Renovação da frota presidencial vai custar R$ 5,8 milhões, informa reportagem do UOL

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Serão comprados 30 veículos para presidência. Foto: Reprodução

A renovação da frota presidencial terá um custo de R$ 5,8 milhões, informa reportagem do UOL. Com este valor, serão comprados 30 veículos do modelo Ford Fusion Titanium AWD 2.0 Ecoboost – versão mais equipada disponível. A compra integra um plano de investimentos iniciado ainda em 2017 pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão ligado à Presidência, e só foi concretizada na terceira licitação. Nas concorrências anteriores, as empresas vencedoras não apresentaram toda a documentação exigida no processo. A previsão inicial era de um gasto de até R$ 6,2 milhões. Dos 30 carros adquiridos, 12 são blindados, com capacidade para resistir a tiros de submetralhadora, de calibre 9 mm. Cada veículo blindado custará R$ 239.045, enquanto cada não blindado sairá por R$ 164.287. Além do presidente Jair Bolsonaro, farão uso dos carros o vice-presidente Hamilton Mourão, parentes de ambos, titulares de órgãos essenciais da Presidência e personalidades, quando houver autorização do chefe do Planalto.

Bolsonaro assina decreto que facilita posse de arma de fogo

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Jair assina decreto que facilita posse de armas. Foto: Estadão

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira, 15, decreto que facilita o registro, a posse e a venda de armas de fogo e de munição. A assinatura foi feita no início da tarde no Palácio do Planalto. O decreto flexibiliza a posse de armas no País, uma das principais promessas de campanha de Bolsonaro. “Nas minhas andanças durante a campanha, a questão da arma estava na ordem do dia”, afirmou.

Sem agenda fechada, presidente Jair Bolsonaro é ofuscado por Moro em Davos

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Depois de dar um prêmio de “estadista do ano” para Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, o Fórum Econômico Mundial estende o tapete vermelho para o ex-juiz e ministro da Justiça, Sérgio Moro. Nesta terça-feira, 15, em Genebra, os organizadores do evento apresentaram sua agenda para o encontro que ocorre a partir da semana que vem na estação de esqui da Suíça. Por enquanto, Moro tem uma agenda mais carregada que a do próprio presidente, Jair Bolsonaro, que faz sua estreia internacional no evento na Europa. A delegação brasileira viaja dia 21 e ainda é composta pelo filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, pelo chanceler Ernesto Araujo e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Mas é para Moro que as atenções estarão direcionadas. Fontes do alto escalão de Davos indicaram ao jornal “O Estado de S. Paulo” que querem saber do ministro quais seus planos para combater a corrupção no País. No dia 22 de janeiro, Moro será um dos principais integrantes de um debate sobre “restaurar confiança e integridade”. Ele divide o palco com a presidente da entidade Transparência Internacional, Delia Ferreira Rubio, e com o especialista suíço Mark Pieth. “Níveis historicamente baixos de confiança entre acionistas estão no coração de muitos desafios políticos e econômicos no mundo”, escreveu o Fórum. “Como empresários, governos e sociedade civil podem restaurar integridade e confiança em liderança?”, questiona Davos. Dois dias depois, Moro será o principal nome de um debate sobre “crime globalizado”. Ele divide o palco com o secretário-geral da Interpol, Jurgen Stock, e com uma especialista britânica, Karin von Hippel. “Um oitavo da fortuna global está envolvida em atividades financeiras ilícitas, o que afeta o funcionamento tanto do setor público como privado”, indicou Davos. “Como novos parcerias podem ajudar a dar um fim a esses ciclos?”, propõe o Fórum. Ao presidente Bolsonaro, Davos reservou um palco exclusivo para que o brasileiro faça sua alocução, provavelmente na terça-feira. Mas, por incertezas no programa diante da ausência de Donald Trump e outros líderes, o evento com Bolsonaro ainda não aparece na agenda oficial de Davos. Os organizadores, porém, insistem que o presidente brasileiro terá seu espaço.

Presidente Jair Bolsonaro afirma que não se ”opõe” ao acordo de fusão entre Embraer e Boeing

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Jair Bolsonaro se reúne com ministros. Foto: Isac Nóbrega

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (10) que o governo federal não vai se opor ao acordo de fusão entre as empresas Embraer, nacional, e Boeing, dos Estados Unidos. Bolsonaro se reuniu nesta tarde com ministros e comandantes das Forças Armadas. Segundo o presidente, o acordo entre as duas empresas não fere a soberania nacional e os interesses do país. ”Reunião com representantes dos Ministérios da Defesa, Ciência e Tecnologia, Rel. Ext. e Economia sobre as tratativas entre Embraer (privatizada em 1994) e Boeing. Ficou claro que a soberania e os interesses da Nação estão preservados. A União não se opõe ao andamento do processo”, disse o presidente no Twitter. O governo brasileiro detém a chamada ”ação de ouro” (ou ”golden share’,’ como é conhecida), que dá poder de veto a esse tipo de negociação. Bolsonaro foi municiado de informações que, segundo o Palácio do Planalto, mostram que a proposta de fusão das duas empresas ”preserva a soberania e os interesses nacionais”. O presidente foi informado que as atividades de aviação executiva e de defesa e segurança continuam com a Embraer em sua totalidade. Na apresentação para o presidente, foi explicado que os projetos em curso na área de defesa serão mantidos, bem como preservação do sigilo e prioridade do governo em definições em projetos de defesa. Haverá ainda a manutenção da produção no Brasil das aeronaves já desenvolvidas e dos empregos já existentes no Brasil. Com isso, o presidente decidiu não exercer o poder de veto a que tinha direito. ”O Presidente foi informado de que foram avaliados minuciosamente os diversos cenários, e que a proposta final preserva a soberania e os interesses nacionais. Diante disso, não será exercido o poder de veto [Golden Share] ao negócio”, informou a Presidência da República, em nota.

Acordo

Com a aprovação do governo brasileiro, as empresas estão livres para assinar o acordo. Em seguida, será submetida à aprovação dos acionistas, das autoridades regulatórias, e a outras condições relacionadas a este tipo de transação. O acordo em andamento entre as duas companhias prevê a criação de uma nova companhia, uma joint venture, no termo do mercado, na qual a Boeing teria 80% e a Embraer, 20%. Caberia à Boeing, a atividade comercial, não absorvendo as atividades relacionadas a aeronaves para segurança nacional e jatos executivos, que continuariam somente com a Embraer. A  joint venture será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil e a Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa. A Embraer terá poder de decisão para alguns temas estratégicos, como a transferência das operações do Brasil. Com informações da Agência Brasil

Bolsonaro volta atrás, anula mudança em edital sobre livros e culpa governo de Temer

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Presidente Bolsonaro volta atrás de decisão. Foto: Marcos Corrêa

O governo de Jair Bolsonaro informou que vai anular as mudanças nos critérios de avaliação dos livros didáticos, depois que a medida foi divulgada pelo Estadão. Tinham sido retirados do edital a exigência de que as obras tivessem referências bibliográficas e itens que impediam publicidade e erros de revisão e impressão. Em nota divulgada na noite de hoje, o governo informou que “os erros foram detectados no documento cuja produção foi realizada pela gestão anterior do MEC” e enviada em 28 de dezembro de 2018. ” O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, vai tornar “sem efeito” o aviso de retificação do edital. A decisão foi tomada mais de 6 horas depois de o Estadão revelar a mudança. O ex-ministro da Educação na gestão de Michel Temer, Rossieli Soares, no entanto, disse que “não pode se responsabilizar” pelos erros que foram cometidos já na gestão Bolsonaro. O “aviso de alteração” saiu no Diário Oficial no dia 2 de janeiro. Integrantes da atual equipe já trabalhavam na transição dentro do MEC desde dezembro. Segundo Rossieli, em dezembro, foi pedida uma única mudança no edital para esclarecer regras sobre arquivos de áudio que acompanham os livros didáticos. “Nós não pedimos nenhuma alteração que diminua o papel da mulher ou do quilombola, pelo contrário, fizemos a uma retificação em outubro que deixou mais clara a importância disso”, afirmou Rossieli, que é agora secretário de educação do governo João Doria, em São Paulo. Entre os outros trechos que haviam sido mudados estava o que dizia que as obras deveriam “promover positivamente a cultura e a história afro-brasileira, quilombola, dos povos indígenas e dos povos do campo, valorizando seus valores, tradições, organizações, conhecimentos, formas de participação social e saberes”. Metade de um item que se referia às mulheres havia sido cortado. Ele dizia os livros deveriam dar “especial atenção para o compromisso educacional com a agenda da não-violência contra a mulher”. Com a anulação da medida será mantida também a menção de que ilustrações retratem “adequadamente a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país”. A versão publicada pelo MEC não tinha esse trecho. O Estadão conversou com uma servidora do MEC que contou que havia uma versão do edital sem todas essas menções em agosto. E que ela mesma pediu alterações para que ficasse mais claro que não poderia haver erros e que as referências bibliográficas eram cruciais. Ela também requisitou que o texto deixasse mais clara a necessidade de valorização dos quilombolas e mulheres nos livros didáticos. Todas essas mudanças foram feitas e publicadas em 1 de outubro. Em dezembro, a mesma servidora pediu novas modificações, relacionadas aos arquivos de áudio, como mencionou o ex-ministro. No dia 2 de janeiro foi publicado no Diário Oficial um link para uma versão que não tinha as mudanças feitas em outubro, aquelas que tornavam mais evidente a questão da mulher e do quilombola. O texto é semelhante ao que existia em agosto, mas com as mudanças sobre arquivos de áudio pedidas em dezembro. Quem assina o “aviso de alteração” é um presidente substituto do FNDE, órgão do MEC que cuida dos livros didático, Rogério Fernando Lot. O presidente do FNDE na gestão Temer Silvio Pinheiro, já não estava mais trabalhando no MEC. A nota do MEC hoje diz ainda que o “reitera o compromisso com a educação de forma igualitária para toda a população brasileira e desmente qualquer informação de que o Governo Bolsonaro ou o ministro Ricardo Vélez decidiram retirar trechos que tratavam sobre correção de erros nas publicações, violência contra a mulher, publicidade e quilombolas de forma proposital”. As mudanças estavam no anexo 3 do edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que fala sobre os “Critérios para Avaliação das Obras Didáticas”. A data do documento retificado é de 28 de dezembro, quando a equipe de Bolsonaro trabalhava na transição dentro do MEC.

Moro é abordado em supermercado em vídeo nas redes sociais: ”Por que o Queiroz não é a pauta?”

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Moro é hostilizado em supermercado. Foto: Blog do Planalto

Um vídeo que circula nas redes sociais desde a terça-feira (8), mostra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, sendo cobrado pelo caso de movimentações financeiras suspeitas do ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Fabrício Queiroz. A assessoria de Moro confirmou o ocorrido no último domingo, 6, em um supermercado em Brasília. O ministro aparece distante na gravação, em um dos caixas do mercado, enquanto um rapaz grita “Por que o Queiroz não é a pauta? A roubalheira do PT é pauta, a roubalheira do Queiroz, do PSL, não é pauta do governo, ele não pode falar sobre isso?”. Ao lado do homem que gravou o vídeo, aparece outra pessoa, no mesmo caixa, alegando que queria comprar uma garrafa d’água. A assessoria de Moro confirmou se tratar de um dos integrantes da equipe do ministro, que teria tentado evitar o constrangimento. “Vai me censurar por isso? Disse que queria conversar comigo lá fora? Não, fala aqui. Você não é segurança do Moro? Sua fila é aquela lá”, afirma o homem que grava o vídeo, apontando para a direção onde se encontra o ministro. “Você está sendo desagradável e mal-educado com todo mundo aqui”, afirma Moro, em seguida. Ao fundo, a voz de uma mulher pede ajuda ao estado do Ceará, que tem sofrido onda de violência e ataques na última semana e teve o envio da Força Nacional autorizado pelo ministro. Moro, antes juiz que comandou a Operação Lava Jato e a prisão de envolvidos nos esquemas de corrupção, inclusive do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem sido questionado sobre a falta de posicionamento a respeito das investigações que atingem o funcionário do filho do presidente Jair Bolsonaro. Queiroz, que esteve internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após cirurgia para retirada de tumor, não compareceu a duas audiências convocadas pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro. Em entrevista ao canal SBT, no dia 26 de dezembro, alegou que a movimentação de R$ 1,2 milhão em sua conta é originária da venda de carros. Tanto sua esposa quanto suas filhas, também funcionárias e ex-funcionárias da Alerj no gabinete de Flávio, não deram data para comparecer ao MP-RJ por acompanharem a recuperação de Queiroz em São Paulo. Também nesta terça, a esposa de Sérgio Moro, Rosangela Moro, postou em sua conta do Instagram uma foto da bandeira do Brasil com a mensagem: “O dia em que todos os brasileiros se conscientizarem que somos um só povo com as mesmas preocupações veremos um grande avanço e estaremos no caminho certo. Parem de reclamar e esperem para ver a que veio este novo governo”, escreveu Rosângela. “#bolonaromoroguedes (sic). Redução de custos, corte de despesas desnecessárias, zero propina. Chega de mimimi. Apenas espere e assista.” O contexto da publicação seria as divergências entre a ala econômica do governo Bolsonaro, comandada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e a ala política, liderada pelo ministro da Casa Civil e ex-deputado federal, Onyx Lorenzoni. A publicação de Rosangela foi apagada das redes sociais.

”Espero que não venham pedir nada”, diz Bolsonaro sobre governadores do Nordeste

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Jair manda recado para governadores. Foto: Marcos Corrêa

Embora afirme que não vai proclamar guerra aos governadores do Nordeste, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) recomendou que os chefes do Executivo da região nem lhe façam pedidos. Isso porque ele soube que esses governadores não pretendem colocar sua foto nos gabinetes institucionais. ”Eu já ouvi dizer, também não sei se é verdade, que os governadores não vão ter meu retrato em sua sala. Espero que quando venham pedir dinheiro pra mim, pelo menos digam o seguinte… Ou melhor, não venham pedir nada pra mim porque eu não sou presidente. O presidente deles está em Curitiba”, apontou em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso na capital paranaense. O assunto veio à tona durante a entrevista que o presidente concedeu ao SBT. Durante a exclusiva, exibida na emissora na noite dessa quinta (3), Bolsonaro foi questionado se entendia a ausência dos governadores do Nordeste em sua cerimônia de posse como uma declaração de guerra. O presidente negou. ”Da minha parte, não. Eu não posso fazer uma guerra com o governador do Nordeste, atrapalhando a população. O homem mais sofrido do Brasil está na região, exatamente por essa mentalidade desses governadores”, apontou. Bolsonaro perdeu a eleição para o candidato do PT, Fernando Haddad, em todos os estados nordestinos. Na Bahia, por exemplo, o capitão conquistou maioria dos votos em apenas quatro dos 417 municípios.

Decreto que flexibiliza posse de armas de fogo sai este mês, diz o presidente Jair Bolsonaro

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Presidente promete flexibilizar a posse de armas. Foto: Alan Santos

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira (3), que o decreto flexibilizando a posse de armas de fogo sai ainda em janeiro. Bolsonaro disse que o decreto vai tirar a ”subjetividade” do Estatuto do Desarmamento. ”Ali, na legislação diz que você tem que comprovar efetiva necessidade. Conversando com o [ministro da Justiça] Sergio Moro, estamos definindo o que é efetiva necessidade. Isso sai em janeiro, com certeza”, disse em entrevista ao SBT, a primeira após ter assumido a Presidência da República. Ele disse que uma das ideias é comprovar a efetiva necessidade com base em estatísticas de mortes por arma de fogo. Assim, moradores de locais com altos índices de mortalidade teriam mais facilidade em adquirir armas. ”Em estado, por exemplo, o número de óbitos por arma de fogo, por 100 mil habitantes, seja igual ou superior a dez, essa comprovação de efetiva necessidade é fato superado. Vai poder comprar sua arma de fogo. O homem do campo vai ter direito também”. Além disso, o presidente quer aumentar o limite de armas por cidadão. Para ele, o limite de duas armas por pessoa pode ser aumentado, sobretudo para agentes de segurança. Nesse caso, o limite pode subir para ”quatro ou seis armas”. O presidente avalia que a violência ”cairá assustadoramente” com a medida. ”Eu vou buscar a aprovação, botar na lei também, a legítima defesa da vida própria ou de outrem, do patrimônio próprio ou de outrem. Você estará no excludente de ilicitude. Você pode atirar. Se o elemento morrer, você responde, mas não tem punição. Pode ter certeza que a violência cai assustadoramente no Brasil”.

Porte de arma
O decreto a ser editado pelo governo diz respeito à posse de arma de fogo, que permite ao cidadão ter a arma em casa ou no local de trabalho. Já o porte diz respeito à circulação com arma de fogo fora de casa ou do trabalho. Sem se alongar muito, Bolsonaro diz que também flexibilizará o porte de arma. ”A questão do porte vamos flexibilizar também, pode ter certeza. Podemos dar por decreto, porque tem alguns requisitos para cumprir. E esses requisitos são definidos por decreto.”

PT descarta apoio à reeleição de Rodrigo Maia na disputa pela presidência da Câmara

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Maia tem apoio do PSL. Foto: Pablo Valadares/Agência Câmara

Presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, descartou apoiar a candidatura à reeleição de Rodrigo Maia (DEM) à presidência da Câmara dos Deputados, após o democrata receber o patrocínio do PSL – partido do presidente Jair Bolsonaro. ”[Isso] impossibilita. Inviabiliza. O PT não vai participar de um processo com o PSL para formar um bloco pró-governo”, declarou, em entrevista ao blog da jornalista do G1 e da Globo News, Julia Dualibi. O futuro deputado federal Marcelo Freixo lançou sua candidatura pelo PSOL, e o PT não descarta o apoio, embora Gleisi diga que é cedo para falar em nomes.

Após apoio a Rodrigo Maia, PSL lança candidatura de Major Olimpio à presidência do Senado

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Senador eleito Major Olimpio (SP). Foto: Reprodução/Estadão

Um dia após o PSL anunciar apoio à tentativa de reeleição de Rodrigo Maia (DEM) na presidência da Câmara Federal, a legenda resolveu lançar candidatura própria no Senado. A pré-candidatura do senador eleito Major Olimpio (SP) foi anunciada pelo presidente nacional do partido, deputado federal eleito Luciano Bivar (PE), nesta quinta-feira (3). O anúncio foi após reunião com parte da bancada no Congresso, mas o registro oficial da candidatura deve ocorrer na véspera ou no dia da eleição. Olimpio afirmou que foi convidado formalmente por Bivar durante a posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL), na terça-feira (1º), e que tinha ficado de ”amadurecer” a ideia. O senador eleito disse que a ideia do PSL era integrar uma união de partidos em torno de um candidato de outra legenda. No entanto, a sigla decidiu lançar uma candidatura própria. ”Até então, todos sabem que a minha articulação pelo PSL junto aos senadores era justamente na busca da união de candidaturas pré-colocadas, principalmente as candidaturas do Davi Alcolumbre [DEM-AP], do Tasso Jereissati [PSDB-CE], do Alvaro Dias [PODE-PR], do Esperidião Amin [PP-SC]. E, agora, com essa missão do partido, eu me coloco como mais uma dessas opções, prosseguindo nesse processo de agregação e de fortalecimento para termos uma candidatura sólida com chance de vitória para a Presidência do Senado”, disse o Major, segundo o G1.

No Twitter, posse do presidente Bolsonaro reflete polarização da campanha eleitoral

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Cerimônia a de posse foi o assunto que mais rendeu. Foto: Marcos Corrêa

No dia da posse de Jair Bolsonaro como presidente da República, o assunto que mais deu audiência a apoiadores de primeiro escalão do novo governo não foram comentários, comemoração ou elogios à sua cerimônia em Brasília. Mas sim provocações à oposição e à imprensa, repetindo polarização política que havia dominado a campanha eleitoral. É o que mostra um levantamento feito pelo Estado utilizando a ferramenta Crowdtangle. Durante o dia da posse, a conversa foi dominada pelos três filhos de Bolsonaro: Eduardo, Carlos e Flávio, com 30%, 15% e 14% de participação, respectivamente. Isso os coloca na liderança do ranking. Em quarto lugar, vem a deputada federal eleita Carla Zambelli (PSL-SP), com 11%. As postagens que mais se destacaram não tinham relação com posse. O campeão de audiência foi um tuíte de Carlos Bolsonaro, com uma provocação à imprensa, retuitado mais de 2.700 vezes pelos usuários do Twitter. Já o “Feliz 2019” de Onyx Lorenzoni atraiu uma audiência 13,4 vezes maior do que a média esperada para a página do ministro da Casa Civil do novo governo. Nos primeiros dias do ano, devido às festas e feriados, as redes sociais tendem a ter baixo engajamento, mas o dia da posse conseguiu chegar perto do pico atingido na semana pós segundo turno, de 28 de outubro a 3 de novembro. As redes ficaram muito aquecidas quando Jair Bolsonaro foi escolhido presidente. O levantamento considerou como base de Bolsonaro 45 contas no Twitter de autoridades do PSL de alto escalão – deputados federais, ministros e governadores – e de figuras próximas ao Presidente, conselheiros, os filhos e a primeira-dama Michelle.

PSL reúne parte da bancada um dia após anunciar apoio a Rodrigo Maia na Presidência da Câmara

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Parte da bancada se reuniu na Câmara. Foto: Fernanda Calgaro

Parte da bancada do PSL no Congresso se reuniu nesta quinta-feira (3), um dia após a legenda anunciar apoio à reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em troca de postos de comando na Casa. Segundo o presidente da legenda, o deputado federal eleito Luciano Bivar (PSL-PE), Maia prometeu ao partido a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante, por ser responsável pela análise constitucional de todas as propostas que tramitam na Câmara. Também ficou acordado que a legenda ficará com a segunda vice-presidência da Câmara e a presidência da Comissão de Finanças e Tributação. Com 52 dos 513 deputados, o PSL tem a segunda maior bancada da Casa. Como consequência direta do anúncio de apoio, o PRB, que pretendia lançar candidato próprio, decidiu retirar a candidatura do deputado João Campos (GO), da bancada evangélica, fortalecendo assim o nome de Maia na disputa. O mercado financeiro reagiu com alta da Bovespa, atingindo nível recorde, e queda no dólar. Defensor de medidas liberais na economia, Maia é visto como um fiador das reformas que o governo Jair Bolsonaro precisará aprovar no Congresso, como a reforma da Previdência.

Reação

O acordo com o PSL, porém, irritou uma parte dos partidos que já vinham negociando com Rodrigo Maia, incluindo siglas de oposição, com as quais o presidente da Câmara mantém boa relação. Logo após o anúncio de apoio do PSL, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), eleita deputada na última eleição, fez críticas ao acordo do PSL em troca de cargos. ”Não durou 24 horas o discurso de Bolsonaro de rompimento com a velha política. Hoje foi selado pelo PSL um acordão envolvendo cargos com os partidos políticos que ele tanto criticou para apoiar a reeleição de Rodrigo Maia para a Câmara dos Deputados”, escreveu a petista no Twitter. Segundo o blog da colunista do G1 e da GloboNews Andréia Sadi, o PSOL já colocou à disposição o nome do deputado eleito Marcelo Freixo (RJ). Os dirigentes do partido passaram, inclusive, a conversar com PT, PCdoB e PDT para tentar consolidar uma chapa contra Maia.

Apoiadores do ex-juiz federal e futuro ministro gritam ”Moro, eu te amo”, na porta de hotel

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Sérgio Moro é ovacionado por apoiadores. Foto: Estadão

Cerca de 30 apoiadores do ex-juiz Sérgio Moro estiveram na porta do hotel em que o futuro ministro está hospedado em Brasília na manhã desta terça-feira, 1.º. Eles entoaram trechos do Hino Nacional e gritos de “Moro, eu te amo”. Estavam no local por volta de 11 horas casais vestidos com camisetas amarelas ou com o rosto do presidente Jair Bolsonaro (PSL), alguns jovens e crianças que acompanhavam os pais nos gritos de apoio ao ex-titular da Lava Jato. Por volta das 11h40, os apoiadores já haviam saído do local rumo à Esplanada dos Ministérios, onde será empossado o presidente eleito nesta terça. O futuro ministro da Justiça e Segurança vai participar da cerimônia de posse de Bolsonaro e recebe a pasta nesta quarta-feira, 2, de Raul Jungmann. A transmissão do cargo agendada para às 10h.

Empossado, Bolsonaro acena à base e fala em libertar País do socialismo e do politicamente correto

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Bolsonaro e Mourão são empossados nos cargos. Foto: Estadão

Em um discurso com vários acenos à base de eleitores que ajudou a elegê-lo e sem tocar no tema de união nacional, o presidente Jair Bolsonaro disse que vai atender aos pedidos de mudança revelados pelas urnas e que vai trabalhar para colocar o Brasil no “lugar de destaque que ele merece no mundo”. Do Parlatório, após receber a faixa presidencial do ex-presidente Michel Temer, o 38.º presidente da República prometeu que vai lutar contra o modelo de governo de “conchavos e acertos políticos” e libertar a Nação “da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto”. Diante da ovação do público presente que o saudava a gritos de “mito”, Bolsonaro, que chegou a fazer uma pausa e abanar uma bandeira do Brasil, falou em acabar com a ideologia que, em sua visão, “defende bandidos e criminaliza policiais”, divide os brasileiros, é ensinada nas escolas e passou a guiar as relações internacionais. “Me coloco diante da Nação no dia em que o povo começou a se libertar do socialismo”, disse o presidente. “Guiados pela Constituição, com a ajuda de Deus, a mudança será possível”, disse o eleito, citando o baixo orçamento de sua campanha eleitoral como uma prova de que as mudanças já começaram a ocorrer. Sobre economia, Bolsonaro disse que seu governo vai enfrentar os efeitos da crise mundial, que vai propor e implementar as reformas “necessárias” e que vai priorizar a educação básica, a exemplo de outras nações ricas. Em um último aceno a sua base eleitoral, Bolsonaro, que novamente citou o ataque sofrido durante a corrida eleitoral e uma providência divina que o teria salvado, voltou a usar um slogan de campanha. “Nossa bandeira jamais será vermelha. Só será se for preciso nosso sangue para mantê-la verde e amarela”, disse.