Jovem de 20 anos morreu em ação da PM no Residencial Campo Belo, em Jequié; arma é aprendida

/ Jequié

Um jovem de 20 anos morreu após ação policial nesta segunda-feira (25), em Jequié. De acordo com informações do 19º BPM, policiais realizavam intensificação de policiamento no Residencial Campo Belo, quando teriam se envolvido num confronto na localidade.

Ainda segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, o alvejado foi socorrido ao Hospital Geral Prado Valadares – HGPV, mas não resistiu aos ferimentos e foi a óbito. No release encaminhado à imprensa o 19º Batalhão informou a apreensão de um revólver Cal. 38, com 06 cartuchos, sendo 03 deflagrados e 03 intactos.

Em Jequié, Patrick se aproxima de Reginaldo Barros, crítico feroz de Zé Cocá nas redes sociais

/ Jequié

Patrick tem aparecido ao lado de Reginaldo Barros. Foto: Rede social

A aproximação do ex-prefeito de Jitaúna e pré-candidato a deputado estadual Patrick Lopes (Avante) com o professor Reginaldo Barros em Jequié, deixa ainda mais explícito o seu afastamento do agora ex-aliado, Zé Cocá (PP), prefeito da Cidade Sol.

É que, Reginaldo, novo apoiador do projeto político de Patrick se tornou crítico feroz de Cocá nas redes sociais, desde as eleições 2020, quando Barros usava a mesma trincheira virtual para atacar o então pré-candidato à Prefeitura, com a diferença de que os petardos na época não tinham a anuência de Patrick, que classificava Cocá como seu professor.

Reginaldo é figura conhecida no cenário político jequieense, já foi cabo eleitoral de várias lideranças locais, tendo, inclusive, ocupado o cargo de chefe da Superintendência Municipal de Trânsito-Sumtran na gestão anterior, do ex-prefeito Sérgio da Gameleira (PSB), de quem também se tornou crítico depois de uma relação conflituosa e exoneração do cargo que ocupava.

Ele tem usado as redes sociais para, sempre que pode, alfinetar o governo de Cocá. Ultimamente, tem feito elogios a Patrick por ter rompido com Zé.

Euclides leva prefeito de Jiquiriçá ao encontro de Otto e gestor anuncia apoio ao senador

/ Política

Otto Alencar, prefeito Cascalho e Euclides. Foto: Rede social

Prefeitos já vivem clima de ebulição política no Vale do Jiquiriçá e muitos deles se movimentam para garantir recursos aos seus respectivos em ano eleitoral.

O gestor de Jiquiriçá, João Fernando (PSB), o Cascalho, se reuniu nesta segunda-feira (25) com o senador e líder do PSD na Bahia, Otto Alencar, pré-candidato ao Senado na chapa liderada por Jerônimo Rodrigues (PT).

Cascalho foi ao encontro de Otto respaldado pelo deputado estadual Euclides Fernandes (PT), este que teria costurado o apoio do mandatário à reeleição de Otto Alencar, mas o assunto da reunião em Salvador não teria sido apenas político-eleitoral. O prefeito cobrou de Otto a viabilização de emendas parlamentares ao Município de Jiquiriçá, que foi fortemente afetado pelas fortes chuvas que atingiram a região em dezembro de 2021, contabilizando sérios prejuízos.

Realização da Micareta de Feira de Santana em setembro divide opiniões entre foliões e empresários

/ Entretenimento

A Micareta de Feira de Santana tradicionalmente é realizada no mês de abril com grandes atrações locais e nacionais. Por conta da pandemia da Covid-19, a festa não pôde ser organizada nos últimos dois anos. Este ano, a intenção da prefeitura municipal é realizar a festa no mês de setembro. No entanto, o anúncio tem dividido a opinião de foliões e pessoas que comercializam alimentos e bebidas durante o evento.

Para a foliã Ediane da Silva Moreira, 36 anos, que sempre participou da Micareta, desde os 11 anos de idade, o mês de setembro por ter temperaturas mais altas parece ser uma boa opção para realização da festa.

”Eu acho que não vai ficar ruim porque abril é um mês chuvoso e setembro por ser mais quente, os ambulantes vão ter mais vendas e o tempo estará melhor. Vai ser logo após as festas juninas, onde a gente já gastou um pouco, mas o importante é estar com saúde e se divertir. Com fé em Deus, estarei lá atrás do trio elétrico”, afirmou, em entrevista ao Acorda Cidade.

Já a foliã Aline Barreto, que há 9 anos curte a festa como pipoca, a Micareta em setembro pode não ter tanta participação, por estar próximo do final do ano, em que muitas pessoas viajam.

”Não gostei, eu acho que é perto do final do ano e não vai ter esse movimento todo. As pessoas querem viajar e fazem planos para final de ano. Para mim seria mais viável colocar a Micareta para o ano que vem mesmo em abril”, opinou.

A comerciante Ana Angélica do Carmo Bastos há 20 anos trabalha da Micareta, com um barracão montado no circuito da festa, onde comercializa bebidas, cachorro-quente, acarajé, entre outros alimentos bem procurados pelos participantes do evento.

Ela contou que cinco ou seis pessoas a auxiliam nos eventos, mas desde que começou a pandemia, todos estão parados. ”Isso trouxe muito prejuízo, estou parada esse tempo todo e agora estou pedido a Deus para voltar à atividade, porque chega de ficar parada dentro de casa”, declarou.

Apesar da situação econômica um pouco complicada, a comerciante acredita que a Micareta não deveria ser mais realizada este ano, e sim em abril do ano que vem, período tradicional da festa.

”A minha opinião é que eu não concordo com a Micareta no mês de setembro. A gente esperou até hoje, pode esperar até o próximo ano, em vez de fazerem em setembro, que façam um São João no Parque de Exposição, que façam a Expofeira, que também é muito movimentada. É a mesma festa, só muda que é trio e lá é palco, mas é uma festa. Agora, Micareta no mês de setembro não tem nada a ver”, opinou.

Ana Angélica acredita que a Micareta em setembro trará mais prejuízo que lucros, sobretudo aos comerciantes, que fazem um investimento alto em mercadorias.

Homem morre atropelado na BR-116, entroncamento de Jaguaquara; veículo envolvido não foi encontrado

/ Trânsito

Corpo foi encontrado na rodovia federal. Foto: Leitor/BMFrahm

Um homem morreu atropelado na altura do KM 640 da BR-116, trecho entre a Serra do Mutum e o distrito Stela Dubois – Entroncamento de Jaguaquara.

De acordo com a Polícia Técnica, que foi acionada para remoção do cadáver pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) a situação ocorreu no início da noite desta segunda-feira (25) e o veículo envolvido evadiu sem prestar socorro à vítima.

A polícia acredita que, o homem, de identidade ignorada caminhava pela quando foi atingido. Populares no local afirmaram que o rapaz era morador do distrito. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Jequié.

Governo federal edita Medida Provisória para reduzir tempo de espera em atendimento do INSS

/ Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) editou uma medida provisória (MP) que tem o objetivo de reduzir o tempo de espera para o atendimento a beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência da República, a medida tenta combater os efeitos da pandemia do coronavírus que, com o fechamento de agências da Previdência Social, elevou o tempo de espera de agendamento de perícia médica de 17 dias, em janeiro de 2020, para 66 dias atualmente. Há um estoque de 762 mil agendamentos pendentes da fila da perícia médica.

A principal mudança prevista na MP é a previsão de que poderá ser dispensada a emissão de parecer da perícia médica federal quanto à incapacidade laboral, sendo o benefício concedido com base em atestados e laudos médicos.

Por outro lado, segurados que estejam recebendo auxílio-acidente concedido judicial ou administrativamente estarão obrigados, sob pena de suspensão do pagamento, a submeter-se a exame médico, processo de reabilitação profissional ou tratamento. ”O valor projetado para as despesas com os Programas, avaliado em R$ 40,3 milhões, já está previsto na Lei Orçamentária”, informou a secretaria.

Walmiral defende São João em Itajuru, Florestal e Tamarindo/Volta do Rio, zona rural de Jequié

/ Jequié

Walmiral Marinho defende São João na roça. Foto: Emanuel Jr.

Considerando que muitos moradores da zona rural não possuem condições para se deslocarem até a cidade de Jequié para participarem da Festa de São João, ou que preferem comemorar a data nas localidades onde residem, o vereador Walmiral Marinho, defendeu, na Câmara Municipal, que a Prefeitura realize festejos juninos nos distritos de Itajuru e Florestal, bem como em Tamarindo/Volta do Rio.

Destaca tratar-se de um evento cultural importante, que costuma reunir a comunidade em torno de uma antiga tradição de festejar o São João cercado de familiares e amigos. ”Esperamos que a administração municipal dedique especial atenção para a importância dessa nossa solicitação”, observa o vereador.

Bahia registra 19 novos casos de Covid-19 e três mortes pela doença nas últimas 24h, diz boletim

/ Bahia

A Bahia registrou 19 novos casos de Covid-19 e três mortes pela doença nas últimas 24h, segundo o boletim epidemiológico deste segunda-feira (25), divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).

O número de casos ativos de Covid no estado está em 348, reforçando a tendência de queda na curva de novos infectados pela doença.

Desde o início da pandemia, 1.541.096 casos foram confirmados e 29.843 pessoas morreram por causa da doença.

A taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto está em 13%, ou seja, 51 dos 390 leitos estão ocupados. Já a UTI pediátrica está com 36 dos 43 leitos ocupados, o que corresponde a 84% de ocupação.

Jaguaquara: Operação ”Por do Sol” da Polícia Militar aborda veículos, pessoas, averigua bares e adegas

/ Jaguaquara

A ”Operação Por do Sol”  foi deflagrada pela PM. Foto: 3ª Cia

No dia 24 de abril de 2022 foi deflagrada pela Polícia Militar de Jaguaquara a ”Operação Por do Sol”, que consiste na manutenção da paz e a ordem no município através de abordagens a veículos e transeuntes, sobretudo na sua área central, tendo como alvos principais os bares (adegas, distribuidoras, etc…), praças e bairros periféricos, ”onde a mancha criminal indica a necessidade de maior atenção por parte da Polícia Militar”, diz nota da 3ª Cia.

Durante a Operação foram abordadas 154 pessoas, 18 veículos e 25 motocicletas, sendo que 02 veículos e 04 motocicletas foram retidas. Todos os estabelecimentos comerciais (bares) do perímetro central e periférico, em funcionamento, foram averiguados pelo efetivo empregado.

As ações continuarão em vigor, objetivando tirar de circulação armas e drogas ilícitas, assim como, indivíduos que possuam mandados de prisão em aberto ou estejam cometendo crimes.

Quatro pessoas da mesma família morrem em acidente entre carro Celta e van na BR-101, diz PRF

/ Trânsito

Carro Chevrolet Celta bateu de frente com Van. Foto: Rede social

Quatro pessoas de uma mesma família morreram após um grave acidente na BR-101, na entrada da cidade de Pedrão, a cerca de 120 km de Salvador. O acidente aconteceu na manhã de domingo (24), e os corpos serão enterrados no final da tarde desta segunda-feira (25).

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o carro em que as vítimas estavam bateu contra uma van. A causa do acidente será apurada pela Polícia Civil. As vítimas são um homem e uma mulher, que eram casados, a filha mais nova deles e a sogra do rapaz. Os nomes e idades ainda não foram divulgadas.

A filha mais velha do casal sobreviveu à batida e foi socorrida para um hospital da cidade. O estado de saúde dela não foi divulgado. A família morava na cidade de Teodoro Sampaio, onde o velório será feito, na manhã desta segunda. G1

Chacina deixa cinco mortos em Cruz das Almas, entre as vítimas uma grávida; polícia investiga o caso

/ Polícia

Crime ocorreu em avenida da cidade. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A única mulher entre as cinco vítimas de uma chacina na cidade de Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano, estava grávida. O crime aconteceu na madrugada de domingo (24) e, até a manhã desta segunda-feira (25), ninguém havia sido preso pelo crime.

Segundo a Polícia Civil, essa jovem é a Alana de Almeida Santana, de 24 anos. O companheiro dela e pai da criança, Dhavison Augusto Silva Santos do Espírito Santo, de 26, também foi morto no atentado. A polícia detalhou que ele era o principal alvo dos disparos.

Dhavison respondia, em liberdade, a um processo por homicídio e estava com uma pistola, quando foi assassinado. Ainda não há informações se ele chegou a trocar tiros com os suspeitos, antes de ser baleado.

As outras vítimas são Rafael Pereira Cardoso, de 29 anos; Everton Bispo Conceição Batista, de 22; e Luan dos Santos Costa Ferreira da Conceição, de 29. O grupo havia saído da Lavagem do Areal e foi atacado na região de um posto de gasolina.

As vítimas estavam retornando paras as cidades de São Félix e Muritiba, onde moravam. Testemunhas contaram que crime foi cometido por homens encapuzados e em motocicletas. A motivação ainda não foi divulgada, mas há a suspeita de que tenha relação com o tráfico de drogas.

A Polícia Militar informou que os cinco mortos eram integrantes de uma mesma facção criminosa, mas a Polícia Civil – que investiga o caso – ainda não confirmou essa informação. Uma adolescente de 16 anos também ficou ferida após ter sido baleada.

A polícia não disse se ela estava com o grupo que foi morto, ou foi vítima de bala perdida. A adolescente foi socorrida por amigos e levada para um hospital em Muritiba, que também fica no recôncavo. O estado de saúde dela não foi divulgado. As informações são do G1

Professores de universidades estaduais da Bahia vão realizar paralisação na quarta-feira

/ Educação

Os professores das universidades estaduais da Bahia (UNEB, UEFS, UESB e UESC) vão paralisar as atividades na próxima quarta-feira (27), para cobrar reajuste salarial. Na data, os docentes realizarão um ato público em Salvador, na Praça da Piedade, a partir das 14h.

”Ao longo do governo Rui Costa, foram diversos ataques ao Estatuto do Magistério, a lei que regula a carreira docente. Direitos como progressões e promoções estão parados, processos de dedicação exclusiva seguem represados e são recorrentes as decisões que desrespeitam a autonomia das universidades. Tudo isso impacta diretamente a qualidade do ensino e da educação pública no nosso estado”, diz panfleto sobre a paralisação.

De acordo com as associações de docentes das universidades, o reajuste aprovado não repõe a inflação do período após sete anos de congelamento salarial. Outra reivindicação é de que o governador Rui Costa (PT) não retomou a mesa de negociação permanente, inclusa no acordo que finalizou a greve em 2019, após varias tentativas do movimento docente.

”Sem qualquer tipo de diálogo, o governo cedeu um reajuste salarial de apenas 4%, longe de repor as perdas inflacionárias que já ultrapassam 50% em sete anos de arrocho”, diz nota da Adusc (Associação de Docentes da Uesc).

Como os aliados de Leão vão digerir pesquisa que coloca ACM liderando e o Bonitão perdendo pra Otto?

/ Política

Pesquisa coloca o Bonitão perdendo para Otto. Foto: Reprodução

Os progressistas, ou seja, os pepistas, integrantes do PP de João Leão, vice-governador da Bahia e que rompeu com o governador Rui Costa (PT) estão tendo que encarar a demandada de prefeitos filiados à legenda, que aparecem frequentemente em eventos do Governo, alguns inclusive declarando apoio ao pré-candidato Jerônimo Rodrigues (PT) ao Palácio de Ondina.

Além disso, cabe aos aliados de Leão darem explicações sobre a comemoração de pesquisa de intenção de votos que coloca o novo correligionário do Bonitão, ACM Neto (UB) na liderança da corrida estadual e o cacique do PP perdendo para Otto Alencar, líder do PSD da Bahia, na disputa pela vaga do Senado.

Em um cenário estimulado para governador da Bahia, conforme pesquisa do Instituto Paraná, Neto aparece com 55,4% das intenções de voto e é seguido por Jerônimo Rodrigues (PT) com 16,1% e João Roma (PL) com 10,1%.

Também foi divulgada pelo instituto a pesquisa para o Senado. Em busca da reeleição, Otto segue com a preferência do eleitorado baiano para a disputa. Segundo o levantamento, o social democrata tem quase o dobro de intenções de voto que o segundo colocado, o vice-governador Leão.

”Investimos o que jamais havia sido feito na saúde”, diz o ex-secretário Fabio Vilas-Boas

/ Política

Ex-secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas. Foto: Rede social

O ex-secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, agora tenta voltar ao mundo político com um novo desafio: a campanha para deputado federal pelo MDB. O ingresso no partido, aliás, ocorreu depois de muita especulação e foi um prenúncio da ida da agremiação para a base do pré-candidato do PT ao Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Em entrevista à Tribuna, o cardiologista faz um balanço da passagem pela gestão estadual e faz projeções para a eleição de 2022.

Tribuna – O senhor foi um dos mais emblemáticos secretários do governo Rui Costa, foi o que mais apareceu. Quais foram os principais avanços da sua gestão?
Fábio Vilas-Boas – Quando o governador me convidou, em 2014, eu tratei de montar uma equipe e um diagnóstico situacional. Era muito claro que havia problemas. Primeiro era a concentração de serviços de média e alta complexidade na capital. Fato que é comum a praticamente todos os estados do Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Acaba todo o interior demandando à capital e precisando fazer aquilo que todo mundo chama de regulação. O segundo grande problema era a ausência de serviços de média complexidade ambulatorial especializada, ou seja, havia um vazio assistencial entre o posto de saúde e a atenção hospitalar. Avançamos nos últimos 20 anos com a cobertura de saúde da família. Conseguimos ter na Bahia uma taxa de cobertura superior a 75% em toda a Bahia. Se excluir a capital, isso chega a 84% da população com acesso a um médico de saúde da família. Esse avanço é muito expressivo. Mas, essa atenção não era resolutiva. O médico só tinha acesso ao conhecimento dele e, quando precisava de uma avaliação especializada ou exames complementares sofisticados, isso não existia. Acabava a Prefeitura comprando os serviços na rede privada ou a população pagando do próprio bolso. Muitos, sem dinheiro, não faziam os exames e não tinham o tratamento correto. A doença acabava evoluindo de forma natural e iam parar na porta do hospital com um AVC, com um câncer ou com um pé amputado.

Tribuna – O que foi feito?
Fábio Vilas-Boas – Houve a decisão por parte do governador de implantar um programa de descentralização dos serviços da capital para o interior e regionalização criando ilhas macrorregionais, onde tudo seria ofertado. Do ponto de vista da alta complexidade, criou-se um programa de construção de novos hospitais onde não havia e duplicação dos hospitais existentes, e um programa de modernização e inclusão dos serviços de alta complexidade nas unidades já existentes.

Tribuna – Em termos de números, quantos hospitais e policlínicas foram construídas?
Fábio Vilas-Boas – Nos oito anos do governador Rui Costa foram construídos e ampliados 21 hospitais, incluindo os que estão em obras, como o Hospital do Extremo-Sul e o Hospital Ortopédico. E também maternidades. Um investimento que jamais havia sido feito, porque a gente entende a rede da saúde como uma rede. Não adianta investir apenas na capital, ampliando, se você está obrigando uma pessoa a vir de Barreiras para Salvador fazer uma quimioterapia e voltar de ônibus vomitando para sua casa. E era assim que a saúde funcionava na Bahia. Até a chegada do Governo Wagner, havia vários anos que não se construía hospitais no interior do Estado. Jaques Wagner teve a oportunidade de construir quatro novos hospitais. Como esse processo não é contínuo, o próximo governador vai continuar nesse processo de crescimento no sentido de interiorizar a medicina. É fundamental que, quem venha a ser o próximo governador da Bahia, mantenha esse projeto de descentralização. Que não seja apenas Salvador. A gente precisa dar condições de continuar levando saúde para o interior. Fizemos isso com os hospitais e com a atenção média especializada, construindo as policlínicas regionais de saúde, que são estruturas que oferecem exames e consultas especializadas onde não existia. Em 2015, a Bahia tinha duas máquinas de ressonância magnética no SUS. Hoje temos 36 máquinas de ressonância. Hoje você marca uma tomografia computadorizada no mesmo dia ou de um dia para o outro.

Tribuna – São quantas novas policlínicas?
Fábio Vilas-Boas – São 26 policlínicas, considerando as duas que estão prontas em Salvador desde junho do ano passado e que a Prefeitura ainda não colocou para funcionar. Isso é digno de nota, porque é lamentável. O equipamento está pronto e a prefeitura não coloca para funcionar apenas por uma questão de querer economizar dinheiro. As filas estão aí em vários locais onde a Prefeitura de Salvador possui contratos terceirizados e as policlínicas, que são equipamentos públicos, que deveriam ser operados pela Prefeitura não estão em operação.

Tribuna – Isso tudo beneficia a economia regional também.
Fábio Vilas-Boas – Uma das formas de injetar recursos na economia é através da saúde. Um hospital tem toda a parte de hotelaria, pessoas que arrumam as camas, lavanderia, higienização, segurança, limpeza, refeitório… Isso tudo beneficia a cidade e a região onde aquela unidade está inserida. Outras empresas acabam se instalando. Se você pegar a parte de lavanderia, hoje não se lava mais dentro do hospital. Um empresário vai investir na lavanderia para lavar a roupa do hospital. A mesma coisa é alimentação, segurança… Todos esses serviços que não são finalísticos são providos por empresas especializadas a um custo mais básico.

Tribuna – O principal desafio da sua gestão foi a Covid. Quais foram os desafios desse período? O que poderia ter sido diferente?
Fábio Vilas-Boas – A pandemia foi um desafio para todos os gestores do planeta. Nunca tínhamos enfrentado uma pandemia durante o processo de globalização atual. A última pandemia foi feita em um cenário onde o deslocamento era feito de maneira muito mais lenta, com transporte de navio e comunicação e ciência muito mais atrasadas. Essa pandemia foi um teste para a humanidade. E eu posso dizer com segurança que a humanidade deu uma demonstração de capacidade de enfrentamento a essa e outras pandemias que virão no futuro. Falta uma maior homogeneidade nas ações de combate no planeta. Assim como houve no Brasil, a gente precisa reduzir uma série de assimetrias. De um modo geral, os países que possuem um sistema único de saúde se deram melhor que os países que não os possuem. O SUS saiu bastante fortalecido, porque conseguia falar uma linguagem de cima para baixo e em todos os estados. Lamentavelmente, tivemos trabalhando contra a saúde falas do presidente da República. Mas, graças a essa força do sistema de saúde, ele foi contradito pelos órgãos estaduais e os próprios governadores do Brasil se uniram para assumir a liderança. Lamentavelmente, vimos um país que devia ter um líder único marchando contra a defesa da população e isolado, tendo outorgado a liderança aos governadores todo esse processo.

Tribuna – E na Bahia? Como foi esse combate?
Fábio Vilas-Boas – O caso da Bahia é um caso à parte em todo o país. Tivemos desde o começo uma compreensão da gravidade da situação. Isso foi levado ao governador ainda em janeiro de 2020. Como médico, expliquei que a principal ação seria ampliar a capacidade de diagnóstico no Estado. Sem diagnóstico você não acerta o tratamento. Diagnóstico numa pandemia viral significava ter a capacidade de fazer RT-PCR. O Lacen fazia 15 diagnósticos por dia. A gente colocou para rodar 24 horas, sete dias por semana, construímos um prédio de dois andares exclusivo para biologia molecular, compramos diversos kits de extração… Isso permitiu ao Governo do Estado tomar decisões pontuais. Ao invés de fazer lockdown geral, a gente foi fechando na medida que a doença foi progredindo. Chegamos a fazer 7.500 exames RT-PCR por dia no Lacen. Isso ajudou e houve por parte da nossa sociedade amplamente uma complacência e uma cooperação que foi fruto do trabalho da imprensa, que salvou muito mais vidas que todos os leitos de UTI que a gente abriu no interior da Bahia. Seria impossível pagar para fazer anúncios do tipo ‘lave as mãos, use álcool em gel e use máscara’. Isso fez com que a Bahia tivesse uma das menores taxas de incidência de Covid e a segunda menor taxa de mortalidade por Covid no Brasil.

Tribuna – A pandemia acabou? O uso de máscaras foi revogado na Bahia e a oposição está afirmando que isso foi uma medida eleitoreira…
Fábio Vilas-Boas – Quem decreta a existência de pandemia ou a sua inexistência é a OMS. Não cabe ao Brasil decretar o fim da pandemia. O que estamos vivendo nesse momento é uma redução expressiva do número de novos casos e a circulação do vírus caiu drasticamente. A decisão de retirar as máscaras em ambientes públicos abertos é extremamente acertada. Nos ambientes fechados, onde há aglomeração de pessoas, acredito que as pessoas devam usá-la. Eu acredito que a máscara veio para ser um acessório que todas as pessoas deverão ter na sua pasta para sempre. Não acredito que as pessoas devam ir para um metrô ou ônibus sem máscara para sempre. A gripe está aí. A máscara impede que você pegue resfriado. Você entra num ônibus apertado, cheio de gente, com a pessoa respirando no seu pescoço, você vai pegar gripe. Considero importante as pessoas adotarem essa cultura de usar máscara, fundamentalmente em transporte coletivo. Não considero eleitoreira, porque temos que manter um equilíbrio entre o ideal e o possível. O ideal seria manter a máscara até que não tivesse nenhum vírus circulando, mas as pessoas estão cansadas. Para que em um outro momento, caso venha um novo surto, a gente possa ter autoridade para pedir que as pessoas voltem a usar a máscara, é preciso que nós sejamos criteriosos no grau de exigência. Se a população perceber que não tem vírus circulando e ninguém está adoecendo, vai haver uma desobediência civil. E nós não temos como punir as pessoas. Se a sociedade não for a parceira que foi, vamos perder a luta em uma próxima pandemia.

Tribuna – Como é que Fábio Vilas Boas chega ao MDB, como é que foram essas conversas? Inclusive o anúncio da sua chegada ao MDB foi feito antes do anúncio do MDB na base de Jerônimo, né?
Fábio Vilas-Boas – Eu fui instado pelo governador Rui Costa e pelo senador Jaques Wagner a iniciar conversas com o MDB ainda em outubro do ano passado. Quando decidi que eu iria sair como candidato a Deputado Federal, procurei tanto o Rui quanto o Wagner e ambos me disseram que havia uma chance de trazermos o MDB, e eles me deram essa missão. De outubro até agora, eu estive incumbido, trabalhei intensamente apagando incêndio de um lado, apagando incêndio do outro, tentando conduzir pra esse momento que foi possível agora. E felizmente não apenas trouxe o MDB para a base, como conseguimos conquistar a indicação de vice-governador. E eu me filiei com a sensação de missão cumprida.

Tribuna – Então, para ficar claro, o senhor, então, foi o grande responsável por essa aliança do MDB com o PT?
Fábio Vilas-Boas – Eu não posso dizer que eu fui o grande responsável, porque o grande responsável foi o governador Rui Costa que conduziu o processo. Tive uma participação, eu fui um dos elementos, um dos soldados designados para essa tarefa.

Tribuna – O MDB designou Geraldo Júnior para a vice de Jerônimo. Como é que o senhor vê também esse nome e qual vai ser a participação do MDB na campanha de Jerônimo?
Fábio Vilas-Boas  – A indicação de Geraldo Júnior foi o meu modo de ver uma um golpe de mestre, porque ele vem completar o perfil de candidato ao governo que faltava a Jerônimo Rodrigues. Jerônimo é uma pessoa que veio do interior, trabalhou e é exemplo de uma história de vida muito interessante. Ele criou-se sendo filho de produtores rurais, estudou no interior, formou-se em agronomia, como professor universitário, e foi secretário de agricultura familiar. Ele foi secretário de Desenvolvimento Rural que cuidava do segmento da agricultura familiar. Ele conhece bastante o interior do estado. Já Geraldo Júnior é oriundo de Salvador e conhece bastante a política de Salvador e as necessidades da capital. Essa união de perfis torna a chapa muito mais consistente. O MDB está dentro do Governo do Estado hoje dando sustentação ao governo Rui Costa, com uma participação expressiva na chapa. Eu tenho a convicção de que ,uma vez estando eleito o companheiro Jerônimo Rodrigues, a tendência é que o partido cresça e tenha uma ampliação e uma participação maior no próximo governo, porque  nossa perspectiva aí é de eleger três deputados federais.

Tribuna – O rompimento com o vice-governador João Leão foi um baque para o grupo?
Fábio Vilas-Boas – Foi um baque inicialmente, mas isso era algo que já vinha sendo sempre esperado que em determinado momento pudesse acontecer. O vice-governador João Leão já vinha há pelo menos um ano dizendo que queria ser candidato a governador e isso num determinado momento se levou na pilhéria, não se acreditou que aquilo ali fosse sério, era apenas bravata. A partir de um determinado momento, João Leão passou realmente a acreditar na sua possibilidade de ser candidato a governador.  Então, dentro da política, sempre se pensou na possibilidade disso acontecer. Quando aconteceu, não foi uma surpresa por completo, mas foi uma perda importante no tripé de sustentação do governo. Com o passar das semanas, com baixada a poeira, quando se foi analisar o tamanho da perda, ela foi muito menor do que o que em princípio se imaginaria que poderia ter sido, uma vez que vários prefeitos mantiveram o apoio ao candidato ao Governo do Estado – alguns, inclusive, mudando a indicação de seus deputados federais.

Tribuna – ACM Neto agora está liderando as pesquisas. Isso é um fato. Jerônimo Rodrigues é um candidato desconhecido e ainda está caminhando nessa campanha. Qual vai ser a estratégia do grupo para tentar bater ACM Neto? Qual vai ser a principal bandeira que o grupo vai defender?
Fábio Vilas-Boas – Nessa campanha, Jerônimo Rodrigues, assim como Rui Costa, eram pessoas desconhecidas do público. Eu me recordo bem, 2014 eu não era do governo, mas era amigo de Rui e ele começou com 2%, meus amigos até faziam chacota comigo e diziam ‘nossa, o amigo aí tá com 2%’ e eu disse ‘ele vai ser governador’. E acabou sendo. Evidente que o cenário político nacional, estadual hoje é diferente do que era há oito anos. Existe um adversário tão forte quanto era Paulo Souto no começo contra Rui, mas nós temos uma sensação aqui na Bahia e no Nordeste de insatisfação muito grande com o plano federal, com plano nacional. E o desgaste do Presidente da República no estado da Bahia e, consequentemente, o apoio expressivo da Bahia a Lula poderão ser uma ferramenta de alavancagem da candidatura de Jerônimo Rodrigues. Mesmo assim, independente do cenário nacional, eu tenho muita fé, eu acredito muito na capacidade das pessoas irem conhecendo aos poucos o candidato em cima das centenas de prefeituras que nós temos de apoios no estado. O povo baiano é um povo pobre, sofrido e que vive majoritariamente no interior. Esse povo tende a votar mais em governos com viés social e esses governos populares de Wagner e de Lula são governos com vieses sociais. Eu sempre divido os governantes entre os que possuem um entendimento da necessidade primordial da população – saúde, alimentação… – daqueles que eu que eu chamo de ‘faraós’. Faraó é o governante que quer construir uma edificação que fique para a posteridade. Que depois de construída, não dá despesa nenhuma. Os faraós construíram as pirâmides de pedra e estão lá até hoje, quatro mil anos e não dão despesa nenhuma. Então, tem vários governantes faraós que gostam de fazer praça, de jogar asfalto no chão e aquela pessoa que está com asfalto na porta está sofrendo de dor e não consegue ter acesso ao sistema de saúde. Eu faço analogia de que a necessidade é grande e são poucos os recursos. A gente tem que escolher onde botar o dinheiro. Às vezes é mais importante você tirar a dor de quem está sofrendo, do que ele resolver o problema da lama que está na frente da porta da casa dela. Se der para resolver os dois, ótimo. Mas se você tiver que escolher, tem que escolher pelo que está afetando mais a população. É a fome, a sede e a dor. Essa é a escolha de Sofia que todo governante tem que fazer porque todos querem fazer o bem, todos querem fazer tudo, mas às vezes não dá. Não tem dinheiro.

Tribuna – Na sua campanha para deputado federal, qual será a sua principal bandeira? 
Fábio Vilas-Boas – Eu tenho evidente a bandeira da saúde, mas não apenas na saúde, eu sou produtor rural. Eu tenho uma compreensão muito grande das dificuldades do semiárido baiano. Eu também sou cacauicultor e quero defender a bandeira da agricultura, do agronegócio e do desenvolvimento sustentável da região cacaueira da Bahia. Buscar, criar soluções de assistência técnica rural para os diferentes biomas… Eu tenho propostas para se criar consórcios interfederativos de assistência rural, que são coisas bastante inovadoras. Depois a gente pode conversar sobre isso oportunamente. [A ideia é criar algo] nos moldes dos consórcios de saúde, fazendo com que a assistência rural seja mais personalizada e mais próxima de cada bioma. E também pretendo ser um deputado que venha defender a piscicultura e a pesca. Todos esses aspectos são aspectos que eu tenho envolvimento pessoal, eu conheço profundamente. Seja como piscicultor,  atual agricultor, produtor rural e médico.