Jequié suspende aplicação da vacina por falta de imunizante, após vacinar 16% da população

/ Jequié

Jequié já vacinou 16,3% da sua população. Foto: BMFrahm

A Prefeitura de Jequié informou, nesta quarta-feira (07), que através da Secretaria de Saúde suspendeu, temporariamente, a vacinação contra a Covid-19, devido a falta do imunizante. O Calendário Municipal de Vacinação, que segue o Calendário da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), foi interrompido quando estavam sendo vacinados os idosos com idade a partir de 61 anos. Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, a campanha será retomada após a chegada de uma nova remessa ao município, o que pode acontecer na sexta-feira (9).

Enquanto o Brasil vacinou, até agora, cerca de 9,84% da população nacional, o estado da Bahia marcou os índices de 11,83%. O município de Jequié já vacinou 16,3% da sua população, considerado uma boa média de vacinação. Até esta quarta-feira, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, já foram vacinadas 25.455 pessoas com a primeira dose.

”Temos alcançado um índice muito grande de vacinados em nosso município. Graças às estratégias de vacinação, que vêm sendo implementadas, e graças, também, ao trabalho abnegado das equipes que estão atuando na campanha de vacinação. O mérito é deles! Mas para ampliarmos as fases e aumentarmos as faixas etárias dependemos da chegada de novas doses de vacina. Interrompemos temporariamente a vacinação e seguimos aguardando o envio de mais imunizantes, por parte do Ministério da Saúde. Agradeço a compreensão de todos e assim que tivemos mais vacinas, retomamos o Calendário Municipal de Vacinação.”, destacou a secretária de Saúde, Polliana Leandro.

Descumprimento de metas do Ideb está entre os itens de rejeição das contas da Prefeitura de Jaguaquara

/ Jaguaquara

Jaguaquara não cumpriu meta do Ideb. Foto: Blog Marcos Frahm

Rejeição de contas com gastos públicos, independente de qual seja o item que gera a reprovação por parte do órgão competente que julga o parecer, é rejeição. Aliados de políticos tentam minimizar o impacto da rejeição quando a extrapolação de despesas com pessoal, ou seja, gasto excessivo na contratação de servidores se torna o principal motivo da rejeição, sob alegação de que ”não foi corrupção”.

Em Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, a Prefeitura tem se tornado campeã de contas reprovadas nas últimas três administrações, representadas pelos últimos dois ex-gestores municipais.

Em sessão do Tribunal de Contas doa Municípios desta quarta-feira (07), por exemplo, as contas referentes ao exercício financeiro de 2019 foram reprovadas e, além de gasto com pessoal e não pagamento de multa, o que até então não configura ato de ”corrupção”, está o não cumprimento de metas do Ideb, na chamada ”cidade escola”.

Conforme consta da decisão do TCM, sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb, a Prefeitura de Jaguaquara não cumpriu as metas projetadas no Plano Nacional de Educação, já que nos anos iniciais do ensino fundamental (5º ano), o Ideb foi de 4,10, abaixo da meta de 4,40; enquanto que nos anos finais do ensino fundamental (9º ano), o índice foi de 3,20 ante uma meta de 3,90.

Bahia registra mais 189 mortes, e tem novo recorde de óbitos por Covid-19 em 24h, diz boletim

/ Bahia

A Bahia registrou, nas últimas 24 horas, 189 mortes por covid-19, novo recorde. Anteriormente este recorde havia sido no dia 31 de março, quando houve registro de 160 mortes. Hoje, ainda foram registrados 3.712 casos. A informação foi divulgada hoje (7) pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab).

Apesar dos óbitos terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram contabilizados hoje.

Dos 825.015 casos confirmados desde o início da pandemia, 794.967 já são considerados recuperados, 13.941 encontram-se ativos e 16.107 tiveram óbito confirmado.

No estado, dos 1.503 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para coronavírus, 1.252 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de UTI adulto de 83%.

Jequié: Moana Meira cobra da Prefeitura alteração no Código Tributário Municipal em beneficio das ONGs

/ Jequié

Moana apresentou requerimento na Câmara. Foto: Emanuel Jr.

A vereadora Moana Meira apresentou, na Câmara Municipal de Jequié, requerimento (44/2021) que pede a Prefeitura a apresentação de um projeto lei adicionando no Código Tributário Municipal do -§ 8º, caput do Art.73 (são isentos do pagamento de taxas e licenças) a inclusão das ONGs (Organizações Não Governamentais).

Moana Meira disse que a palavra ONG não se encontra na lei do Código Tributário Municipal de Jequié, com isso, entidades sociais que estão inscritas como ONGs acabam arcando com pagamento de Alvarás. Reivindica-se a sua isenção.

As Organizações Não Governamentais (ONGs) são entidades que não têm fins lucrativos e realizam diversos tipos de ações solidárias para públicos específicos. Elas podem atuar nas áreas da saúde, educação, assistência social, economia, ambiente, entre outras, em âmbito municipal, estadual, nacional e até internacional.

Gilmar vota contra liberação de cultos e missas e diz que Brasil se tornou pária no âmbito da saúde

/ Justiça

Gilmar é a favor do fechamento de igrejas. Foto: Fellipe Sampaio

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quarta-feira (7) que o Brasil se tornou um ”pária internacional” no combate à covid-19, ao votar a favor do fechamento de igrejas e templos diante o agravamento da pandemia, que já matou mais de 330 mil pessoas no País. A análise da controvérsia ocorre no Supremo Tribunal Federal (STF) após Gilmar e o ministro Kassio Nunes Marques tomarem decisões conflitantes sobre o assunto, o que levou o Estado de São Paulo a mergulhar em um cenário de insegurança jurídica. A sessão foi encerrada após a leitura do voto de Gilmar, e o julgamento prosseguirá nesta quinta-feira (8).

”O Brasil, que já foi exemplo em atividades de saúde pública, política de vacinação, eu falei do trabalho contra a Aids, realizado pelo ministro da Saúde Serra (José Serra, ex-ministro do governo FHC), hoje estamos nessa situação altamente constrangedora. Como queria o ex-chanceler Ernesto Araújo que nós nos transformássemos num pária internacional. Ele produziu essa façanha. Nos tornamos esse pária internacional no âmbito da saúde”, disse Gilmar.

O ministro criticou uma ”uma agenda política negacionista que se revela em toda a dimensão contrária à fraternidade tão ínsita ao exercício da religiosidade”. ”O pior erro na formulação das políticas públicas é a omissão, sobretudo para as ações essenciais exigidas pelo artigo 23 da Constituição Federal. É grave que, sob o manto da competência exclusiva ou privativa, premiem-se as inações do governo federal, impedindo que Estados e Municípios, no âmbito de suas respectivas competências, implementem as políticas públicas essenciais”, destacou Gilmar.

Gilmar também chamou de ”surreal” os argumentos de que o fechamento temporário de eventos coletivos em templos religiosos ”teria algum motivo anticristão”. ”É também a gravidade dos fatos que nos permite ver o quão necessário é desconfiarmos de uma espécie de bom mocismo constitucional, muito presente em intervenções judiciais aparentemente intencionadas em fazer o bom”, alfinetou o ministro, sem citar explicitamente a decisão de Kassio Nunes Marques.

Alinhados ao Palácio do Planalto, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o advogado-geral da União, André Mendonça, defenderam a realização de missas e cultos presencialmente. Os dois são considerados os principais nomes cotados para a vaga que será aberta no Supremo com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello, em julho.

Viagem a Marte

Gilmar ironizou as críticas do advogado-geral da União à superlotação no transporte público brasileiro. Logo no início de seu voto, o ministro relembrou que o AGU ocupou até a semana passada o cargo de Ministro da Justiça e que tinha entre suas atribuições a responsabilidade de formular diretrizes sobre transportes no País.

Mendonça criticou as medidas restritivas a igrejas e cultos religiosos enquanto o País presencia cenas de ‘ônibus superlotados’ e viagens de avião ‘como uma lata de sardinha’. Ao abrir o julgamento, Gilmar rebateu o AGU.

”Quando Vossa Excelência fala dos problemas dos transportes no Brasil, especialmente no transporte coletivo, eu poderia ter entendido que Vossa Excelência teria vindo agora para a tribuna do Supremo de uma viagem a Marte, mas verifiquei que Vossa Excelência era Ministro da Justiça e tinha responsabilidades institucionais, inclusive de propor medidas. À União cabe legislar sobre diretrizes nacionais de transportes”, criticou Gilmar.

”Vejo, portanto, que está havendo um certo delírio neste contexto geral. É preciso que cada um de nós assuma a sua responsabilidade. Isso precisa ficar muito claro. Não tentemos enganar ninguém”, continuou o ministro.

‘Cheque em branco’

Em sua manifestação, Mendonça reconheceu que o Supremo já garantiu Estados e municípios autonomia para decretar medidas de isolamento social, mas rechaçou que o aval a governadores e prefeitos seja um ”cheque em branco”.

”O governador e o prefeito podem fazer qualquer medida, sem passar pelo Poder Legislativo local? Não existe controle? Não se tem de respeitar a proporcionalidade? Se autoriza rasgar a Constituição, prender um vendedor de água ambulante e espancá-lo no meio da rua? Até quando medidas abusivas, polícias, guardas municipais, agredindo cidadãos e trabalhadores, simplesmente por que estão trabalhando?”, questionou Mendonça. ”Por que somente as igrejas (fechadas)? Por que essa discriminação?”.

Evangélico e pastor da Igreja Presbiteriana Esperança, em Brasília, o advogado-geral da União negou que a discussão seja um ”debate entre vida e morte” e citou trechos da Bíblia para fundamentar a sua sustentação. ”Estamos tratando, isso sim, de uma perspectiva onde todo cristão se presume defender a vida incondicionalmente, onde todo cristão sabe e reconhece os perigos dessa doença terrível e onde todo cristão sabe que precisa tomar sim cuidados e cautelas diante dessa enfermidade. Não se trata de discussão política. Eu digo isso para que todos partamos do princípio de que todos nessa discussão defendemos a vida. É imprescindível essa perspectiva”, disse Mendonça, em sua primeira sustentação oral de Mendonça no STF desde que reassumiu o cargo de chefe da Advocacia-Geral da União (AGU).

”A Constituição não compactua com a discriminação das manifestações públicas de fé. Remédios excepcionalíssimos da própria Constituição não admitem essas medidas que estão sendo adotadas. Não há cristianismo sem vida comunitária, não há cristianismo sem a casa de Deus. É por isso que os verdadeiros cristãos não estão dispostos, jamais, a matar por sua fé, mas estão sempre dispostos a morrer para garantir a liberdade de religião e culto. Que Deus nos abençoe e tenha piedade de nós”, afirmou Mendonça.

O procurador-geral da República, por sua vez, frisou o papel da fé na vida das pessoas. ”É necessário relembrar o lugar da religião num estado democrático de direito, e ter presente que o estado é laico, mas as pessoas não são. A ciência salva vidas, a fé também. Fé e razão que estão em lados opostos no combate à pandemia nestes autos, caminham lado a lado, em defesa da vida e da dignidade humana, compreendida em suas múltiplas dimensões, abrangendo a saúde física, mental e espiritual. Não há oposição entre fé e razão. Onde a ciência não explica, a fé traz a justificativa que lhe é inerente”, disse.

Por outro lado, o procurador Rodrigo Menicucci, que defende o Estado de São Paulo, defendeu o decreto do governador João Doria, que prevê o fechamento de igrejas e templos nas fases mais restritivas do plano de combate à pandemia. ”Hoje, um terço das pessoas que morrem por covid 19 morrem no território nacional. Não resta ao poder público outra alternativa”, afirmou.

Decisões conflitantes

No último sábado, 3, Nunes Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, decidiu, individualmente, pela liberação das atividades religiosas de forma presencial. A decisão atendeu a um pedido feito em junho do ano passado pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). ”Reconheço que o momento é de cautela, ante o contexto pandêmico que vivenciamos. Ainda assim, e justamente por vivermos em momentos tão difíceis, mais se faz necessário reconhecer a essencialidade da atividade religiosa”, escreveu o ministro na decisão.

A polêmica liminar de Nunes Marques inaugurou uma corrida ao Supremo, com pedidos do partido Cidadania e do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), contra a decisão do ministro. O mineiro chegou a ser intimado por Nunes Marques a cumprir a decisão depois de anunciar nas redes sociais que não seguiria a ordem.

Na contramão de Nunes Marques, dois dias depois, o ministro Gilmar Mendes, relator de ação protocolada pelo PSD, em março, contra o decreto do Estado de São Paulo que proibiu as reuniões religiosas durante as fases mais restritivas do plano de combate ao covid-19, negou pedidos do partido e do Conselho Nacional de Pastores do Brasil para derrubar o decreto do governo paulista.

”Em um cenário tão devastador, é patente reconhecer que as medidas de restrição à realização de cultos coletivos, por mais duras que sejam, são não apenas adequadas, mas necessárias ao objetivo maior de realização da proteção da vida e do sistema de saúde”, escreveu Gilmar na decisão.

A tendência é que o plenário do STF reafirme o entendimento de que os Estados e municípios têm autonomia para estabelecer medidas restritivas baseada em decisões anteriores de outros ministros e do plenário da Corte, em abril de 2020, que definiu que além do governo federal, os governos estaduais e municipais têm poder para determinar regras na pandemia.

Posição da PGR

Em manifestação enviada ao STF na tarde de segunda-feira, 5, após a decisão que manteve a validade do decreto do governador João Doria (PSDB-SP), o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu que a ação de Gilmar seja redistribuída para Nunes Marques. Alinhado ao Palácio do Planalto, Aras alega que o caso deveria ficar com Nunes Marques, que é relator de uma outra ação, de temática similar, apresentada antes no tribunal.

”A verificação das datas de propositura e de distribuição, bem como a caracterização da coincidência de objetos das ações recomenda seja a ADPF 811/SP (a ação do PSD contra o governo de São Paulo) redistribuída, por prevenção/dependência, ao Ministro Nunes Marques”, escreveu Aras.

*Estadão Conteúdo

Dupla é presa com revolver e carabina após ação da PM na Rua da Cigarra, de Jaguaquara

/ Jaguaquara

Dois homens foram presos na manhã desta quarta-feira (7), no município de Jaguaquara, em ação da Polícia Militar. Junto com eles, foram apreendidos armas, munições, rádio comunicador e algema.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), o tenente-coronel da Polícia Militar (PM-BA), Elberth Vinhático, informou que a dupla foi capturada na Rua da Cigarra, no bairro Muritiba, e todo o material foi confiscado no momento da abordagem.

Junto com os suspeitos, foram encontrados um revólver calibre 44, uma carabina, 17 munições, uma algema, balança e um rádio comunicador.

A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil, na 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Jequié).

Bancada baiana aprova projeto na Câmara que libera compra de vacinas pela iniciativa privada

/ Brasília

 

Câmara permite empresários comprarem vacinas. Luis Macedo

A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base de uma mudança na legislação para permitir que empresários comprem vacinas contra a covid-19 mesmo sem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta terça-feira (6). Por 317 votos a 120, a proposta permite à iniciativa privada comprar vacinas contra a Covid-19 para a imunização gratuita de seus empregados, desde que doe a mesma quantidade ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A bancada baiana aprovou a medida, com 18 votos a favor e 14 votos contra. Partidos de oposição eram contra o projeto, criticando o forte lobby de empresários e a tentativa, segundo o deputado Alexandre Padilha (PT-SP), de “burlar qualquer avaliação da qualidade da vacina”.

Confira abaixo a lista da votação:

Ex-prefeito de Jaguaquara tem contas rejeitadas extrapolar gastos com pessoal e não pagar multas

/ Jaguaquara

Giuliano recebe multa no valor de R$70.200,00. Foto: Facebook

O Tribunal de Contas dos Municípios, nesta quarta-feira (07/04), rejeitou as contas da Prefeitura de Jaguaquara, da responsabilidade de Giuliano de Andrade Martinelli, referentes ao exercício de 2019. O gestor, além de extrapolar o limite para gastos com pessoal, não comprovou o pagamento de multas imputadas pelo TCM em processos anteriores. O conselheiro Paolo Marconi, relator do parecer, multou o gestor em R$10 mil pelas irregularidades apontadas no relatório técnico.

Também foi imputada ao prefeito uma segunda multa, no valor de R$70.200,00, que corresponde a 30% dos seus subsídios anuais, pela não recondução do índice de gastos com pessoal ao limite previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Para a maioria dos conselheiros – que aplicam a Instrução TCM nº 003 – a despesa total com pessoal representou 56,50% da receita corrente líquida do município, superando, portanto, o limite de 54% estabelecido pela LRF. Para os conselheiros Paolo Marconi e Fernando Vita, que não aplicam a instrução em seus votos, esse percentual foi ainda maior, 60,03%.

No exercício, a Prefeitura de Jaguaquara arrecadou recursos na ordem de R$103.713.015,07 e promoveu despesas no total de R$107.494.292,69, resultando em déficit orçamentário de R$3.781.277,62. Além disso, os recursos deixados em caixa – no montante de R$8.080.531,65 – não foram suficientes para o pagamento das obrigações exigíveis no curto prazo, resultando em um saldo a descoberto de R$4.861.843,85. Essa situação compromete o equilíbrio das contas públicas.

Em relação às obrigações constitucionais e legais, todos os percentuais de investimento foram atendidos. O gestor aplicou 25,41% da receita resultante de impostos e de transferências na manutenção e desenvolvimento do ensino no município, quando o mínimo é 25%, e aplicou nas ações e serviços públicos de saúde 15,82% dos recursos específicos para este fim, superando o mínimo exigido de 15%. Também foram investidos 71,85% dos recursos do Fundeb no pagamento dos profissionais do magistério, sendo o mínimo 60%.

Sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb, a Prefeitura não cumpriu as metas projetadas no Plano Nacional de Educação, já que nos anos iniciais do ensino fundamental (5º ano), o Ideb foi de 4,10, abaixo da meta de 4,40; enquanto que nos anos finais do ensino fundamental (9º ano), o índice foi de 3,20 ante uma meta de 3,90.

*Cabe recurso da decisão.

AUTISMO: Câmara de Jequié defende investimentos na área pública e apoio para ações futuras

/ Jequié

A Câmara Municipal de Jequié ficou azul na terça-feira, 6 de abril. Por iniciativa da vereadora Moana Meira, parte da sessão ordinária foi dedicada ao apoio a Campanha Abril Azul, alusiva ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo que é celebrada no dia 2.

A parlamentar apresentou um vídeo, transmitido pela TV Câmara, em que mostra o trabalho do Núcleo de Autismo da Apae de Jequié. Na ocasião, a vereador chamou a atenção para este transtorno e impulsionou a discussão para mais investimentos na área pública e apoio para ações futuras. ”Lutamos hoje pela conscientização, apoio e visibilidade”, concluiu.

STF forma maioria para obrigar União a reativar leitos de UTI na Bahia e em outros estados

/ Justiça

Ministra do Supremo Tribunal, Rosa Weber. Foto: Estadão

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria para confirmar decisões da ministra Rosa Weber de obrigar a União a reativar leitos de UTI em São Paulo, Maranhão, Bahia, Piauí e Rio Grande do Sul.

Os ministros Alexandre de Moraes, Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin votaram para manter o despacho de Weber. O caso está em análise na sessão do plenário virtual que será concluída nesta quarta-feira (7).

Em fevereiro, a magistrada já havia julgado procedente pedidos de governadores que recorreram ao Supremo para a retomada do repasse do governo federal, que vinha em queda gradativamente em 2021 pela União.

Em relatórios recentes, o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) fez alerta sobre a diminuição de leitos custeados pela gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em dezembro de 2020, segundo o conselho, 12.003 unidades contavam com o financiamento do Ministério da Saúde para sua manutenção. Em janeiro de 2021, esse número foi reduzido para 7.017 e a expectativa era de que, sem a decisão do STF, fevereiro fechasse com apenas 3.187.

Em nota emitida em fevereiro, logo após a decisão provisória de Weber, o Ministério da Saúde negou ter havido suspensão do pagamento de leitos e disse que eles ”têm sido feitos conforme demanda e credenciamento dos governos dos estados”.

A pasta deixou de informar na nota, porém, que parou de renovar o financiamento desses leitos, como vinha fazendo até o ano passado quando encerrado o prazo de 90 dias —o que levou a uma queda brusca no total daqueles que recebem recursos federais.

No julgamento desta semana, os ministros se limitaram a acompanhar a ministra. Os magistrados não têm obrigação de incluir um voto escrito no sistema virtual e podem apenas seguir ou divergir do relator.

A ministra repetiu os argumentos usados quando deu os despachos monocráticos. Segundo ela, a decisão é necessária porque a ausência de uma solução ágil e racional do problema pode multiplicar o número de óbitos pela Covid-19 e ”potencializar a tragédia humanitária”.

A magistrada mandou recados ao governo em seu voto.

”O discurso negacionista é um desserviço para a tutela da saúde pública nacional. A omissão e a negligência com a saúde coletiva dos brasileiros têm como consequências esperadas, além das mortes que poderiam ser evitadas, o comprometimento, muitas vezes crônico, das capacidades físicas dos sobreviventes, que são significativamente subtraídos em suas esferas de liberdades”, disse.

Nas ações apresentadas ao STF, entre outros argumentos, os governos locais afirmaram ser responsabilidade da União zelar pela saúde da população.

O custo diário de uma UTI destinada aos doentes da Covid-19 é, em média, de R$ 1.600. No caso de São Paulo, por exemplo, segundo o governo estadual, o Ministério da Saúde pagava 3.822 leitos de UTI, mas, antes da decisão do STF, passou a bancar o funcionamento de somente 564 leitos em 2021.

*Matheus Teixeira/Folhapress

Covid-19: Governo do Estado entrega 23 cilindros de oxigênio para municípios baianos

/ Bahia

O Governo do Estado está fornecendo cilindros de oxigênio para unidades de saúde de redes municipais que estão atendendo pacientes com Covid-19. Os equipamentos estão sendo adaptados pelo Senai Cimatec, no Cimatec Park, para receber oxigênio medicinal. O primeiro lote com 23 cilindros foi entregue na noite da última quinta-feira (1º) para a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), que está fazendo a distribuição para os municípios.

”Mesmo com a garantia do fornecimento regular em todas as unidades de saúde da rede estadual, estamos buscando apoiar os municípios baianos, que estão recebendo uma demanda muito maior deste equipamento para as unidades de saúde municipais. Para isso, contamos com a expertise do Senai Cimatec, que está fazendo a adequação de cilindros de gases industriais para que possam ser abastecidos com oxigênio medicinal”, destacou o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

O secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, detalha que esse lote foi distribuído para 13 municípios. São eles: Brumado, Cabaceiras do Paraguaçu, Conceição do Coité, Carinhanha, Governador Mangabeira, Matina, Pedro Alexandre, Pindaí, Riacho de Santana, São Felix do Coribe, Sátiro Dias, Saubara e Vereda. O titular da pasta estadual da Saúde ressalta ainda que ”para além desse apoio logístico, caso um município sinalize que os estoques de oxigênio estão baixos, a Central Estadual de Regulação assegura a transferência imediata dos pacientes para outras unidades”.

O gerente executivo do Senai Cimatec, André Oliveira, explica como funciona o processo de adaptação dos equipamentos. ”Este é um trabalho que se inicia a partir de um processo de identificação de cilindros industriais que estejam aptos para ser convertidos em cilindros de ambientes hospitalares. Inicialmente, catalogamos os equipamentos e em seguida fazemos a limpeza, lixamento, pintura e realizamos a troca de válvulas. Depois podemos enviar para as indústrias que vão envasar gases hospitalares. Importante destacar que todo esse processo foi validado pela Anvisa”.

Fonte: Ascom/Seplan

Auxílio Emergencial: Presidente da Caixa pede uso de canais digitais para reduzir filas

/ Economia

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, pediu ontem (6) que os beneficiários que vão receber a nova rodada do auxílio emergencial deem prioridade aos canais digitais. Segundo ele, o uso do aplicativo Caixa Tem para movimentar o benefício é essencial para reduzir as filas nas agências em um momento de agravamento da pandemia de covid-19.

“”Estamos vivendo um período muito sensível. Vamos realizar todos os pagamentos em abril e permitir a retirada nas lotéricas após quatro semanas. Além disso, temos um espaço de tempo entre o primeiro e o segundo ciclo de pagamentos, o que é importante para reduzir ao máximo as filas”, disse Guimarães em transmissão ao vivo para explicar o primeiro dia de pagamentos da nova fase do auxílio.

De acordo com Guimarães, o aplicativo Caixa Tem, único meio atual para receber e fazer pagamentos com o auxílio emergencial, teve 2 milhões de downloads até o último dia 2. O presidente da Caixa afirmou que o objetivo é fazer o aplicativo funcionar como equivalente a um banco digital voltado para a população carente que não tinha conta em banco antes do auxílio.

Sobre as filas registradas nas agências da Caixa em pelo menos cinco estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Pernambuco e Bahia), Guimarães disse que as aglomerações foram motivadas por pessoas que tentavam desbloquear o Caixa Tem. De hoje até 30 de abril, a primeira das quatro parcelas da nova rodada do auxílio está sendo depositada nas contas poupança digitais da Caixa.

A primeira parcela só poderá ser sacada em espécie ou transferida para uma conta-corrente no período de 4 de maio a 4 de junho, dependendo do mês de nascimento do beneficiário. Até lá, o auxílio poderá ser movimentado exclusivamente pelo Caixa Tem, que permite o pagamento de boletos, compras em lojas eletrônicas e o pagamento por meio de código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos conveniados com a Caixa.

Ministro da Justiça define Paulo Maiurino como novo diretor-geral da Polícia Federal

/ Polícia

Paulo Maiurino será chefe da Polícia Federal. Foto: Reprodução

O novo ministro da Justiça, Anderson Torres, anunciou que Paulo Maiurino vai ocupar o cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Ele foi secretário de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) até setembro de 2020.

O delegado assumirá o cargo no lugar de Rolando de Souza, que havia sido escolhido por Alexandre Ramagem, diretor-geral da Abin. Na Polícia Rodoviária Federal (PRF), Eduardo Aggio dará lugar ao inspetor Silvinei Vasques, segundo informações da Folha de S. Paulo.

Com a concretização da troca, o governo Bolsonaro tem o seu quarto diretor-geral da PF. Antes dele, foram diretores-gerais da PF no atual governo os delegados Maurício Valeixo, que deixou a corporação no episódio que levou ao pedido de demissão do ministro Sergio Moro.

E Rolando Alexandre, a segunda opção de Bolsonaro após Alexandre Ramagem ter sido barrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Desde o final de 2017, quando Leandro Daiello deixou o cargo após sete anos, a direção da PF vive um período de instabilidade.

Entre Daiello e Valeixo, no governo Temer, a PF foi dirigida ainda por Fernando Segóvia e Rogério Galloro. As constantes trocas levam um grupo de delegados a defender que seja instituído um mandato na corporação.

O comando da PF é considerado estratégico por Bolsonaro e esteve no centro da disputa do presidente com o ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

Ao pedir demissão do governo, Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na PF, órgão que mantém investigações no entorno de aliados e da família presidencial. *A Tarde

Boletim da Covid em Jequié revela mais 2 óbitos, que não ocorreram nesta terça e mais 42 casos

/ Jequié

Mais dois óbitos de pessoas residentes em Jequié e que estavam internadas no Hospital Geral Prado Valadares, foram atualizados pela Secretaria Municipal de Saúde, no Boletim Epidemiológico da Covid-19, divulgado nesta terça-feira (6).

Um homem, de 60 anos, residente no bairro Pompílio Sampaio, sem histórico de comorbidade, ocorrido em 01/04; e um homem, de 84 anos, residente no centro, com histórico de Doença Neurológica Crônica e Diabetes Mellitus, ocorrido em 05/04, elevando para 264 o número de mortes desde o início da pandemia.

Foram registrados mais 42 novos casos, nas últimas 24 horas, perfazendo um total de 13.347 pessoas confirmadas com a doença, até agora.

Ainda de acordo com o boletim, 12.534 pacientes encontram-se recuperados e não apresentam mais os sintomas da doença. Conforme os dados repassados pelo HGPV e pelo Hospital São Vicente, a taxa de ocupação geral dos leitos de UTI/adulto está em 97%.

Destes, 15 leitos estão ocupados por residentes de Jequié e 13 leitos ocupados por pessoas de outros municípios. Até o presente momento 25.428 pessoas foram vacinadas em Jequié.