Presidente Jair Bolsonaro diz que ficou com pecha de genocida por defender a cloroquina

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Presidente Jair a primeira-dama Miclhelle. Foto: Carolina Antunes

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (8) que ficou com ”pecha de genocida” por ter defendido a prescrição da hidroxicloroquina para o tratamento contra o novo coronavírus. As pesquisas sobre a droga são preliminares e não há comprovação nem da eficácia nem da segurança do remédio no combate à doença.

”Eu estou com a pecha de genocida por falar da cloroquina e por alguns acharem que eu devia fazer algo mais. Como, se eu fui impedido em muitas coisas pelo STF (Supremo Tribunal Federal)?”, questionou.

O presidente fez a avaliação durante encontro, promovido no Palácio do Planalto, com integrantes do movimento Médicos pela Vida, formado por defensores da substância. Em discurso, ele disse ainda que estudos recentes apontam que, caso tivesse sido utilizada desde o início da pandemia, a cloroquina poderia ter reduzido em até 30% o número de óbitos no país.

O presidente não citou, porém, a que estudos fazia referência e observou que se trata de pesquisas ainda não consolidadas. ”Hoje, muitos estudos mostram que a cloroquina pode, sim, evitar que pessoas sejam levadas para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ou até mesmo sejam intubadas. E, pelo o que tudo indica, alguns estudos também chegaram ao meu conhecimento de que o número de óbitos poderia ser evitado em até 30%. Lógico que os estudos não estão consolidados ainda”, disse.

O presidente estimou que, caso os estudos sejam comprovados, quase 40 mil pessoas não teriam morrido da doença no país. ”Quase 40 mil pessoas poderiam ter suas vidas preservadas, mas parece que no Brasil isso foi politizado. Começaram a chamar alguns de remédio do Bolsonaro, mas eu não sou médico. A gente tinha de apresentar uma alternativa”, disse.

O encontro contou com as participações, entre outros médicos, do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), defensor da substância e crítico do isolamento total, e da imunologista Nise Yamaguchi, que já foi cotada para assumir o Ministério da Saúde.

Em discurso, Terra também defendeu que a hidroxicloroquina, apesar de ainda estar em teste, apresentou resultados positivos no combate à doença. ”Politizaram a questão. Não foi o presidente quem politizou. O fato de ele ter sugerido foi uma benção, porque deu força a dezenas de médicos”, disse.

O presidente voltou a afirmar que ninguém pode ser obrigado a tomar uma vacina contra o coronavírus e ressaltou que ela ainda precisa passar por etapas científicas antes de ser oferecida. ”Eu falei outro dia: ‘Ninguém vai ser obrigado a tomar vacina’. O mundo caiu na minha cabeça. A vacina é uma coisa que, no meu entender, você faz a campanha e busca uma solução. Não pode amarrar o cara e dar a vacina nele”, disse.

Mais cedo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que o país dará início em janeiro à vacinação da população contra o novo coronavírus. Em reunião ministerial, ele disse que as primeiras doses devem chegar a partir do início do próximo ano e que o plano é já imunizar “todo mundo”.

”A gente está fazendo ali os contratos com quem fabrica a vacina e a previsão é de que essa vacina chegue para nós a partir de janeiro. Em janeiro do ano que vem, a gente começa a vacinar todo mundo”, disse.

A pasta prevê que, inicialmente, chegarão ao país 100,4 milhões de doses da vacina em desenvolvimento pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca, produzida em parceria com a Fiocruz. A estimativa é de que a segunda dose seja disponibilizada no segundo semestre do próximo ano. *Folhapress

Senado aprova MP que prevê teto de R$ 100 mil para obras sem licitação durante a pandemia

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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Foto: Jefferson Rudy

O Senado aprovou hoje (3) a medida provisória que prevê o teto de R$ 100 mil para obras executadas pelo poder público sem licitação durante a pandemia de coronavírus, ou seja, a mudança vale somente durante a vigência do decreto de calamidade pública.

A MP já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora segue para sanção do presidente. Antes da MP o limite era de R$ 8 mil ou R$ 15 mil, conforme o tipo de obra.

A medida está em vigor desde maio, quando foi editada pelo governo, e também autoriza o pagamento antecipado a empresas que firmarem contratos com o poder público.  Segundo o texto, o teto e o pagamento antecipado poderão ser adotados em todos os níveis da administração pública: contratos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Em dia de entrega de reforma administrativa, Bolsonaro defende benefícios de militares

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Presidente defende benefícios aos militares. Foto: Carolina Antunes

Poucas horas depois de o governo entregar ao Congresso sua proposta de reforma administrativa, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu em sua live desta quinta-feira (3) a manutenção de benefícios para militares. A reforma proposta não atinge categorias específicas, como juízes, membros do Ministério Público, parlamentares e integrantes das Forças Armadas.

A medida ainda cria uma nova camada de proteção para as chamadas carreiras típicas de Estado, o que inclui, por exemplo, auditores fiscais, diplomatas e policiais. Com a nova regra, não será permitido cortar jornadas e salários desses servidores. O presidente começou a falar no assunto dizendo já ver ”um montão de órgão de imprensa falando besteira” e reafirmou que o texto do Executivo não se aplica a quem está hoje no serviço público. Ele então abordou a questão dos militares.

”Se alguém quiser a previdência, tudo militar, está à disposição. Nós não temos hora extra, não temos Fundo de Garantia, não tem um montão de coisa. A estabilidade é com dez anos de serviço, não com três, tá certo? Mas ninguém quer comparar nada não”, disse Bolsonaro. O presidente disse, então, que ”o quadro de servidores encheu muito no Brasil” e que ”a conta é alta para pagar”.

O governo apresentou um texto considerado amplo, que tem impacto não apenas sobre os servidores do Executivo, mas também do Legislativo e Judiciário. A proposta do Executivo federal também tem efeito para estados e municípios. O Ministério da Economia informou, no entanto, que o Poder Executivo não tem autonomia para propor mudanças de regras para membros de outros poderes.

UEM VAI DECIDIR 5G SOU EU

Alinhado com os Estados Unidos, Bolsonaro disse que tem conversado com o governo americano sobre a tecnologia 5G, cujo leilão deve acontecer em 2021. Os americanos têm pressionado por restrições à participação da chinesa Huawei na construção das redes da telefonia 5G.

”Nós somos uma potência. Nós temos que ter um sistema de inteligência robusto para poder trabalhar ali na frente. Olha só, tem o negócio do 5G pela frente. Vou deixar bem claro, que vai decidir 5G sou eu. Não é terceiro, ninguém dando palpite por aí, não. Eu vou decidir o 5G”, disse Bolsonaro na transmissão.

Ele disse que a decisão ”não é da minha cabeça apenas” e que tem tido conversas com os chefes do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), da Abin (Agência Brasileira de Informação) e da Polícia Federal, por exemplo. ”E [falo] com mais inteligência do Brasil, com gente mais experiente. Converso com o governo americano. Converso com várias entidades, países, o que temos de prós e contras”, disse Bolsonaro.

O presidente também explicou as razões de o Brasil ter lançado nesta semana a nota de R$ 200. Disse que não havia papel-moeda e que não se podia falar isso para não gerar uma corrida aos bancos.

”Agora eu posso falar, na época eu não podia: por que a nota de R$ 200? Muita gente criticando: ‘vai facilitar a corrupção, vai caber mais dinheiro na cueca do que nota de R$ 100 ou R$ 50, a lavagem de dinheiro’. A gente não tinha papel, pessoal. Por isso pagamento por cartão, o pagamento virtual. Ficamos quietos porque senão haveria uma corrida aos bancos”, disse Bolsonaro.

Ele também afirmou que agora esta questão ”já praticamente está solucionada”. Bolsonaro disse ainda que a figura é um lobo-guará porque esta nota já estava pronta, mas que, por ele, o país teria uma nova família de cédulas homenageando personalidades como Pedro Álvares Cabral e Dom Pedro.

Senado aprova, por unanimidade, projeto que torna Fundeb permanente e amplia participação da União

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Senador Davi Alcolumbre conduz sessão. Foto: Agência Senado

Por unanimidade, com 79 votos favoráveis, o plenário do Senado aprovou, na noite desta terça-feira (25), em primeiro turno, a Proposta de Emenda Constitucional 26/2020.

Ela torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e amplia a participação da União, nos próximos seis anos, dos atuais 10% para 23%, com 5% destinados à educação infantil.

A única senadora que não votou foi Mailza Gomes (PP-AC), que deu à luz no dia 10 de agosto. Os senadores Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que estão com Covid-19, participaram da deliberação.

O projeto já passou pela Câmara dos Deputados. A expectativa é de que o segundo turno seja votado ainda nesta terça e a promulgação deve ser feita na quarta-feira (26).

O Fundeb responde por 63% do financiamento da educação básica. Os recursos são aplicados, por estados e municípios, na remuneração dos profissionais de educação, no transporte escolar, na aquisição de equipamentos e material didático, na construção e manutenção das escolas, conforme o artigo 70 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

No ano passado, os recursos do Fundeb foram de 170,64 bilhões, incluindo R$ 14,34 bilhões da complementação do governo federal. O fundo precisava ser renovado pelo Congresso para não expirar no fim deste ano.

Relatório

Flávio Arns (Rede-PR), relator do texto no Senado, apresentou relatório parecido com o texto já aprovado na Câmara dos Deputados. No documento, Arns apenas suprimiu um parágrafo que possibilitava o repasse de verba para instituições particulares, em caso de falta de vagas na rede pública. Durante sua fala, o senador também reafirmou a proibição de que recursos do fundo sejam usados no pagamento de aposentadorias de profissionais da educação.

Na semana passada, governadores pressionaram para que houvesse essa mudança no texto. O PSD apresentou uma emenda sobre o tema, que acabou sendo retirada.

”Entendo a preocupação quanto ao pagamento das aposentadorias e proponho até a criação de um grupo de trabalho para se construir algum tipo de encaminhamento e solução para o tema. Porém, isso precisa ser resolvido fora da área dos recursos da Educação”, completou o senador da Rede.

Repasses com aumento gradual

O aumento dos repasses da União ao Fundeb se dará aos poucos, começando por 12% a partir do próximo ano. A contribuição governamental chegará aos 23% propostos apenas em 2026.

Inicialmente, o relatório da deputada Dorinha Seabra (DEM-TO) na Câmara previa um repasse de 20%. O governo havia oferecido o aumento e pedido que 5% da compensação fossem usados como transferência direta de renda para famílias com crianças de até cinco anos em situação de pobreza ou extrema pobreza, no novo projeto federal, chamado de Renda Brasil.

No entanto, a contrapartida foi vetada pelos deputados, que alegaram que o governo estava tentando driblar o teto de gastos.

Câmara vai avaliar caso de deputada acusada de mandar matar o marido pastor

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Flordelis é apontada como mandante pelo MP. Foto: Divulgação

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira que a Câmara dos Deputados vai analisar o caso da deputada Flordelis (PSD-RJ). Nesta segunda-feira, nove mandados de prisão foram cumpridos em torno do caso, incluindo quatro filhos da deputada.

A parlamentar foi apontada como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, ocorrido em junho do ano passado. A conclusão consta tanto do inquérito da Polícia Civil e da denúncia do Ministério Público. Após o posicionamento do MP, o PSD suspendeu  a deputada das funções partidárias

”Se o Judiciário pedir o afastamento (de Flordelis do mandato na Câmara), vamos decidir. Em relação ao processo, tenho que analisar”, afirmou Rodrigo Maia

Flordelis só não foi detida por ter imunidade parlamentar, na qual ela só seria presa em flagrantes ou por crimes relativos ao mandato. Com informações do iG.

Em evento pró-cloroquina, Bolsonaro diz que jornalista bundão tem mais chance de morrer de coronavírus

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Bolsonaro e a guerra com à imprensa. Foto: Marcos Corrêa

Com mais de 114 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) liderou, nesta segunda-feira (24), um evento no Palácio do Planalto para defender que o Brasil está ”vencendo a Covid-19” e para fazer apologia ao tratamento com a hidroxicloroquina —medicamento que não têm tido eficácia comprovada para a doença em estudos recentes e com risco de efeitos colaterais.

No ato, ele voltou a criticar a imprensa e disse que jornalistas, se infectados pelo coronavírus, têm mais chance de morrer por ser ”bundão”. O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, não participou da agenda por estar em compromisso no Ceará.

Referindo-se à repercussão negativa de quando disse em março que, por seu ”histórico de atleta”, sentiria apenas uma ”gripezinha” se infectado pela Covid, Bolsonaro se referiu a jornalistas com a expressão ”bundão”.

”O pessoal da imprensa vai para o deboche [na frase do histórico de atleta]. Mas quando [a Covid] pega num bundão de vocês a chance de sobreviver é menor”, afirmou. ”[Jornalista] só sabe fazer maldade, usar caneta com maldade em grande parte. Tem exceções, como aqui o Alexandre Garcia. A chance de sobreviver é bem menor do que a minha”, disse, sinalizando o ex-apresentador da TV Globo e hoje defensor do bolsonarismo nas redes que participou da agenda.

É a segunda vez em um dia que Bolsonaro se refere de forma desrespeitosa a jornalistas. No domingo (23), ao ser questionado sobre depósitos de R$ 89 mil feitos pelo ex-assessor Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama, Bolsonaro disse que tinha vontade de encher a cara do repórter com uma porrada.

O presidente também utilizou seu discurso para criticar seu ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), demitido por discordar do mandatário na condução da resposta do governo diante da pandemia.
Diferenças de opiniões sobre o uso da cloroquina foram uma das motivações da demissão. ”Se a hidroxicloroquina não tivesse sido politizada, muitos mais vidas poderiam ter sido salvas”, afirmou o presidente, em frase sem embasamento científico.

A cerimônia, realizada no principal salão de eventos do Palácio do Planalto, reuniu médicos entusiastas da cloroquina. Entre os que participaram do evento, estão profissionais que ficaram conhecidos por divulgarem vídeos em defesa da cloroquina —alguns com afirmações refutadas por sociedades de especialistas ou em checagens de projetos como o Comprova.

”Com o tratamento precoce, a nossa linda hidroxicloroquina, consegue sim reduzir os danos da Covid-19. Povo brasileiro, não tenha medo dessa medicação”, disse a médica Raíssa Soares, uma das participantes.

Na cerimônia desta segunda, o grupo disse representar “10 mil médicos que ousam pela verdade e pela vida” e em defesa da ”linda e velha cloroquina”. Apesar de dizer que têm evidências que sustentam o uso do medicamento também para a Covid-19, o grupo não apresentou quais seriam esses estudos.

”Mesmo que não as tivéssemos, em tempos de pandemia, o médico pode sim fazer uso de medicamentos off label”, disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco. Bolsonaro participou do evento ”Encontro Brasil vencendo a Covid-19”, realizado no Planalto e com transmissão ao vivo pela TV Brasil, emissora do governo.

O encontro ocorre a despeito do alto patamar de mortes que o país ainda registra seis meses depois do início da epidemia. Até domingo, o país já registrava 114.772 mortes provocadas pelo novo coronavírus. O número de pessoas que já foram infectadas é de 3.605.726.

No mundo, apenas os Estados Unidos têm números piores, com quase 177 mil mortos e mais de 5,7 milhões de casos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que 2.739.035 pacientes conseguiram se recuperar da doença. Outros 752.004 seguem em acompanhamento.

Na tentativa de reduzir o impacto dos números, o Planalto tem divulgado que o país soma um número maior de recuperados em comparação a outros países. Especialistas, no entanto, alertam que o cálculo é impreciso e atribuem a maior taxa ao maior número de infecções e impacto da doença.

O evento também ocorre em que a curva de casos e mortes ainda segue em aumento em alguns estados. Balanço do Ministério da Saúde divulgado na última semana, por exemplo, apontava seis estados nessa situação nas regiões Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Norte.

Desde o início da pandemia, o presidente vem minimizando o impacto da Covid-19 e defendendo a reabertura de comércios e relaxamento de medidas de isolamento social, na contramão de medidas indicadas pela Organização Mundial de Saúde e cientistas para evitar a transmissão do vírus. Ao mesmo tempo, o presidente tem reforçado a defesa de medicamentos sem eficácia comprovada para a doença, caso da cloroquina.

A situação levou a queda de dois ministros da Saúde durante a pandemia: Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Atualmente, o Ministério da Saúde é comandado de forma interina pelo general Eduardo Pazuello.

Dados de pesquisa Datafolha divulgada após o país chegar a 100 mil mortes, no entanto, mostram que os brasileiros ficam divididos em relação à responsabilidade do presidente por essa marca. Quase metade deles, 47%, dizem acreditar que o presidente não tem culpa nenhuma pelos óbitos. Os que acham que Bolsonaro tem responsabilidade somam 52% —são 11% os que o veem como principal culpado e 41% os que dizem que ele é um dos culpados, mas não o principal.

A pesquisa foi feita por telefone com 2.065 brasileiros adultos que têm celular, nos dias 11 e 12 de agosto. A marca das 100 mil mortes pela Covid-19 foi atingida no dia 8 de agosto, menos de cinco meses após o registro da primeira morte decorrente da doença no país.

Nos últimos meses, Bolsonaro e ao menos oito ministros de seu governo foram infectados pelo coronavírus. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também contraiu o vírus. Tanto o presidente quanto a primeira-dama e os ministros não tiveram quadros graves da doença e já se recuperaram. Com informações da Folha

Bolsonaro sinaliza diminuição no valor do auxílio emergencial: ”R$ 600 pesa muito”

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Presidente sinaliza diminuição do auxílio. Foto: Carolina Antunes

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sinalizou que o valor de R$ 600 do auxílio emergencial deve diminuir. Em evento realizado nesta quarta-feira (19), em Brasília, o chefe de Estado assinou medidas de crédito para as empresas do país. No entanto, ele teceu opiniões contundentes sobre o auxílio.

Bolsonaro também indicou que se reuniu na manhã desta quarta com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), no Palácio da Alvorada, para discutir a possibilidade de prorrogação do auxílio.

”Os R$ 600 pesa muito para a União. Isso não é dinheiro do povo, porque não está guardado, é endividamento. E, se o país endivida demais, acaba perdendo a credibilidade para o futuro. Então, os 600 é muito. Alguém da Economia falou em R$ 200. Eu acho que é pouco, mas dá pra chegar no meio termo e nós buscarmos que ele possa ser prorrogado por mais meses”, discursou.

O presidente da República também afirmou que o benefício possa ser estendido ”talvez até o final do ano”. ”De modo que nós consigamos sair dessa situação fazendo com que os empregos formais e informais voltem a normalidade e nós possamos continuar nosso ritmo ascendente que começamos no início deste ano”, acrescentou.

CONFIANÇA DE BOLSONARO
Antes do presidente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, também fez um pronunciamento. Ele disse que Bolsonaro nunca traiu sua confiança. ”Desde que eu conheci o presidente eu confiei. E ele não faltou a confiança nunca, e eu espero também não ter faltado em nenhum momento. Nós estamos juntos. Evidentemente, quem tem os votos é sempre o presidente, a escolha é sempre o presidente. Quem faz o timing das reformas, de tudo, é a política. O presidente está reformando, inclusive, a política no país”, declarou. Com informações do site Bahia Notícias

Não estou preocupado com 2022, quero fazer um bom governo, diz Bolsonaro em nova visita ao Nordeste

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Jair participa de inauguração da Usina em Sergipe. Foto: Reprodução

Em sua terceira visita à região Nordeste em menos dois meses, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta segunda-feira (17), em Sergipe, que não está em agenda de campanha e que a eleição de 2022 não o preocupa.

”Não estou preocupado com 2022, 2022 é outra história. Quero fazer um governo bom nesses quatro anos”, disse o presidente que ainda deu mostras de que pode ter uma participação mais ativa na eleição municipal de 2020. ”Não pretendo [participar], o que não quer dizer que eu não vá”.

Bolsonaro evitou comentar a pesquisa Datafolha que apontou para uma melhora da sua popularidade, inclusive no Nordeste. ”Não me baseio em pesquisa nenhuma. Pesquisa é aquilo que a gente com o povo vê nas ruas”.

A pesquisa Datafolha, divulgada na última quinta-feira (13), aponta que 37% dos brasileiros consideram o governo Bolsonaro ótimo ou bom, ante 32% na pesquisa anterior, feita em 23 e 24 de junho. Os eleitores que consideravam o governo ruim ou péssimo caiu de 44% para 34% no mesmo período.

Bolsonaro desembarcou em Aracaju por volta das 10h e foi recebido por uma multidão de apoiadores que se aglomeravam no aeroporto. Sem usar máscara, o presidente cumprimentou e pegou na mão dos militantes, segundo contra as orientações das autoridades sanitárias.

Para acenar para o público, ele subiu nos ombros de um segurança e vestiu um chapéu de vaqueiro. Foi saudado pelos eleitores com gritos de ”melhor presidente do Brasil” e ”eu vim de graça”.

Ao comentar sobre a receptividade no Nordeste, região onde teve menos votos na eleição de 2018, o presidente afirmou que não vê diferença em relação ao que já via campanha eleitoral. ”É sinal que nada mudou. A gente continua gozando prestígio e consideração por parte da população e retribuímos com um trabalho, honestidade e sinceridade”, afirmou.

O presidente esteve em Sergipe para a inauguração da Usina Termoelétrica Porto Sergipe I, um empreendimento da Celse (Centrais Elétricas de Sergipe) em Barra dos Coqueiros (14 km de Aracaju). O empreendimento é 100% privado e não teve financiamento de bancos públicos.

Para 52% dos brasileiros, Bolsonaro é responsável por 100 mil mortes no Brasil, diz Datafolha

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Atuação de Bolsonaro na pandemia é criticada. Foto: Marcos Corrêa

Um levantamento realizado pelo Instituto Datafolha revelou que 52% dos brasileiros responsabilizam o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela 100 mil mortes em decorrência de complicações da Covid-19 no Brasil. Deste percentual, 11% o elegem como principal culpado e outros 41% dizem que ele é um dos culpados, mas não o principal.

Por outro lado, 47% dizem acreditar que o presidente não tem culpa nenhumas pelos óbitos. A marca de 100 mil mortes foi atingida no dia 8 de agosto. A pesquisa ouviu por telefone  2.065 brasileiros adultos.

O percentual dos que não atribuem ao presidente responsabilidade pelas mortes é maior entre aqueles que consideram seu governo ótimo ou bom (80%) e entre os que votaram nele no segundo turno das eleições (64%). De forma inversa, entre os que consideram o atual governo ruim ou péssimo, 86% creem na responsabilidade parcial ou total do governante pelos óbitos.

Segundo o Datafolha, entre os brasileiros de maior renda, acima de dez salários mínimos,  somam 61% os que veem Bolsonaro como o principal ou um dos culpados pelas mortes. Já entre os que ganham até dois salários mínimos, 49% acham que o presidente não tem nenhuma culpa, mesmo percentual da soma dos que o veem como principal culpado ou corresponsável.

Ao dividir a população por raças, são os pretos o grupo que mais vê culpa do presidente: para 14% ele é o principal culpado pelas mortes, e para 48%, um dos culpados. Também nesse grupo está o menor percentual dos que não veem nenhuma responsabilidade de Bolsonaro, 37%, ante 49% dos pardos e 44% dos brancos. As informações são do site Bahia Notícias

Em evento, presidente Bolsonaro tira máscara e diz que todos pegarão coronavírus um dia

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Jair mostra mais uma vez como lida com o vírus. Foto: Alan Santos

Presente na abertura dos cursos de formação da PF, nesta terça (11), Bolsonaro mostrou mais uma vez como lida com o coronavírus. No final do evento, o presidente avisou que tiraria a máscara, dizendo não ser um problema já que todos vão pegar a doença um dia. Disse que está vivo mesmo depois de ter sido contaminado.

André Mendonça (Justiça) participou da cerimônia por meio de vídeoconferência. Ele está trabalhando em casa desde que sua mulher e sua filha descobriram estar com o vírus — já realizou um teste e esperava ainda o resultado do segundo. Oito ministros já foram diagnosticados com Covid-19. Da Folha de S.Paulo

Extratos bancários mostram que primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu R$ 72 mil de Queiroz

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Recurso caiu na conta de Michelle Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega

A primeira-dama Michelle Bolsonaro pode ter recebido mais de R$ 70 mil reais de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos) e em prisão domiciliar por suspeita de participação em um esquema de rachadinha com dinheiro dos gabinetes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A Crusoé teve acesso à quebra do sigilo bancário de Fabrício Queiroz autorizada pela Justiça a pedido dos investigadores e relatou que os cheques que caíram na conta da primeira-dama não somam nem 24 mil nem 40 mil reais, como havia afirmado o então presidente eleito Jair Bolsonaro (sem partido) em dezembro de 2018. Os montantes chegam a R$ 72 mil.

Os extratos detalham as transações financeiras do ex-assessor entre os anos de 2007 e 2018 e mostram o intenso fluxo de valores creditados em conta, contrariando a primeira e a única versão apresentada por Bolsonaro na tentativa de justificar os pagamentos a Michelle Bolsonaro. As informações são do site Bahia Notícias

Medida Provisória que abre crédito destina R$ 1,99 bilhão para viabilizar vacina contra covid-19

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O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (6) a medida provisória (MP) que abre crédito extraordinário de R$ 1,9 bilhão para viabilizar a produção e aquisição da vacina contra a covid-19, que está sendo desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. A transferência de tecnologia na formulação, envase e controle de qualidade da vacina será realizada por meio de um acordo da empresa britânica com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde. Com isso, caso a eficácia do imunobiológico seja comprovada, o Brasil deverá produzir 100 milhões de doses. 

”Assinamos esse protocolo no passado e passamos a fazer parte desse seleto grupo. A nossa contrapartida é basicamente financeira no momento, quase R$ 2 bilhões. Talvez em dezembro ou janeiro exista a possibilidade da vacina e daí esse problema estará vencido poucas semanas depois”, afirmou o presidente, durante cerimônia de assinatura da MP, no Palácio do Planalto.

O acordo entre Fiocruz e AstraZeneca é resultado da cooperação entre o governo brasileiro e governo britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde. O próximo passo será a assinatura de um contrato de encomenda tecnológica, previsto para este mês, que garante o acesso a 100 milhões de doses do insumo da vacina, das quais 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões ao longo dos dois primeiros trimestres de 2021. Em todo o mundo, esta é uma das vacinas que estão em estágio mais avançado, já em testes clínicos com seres humanos.

”Estamos garantindo a aplicação de recursos em uma vacina que tem se mostrado a mais promissora do mundo. O investimento é significativo, não apenas no seu valor, quase R$ 2 bilhões, mas também aponta para a busca de soluções que permitam ao Brasil desenvolver tecnologias para a proteção dos brasileiros. Esse é um acordo de transferência de tecnologia, isso significa que estamos garantindo a produção e entrega, inicialmente, de 100 milhões de doses, além de trazer para o país a capacidade de utilizar, na indústria nacional, essa nova tecnologia e dar sustentabilidade ao programa brasileiro de imunizações”, destacou o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello.

Em Brasília, deputado Antonio Brito participa da assinatura da MP da vacina de Oxford

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Brito com o ministro da Saúde, Pazuello. Foto: Erasmo Salomão

O presidente Jair Bolsonaro assinou, na tarde desta quinta-feira (6), no Palácio do Planalto, a medida provisória que libera cerca de R$ 2 bilhões para a produção da vacina de Oxford contra a Covid-19.

Único parlamentar baiano presente na solenidade, o deputado federal Antonio Brito (PSD-BA) dialogou com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, sobre a vacina.

Os recursos provenientes deste ato serão destinados à Fiocruz, que tem acordo com a farmacêutica AstraZeneca para compra de lotes e transferência de tecnologia da vacina, que encontra-se na fase 3 de testes no Brasil, e com previsão de início da vacinação no Brasil para janeiro de 2021.

Bolsonaro diz que não poderá continuar pagando auxílio emergencial por muito tempo

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Bolsonaro volta a criticar governadores. Foto: Foto: Isac Nóbrega

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã de hoje (5), em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, que o governo federal não poderá continuar pagando o auxílio emergencial por muito tempo porque “a economia tem que funcionar”, e o benefício custa R$ 50 bilhões por mês aos cofres públicos. Ele voltou a fazer críticas a ”alguns governadores”, sem citar nomes, por manterem ”tudo fechado” para enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

A declaração ocorreu depois que um apoiador agradeceu o presidente pelo auxílio emergencial de R$ 600. ”Começou a pagar a quarta parcela e tem a quinta. Não dá para continuar muito, porque por mês custa R$ 50 bilhões. A economia tem que funcionar. E alguns governadores, alguns governadores teimam ainda em manter tudo fechado”, disse Bolsonaro.

Integrantes do governo cogitam ampliar o auxílio emergencial até dezembro deste ano, diante das incertezas em relação à duração dos efeitos da pandemia sobre a economia. Porém, auxiliares do ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmam que o valor das parcelas adicionais teria de ser inferior aos atuais R$ 600, devido à falta de recursos no Orçamento.