Jequié: Secretaria de Saúde informa que registrou nesta noite o segundo caso de coronavírus

/ Jequié

Hospital Prado Valadares recebe pacientes. Foto: Blog Marcos Frahm

A Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Saúde, emitiu nota pública na noite deste sábado (11) para confirmar a ocorrência de mais um caso positivo de Covid-19, no município.

Na noite deste sábado, uma pessoa, profissional de saúde que atua no Hospital Geral de Ipiaú – HGI, e que reside em Jequié, após ter sido diagnosticada com diarreia e sem nenhum outro sintoma da doença, fez o teste rápido e o exame confirmou positivo para Covid-19.

Dado a circunstância, a Secretaria Municipal de Saúde informa que a pessoa não apresenta sintomas que indiquem sua internação hospitalar, permanecendo em casa e seguindo os protocolos recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde.

Informou ainda que a pessoa infectada seguirá recebendo acompanhamento diuturnamente da equipe médica da Secretaria Municipal de Saúde e dos Departamentos de Vigilância Epidemiológica e Sanitária.

Além da paciente e de algumas pessoas de sua família, profissionais de saúde, que tiveram contato com ela, também foram colocados em monitoramento.

Chuva forte alaga casas e deixa famílias desalojadas na zona rural do município de Jaguaquara

/ Jaguaquara

Chuva caiu na localidade de Santo Estêvão. Foto: Leitor/BMFrahm

Uma forte chuva, registrada na madrugada deste sábado (11), na localidade de Santo Estêvão, zona rural de Jaguaquara, deixou estragos no povoado.

Duas casas foram invadidas e parcialmente destruídas pela enxurrada, que danificou móveis e eletrodomésticos de moradores.

Segundo o vereador Nildo Pirôpo, que esteve no local na tarde de hoje, duas famílias ficaram desalojadas e receberam visita de prepostos da Defesa Civil do Município, que monitoraram a área, fizeram distribuição de cestas básicas e prometeram providências após constatação in loco da situação. Ninguém ficou ferido.

As famílias que ocupavam os imóveis foram acolhidas por parentes que residem na localidade. Ainda de acordo com o parlamentar, são grandes os estragos provocados pela forte chuva na região de Santo Estêvão.

Deslizamentos e quedas de árvores interditam trecho da BR-330, no trecho do município de Jitaúna

Rodovia ficou completamente interditada. Foto: Rede social

O trecho do Km-804, da BR-330, na altura de Jitaúna, região de Jequié, foi interditado na manhã deste sábado (11), por causa de um deslizamento de encosta e quedas de algumas árvores. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), não há previsão para que o fluxo de veículos seja liberado no local.

Por causa da situação, todos os sentidos do trecho precisaram ser bloqueados. No local, foram colocadas sinalizações com algumas orientações.

A recomendação da PRF é que os motoristas evitem passar pelo local, desviando para uma estrada vicinal que dar acesso ao distrito de Itajuru, zona rural de Jequié, até chegar na localidade de Palmeirinha, no município de Aiquara. Ainda de acordo com a PRF, já foram acionados equipes de serviços de limpeza para retirarem a terra e as árvores da pista.

Boletim epidemiológico: ​Bahia registra 640 casos de Covid-19 e 146 pessoas curadas

/ Bahia

A Bahia registra 640 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19), o que representa 6,82% do total de casos notificados. Até o momento, 3.405 casos foram descartados e houve 21 óbitos, sendo 11 do município de Salvador e dez nos municípios de Lauro de Freitas (2), Gongogi (1), Itapetinga (1), Utinga (1) e Adustina (1), Araci (1), Itagibá (1), Uruçuca (1) e Ilhéus (1). Dos casos confirmados, 66 são profissionais de saúde​

Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 17 horas deste sábado (11). Ao todo, 146 pessoas estão recuperadas e 60 encontram-se internadas, sendo 29 em UTI. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais.​

Os casos confirmados estão distribuídos em 70 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (55,16%). Quanto ao sexo dos casos confirmados, 340 (53,12%) são do sexo feminino. A mediana de idade é 39 anos, variando de 4 dias a 96 anos. A faixa etária mais acometida foi a de 30 a 39 anos, representando 28,59% do total. Porém, o coeficiente de incidência por 100 mil habitantes foi maior na faixa de 50 a 59 anos (8,13/100.000 hab), indicando o maior risco de adoecer entre essa faixa etária. ​

Ressaltamos que os números são dinâmicos e, na medida em que as investigações clínicas e epidemiológicas avançam, os casos são reavaliados, sendo passíveis de reenquadramento na sua classificação. Outras informações em saude.ba.gov.br/coronavirus.​

Caixa Econômica já registra mais de 32 milhões de cadastros para auxílio emergencial

/ Economia

A Caixa Econômica Federal já registrou 32,2 milhões de cadastros para receber o auxílio emergencial de R$ 600. Os dados foram atualizados até as 12h deste sábado (11), de acordo com publicação da Agência Brasil.

Já foram feitas 272 milhões de visitas ao site do programa emergencial. No dia, foram feitas 643,7 mil ligações para buscar informação na central 111, que já recebeu 9,6 milhões de telefonemas, no total. Os downloads do aplicativo chegaram a 33,5 milhões: 32,3 do Android e 1,2 iOS.

Paga a trabalhadores informais de baixa renda e a beneficiários do Bolsa Família, a renda básica emergencial de R$ 600 ou de R$ 1,2 mil (para mães solteiras) foi depositada de forma automática para quem já estava inscrito no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) e tem conta no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, na última quinta-feira (9).

Os demais trabalhadores têm que se cadastrar no aplicativo Caixa Auxílio Emergencial ou no site Auxílio Caixa para começar a receber na próxima semana.

Quem está no Bolsa Família não precisa se cadastrar e receberá o auxílio emergencial no mesmo dia do pagamento do programa social, que ocorre entre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário desse grupo receberá o maior valor entre o Bolsa Família e a renda básica emergencial no fim de abril, de maio e de junho.

Sesab aponta risco de mortes por Covid-19 no Extremo Sul após prefeito desfazer acordo

/ Bahia

Secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-boas. Foto: Reprodução

O Governo da Bahia pretendia utilizar o Hospital Geral de Itamaraju para implantar 20 leitos de UTI dedicados a pacientes com Covid-19, mas o plano foi frustrado pelo prefeito da cidade, Marcelo Angênica (PSDB). Segundo o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-boas, o gestor do município havia firmado um acordo com o governador Rui Costa (PT) na quinta-feira (9), mas acabou voltando atrás ao perceber que a proposta era contestada por parte da população.

Em mensagem de vídeo compartilhada com a imprensa, o secretário conta que, na manhã de sexta (10), os técnicos da Sesab chegaram à cidade para avaliar as adaptações necessárias e chegaram a ser recepcionados por um carro da prefeitura. ”Mas surpreendentemente, nós fomos acolhidos por um grupo de manifestantes contrários a essa instalação e, posteriormente, pela manifestação pública do prefeito, se dizendo contrário a tudo aquilo que havia sido combinado, acordado, garantido entre ele e o governador”, critica o secretário, acrescentando lamentar a situação.

”É importante ressaltar o risco de morte que a população está exposta, caso não consigamos montar uma estrutura de atendimento aí na região”, complementa. Vilas-boas pontua que os pacientes graves de coronavírus tendem a evoluir rapidamente para a necessidade de ventilação mecânica por exemplo.

De acordo com a Secretaria de Comunicação do governo do estado, 464 mil baianos vivem nos 13 municípios do Extremo-Sul. Até o último boletim da Sesab, a região contabilizava nove casos de coronavírus, distribuídos em Itamaraju (1), Medeiros Neto (1), Prado (4) e Teixeira de Freitas (3).

O Bahia Notícias buscou contato com a assessoria da Prefeitura de Itamaraju para ouvir a versão do prefeito, mas não obteve êxito até a publicação desta nota. As informações são do site Bahia Notícias

Ministro Paulo Guedes negocia repasse de até R$ 40 bi de recursos a Estados e municípios

/ Economia

Ministro da Economia brasileira, Paulo Guedes. Foto: Alan Santos

O governo vai encaminhar aos líderes dos partidos da Câmara e do Senado uma proposta de acordo para transferir até R$ 40 bilhões de recursos diretos para Estados e municípios enfrentarem a covid-19. Em troca, o governador e prefeito que receber o dinheiro federal terá que suspender por dois anos os reajustes salariais dos seus servidores públicos.

A proposta do governo é substituir o texto do projeto emergencial de socorro a Estados e municípios que tramita na Câmara ou apresentar um novo texto por meio de um senador aliado. Não está descartada ainda a edição de uma Medida Provisória (MP) com os termos do acordo com os líderes. A proposta inicial é de R$ 32 bilhões, com folga para subir até R$ 40 bilhões, apurou o Estado com uma fonte da equipe econômica.

Já o projeto que tramita na Câmara, patrocinado pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem potencial de impactar os cofres públicos em até R$ 222 bilhões, a depender da extensão das medidas, segundo cálculos do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Na tarde deste sábado, 11, ele disse, em conversa com a agência Moody’s, que uma ajuda federal em torno de R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões é ”suportável”.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já avisou que não aceita a ampliação do espaço de endividamento dos Estados prevista no projeto emergencial em análise pelos deputados. Já o Plano Mansueto, que previa alívio financeiro a governos regionais com dificuldade de pagar servidores e fornecedores, mas que exigia contrapartidas de ajuste fiscal estruturantes para as contas públicas, como redução de despesas com pessoal, foi abandonado pelo ministro.

Reunião tentou buscar acordo

A tentativa de acordo começou a ser costurada ainda na quinta-feira em reunião organizada pela Secretaria de Governo do Palácio do Planalto, sob o comando do ministro Luiz Eduardo Ramos, com a equipe econômica depois que o parecer do projeto emergencial ter sido apresentado com um impacto muito elevado e com medidas que afetam as contas públicas para além de 2020.

Guedes avisou a Maia que ”dali não passava”. O ministro enviou a ele um artigo dos economistas Marcos Lisboa e Marcos Mendes alertando que o projeto era ”a mãe de todas as bombas fiscais”. No mesmo dia, Maia acabou não colocando o projeto em votação. Uma fonte da equipe econômica informou que o governo partiu diretamente para uma negociação com os líderes dos partidos porque há convicção de que o presidente da Câmara usou o projeto como “disfarce” para desgastar o presidente Jair Bolsonaro e ajudar os governadores do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e de São Paulo, João Doria (PSDB).

Pelas contas apresentadas por Mansueto, a ajuda ao Rio de Janeiro prevista no projeto do deputado Pedro Paulo tem impacto fiscal de R$ 45,19 bilhões. Desse total, R$ 15,1 bilhões em perdão de dívida. O valor já considera correção monetária. Como antecipou o Estado, o valor inicial do perdão é de R$ 13 bilhões. O Estado de São Paulo teria uma ajuda de R$ 36,77 bilhões.

Já o presidente da Câmara atribuiu o adiamento da votação do novo projeto de ajuda fiscal aos Estados à disputa política do presidente com governadores do Sudeste e do Sul. Na quinta, em entrevista avaliou que governo adotou o discurso de que o projeto é uma ”bomba fiscal” como pretexto para inviabilizar a votação do projeto, que irá beneficiar principalmente João Doria (PSDB) e Wilson Witzel (PSC), adversários de Bolsonaro.

A interlocutores, o ministro disse que Maia tem dois caminhos: continuar no confronto com prejuízo para o País ou buscar uma pacificação em torno da nova proposta. Guedes tem reforçado às lideranças que atendeu todos os pleitos de governadores e prefeitos, mas que o parecer do relator Pedro Paulo (DEM-RJ) ”dobrou a aposta” para um patamar não aceitável. Com informações do Estadão Conteúdo

Bolsonaro visita obra, provoca novas aglomerações e é criticado por Mandetta e Caiado

/ Política

Jair Bolsonaro em visita ao interior de Goiás. Foto: Marcos Corrêa

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mais uma vez ignorou orientações das autoridades sanitárias no enfrentamento ao coronavírus e promoveu aglomerações neste sábado (11) ao visitar a recém-começada obra de um hospital de campanha em Águas Lindas de Goiás (GO), a 57 km de Brasília. Após uma trégua na tensa relação com o presidente, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, criticou o gesto do chefe do Executivo.

Autoridades e convidados se amontoaram na chegada do presidente à unidade emergencial que começou a ser erguida na última terça-feira (7). Do lado de fora, dezenas de pessoas se amontoaram próximo ao terreno onde está sendo construído o hospital. O presidente fez o deslocamento de helicóptero.

Os apoiadores do lado de fora gritavam a favor de Bolsonaro e contra a imprensa e o governador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que rompeu politicamente com o presidente da República por discordar de sua postura no enfrentamento da crise.

Assim que desceu do helicóptero, Bolsonaro subiu em um barranco e foi até um grupo que se amontoava em um cordão de isolamento. Depois da visita, à qual a imprensa não teve acesso, Bolsonaro foi até outros focos de aglomeração para saudar as pessoas. Bolsonaro retirou a máscara enquanto cumprimentava a população.

Após a partida do presidente, Mandetta condenou a aglomeração de pessoas. ”Posso recomendar, não posso viver a vida das pessoas. Pessoas que fazem uma atitude dessas hoje daqui a pouco vão ser as mesmas que vão estar lamentando”, afirmou.

Questionado se a orientação valia também para o presidente da República, Mandetta afirmou que ”vale para todos os brasileiros”. Mandetta não acompanhou Bolsonaro no momento em que ele foi até as pessoas. ”Procuro seguir uma lógica de não aglomeração”, disse o ministro.

Caiado também falou em tom crítico à atitude de Bolsonaro em Águas Lindas.

”Ele que deverá explicar esta situação. Esta posição não foi a minha. Ele é o presidente e eu sou o governador. A minha posição foi a que vocês acompanharam. Esta é a posição que manteremos até o dia 19”, afirmou o governador de Goiás, mencionando a data em que o estado deve começar a flexibilizar o isolamento social em algumas regiões.

Caiado foi criticado por moradores do município por causa das regras de restrição de funcionamento do comércio. ”Eu sigo a parte da ciência e sigo também as regras do Ministério da Saúde. Então, esta é minha posição. As regras implantadas no estado de Goiás são as regras do Ministério da Saúde. Então, minha posição é contra a liberação neste momento”, afirmou o governador.

Neste sábado, a Human Rights Watch, ONG que defende e pesquisa os direitos humanos, divulgou relatório que diz que o presidente está colocando os brasileiros em ”grave perigo ao incitá-los a não seguir o distanciamento social” para conter a transmissão da Covid-19. Desde 15 de março, Bolsonaro, 65, já participou de uma manifestação e fez passeios por Brasília, provocando aglomerações. No documento, a organização afirma ainda que Bolsonaro ”age de forma irresponsável disseminando informações equivocadas sobre a pandemia”.

Apesar de toda a estrutura montada para receber Bolsonaro, o evento em Goiás não entrou na agenda oficial do governo e sequer foi confirmado pela Secretaria de Comunicação. Caiado foi convidado para acompanhar Bolsonaro na quinta-feira (9). Aliado de primeira hora, o governador de Goiás havia rompido com o presidente em 25 de março.

O rompimento se deu depois do pronunciamento feito em rede nacional na noite anterior. O goiano anunciou que não conversaria mais com Bolsonaro e que o estado não atenderia suas determinações sobre o combate ao coronavírus.

À época, Caiado, que é médico, criticou as declarações feitas por Bolsonaro sobre os impactos econômicos da crise e seus ataques aos governadores, qualificando-os como um ”iscurso totalmente irresponsável”. Da Folhapress

Coronavírus: Custo do socorro a estados articulado na Câmara chega a R$ 222 bilhões

/ Brasília

O projeto de socorro a estados e municípios por conta da pandemia do novo coronavírus pode gerar um custo de até R$ 222 bilhões ao governo federal, informou o Ministério da Economia neste sábado (11).

A medida, que é articulada pela Câmara, sob a liderança do presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), é tratada como uma bomba fiscal pela equipe econômica. A votação do texto está prevista para a próxima semana.

Até segunda-feira (6), a ideia do ministro Paulo Guedes (Economia) e de Maia era destravar o chamado Plano Mansueto, conjunto de ações de médio e longo prazo para ajudar na recuperação do equilíbrio financeiro de estados e municípios que adotassem medidas de ajuste fiscal.

Essa proposta, apresentada em junho do ano passado, exigia que, para ter acesso ao financiamento com garantia da União, era necessário adotar três de oito medidas, como privatizar empresas dos setores financeiro, energia, de saneamento, ou de gás; e reduzir em 10% os incentivos ou benefícios tributários.

Governadores, no entanto, avaliaram que as exigências são muito duras, o que contribuiu para o entrave do plano. Na crise do coronavírus, eles afirmam que o governo quer impor mudanças estruturais num momento em que a discussão é o socorro.

Por isso, nesta semana, os deputados passaram a articular um novo pacote de alívio financeiro de curto prazo aos governos regionais, sem a imposição de contrapartidas de ajuste fiscal.

Em nota técnica assinada neste sábado pelo secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, a pasta apresenta as contas do impacto que seria causado pela nova versão da proposta.

De acordo com o ministério, o impacto inicial direto da medida será de R$ 105 bilhões sobre as finanças públicas federais, entre suspensão de dívidas com bancos públicos, novas operações de crédito e transferência direta aos entes.

O Tesouro acrescenta nos cálculos impactos gerados por pagamentos que o governo federal terá de fazer por conta de dívidas suspensas e renegociadas pelos governadores, além de recomposição de fundos regionais.

A conta adiciona ainda uma possível concessão de créditos a municípios e inclui trechos da medida que não estão relacionados à pandemia, mas geram aumento de despesas –anistia por descumprimento de limite de gastos e perdão de encargos de dívidas.

Como resultado, o órgão estima que o custo total da medida ficará entre R$ 148 bilhões (em cenário conservador) e R$ 222 bilhões (em cenário que considera o uso de todas essas prerrogativas do projeto pelos entes).

O Tesouro ressalta que a ampliação de gastos emergenciais para combater a pandemia já levará o resultado primário deste ano a um déficit que se aproxima de R$ 500 bilhões, sem considerar o socorro aos estados.

”É importante que qualquer novo impacto fiscal seja debatido de forma cuidadosa para evitar um crescimento excessivo do déficit primário e da dívida do setor público além do estritamente necessário para reduzir os impactos econômicos e sociais da crise do Coronavirus e garantir os recursos necessários para o sistema de saúde de todos os entes”, afirma.

Em reunião com senadores na quinta-feira (9), Guedes fez um apelo para que barrem o projeto, caso seja aprovado pela Câmara. Segundo relatos de participantes, o ministro pediu que eles ”salvem a República” se isso acontecer.

Parlamentares e dirigentes partidários estimam adiar 1º turno das eleições para 15 de novembro

/ Política

Parlamentares com trânsito no Palácio do Planalto e dirigentes partidários estimam adiar para o dia 15 de novembro (feriado da Proclamação da República) a realização do primeiro turno das eleições municipais, caso a pandemia do coronavírus não arrefeça até junho, data final para decisão.

Pela proposta em debate, o primeiro turno seria adiado em 42 dias. Já o segundo turno aconteceria em 6 de dezembro ou, no máximo, no domingo seguinte (13). Nesse caso, as convenções partidárias, programadas para julho, ocorreriam em agosto.

O adiamento tem sido tema de uma série de reuniões virtuais entre os presidentes de nove partidos de centro-direita.

Presidentes de MDB, PSDB, DEM, PSD, Republicamos, PL, PP, Solidariedade e Avante, que participaram dos encontros, admitem o adiamento das eleições para novembro. E, à exceção do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), descartam a possibilidade de prorrogação de mandatos até 2022 para que coincidam com a disputa nacional.

Nesta semana, os líderes dessas siglas concordaram em retomar essa discussão em junho, apenas se a crise perdurar pelos próximos dois meses. Até lá, está mantido o calendário oficial com primeiro e segundo turnos nos dias 4 e 25 de outubro, respectivamente, o primeiro e o último domingos do mês, como prevê a Constituição.

Embora a definição de nova data dependa de aprovação do Congresso, a ideia de só voltar ao debate em junho está em consonância com o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, que, em maio, assumirá a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Segundo o deputado Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos, partido ao qual estão filiados dois filhos do presidente Jair Bolsonaro, ”a priori, a maioria quer manter a data”. ”É claro que dependendo da situação da crise”, acrescenta.

De acordo com o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo (PE), o tema começa a surgir no horizonte, sobretudo entre dirigentes partidários. Ele afirma que, sem ambiente para realização da campanha em agosto, a eleição poderá ser adiada. “O que vai definir isso não é a percepção, nem a vontade de a mais. São os fatos que vão se impor”, diz.

Líder do PSD, Gilberto Kassab (SP) também admite a possibilidade de adiamento para novembro e ressalta a necessidade de financiamento público de campanha. “Sem financiamento público, seria a volta do financiamento empresarial. Ou alguém acha que o espírito santo vai destinar recursos para as campanhas?”

O adiamento não é pauta exclusiva do centrão. Está na agenda da esquerda. Presidente nacional do PDT, Calos Lupi conta que a ideia já foi objeto de debate interno. ”E pensamos que, conforme o desenrolar desta pandemia, é provável que tenhamos que adiar as eleições. Provavelmente até dezembro”, afirma.

Segundo ele, o PDT é completamente contrário à prorrogação. ”É um precedente perigoso que fere a democracia e gera consequências graves.”

O presidente do PSB, Carlinhos Siqueira, diz que ainda é cedo para adotar essa medida. ”Mas podemos ser levados pelas circunstâncias a admitir esta hipótese de adiar o pleito de outubro. Admitimos discutir o adiamento, e não a prorrogação. Entretanto, essa decisão deve ser adotada, se for o caso, em julho ou início de agosto”, diz.

Embora no passado as eleições já tenham ocorrido no dia 15 de novembro, um feriado nacional, não é essa a razão para que a data esteja hoje em pauta. Mas, sim, sua aplicabilidade. Dirigentes partidários afirmam que esse novo calendário permitiria que o segundo turno e a montagem dos futuros governos ocorressem sem o risco de paralisia em meio aos preparativos do Natal e fim de ano.

Governo da Argentina decide prorrogar até 26 de abril período de quarentena no país

/ Mundo

O governo da Argentina decidiu prorrogar a quarentena até 26 de abril. A medida é válida nas grandes cidades do país, por causa da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com a Folha, serão flexibilizadas as regras apenas nas áreas rurais. No centro urbano, as regras do isolamento social obrigatório serão mantidas.

”Os números [de casos] de Estados Unidos, Itália, Espanha, Chile e Brasil demonstram que a quarentena faz sentido, embora estejamos longe do objetivo”, explicou o presidente Alberto Fernández.

Desde o início do isolamento, tem sido permitido o funcionamento apenas de supermercados e farmácias. É necessário também autorização de movimentação para serviços essenciais, como segurança, alimentação e saúde. Uma nova prorrogação ou não das medidas deverá ser discutida a partir de 27 de abril.

Brasil tem 68 novas mortes por coronavírus; total de óbitos é de 1.124, diz Ministério

/ Saúde

O Brasil já registra 1.124 mortes pelo pelo novo coronavírus , segundo dados do Ministério da Saúde divulgados neste sábado (11), com 68 novas mortes nas últimas 24 horas —incremento de 6%.

Na sexta (10), o país passou a marca das mil mortes —e, o mundo, das mais de 100 mil mortes.

O Brasil também ultrapassou os 20 mil casos confirmados de Covid-19. São, ao todo, 20.727. No dia anterior, eram 19.638, um avanço de 6%.

O ministério, porém, tem informado que o número real de casos tende a ser maior, já que só pacientes internados em hospitais fazem testes e há casos represados à espera de confirmação.

Reportagem da Folha mostrou que equipes de atenção básica em várias cidades e estados afirmam que a subnotificação ao Ministério da Saúde de casos suspeitos tem sido gigantesca.

Alguns estados, no entanto, já apresentam transição para uma segunda etapa, quando há uma “aceleração descontrolada” de casos. A situação ocorre no Amazonas, no Amapá, no Distrito Federal, em São Paulo, no Ceará e no Rio de Janeiro, por exemplo.

Neles, o coeficiente de incidência, indicador que compara o total de casos pela população, já é 50% acima da taxa nacional.

Na sexta, o aumento recente da ocupação de leitos hospitalares levou o Ministério da Saúde a iniciar uma distribuição de 60 respiradores para três capitais: Fortaleza, Manaus e Macapá.

A situação em Manaus já é descrita por membros do governo como próxima de um colapso. Diante do risco, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse neste sábado que o governo pretende instalar um hospital de campanha na cidade.

A unidade deverá ser a segunda do país. Um primeiro hospital está em obras em Águas Lindas (GO), a 57 km de Brasília. Mandetta, no entanto, não quis dar prazo para a obra em Manaus. Já a previsão de entrega da unidade goiana é de duas semanas.

Segundo o ministério, cada um dos hospitais deve ter 200 leitos adaptáveis para unidades de tratamento semi-intensivas, com tubulação e suporte para respiradores.

Novo coronavírus: Ministério da Saúde libera mais R$ 4 bilhões para estados e municípios

/ Saúde

O Ministério da Saúde liberou mais R$ 4 bilhões a estados e municípios para ações de combate à covid-19. O valor é um adicional ao que já recebem para custeio de ações e serviços relacionados à saúde e pode ser utilizado para compra de materiais e insumos, abrir novos leitos e custear profissionais.

A Portaria nº 774/2020 com a liberação foi publicada ontem (9) em edição extra do Diário Oficial da União. O valor corresponde a uma parcela mensal extra do que cada estado ou município já recebe para ações de média e alta complexidade ou atenção primária.

Em mensagem nas redes sociais, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, disse que os recursos já foram depositados nas contas dos fundos estaduais e municipais de saúde. ”A gente acha que, com isso, eles [os gestores de saúde] podem adquirir os equipamentos de proteção individual (EPIs) que a gente começa a trazer da China. Está começando o mercado chinês a se organizar, estamos conseguindo trazer”, disse.

De acordo com o ministro, a primeira carga com 40 milhões de máscaras vinda da China, de uma compra de 240 milhões de máscaras, deve chegar ao país na terça-feira (14). O esforço da equipe do Ministério da Saúde é de trazer 40 milhões por semana. Um edital será aberto para que empresas interessadas em ofertar esses insumos possam se cadastrar.

“Com isso a gente pacifica o mercado brasileiro. E isso, doravante pacificado, a gente já repassa os recursos para que os estados e municípios comprem, a iniciativa privada já está comprando. O mercado está começando a se normalizar, o de EPIs”, explicou o ministro.

Já sobre os respiradores, Mandetta disse que ainda há dificuldade. Segundo ele, foi feito uma acordo com a indústria nacional para elevar de 800 para 15 mil a produção de respiradores mecânicos em 90 dias.

O ministro da Saúde reforçou a orientação da pasta para manter o isolamento social. De acordo com Mandetta, na próxima semana ”vamos colher os frutos da difícil redução da mobilidade social”, determinada por estados e municípios nas últimas duas semanas. ”Hoje eu vi que o pessoal começou a andar mais, vamos pagar esse preço ali na frente. Esse vírus adora aglomeração, adora contato, adora que as pessoas achem que ele é inofensivo. E aí, as cidades podem pegar a transmissão sustentada [ou comunitária]”, ressaltou. Da Agência Brasil

Diretor-geral da OMS orienta países que queiram deixar quarentena e alerta sobre perigos

/ Saúde

Tedros listou pontos que países devem observar. Foto: OMS

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, listou seis pontos que países devem observar, caso queiram deixar as medidas de quarentena. Em coletiva nesta sexta-feira (10), ele ponderou que retirar as restrições muito rápido pode levar a um ”ressurgimento mortal” da pandemia.

”A saída pode ser tão perigosa quanto à entrada se não for gerenciada adequadamente”, explicou ele, de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo.

Ghebreyesus recomenda que, antes de decidir encerrar a quarentena, o país tenha controlado a transmissão da doença. Além disso, é preciso estar com os serviços de saúde em funcionamento e disponíveis, minimizar os riscos de surto em locais de internação e adotar medidas preventivas em locais de trabalho, escolas e outros locais essenciais.

Também é preciso que o país esteja apto a administrar os casos que venham a ser importados e a manter a comunidade informada e engajada no período de transição.

”Eu não poderia ser mais enfático sobre isso. Cada pessoa tem, individualmente, um papel importante durante essa pandemia”, reforçou.

Distribuição de insumos médicos

Durante coletiva, Ghebreyesus comentou também a criação de uma rede de distribuição de materiais médicos para os países carentes desses insumos. A ação é um esforço conjunto com o Programa Alimentar Mundial da ONU (WFO).

O sistema vai ter bases na Bélgica, China, Etiópia, Gana, Malásia, Panamá e Emirados Árabes Unidos. A estimativa é que a distribuição supra cerca de 30% das necessidades mundiais nessa fase da epidemia. A operação deve custar US$ 2,8 bilhões.