”Desleal viverá esperando mundo desabar na sua cabeça”, diz texto publicado por Bebianno

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Bebianno avisa que deixará o governo. Foto: Cleverson Oliveira

Após avisar aliados de que deixará o governo de Jair Bolsonaro, o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, publicou na madrugada deste sábado (16) mensagem em rede social dizendo que “a lealdade é um gesto bonito das boas amizades”. ”Uma pessoa leal sempre será leal. Já o desleal, coitado, viverá sempre esperando o mundo desabar na sua cabeça”, diz trecho da íntegra da mensagem, atribuída por ele ao escritor brasileiro Edgard Abbehusen. ”Saímos de qualquer lugar com a cabeça erguida ao carregar no coração a lealdade”, afirma o texto, publicado na conta do ministro no Instagram, em que ele está ao lado do presidente Jair Bolsonaro na foto do perfil. ”Só quem entende o real significado dessa palavra tão forte compreende a importância de praticá-la no seu dia a dia. A lealdade constrói pontes indestrutíveis nas relações humanas”, ressalta. Publicação em rede social do ministro Gustavo Bebianno Reprodução/Instagram Publicação em rede social do ministro Gustavo Bebianno Chamado publicamente de mentiroso pelo presidente Jair Bolsonaro em meio à crise das candidaturas laranjas do PSL reveladas pela Folha de S.Paulo, o ministro não conseguiu respaldo para seguir no cargo, após uma série de negociações que envolveram ministros palacianos nesta sexta-feira (15). Bolsonaro, após se reunir com Bebianno, avisou a ele e a aliados sobre a demissão -e que a saída do ministro poderá ser formalizada na segunda-feira (18), segundo informou a Folha de S.Paulo.

Já Bebianno, que presidiu o PSL durante a campanha vitoriosa de Bolsonaro, também avisou a aliados que deixará o cargo. Abordado pela reportagem no hotel onde mora, em Brasília, disse que não daria declarações. Bebianno tornou-se o centro de uma crise instalada no Palácio do Planalto depois que a Folha de S.Paulo revelou a existência de um esquema candidaturas laranjas do PSL, presidido pelo ministro entre janeiro e outubro de 2018. A temperatura da crise subiu na quarta-feira (13), quando Carlos, o filho que cuida da estratégia digital do presidente, postou no Twitter que o então ministro havia mentido ao jornal O Globo ao dizer que conversara com Bolsonaro três vezes na véspera, negando a turbulência política. Mais tarde, no mesmo dia, Carlos divulgou um áudio no qual o presidente da República se recusa a conversar com Bebianno. Bolsonaro, que seguia para Brasília depois de passar 17 dias internado em São Paulo após cirurgia para reconstruir o trânsito intestinal, endossou a atitude do filho -e o fez publicamente, repostando a acusação de Carlos e dizendo em entrevista à TV Record que não havia conversado com o ministro. Na mesma entrevista à Record, o presidente disse ter determinado a abertura de inquérito da Polícia Federal sobre o esquema de candidaturas laranjas de seu partido e que, se Bebianno estivesse envolvido, ”o destino não pode ser outro a não ser voltar às suas origens”, ou seja, deixar o governo. A gota-d’água para a demissão, segundo integrantes do Planalto, foi o vazamento de diálogos privados entre Bolsonaro e Bebianno, exclusivos da Presidência, ao site O Antagonista e à revista Veja.

Deputado em 2017, Bolsonaro criticou reforma da Previdência com 65 anos: ”Falta de humanidade”

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Jair propõe idade mínima de 65 anos para homens. Foto: Isac Nóbrega

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse em 2017 que ”aprovar uma reforma [da previdência] com 65 anos é, no mínimo, uma falta de humanidade”. Nesta quinta-feira (14), no entanto, o presidente definiu que a nova reforma previdenciária estabelecerá idades mínimas de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. As declarações de 2017 foram dadas em um evento em Teresina (PI) logo após o então presidente Michel Temer (MDB-SP) apresentar o texto da reforma que previa idade mínima de 65 anos para o pedido de aposentadoria.

Presidente Jair Bolsonaro chega a Brasília depois de ter alta hospitalar após 17 dias internado

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Bolsonaro passou 17 dias internado. Foto: Presidência da República

O presidente Jair Bolsonaro chegou na tarde de hoje (13) a Brasília. Os médicos do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde Bolsonaro passou 17 dias internado, recomendaram repouso. Desta forma, nos próximos dias, o presidente irá despachar do Palácio da Alvorada, residência oficial. Bolsonaro será acompanhado pela equipe médica da Presidência, que conta com enfermeiros e fisioterapeutas. O presidente estava internado desde o dia 27 de janeiro, quando passou por uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia e reconstrução do trânsito intestinal. Durante o período de internação, o presidente foi diagnosticado com pneumonia que, de acordo com o último boletim médico, possivelmente decorreu de microaspiração de conteúdo gástrico. Ele recebeu alta na manhã de hoje já com o quadro pulmonar normalizado, sem dor, sem febre, com função intestinal restabelecida e dieta leve por via oral. De acordo com o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, Bolsonaro deve se debruçar sobre o projeto da reforma da Previdência, que deve ser enviado ao Congresso, nos próximos dias.

Senado desarquiva projeto que impede novas possibilidades para realização de aborto

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Senado Federal está renovado. Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Em sua primeira sessão deliberativa, o Senado, renovado pelas eleições de 2018, desarquivou nesta terça-feira (12) uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que proíbe o aborto. Segundo a Folha, defensores da proposta afirmam que os casos em que a interrupção da gestação já está prevista em lei serão preservados, mas as manifestações não convenceram todos os senadores, que acreditam que pode haver retrocesso. O projeto é de 2015, de autoria do ex-senador e pastor Magno Malta (PR-ES), que propõe alterar o artigo 5º da Constituição. Consta no texto atual que ”todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito a vida”. A proposta acrescenta que este direito é garantido ”desde a concepção”. Somente os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Paulo Rocha (PT-PA) manifestaram voto contrário ao desarquivamento. Costa chegou a apresentar um pedido para que o requerimento de desarquivamento fosse retirado de pauta, mas foi derrotado por 61 votos a 8. Durante a sessão, senadores deixaram claro que o desarquivamento é uma medida em resposta ao STF (Supremo Tribunal Federal), que pretende julgar em 22 de maio ação que discute a possibilidade de aborto no caso de gestantes infectadas pelo vírus da zika.

Texto da reforma da polêmica Previdência está pronto e aguarda o presidente Bolsonaro

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O texto-base da reforma da Previdência foi concluído pela equipe de governo e agora aguarda a análise do presidente Jair Bolsonaro, ainda internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Segundo o secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, que esteve hoje (12) reunido com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em Brasília, o presidente dará a palavra final sobre o projeto que será enviado à Câmara dos Deputados. ”Evidente que existem pontos que serão levados à presença do presidente para que ele possa tomar sua posição, possa definir de que forma isso possa chegar à Câmara Federal”, disse Marinho. O secretário informou que o texto foi construído por diversas áreas do governo, além da contribuição de economistas e avaliação do projeto enviado pelo ex-presidente Michel Temer ao Congresso. Ele não antecipou nenhuma regra. Marinho disse que o texto final é “bem diferente” da minuta do projeto que vazou para a imprensa na semana passada. Nessa minuta, o governo proporia idade mínima única de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem no Brasil. Além disso, a minuta de projeto ainda previa um mínimo de 20 anos de contribuição para o trabalhador receber 60% da aposentadoria chegando, de forma escalonada, até o limite de 40 anos, para o recebimento de 100%. Perguntado sobre quando o projeto será apresentado à sociedade, Marinho respondeu que isso vai ocorrer o mais rapidamente possível. “Vamos aguardar que o presidente convalesça, que ele esteja em plena condição de exercício do seu mandato, que eu espero que seja amanhã ou quinta-feira, e, apresentado [o texto] ao presidente, ele vai definir o prazo”, disse o secretário.

Militares

Sobre a inclusão de militares na reforma, mais cedo o senador Major Olímpio, líder do PSL, disse, ao deixar o Ministério da Economia, que os próprios militares apresentaram uma proposta para a Previdência. ”Os próprios comandantes militares, o ministro da Defesa [general Fernando Azevedo] têm se debruçado sobre isso. Os militares que estão fazendo propostas. Tudo vai cair aqui dentro da área técnica, da área econômica. Os militares, que são sempre solução para o nosso país, não são problema, também estão fazendo suas propostas. Vamos ver a viabilidade dessas propostas”, disse.  O senador também esteve reunido com Guedes, no ministério.

Bolsonaro volta a nomear ministro do Turismo, denunciado por esquema de candidaturas

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Marcelo Álvaro reassume ministério. Foto: Gustavo Messina

O presidente Jair Bolsonaro voltou a nomear Marcelo Álvaro Antônio para o cargo de Ministro do Turismo. A decisão foi divulgada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (7), em ato assinado em conjunto com o ministro Sergio Moro (Justiça). Álvaro Antônio foi exonerado nesta quarta (6) da função para tomar posse como deputado federal, cargo para o qual foi eleito em outubro pelo PSL de Minas Gerais. Inicialmente sem explicações, sua saída gerou desconfianças sobre se teria relação com o esquema de candidaturas laranjas em Minas, que direcionou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao gabinete de Álvaro Antônio Câmara, conforme revelou reportagem da Folha desta última segunda-feira (4)

Déficit da previdência e segurança são prioridades para governadores do Nordeste em Brasília

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Governadores se reúnem em Brasília. Foto: Luana Bernardino
A reforma da previdência, em estudo pelo governo federal, também deverá tratar das previdências estaduais, que já apresentam um déficit que pode levar os estados ao colapso. A avaliação é do governador Rui Costa, que participou, nesta quarta-feira (6), em Brasília, da reunião de governadores do Nordeste. Após o encontro, foi elaborada a Carta dos Governadores do Nordeste, dirigida ao presidente Jair Bolsonaro, apontando temas urgentes a serem tratados pela União e Estados junto ao Congresso Nacional. Uma das preocupações, a reforma da previdência foi um dos principais temas abordados, com apresentação das contas públicas. Segundo Rui, outros estados – assim como a Bahia fez em 2015 – já aprovaram a nova previdência, com a inclusão da capitalização das contribuições. Há um passivo previdenciário anterior às reformas, no entanto, que precisa ser tratado no bojo daquela que o governo federal enviará ao Congresso, aponta o governador da Bahia. ”Buscaremos, no debate da previdência, pautar soluções para a previdência dos estados. Uma das questões é a da compensação previdenciária, dinheiro que pertence aos estados e que hoje está nas mãos do governo federal”, disse. Segundo Rui, o montante refere-se a contribuições de pessoas que iniciaram a carreira profissional na iniciativa privada, contribuindo para o INSS, mas se aposentaram no setor público. A Bahia, segundo o governador, tem a receber, a título de compensação, mais de R$ 2 bilhões do governo federal. Acompensação, de acordo com ele, seria uma das medidas para ajudar a sanear o déficit dos estados. Outra medida é o acesso a crédito pelos estados.
Segurança pública
Um dos pontos elencados pelos governadores, na Carta, é a necessidade de o governo federal efetivar as ações, a fim de pôr em prática o cumprimento das regras sobre o Sistema Único de Segurança Pública e sobre o Fundo Nacional de Segurança Pública. Assuntos como a ampliação de penitenciárias federais em todos os estados, o controle das fronteiras internacionais, o combate ao tráfico de armas e ao comércio ilegal de explosivos também foram considerados urgentes e têm impacto real. ”Existe uma lei aprovada, uma lei nacional de segurança pública que não está funcionando. É preciso implementar o sistema unificado de segurança pública”, defendeu Rui. Outra reivindicação do grupo é a necessidade urgente de encaminhar a proposta sobre o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), com a ampliação da participação financeira da União no Fundo. O pacote anticorrupção apresentado na semana passada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, de acordo com Rui, tem o mérito de trazer aquilo que os governadores já vinham solicitando. O governador defende o endurecimento da lei contra crime organizado e o homicídio. ”Infelizmente, a atual legislação prevê que, com um sexto da pena, criminosos presos com fuzis, metralhadoras e escopetas se beneficiem da progressão da pena e sejam postos em liberdade. Isso gera revolta e indignação”.

PGR vai devolver inquérito de Flávio Bolsonaro para a Procuradoria Eleitoral do Rio

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai devolver para a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (PRE-RJ) o inquérito que investiga o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) por falsificação de documento público para fins eleitorais, segundo apurou o Broadcast Político. A avaliação da PGR é a de que o caso não deveria subir para outra instância em virtude do novo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o alcance do foro privilegiado, que só deve ser aplicado para os crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo. A investigação tem relação com as transações imobiliárias de Flávio Bolsonaro antes de ele assumir o cargo de senador. O caso tramitava desde março de 2018 na PRE-RJ e apurava possível crime eleitoral praticado por Flávio Bolsonaro ao declarar imóveis comprados por meio de “negociações relâmpago” ao TSE com valores supostamente abaixo do real. No inquérito, há ainda a citação de que as negociações teriam resultado em aumento do patrimônio do atual senador. Há no inquérito citação à possível lavagem de dinheiro. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse nesta quarta-feira (6) que está analisando o processo, ao ser abordada pela imprensa quando chegou para a sessão plenária do STF. Sem entrar no caso concreto de Flávio Bolsonaro, o ministro Marco Aurélio Mello destacou que a restrição do alcance do foro privilegiado – para crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo – vale inclusive para questões eleitorais. “Penso que o sistema é único e como o órgão máximo (o Supremo) concluiu dessa forma, em uma nova leitura da Constituição, diminuindo a extensão da prerrogativa (do foro privilegiado), os demais tribunais devem observar essa diretriz”, disse Marco Aurélio, que na semana passada rejeitou uma reclamação do senador envolvendo as investigações das movimentações atípicas do ex-assessor Fabrício Queiroz.

Ministro do Turismo exonerado após denúncia, toma posse na Câmara como deputado

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Marcelo Álvaro Antônio (PSL) foi exonerado. Foto: Reprodução

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), que foi exonerado do cargo na manhã desta quarta-feira, 6, tomou posse do mandato de deputado federal por Minas Gerais, no plenário da Câmara dos Deputados. Ele retornará à Pasta do Turismo amanhã. O mesmo ocorreu com os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tereza Cristina (Agricultura) e Osmar Terra (Cidadania). Os três foram exonerados na sexta-feira, 1º, tomaram posse como deputados e participaram da eleição interna e já foram renomeados para a equipe do presidente Jair Bolsonaro. O decreto com o desligamento do ministro do Turismo foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 6, com data da véspera. Antônio, cujo nome de batismo é Marcelo Henrique Teixeira Dias, foi reeleito deputado federal pelo PSL de Minas no ano passado, com a maior votação do Estado: 230.008 votos. O decreto não traz justificativas para a medida, e a gestão Bolsonaro não deu detalhes sobre a exoneração do ministro. Antônio está sob pressão desde segunda-feira, quando uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostrou que ele supostamente participou de um esquema de lançamento de candidatas laranja com o objetivo de desviar recursos eleitorais do Fundo Partidário e beneficiar empresas relacionadas ao seu gabinete. Em sua conta no Twitter, Antônio afirmou, na segunda-feira, 4, que foi “alvo de uma matéria que deturpa os fatos e traz denúncias vazias”. “Reforço que a distribuição do Fundo Partidário do PSL cumpriu rigorosamente o que determina a lei. Todas as contratações da minha campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”, acrescentou. O ministro chegou ao plenário da Câmara em uma cadeira de rodas. Ele se recupera de um procedimento cirúrgico na perna. “É uma questão de ordem pessoal. Fiz uma cirurgia na perna, mas está tudo bem, já estou pronto para amanhã estar firme no Ministério. Volto às atividades”, disse a jornalistas. Em sua fala de um minuto após ser empossado, o deputado federal agradeceu os parlamentares de seu partido e sua indicação para a pasta do Turismo.

Mourão diz que Guedes quer mesma idade para aposentadoria de homens e mulheres

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Vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Foto: Reprodução

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta terça-feira (5) que o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer igualar a idade mínima para aposentadoria de homens e mulheres, mas o presidente Jair Bolsonaro é contra e é ele quem vai dar a palavra final sobre o assunto. Para Mourão, a decisão deve sair na segunda quinzena de fevereiro. “Isso aí, decisão sobre idade mínima, vai ser com o presidente. O Guedes tem a visão dele e o presidente vai decidir. O Guedes, na visão dele, é todo mundo igual. Não é isso que se busca hoje, a igualdade?”, questionou Mourão. Apesar do tom de brincadeira, Mourão reforçou que o presidente Jair Bolsonaro não concorda com a ideia de igualar a idade mínima. “A decisão é dele. Ele que foi eleito, nós somos só atores coadjuvantes”, disse o vice. Na segunda-feira, Mourão já havia dito que Bolsonaro é contra estabelecer a mesma idade mínima de aposentadoria homens e mulheres e que concorda com ele. Minuta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, obtida com exclusividade pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, sugere a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem no Brasil. O tempo mínimo de contribuição para se aposentar com 100% do benefício poderia chegar a 40 anos, de acordo com o texto. Mourão minimizou o conteúdo da proposta e disse que “aquilo foi um vazamento aí que houve”, voltando a dizer que a decisão caberá apenas ao presidente. Mourão acredita que a decisão será tomada por Bolsonaro na segunda quinzena de fevereiro, mas isso vai depender da alta hospitalar, que ainda não tem previsão para acontecer. “Temos que aguardar a alta hospitalar, pode ser no final de semana, no início da próxima semana.”

Com 42 votos, Davi Alcolumbre, do Democratas, é eleito presidente do Senado Federal

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Davi Alcolumbre é eleito. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Com 42 votos, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito hoje (2) em primeiro turno presidente do Senado para os próximos dois anos. O principal opositor de Alcolumbre, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), retirou a candidatura na tarde de hoje. Renan Calheiros teve 5 votos. Espiridião Amin (PP-SC) ficou com 13 votos, Ângelo Coronel (PSD-BA) teve 8 votos, Reguffe recebeu (sem partido-DF) 6 votos e Fernando Collor (Pros-AL) ficou com 3 votos. Senador de primeiro mandato, Alcolumbre teve uma atuação discreta nos primeiros quatro anos de mandato no Senado. Na disputa pelo comando da Casa, revelou-se um hábil articulador, congregando os adversários de Renan Calheiros e os aliados do governo federal. O novo presidente contou com o apoio do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também filiado ao DEM. Aos 41 anos, o senador estreou na política no início deste século. Foi vereador em Macapá, três vezes deputado federal e chegou ao Senado em 2015. Nas eleições de outubro passado, concorreu ao governo do Amapá e ficou em terceiro lugar. É um dos mais jovens senadores a assumir a presidência da Casa.

Eleição

A eleição para a presidência do Senado foi marcada por um embate sobre se a votação seria aberta ou secreta. Ontem (1º), após cinco horas de sessão, a maioria dos parlamentares decidiu pelo voto aberto. Mas uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli determinou que a votação deveria ser secreta. A eleição foi feita em cédulas e teve que ser realizada duas vezes, pois na primeira apuração foi encontrada uma cédula a mais na urna. Após ser suspensa ontem, a sessão começou hoje por vota das 12h.

Transparência

Em seu discurso ainda como candidato, Alcolumbre prometeu, se eleito, ampliar a transparência dos atos legislativos e de todos os fatos envolvendo o Senado. “O Senado deve se balizar pelos pilares da independência, transparência, austeridade e protagonismo. Os desafios do atual momento brasileiro são imensos. Por um lado, a complexa crise fiscal exige reformas urgentes a fim de corrigirmos as distorções. Por outro, é preciso reverter a profunda crise política que minou a confiança nos políticos”, disse Alcolumbre, acrescentando que o povo clama por um novo modelo de fazer político. ”Mais igualitário, mais democrático e com ampla participação cidadão”. Em nota, a Presidência da República cumprimentou Alcolumbre e o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), reeleito ontem (1º) presidente da Câmara dos Deputados. ”A Presidência da República cumprimenta o Dep Rodrigo Maia e o Senador Davi Alcolumbre pelos resultados obtidos nas eleições das presidências da Câmara e do Senado, consolidando nossa tradição democrática e certos do compromisso das duas casas com os anseios do povo e com o melhor interesse do Brasil”. Da Agência Brasil

Com 334 votos, Rodrigo Maia, do DEM, é reeleito presidente da Câmara dos Deputados

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Maia vai comandar à Câmara pela terceira vez. Foto: Agência Brasil

Com 334 votos, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reeleito presidente da Câmara dos Deputados em primeiro turno. O resultado foi bastante comemorado no plenário e Maia se emocionou. Essa é a terceira recondução de Maia, 48 anos, ao cargo. É a primeira vez na história que um parlamentar comanda a Câmara por três vezes seguidas. Ele foi reeleito presidente da Câmara no período 2017-2019 no dia 2 de fevereiro de 2017, depois de ocupar o cargo por sete meses, a partir de julho de 2016. A reeleição de Maia ao cargo foi possível pela mudança de legislatura. A Constituição e o Regimento Interno da Câmara impedem a recondução de membros da Mesa Diretora na mesma legislatura. O último deputado reeleito em legislaturas diferentes foi Michel Temer, que ocupou o cargo de presidente da Casa nos biênios de 1997-1999 e 1999 a 2001. Ao agradecer os votos, Maia disse que irá comandar a votação de reformas no país ”de forma pactuada”, com integração de governadores, parlamentares e sociedade. Rodrigo Maia foi eleito com o apoio do maior bloco parlamentar da legislatura, composto por 301 deputados de 11 partidos. Entre eles, está a a sigla do presidente da República, Jair Bolsonaro, o PSL (52), além de PP (38), PSD (35), MDB (34), PR (33), PRB (30), DEM (29), PSDB (29), PTB (10), PSC (8) e PMN (3). Em segundo lugar, ficou Fábio Ramalho (MDB-MG), com 66 votos. Em seguida, Marcelo Freixo (PSOL-RJ), com 50; JHC (PSB-AL), com 30; Marcel van Hattem (Novo-RS), com 23; Ricardo Barros (PP-PR), com quatro; e General Peternelli (PSL-SP), com dois. Foram registrados três votos em brancos. Conhecido como articulador e habilidoso em negociações com partidos de divergentes correntes ideológicas, Maia conseguiu atrair além da corrente majoritária, apoio de partidos de esquerda como PCdoB e PDT. ”Meu perfil é de equilíbrio, capacidade de diálogo, de conversar com todas as correntes políticas e ideológicas. Vivemos um momento de radicalização, o Parlamento vai ser a Casa que vai trazer essa radicalização a um ponto de equilíbrio”, disse Maia.

Após ser empossado deputado, Antônio Brito prestigia posse de Wagner e Coronel no Senado

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Wagner, Antônio Brito, Coronel e Otto Alencar. Foto: Divulgação

O deputado federal Antônio Brito (PSD/BA) foi empossado, na manhã desta sexta-feira (1º), em Brasília, para a 56ª Legislatura. Durante a posse, o parlamentar se comprometeu em reforçar o seu trabalho pela Saúde da Bahia e do Brasil, com o foco direcionado para as Santas Casas e hospitais filantrópicos. À tarde, Brito foi ao Senado Federal prestigiar a posse dos dois novos senadores baianos, Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD), seu colega de partido.

 

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Vice-presidente Hamilton Mourão sobre barragem: ”Essa conta não pode vir para o governo”

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”Tudo que está ao nosso alcance está sendo feito” Foto: Estadão

Vice-presidente da República, Hamilton Mourão disse nesta sexta-feira (25) que a tragédia ocorrida em Brumadinho (MG) não pode ser atribuída ao atual governo. ”Essa conta não pode vir pra gente, né? Assumimos há 30 dias. É uma área de uma empresa privada. Era considerada a barragem com menor grau de risco, né? Então temos que ver o que houve”, disse na saída do anexo do Palácio do Planalto, onde fica seu gabinete. Mourão acrescentou que o governo poderá liberar recursos para auxiliar o município, caso seja necessário. “É óbvio que se houver necessidade, o governo, dentro das suas possibilidades, vai enviar recursos”, afirmou, acrescentando que o ocorrido nesta sexta na cidade mineira teve um grau de impacto ambiental menor do que o ocorrido em Mariana (MG), em 2015. ”Acho que a tragédia é menor do que [a] de Mariana, por característica da barragem. Mas o governo já agiu com velocidade. Criou gabinete de crise, despachou três ministros responsáveis pela área para lá, o presidente vai lá amanhã. Tudo que está ao nosso alcance está sendo feito”.

Tragédia – Cerca de 300 pessoas trabalhavam no local no momento do acidente. Duzentas pessoas estão desaparecidas. Segundo o presidente da Vale do Rio Doce, Fábio Schvartsman, a maioria das vítimas é de funcionários da empresa.