Bahia não registra mortes por Covid apela primeira vez, desde o começo de abril; estado tem 360 casos

/ Saúde

A Bahia não registrou mortes causadas por Covid-19 neste sábado (30). De acordo com dados dos boletins epidemiológicos da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), com exceção do dia 26 de dezembro de 2021, quando o sistema apresentou problemas e os dados não foram divulgados, essa é a primeira vez que o estado não registra óbitos desde o começo de abril.

Além disso, nas últimas 24 horas foram registrados 279 casos conhecidos da doença. Neste sábado, a Bahia tem 360 casos ativos de Covid-19.

De acordo com a Sesab, dos 1.542.880 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.512.664 são considerados recuperados e 29.856 morreram.

O boletim contabiliza ainda 1.849.795 casos descartados, 332.011 em investigação e 63.215 profissionais da saúde que foram confirmados para Covid-19.

Os dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h deste sábado.

O boletim completo está disponível no site da Sesab e no Business Intelligence.

Vacinação

Até o momento temos 11.493.652 pessoas vacinadas com a primeira dose, 10.633.036 com a segunda dose ou dose única e 5.452.213 com a dose de reforço, e 38.093 com o segundo reforço.

Do público de 5 a 11 anos, 912.988 crianças já foram imunizadas com a primeira dose e 349.157 já tomaram também a segunda dose.

Leitos

A Bahia tem 744 leitos ativos para tratamento da Covid-19. Desse total, 146 estão com pacientes internados, o que representa taxa de ocupação geral de 20%.

Desses leitos, 300 são de UTI adulto e estão com taxa de ocupação de 15% (46 leitos ocupados).

Nas UTIs pediátricas, 30 das 43 vagas estão com pacientes (70% de ocupação). Os leitos clínicos para adultos estão com 11% de ocupação e os infantis, com 42%.

Em Salvador, dos 443 leitos ativos, 99 estão ocupados (22% de ocupação geral). A taxa de ocupação dos leitos de UTI adulto é de 18% e o pediátrico está em 67%.

Ainda na capital baiana, os leitos clínicos para adultos estão com 15% de ocupação e, os pediátricos, com 35. As informações são do site G1

Alunos de Engenharia de produção da UNIRB desenvolvem aprendizado na Ewwá Cosméticos

/ Educação

Alunos desenvolvem produtos capilares em Feira. Foto: UNIRB

O Centro Universitário UNIRB disponibiliza para os alunos de Engenharia de produção, a vivência de desenvolver produtos capilares a base de ativos naturais, na fábrica da Ewwá Cosméticos, em Feira de Santana. Com a aplicação da metodologia prática de ensino, os alunos desenvolvem produtos como shampoo, condicionador, Leave-in, máscaras, creme hidratante e sabonete.

Para o coordenador de Engenharia de produção da UNIRB, Reiner Requião, o projeto de ensino integrado a prática na Ewwá Cosméticos, que envolve as matérias de avaliação de indicadores, gestão de qualidade, gestão de projeto, desenvolvimento de produto e processos químicos, tem como objetivo proporcionar aos alunos a prática de todo o conhecimento que adquiriram durante o curso.

”A Indústria Ewwá Cosméticos é um diferencial da instituição para os alunos de engenharia e dentro da UNIRB, eles conseguem realizar práticas de química, física e produção. Então o aluno consegue ver a parte de logística, cadeia de suprimento, controle de qualidade e engenharia econômica, voltado para a parte de produção. Além da elaboração do produto, os estudantes aprendem a verificar a matéria prima, seu condicionamento e o inmetro, direcionado ao controle de qualidade”, explica.

Formada pela UNIRB, Kleyde Trindade atua como engenheira de produção da indústria Ewwá Cosméticos e explica como é realizado os procedimentos dentro da fábrica. ”A engenharia de produção possibilita que você atue em diversas áreas e em diferentes funções como cálculos matemáticos ou setor de compras de uma indústria, cálculo de necessidade de produção e tudo que envolve o processo produtivo. Na fábrica, o controle de qualidade dos produtos é feito em duas etapas; com controle de produto acabado e de matéria-prima, ou seja, é feito todo um acompanhamento do processo produtivo, desde o envase, pesagem, verificação do rótulo, datador de validade, tampa e número de lotes”, pontua.

”Ver a matéria-prima fase por fase e desenvolver os produtos capilares da parte inicial até a transformação final, tem sido um experiência incrível, pois tudo aquilo que a gente aprende na sala de aula, está sendo posto em prática em um ambiente que vamos trabalhar em toda nossa carreira. Na fábrica, a gente aprende sobre automação, controlador lógico programável (CLPs), os processos de produção e controle de qualidade. Hoje ressalto que ter contato com tudo isso para um profissional é indispensável”, afirma Paulo Rafael, estagiário Ewwá Cosméticos e estudante do curso de engenharia de produção da UNIRB.

Depois de 07 anos, Itabuna volta a Série B do Baianão, mas ainda não pode usar o estádio municipal

/ Esporte

Clube lança plano de retorno ao futebol profissional. Foto: Divulgação

A volta do Itabuna Esporte Clube à Segunda Divisão do Campeonato Baiano já tem data e local marcados. Será no próximo dia (22), um domingo, no Estádio Pedro Caetano, em Ipiaú, contra o Botafogo Bonfinense. Enquanto o Estádio Luiz Viana Filho, o Itabunão, não for reabilitado para jogos oficiais, o Itabuna exercerá mando de campo em Ipiaú.

A última participação do Itabuna no campeonato foi em 2015, lembra o presidente do clube, Rodrigo Xavier, Digão, ao falar sobre o Projeto de Retorno ao Futebol Profissional, que será lançado nesta segunda-feira (2), às 18h, na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB). No lançamento, o clube também vai formalizar os contratos de patrocínio da Buriti e do laboratório Zoetis.

Wagner chama ACM de vira folha e diz que candidato de Lula é Jerônimo; ”disse que iria dar uma surra”

/ Política

Jerônimo tem Wagner como um de seus padrinhos. Foto: Divulgação

O senador Jaques Wagner (PT) afirmou, neste sábado (30), em Alagoinhas, que o pré-candidato a governador pelo União Brasil, ACM Neto (UB), é ”vira folha” e que as informações de um possível diálogo do ex-prefeito de Salvador com o ex-presidente Lula é ”conversa de enganador”.

”Tem muito vira folha na praça que na hora que vê Lula bombando, com 70% da preferência, diz: ‘eu sou Lula desde criancinha’. Ôh, meu Deus! Você disse que iria dar uma surra no cara e agora está dizendo que é amigo do cara desde criancinha? Vamos se respeitar. Cada um tem um lado, e respeitamos todos, mas o lado do Lula está aqui: é Jerônimo, Geraldo e Otto. O resto é conversa de enganador”, disparou o líder petista baiano, durante plenária do Programa de Governo Participativo (PGP).

ACM Neto promete construir estrada entre Sento Sé e Xique-Xique; ”encurtar o acesso à região oeste”

/ Política

ACM Neto durante evento em Sento Sé. Foto: assessoria/UB

O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) se comprometeu a viabilizar a estrada de ligação entre Sento Sé e Xique-Xique, caso seja eleito. O anúncio foi feito neste sábado (30),durante evento em Sento Sé.

”Eu não sou um homem que faz promessa à toa. Hoje, eu firmo esse compromisso com vocês, afirmou o pré-candidato, que segue ainda neste sábado para as cidades de Remanso e Casa Nova”. O périplo pelo norte baiano começou na sexta-feira (29), em Curaçá.

Segundo o pré-candidato do UB, a rodovia terá repercussão regional ao facilitar o transporte e a comercialização de insumos cultivados pelos pequenos, médios e grandes produtores locais.

”Essa estrada vai ser capaz de gerar a integração da região norte com a região de Xique-Xique e Irecê. Com ela, vamos aproveitar mais ainda o projeto do Baixio (em Irecê) e encurtar o acesso à região oeste do estado”,concluiu.

Lula chama Bolsonaro de ”Zé Ninguém” e diz que o presidente odeia o Supremo Tribunal Federal

/ Política

Ex-presidente Luiz Inácio Lula Foto: REUTERS/Carla Carniel

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado, 30, que o presidente Jair Bolsonaro (PL) é um ”Zé Ninguém que só sabe contar mentiras”, não gosta de gente e não conhece a palavra solidariedade. ”Ele só conhece o ódio. Ódio contra a mulher, contra o negro, contra o PT, contra o LGBT, contra o quilombola e, agora, contra a Suprema Corte”, disse, em evento com mulheres na periferia de São Paulo.

Pré-candidato ao Planalto, o petista criticou o indulto dado por Bolsonaro ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), um dia após o parlamentar ser condenado a mais de oito anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). ”Ao invés de visitar uma cadeia e dar indulto a quem merece indulto, ele dá para um amigo seu que tinha cometido a barbaridade de ofender a Suprema Corte . Na verdade, esse homem não tem sentimento nenhum.”

Ao falar das eleições de outubro, Lula disse que o voto é ”um ato revolucionário” e que, neste ano, ele deve ser usado para “mandar esse cidadão” embora, viver longe com seus filhos, em referência a Bolsonaro.

Lula e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, participaram de um evento com mulheres na zona norte de São Paulo sobre inflação e insegurança alimentar. Logo no início do encontro realizado na quadra de uma associação comunitária, a organização apresentou dois carrinhos de supermercado com compras feitas em 2010 e, agora, em 2022, com R$ 100. O primeiro cheio e o segundo, vazio.

De acordo com Lula, ”metade da inflação” enfrentada hoje pelo brasileiro é culpa do governo, responsável pelas políticas de energia e combustível. ”Ele não tem vergonha na cara”, completou, ao falar sobre a fome. “Somos o terceiro maior produtor de alimentos do mundo. Não tem explicação ter gente passando fome no Brasil.”

O ex-presidente disse que só se coloca como pré-candidato para devolver a dignidade ao povo pobre. ”Meu compromisso não é com o banqueiro, com o alto empresariado ou com o fazendeiro, mas com o povo pobre”, afirmou, dizendo em seguida que não quer “tirar nada de ninguém ”.

Haddad usou o simbolismo da apresentação para criticar Bolsonaro e o ex-governador João Doria (PSDB). Pré-candidato ao governo paulista, ele citou o preço alto da gasolina e dos pedágios pagos nas rodovias do Estado para explicar, em parte, porque a inflação está alta.

Em um discurso rápido, Haddad ainda afirmou que Doria aumentou os impostos que incidem sobre a cesta básica. ‘Chegamos nessa situação por termos maus governos nos âmbitos estadual e federal. O Bolsodoria não deu certo pra ninguém”, disse.

*por Adriana Ferraz , Estadão

Eleições: 51,8% dos paulistas desaprovam governo Bolsonaro, diz o Instituto Paraná Pesquisas

/ Política

Instituto diz que Bolsonaro lidera em SP.Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

A maioria dos paulistas desaprovam a condução do presidente Jair Bolsonaro (PL) à frente do governo federal. Isso é o que indica o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado neste sábado (30).

Cerca de 51,8% dos entrevistados consideraram negativamente o liberal, enquanto outros 43,3% aprovaram as ações do militar reformado. Um total de 4,9% dos paulistas não souberam ou não opinaram.

O instituto ouviu 1820 eleitores de 78 municípios de São Paulo entre os dias 24 e 29 de abril de 2022. E 44,4% dos entrevistados disseram que avaliam como ruim ou péssima a administração federal. Os que afirmam que a gestão é ótima ou boa somam 33,1% e os que não souberam ou não opinaram são 1,4%.

Os resultados são da estimulada, em que os participantes são provocados a opinar sobre as alternativas disponíveis no questionário.

Comparado ao mês passado, Bolsonaro teve um crescimento entre os que aprovam seu governo (passou de 40% para 43,3%) e uma redução entre os que desaprovam (de 55,1% para 51,8%). Eleitores que não souberam como opinar ou preferiram não opinar se mantiveram no mesmo patamar, 4,9%.

Mais residentes em SP passaram a ter a gestão como ótima, eram 13,7% e agora são 14,8%. Assim como os que acharam boa também aumentou (eram 16,2% e somam atualmente 18,3%).

Embora os que acham o governo regular continuem nos 21,2 pontos percentuais do levantamento anterior, os que o têm como ruim diminuíram de 9,6% para 8,3%.

Uma fatia considerável da amostra representativa ouvida pelo Paraná ainda acha a gestão péssima: 36,1%. No entanto, neste quesito, Bolsonaro também obteve um resultado mais agradável que o do mês passado, que era de 38,5%.

Mais pessoas não souberam como opinar ou preferiram não opinar (de 0,9% o número passou para 1,4%).

A pesquisa tem um nível de confiança de 95% e a margem de erro é de 2,3%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR-07854/2022.

Vacinas contra o novo Coronavírus começam a ser vendidas a clínicas privadas em maio no Brasil

/ Saúde

Com o fim da emergência sanitária no país, clínicas e empresas privadas poderão adquirir vacinas contra a Covid-19 sem necessidade de doação ao SUS (Sistema Único de Saúde). Ao menos a AstraZeneca Brasil já prepara as primeiras doses para entrega às clínicas privadas ainda em maio.

A portaria que determinou o fim da Espin (Emergência em Saúde Pública de importância Nacional) deu um prazo de 30 dias para a medida entrar em vigor. Assim, ela só acaba oficialmente no próximo dia 22.

Pela lei, clínicas e empresas privadas já poderiam adquirir os imunizantes contra a Covid, mas tinham que doar toda a aquisição ao SUS enquanto houvesse vacinação de grupos prioritários

Geraldo Barbosa, presidente da ABCVac (Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas), disse que ainda não há contrato fechado, mas as negociações estão adiantadas com a AstraZeneca.

”Ainda não foi fechado o volume de doses, preços e quando exatamente as doses estarão disponíveis nas clínicas porque depende da compra de cada clínica”, disse.

A AstraZeneca Brasil, em nota, confirmou as negociações.

”As primeiras doses devem ser entregues às instituições ainda em maio. Quanto à disponibilização ao público final, fica a cargo de cada instituição’, disse o laboratório.

A Pfizer e a Janssen afirmaram que ainda não estão negociando com o setor privado e que o fornecimento, por ora, é exclusivamente para o governo federal.

A Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, só possui o registro de uso emergencial na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Dessa forma, ela não entraria no rol de vacinas que poderiam ser comercializadas.

O Ministério da Saúde pediu para a Anvisa avaliar a possibilidade de utilização do imunizante com o status de uso emergencial por um ano mesmo com o fim da emergência sanitária. A análise ainda irá passar por votação da diretoria colegiada da agência.

A intenção da pasta é que esse imunizante seja direcionado para crianças e adolescentes de 5 a 18 anos.

O presidente da ABCVac disse que uma Medida Provisória estaria sendo preparada para regular a venda de vacinas no setor privado, mas pessoas que lidam com o tema no Ministério da Saúde dizem que a área jurídica da pasta considera que isso não será necessário.

A lei 14.125, aprovada em março do ano passado, prevê que as clínicas podem adquirir os imunizantes, mas com a condição de doação de todas as doses ao SUS enquanto houver a vacinação do grupo prioritário.

Apenas após a imunização de grupos prioritários as empresas poderiam adquirir, distribuir e administrar vacinas, mas mesmo assim teriam que direcionar pelo menos 50% das doses ao SUS, utilizando as demais de forma gratuita. Com isso, não houve interesse do setor privado na aquisição.

Essas normas perdem a vigência com o fim da emergência sanitária.

Barbosa disse que o público-alvo das clínicas particulares serão colaboradores de empresas, pessoas que trabalham em local de risco e querem reforçar a dose. Todos terão que apresentar prescrição médica para receber o imunizante.

”Além de pessoas que futuramente possam não entrar na cobertura vacinal do SUS. Com a doença controlada a vacina deve ser como a da gripe, aplicada em grupos específicos”, disse.

O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde) já pediram para a pasta incluir a vacina da Covid-19 no PNI (Programa Nacional de Imunizações) para que o imunizante possa fazer parte do calendário anual de vacinação.

Recentemente, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse à Folha que a pasta ainda não decidiu quando e como será implantado o calendário definitivo de vacinação contra a Covid-19 no Brasil.

A medida vem sendo cobrada por gestores de saúde nos estados.

Apesar das cobranças, o ministro afirma que ainda faltam evidências científicas para que sejam anunciados os grupos que deverão se vacinar todos os anos (se populações específicas ou quase todos os brasileiros, como ocorreu em 2021), a regularidade com que as pessoas receberão os imunizantes, e até mesmo que vacinas serão as mais apropriadas para a nova realidade epidemiológica da Covid-19

”O mundo ainda não tem todas essas respostas”, afirmou.

Nesta sexta-feira (28), o Brasil chegou a 663.484 mortes desde o início da pandemia.

A média de mortes vinha se mantendo nas últimas semanas em patamares próximos a 100 por dia, mas teve uma alta nesta sexta, chegando a 124.

Em relação à vacinação, mais de 177 milhões de pessoas (mais de 82% da população) receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil —164 milhões já receberam ao menos a segunda dose do imunizante.

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. ​

Procurados, Anvisa e Ministério da Saúde não responderam aos questionamentos até a publicação desta reportagem.

*por Raquel Lopes, Folhapress