Após derrota para Bolsonaro, PT pede à militância ajuda para poder quitar contas da campanha

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Haddad foi derrotado nas eleições 2018. Foto: Nelson Almeida/AFP

O PT pediu nesta sexta-feira, 2, em seu perfil oficial no Twitter, ajuda da militância para quitar as contas da campanha presidencial de Fernando Haddad e de sua candidata a vice, Manuela d’Ávila (PCdoB). De acordo com a publicação, as doações podem ser feitas até o dia 15 de novembro. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as doações para campanhas podem ser feitas por pessoas físicas, por meio das chamadas “vaquinhas” virtuais. O financiamento coletivo foi incluído como nova modalidade de arrecadação de recursos para campanhas eleitorais após a reforma eleitoral de 2017. De acordo com dados de prestação de contas da campanha petista atualizados até sexta-feira no site da Corte Eleitoral, a campanha petista declarou despesas de R$ 36.988.826,09, frente a um total de R$ 32.674.099,94 de recursos recebidos, o que configura um déficit de mais de R$ 4 milhões.  As informações do TSE dizem respeito a movimentação financeira da campanha desde o primeiro turno. Ainda não estão descritos os gastos do segundo turno. Pelo calendário eleitoral, as receitas e despesas da campanha devem ser declaradas pelos candidatos e seus respectivos partidos à Justiça Eleitoral até 6 de novembro para primeiro turno e 17 de novembro para segundo turno.

Aos 63 anos, Jair Bolsonaro, do PSL, é eleito matematicamente presidente da República

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Jair Bolsonaro está matematicamente eleito. Foto: Reprodução

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente na disputa do segundo turno, com 88,4% das urnas apuradas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O capitão reformado tem 55,70% dos votos válidos. Fernando Haddad (PT) tem 44,30% dos votos válidos. Até então, foram 51.945.420 votos para o candidato do PSL e 41.319.261 para o petista. Ainda faltam 11,56% das urnas para serem totalizadas.

 

Candidato do PSD, João Doria derrota Márcio França e é eleito governador de São Paulo

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Doria derrotou Márcio França, do PSB. Foto:; Reprodução

João Doria, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), foi eleito governador do Estado de São Paulo neste domingo, 28. Com 98% das urnas apuradas, Doria tem 51,77% dos votos. Seu concorrente, Márcio França, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), está com 48,23% dos votos. No primeiro turno, Doria teve 6.431.555 votos (31,77%), enquanto França teve 4.385.998 (21,53%). Doria iniciou sua carreira política em 1983 como secretário de turismo em São Paulo. Em 1986, assumiu o cargo de presidente da Embratur e do Conselho Nacional de Turismo na gestão de José Sarney e foi eleito prefeito de São Paulo em 2016 pelo PSDB. Para concorrer nas eleições para governador, teve de renunciar ao cargo ainda no segundo ano de mandato, deixando a posição com seu vice, Bruno Covas.

Fernando Haddad diz que não há nenhuma ”decepção” e evita falar sobre Ciro Gomes

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Fernando Haddad vota acompanhado da esposa. Foto: AFP

O candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) se disse confiante em um ”grande resultado” neste domingo da eleição. Ao chegar para um café da manhã com aliados em hotel na capital paulista, o petista disse que não há nenhuma ”decepção” por não ter conseguido apoios de votos declarados de Ciro Gomes (PDT) e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). ”Não há nenhuma decepção, eu festejo os apoios que foram declarados”, declarou Haddad ao ser perguntado sobre FHC e Ciro. Quando questionado especificamente sobre Ciro, o petista não fez nenhum comentário direto sobre o vídeo feito pelo pedetista ontem. ”Vamos olhar para os brasileiros que neste momento da vida nacional tiveram uma postura de honradez e defenderam a democracia”, disse. Do hotel, Haddad segue para votar em uma escola em Moema, na zona Sul de São Paulo. O petista deve passar o dia em casa com familiares e voltar ao hotel para acompanhar a apuração dos resultados.

Bolsonaro vota em escola municipal do Rio de Janeiro sob forte esquema de segurança

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Jair Bolsonaro vota na zona norte do Rio. Foto: Estadão

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) votou na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, em Marechal Hermes, zona norte do Rio, por volta das 9h20. O comboio com batedores da Polícia Militar e agentes da Polícia Federal entrou pelos fundos da escola, despistando jornalistas. Depois de votar, o candidato fez uma breve aparição na frente do local e acenou para apoiadores que esperavam desde cedo por sua chegada, gerando correria e breve tumulto. Ele não deu declarações. Desde que a seção foi aberta, soldados da Polícia do Exército revistavam todas as pessoas que chegavam para votar. A revista era feita inclusive em crianças e com auxílio de um detector de metais. Ao mesmo tempo, policiais federais faziam varredura nas áreas interna e externa da escola.

Eleições 2018: Eleitor que não votou no primeiro turno pode votar no segundo turno

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Os eleitores vão às urnas neste domingo (28) para votar no segundo turno das eleições. No dia 7 deste mês, foi realizado o primeiro turno. E quem não votou no primeiro, pode votar no segundo turno? Sim, pode. O eleitor poderá votar no segundo turno desde que esteja em situação regular com a Justiça Eleitoral, com título eleitor ativo. Se o título estiver cancelado ou suspenso, o eleitor não pode votar. De acordo com a Justiça Eleitoral, cada turno de votação é considerado como uma eleição independente. Por isso, se o eleitor não compareceu em um turno, não fica impedido de votar no outro.

Justificativa

O eleitor que não votou no primeiro turno é obrigado a justificar a ausência. O prazo é de 60 dias após cada turno. Desta forma, se o eleitor não justificou a ausência do primeiro turno até o dia 28, não fica impossibilitado de votar neste domingo, poderá votar. A regra da justificativa vale também para quem não comparecer neste domingo (28).  Para justificar, basta preencher o formulário de justificativa eleitoral pela internet ou entregá-lo pessoalmente em qualquer cartório eleitoral. Há também a possibilidade de enviar o formulário pelo correio para o juiz eleitoral da zona eleitoral.  Além do formulário, o eleitor deve anexar documentos que comprovem o motivo que o impediu de comparecer no dia do pleito. Pela internet, o eleitor pode justificar a ausência utilizando o ”Sistema Justifica” nas páginas do TSE ou dos tribunais regionais. No formulário online, o eleitor deve informar seus dados pessoais, declarar o motivo da ausência e anexar comprovante do impedimento para votar. O requerimento de justificativa gerará um código de protocolo que permite ao eleitor acompanhar o processo até a decisão do juiz eleitoral. A justificativa aceita será registrada no histórico do eleitor junto ao Cadastro Eleitoral.

Multa

Para regularizar sua situação eleitoral, o cidadão terá de pagar uma multa R$ 3,61 por votação não comparecida. O Tribunal Superior Eleitoral explica que a não regularização da situação com a Justiça Eleitoral pode resultar em sanções, como impedimento para obter passaporte ou carteira de identidade para receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público.

A não justificativa também pode impedir que o eleitor participe de concorrência ou administrativa da União, dos estados, Distrito Federal e municípios, além de ficar impedido de se inscrever em concurso público ou tomar posse em cargo e função pública.

Saiba o que pode e o que não pode no dia da eleição

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Os eleitores irão às urnas neste domingo (28) em todo o país para escolher o futuro presidente. Pela Lei Eleitoral, os eleitores precisam respeitar algumas regras nos locais e no dia da votação.

Uso de bandeiras e camisetas do candidato

O eleitor pode demonstrar a preferência por um candidato, desde que seja de maneira individual e silenciosa. São permitidas bandeiras sem mastro, broches ou adesivos no local de votação. Uso de camisetas foi liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O eleitor poderá usar a camiseta com nome de seu candidato preferido, sem fazer propaganda eleitoral a favor dele. A camiseta não pode ser distribuída pelo candidato.

Cola eleitoral

O eleitor pode levar, em papel, os números dos candidatos anotados. A cola eleitoral (imprima aqui) é permitida e recomendada pela Justiça Eleitoral. Em 13 estados e no Distrito Federal, além de presidente, os eleitores vão escolher governadores. Em 19 municípios, os eleitores vão votar para governador, presidente e prefeito. Não é permitida a “cola” em celular na hora de votar.

Uso de celular e tirar selfie

Na cabine de votação, celulares, máquina fotográficas, filmadoras ou outro dispositivo eletrônico não são permitidos. Os equipamentos podem corromper o sigilo do voto, ou seja, não pode tirar selfie na hora da votação ou tirar foto do voto. O eleitor que baixou o e-Título vai apresentá-lo ao mesário e depositará o celular em uma mesa enquanto estiver na cabine de votação. Ao final, o aparelho será devolvido pelo mesário.

Acompanhante

O eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida poderá contar com o auxílio de pessoa de sua confiança na hora de votar, mesmo que não tenha feito o pedido antecipadamente ao juiz eleitoral.

Alto-falante e carreatas

Uso de alto-falantes, caixas de som, comícios e carreatas são proibidos.

Boca de urna

Tentar convencer um eleitor a votar ou não em um candidato é proibido. A propaganda de boca de urna também não é permitida. São consideradas boca de urna, por exemplo, a distribuição de panfletos e santinhos de candidatos, a aglomeração de pessoas usando roupas uniformizadas ou manifestações nas proximidades das zonas eleitorais.

Bebida alcoólica

A legislação eleitoral proíbe a venda de bebida alcoólica das 6h até as 18h no dia da eleição. No entanto, cabe a juízes e às Secretarias de Segurança Pública de cada unidade da Federação decidirem sobre a proibição da venda e do consumo nos estados ou até em cidades.

Cantoras Maria Bethânia e Mart’nália declaram apoio a Haddad no segundo turno

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Bethânia e Mart’nália se manifestam politicamente. Foto: Instagram

As cantoras Maria Bethânia e Mart’nália anunciaram apoio ao candidato Fernando Haddad (PT) neste segundo turno. Foto das cantoras juntas, e outras de Bethânia sozinha, estão circulando nas redes sociais e foram repostadas por diversas personalidades, inclusive por Fernando Haddad e Manuela d’Ávila. Em seu perfil no Instagram, o petista agradeceu: “estamos juntos, Maria Bethânia e Mart’nália. Beijo grande!”.

Ciro Gomes quebra silêncio e grava vídeo declarando que não tomará lado no 2º turno

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Ciro não declara voto em Fernando Haddad. Foto: Instagram

Chegou ao fim o silêncio de Ciro Gomes (PDT), candidato derrotado no primeiro turno das eleições deste ano. Em vídeo compartilhado em suas redes sociais, o pedetista declarou que não vai apoiar nenhum dos candidatos que disputam o segundo turno, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). ”Claro que todo mundo preferiria que eu tomasse um lado e participasse da campanha, mas eu não quero fazer isso. Por uma razão muito prática: se eu não posso ajudar, atrapalhar é que eu não quero”, disse. Ainda no vídeo, Ciro pediu que a população vote em favor da democracia e contra a intolerância, completando que ”ninguém está obrigado a votar contra convicções e ideologias.” ”Por agora eu só queria dizer que estou muito agradecido e cumprindo a obrigação que minha consciência me aponta. A necessidade de preservar um caminho em que a população brasileira amanhã possa ter uma referência para enfrentar os dias terríveis que estão se aproximando”, finalizou. Uma declaração pública de apoio a candidatura do candidato do PT era esperada desde o dia 7 de outubro, após o resultado do primeiro turno. O PDT afirmou que não participaria da campanha, mas chegou a declarar ”apoio crítico” a Fernando Haddad.

Bolsonaro critica posicionamento de Joaquim Barbosa; ex-ministro rebate o candidato do PSL

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Jair se pronuncia através da rede social. Foto: Reprodução

Rival de Fernando de Haddad (PT) nesta eleição presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) criticou o posicionamento do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, por ter declarado voto no petista. O capitão costuma usar o nome do ex-ministro em sua campanha. ”Já está na história que ele mesmo disse que só Bolsonaro não foi comprado pelo PT no esquema de corrupção conhecido como Mensalão, que feria gravemente a democracia do nosso país anulando o Poder Legislativo”, publicou o capitão em seu perfil no Twitter. Durante o período eleitoral, Bolsonaro tem usado essa observação feita por Barbosa ao dizer que somente ele votou contra a orientação do PTB, seu partido na época.

Em resposta, o ex-ministro ressaltou que a Ação Penal 470, relativa à sua observação, se referia a líderes e presidentes de partidos — o presidente do PTB, Roberto Jefferson, foi condenado nesse processo. “Bolsonaro não era líder nem presidente de partido. Ele não fazia parte do processo do Mensalão. Só se julga quem é parte no processo. Portanto, eu jamais poderia tê-lo absolvido ou exonerado. Ou julgado. É falso, portanto, o que ele vem dizendo por aí”, afirmou.

O magistrado acrescenta que decidiu esclarecer a situação porque a “manipulação” feita com seu nome “foi reiterada” pela campanha de Bolsonaro. Mais cedo, o ex-ministro disse que pela primeira vez tem medo da eleição de um candidato. Neste contexto, ele decidiu votar em Haddad, do PT.

 

Campanha de Jair Bolsonaro quer acompanhar apuração dos votos na sala-cofre do TSE

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Bolsonaro disputa o 2º turno com Haddad. Foto: Estadão

A coligação de apoio à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) entrou nesta sexta-feira (26) com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo que cinco representantes das campanhas de cada um dos dois candidatos possam acompanhar a apuração de votos na sala-cofre do tribunal. “Estamos em busca de um direito constitucional: a transparência dos atos públicos. Fizemos isso de forma democrática e ampla”, explicou o articulador político de Bolsonaro, deputado Onyx Lorenzoni (DEM). Segundo ele, o pedido só foi feito às vésperas do segundo turno porque a equipe estudava maneiras de garantir a credibilidade do sistema eletrônico, “que não é usado em nenhum lugar com democracia consolidada”, afirmou. Caso a ministra Rosa Weber negue o pedido, Lorenzoni adiantou que tentará uma liminar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a presença na sala-cofre, onde geralmente a contagem é monitorada apenas por técnicos da casa.

Haddad agradece apoio de Barbosa e lamenta que ”outros não tenham coragem” de apoiá-lo

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Haddad faz caminhada na favela de Heliópolis. Foto: Divulgação

Em seu último ato de campanha antes da eleição o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, comemorou o apoio recebido do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa. Sem citar nominalmente Ciro Gomes (PDT), Haddad lamentou que outros “democratas” não tenham tido a mesma “coragem”. “O apoio do Joaquim Barbosa é muito significativo. Ele tem uma representação muito forte e representa valores dos quais eu compartilho”, disse Haddad antes de fazer uma caminhada pela favela de Heliópolis, em São Paulo. Barbosa foi o algoz de petistas como José Dirceu e José Genoíno no julgamento do mensalão. No início a campanha pelo segundo turno, Haddad visitou em Brasília o ex ministro, que é filiado ao PSB. O encontro alimentou rumores de que Barbosa poderia ser seu ministro da Justiça. O petista enumerou nomes de outros partidos de quem recebeu apoio como o tucano Alberto Goldmann e Jarbas Vasconcelos (MDB). “Já convidei todos os democratas a estarem comigo porque sinto que o (Jair) Bolsonaro é um risco institucional. O que o Joaquim Barbosa falou é o que todo mundo sabe e alguns tem medo de falar. Nem todo mundo tem coragem de admitir o risco que ele realmente representa para o país “, afirmou. Questionado sobre Ciro, que chegou ontem da Europa mas se manteve calado, Haddad tentou evitar o assunto. “Quero falar de quem fez manifestação até sabado”.

Ex-presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa declara apoio a Fernando Haddad para presidente

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”votarei em Fernando Haddad”, diz Barbosa. Foto: Divulgação

O ministro aposentado Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou apoio ao candidato a presidente Fernando Haddad (PT). A declaração foi feita através de sua conta no Twitter. O ministro foi um dos relatores do mensalão, em 2012, que condenou diversos políticos do partido. Na publicação, Barbosa afirma: ”Votar é fazer uma escolha racional. Eu, por exemplo, sopesei os aspectos positivos e os negativos dos dois candidatos que restam na disputa. Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad”. A última postagem do ministro foi em maio deste ano, quando afirmou que não sairia candidato a presidente neste ano.

Antipetista, cartunista Ziraldo declara apoio a Fernando Haddad para presidente

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Cartunista Ziraldo diz que vota em Haddad. Foto: Reprodução

O cartunista Ziraldo declarou apoio ao candidato a presidente Fernando Haddad (PT) nesta sexta-feira (26). O vídeo circulou nas redes sociais nesta sexta e foi compartilhada pela candidata vice, Manuela D’Ávila. O cartunista sempre se manifestou contrário ao Partido dos Trabalhadores. O desenhista aparece bem debilitado na gravação e diz ”vamos todo mundo votar no Haddad porque é garantia, um beijão”. Ziraldo, de 86 anos, sofreu um AVC hemorrágico no fim de setembro. No último dia 23, recebeu alta do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio, onde estava internado desde o acidente.