Ex-governador Anthony Garotinho deixa a prisão em Bangu após determinação de Gilmar Mendes

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Garotinho deixou a prisão na noite desta quinta. Foto: Estadão

O ex-governador do Rio Anthony Garotinho deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio, por volta das 20h30 desta quinta-feira (21). A libertação ocorreu após a determinação do ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), À saída do presídio, ele foi recebido por um grupo de seguidores e parentes, que festejaram sua liberdade. De acordo com o advogado de Garotinho, Carlos Azeredo, o ex-governador seguiria para a residência no bairro do Flamengo, na zona sul da cidade. A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) confirmou que o presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues, e Fabiano Rosas Alonso, investigados no mesmo inquérito, também seriam liberados hoje. Os três estavam presos por determinação do Juízo Eleitoral de Campos dos Goytacazes, município do norte fluminense e reduto eleitoral de Garotinho e de sua esposa, a também ex-governadora Rosinha Garotinho, presa na mesma operação. Os dois são acusados de corrupção e organização criminosa. A investigação aponta para recebimento de verbas envolvendo o grupo JBS e contratos para prestação de serviço na área de informática. Rosinha, por sua vez, saiu do presídio no dia 30 de novembro, com liberdade restrita, que inclui recolhimento noturno e tornozeleira eletrônica.

Preso, Paulo Maluf deve ser ”vizinho” de Geddel Vieira e Luiz Estêvão no presídio da Papuda

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Deputado Paulo Maluf se entregou à polícia. Foto: O Globo

O deputado Paulo Maluf (PP) será alocado em uma vizinhança de peso no presídio da Papuda. Segundo O Globo, o progressista dividirá o bloco V, da Ala B, do Centro de Detenção Provisória (CDP), com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) e o ex-senador Luiz Estevão (PRTB). A área é reservada a políticos, policiais e idosos que, para a Subsecretaria do Sistema Penitenciário, são vulneráveis. Por lá já passaram o operador Lúcio Funaro e o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no mensalão. As celas da área são equipadas com vasos sanitários, diferentemente de outros setores, que só contam com vasos turcos (no chão).

CNI/Ibope: Governo Temer recebe aprovação de 6% da população; 74% desaprovam

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Temer é rejeitado pela maioria dos brasileiros. Foto: Alan Santos

O governo do presidente Michel Temer foi considerado ruim ou péssimo por 74% da população, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope. Já 6% consideram ótimo ou bom, 19% regular e 2% não sabem ou não responderam. O levantamento foi divulgado hoje (20) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa CNI-Ibope do quarto trimestre de 2017 foi realizada entre 7 e 10 de dezembro, com 2 mil pessoas em 127 municípios e revela a avaliação dos brasileiros sobre o desempenho do governo federal. No último levantamento, divulgado em setembro, 3% dos entrevistados avaliaram o governo como ótimo ou bom, 16% como regular, 77% como ruim ou péssimo e 3% não souberam ou não responderam. O levantamento também mostra o grau de confiança no presidente Michel Temer e a aprovação do governo em nove áreas de atuação, entre elas, saúde, educação, segurança pública e combate à fome e ao desemprego. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos e o nível de confiança utilizado é de 95%. De acordo com os dados, a popularidade do presidente oscilou positivamente, se comparado à última pesquisa, mas ainda dentro da margem de erro. ”Houve um pequeno aumento de popularidade em todos os indicadores, mas a popularidade continua baixa, comparando todo o histórico”, disse o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Os brasileiros que confiam no presidente aumentaram de 6% para 9%. Já 90% não confiam em Temer; na última avaliação, esse percentual era de 92%. O nível de pessoas que desaprova a maneira do presidente governar também oscilou de 89% para 88%. Entre os que aprovam sua maneira de governar, eram 7% em setembro, agora são 9%. Segundo a CNI, entre os entrevistados com 55 anos ou mais, registra-se um aumento significativo da popularidade do presidente, indo de 4% para 10%. Ela também é maior entre os homens, quando comparada às mulheres, e entre os entrevistados de maior renda familiar. Entre os entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo, o percentual dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo é de 79% e 13% avaliam como regular. A Região Nordeste se mantém como a que pior avalia o governo Temer. As informações são da Agência Brasil

Menina de 12 anos morre eletrocutada em pisca-pisca de árvore de Natal ao tentar ligar aparelho

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Jovem Claudiene Braga estava na casa da avó. Foto: Facebook

Uma menina de 12 anos morreu eletrocutada em uma árvore de Natal na noite deste domingo (17) em Teresina, no Piauí. Iris Claudiene Braga estava na casa da avó quando aconteceu o acidente. Segundo o G1, o avô da vítima contou que a garota tocou na parte de metal do conector do pisca-pisca no momento que botava na tomada. Segundo o relato do avô, por volta das 19h, a avó materna ouviu um grito e quando chegou na sala a menina já estava no chão desmaiada e com um ferimento no dedo mindinho da mão esquerda. Logo depois, levaram Iris ao hospital, mas ela já chegou morta ao hospital. ”A perícia inicial confirmou que a causa da morte foi o choque elétrico, mas apenas uma perícia de local do incidente pode determinar exatamente como esse choque aconteceu”, explicou o diretor do IML, André Biondi, ao G1. O corpo da menina foi enterrado nesta segunda-feira (18). A aulas foram canceladas na escola onde ela estudava.

Garotinho faz jejum por tempo indeterminado em presídio no Rio por se sentir injustiçado

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Ex-governador do Rio, Anthony Garotinho. Foto: Reprodução/Uol

O ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, está em jejum “por tempo indeterminado” desde sexta-feira (15) no presídio de Bangu 8, no Complexo de Gericinó, onde está preso há 27 dias.  Advogado de Garotinho, Carlos Azeredo visitou o ex-governador na tarde de sábado e na manhã deste domingo. “Ele está bem, está bem. Está um pouco irresignado da injustiça”, comentou o defensor, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.  Na sexta, Garotinho escreveu uma carta à mão, endereçada à direção do presídio, em que informou que permanecerá em “jejum por tempo indeterminado”. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Rio informou em nota que o ex-governador rejeitou as refeições oferecidas neste domingo (17). Segundo a Seap, ele “passou por atendimentos médicos e passa bem”. Filha do ex-governador, Clarissa Garotinho (PRB), deputada federal licenciada por exercer o cargo de secretária municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação do Rio, declarou que “essa situação é difícil”. Clarissa visitou o pai em Bangu 8 todos os dias em que as visitas são permitidas. Para ela, atitude do pai foi algo extremo como “forma de tentar fazer as pessoas refletirem no que está acontecendo”. “Não posso julgá-lo por uma decisão que está carregada do sentimento de revolta e injustiça que ele está sofrendo.”, comentou.

Inquérito que acusa Alckmin de receber R$ 10 mi em propina da Odebrecht anda no STJ

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Geraldo Alckmin teria recebido propina. Foto: Alexandre Carvalho

O inquérito contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, passou a andar no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O tucano é acusado de receber propina de R$ 10 milhões, via caixa dois, do departamento de propinas da Odebrecht. De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a ministra Nancy Andrighi autorizou os advogados de defesa a terem acesso aos documentos juntados na investigação. O prazo para o Ministério Público Federal voltar a se pronunciar sobre o caso também foi reaberto, segundo a publicação.

Procuradora Raquel Dodge recorre de decisão de Gilmar que mandou soltar Jacob Barata

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Procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Foto: Antonio Augusto

A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes que mandou soltar, pela terceira vez, o empresário Jacob Barata Filho, conhecido como ”rei do ônibus”. Em manifestação em que aponta extrapolação de competência, a PGR diz que a decisão de Gilmar — que revogou ao mesmo tempo duas ordens de prisão — deve ser anulada porque não seria ele, e sim o ministro Dias Toffoli, o relator da Operação Cadeia Velha. Na peça de 37 páginas que chegou ao Supremo na tarde desta segunda-feira, 4, primeiro dia útil após a decisão recorrida, Raquel Dodge defende os fundamentos apresentados nos dois mandados de prisão que Gilmar revogou. Em relação à ordem de prisão do Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF-2), na Operação Cadeia Velha, ela apontou que só Toffoli poderia ter tomado decisão, por ter recebido a prevenção para julgar pedidos relacionados, depois de ter negado o primeiro pedido sobre a operação — habeas corpus do deputado estadual Jorge Picciani (PMDB). ”A decisão ora agravada, especificamente no ponto em que revogou a prisão preventiva decretada nos autos do processo n. 2017.7402.000018-7 pelo TRF-2, encontra-se eivada de nulidade, por ter sido proferida por Relator sem competência para tanto”, disse Raquel Dodge. A outra ordem de prisão de Jacob Barata Filho, da 7ª Vara Federal Criminal da Rio de Janeiro, foi devido ao descumprimento às medidas cautelares diversas da prisão impostas a ele pelo Supremo. Dodge protestou contra a decisão de soltura destacando que o investigado “vinha realizando, de forma plena, a administração de suas empresas de transportes de passageiros” e que o Supremo não deveria analisar o caso antes de ele ter passado pelas demais instâncias. ”É incabível que uma decisão de primeiro grau, que entendeu pelo descumprimento de cautelares, seja imediatamente revisada pela Corte Constitucional. Há evidente supressão de instância e ofensa ao devido processo legal. Diante disso, a decisão ora agravada é eivada de nulidade, o que impõe a sua cassação, com o consequente restabelecimento da ordem judicial”, disse Raquel Dodge.

Dançarina morre após show de Léo Santana ao sofrer dois acidente em apenas 5 minutos em SP

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Dançarina foi vítima de dois acidentes e morreu. Foto: Reprodução

A dançarina Alessandra Andrade, 43 anos, morreu depois de sofrer dois acidentes em apenas cinco minutos em São Vicente, no litoral de São Paulo, no sábado (2). Ela tinha acabado de fazer uma apresentação de dança depois do show do cantor Léo Santana na cidade e voltava para casa quando morreu. Segundo amigos, a dançarina tinha dito pouco antes que aquela seria a última apresentação de sua vida. Alessandra voltava de moto para casa, em Cubatão. Ela passava pela Rodovia Anchieta quando um carro tocou na moto e Alessandra foi arremessada e atropelada. Enquanto recebia atendimento, outro carro passou, não respeitou a sinalização e atropelou novamente a dançarina, que acabou morrendo. Ela foi ao show de Léo Santana em uma casa noturna de São Vicente com amigos.”Ela estava sempre sorrindo, animada e bem arrumada. No dia do acidente era o oposto. Estava desarrumada, cabisbaixa e cansada”, disse ao G1 a amiga Taio Messias. O combinado era que o grupo de dança iria abrir a noite, antes de Léo Santana subir ao palco. Mas houve atraso e os dançarinos acabaram fechando o show, depois do cantor baiano. ”Ela estava cansada. Chegou a dizer que essa seria a última apresentação dela”, explica Frederico César, professor de dança que se apresentou com Alessandra. ”Ela falou ‘esse é o meu último show, não subo nunca mais no palco. Estou cansada, velha e não tenho mais idade pra isso’, parece que sabia que ia morrer”, conta Taio. ”Talvez estivesse preocupada com o atraso do show porque no dia seguinte ela teria uma atividade com os alunos dela no Sesc de Santos e precisava ir embora”, diz. ”Ela não saiu de dentro do camarim. Ficou reservada. Mas quando subiu no palco, foi lindo. Ela dançou como sempre, deu um show. Quando acabou, ela foi embora.” A apresentação acabou terminando depois de 4h da madrugada. Ao Uol, Taio contou que como chegou tarde em casa, dormiu rapidamente. Ela acordou às 13h de domingo com várias mensagens e que ficou bastante chocada. ”Ela estava com a gente agora mesmo”, lembra de dizer. “Foram dois atropelamentos. Estamos chocados. A gente tem de acreditar que era o dia dela, que sua missão já tinha sido cumprida”, acrescenta. O corpo da professora foi velado e sepultado no domingo, em Cubatão, com presença de mais de 200 pessoas. Imagens das câmeras de monitoramento da rodovia devem ajudar a identificar o atropelador. A placa dianteira do carro acabou caindo na via e foi localizada depois do acidente. O suspeito ainda não se apresentou à delegacia e não foi encontrado.

Eleição de 2018 terá somente 30 mil urnas eletrônicas aptas a emitir o voto impresso

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O ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), confirmou hoje (1º) que somente em torno de 30 mil urnas eletrônicas estarão aptas a emitir o voto impresso nas eleições do ano que vem. ”Estamos estimando em torno disso”, afirmou Mendes. ”Não temos condições nem recursos”, acrescentou o ministro sobre a implantação do voto impresso em todas as cerca de 600 mil urnas eletrônicas que serão utilizadas em 2018. ”Vamos comunicar ao Congresso”. O ministro foi questionado por jornalistas após a informação ter sido antecipada pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, nesta sexta-feira. A implantação do voto impresso nas eleições de 2018 foi aprovada pelos parlamentares no ano passado. Na ocasião, o custo da implantação integral foi estimado pelo TSE em R$ 1,8 bilhão. Pela lei aprovada, em nenhum momento o eleitor terá contato com seu voto impresso, que será depositado em uma urna física para ser utilizado posteriormente em eventual auditoria das eleições. As informações são da Agência Brasil

Universidade de São Paulo ignora impeachment de Dilma em recurso de Janaina Paschoal

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Janaina atuou no impeachment contra Dilma. Foto: Alessandro Dantas

Em resposta ao recurso de Janaina Paschoal por sua reprovação no concurso de titularidade, professores da banca da Faculdade de Direito alegam que sua atuação no impeachment de Dilma Rousseff não tem valor para uma avaliação acadêmica. Na petição, os examinadores afirmam ainda que ela está ”inconformada por não ter sido dado destaque ao seu papel no impeachment”. Reprovada no concurso em setembro, a autora do pedido de impeachment entrou com um recurso que será analisado nesta quinta-feira (30) na Congregação da faculdade. A petição conjunta dos professores Salomão Shecaira, presidente da banca, e Renato Silveira, afirma em um trecho que ”a recorrente mostra-se inconformada por não ter sido dado destaque ao seu papel no impeachment, a sua luta pelo povo da Venezuela, ao fato de integrar o Conselho Seccional da OAB, do Conselho Penitenciário e de Política Criminal”. Todos esses foram pontos citados por Janaina como serviços prestados à comunidade, em seu memorial. Mais além, o documento diz: “Nota-se, contudo, que atuações em relação ao impeachment ou à questão da luta pelo povo da Venezuela não se mostram, segundo o entendimento dos subscritos, aptos para avaliação para fins universitários”. Professora na instituição desde 2003, ela concorreu com três docentes para duas vagas de titularidade, e foi a última colocada. Em outubro, Janaina disse ao jornal O Estado de S. Paulo ver perseguição dentro da faculdade. O seu recurso pede que a instituição corrija as notas de seus memoriais e que instale uma comissão para apurar o que chamou de ”falta de originalidade” na tese de Alamiro Velloso, primeiro colocado. “Não é que eu queria que destacassem minha participação no impeachment. O que eu não acho justo é que, por não gostarem das minhas ideais, eles desmereçam todo o meu trabalho e escrevam em um parecer, que é um documento público, que eu não presto serviços à comunidade”, afirmou a professora. Apesar dos pedidos de retratação do memorial, o principal motivo da reprovação de Janaina, em que obteve as notas mais baixas, foi a sua tese – Direito Penal e Religião: as várias interfaces de dois temas que aparentam ser estanques. Na petição, os professores a classificaram como de ”lamentável profundidade”. A Congregação votará nesta quinta o parecer do relator, professor Flávio Yarshell. Qualquer membro pode pedir vista, mas, se a votação for encerrada hoje, ainda cabe recurso no Conselho Universitário – última instância administrativa da USP. O órgão também vai analisar hoje o caso do professor José Maurício Conti, um dos especialistas em Direito Financeiro responsáveis por apontar crime de responsabilidade de Dilma Rousseff nas pedaladas fiscais durante o impeachment. Ele foi reprovado em concurso de titularidade do Departamento de Direito Econômico, Financeiro e Tributário no fim de outubro, após ter contestado e judicializado a banca examinadora.

Presidente nacional do PR está foragido há uma semana e recusa se entregar à polícia

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Antônio Carlos Rodrigues está foragido. Foto: Reprodução/Uol

O presidente nacional do PR (Partido da República), o ex-ministro dos Transportes Antônio Carlos Rodrigues, está foragido há uma semana. Ele foi alvo de um mandado de prisão pela Justiça Eleitoral de Campos dos Goytacazes (RJ) na Operação Chequinho. Rodrigues é suspeito de corrupção, extorsão, participação em organização criminosa e falsidade ideológica na prestação de contas eleitorais na mesma investigação que resultou na prisão dos ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, ambos do PR. O sumiço do presidente do PR provoca constrangimento do partido no governo federal, já que possui ministro no governo Temer. A PF não conseguiu localizar o presidente do PR na última quarta (22), dia em que os dois ex-governadores foram presos. O mandado expedido pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira determinou o cumprimento da prisão preventiva ”nos endereços declarados nos autos ou onde quer que se encontrem”. O advogado dele, Daniel Bialski, informa há uma semana que ele só vai se apresentar depois que a Justiça julgar o habeas corpus. O Ministério Público Estadual do Rio acusa o ex-ministro dos Transportes de ter negociado com Garotinho e com o frigorífico JBS a doação de dinheiro oriundo de propina para a campanha do ex-governador ao governo do Rio, em 2014. O inquérito que embasa a denúncia partiu da delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista e do executivo do grupo J&F Ricardo Saud.

Temer passa bem após cirurgia e médicos confirmam que poderá ter alta nesta segunda-feira

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Michel Temer passou por cirurgia em SP. Foto: Alan Santos

O presidente Michel Temer recupera-se bem da cirurgia a que foi submetido, na noite da última sexta-feira (24), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com o último boletim médico, divulgado às 11h40 de hoje (26), ele passou bem a noite e o quadro de saúde é estável. Foi mantida a previsão de alta nesta segunda-feira (27).Temer passou pelo procedimento de desobstrução de três artérias do coração, seguido da implantação de stents em duas delas. Apesar dessa extensão, a técnica médica não foi invasiva, ou seja, não houve a necessidade de cortes na região do tórax. Para corrigir o fluxo sanguíneo, os médicos recorreram ao uso de uma sonda colocada por meio da artéria femural, na altura da virilha.O cardiologista Roberto Kalil Filho, médico que atende o presidente, explicou no sábado (25) que as obstruções eram revelantes e que, em duas delas, houve a necessidade de implantar stents [pequenas tubulações semelhantes a bobes de cabelo que mantêm as artérias abertas e permitem que o sangue passe normalmente]. Além desses procedimentos, os médicos fizeram uma reavaliação do tratamento da próstata, ocorrido, no último dia 27 de outubro, para a desobstrução do canal uretal, constatando que é boa a evolução.

Como ”punição”, ex-governador Garotinho vai para presídio de segurança máxima em Bangu

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Anthony Garotinho é transferido Foto: Estadão Conteúdo

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho será transferido para o presídio de segurança máxima de Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio. O juiz eleitoral Ralph Manhaes Júnior, da 98ª Zona Eleitoral, de Campos dos Goytacazes, determinou a transferência depois que, segundo ele, Garotinho simulou uma agressão dentro da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na madrugada de ontem (24). ”Fica autorizado ao juízo da VEP [Vara de Execução Penal], em sintonia com a Seap [Secretaria Estadual de Administração Penitenciária], a transferência imediata do réu em tela para um presídio de segurança máxima, visando assim garantir a integridade física do acusado”, decidiu Manhães. De acordo com o juiz, a Seap informou que as câmeras de segurança da galeria onde Garotinho está preso em Benfica não registraram nada que comprove a agressão contra o ex-governador, que alegou ter sofrido violência de um indivíduo que teria entrado em sua cela com um taco de madeira, batido em seu joelho e o ameaçado. No início da tarde, Garotinho registrou a suposta agressão na 21ª Delegacia de Polícia. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar crime de agressão. Garotinho foi preso na quarta-feira (22) junto com a mulher, Rosinha, acusado da prática dos crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais. Em Benfica também estão presos o ex-governador Sérgio Cabral e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani, ambos do PMDB, além de outros integrantes do mesmo grupo, desafetos políticos de Garotinho, que os denunciou várias vezes, ao longo dos últimos anos, por meio da imprensa.

Casal Garotinho preso pela Polícia Federal é acusado de organização criminosa e corrupção

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Anthony e Rosinha Garotinho são presos pela PF. Foto: Estadão

As prisões do ex-governador do Rio Anthony Garotinho e de sua mulher, a também ex-governadora Rosinha Garotinho, foram determinadas pelo Juízo Eleitoral de Campos dos Goytacazes, município do norte fluminense e reduto eleitoral dos dois. Em nota, a Polícia Federal (PF) informa que eles são acusados da prática dos crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais. A ação, desencadeada hoje (22) pela PF, teve o objetivo de cumprir nove mandados de prisão e dez de busca e apreensão. Participam da ação – feita nos municípios do Rio de Janeiro e Campo dos Goyracazes, no estado do Rio, e em São Paulo – 50 agentes. De acordo com a nota, a Polícia Federal e o Ministério Público Estadual identificaram elementos que comprovam que uma grande empresa do ramo de processamento de carnes firmou contrato fraudulento com outra empresa, sediada no município de Macaé, também no estado do Rio, para a prestação de serviços na área de informática. ”Suspeita-se que os serviços não eram efetivamente prestados e que o contrato, no valor de aproximadamente R$ 3 milhões, era apenas [fachada] para o repasse irregular de valores para utilização em campanhas eleitorais”, diz a nota. A PF também tinha informações de que o ex-governador cobrava propina nas licitações da prefeitura de Campos, “exigindo pagamento para que os contratos fossem honrados pelo Poder Público do município”. Na nota, é anunciada ainda a prisão de um ex-secretário municipal, cujo nome não foi divulgado. Após os procedimentos de praxe, os envolvidos serão encaminhados ao sistema prisional do estado, onde permanecerão à disposição da Justiça. As informações são da Agência rasil