Presidente do Democratas, ACM Neto sinaliza que votará que Bolsonaro no 2º turno das eleições

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ACM diz que Jair lidera o sentimento anti-PT. Foto: Jéssica Galvão

Presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, admitiu, durante assinatura de ordem de serviço para a construção da Unidade de Saúde da Família (USF) KM 17, no bairro de Itapuã, nesta terça-feira (2), que o candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro, lidera o sentimento anti-PT. ”Acho inclusive que os dois nomes grandes tiveram episódios de tensão na eleição deste ano. Ficaram concentrados na candidatura de Haddad, se Lula podia ou não ser candidato. E do outro lado a facada que Bolsonaro tomou. Grandes temas, o que gerou essa polarização”, opinou. Questionado sobre o possível apoio do DEM para eventual segundo turno entre Haddad e Bolsonaro, Neto desconversou. ”Não vou e não posso me manifestar antes de reunir o partido. Se Geraldo for, vamos com ele. caso aconteça de ele não ir, tenho que reunir o Democratas. Eu  falo como representante de um partido estruturado no país inteiro”, disse. Com informações do Bahia Notícias

Pesquisa Real Time BigData: Fernando Haddad vence Jair Bolsonaro no 2º turno das eleições

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Haddad perderia no 1º, mas venceria no 2º turno. Foto: Divulgação

A pesquisa Real Time BigData de intenções de votos para a Presidência da República, divulgada na noite desta segunda-feira (1º), também simulou nove cenários de segundo turno.
Acompanhe os cenários abaixo:

Bolsonaro x Haddad

Haddad: 45%
Bolsonaro: 41%
Nulos/brancos: 9%
Indecisos: 5%

Bolsonaro x Ciro

Ciro: 47%
Bolsonaro: 39%
Nulos/brancos: 8%
Indecisos: 6%

Bolsonaro x Marina

Bolsonaro: 37%
Marina: 36%
Nulos/brancos: 18%
Indecisos: 9%

Bolsonaro x Alckmin

Bolsonaro: 40%
Alckmin: 39%
Nulos/brancos: 17%
Indecisos: 4%

Ciro x Marina

Ciro: 40%
Marina: 23%
Nulos/brancos: 28%
Indecisos: 9%

Ciro x Haddad

Ciro: 40%
Haddad: 31%
Nulos/brancos: 24%
Indecisos: 5%

Marina x Alckmin

Alckmin: 29%
Marina: 28%
Nulos/brancos: 29%
Indecisos: 14%

Marina x Haddad

Haddad: 35%
Marina: 28%
Nulos/brancos: 32%
Indecisos: 5%

Alckmin x Haddad

Haddad: 37%
Alckmin: 35%
Nulos/brancos: 22%
Indecisos: 6%

Os entrevistados também opinaram sobre em qual candidato eles não votariam de jeito nenhum. Como é possível escolher mais de um, as somatórias excedem 100%.

Veja o índice de rejeição de cada candidato:

• Jair Bolsonaro (PSL): 54%
• Fernando Haddad (PT): 53%
• Ciro Gomes (PDT): 45%
• Geraldo Alckmin (PSDB): 44%
• Cabo Daciolo (PATRI): 37%
• Marina Silva (REDE): 36%
• Guilherme Boulos (PSOL): 31%
• João Amoêdo (NOVO): 28%
• Henrique Meirelles (MDB): 27%
• Vera Lúcia (PSTU): 27%
• Alvaro Dias (PODE): 26%
• Eymael (DC): 22%
• João Goulart Filho (PPL): 22%
• Não rejeita nenhum candidato: 8%

Confira as regras do Tribunal Superior Eleitoral para a última semana antes da eleição

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A última semana antes da eleição tem datas e prazos importantes para os eleitores e candidatos, estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  A partir de hoje (2), nenhum eleitor poderá ser preso, a não ser em flagrante, por crime inafiançável ou desrespeito de salvo-conduto. De acordo com o TSE, a medida serve para evitar que prisões sejam usadas para prejudicar um determinado candidato. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão termina na quinta (4), assim como a propaganda política com comícios e sistema de som fixo. O prazo para realização de debates no rádio e na TV também é encerrado no mesmo dia. Dois encontros entre candidatos estão marcados para esta quinta: às 10h45 da manhã, a TV Aratu transmite o debate dos postulantes ao governo da Bahia, organizado em parceria com o jornal Folha de S. Paulo. Já às 10h da noite, a TV Globo realiza o último encontro entre presidenciáveis. A data final para divulgação paga de propaganda eleitoral na imprensa escrita é sexta (5). Já a campanha nas ruas, com alto-falantes, distribuiçao de panfletos e realização de caminhadas, só pode ser realizada até sábado (6). No dia da votação, o eleitor não poderá levar à urna aparelhos celulares, máquina fotográfica, filmadora ou qualquer equipamento de radiocomunicação. É permitido manifestar preferência individual ou partidária de forma silenciosa, mas aglomerações e manifestações coletivas são proibidas até o fechamento das urnas.

”Moro é cabo eleitoral e, nas horas vagas, juiz federal”, diz Guilherme Boulos em rede social

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Guilherme ataca Sérgio Moro em rede social. Foto: Divulgação

O candidato à presidência Guilherme Boulos (Psol) criticou a decisão do juiz Sérgio Moro de quebrar o sigilo da delação de Antôno Palocci contra o ex-presidente Lula, divulgada nesta segunda-feira (1°). No Twitter, o psolista lembrou a ligação entre Dilma e Lula que se tornou pública em 2016, ”às vésperas do Impeachment”, e comparou com a atitude de Moro ”a seis dias das eleições”. Boulos chamou Sérgio Moro de ”cabo eleitoral” e disse que ele exerce a função de ”juiz federal” apenas nas ”horas vagas”.

Na Bahia, Neto reúne base em torno de Alckmin; em Minas, até Aécio renega presidenciável

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ACM tenta minimizar o fracasso de Alckmin. Foto: Reprodução

A menos de uma semana da eleição, o afastamento dos aliados do candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, tem tomado proporções nacionais. Depois de o prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, tentar debelar o ”fogo amigo” na Bahia, o senador e postulante a deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) já não esconde sua insatisfação com a candidatura do colega tucano. Circula na internet a imagem de um santinho de Neves sem a citação do presidenciável e correligionário, o que fortalece a tese de que, em nome de fugir da má performance de Alckmin nas pesquisas de opinião de voto, integrantes da base tentam se desvincular da imagem do ex-governador de São Paulo.

Eleições 2018: Bolsonaro e Haddad voltam a empatar com 42% no 2º turno, diz Ibope

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Bolsonaro e Fernando Haddad polarizam eleição. Divulgação

Os candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) voltaram a empatar numericamente na simulação de segundo turno, de acordo com o último levantamento Ibope/Estado/TV Globo, divulgado na noite desta segunda-feira, 1º. Numa disputa direta, os dois aparecem com 42%. Em relação à última pesquisa, do dia 26 de setembro, Bolsonaro subiu quatro pontos e Haddad ficou estagnado — considerada a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o cenário também configurava empate técnico. Ciro Gomes (PDT) é o único candidato que vence Bolsonaro fora da margem de erro. O pedetista tem 45% das intenções de voto em um cenário com o capitão da reserva, oscilação positiva de um ponto porcentual em relação à pesquisa anterior. Bolsonaro teria 35% dos votos, mesmo índice encontrado no levantamento do dia 26 de setembro. Brancos e nulos somaram 13%; outros 3% não responderam ou preferiram não opinar. Por outro lado, a candidata Marina Silva (Rede) é a única que perde para Bolsonaro no segundo turno, inclusive fora da margem de erro. Neste cenário, o presidenciável do PSL aparece com 43%, contra 38% da ex-senadora. Bolsonaro subiu três pontos em comparação com a pesquisa anterior, quando empatava tecnicamente com Marina (40% x 38% para ele). Aqui, brancos e nulos somam 17%, enquanto 2% não sabem ou não responderam. Geraldo Alckmin (PSDB) está numericamente à frente de Bolsonaro em uma simulação de segundo turno — ele tem 42% das intenções de voto, contra 39% do candidato do PSL. No entanto, com a margem de erro, os dois presidenciáveis estão tecnicamente empatados. O tucano oscilou dois pontos para cima em comparação ao último levantamento, enquanto Bolsonaro subiu três. Neste cenário, 17% dos entrevistados disseram que votariam branco ou nulo e 3% não souberam opinar ou não responderam. Quando são contados apenas os votos válidos — ou seja, sem os brancos e nulos —, Ciro pontuaria 54%, contra 46% de Bolsonaro. Marina teria 47%, ante 53% do candidato do PSL. Já Alckmin ganharia com 52%, enquanto Bolsonaro receberia 48%. Bolsonaro voltou a ter diferença gritante entre os votos de homens e os de mulheres. Nas simulações de segundo turno pesquisadas pelo Ibope, o candidato do PSL perderia para todos os adversários se fossem consideradas apenas as eleitoras: contra Haddad, 46% a 34% para o petista; Marina, 44% a 34%; Alckmin, 47% a 30%; Ciro, 51% a 30%. Por outro lado, a pesquisa voltou a afirmar a força de Bolsonaro entre o eleitorado masculino. Se somente homens votassem, o candidato do PSL venceria todos os cenários de segundo turno. Contra Haddad, pontuaria 50%, ante 37% do adversário; Marina, 53% contra 32%; Alckmin, 49% a 35%; e Ciro, 49% a 39%. A pesquisa foi realizada nos dias 29 a 30 de setembro de 2018. Foram entrevistados 3.010 votantes em 208 municípios. A margem de erro máxima estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O levantamento foi contratado pelo Estado e pela TV Globo, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR‐08650/2018.

Eleições 2018: Bolsonaro empata tecnicamente com Haddad no 2º turno, diz pesquisa

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Candidatos estão tecnicamente empatados. Foto: Divulgação

O levantamento do Institiuto FSB, a pedido do banco Pactual, para a Presidência da República, divulgado nesta segunda-feira (1º), também traz estimativas para o 2º turno. Jair Bolsonaro (PSL) é testado em todos os cenários e empata, dentro da margem de erro, com Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Ele fica à frente só de Marina Silva.

Veja os resultados abaixo:

Ciro Gomes (PDT): 45%
Jair Bolsonaro (PSL): 41%
Branco/nulo/nenhum: 12%
Não sabe/não respondeu: 2%

Jair Bolsonaro (PSL): 43%
Fernando Haddad (PT): 42%
Branco/nulo/nenhum: 10%
Não sabe/não respondeu: 5%

Geraldo Alckmin (PSDB): 42%
Jair Bolsonaro (PSL): 41%
Branco/nulo/nenhum: 11%
Não sabe/não respondeu: 6%

Jair Bolsonaro (PSL): 44%
Marina Silva (Rede): 39%
Branco/nulo/nenhum: 15%
Não sabe/não respondeu: 5%

Rejeição – A candidata mais rejeitada é Marina Silva (Rede), que vem em trajetória de queda nas intenções de voto. Na pesquisa BTG/FSB, 56% dos entrevistados disse que não votaria na ex-ministra de jeito nenhum. Entre os principais candidatos, Ciro Gomes (PDT) é o menos rejeitado (44%).

Filho de Bolsonaro compara pai com Trump e dispara: ”Mulheres de direita têm mais higiene”

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”Elas não mostram os peitos nas ruas”, dispara. Foto: Reprodução

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) mirou os ataques ao público feminino que mobilizou ações, em diversas cidades do país, durante o fim de semana contra a candidatura do pai, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), à Presidência da República. Segundo o site da revista IstoÉ, durante discurso em um evento de apoio ao capitão da reserva realizado na Avenida Paulista neste domingo (30), o parlamentar subiu o tom: ”As mulheres de direita são mais bonitas que as da esquerda. Elas não mostram os peitos nas ruas e nem defecam nas ruas. As mulheres de direita tem mais higiene”.  Eduardo Bolsonaro pediu que os eleitores votem vestidos de camisa amarela no próximo domingo (7) e também disse que se o candidato do PT, Fernando Haddad, for eleito dará o indulto ao ex-presidente Lula no dia seguinte, embora o petista já tenha rechaçado a hipótese durante uma sabatina na semana passada. Ainda sobre o resultado das eleições, o deputado não acredita que os altos índices de rejeição do pai apresentados nas últimas pesquisas de opinião vão comprometer: ”vai ser igual ao Trump, que venceu quando todos estavam contra ele nos Estados Unidos”. O atual presidente norteamericano venceu a democrata Hillary Clinton no colégio eleitoral, mas perdeu no voto popular, em 2016.

Polícia Federal instala centro de comando para acompanhar apuração das eleições no país

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A Polícia Federal instala formalmente nesta segunda-feira, 1º, o Centro Integrado de Comando e Controle das Eleições (CICCE) para acompanhar em tempo real todas as demandas de investigações de crimes eleitorais autorizadas pela Justiça Eleitoral. O CICCE ficará fisicamente em Brasília, mas vai centralizar as informações sobre apurações de todo Brasil, entre elas, as que envolvem a produção e disseminação de fake news (notícias falsas). Ao Estado, o coordenador-geral de Defesa Institucional, delegado Thiago Borelli, responsável direto pelo CICCE, afirmou que a atuação da PF durante a eleição se dá em duas frentes. Do ponto de vista da repressão, segundo Borelli, uma das preocupações é com a utilização de robôs e “fazendas” de produção e disseminação de notícias falsas. Uma das dificuldades para combater as notícias falsas, diz o delegado, se dá pelo fato da fake news não ser considerada por si só um crime. Nesse cenário, os casos de notícias falsas estão sendo enquadrados em crime contra honra ou então no artigo 57 da lei eleitoral. Esse artigo afirma que constitui crime a “contratação direta ou indireta de grupo de pessoas com a finalidade específica de emitir mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou denegrir a imagem de candidato, partido ou coligação.” A punição prevista para esses caos é de 2 a 4 anos de detenção e multa de R$ 15 mil a R$ 50 mil. No entendimento de Borelli, a mudança de postura de redes sociais como Facebook e aplicativos de mensagens como Whatsapp contribuiu para o combate a essas “fazendas” e robôs utilizados para produção e disseminação desses conteúdos falsos. Recentemente, o Facebook tirou do ar várias páginas utilizadas na disseminação de fake news e o Whatsapp criou um limite para compartilhamento de mensagens em lista. “Para o provedor e aplicativos, é mais fácil tomar as medidas internas e comunicarem a Polícia Federal do que a gente monitorar. Foi uma atitude proativa do TSE que mudou comportamento dessas ferramentas”, afirma Borelli. Para o delegado, em todos casos de possíveis crimes eleitorais, entre eles os relacionados a fake news, existe a necessidade da PF ser acionada pela Justiça Federal, que autoriza a instauração de inquérito, ou diretamente pelo candidato, coligação ou de fonte anônima. Nesses casos, após receber a demanda, a PF precisa repassar ao Ministério Público e a Justiça Eleitoral para obter a autorização para iniciar a apuração. Na vertente da prevenção, a principal preocupação é o cruzamento de informações para produção de informação de inteligência sobre a participação direta ou indireta de organizações criminosas no financiamento das campanhas e candidatos. Na próxima semana, última antes do pleito, esse foco passa para o aumento de crimes eleitorais ligados à corrupção, compra de voto, transporte de eleitores e boca de urna.

Eleições 2018: Descolados dos presidenciáveis, MDB e PSDB lideram disputa nos estados

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As eleições deste ano têm demonstrado um descolamento das disputas para presidente da República e para governador dos estados e do Distrito Federal. Enquanto Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT) despontam nas pesquisas nacionais de intenção de voto, nos estados a preferência recai sobre candidatos do MDB e do PSDB. Tanto o MDB como o PSDB têm oito candidatos a governador bem colocados nas pesquisas de intenção de votos do Ibope, feitas neste mês de setembro e registradas na Justiça Eleitoral. Considerando a coligação que apoia o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), sobe para 18 o número de postulantes aos governos estaduais que despontam nas sondagens eleitorais. Os candidatos do PSDB aparecem bem posicionados nas pesquisas em estados importantes, como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O MDB também está entre os dois primeiros em São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com chances de resolver a eleição no primeiro turno em Alagoas e no Pará. Mesmo com Bolsonaro liderando as pesquisas, somente em Roraima o candidato a governador do PSL está bem colocado nas sondagens de intenção de votos. O partido lançou candidaturas próprias a governador de 14 estados. Já o PT tem sete candidatos bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto, inclusive com a possibilidade de vitória no primeiro turno, no Ceará, na Bahia e no Piauí. Considerando o Pros e o PCdoB, que integram a coligação de Haddad, são mais dois candidatos a governador com chances eleitorais – no Distrito Federal e no Maranhão, respectivamente. O PSB não lançou candidato a presidente da República, porém, pelas pesquisas de intenção de voto, está bem na corrida eleitoral em seis estados. No Espírito Santo, o PSB pode resolver o pleito no primeiro turno. O PDT tem concorrentes com chances eleitorais em cinco estados, um a mais do que o DEM. Da Agência Brasil

Jair Bolsonaro perde para os principais adversários no 2º turno das eleições, diz Datafolha

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Jair lidera pesquisas, mas perde no 2º turno. Foto: Divulgação

As simulações de segundo turno da pesquisa Datafolha divulgada na noite desta sexta-feira (28) trazem más notícias para Bolsonaro. Se nas duas semanas seguintes ao ataque de Juiz de Fora ele viu seu desempenho melhorar nos embates com os principais adversários, agora ele perde para todos com uma curva desfavorável. Ciro ampliou a vantagem sobre o deputado, que batia por 45% a 39% na pesquisa anterior, derrotando-o por 48% a 38%. O pedetista segue sendo o único a vencer todos os embates nas simulações de segundo turno. Haddad saiu do empate em 41% e supera Bolsonaro por 45% a 39%, melhorando também seu desempenho contra o PSDB: empata com Alckmin em 39%, o que dificultará a ideia tucana de vender o candidato como alguém que venceria o PT com certeza no segundo turno. Questionados sobre mudança de voto, 18% dos apoiadores do tucano optariam pelo capitão.

Vice-presidente do STF, Luiz Fux suspende entrevista de Lula para o jornal Folha de São Paulo

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Luiz Fux acata pedido do Partido Novo. Foto: Reprodução/STF

A decisão do ministro Ricardo Lewandowski que autorizava uma entrevista do ex-presidente Lula para o jornal Folha de São Paulo foi suspensa pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal de Federal (STF). O pedido foi feito pelo Partido Novo contra a decisão de Lewandowski. Fux determinou que Lula não conceda entrevistas até que o colegiado do Supremo julgue o mérito desta ação, o que não tem data para ocorrer. Para o vice-presidente do STF, a entrevista com um candidato que teve o registro indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode causar “desinformação na véspera do sufrágio, considerando a proximidade do primeiro turno das eleições presidenciais”. Ainda pela decisão do ministro, caso Lula já tenha concedido a entrevista, o jornal estaria proibido de divulgá-la. O advogado do jornal, Luís Francisco Carvalho Filho afirmou que “a decisão do ministro Fux é o mais grave ato de censura desde o regime militar”. Ele ainda disse que a proibição de entrevista e de sua publicação “é uma bofetada na democracia brasileira” e “revela uma visão mesquinha da liberdade de expressão”.

Alckmin volta a pregar ”voto útil” e chama disputa entre PT e PSL de ”bipolarização equivocada”

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Alckmin condena disputa entre PT e Bolsonaro. Foto: Globo

O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a condenar, em entrevista à Rádio Metrópole de Salvador, a disputa plebiscitária entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). Na avaliação do tucano, o pleito deste ano foi marcado por um ”momento atípico” e ele tem condições de ”pacificar o país”. ”De um lado, tivemos um ex-presidente da República preso e dando ordem de Curitiba. Do outro lado, um candidato vítima de um atentado covarde. Isso tudo a 20 dias [da votação], mas acho que a definição de voto acontece agora no final. […] Estamos vivendo uma bipolarização equivocada. Quem não gosta do PT, odeia o PT, tem medo do PT, com razão, [..] olha a pesquisa do primeiro turno e corre para Bolsonaro querendo derrotar o PT. De outro lado, temos um candidato a presidente da República que disse que não entende de nada e diz que o posto Ipiranga dele é uma banqueiro, que quer diminuir imposto para os ricos e aumentar para os pobres, sem contar que querem tirar o 13º. Precisamos evitar a insensatez. Fernando Henrique diz bem, precisamos evitar a insensatez”, afirmou. O ex-governador de São Paulo voltou a pregar o voto útil. ”Acho que a eleição está em aberto, as grandes mudanças ocorrem no finalzinho. Se a gente pegar 2014, quem estava no segundo lugar e ia era Marina. No fim, ela não foi. Tem uma parte do eleitorado que não quer o PT e olha a pesquisa e acha que Bolsonaro é melhor. Só que tem que olhar que a eleição vai ter dois turnos. O que acontece? Bolsonaro, no segundo turno, tem rejeição alta, perde. Então, temos que alertar: você que não gosta do PT, se vota no Bolsonaro, traz o PT de volta. Se chegarmos lá, ganhamos a eleição com humildade”, ressaltou. Alckmin disse ainda que o prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, tem agido ”firmeza, lealdade e correção”. O democrata soteropolitano é coordenador da campanha tucana e um dos defensores de uma propaganda mais agressiva contra o capitão reformado.

Filiado histórico do MDB, ex-prefeito Astor Araújo de Itaquara declara apoio a Rui Costa

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Euclides articula apoio de Astor a Rui. Foto: Blog Marcos Frahm

A passagem do governador Rui Costa (PT) nesta semana pelo Vale do Jiquiriçá, uniu adversários históricos em prol da sua candidatura, em algumas cidades do território e lhe rendeu apoio de lideranças  que em 2014 defendiam a bandeira da oposição baiana. Na quarta-feira (26), durante ato político em Jiquiriçá, Rui teve um encontro com Astor Araújo do MDB, primo de Geddel Vieira Lima e ex-prefeito da cidade de Itaquara. Astor, que já governou Itaquara por três mandatos declarou apoio a Rui sob anuência do deputado e candidato à reeleição Euclides Fernandes (PDT), que é votado pelo mdebista no município. Até dezembro de 2016, Astor foi secretário municipal de Administração, na gestão da sua esposa – ex-prefeita Iracema Araújo (MDB), que agora, também marcha com Rui. A união foi selada um dia após o petista visitar em Itaquara ladeado pelo prefeito Marco Aurélio (PSB), adversário de Araújo, mas também apoiador da campanha de Rui.