de R$ 30 milhões. E falei: ‘Vou levar isso até a nossa presidência lá por dever de ofício, mas acho que é uma coisa totalmente fora de cogitação”, contou Silveira. De acordo com o depoimento do executivo, o valor foi sendo gradualmente reduzido ao longo da conversa até chegar a R$ 5 milhões. A Odebrecht, então, acabou repassando R$ 1,5 milhão para a campanha do peemedebista via caixa dois. ”A gente até cogitou de não dar nada, um cara que pede R$ 30 milhões, né, mas depois, o Fernando [o ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis] falou assim: ‘Vamos oferecer o que a gente tem conta de oferecer”, relatou. De acordo com Reis, a contribuição foi ”pedida como caixa dois e feita como caixa dois”. O dinheiro teria sido repassado em três parcelas. Barbalho, que era nomeado como ”Cavanhaque” no esquema de propinas, negou que tenha cometidos tais irregularidades. Segundo informações de O Estado de S. Paulo, o chefe da Integração Nacional declarou que todos os recursos que recebe para sua campanha em 2014 foram registrados no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), que aprovou todas as contas.