Vice-prefeita de Salvador,, Célia Sacramento acusa ACM Neto de superfaturar obras

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Neto e Célia estão em pé de guerra. Foto: Gilberto Júnior
ACM Neto e Célia estão em pé de guerra. Foto: Gilberto Júnior

Ex-aliada do candidato à reeleição ACM Neto (DEM), Célia Sacramento (PPL) acusou o democrata de superfaturar obras durante a sua gestão. Em entrevista ao jornal A Tarde, afirmou que houve uma ”série de obras que foram feitas na prefeitura com custo muito maior que deveria”. ”Sou especialista em análises de custos. Sou formada na USP. Se tem uma pessoa que entende de controladoria sou eu. Fui a primeira mestra em Contabilidade de Salvador. Os principais especialistas em controladoria e sistemas de custos na área empresarial como FIEB, Polo, Prefeitura, passaram por mim. Com essa expertise posso dizer: tivemos uma série de obras que foram feitas na prefeitura com custo muito maior que deveria”, disse, apontando o superfaturamento nas obras da Barra, Rio Vermelho e ciclovia do subúrbio ferroviário. ”Quem já construiu casa, tem noção de preço dos materiais, ver milhões aplicados em certas reformas estremece as pessoas”, acrescentou. Célia afirmou também que com 35% do que Neto gastou na Barra teria feito ”toda a cobertura do Canal do Camurugipe e faria encosta no Barro Branco, não morreriam aquelas 22 pessoas”. ”Além do mais, Salvador é a capital do desemprego, enquanto o gestor público tem o seu patrimônio triplicado”, provocou. Ainda na entrevista, Célia ressaltou que Neto nunca levou em conta suas ponderações. ”Certa feita pedi a ele para participar diretamente da orientação e análise da controladoria da Prefeitura. Ele não quis. Tudo que foi feito na cidade de positivo eu elogiava. Por que sucesso total? Em terra de banguelo quem tem um dente é rei. Estava tudo destruído. O que fizesse seria sucesso mesmo”, pontuou. Célia frisou que o DEM, partido de Neto, tem ”histórico de corruptos”.

Lula: ”Todo mundo sabe o esforço que eu fiz para trazer essa Olimpíada para o Brasil”

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Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Lula critica abertura dos jogos olímpicos. Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou não ter participado da abertura oficial dos Jogos Olímpicos, realizada no dia 5 de julho, no Rio de Janeiro. Lula era presidente quanto o Brasil foi escolhido como sede do evento e comparou sua ausência a uma produção de Hollywood. ”A coisa é tão grave que todo mundo sabe o esforço que eu fiz para trazer essa Olimpíada para o Brasil. E no dia da inauguração da Olimpíada eu me senti como o menino do filme Esqueceram de Mim. Ou seja, eu não estava presente numa festa em que fui responsável dela vir para cá”, criticou. Em entrevista à rede americana BBC, o petista repetiu que não tem medo de ser preso por ter certeza de sua inocência, mas criticou o processo conduzido pelo Ministério Público Federal. ”Por falta de prova, eles começaram a preparar um discurso, que você deve conhecer bem, que é a teoria do domínio do fato. Ou seja, se o Lula é presidente, ele deveria saber. Não existe essa de você julgar em tese. Ou você prova ou não prova. Ou você pede desculpa ou não pede desculpa”, defendeu, ao insinuar que as acusações contra ele tem outros interesses: ”Eu não sou o primeiro ser humano a ser vítima de um processo de calúnia e não serei o último. A história da humanidade está cheia desse tipo de processo. Eu só encontro uma explicação para tentarem fazer o que estão fazendo comigo: é tentar tirar o Lula da vida política desse país. Eu que fiz tão bem”. Na entrevista, Lula defendeu o legado dos governos petistas no Brasil e afirmou que é preciso acabar com o ”complexo de vira-lata” dos brasileiros. ”Você pergunta se eu tenho lamentações, frustrações. Eu não tenho porque eu acho que política você não deve fazer esperando agradecimento. A gente faz política porque a gente acredita, faz política por convicção e eu tenho consciência de que vai demorar muito para um governante, um partido, construir um legado como o PT construiu aqui no Brasil. Porque ninguém nunca cuidou tanto dos pobres desse país como nós cuidamos. Não é só cuidar materialmente, de melhorar qualidade de vida. É cuidar da autoestima desse povo”, disse o ex-presidente.

”Não entende de saúde”, critica Maria Quitéria ao falar sobre o ministro Ricardo Barros

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Maria Quitéria critica ministro da Saúde. Foto: Carol Garcia
Maria Quitéria critica ministro da Saúde. Foto: Carol Garcia

A presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Maria Quitéria, criticou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao discutir no lançamento do mutirão de 13 mil cirurgias eletivas pelo governo do estado. Dirigindo-se ao governador Rui Costa, Quitéria afirmou que vai ”brigar com o ministro” por mais recursos para a saúde. ”Infelizmente a gente tem um ministro que não entende de saúde. Conte com a gente para brigar com o ministro, já que a gente já tem um governo de oposição, que a gente precisa do recurso pra Bahia, para a saúde”, apontou Quitéria. Segundo a dirigente da UPB – e prefeita de Cardeal da Silva -, projetos como o mutirão de cirurgias independem da bandeira do partido de cada prefeito. ”Os municípios não aguentam mais sangrar”, lamentou. ”A Bahia teve o Saúde em Movimento da catarata, que foi um sucesso. Eu que o diga, pois em 2012, muitos ganharam a eleição por causa daquele projeto. Não adianta fazer nada se a gente não der saúde para os nossos municípios”, completou a prefeita. Com informações do Bahia Notícias

Carta de Dilma Rousseff sobre impeachment deve ser dividida em duas partes

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Dilma quer dividir a carta aberta. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma quer dividir a carta aberta. Foto: Roberto Stuckert Filho

A presidente afastada Dilma Rousseff quer dividir a carta aberta sobre o impeachment em duas partes. De acordo com a coluna Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a primeira será enviada ao Senado nos próximos dias, enquanto a outra só deve ser divulgada no dia de seu afastamento definitivo, caso ele ocorra. Na segunda e última parte, Dilma pretende fazer uma carta que deixará como documento histórico. Ela falará da memória do país e das lutas da esquerda brasileira. No texto enviado ao Senado, a petista falará em “golpe”. “A presidenta me disse que vai usar essa expressão, que define com precisão o momento que vivemos”, diz o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que se reuniu com Dilma na noite de quinta (11).

”Prefeita ostentação” consegue na Justiça direito de reassumir o cargo no Maranhão

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Lidiane Leite da Silva
Lidiane Leite da Silva havia presa pela PF. Foto: Reprodução

A ”prefeita ostentação” Lidiane Leite da Silva (sem partido) obteve na Justiça o direito de acesso às dependências da prefeitura e secretarias de Bom Jardim, no Maranhão, e reassunção do cargo. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (8) pelo juiz federal José Magno Linhares Moraes. De acordo com o Uol, Lidiane solicitou à Justiça a revogação da sua proibição de acesso aos prédios municipais para reassumir o comando do município. O magistrado argumentou em sua decisão que era ”desnecessária” a manutenção da medida restritiva contra Lidiane e determinou que a Câmara de Vereadores junte aos autos a documentação da posse de Lidiane em até três dias. Lidiane está afastada da prefeitura de Bom Jardim desde 20 de agosto do ano passado, quando fugiu da cidade para não ser presa pela Polícia Federal durante a Operação Éden. A ex-prefeita é acusada de desviar R$ 15 milhões que deveriam ser destinados à Educação, junto com o ex-marido e ex-secretário de Assuntos Políticos, Humberto Dantas dos Santos, e o ex-secretário de Agricultura, Antônio Gomes da Silva. A vice-prefeita Malrinete Gralhada (PMDB) assumiu interinamente a administração da cidade em 28 de setembro, conforme liminar da 2ª Vara da Comarca de Bom Jardim.

Estudante reafirma denúncia de tentativa de estupro contra o pastor Marco Feliciano

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Patrícia Lélis denuncia Feliciano. Foto: Agência Brasil
Patrícia Lélis denuncia Marco Feliciano. Foto: Agência Brasil

A estudante de jornalismo Patrícia Lélis reafirmou nesta segunda-feira (8/8), em entrevista coletiva, a acusação de tentativa de estupro contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) e de ameaça e cárcere privado contra o assessor dele, Talma Bauer. O assessor chegou a ser detido em São Paulo na última sexta-feira (5) por causa da denúncia, mais foi liberado na madrugada de sábado (6). Patrícia é da juventude do PSC, partido de Feliciano. A estudante contou que foi chamada por Feliciano para ir ao apartamento funcional dele, em Brasília, no dia 15 de junho, para participar de uma reunião sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria a União Nacional dos Estudantes (UNE). Segundo ela, ao chegar à casa do deputado, ela descobriu que ele estava sozinho e que não havia reunião. Feliciano então, segundo a estudante, tentou estuprá-la. Patrícia relata que gritou e que uma vizinha do deputado bateu à porta para saber o que estava acontecendo, o que colaborou para que o fato não se concretizasse. Ainda de acordo com a estudante, assim que deixou o apartamento funcional de Feliciano, ela foi à Câmara dos Deputados e tentou pedir ajuda a membros do PSC, entre eles o presidente do partido, Pastor Everaldo, em vão. Patrícia relata que recebeu oferta de dinheiro de Everaldo, que teria entregado um saco com uma quantia que ela não sabe o valor. Na entrevista, Patrícia Lélis contou ainda que alguns dias depois recebeu uma oferta de emprego em São Paulo do jornalista Emerson Biazon e viajou com ele para lá. No entanto, ela suspeita que Biazon foi enviado por Feliciano, porque ela não chegou a fazer a entrevista para a vaga. ”Foi à base de ameaça, ele estava armado. Tudo que eu fiz foi à base de ameaça. E não foi qualquer ameaça. Foram ameaças de uma pessoa que tinha uma arma. Porque até então, o Bauer é aposentado da polícia, ele anda armado”, completou. Patrícia também contou que foi obrigada por Bauer a gravar dois vídeos nos quais falava bem do deputado e desmentia o relato que ela própria tinha feito ao jornalista Leandro Mazzini, em Brasília, acusando Feliciano da tentativa de estupro. Na primeira gravação, segundo ela, ficou visível seu nervosismo, o que provocou suspeitas de pessoas conhecidas. Por isso, o assessor a teria obrigado a gravar um novo vídeo. Patrícia nega que tenha recebido dinheiro para fazer as gravações e diz que foi ameaçada. A estudante diz que conseguiu se salvar porque pediu ajuda a dois jornalistas que foram até o hotel para tentar ouvi-la. Ao relatar as ameaças aos repórteres, a estudante diz que foi levada à delegacia por eles. Ainda segundo Patrícia, um dos repórteres gravou uma ligação de Bauer para ela, determinando que ela não saísse do hotel e o aguardasse chegar. Além do boletim de ocorrência já registrado, Patricia disse hoje que passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal. Informações da Agência Brasil

Eduardo Cunha ameaça delatar Geddel Vieira Lima se Temer não salvá-lo, diz site

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Geddel Vieira estaria na mira de Cunha
Geddel Vieira estaria na mira de Cunha. Foto: Walter Pontes

O presidente interino Michel Temer (PMDB) teria revelado que não está preocupado com a delação de Executivos da Odebrecht, que prometem apresentar à Lava Jato documentos com relato de que o peemedebista pediu ”apoio financeiro” para o PMDB à empreiteira, que teria repassado R$ 10 milhões em dinheiro vivo a integrantes do partido em 2014. De acordo com o site O Antagonista, a preocupação de Temer é com a ameaça do ex-presidente da Câmara, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB). Segundo a publicação, no encontro dos dois no Palácio do Jaburu, no mês passado, o parlamentar disse ao peemedebista: ”Eu tenho potencial para explodir o quarto andar do Planalto”. Conforme a publicação, o nome do explosivo é o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.

Aumento de gastos da gestão interina de Temer começa a preocupar mercado financeiro

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Temer preocupa o mercado financeiro. Foto: Beto Barata/PR
Temer preocupa o mercado financeiro. Foto: Beto Barata

Os sucessivos aumentos de gastos para contemplar o funcionalismo da gestão interina de Michel Temer (PMDB) têm preocupado o mercado financeiro. De acordo com a coluna Painel, da Folha, o setor teme que o Planalto, se conseguir se despedir da interinidade, se sinta forte o suficiente para não levar a sério seus compromissos fiscais. O uso do Congresso em usar projetos prioritários para ampliar despesas, como as flexibilizações no texto da renegociação das dívidas, também são motivo de preocupação. Um dos sintomas dessa crise é a crítica ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Dois executivos avaliaram que o ministro não tem conseguido frear o ímpeto gastador da área política.

Processo de cassação do mandato de Cunha deve ser retomado nesta segunda-feira

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Eduardo Cunha tem mandato ameaçado. Foto: Agência Câmara
Eduardo Cunha tem mandato ameaçado. Foto: Agência Câmara
O processo de cassação do mandato do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deve ser retomado nesta segunda-feira (8/7), para quando está marcada a leitura do pedido de cassação – duas sessões após esta formalidade, ele passa a ser item prioritário da pauta. Isso não significa, porém, que o processo será concluído imediatamente. Cabe ao presidente decidir o dia em que ocorrerá a votação, e Rodrigo Maia garantiu apenas que será antes das eleições municipais, no dia 2 de outubro. ”Vamos organizar isso de modo que eu dê a data e não volte atrás. Leitura na segunda e, a partir daí, a questão está pronta para o plenário. Vamos organizar a data em que o plenário esteja cheio. Com certeza, será antes da eleição, disso eu não tenho dúvida”, afirmou. Maia já havia adiantado que a Câmara não bateria o martelo sobre o caso de Cunha enquanto não finalizasse a tramitação do projeto que renegocia as dívidas dos Estados. Sem acordo na última terça, a proposta deverá ser votada também nesta segunda. ”O texto [do projeto referente à renegociação das dívidas] está ficando bom. Na segunda-feira a gente vota esse negócio, com certeza”, afirmou o deputado.
ACORDO – Maia negou ter participado de um acordo com o Palácio do Planalto para que o futuro de Cunha só seja decidido após a votação do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado, marcado previamente para o dia 29 deste mês. Pelo menos um ministro próximo ao presidente interino, Michel Temer, trabalha para que o Congresso conclua o processo da petista antes de decidir se cassa ou não o mandato de Cunha. O argumento é que, caso a ordem seja invertida, corre o risco de Cunha retaliar o governo, com declarações comprometedoras contra o presidente, o que pode resultar em mais votos contrários ao afastamento definitivo de Dilma. Perguntado se tem conhecimento dessa articulação, o presidente da Câmara declarou: ”Comigo não há acordo nenhum”.

Odebrecht: Ministro José Serra recebeu R$23 milhões via caixa dois, diz jornal

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Odebrecht relata pagamento a José Serra.
Odebrecht relata pagamento a José Serra. Foto: Folha de SP

De acordo com os executivos da Odebrecht, a campanha do hoje ministro das Relações Exteriores, José Serra, para a Presidência da República em 2010, recebeu cerca de R$23 milhões da empreiteira. Corrigido pela atual inflação, o valor é equivalente a R$ 34,5 milhões. Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato e da Procuradoria Geral da República (PGR) obtiveram esta revelação na última semana, através de funcionários da empresa que tentam homologar um acordo de delação premiada. as informações são da Folha de S. Paulo. Durante o encontro, que aconteceu na sede da Polícia Federal em Curitiba, os executivos informaram que parte do valor foi entregue no Brasil, e parte foi paga através de depósitos em contas bancárias no exterior. As conversas fazem parte de uma série de entrevistas em que os possíveis delatores da Operação Lava Jato corroboram informações que são apresentadas pelos advogados durante negociação de delação premiada. No entanto, o acordo ainda não foi assinado.

Ministro Eliseu Padilha diz que militares ficarão fora da reforma da Previdência

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Ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Foto: Agência Brasil
Ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Foto: Agência Brasil

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (7/8), por meio de sua conta no Twitter, que os militares das Forças Armadas não deverão ser incluídos na reforma da Previdência que está sendo discutida pelo governo federal. “Os militares das Forças Armadas não integram nenhum sistema previdenciário. Na reforma da Previdência, não deverão ser incluídos”, informou o ministro. No mês passado, Padilha havia dito que o governo federal pretendia apresentar ao Congresso Nacional uma proposta de regime único para a Previdência Social agregando, sob um mesmo grupo, contribuintes civis e militares. Ainda de acordo com a publicação de Padilha no Twitter, os militares federais não têm sistema previdenciário. ”Na reserva, a Constituição lhes dá um benefício por sua disponibilidade”, afirmou Padilha, que é o principal articulador do governo na discussão sobre as mudanças na Previdência Social.

ACM Neto e Jaques Wagner devem ser citados em delações de Odebrecht e Pinheiro

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Neto e Wagner estão em planilha da Lava Jato. Foto: Carol Garcia
Neto e Wagner estão em planilha da Lava Jato. Foto: Carol Garcia

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, as delações dos executivos das empreiteiras OAS e Odebrecht devem pegar em cheio o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) e o ex-governador do estado Jaques Wagner (PT). Marcelo Odebrecht deve revelar pagamentos para a campanha do prefeito de Salvador e o ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, entregará caixa dois na campanha de Wagner. Os dois políticos já apareceram em planilha encontrada pela força-tarefa da Operação Lava Jato na casa do ex-presidente de Infraestrutura da Odebrecht Benedicto Junior. Ao jornal, ACM Neto disse que parte expressiva de sua campanha em 2012 foi financiada pela Odebrecht ”de forma transparente e dentro da legalidade”. Já Wagner afirma que prefere aguardar o depoimento por considerar que o ex-presidente da OAS ”está sob muita pressão”.

Michel Temer abre reunião com líderes da base reafirmando que não será candidato em 2018

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Temer se reúne com sua base aliada. Foto: Beto Barata/PR
Temer se reúne com sua base aliada. Foto: Beto Barata/PR

O presidente em exercício Michel Temer abriu a reunião com líderes da base aliada da Câmara dos Deputados, na manhã desta segunda-feira, dia 1º, reafirmando que não será candidato à Presidência da República em 2018. Segundo líderes, ele disse que não pretende se candidatar “em hipótese alguma”. Nesse domingo (31), o peemedebista já tinha soltado nota negando a intenção, após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmar em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que, se o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff for aprovado, Temer será candidato ao Palácio do Planalto em 2018, com apoio da coalizão. ”Ele disse que não é candidato em hipótese alguma, que a prioridade (dele) é o Brasil, resolver os problemas econômicos e sociais’, contou o líder do PSD na Câmara, deputado Rogério Rosso (DF), um dos presentes na reunião desta segunda-feira, no Planalto. Segundo Rosso, Temer fez a fala espontaneamente, antes que líderes perguntassem. A reportagem do jornal revelou que a declaração de Maia provocou mal-estar em alguns partidos na base, principalmente o PSDB e PSD. Nos bastidores, integrantes dos dois partidos disseram que o presidente da Câmara avançou o sinal e lançou um “balão de ensaio”, que pode criar uma disputa desnecessária entre os partidos aliados de Temer no Congresso. No domingo, Temer afirmou ficar ”honrado com a lembrança de meu nome como possível candidato em 2018”. ”Mas reitero, uma vez mais, que apenas me cabe cumprir o dever constitucional de completar o mandato presidencial, se o Senado Federal assim o decidir”, afirmou Temer ontem em uma nota de seis linhas. “Não cogito disputar a reeleição.”

Comissão vota nesta semana parecer sobre julgamento final da presidente Dilma

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Presidenta Dilma Rousseff
Presidente afastada, Dilma Rousseff. Foto: Agência Brasil

Após duas semanas de ”recesso branco”, o Congresso Nacional retoma as atividades nesta segunda-feira (1º), já com a votação do parecer da comissão especial do impeachment no Senado. O parecer que definirá se a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) vai ou não a julgamento final será apreciado nesta quinta-feira (4). Se aprovado na comissão, o relatório passará pelo plenário, o que está previsto para a próxima semana. Atualmente o processo está na fase de ”pronúncia”, quando os membros da comissão ouvem depoimentos de testemunhas, solicitam documentos para produção de provas, realizam perícia e acompanham a leitura da defesa pessoal da presidente afastada. O relator da comissão, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), tem até esta segunda para concluir seu relatório, para ser lido na comissão nesta terça (2). A discussão do relatório está programada para o dia seguinte (3). De acordo com o G1, o Senado também pode votar no plenário principal a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prorroga até 2023 a permissão para que a União use livremente parte de sua arrecadação, a chamada Desvinculação de Receitas da União (DRU). A matéria já foi aprovada na Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.