Doria vai ao Rio de Janeiro para encontrar Bolsonaro, mas não é recebido pelo candidato

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Doria tem tentativa de encontro frustrada. Foto: Divulgação

O candidato ao governo de São Paulo, João Doria (PSDB), teve frustrada uma tentativa de encontro com o deputado presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Ele deixou a agenda de campanha na capital paulista para viajar ao Rio de Janeiro, mas não foi recebido pelo deputado. A informação do encontro dos dois foi divulgada pela assessoria de Doria. Os dois se encontrariam às 17h30 na casa de Paulo Marinho, aliado e amigo de Bolsonaro, onde os programas do PSL estão sendo gravados. Doria chegou ao local por volta de 18h, mas não encontrou nem Bolsonaro e nem mesmo Marinho no local. Meia hora depois, Marinho chegou à sua casa acompanhado de Gustavo Bebianno, presidente em exercício do PSL, e de Julian Lemos, vice-presidente da legenda. ”Não tem nenhum encontro marcado entre os dois não. Existe uma conversa institucional no sentido de o PSL agradecer ao apoio que gentilmente está sendo oferecido pelo candidato João Doria em São Paulo a Jair Bolsonaro”, afirmou Bebianno. O episódio provocou um mal-estar na campanha. Enquanto o PSL negou a existência prévia de um acordo, Doria deixou o local dizendo que os planos mudaram devido ao fato de Bolsonaro ter se sentido indisposto. Doria evitou falar com a imprensa quando chegou, e foi embora do local duas horas depois, acompanhado do economista Paulo Guedes e da deputada eleita Joice Hasselman (PSL-SP). Doria demonstrou constrangimento e impaciência com perguntas sobre o motivo de não ter sido recebido por Bolsonaro. Por diversas vezes, indicava que os questionamentos deveriam ser feitos a Joice. ”Eu compreendi perfeitamente isso [a ausência de Bolsonaro]. Se ele tivesse vindo aqui para gravar, feito agenda, sem a nossa presença, poderia haver dúvidas que algo que não pudesse ser simpático”, afirmou, negando que tenha se sentido preterido pelo presidenciável. Ao mesmo tempo em que o ex-prefeito de São Paulo dava a declaração, o deputado fazia uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Joice, responsável por agendar o encontro, negou que o objetivo seria a gravação de um vídeo. Ela não possui cargos de direção no PSL. ”Ele não foi porque não foi esse o combinado. Falei com ele [Bolsonaro] ao telefone. Nós marcamos de passar aqui onde haveria uma gravação, eu, como candidata do PSL, agora eleita, e também como voz do partido”, respondeu a deputada eleita ao ser questionada porque Doria não foi ao encontro de Bolsonaro em sua casa, na Barra da Tijuca. Doria e Joice deixaram o local aparentando irritação e pressa sob a justificativa de que tinham retorno imediato a São Paulo. Segundo pessoas do partido, a divulgação da agenda irritou a cúpula do PSL.

O encontro foi cancelado após intervenção do presidente do PSL paulista, Major Olímipio, eleito senador pelo partido no domingo (7). Olímpio apoia o adversário de Doria, Márcio França (PSB), para o governo paulista. A estratégia do PSL é manter a neutralidade nas disputas estaduais, com exceção daqueles em que têm candidatos no segundo turno: Rondônia, Roraima e Santa Catarina. Pessoas ligadas à campanha relataram à Folha que a postura de Doria gerou desconforto. A visão é de que ele tentou forçar um apoio do candidato para ampliar votos em São Paulo. O tucano negou que quisesse apoio e disse que veio ao Rio manifestar novamente que fará campanha a Bolsonaro em São Paulo. Bebianno confirmou que havia previsão de Bolsonaro ir a casa de Marinho para gravar programa de TV, mas negou que houvesse qualquer planejamento de que isso fosse feito com Doria. De acordo com ele, a gravação não foi feita porque o presidenciável se sentiu indisposto. Ele se recupera da facada sofrida em 6 de setembro. Além de ter feito uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, Bolsonaro recebeu aliados nesta sexta-feira (12). Foram à sua casa o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Nabhan Garcia (presidente da UDR), e a atriz Regina Duarte. Pessoas ligadas à campanha relataram à Folha que a postura de Doria gerou desconforto. A visão é de que ele tentou forçar um apoio do candidato para ampliar votos em São Paulo.

Em propaganda, Fernando Haddad vai explorar críticas de Bolsonaro ao programa Bolsa Família

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Haddad disputa o 2º turno das eleições. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A campanha de Fernando Haddad (PT) vai explorar contradições de propostas apresentadas por Jair Bolsonaro (PSL), ao destacar posições históricas dele em relação a temas como assistência social e salário mínimo. Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a ideia da propaganda que Haddad levará ao ar no horário eleitoral deste sábado (13) é passar a mensagem de que Bolsonaro mente ao eleitor. Um aliado do petista diz que a publicidade vai indagar como Bolsonaro pode, hoje, defender ampliação do Bolsa Família se, por anos, foi um crítico severo do programa. Ainda de acordo com a publicação, será explorada a posição do deputado sobre a política de reajuste do salário mínimo, assim como votações em que ele teria se posicionado do ”lado contrário ao do trabalhador”.

Josué Gomes diz que assumir ministério em eventual governo de Haddad é ”especulação”

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Josué Gomes é especulado para Governo Haddad. Foto: Estadão

O empresário e filho do ex-vice-presidente José Alencar, Josué Gomes, disse que é uma ”especulação sem fundamento” o seu nome para assumir o Ministério da Fazenda em possível governo de Fernando Haddad (PT). A declaração foi dada ao jornal Folha de S. Paulo. Nesta sexta-feira (12), o presidenciável, que disputa o segundo turno das eleições com Jair Bolsonaro (PSL), fez acenos ao empresário para ocupar o Ministério da Fazenda. Em entrevista à rádio CBN, o Hadad afirmou que Josué ”tem todas as condições, perfil e sensibilidade social” para o posto. O petista disse que não quer um banqueiro para ocupar o cargo da Fazenda e sim alguém que gere emprego e renda.

Bolsonaro critica PT e mostra família em primeiro programa eleitoral do segundo turno

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Bolsonaro critica o PT em seu programa. Foto: Reprodução

Durante seu primeiro programa eleitoral do segundo turno no rádio e na televisão, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) fez críticas ao comunismo e ao seu opositor Fernando Haddad (PT), citando também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ”O vermelho é um sinal de alerta para o que não queremos no país. A nossa bandeira é verde e amarela e nosso partido é o Brasil”, diz a propaganda do candidato, citando o Foro de São Paulo, ”grupo político com viés ideológico, comunista, de esquerda liderado por Lula e Fidel Castro”. Ele também agradeceu aos eleitores pelos votos no primeiro turno e a Deus por sua vida. O candidato está em recuperação após levar uma facada durante um ato público de campanha em 6 de setembro, em Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ao apresentar seu perfil, o candidato, de 63 anos, exibiu a família, a esposa Michelle e os quatro filhos homens e também falou, emocionado, sobre a filha caçula, Laura. ”Uma confissão. Eu já tinha decidido não ter mais filhos […] Fui no Hospital Central do Exército e desfiz a vasectomia e mudou muito minha vida com a chegada da Laura”, disse. No final do programa, o candidato destacou sua atuação no Congresso Nacional, dizendo que é honesto, ”nunca fez conchavos” e ”sempre defendeu os valores da família”.

Oscar Filho fala ”Ele Não” na Record e recebe apoio da apresentadora Xuxa durante programa

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Oscar Filho se manifesta dentro da Record. Foto: Reprodução

Oscar Filho não teve medo de se manifestar politicamente dentro da Record. O ex-integrante do CQC, participante do reality Dancing Brasil, aderiu a campanha contra o candidato à Presidência pelo PSL Jair Bolsonaro, durante a sua apresentação no programa apresentado por Xuxa. Logo após seu número de dança o comediante disfarçou o seu manifesto e ainda ganhou o apoio de Xuxa na brincadeira. Na ocasião a apresentadora perguntou ao artista como ele defenderia a permanência no programa. ”Tem 13 participantes, e vão eliminar logo o Oscar? Não. Ele não. O que você acha disso, Xuxa?”. A loira respondeu: ”Eu acho ótimo”, mas não é possível saber se a apresentadora entendeu a mensagem subliminar. Vale lembrar que o dono da emissora, o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), declarou abertamente seu voto e apoio ao militar na internet. Nas redes sociais internautas comemoraram a atitude: ”OSCAR FILHO MANDOU UM ELE NÃO AO VIVO NA RECORD @OscarFilho, parabéns”, disse um internauta. ”Eu to amando que o Oscar falou ele não na Record”, comentou outro.

Haddad fará acenos ao eleitorado evangélico e seus líderes no programa de TV

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Haddad fará sinalização a evangélicos. Foto: Ricardo Stuckert

O candidato do PT à Presidência nas eleições 2018, Fernando Haddad fará acenos ao eleitorado evangélico e seus líderes no programa de TV no segundo turno. Segundo o governador reeleito da Bahia Rui Costa (PT), que está auxiliando na campanha do ex-prefeito de São Paulo ao Planalto, Haddad aproveitará o programa, logo no início das exibições na televisão, para desmentir boatos como a de que ele implantará o chamado “kit gay” (cartilha sobre orientação de gênero) para crianças nas escolas. Ainda segundo Costa, o candidato petista usará o espaço na TV aberta para reafirmar valores sobre a família, frisando que é casado com a mesma mulher há 30 anos, discurso que já tem sido feito por Haddad em atos públicos e nas redes sociais. Costa passou os últimos dias ligando para lideranças religiosas nacionais, principalmente das igrejas Batista e Assembleia de Deus. Ele também recebeu no Palácio de Ondina, residência oficial dos governadores baianos, lideranças evangélicas locais, como o Pastor Sargento Isidório (Avante). O ex-senador do PT da Bahia, Walter Pinheiro, que deixou a legenda mas é secretário de Educação do governo da Bahia na gestão de Rui, também auxiliou na missão, aproveitando sua ligação com os batistas. O governador petista aposta na pulverização das lideranças dessas igrejas como forma de convencê-las a apoiar Haddad no segundo turno da eleição presidencial. Ele disse que, diferente da Igreja Universal do Reino de Deus, que tem o poder centralizado no bispo Edir Macedo, as outras igrejas têm o comando difuso. Nas ligações que fez, Costa mirou seus esforços em desmentir fakes news e acalmar os ânimos dos religiosos, tranquilizando aqueles que temem um governo petista. Rui Costa também pediu que emissários articulassem um encontro dele com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), para uma investida pelo apoio do deputado carioca. Pessoas próximas de Maia estão responsáveis por marcar o bate-papo entre os dois. Costa também afirmou que cogitou ligar para seu principal adversário local, o prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto, mas o líder do Democratas declarou voto em Jair Bolsonaro antes que o contato fosse feito. Maia e Neto são muito próximos, mas o DEM liberou suas lideranças para se posicionarem de acordo com as conjunturas locais.

Bolsonaro pede que aliados evitem falar com imprensa e divulga com título ”Imprensa Lixo”

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Bolsonaro divulga texto criticando à imprensa. Foto: Estadão

A imprensa esteve no foco do candidato à Presidência pelo PSL nas eleições 2018, Jair Bolsonaro. Ainda pela manhã desta quinta-feira, 11, no Twitter, o presidenciável divulgou um texto sob o título “Imprensa Lixo!”, no qual comentou o assassinato do mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa após uma discussão sobre política, na Bahia. À tarde, num hotel do Rio, pediu aos aliados para que não falem com a imprensa que, em sua opinião, “é toda de esquerda” e “quer arranjar um meio” de desgastá-lo. Durante entrevista coletiva, a primeira desde o resultado primeiro turno das eleições 2018, Bolsonaro ainda garantiu que vai defender a liberdade de imprensa e que seu plano não inclui o controle social da mídia. “Pessoal da imprensa, porque não dizer amigos, queremos que vocês sejam realmente independentes e tenham responsabilidade em tudo aquilo que escrevem”. Apesar da afirmação, alguns repórteres foram vaiados e hostilizados por partidários de Bolsonaro. No texto postado no Twitter, Bolsonaro sugeriu que os jornais tentam prejudicá-lo ao afirmar que o assassino do mestre de capoeira é um eleitor seu. Bolsonaro escreveu que “o assassino não é um eleitor” e que “o crime não teve nada a ver com política”. Costa foi assassinado na madrugada da segunda-feira, num bar de Salvador (BA), após se posicionar contra o candidato do PSL. O assassino, Paulo Sérgio Ferreira de Santana, deixou o bar e voltou com uma faca para matar o mestre de capoeira com 12 golpes. Na coletiva de imprensa, o presidenciável retomou o tema e afirmou que o seu partido não pode “admitir crime nenhum”.“Se foi uma pessoa que votou em mim, dispensamos esse tipo de voto. Quem quer que seja, cometeu um crime, tem de pagar.” Por cerca de 15 minutos, Bolsonaro falou abertamente à imprensa sobre temas do seu interesse. Em seguida, permitiu que jornalistas fizessem algumas perguntas. A primeira inscrita, uma repórter da Folha de S. Paulo, foi vaiada por apoiadores de Bolsonaro, que cercaram os jornalistas durante a coletiva. Foi preciso que o presidente do PSL, Gustavo Bebbiano, pedisse respeito à democracia para que permitissem que a repórter fizesse sua pergunta. Pouco antes, no mesmo hotel, onde se encontrou com partidários e aliados, Bolsonaro já havia recomendado que não falassem com a imprensa. Ele se dirigiu em especial aos parlamentares eleitos, que, em sua opinião, devem ter “muito cuidado para lidar com a mídia.” “Eles não querem fazer uma matéria isenta, dizendo algo que você sonha. Ele (o repórter) quer arranjar uma maneira de pegar uma frase sua, uma escorregada, para me atacar”, afirmou. O discurso foi transmitido no Facebook. Ele ainda falou que a divulgação de notícias falsas nas redes sociais é uma característica própria do PT e acusou os adversários petistas pelo atentado sofrido em setembro. Bolsonaro foi atacado pelo pedreiro Adelio Bispo de Oliveira.

Derrotado nas urnas, deputado Benito Gama gastou R$ 81,44 por cada voto conquistado na Bahia

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Benito não consegue se reeleger deputado. Foto: Divulgação

O deputado federal Benito Gama (PTB) foi o parlamentar derrotado que mais gastou para tentar a reeleição. Conforme levantamento feito pelo site Bahia Notícias – dividindo o custo da campanha com os votos conquistados –, com uma campanha de R$ 2.440.400,00, Gama teve que desembolsar R$ 81,44 por cada voto conquistado no Estado. Ele teve 29.964 votos. Bem logo atrás, Lúcio Vieira Lima (MDB), que recebeu 55.743 votos, teve um custo de R$ 31,39 por eleitor. A presidente do PRB na Bahia, Tia Eron, usou R$ 23,19 para cada sufrágio; o ex-ministro Antonio Imbassahy (PSDB) gastou R$ 23,14 por voto; seguido por José Carlos Araújo (PR), R$ 23,08; Aleluia (DEM), R$ 17,04; Paulo Magalhães (PSD), R$ 13,80; e Erivelton Santana (Patriota), R$ 5,34. Os suplentes Marcos Medrado (PP) e Pastor Luciano Braga (PRTB), que assumiram em algum momento o mandato dos seus titulares, tiveram gastos de R$ 26,26 e R$ 0,85, respectivamente. Além deles, o BN informou ainda que levantou dados dos deputados reeleitos que mais gastaram por eleitor. João Bacelar (PR) investiu R$ 19,34 para cada eleitor que o escolheu nas urnas. Nenhum outro deputado eleito chegou sequer a R$ 10 por voto.

Filha mais velha de Michel Temer declara apoio a Haddad, advogada declara apoio a Haddad

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Luciana Temer foi secretária de Haddad em SP. Foto: Reprodução

Filha mais velha do presidente Michel Temer (MDB), a advogada e professora Luciana Temer declarou apoio a Fernando Haddad (PT) no segundo turno presidencial. Ela foi secretária municipal de Assistência Social na gestão do petista em São Paulo. ”Esse homem nunca me pediu que atendesse a nenhuma pressão política, fosse do partido que fosse. E não eram poucas. Ao contrário. Sempre me disse para fazer o que achasse certo”, escreveu a advogada, no Instagram, ao postar foto com o ex-prefeito. Luciana concluiu a legenda com a hashtag #NAOsouPTmassouHADDAD (”não sou PT, mas sou Haddad”). Ela leciona na Faculdade de Direito da PUC-SP e na Uninove, além de ser diretora-presidente do Instituto Liberta, ONG de combate à exploração sexual infantil. Durante a campanha do primeiro turno, Luciana já havia demonstrado apoio à campanha “Ele Não”, contra Jair Bolsonaro (PSL).

Ciro Gomes viaja para o exterior e frustra planos do candidato Fernando Haddad para

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Haddad esperava contar com Ciro na campanha. Foto: Divulgação

Derrotado nas urnas, Ciro Gomes (PDT) embarca para o exterior nesta quinta-feira,  para viajar com a família, e deve ficar fora do País por até duas semanas . Os planos frustram as investidas do PT, que faz acenos ao candidato derrotado no intuito de trazê-lo para dentro da campanha petista no segundo turno das eleições 2018. Ao contrário do que esperava a campanha de Fernando Haddad (PT), Ciro não vai chefiar a equipe do programa econômico do petista. A ideia é que o pedetista não suba no palanque com Haddad, muito menos faça fotos para indicar o ”apoio crítico”, aprovado em reunião da Executiva nacional do PDT nesta quarta-feira, 10. O PT pretendia insistir com Ciro para que ele integrasse a coordenação da campanha de Haddad. Nos bastidores, o convite era tratado como um primeiro passo para Ciro assumir um ministério em eventual governo Haddad. Na campanha petista, o nome dele é citado para comandar o Planejamento ou a Fazenda. Para se distanciar do PT, o presidente do PDT, Carlos Lupi, se antecipou e disse na quarta-feira que o partido vai lançar Ciro Gomes como candidato para 2022, já após o fim do segundo turno. ”Não faremos nenhuma reivindicação (junto ao PT). Será um voto claro sem participação na campanha e com a certeza de que não participaremos de nenhum governo, mesmo se Haddad ganhar a eleição. Vamos começar a construir agora 2022, já estamos decididos a lançar a candidatura de Ciro Gomes”, afirmou. Outra forma de mandar sinais negativas ao PT foi anunciar que o PDT, independentemente de quem vença o segundo turno, estará na oposição em 2019. O motivo da resistência do PDT em se aproximar da campanha de Haddad foram os ”ataques” que os petistas fizeram à candidatura de Ciro Gomes, durante o processo eleitoral. Orquestrada com aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT fez uma manobra ainda no primeiro turno que atrapalhou as negociações de apoio do PSB à candidatura de Ciro. O caso foi encarado como uma rasteira do PT no partido. Na ocasião, os petistas retiraram candidaturas em outros estados para não atrapalhar nomes do PSB que disputavam os mesmos cargos. Em troca, os socialistas se comprometeram a ficarem neutros no primeiro turno, em vez de apoiarem o presidenciável do PDT.

Revista The Economist volta a criticar Jair Bolsonaro: ”É mais fácil o Exército conter do que apoiar”

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Revista britânica volta a atacar Bolsonaro. Foto: Divulgação

Depois de tratar o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, como uma ”ameaça” em reportagem de capa no mês passado, a revista britânica The Economist volta ao tema hoje em dois textos. Em reportagem, diz que o ex-militar está pronto para chegar ao cargo, mas que este não é o “único choque eleitoral” do País. Em artigo, que fala de ”flashbacks de 1964”, a avaliação é a de que os militares não estão ansiosos por poder e que o mais provável é que contenham Bolsonaro, descrito como um ”autoritário brasileiro sem Exército”, no caso de um ”autogolpe”. Na reportagem, que faz menção à bancada BBB (bullet, beef e Bible), de bala (armamentista), boi (ruralista) e Bíblia (evangélica), traz personagens de diferentes classes sociais que escolheram o candidato do PSL no primeiro turno. Citaram que os demais políticos são considerados corruptos e que Bolsonaro tem ”punho forte” contra o crime. ”Tais sentimentos levaram Bolsonaro à beira da vitória em um segundo turno, a ser realizado em 28 de outubro. Ele ganhou 46% dos votos no primeiro turno em um campo lotado de candidatos”, trouxe a publicação, acrescentando que agora ele competirá com Fernando Haddad, do PT, que começou a disputa 17 pontos porcentuais atrás. O semanário também cita que as casas de apostas dão a Bolsonaro 85% de chance de se tornar o próximo presidente do Brasil e que esta seria uma resposta ”extraordinária” a uma série de traumas que se abateram sobre o maior país da América Latina nos últimos anos: a pior recessão na história do Brasil; escândalos de corrupção interligados, conhecidos coletivamente como ”Lava Jato”, que envolve todos os grandes partidos políticos; e níveis crescentes de violência. A escolha por Bolsonaro, conforme a The Economist, é mais pelo extremismo de sua retórica do que por qualquer coisa que fez em sete mandatos como deputado. “Bolsonaro insultou mulheres, negros e gays. Ele encoraja a polícia a matar suspeitos criminosos e considera os ditadores dos anos 70 e 80 como modelos”, citou. A revista salientou que o tempo a mais de propaganda gratuita na televisão não ajudou candidatos como Geraldo Alckmin (PSDB), descrito como moderado e com mais realizações políticas – foi a primeira vez em três décadas que o partido não venceu ou disputou o segundo turno da Presidência. Lembrou que o candidato do PSL teve atenção das mídias sociais e convencionais porque foi esfaqueado durante a campanha. Também detalhou as mudanças no Congresso, descrevendo os resultados como ”quase tão surpreendentes” quanto a vantagem de Bolsonaro, como a ”humilhação” do MDB, do presidente Michel Temer.

Porto Seguro: após filha da prefeita ser derrotada nas urnas, surgem rumores de suspensão de obras

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Larissa, filha de prefeitos, não elegeu-se deputada. Foto: Diulgaão

Rumores se espalharam em duas cidades no sul da Bahia, depois que a candidata a deputada estadual Larissa (PSD), filha da prefeita de Porto Seguro, Claudia Oliveira (PSD), e do prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira (PSD), não conseguir obter votos suficientes para ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nas eleições do último domingo (7). O boato foi motivado após uma publicação no Diário Oficial do Município de Porto Seguro, a qual informava sobre o cancelamento de uma licitação que contemplava obras de pavimentação e infraestrutura em diversos bairros, do distrito de Arraial D’ajuda e em Vale Verde. Segundo a imprensa local, a reação dos moradores dessas localidades foi imediata, e grande parte deles interpretou como retaliação ao resultado obtido nas urnas pela sua filha. Um site da região, Jojô Notícias, informou que há comentários também de perseguições no âmbito administrativo, de funcionários, fornecedores e prestadores de serviços nos municípios. Após a repercussão das informações, a prefeitura de Porto Seguro enviou uma nota de esclarecimento para imprensa. ”A suspensão da concorrência pública N° 005/2018, referente a pavimentação em diversas localidades neste município, ocorreu após questionamentos citados durante o trâmite do processo licitatório. Diante do exposto, notamos a necessidade de ajustes técnicos dos projetos executivos dentre outras alterações que serão de suma importância para obtermos resultados satisfatórios na execução dos serviços”, aponta trecho da nota. Ainda de acordo com a prefeitura, ”ao término das correções o processo de licitação será republicado o mais breve possível. Ressaltamos ainda, que o objeto do contrato não mudará, ou seja, atenderemos as mesmas localidades anteriormente citadas”. A gestão municipal acrescenta também que enquanto aguarda a finalização do processo licitatório, ”daremos continuidade através do contrato em vigência a pavimentação de mais de setenta ruas, em bairros e distritos do município de Porto Seguro”. Em Porto Seguro, Larissa obteve 8.612 votos, enquanto a rival da família, Cordélia (PMB), conseguiu 3.003 votos. Já em Eunápolis, Cordélia conseguiu 19.223 votos e Larissa teve 9.098. Nenhuma delas obteve votos suficientes para ingressar na AL-BA.

Eleições: Quem saiu vitorioso e em quem fragilizou-se na disputa por votos em Jaguaquara

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Passadas as eleições na Toca da Onça, as avaliações. O que se comenta é sobre quem saiu forte e quem fragilizou-se no processo eleitoral de 2018. O prefeito Giuliano Martinelli PP), não conseguiu repetir a votação transferida aos seus candidatos em 2014, quando Cacá Leão (PP) obteve 9.511 votos e Aderbal Caldas (PP) 8.953. Agora, Martinelli viu a votação cair, mas o alcaide ainda saiu vitorioso da disputa. Cacá conquistou 7.295 votos, enquanto o ex-prefeito de Lafaiete Coutinho, Zé Cocá (PP), candidato eleito a deputado estadual registrou 8.427 votos, com o apoio do prefeito e da grande maioria dos vereadores.

Qual o destino do vereador Francisnei Santos – Nei Cabeludo (PSL)? Continuar na base ou rachar com o prefeito? Estes questionamentos passaram a circular nas rodas de conversas da cidade desde o último domingo (7), quando o deputado reeleito para o 4º mandato de estadual, Euclides Fernandes (PDT), apoiado pelo vereador, figurou como o segundo mais votado em Jaguaquara, com 1. 911 votos. O Cabeludo está radiante com o resultado das urnas, porém, apesar de falar em voo mais alto na política, exercendo o 4º mandato de parlamentar, disse que a tendência é permanecer na base de Martinelli, e justifica a união com o prefeito em face ao seu apoio a Cacá Leão para federal. Contudo, a votação expressiva de Euclides se deu pela força do grupo que defendeu a sua reeleição, incluindo o empresário do setor contábil, Moacir Bernanrdino, os ex-vereadores Bode da Saúde e Mancha e o ex-candidato a vereador Júnior Melo.

A eleição 2018 também deu uma sacudida na árvore e algumas folhas não resistiu ao peso da maquina pública. É o caso do ex-prefeito Ademir Moreira, hoje adversário ferrenho do atual gestor. Ao fazer enfrentando ao prefeito, que é liderado do vice-governador reeleito João Leão (PP), Ademir, que além de marchar com o candidato derrotado ao Governo do Estado, Zé Ronaldo (DEM), defendeu as candidaturas de Sandro Régis (DEM) para estadual e Leur Lomanto Jr. (DEM) para federal. A votação dos deputados foi pífia, quando comparada ao tamanho da popularidade de Ademir, que ainda contou com apoio dos vereadores Valdir (PHS), Dema (PTB), Sara Helem (DEM) e a ex-vereadora Jacilene Silva (PP). Leur conquistou 1.215 votos e Régis foi o 4º colocado na lista dos estaduais, com 1.110 votos. O ex-prefeito, que fala em voltar a disputar a Prefeitura, viu o seu nome declinar com o abrir das urnas.

Jequié: Funcionários da Prefeitura lotam Câmara após rumores sobre ”impeachment” do prefeito

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Servidores da PMJ lotam Câmara. Foto: Blog Marcos Frahm

Após a circulação de rumores nos meios políticos de Jequié sobre possível pedido de impeachment contra o prefeito Sérgio da Gameleira (PSB), populares, incluindo servidores da Prefeitura lotaram as galerias da Câmara Municipal, durante sessão da noite desta quarta-feira (10), e por lá permaneceram até o fim da reunião ouvindo discursos dos vereadores alusivos ao resultado das eleições do último domingo (7). A expectativa dos trabalhadores da Prefeitura era ouvir o vereador Soldado Gilvan (PPS), que adotou postura crítica a atual administração pública municipal, após o resultado das urnas, quando o edil, que foi candidato a deputado estadual não conseguiu eleger-se, obtendo apenas 13.227 votos. Gilvan, que era líder da minoria, representando o grupo do prefeito na Casa, está licenciado do cargo e ainda não reassumiu a cadeira de vereador, ocupada pelo suplente Chico de Alfredo (PSD). As informações são de que o parlamentar estaria insatisfeito com Gameleira, que mergulhou de corpo e alma na campanha do professor Roberto Gondim (PBS), que se afastou do cargo de secretário de Educação para tentar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia. Contudo, Gongim também não se elegeu e obteve 15 mil votos na Cidade, 27 mil no geral, mas o número de votos obtidos foi insuficiente para o candidato de Sérgio chegar ao Legislativo baiano. Soldado Gilvan deve retornar a Câmara a partir do dia (20), mas até lá, as alfinetadas devem ser intensificadas. Na rede social, num grupo do aplicativo WhatsApp  o vereador afirmou que ”…agora sim, haverá uma oposição mais eficiente contra o bandido e saqueador de dinheiro público do município”, bradou Gilvan, que disse ainda que ”está de posse de matérias suficientes que incrimina(m) o atual prefeito, dando o ponto de partida para o processo de afastamento do prefeito”.