Michel Temer faz apelo a prefeitos para que apoiem a polêmica reforma da Previdência

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Temer apela a prefeitos por apoio a reforma. Foto: Marcos Corrêa

O presidente Michel Temer fez um apelo nesta quarta-feira (13) aos prefeitos para que ajudem no convencimento da sociedade e dos parlamentares sobre a aprovação da reforma da Previdência. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Temer destacou que ainda há muita desinformação sobre a proposta e os parlamentares ”precisam saber que têm o apoio da população e dos prefeitos”. ”Quem está no Legislativo deve ecoar a vontade da sociedade. (…)Para o tópico da Previdência é preciso mobilizar a consciência nacional para que os deputados possam ecoar essa postulação na votação da Câmara e do Senado Federal. Em primeiro lugar, para que este eco se dê nestas casas legislativas, é preciso esclarecer o que é hoje a reforma da Previdência. Ela não prejudica praticamente ninguém, trabalhador rural está fora, Benefício de Prestação Continuada está fora”, disse Temer. O presidente ressaltou que os deputados e senadores costumam ser muito próximos dos prefeitos, que demandam acesso às emendas e benefícios por meio da atuação dos parlamentares. E alertou que a reforma pode beneficiar muito mais aos municípios que precisam aumentar a economia em seus orçamentos. Temer alertou que se a reforma não for aprovada agora, terá que ser feita de forma mais radical no futuro, para evitar corte nos vencimentos de aposentados, como ocorreu em alguns países da Europa. ”Nós estamos fazendo uma reforma agora que evita um desastre ali na frente. (….) Agora estamos tomando [a cautela] de fazer um reforma mediana, razoável, para que isso não venha acontecer em brevíssimo tempo. Se não fizermos a reforma da Previdência agora daqui a dois, três, não tenham ilusão nenhuma, vai ter que fazê-la de uma forma mais radicalizada”, alertou. Temer recebeu hoje (13) no Palácio do Planalto representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Associações e Federações Estaduais e prefeitos para tratar da reforma da Previdência. Os gestores levaram também ao presidente demandas consideradas prioritárias para os municípios, problemas relacionados aos programas federais executados pelas prefeituras e liberação de apoio financeiro. Michel Temer reiterou que seu governo respeita o diálogo federativo e vai continuar ajudando os municípios. Ele destacou que em um ano meio seu governo teve ousadia para repactuar as dívidas dos estados e empreender projetos importantes como o teto de gastos e as reformas do ensino nédio e trabalhista. Em novembro, a Presidência anunciou a liberação de R$ 2 bilhões para auxiliar alguns municípios a fechar o balanço deste ano. Os gestores esperam que os recursos possam ser liberados ainda em dezembro. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, fez um apelo aos prefeitos para que apoiem a reforma, pois as mudanças na estrutura da Previdência Social podem contribuir para diminuir o deficit das prefeituras e o impacto das folhas de pagamento no orçamento do município. As informações são da Agência Brasil

Presidente Michel Temer pede ajuda de empresários para angariar votos a favor da reforma

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O presidente Michel Temer continua trabalhando pela aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, prevista para ir a votação na semana que vem. Ele reuniu dezenas de empresários no Palácio do Planalto na tarde de ontem (12) para pedir apoio na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16. Em seu discurso de abertura da reunião, o presidente pediu para os mais de 150 empresários presentes ligarem para parlamentares e os convencerem a aprovar a reforma. ”Vim aqui pedir aos senhores para ligar para o seu deputado, seu senador, dizer que o setor produtivo precisa disso. Há uma consciência hoje de que é necessário, é possível e não traz prejuízo para ninguém”, disse. Também presente na reunião, o relator da reforma da Previdência na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA), reforçou o pedido: ”Façam um apelo aos seus deputados para que tenhamos um crescimento de 3,5% [do PIB], que é o que a reforma da Previdência vai nos proporcionar”. No encontro, que durou cerca de duas horas, o presidente disse ainda que não será uma derrota para o governo se a pauta ficar para o ano que vem, mas enfatizou que “não há momento melhor”. Segundo ele, “toda a imprensa” está apoiando a reforma e a população está começando a entender a necessidade de aprovar as mudanças. Temer levou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para discursar aos empresários. Meirelles voltou a alertar que, sem a reforma, 80% do orçamento da União ficará comprometido com gastos da Previdência em dez anos. O ministro afirmou ainda que os números positivos vistos atualmente no país, como redução da inflação e dos juros, só é possível com políticas de equilíbrio fiscal, como a reforma da Previdência.

Apoio

Os empresários presentes na reunião se mostraram aliados do governo na pauta. Todas as manifestações dos presentes foram favoráveis à reforma. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Carlos Megale, trouxe o apoio do setor automotivo. “Temos que avançar, gerando empregos de qualidade. E, para isso, precisa ter essa previsibilidade. Isso vem quando a economia se estabiliza e a reforma da Previdência é fundamental”. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, veio ao Planalto trazer seu apoio à reforma. Ele afirmou que é possível conversar com os deputados, “republicanamente, à luz do dia” para convencê-los a aprovar a matéria. O texto da reforma precisa do apoio de pelo menos 308 votos, em dois turnos, para ser aprovado.

Urgência na votação

O governo havia manifestado preferência pelo início, na próxima quinta-feira (14), das discussões no plenário da Câmara e pela votação da reforma na semana que vem. Hoje pela manhã, o presidente mencionou a possibilidade de votá-la apenas em 2018 mas, em uma solenidade horas depois, reforçou o desejo de ver a matéria votada ainda este ano. Em conversa com jornalistas ao final da reunião, Arthur Maia foi cauteloso sobre as chances de votar a reforma ainda em 2017. Ele acredita que o governo não tem “margem de segurança” para garantir a aprovação. “Eu acho que a gente ainda não tem a margem de segurança que eu gostaria de ter em um tema como esse. Podemos até aprovar, mas é uma condição de risco”, disse. Segundo o deputado, são maiores as chances de votar a reforma no ano que vem. “Até acho que hoje, conversando com as pessoas que vão tomar essa decisão, eu julgo que, majoritariamente, há possibilidade maior de deixarmos para o ano que vem, mas não acho que isso seja decisão tomada”, afirmou.

Presidente Temer admite que se não tiver votos, reforma da Previdência ficará para fevereiro

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Temer encontra dificuldades com a Reforma. Foto: Alan Santos

O presidente Michel Temer disse hoje (12) que se houver os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência, o texto será votado na próxima semana, na Câmara dos Deputados. Caso não haja garantia de votos para a aprovação, a votação ficará para 2018. Segundo Temer, o início das discussões sobre a reforma será na quinta-feira (14) e vai ajudar a esclarecer dúvidas que ainda persistem. ”Vamos esperar a discussão. A discussão vai sendo esclarecedora e depois, entre quinta-feira [14] – foi o que o presidente Rodrigo [Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados] estabeleceu e concordamos –, segunda e terça, se verifica. Se tiver os 308 votos, vai a voto agora, caso contrário, se espera em torno de fevereiro e marca-se data em fevereiro”, disse Temer, em entrevista a jornalistas, após almoço oferecido ao presidente da Macedônia, Gjorge Ivanov. Temer reafirmou que a reforma vai favorecer as pessoas mais pobres. ”Trabalhadores rurais estão fora, idosos, que chegando aos 65 anos, têm direito ao salário-mínimo, os deficientes estão fora. Reduzimos o tempo de contribuição de 35 para 15 anos, facilitando para os mais pobres”, disse. Questionado sobre o apoio do PSDB à reforma da Previdência, Temer disse que essa é uma questão do partido e que ”todos lá parecem que estão trabalhando para o fechamento de questão”. Para ser aprovado, o texto da reforma precisa de pelo menos 308 votos favoráveis entre os 513 deputados. O resultado majoritário de dois terços do plenário necessita se repetir em dois turnos. Com informações da Agência Brasil

”Se denunciaram Aloysio por 500 mil, eu tô f*”, teria dito o deputado Lúcio Vieira Lima

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Lúcio teme denúncia contra Aloysio. Foto: Agência Câmara

Numa conversa recente, logo após a Procuradoria-Geral da República denunciar Aloysio Nunes por suspeita de ter recebido R$ 500 mil da Odebrecht, o deputado federal baiano Lúcio Vieira Lima (PMDB) teria feito a seguinte análise, segundo a coluna Radar, da revista Veja: ”Se denunciaram o Aloysio por causa quinhentos mil, então eu tô f*%$@o”. Lúcio pode virar réu na Lava Jato após a Polícia Federal ter encontrado R$51 milhões dentro de um apartamento na Graça, em Salvador, atribuídos a seu irmão Geddel Vieira Lima (PMDB).

Editada Medida Provisória que amplia prazo para setor de informática regularizar dívidas

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O governo enviou ao Congresso Nacional a Medida Provisória 810, que estende o prazo para que empresas de informática possam enquadrar investimentos realizados em pesquisa e desenvolvimento e receber benefícios tributários. Publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, 11, a medida foi assinada pelo presidente Michel Temer em evento promovido pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), em São Paulo (SP). O texto aumenta de três para 48 meses o prazo para as empresas que tiveram isenções ou reduções de impostos sobre bens de informática e automação possam realocar os recursos devidos. A Lei da Informática permite a isenção ou redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens de informática e automação, desde que as empresas investissem, no mínimo, 5% de seu faturamento bruto no mercado interno em atividades de pesquisa e desenvolvimento. A União, no entanto, não fiscalizou a contrapartida dos benefícios nos últimos doze anos. Quando finalmente o fez, neste ano, rejeitou 75,5% dos valores investidos na Zona Franca de Manaus e 60% no restante do País. Além do alongamento do prazo para que os recursos devidos sejam investidos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), a MP também permite que as empresas contratem auditorias independentes para analisar as contas das empresas. Antes, a análise cabia ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Ele também pretende “desburocratizar, simplificar e modernizar” a Lei. Segundo as contas do próprio governo, 600 empresas que se beneficiam da Lei de Informática atualmente, o que se traduz em um benefício de R$ 5 bilhões anualmente. Desses, são reinvestidos cerca de R$ 1,5 bilhão por ano em pesquisa.

Ministro Antonio Imbassahy pede para sair do governo, e o presidente Temer aceita

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Antonio Imbassahy pediu demissão do cargo. Foto: Naiara Pontes

O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, pediu demissão do cargo nesta sexta-feira (8). Ele entregou sua carta de exoneração em que afirma ter sido ”uma honra” fazer parte do governo de Temer e disse ter ”trabalhado com foco para manter a estabilidade política do país”. Imbassahy é deputado federal do PSDB e havia se licenciado do mandato para ocupar o cargo no governo. Ele não explicou o motivo da saída, apenas citou ”novas circunstâncias no horizonte”. ”Agora, senhor presidente, novas circunstâncias se impõem no horizonte. Agradeço ao meu partido, o PSDB, que entendeu que, após tarbalhar pelo impeachment [da ex-presidente Dilma Rousseff], e por coerência com a sua história, não poderia se omitir nesse processo de recuperação do país”, disse, na carta. O nome do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) já circula no Palácio do Planalto como provável substituto na Secretaria de Governo. A escolha, no entanto, ainda não é oficial. Marun tem sido um dos principais articuladores de Temer na Câmara dos Deputados. Imbassahy também cita na carta a reforma da Previdência, afirmando que o governo precisa do apoio do Congresso para avançar no tema. Com sua saída do governo, ele retoma sua vaga na Câmara dos Deputados. O presidente Michel Temer aceitou o pedido do agora ex-ministro. Em carta de resposta ao pedido de exoneração, Temer afirma que é grato pelo que Imbassahy fez pelo governo e pelo país. O presidente também ressalta que o ministro foi fundamental para ajudar o governo a atravessar ”momentos delicados”. Temer destaca a amizade que tem com ele e afirma que O tucano continuará a defender os interesses do país no Congresso. ”Sou-lhe grato. Pelo que fez pelo nosso governo e pelo país. Os momentos difíceis a que você alude na carta foram enfrentados todos por mim, mas com seu apoio permanente. […] O meu prazer por tê-lo tido como companheiro de jornada foi duplo: primeiro, pelas razões a que já aludi, mas em segundo lugar, e não menos importante, pela amizade fraternal que surgiu ao longo desse fértil período de convivência. […] Sei que, no Parlamento, continuará a defender os interesses do Brasil”, respondeu o presidente. As informações são da Agência Brasil

Procuradoria acusa deputado baiano de pagar empregada doméstica com dinheiro público

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João Carlos Bacelar acusado de peculato. Foto: Agência Câmara

A Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (6), denúncia contra o deputado federal baiano João Carlos Bacelar (PR), o Jonga Bacelar. De acordo com o Estadão, Jonga é acusado de usar recursos públicos para pagar os salários de uma empregada doméstica, peculato. Também foi denunciada uma ex-secretária parlamentar que, de acordo com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, atuou como sócia do deputado federal. No caso de João Carlos Bacelar, a denúncia de Raquel contém provas segundo as quais, desde o primeiro mandato, em 2007, ”ele usava recursos públicos para pagar os salários da empregada doméstica Maria do Carmo Nascimento e da secretária Norma Suely Ventura da Silva que trabalhavam, respectivamente, na casa e na empresa da família do parlamentar, em Salvador”. Na denúncia, a Procuradoria pede a condenação do deputado à perda da função pública, além da reparação do dano. O pedido é para que, solidariamente, o parlamentar e Norma devolvam à Câmara o valor do peculato, com correções monetárisa e de juros de mora.

Tiririca faz primeiro discurso na Câmara para dizer que está abandonando a vida pública

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Tiririca discursa na Câmara. Vinícius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado federal Tiririca (PR-SP) subiu à tribuna da Câmara nesta quarta-feira (6) para fazer um discurso no qual disse estar com ”vergonha” da política e, por isso, está ”abandonando a vida pública”. No discurso, o deputado não esclareceu se a afirmação significa que ele renunciará ou que deixará de disputar eleições. Procurada, a assessoria de Tiririca informou que ele não pretende mais se candidatar. Tiririca foi o segundo deputado mais votado no país em 2014, com mais de um milhão de votos. ”Subo nesta tribuna pela primeira vez e pela última vez, não por morte, [mas] porque estou abandonando a vida pública”, disse. O deputado também acrescentou: ”É triste e o que vi nesses sete anos, saio totalmente com vergonha, não vou generalizar, não são todos, tem gente boa como em qualquer profissão”. Este foi o primeiro discurso de Tiririca desde que ele foi eleito pela primeira vez, em 2010. Tiririca ressaltou ainda ser, segundo ele, um dos deputados mais assíduos na Câmara. No discurso, ele afirmou não ter feito ”muita coisa”, mas atribuiu isso à ”mecânica louca” do Congresso Nacional. ”Estou saindo triste para caramba, estou muito chateado, muito chateado mesmo com a nossa política, com o nosso parlamento. Eu, como artista popular que sou e político que estou, estou bem chateado. Não com os meus sete anos aqui na política. Não fiz muita coisa, mas, pelo menos, fiz o que sou pago para fazer, estar aqui e votar de acordo com o povo”, declarou. A um plenário esvaziado, com poucos deputados presentes, Tiririca disse ter sofrido preconceito no período em que esteve na Câmara. Na opinião dele, esse preconceito aconteceu por ele ser ”humilde, do povo”.

Após absolver Lula, TSE também rejeita multar Bolsonaro por campanha antecipada

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Gilmar Mendes votou por multa a Bolsonaro. Divulgação/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu hoje (5) rejeitar representação do Ministério Público Eleitoral (MPE) para multar o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por suposta propaganda eleitoral antecipada. Pouco antes, o TSE também negou pedido para multar o ex-presidente Luiz Inácio da Silva por suposta propaganda eleitoral antecipada, em outra representação do MPE, desta vez por um vídeo, publicado em junho, que mostra o ex-presidente fazendo exercícios físicos e uma música ao fundo chamada ”estou voltando”. Na representação contra Bolsonaro, o MPE pediu a aplicação de multa pela veiculação de um vídeo na internet no qual o deputado é recepcionado por apoiadores ao chegar em aeroportos, fazendo menção à sua candidatura às eleições presidenciais de 2018. Por maioria, a Corte seguiu voto proferido pelo relator, ministro Admar Gonzaga. O ministro entendeu que não há ilegalidade na veiculação de um vídeo. Para o ministro, a propaganda eleitoral antecipada estaria caracterizada somente com pedido explícito de voto, fato que não ocorreu nas imagens. O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Tarcísio Veira, Jorge Mussi, Luiz Fux e Napoleão Maia. Gilmar Mendes e Rosa Weber votaram pela aplicação de multa por entenderem que houve a propagada antecipada. As informações são da Agência Brasil

 

Deputado confirma que o PMDB fechou questão a favor da reforma da Previdência

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 Baleia Rossi (SP) anuncia apoio a reforma. Foto: Divulgação

Após discussões, a bancada do PMDB decidiu fechar questão a favor da reforma da Previdência. O deputado Baleia Rossi (SP), líder do partido na Câmara, confirmou ao Blog do Camarotti que já existe “maioria segura” dentro da sigla. Maior bancada no Congresso, o PMDB vinha sendo pressionado por outras legendas, que impuseram a condição de fechar questão sobre a matéria apenas após um posicionamento do partido do presidente Michel Temer. Portanto, essa atitude pode finalmente viabilizar a votação, antes prevista para acontecer nesta terça-feira (5). De acordo com a publicação, o próximo passo de Baleia é contatar o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), para fechar questão com a executiva nacional. Assim, deputados que votarem contra a orientação do partido poderão ser punidos com a expulsão da sigla.

Reforma da Previdência não deve ficar para o próximo presidente, diz Henrique Meirelles

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Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Foto: Gustavo Raniere

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu hoje (4) que a reforma da Previdência seja aprovada ainda durante o governo do presidente Michel Temer, para que o próximo presidente não inicie o mandato com esse ”enorme desafio”. Meirelles ministrou palestra na Fundação Getúlio Vargas, no seminário Reavaliação do Risco Brasil, e disse a jornalistas, ao fim do evento, que a reforma deve ser aprovada no final do ano ou no início da próxima legislatura. ”É importante que o próximo presidente não tenha que assumir tendo esse enorme desafio pela frente”, afirmou. Meirelles avaliou como ”completamente positivas” as reuniões feitas ontem pelo governo com partidos da base aliada, para tratar da votação da reforma no plenário da Câmara dos Deputados. ”Houve, não só no almoço, mas também no jantar, um comprometimento muito grande de todos os partidos da base e das lideranças com a reforma”. O ministro evitou prever se a votação da reforma na Câmara dos Deputados ocorrerá neste ou no ano que vem. Entretanto, disse acreditar que ainda é possível realizá-la em 2017. Meirelles afirmou que essa é uma análise que deve ser feita pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e pelo presidente da República. ”Isso compete a uma coordenação, em última análise, do presidente da Câmara e do presidente da república, fazendo essa avaliação de qual é o momento certo de pautar”, disse ele, que acrescentou: ”Isso é uma decisão do Congresso Nacional. Não me compete definir limites”. Em resposta a jornalistas, o ministro da Fazenda comentou sobre a possibilidade de se candidatar à Presidência da República em 2018. Ele afirmou que tomará essa decisão apenas em março do ano que vem. ”Preciso ter foco total no meu trabalho como ministro da Fazenda no momento. Não é o momento de estar em campanha ou com preocupações de outra ordem. Para o país, isso é o mais importante”. O ministro defendeu que o candidato que represente os partidos da base aliada do governo deve ser um nome comprometido com a agenda de reformas iniciada em 2016. ”É muito importante que o candidato escolhido por todos os partidos da base seja comprometido com essa política econômica e com todas as reformas em todas as áreas, ensino médio, trabalhista, etc”. As informações são da Agência Brasil

Na rede social, Temer comemora aumento de 0,1% do PIB e diz que Brasil vai fechar o ano ”no positivo”

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Temer fala sobre aumento do PIB. Foto: Marcos Corrêa

Em vídeo divulgado nas redes sociais, nesta sexta-feira (1º), o presidente Michel Temer comentou sobre o crescimento de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta sexta-feira, e afirmou que o Brasil vai fechar 2017 ”no positivo”. ”Os números mostram que recuperamos os investimentos. É o primeiro resultado positivo depois de mais de três anos. E por que isto é importante? Porque quando os empresários investem, a economia aquece e surgem os empregos. Vamos fechar 2017 no positivo, deixando para trás a recessão. É uma grande vitória”, disse. Temer também afirmou que o crescimento da economia e a queda da inflação e dos juros são reflexos das reformas feitas em seu governo. Na oportunidade, ele voltou a defender a aprovação da reforma da Previdência. ”É uma reforma para o povo porque combate privilégios e mantém os direitos de quem já se aposentou ou mesmo de quem já tem condições para aposentar-se. Não muda nada para o trabalhador rural, nem para os mais pobres, nem para os que dependem da assistência social”, afirmou. Para que a reforma previdenciária seja aprovada é preciso o voto de pelo menos 308 deputados.”Trabalho para convencer os companheiros do Congresso Nacional, que muito tem auxiliado o governo, a votar essa matéria pelo bem de todos”, completou.

Universitário de Jaguaquara adere ao Programa Estágio-Visita e vai ao Congresso Nacional

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Cacá Leão recebe Caio Almeida dos Santos. Foto: Divulgação

O estudante universitário jaguaquarense Caio Almeida dos Santos aderiu ao Programa Estágio-Visita, que é destinado a universitários e tem a duração de cinco dias e permite que os participantes possam, de forma intensiva, participar de atividades que propiciem o conhecimento teórico e prático sobre o Poder Legislativo Brasileiro, em especial, sobre a Câmara dos Deputados, em Brasília. Nesse sentido, o universitário conhece o cotidiano da instituição, o papel do Legislativo, e o trabalho dos Deputados Federais. Caio é oriundo de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, estudante de Gestão Pública da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-UFRB-, em Cachoeira e visita a capital federal desde o início da semana, onde manteve contato com parlamentares nos corredores do Congresso, dentre eles os deputados baianos Cacá Leão (PP) e Bacelar (PODEMOS), que recepcionaram o jaguaquarense em seus respectivos gabinetes. Caio Almeida comemora a oportunidade poder conhecer e acompanhar os trabalhos na Câmara e a sua visita ao Congresso tem sido motivo de orgulho para amigos e familiares, em Jaguaquara, onde o jovem cursou Agroindústria no CEEP PIO XII, além de ser Coordenador local sênior do students for liberty Brasil SFL e administra um grupo social na terra natal onde atualiza aos participantes todos os atos administrativos da gestão municipal e do poder Legislativo, com incentivo à sobre a fiscalização do dinheiro público.

Presidente da Câmara dos deputados quer discutir novo projeto contra tráfico de drogas e armas

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Presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia. Foto: Tânia Rêgo

Ao participar hoje (1º) de debate sobre segurança pública, na Câmara de Comércio Americana, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, informou que, em fevereiro do ano que vem, pretende colocar em pauta o texto que propõe mudanças na legislação dos crimes de tráfico de drogas e de armas. Ele lembrou que o tema já foi discutido com 19 secretários estaduais de Segurança Pública e é tratado por uma comissão de juristas coordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. ”É claro que a política de segurança não será resolvida apenas pela mudança das leis ou da Constituição. Essa modernização das leis, essa mudança que devemos discutir na Constituição – para que fique clara a responsabilidade da União na política de segurança pública – ajuda muito e todos nós na Câmara temos essa responsabilidade”, disse. Ele disse também que o principal problema da segurança pública no país é a falta de financiamento e argumentou que a reforma da Previdência, por exemplo, é necessária para controlar os gastos públicos e permitir investimentos no setor. ”Qual é o principal problema de segurança? Entre outros, é como financiar a segurança pública. Se você não organizar o lado da despesa, não tem como conseguir dinheiro para a segurança pública, ou conseguir mais dinheiro para a educação infantil.” O deputado disse ser ”realista” e afirmou que a proposta de reforma da Previdência ainda está ”muito distante” dos 308 votos necessários para a sua aprovação e que vai continuar defendendo a votação, mesmo se for necessário realizá-la em ano eleitoral. Com informações da Agência Brasil