Derrotado, Benito Gama usa cota da Câmara para se hospedar em Brumado durante campanha

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Benito não conseguiu se eleger deputado. Foto: Divulgação

Candidato derrotado na tentativa de reeleição, o deputado federal Benito Gama (PTB-BA) usou cota parlamentar para se hospedar no BM Hotel, em Brumado, no centro-sul baiano, no dia 1° de outubro. A eleição foi dia 7. Conforme dados da Câmara Federal, Benito pagou R$ 370 em uma diária na unidade. Na rede social Instagram, o parlamentar postou uma foto na cidade com a legenda: ”Obrigado, amigos de Brumado-BA pelo apoio à nossa campanha 1400”. ”Foi muito bom participar desta reunião,ver algumas propostas do meu Candidato Federal @benitogama ,e TB voto pra estadual @taissagama”, comentou um internauta. A Câmara disponibiliza o uso da cota para hospedagem, desde que tenha fim para atividade parlamentar. Questionado pelo Bahia Notícias, Benito negou uso para campanha. ”Fui organizar a base política. Não fui fazer eleição. Não fui votado lá. Votação política não. Eu recebi ele no hotel, mas não teve nenhum ato político. Foi do mandato. Faço política naquela região”, justificou. Ele teve 439 votos no município. O deputado também se hospedou no dia anterior no Livramento Palace Hotel, em Vitória da Conquista. Na ocasião, usou duas diárias e pagou R$ 741,95. Com informações do site Bahia Notícias

Eleitor que não votou no primeiro turno das eleições 2018 deve ir às urnas no domingo

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Para a Justiça Eleitoral, cada turno de votação é considerado uma nova eleição e, por isso, o eleitor que não votou no primeiro turno deverá votar no segundo turno, no próximo domingo (28), desde que esteja em situação regular com a Justiça Eleitoral. Mesmo não tendo justificado sua ausência no primeiro turno, ele não está impedido de votar no segundo, porque têm até 60 dias para fazê-lo. Além da escolha do próximo presidente da República, no dia 28, os eleitores vão definir o nome de governadores de 13 estados e do Distrito Federal e prefeitos de 19 cidades. Neste último caso, são as chamadas eleições suplementares, previstas no Código Eleitoral em casos específicos, geralmente quando há condenação eleitoral ou criminal, abuso de poder político, compra de votos, cassação de mandato, entre outros casos, por parte dos políticos. Assim como no primeiro turno, quem não comparecer para votar neste domingo é obrigado a  justificar sua ausência.

Onde justificar?

Eleitores em trânsito poderão justificar a ausência nas urnas em aeroportos. A lista poderá ser alterada com menos ou mais postos, de acordo com decisão dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de cada estado. Para justificar o voto o cidadão deve levar um documento oficial com foto, o título de eleitor ou o número do documento. O formulário de justificativa eleitoral preenchido deve ser entregue no local destinado ao recebimento das justificativas na zona eleitoral. Caso não tenha o formulário em mãos, o eleitor pode retirar e preencher no local. A justificativa também pode ser feita por meio de um Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE), que deve ser entregue pessoalmente em qualquer cartório eleitoral ou ser enviado, por via postal, ao juiz da zona eleitoral onde o eleitor está inscrito. Os endereços dos cartórios eleitorais podem ser obtidos no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para envio é de 60 dias após cada turno da votação. A RJE deve ser acompanhada de documentação comprobatória da impossibilidade de comparecimento ao pleito. A ausência também pode ser justificada por meio do Sistema Justifica. A ferramenta permite a apresentação do RJE, pela internet, após a eleição. Ao acessar o sistema, o eleitor deve informar os dados pessoais, declarar o motivo da ausência às urnas e anexar documentação comprobatória digitalizada. O requerimento será encaminhado para zona eleitoral do eleitor, gerando um código de protocolo para acompanhamento do processo.

ACM Neto critica fala de filho de Bolsonaro sobre fechar o STF: ”Ninguém pode concordar com isso”

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ACM critica filho de Bolsonaro. Foto: Matheus Morais/bahia.ba

O prefeito ACM Neto (DEM), que anunciou apoio à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da corrida presidencial, afirmou não concordar com as recentes declarações do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do capitão da reserva, de que bastariam um soldado e um cabo para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF). ”Ninguém pode concordar com isso. São declarações que precisam ser vistas com muita cautela. Não podem ser, de maneira alguma, a tônica do pensamento do futuro governo. E o próprio Jair Bolsonaro já foi a público dizer que não é o pensamento dele, que ele não concorda com isso, tá certo? Que desautoriza qualquer colocação nesse sentido”, declarou o prefeito de Salvador na manhã desta quarta (24), ao ser questionado pelo site bahia.ba em evento de apresentação do plano de concessão do Centro de Convenções a ser gerido pela administração municipal. Dizendo-se vítima das chamadas fake news, o chefe do Palácio Thomé de Souza aproveitou para culpar o PT pela disseminação de boatos nas redes sociais. ”Alimenta-se coisas. Antes de chegar aqui, eu recebi um vídeo no WhatsApp, editado, de uma entrevista que eu dei. Editaram colocações minhas de um vídeo no primeiro turno e espalharam. Isso é coisa do PT”, atribuiu Neto.

Rui reage a vídeo de Bolsonaro em que considera baianos preguiçosos: ”Respeite os baianos”

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Rui diz que fala de Jair foi preconceituosa. Foto: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (24), o governador Rui Costa, reeleito com 75% dos votos dos baianos, reagiu às declarações preconceituosas do candidato do PSL à presidência, Jair Bolsonaro. Em vídeo gravado dentro de um carro ao lado de familiares, Bolsonaro diz que seria vantajoso comprar carro na Bahia porque já vem com o freio de mão puxado, deixando claro que considera os baianos preguiçosos. O vídeo foi publicado no Facebook do governador, que respondeu: “Respeite os baianos, candidato. Lamentável o comentário do candidato Jair Bolsonaro sobre a Bahia e os baianos. Aqui, com muito raça foi consolidada a independência do Brasil e o povo gritou: “Com tiranos não combinam brasileiros corações”. Nosso estado é pobre mas é de gente trabalhadora no campo e na cidade. Aqui se trabalha muito para sobreviver com dignidade. Baianas e baianos desprezam, candidato, sua fala preconceituosa e estarão sempre a postos para responder a quem quer que seja que tente desrespeitar a Bahia. Nosso Estado é de paz, é criativo, é de todas as crenças e credos. Chega de preconceito, de racismo, de Ódio e Violência. Somos um Povo só: O Povo Brasileiro”, escreveu na rede social.

Eduardo Bolsonaro fala em ”ruptura mais dolorosa” do que mudar composição do STF

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Eduardo desqualificou ministros do STF. Foto: Estadão

O deputado reeleito nas eleições 2018 Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do candidato do partido a presidente da República, Jair Bolsonaro, criticou e desqualificou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em julho, durante uma audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara. No discurso, registrado pela TV Câmara e disponível na internet, o deputado aborda a possibilidade de uma ruptura mais dolorosa do que alterar a composição do tribunal – uma ideia citada pelo pai em campanha – e diz duvidar que manifestantes possam vir a defender a volta de ministros da Corte. O deputado diz no pronunciamento que apoia a ideia do pai, que ele dizia ser “superficial” à época e “não analisada ainda”, de mudar a composição do STF, aumentando o número de integrantes da Corte de 11 para 21 “para equilibrar o jogo”. “Com esse STF, caso o próximo presidente venha a tomar medidas e aprovar projetos que sejam contrárias ao gosto desse STF, eles vão declarar inconstitucional. E aqui a gente não vai se dobrar a eles, não. Quero ver alguém reclamar quando estiver num momento de ruptura mais doloroso do que colocar dez ministros a mais na Suprema Corte… Se esse momento chegar, quero ver quem vai para a rua fazer manifestação pelo STF, dizer ‘ministro X, volta, ministro X, estamos com saudades”, discursou. Ao falar na comissão, Eduardo Bolsonaro defendia a volta do voto em cédulas de papel. Ele passou criticar a não implantação do recibo do voto nas eleições 2018. A campanha de Bolsonaro tem reiterado acusações de fraude nas urnas eletrônicas, ainda que não tenha comprovação. O filho do presidenciável afirmou: “A gente fica com mais suspeita e mais desconfiança ainda, quando a gente vê a energia gasta até pela Suprema Corte e pela procuradora-geral da República em argumentos bizarros, argumentos pífios para querer acabar com o voto impresso, uma lei que nós votamos aqui e que teve 424 deputados. Serviria para mudar a Constituição, para ser uma PEC (proposta de emenda à Constituição, que precisa de 308 votos). Aí a gente vê ministro ligando para deputado para, no momento da votação, mudar o voto impresso, argumento bizarro da procuradora-geral da República, argumento mais bizarro desenvolvido por ministro do STF.” Ele acrescentou que faz críticas constantes ao Supremo em textos que publica na internet. Disse, por exemplo, que já abordou as interpretações de ministros sobre a lei do aborto, que esteve em debate na Corte. “Fica ao gosto deles, não se analisa mais a constitucionalidade. É por isso que o povo brasileiro está quebrando a cabeça para ver como muda isso. Eu tive várias ideias. (…) Mudar o nome de Suprema Corte. A gente brinca aqui dizendo que o juiz acha que tem o rei na barriga, e que o ministro da Suprema Corte tem a certeza que tem o rei na barriga.” Bolsonaro afirma que o Tribunal declara como inconstitucional projetos de lei com que não concorda. “Tudo o que a gente faz aqui tem que ser referendado pelo STF. Estão gastando dinheiro com meu salário, meus assessores. Para quê gastar? Deixa os 11 lá”, desabafa o deputado. No fim de semana, veio a público uma vídeo-aula em que o deputado, que é do quadro da Polícia Federal, afirma que para fechar o STF não precisa nem mandar um jipe, “basta um cabo e um soldado”. Ele também afirma, na gravação feita para um cursinho de concursos públicos, que não haveria protestos de rua em defesa de ministros do Supremo, caso eles fossem presos. O presidenciável disse ter repreendido o filho após a repercussão negativa, principalmente, na comunidade jurídica.

Aplicativo WhatsApp teve efeito limitado no 1º turno das eleições, diz pesquisa do Ibope

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A primeira pesquisa eleitoral com perguntas específicas sobre o possível efeito de campanhas negativas pelo WhatsApp nos resultados do primeiro turno da eleição presidencial indica um impacto limitado. O levantamento revela ainda que críticas e ataques disseminados pelo aplicativo podem ter afetado na mesma proporção tanto Jair Bolsonaro (PSL) quanto Fernando Haddad (PT). Três em cada quatro eleitores ouvidos pela pesquisa Ibope/Estado/TV Globo disseram não ter recebido mensagens desfavoráveis a algum candidato à Presidência na semana que antecedeu o primeiro turno. Já as respostas dos expostos a propagandas negativas não indicam que um dos classificados ao segundo turno tenha sido mais afetado do que o outro. Questionados sobre críticas ou ataques a candidatos via WhatsApp no período, 73% disseram não ter recebido. Conteúdo contra Haddad apareceu nas telas dos celulares de 18% – mesmo porcentual no caso de Bolsonaro. Outros 14% citaram os demais candidatos. A soma das taxas excede 100% porque era possível citar mais de um nome. Mesmo entre os 25% de eleitores que afirmaram ter recebido críticas ou ataques, o impacto das mensagens parece ter sido limitado. O Ibope perguntou somente a quem viu propaganda no WhatsApp se o conteúdo ajudou ou não a decidir o voto. Nesse caso, 75% disseram não, e 24%, sim. Em relação ao universo total da pesquisa, os que receberam campanha negativa pelo aplicativo e admitiram que isso influenciou seu voto são apenas 6%. Tomando em consideração apenas essa pequena parcela que admite tanto exposição à campanha negativa quanto influência disso no voto, 39% afirmaram ter votado em Bolsonaro no primeiro turno, 35% em Haddad e 24% em outros candidatos, em branco ou nulo. Os resultados da pesquisa enfraquecem a tese de que o WhatsApp tenha sido decisivo para que Bolsonaro ficasse à frente no primeiro turno, mas eles não permitem conclusões definitivas. Segundo Marcia Cavallari, diretora-executiva do Ibope, é possível que muitos eleitores tenham dado respostas mais convenientes para preservar a própria imagem. Também há o fator memória: muitos não são capazes de responder com precisão sobre o que aconteceu há três semanas. Não houve avaliação do impacto de conteúdo favorável aos candidatos. Na parcela que admitiu ter recebido conteúdo negativo relacionado a candidatos, o Ibope procurou avaliar se os eleitores checaram a veracidade das informações. Nesse caso, 56% disseram que sim, contra 44% que afirmam não ter checado. Também neste item, segundo Marcia Cavallari, o efeito “politicamente correto” pode ter pesado: é comum que entrevistados evitem dar respostas que revelem más práticas ou fraquezas. Entre os eleitores com idade entre 16 e 24 anos, 30% admitiram ter sido expostos a algum conteúdo crítico. Na faixa com 55 anos ou mais, a taxa foi de apenas 15%. Entre os que cursaram até a quarta série do ensino fundamental, apenas 8% dos eleitores admitiram ter recebido ataques ou críticas contra candidatos pelo WhatsApp. Entre quem tem curso superior, essa taxa chega a 44%. O Ibope ouviu 3.010 eleitores de 21 a 23 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. Isso significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR‐07272/2018.

A cinco dias da eleição presidencial, Bolsonaro tem 57% dos votos válidos e Haddad, 43%

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Os candidatos Bolsonaro e Fernando Haddad. Foto: Reprodução

A cinco dias da eleição presidencial, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, tem 57% das intenções de voto, contra 43% de Fernando Haddad (PT), segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta terça-feira, 23. Desde o último dia 15, Bolsonaro oscilou dois pontos porcentuais para baixo (tinha 59%), e Haddad oscilou dois para cima (tinha 41%). As duas variações estão dentro da margem de erro. A vantagem do candidato do PSL passou de 18 para 14 pontos porcentuais. Os números consideram apenas os votos válidos, ou seja, excluem os nulos, brancos e indecisos. Levando em conta o eleitorado total, a taxa de Bolsonaro passou de 52% para 50%, enquanto a preferência por Haddad se manteve estável em 37%. Há ainda 10% dispostos a anular ou votar em branco, e 3% que não souberam responder. Na pesquisa espontânea, na qual os eleitores indicam sua opção antes de receber um disco de papel com os nomes dos candidatos, Bolsonaro lidera por 42% a 33%. Na pesquisa anterior, o placar era de 47% a 31% – ou seja, a vantagem caiu de 16 pontos para 9. No primeiro turno da eleição presidencial, realizado no dia 7, o candidato do PSL ficou à frente do principal adversário por 46% a 29%. O Ibope ouviu 3.010 eleitores nos dias 21 a 23 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. Isso significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR‐07272/2018. Os contratantes foram o Estado e a TV Globo.

Rejeição entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro está quase igual, revela pesquisa Ibope

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Se na pesquisa sobre as intenções de voto quase não houve mudança nos votos válidos para Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, o mesmo não pode se dizer sobre a rejeição. Sondagem do Ibope/Estado/TV Globo mostra que a rejeição ao candidato do PSL aumentou cinco pontos, chegando aos 40%. Já a do petista caiu seis pontos e está em 41%. A quantidade de eleitores convictos também sofreu alterações. A porcentagem de convictos no voto em Bolsonaro caiu de 41% para 37%. O porcentual de intenção de voto convicto no petista, por sua vez, aumentou de 28% para 31%. O Ibope ouviu 3.010 eleitores nos dias 21 a 23 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. Isso significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR‐07272/2018. As informações são do BR18, blog de política do Estadão.

Apoio ao candidato Fernando Haddad reúne 69 torcidas organizadas e líderes religiosos

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Rivais como Corinthians e Palmeiras se uniram. Foto: Divulgação

No Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Tuca), o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, recebeu nesta segunda-feira (22) à noite o apoio de 69 torcidas organizadas de clubes de futebol, unindo Corinthians e Palmeiras, Flamengo e Vasco, Internacional e Grêmio, entre outros rivais. Também participaram líderes religiosos de diversos credos, artistas e intelectuais. Os torcedores subiram ao palco, onde estava Haddad, para defender o que chamaram de Manifesto das Torcidas pelo Brasil. No documento, assinado por representantes do Corinthians, Internacional, Grêmio, Vasco, Palmeiras, Flamengo, Santa Cruz, Sport, Náutico, Cruzeiro, São Paulo, CSA, entre outros, os esportistas destacam a importância do diálogo. “É imensamente importante que tenhamos clareza e diálogo para nos posicionarmos nesse momento em nome da democracia e da liberdade. Caso contrário, todos os nossos sonhos e lutas terão sido em vão”, diz o documento. Religiosos católicos, evangélicos, budistas e de matrizes africanas também subiram no palco para fazer uma oração pela candidatura de Haddad. Intelectuais e artistas ressaltaram a importância de defender a democracia e o Estado de Direito.

Alerta – Durante o evento, Haddad agradeceu o apoio divulgado hoje pela candidata derrotada da Rede, Marina Silva. “Esse reencontro democrático me enche de orgulho”, afirmou o presidenciável, que mais cedo, nas redes sociais, lembrou da convivência harmônica e respeitosa com Marina Silva quando ambos eram ministros. Haddad acrescentou que as propostas do adversário Jair Bolsonaro (PSL) podem até serem aceitas em um momento de “delírio”, mas jamais prevalecerão. “A humanidade jamais vai concordar com o arbítrio. Pode até, em um momento de delírio, de perturbação, de raiva, de ódio, ela pode até querer abraçar um projeto que ele representa.” Em seguida, o candidato acrescentou: “Mas a gente acorda desse pesadelo e realiza a humanidade que todo mundo tem dentro de si. Ele é o antisser humano, é tudo que precisa ser varrido da face da Terra”, afirmou.

Reações – Haddad reiterou a rejeição pelo tom adotado pelo adversário, que pregou a exclusão dos “vermelhos” durante ato na Avenida Paulista. “Ontem [21] ele fez um vídeo muito grave, que eu nunca tinha visto uma pessoa ter coragem de fazer: que é ameaçar de morte um adversário, ameaçar a integridade física dos seus opositores, dizendo que não terão lugar no Brasil, ou a cadeia ou o exílio. Disse com todas as letras, está gravado, registrado para a posteridade”. Mais cedo, o candidato do PT disse, ao comentar o mesmo episódio, que as instituições não estão reagindo às ameaças à democracia. O candidato do PT ressaltou que, até o dia 28 (data do segundo turno), o país vai perceber o verdadeiro projeto político de Bolsonaro. “É uma pessoa que saiu das trevas da ditadura, dos porões da ditadura e, sem que as pessoas consigam perceber o que ele representa, ainda, porque nós temos até domingo para demonstrar, ele vem galgando degraus e agora parece como um paladino da restauração de uma ordem que ninguém quer mais.”

”Combate aos bandidos vermelhos” vai se dar no curso da Lava Jato, diz Jair Bolsonaro

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Jair segue se pronunciando pelas redes sociais. Foto: Reprodução

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, usou a conta pessoal do Twitter na manhã desta terça-feira, 23, para se explicar de uma controversa fala que fez neste domingo, 21, a manifestantes. Em ato de apoio a ele na Avenida Paulista, Bolsonaro disse por videoconferência que, se eleito, iria “varrer do mapa os bandidos vermelhos”. “Falamos em combater os bandidos vermelhos baseado no próprio curso das investigações da Polícia Federal e Lava Jato e houve uma grande histeria por parte do PT. Ao que parece a carapuça serviu mais uma vez!”, escreveu o candidato na rede social. “Em breve vai ter mais gente pra jogar dominó com o chefe corrupto presidiário na cadeia!”, provocou, em mensagem minutos depois. A fala de Bolsonaro no domingo causou indignação de membros da campanha de Fernando Haddad (PT). O próprio candidato do PT chegou a dizer, via Twitter, que o capitão da reserva ameaçava a “sobrevivência da oposição”. Ele também falou nesta segunda-feira, 22,, na saída da TV Cultura, onde participou do “Roda Viva”, que tratou do tema durante ligação para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O tucano, por sua vez, disse no Twitter que, para ele, a fala de Bolsonaro “lembra outros tempos”.

Coligação de Ciro Gomes entra com ação contra Bolsonaro no TSE por escândalo do WhatsApp

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Ciro Gomes que apuração de suposto caixa dois. Foto: Estadão

A coligação de Ciro Gomes (PDT) entrou com ação de investigação judicial eleitoral em face de Jair Bolsonaro (PSL), sua coligação, o empresário Luciano Hang e os responsáveis pelas empresas que dispararam mensagens contra o PT. A peça, apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral na sexta (19), cita ainda o responsável legal pelo WhatsApp. A coligação formada por PDT e Avante pede apuração sobre eventual caixa dois, doação de pessoa jurídica não declarada e impulsionamento negativo. O caso foi revelado pela Folha de S.Paulo. Antes desse pedido, o PDT havia entrado com uma representação que solicitava a anulação do pleito. Na ação, requer-se que seja feita ”a intimação de todos os demandados, para que se eximam de praticar qualquer ato de divulgação de mensagens relativas ao pleito de 2018 através do WhatsApp ou qualquer outra rede social”. Pretende-se exigir que as empresas envolvidas apresentem relatório fiscal e documentos contábeis para demonstração de quais relações jurídicas foram realizadas no período dos últimos 12 meses. Demanda ainda a quebra do sigilo bancário, telefônico e telemático das empresas Quick Mobile, Yacows, Croc Services, Sms Market e de seus representantes. A coligação ainda solicita a intimação da empresa que administra o WhatsApp na figura de seu sócio, Brian Patrick Hennessy.

Em Fortaleza, Haddad diz buscar 75% dos votos válidos no Estado de Ciro Gomes

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Fernando Haddad volta ao Nordeste. Foto: Ricardo Stuckert

Em sua primeira viagem ao Nordeste no segundo turno da campanha presidencial, o candidato do PT ao Palácio do Planalto, Fernando Haddad, disse querer ter 75% dos votos válidos no Ceará, Estado onde Ciro Gomes (PDT) foi o mais votado na primeira etapa da disputa. O porcentual representa a soma dos votos de Ciro e do petista no primeiro turno. Haddad faz na manhã deste sábado, dia 20, uma caminhada em Fortaleza ao lado do governador reeleito no Estado, Camilo Santana (PT), e de outros aliados. ”Quero encostar em você no segundo turno, para ver se chega em 75%”, disse o ex-prefeito de São Paulo a Camilo durante a caminhada. Apoiador de Ciro, o governador petista foi reeleito com 80% dos votos válidos no primeiro turno da disputa estadual.

Diante da evolução do quadro clínico, nova cirurgia de Bolsonaro pode ser antecipada

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Candidato do PSL passará por nova cirurgia. Foto: Divulgação

Diante da evolução do quadro clínico, interlocutores mais próximos de Jair Bolsonaro já trabalham com novo calendário para a cirurgia de retirada em definitivo da bolsa de colostomia que o candidato do PSL vem usando. A bolsa, que fica presa externamente ao corpo, foi colocada depois da cirurgia à qual o presidenciável foi submetido em razão da facada que recebeu em um atentado durante um ato de campanha no último dia 6 de setembro em Juiz de Fora. De acordo com o colunista Gerson Camarotti, do site G1, a expectativa é que ele já possa fazer o procedimento de retirada da bolsa no final de novembro. A projeção inicial é que ele teria de se submeter a essa cirurgia no final de dezembro ou até mesmo depois da posse, caso eleito, o que o obrigaria a se licenciar logo no início do mandato. Se fizesse essa cirurgia no final de dezembro, Bolsonaro teria dificuldades para participar da cerimônia de posse, na hipótese de vir a ser o vitorioso na disputa em segundo turno contra Fernando Haddad (PT), no próximo dia 28. O novo cronograma, com a antecipação da cirurgia para novembro, é visto como ideal pelos interlocutores mais próximos porque daria a Bolsonaro tempo de recuperação suficiente antes de receber a faixa presidencial. De qualquer maneira, a palavra final será da equipe médica que cuida de Bolsonaro.

Filho de Bolsonaro, Flávio Bolsonaro deununcia que teve conta do WhatsApp banida

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O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), afirmou em sua conta no Twitter nesta sexta-feira (19) que teve sua conta do WhatsApp banida. “A perseguição não tem limites! Meu WhatsApp, com milhares de grupos, foi banido DO NADA, sem nenhuma explicação! Exijo uma resposta oficial da plataforma”, escreveu Flávio na rede social.
Segundo a reportagem apurou, a conta do senador eleito foi banida há alguns dias. A empresa detectou um movimento anormal da conta, a partir de várias reclamações de pessoas que estariam recebendo spam do número. A conta da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) também foi banida pelo mesmo motivo. O WhatsApp enviou notificação extrajudicial para as agências Quickmobile, Yacows, Croc services e SMS Market determinando que parem de fazer envio de mensagens em massa e de utilizar números de celulares obtidos pela internet, que as empresas usavam para aumentar o alcance dos grupos na rede social. A empresa também baniu as contas do WhatsApp associadas a essas agências. Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (18) mostrou que empresas bancaram uma campanha de mensagens anti-PT com pacotes de disparos em massa. A prática é ilegal, pois se trata de doação de campanha por empresas, vedada pela legislação eleitoral, e não declarada.