
O ex-comandante do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM), Adson Marchesini, participou, nesta segunda-feira (31), da posse de Aloísio Mascarenhas Fernandes, empossado pelo governador Jerônimo Rodrigues. Em solenidade de passagem de comando, no Instituto Militar de Ensino Superior de Bombeiros (Imesb), em Simões Filho, na região Metropolitana de Salvador, o gestor exonerado da organização revelou pesar em deixar o cargo e questionou a decisão anunciada pelo governador na última segunda-feira (24).
Ao governador Jerônimo Rodrigues, ele afirmou: ”Quando tomei conhecimento que fui exonerado, não vou mentir, fiquei muito triste com o senhor. Não que essa palavra raiva eu não tenho, mas era aquele sentimento de dor, porque o que foi que errei para ser exonerado do Corpo de Bombeiros? Uma instituição que lutei”, disse ele, em discurso de tranferência de posse.
A exoneração de Marchesini e outros quatro gestores do setor de segurança pública foi publicada no Diário Oficial da última terça-feira (25). Durante o anúncio da mudança, Jerônimo Rodrigues havia citado que a decisão de alterar as gestões foi previamente conversada com os colaboradores.
No entanto, o ex-comandante alega que foi surpreendido com o fato. “Saí para trabalhar de manhã, como sempre saí, lutando pelas ideias do bombeiro. Quatro horas da tarde, eu fui chamado para dizer, ‘Você não é mais comandante do bombeiro, amanhã sai sua exoneração’. Isso me doeu muito. Isso, com todo carinho e sentimento de carinho, de respeito que eu tenho, isso me machucou muito. Eu não dormi aquela noite buscando uma resposta”, destacou.
Á frente dos bombeiros desde janeiro de 2021, Marchesini contou ainda que a mudança impactou sua família: ”Não vou mentir ao senhor, aquilo me doeu demais e foi a primeira vez que eu vi minha filha chorando. Eu nunca vi essa praguinha chorar assim, mas naquele dia de noite ela chorava demais, porque ela não entende”, conclui.
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