Boletim Covid-19 registra em Jequié mais 48 novos casos da doença nas últimas 24h

/ Jequié

O boletim epidemiológico da Covid em Jequié, atualizado pela Secretaria Municipal de Saúde neste domingo (4) registra 48 novos casos, nas últimas 24 horas, perfazendo um total de 16.757 pessoas confirmadas com a doença, até agora. 16.032 pacientes encontram-se recuperados da doença.

Conforme os dados repassados pelo HGPV e pelo Hospital São Vicente, a taxa de ocupação geral dos leitos de UTI/adulto está em 97%. Destes, 21 leitos estão ocupados por residentes de Jequié e 7 leitos ocupados por pessoas de outros municípios. Até o presente momento 61.171 pessoas foram vacinadas com primeira em Jequié.

Ministro de Bolsonaro, Tarcísio Freitas admite possibilidade de intervenção na Via Bahia

/ Trânsito

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, admitiu a possibilidade de intervenção federal na Via Bahia, concessionária que opera a BR-324. Segundo ele, trata-se da ”pior concessão do Brasil”.

”A Via Bahia é um caso sério. É a pior concessão do Brasil. Estamos em uma batalha contra ela e aí vemos a importância de se ter uma boa modelagem em concessões”, disse Tarcísio.

”Modelagens ruins geram contratos ruins e para tirar depois é um problema. Ela não quer sair, então estamos enfrentando a questão na Justiça”, continuou.

”Pode ser o 1º caso de intervenção federal em uma concessão: assumirmos o controle da concessão e varrer do mapa a concessionária lá de dentro porque é um deboche o que a ViaBahia faz com a população baiana”.

”É nessa linha que a gente vai tratar a questão da ViaBahia”, acrescentou.

A fala do ministro ocorreu em uma audiência na Câmara dos Deputados no dia 22 de junho, mas bolsonaristas passaram a impulsionar o vídeo nas redes sociais.

Bahia domina partida, vence a Chapecoense fora de casa e cola no G-4 da Série A do Brasileiro

/ Esporte

Gilberto e Rodriguinho marcaram para o Bahia. Foto: Futura Press

Após duas derrotas consecutivas, para Palmeiras e América-MG, o Bahia chegou a uma marca indesejada ao sofrer sete gols em duas partidas, a pior defesa do campeonato.

Mas, por outro lado, o Esquadrão tem um dos melhores ataques da competição e confiando nisso o Tricolor foi à Arena Condá enfrentar a Chapecoense, vice-lanterna da Série A, para se reencontrar com os triunfos e continuar colado no G-6. E com gols de Gilberto e Rodriguinho, o Bahia venceu os donos da casa por 2 a 0.

Governador Eduardo Leite nega cálculo político-eleitoral em decisão de se assumir gay

/ Política

Eduardo é governador do RS. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), negou hoje qualquer cálculo político-eleitoral em sua decisão de declarar publicamente ser gay e afirmou que precisava se apresentar ”na integralidade, e não pela metade” a seu partido, pelo qual tenta concorrer à Presidência da República em 2022. Ele afirmou ainda que o voto em Jair Bolsonaro em 2018 é um ”erro” que deve ser analisado para não se repetir no futuro.

”Não tem nada de errado, nem é algo que mereça ficar escondido. Outros políticos têm, sim, a esconder e escondem… Rachadinha, mensalão, petrolão, superfaturamento em compra de vacinas”, disse Leite, que participou de uma série de reuniões do partido em Brasília.

”Entendi que era o momento de falar. Não tem qualquer cálculo do ponto de vista político-eleitoral. Aliás, nem sei quais serão os efeitos que isso terá do ponto de vista eleitoral. Talvez não sejam os efeitos positivos que muita gente possa esperar, mas tenha efeito positivo ou negativo, é o que sou, do jeito que sou, apresentado como sou. Se a população entender que eu posso apresentar um caminho, tem que ser na minha integralidade, sem esconder qualquer coisa”, afirmou.

O tucano também voltou a dizer que a eleição do presidente Jair Bolsonaro em 2018 foi um ”erro”, mas negou que tenha apoiado a candidatura do atual chefe do Planalto porque não pediu votos em favor do atual presidente, nem fez “campanha casada” ou ”misturou nome ao do candidato” – em alusão ao BolsoDoria empreendido pelo atual governador de São Paulo durante a campanha de 2018.

Em 2018, Leite declarou voto em Bolsonaro. Hoje, ele foi questionado sobre essa decisão, sobretudo pelo histórico de declarações homofóbicas do presidente.

“As declarações de intolerância do presidente no passado me pareciam naquele momento que teriam, embora preocupantes, menos espaço para se apresentarem de forma prejudicial ao País à medida que temos instituições fortes que garantiriam que a posição homofóbica dele não significasse política pública contrária a gays, lésbicas, bissexuais, ou qualquer público homossexual”, disse Leite. ”A gente tem que analisar esse erro, aprender com ele para não cometer mais esse erro no futuro”, afirmou.

Segundo ele, essa análise inclui trabalhar em uma ”terceira via” para evitar um segundo turno entre Bolsonaro e o PT, que deve ter o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato.

Leite disse ainda que qualquer candidato da ”terceira via” à Presidência da República deveria, se eleito, se abster de buscar a reeleição em 2026. Segundo ele, o momento de extrema polarização requer “volta para o bom-senso e para o equilíbrio”. “Isso envolve desapego, desprendimento”, disse.

”Se o próximo presidente da República, viabilizado por uma terceira via, como a gente espera, for candidato à reeleição, passa no primeiro dia a ser atacado pelas duas correntes políticas que querem voltar ao governo, seja o bolsonarismo, seja o lulopetismo. É importante que a gente tenha a visão sobre serenar os ânimos”, afirmou Leite.

O tucano participou de uma reunião com o diretório do PSDB no Distrito Federal e pretende ele mesmo concorrer nas prévias do partido para decidir o candidato à Presidência da República em 2022. Após explicitar suas pretensões eleitorais, Leite deve intensificar a agenda em outros Estados nos finais de semana para se tornar mais conhecido fora de seu reduto atual, ouvir propostas e angariar apoio dentro da legenda. Ele também iniciou conversas com representantes de PSB, PSD, Cidadania, MDB, PL, PP e DEM, já de olho em possíveis alianças.

Além de Leite, também devem concorrer nas prévias o governador de São Paulo, João Doria, o senador Tasso Jereissati e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgilio.

O governador do Rio Grande do Sul adiantou que, se for o candidato do PSDB ao Planalto e for eleito, não concorrerá à reeleição. A postura é semelhante à adotada por ele na prefeitura de Pelotas e no governo do Estado – para o qual ele reafirmou que não buscará novo mandato, mesmo que seja derrotado nas prévias do PSDB.

”Eu sou crítico da reeleição. No nosso sistema político, acabou se transformando num problema pelas negociações que se impõem dentro dos governos pela sucessão”, disse Leite. ”Não concorrerei à reeleição como governador, como já anunciei, e se um dia tiver o privilégio e a honra de ocupar a Presidência da República, digo também desde já que não concorrerei à reeleição”, acrescentou.

*Estadão

Cobertura vacinal baixa pode explicar alta de casos em países com o imunizante Coronavac

/ Saúde

Em sua live semanal desta semana, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar a Coronavac, o imunizante produzido no país pelo Instituto Butantan: ”Abre logo o jogo. Eu estou aguardando aquele cara de São Paulo falar”, em referência ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu adversário político. ”Não deu certo essa vacina dele, infelizmente, no Chile. Aqui no Brasil também parece que está complicado.”

O assunto pode ser mesmo “complicado”, porque inúmeros fatores devem ser considerados. Mas isso não significa que a Coronavac não tenha dado certo. Ao contrário, os estudos indicam que ela funciona.

Ainda assim, o aumento de casos, mortes e internações por Covid-19 no Chile, país líder em vacinação na América Latina e que usou majoritariamente a Coronavac, levantou dúvidas sobre a eficácia da vacina. E os questionamentos cresceram quando o país passou a analisar a hipótese de aplicar uma terceira dose do imunizante, como reforço.

Situação semelhante viveram Uruguai e países asiáticos que apostaram nas vacinas chinesas: eles sofrem uma alta de casos de Covid-19. Problema da origem dos imunizantes, como sugerem alguns?

Ao mesmo tempo, outros países, como Israel, também veem um aumento de casos e já se fecham novamente, apesar de altas taxas de vacinação com imunizantes de outras marcas. Da Pfizer, inclusive.

Nenhum desses cenários evidencia que as vacinas não funcionam. Todos os imunizantes contra a Covid-19 aprovados até agora geram proteção de mais de 90% contra casos graves e óbitos, embora a proteção contra a infecção em si tenda a ser mais baixa do que a observada nos estudos.

”Isso é o esperado, e todas as vacinas estão demonstrando isso: na vida real, a efetividade das vacinas é um pouco diferente do observado nos estudos de eficácia clínica”, diz o pediatra e diretor da Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações), Renato Kfouri.

O fato é que as vacinas mais tradicionais, que utilizam a tecnologia de vírus inativado (como Coronavac e Sinopharm), parecem ter efetividade menor na redução de casos sintomáticos de Covid, enquanto outras conseguem frear novas infecções. No entanto, fatores como cobertura vacinal e outras medidas de controle da pandemia são cruciais para a avaliação dessas vacinas em cada um dos países.

O Uruguai, por exemplo, realizou um estudo do impacto da vacinação até agora e concluiu que a Coronavac, aplicada amplamente no país, tem desempenho um pouco pior que o da Pfizer (RNA mensageiro) em relação aos contágios.

No estudo, a Coronavac mostrou uma taxa de infecção de 41,59 casos para cada 100 mil pessoas vacinadas com duas doses; com a Pfizer, esse número cai para 25,15 casos para cada 100 mil pessoas.

”É de celebrar que essas vacinas esvaziem os hospitais e reduzam as internações. Porém, a chegada das novas variantes, especialmente a delta, que se mostra mais contagiosa, aponta que apenas reduzir a possibilidade de a pessoa ficar doente não basta. É preciso frear o vírus. Se ele continua circulando, ainda que a letalidade seja menor, isso vai ser ruim no longo prazo, pois a circulação vai gerar outras variantes que podem começar a aposentar algumas vacinas”, diz Carlos J. Regazzoni, médico argentino especializado em bioestatística.

Sandra Cortes, presidente da Sociedade Chilena de Epidemiologia, reforça o argumento: ”Não é algo menor que a transmissão continue. A prioridade é que a pessoa não fique doente e não morra, claro, mas deixar de transmitir também é muito importante. Estamos usando uma vacina [a Coronavac] que não é a mais eficiente em prevenir transmissão, embora obviamente seja positivo que previna mortes”.

Em um estudo do Ministério da Saúde chileno realizado com 10 milhões de pessoas, a redução das mortes com o uso da Coronavac se mostrou alta (80%), assim como a das internações em UTI (89%). ”São dados que não deixam dúvida sobre a importância de tomá-la para prevenir a doença e a morte”, diz Susan Bueno, infectologista que dirige pesquisas sobre a Coronavac pela Universidade do Chile.

No Brasil, o estudo de eficácia na vida real e com cobertura vacinal massiva no município de Serrana (SP) mostra o poder da Coronavac de não só reduzir mortes e internações, mas também casos, desde que com cobertura vacinal ampla.

Na cidade paulista, 95% da população adulta foi vacinada com as duas doses da vacina; em dois meses, o número de óbitos caiu 95%, o de hospitalizações, 86%, e o de casos sintomáticos, 80%.

A observação da redução de casos e hospitalizações foi possível quando 75% da população estava imunizada com duas doses, patamar ainda distante para a maioria dos países. Israel, Reino Unido e Estados Unidos, que lideram a vacinação no mundo, têm, respectivamente, 60%, 48,7% e 46% da população total vacinada com duas doses.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, diz que a escalada de casos no Chile se deveu a um conjunto de fatores. ”Eles abandonaram as medidas de restrição em meio a uma forte onda, e os novos casos de internação e óbitos foram em grande parte nos indivíduos não vacinados.”

Os especialistas lembram que há sempre um percentual de pessoas que pode ter um quadro agravado da doença e eventualmente morrer, mesmo quando imunizados com as duas doses. Num estudo feito com mais de 128 mil profissionais de saúde na Indonésia, por exemplo, a efetividade da Coronavac contra mortes foi de 98%. No último mês, registraram-se ao menos dez óbitos entre os profissionais de saúde no país asiático.

”Por maior que seja a efetividade, sempre haverá de 1% a 2% de casos da chamada falha vacinal. Já a percepção e o número de casos é diretamente proporcional ao que ocorre na população: se temos 100 mil casos por dia, vão ocorrer de 1.000 a 2.000 mortes, mas outros 98 mil foram protegidos graças à vacina”, diz Kfouri.

Fatores individuais, como idade e presença de comorbidades, podem levar a um quadro agravado mesmo em pessoas imunizadas.

Os dados preliminares do estudo de efetividade conduzido pelo grupo Vebra Covid-19, coordenado por Júlio Croda, infectologista e pesquisador da Fiocruz, mostraram que a eficácia da Coronavac varia de 28% a 62% na prevenção de casos sintomáticos entre pessoas acima de 70 anos.

Mas os dados para proteção de hospitalizações e óbitos, que devem ser divulgados em breve, são maiores.

Segundo Croda, mais importante do que a eficácia da vacina é a homogeneidade da cobertura vacinal. ”Quando temos uma cobertura vacinal de mais de 90% nas pessoas mais idosas e cobertura reduzida nos mais jovens, é natural que ocorram também casos de morte nos idosos porque temos as chamadas bolhas de proteção, e não uma cobertura homogênea.”

Para Susan Bueno, da Universidade do Chile, em vez de comparar vacinas, os governos devem priorizar ”vacinar todo mundo, porque, se tivermos as melhores vacinas e não forem para todos, irá adiantar”.

A infectologista argentina Martha Cohen, que trabalha em Oxford, complementa a necessidade de ampliar a base de população vacinada. ”A imunidade de rebanho natural, no caso do coronavírus, não existe, ainda mais com a variante delta. Essa imunidade só pode ser atingida com a vacina. É por isso que urge a necessidade de vacinar os menores de idade”.

Outro exemplo de país com mais de 50% da população vacinada, a Mongólia utiliza a vacina da Sinopharm e registrou recordes de casos nos últimos sete dias, com mais de 800 ocorrências por milhão de habitantes no dia 21 de junho (segundo o site Our World in Data). Mas, assim como no Chile, o pico de casos na Mongólia parece estar relacionado a uma reabertura cedo demais do comércio, com um percentual ainda baixo da população imunizada com duas doses.

O que esses exemplos mostram é que a possibilidade de imunizar toda uma população com duas doses em dois meses, como ocorreu em Serrana (SP), é inviável. E, nesse meio tempo, podem surgir agravantes, como uma nova variante. Israel e Reino Unido registraram alta de casos, principalmente nos mais jovens e não vacinados, em decorrência da alta circulação da variante delta nas últimas semanas.

Estudos como o de Serrana e o de Botucatu (SP) fornecem dados importantes sobre a efetividade das vacinas em um contexto de proteção contra as variantes do vírus –a gama, ou P.1, primeiro detectada em Manaus em janeiro, é dominante no interior do estado e mesmo assim a Coronavac se mostrou eficaz. *Bahia Notícias

CPI da Covid vai investigar aumento de preço da Covaxin durante negociação com governo

/ Brasília

Integrantes da CPI da Covid no Senado vão investigar a elevação do preço das doses da vacina Covaxin durante as negociações entre o Ministério da Saúde e as empresas Bharat Biotech – a fabricante indiana – e Precisa Medicamentos, a intermediária brasileira.

O Jornal Estadão revelou um documento do Ministério da Saúde contendo a informação de que o valor da dose era US$ 10 por unidade, de acordo com reunião realizada em 20 de novembro entre representantes do governo e das empresas. Porém, o preço fechado no contrato foi de US$ 15, um porcentual 50% maior. O valor global do contrato, de R$ 1,614 bilhão (já convertida a moeda), saiu R$ 534 milhões mais caro do que o preço original.

“Nós vamos ter que investigar quem pediu para botar cinco dólares a mais nessa. Essa é uma denúncia muito séria, seríssima. A CPI tem que investigar a fundo quem é que está tirando essas vantagens. Com certeza não é só o cara da Precisa”, disse o presidente da comissão, Omar Aziz, ao Estadão.

Nesta semana, a CPI agendou depoimentos de pessoas envolvidas nas negociações, como o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, e a servidora da pasta Regina Célia de Oliveira, apontada pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e pelo irmão dele, o também servidor da pasta Luis Ricardo Miranda, como responsável por autorizar a importação das vacinas.

”A pressa em fazer a compra da vacina Covaxin, porque tinha essas vantagens, não era a mesma com a Pfizer, porque não tinha essas vantagens”, disse Omar Aziz, que disse que desconhecia o preço de US$ 10 por dose.

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que a CPI requisitará o acesso aos documentos revelados pelo Estadão. ”Essa informação fortalece os indícios de corrupção que avaliamos que existem no caso Covaxin/Precisa”, afirmou.

Bahia registra 1.906 novos casos de Covid-19 e mais 24 óbitos pela doença, diz boletim

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.906 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,2%) e 2.076 recuperados (+0,2%). O boletim epidemiológico deste domingo (4) também registra 24 óbitos. Apesar de as mortes terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro foram realizados hoje. Dos 1.137.167 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.100.892 já são considerados recuperados, 12.016 encontram-se ativos e 24.259 tiveram óbito confirmado.

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.376.092 casos descartados e 231.912 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste domingo. Na Bahia, 50.984 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 24.259, representando uma letalidade de 2,13%. Dentre os óbitos, 55,75% ocorreram no sexo masculino e 44,25% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,99% corresponderam a parda, seguidos por branca com 22,28%, preta com 15,40%, amarela com 0,42%, indígena com 0,14% e não há informação em 6,77% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 60,48%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (72,81%).

A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

Situação da regulação de Covid-19

Às 12h deste domingo, 16 solicitações de internação em UTI Adulto Covid-19 constavam no sistema da Central Estadual de Regulação. Outros 19 pedidos para internação em leitos clínicos adultos Covid-19 estavam no sistema. Este número é dinâmico, uma vez que transferências e novas solicitações são feitas ao longo do dia.

Vacinação

Com 5.047.711 vacinados contra o coronavírus (Covid-19) com a primeira dose, dos quais 1.890.327 receberam também a segunda aplicação, e mais 81.429 vacinados com o imunizante de dose única, até as 17 horas deste domingo, a Bahia é um dos estados do País com o maior número de imunizados. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realiza o contato diário com as equipes de cada município a fim de aferir o quantitativo de doses aplicadas e disponibiliza as informações detalhadas no painel https://bi.saude.ba.gov.br/vacinacao/.

Tem se observado volume excedente de doses nos frascos das vacinas contra a Covid-19, o que possibilita a utilização de 11 e até 12 doses em apenas um frasco, assim como acontece com outras vacinas multidoses. O Ministério da Saúde emitiu uma nota que autoriza a utilização do volume excedente, desde que seja possível aspirar uma dose completa de 0,5 ml de um único frasco-ampola. Desta forma, poderá ser observado que alguns municípios possuem taxa de vacinação superior a 100%.

Ministério autoriza prefeituras ampliarem vacinação contra gripe para outras pessoas além das incluídas

/ Saúde

O Ministério da Saúde autorizou as prefeituras a ampliarem a vacinação contra a gripe (Influenza) para outras pessoas além das já incluídas nos grupos prioritários iniciais. Em nota, a pasta afirma já ter comunicado a recomendação aos representantes municipais, aos quais caberá definir a melhor forma de imunizar suas populações a partir dos seis meses de idade.

”Campanhas de imunização são prioridade do Ministério da Saúde e resolvemos ampliar a vacinação contra a Influenza para todos os grupos. O nosso objetivo é reduzir os casos graves de gripe que também pressionam o nosso sistema de saúde”, afirma o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na nota.

Segundo o ministério, cerca de 34,2 milhões dos 79 milhões de brasileiros que integram os grupos prioritários já foram vacinados contra a gripe este ano, o que representa cerca de 42% do público-alvo inicial. A campanha para os segmentos prioritários da população está prevista para continuar até o próximo dia 9.

Fazem parte dos grupos prioritários: pessoas acima dos 60 anos, professores, crianças de seis meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário, urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, membros das forças de segurança e salvamento, Forças Armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade e população privada de liberdade.

O ministério recomenda que todos os interessados fiquem atentos aos cronogramas divulgados pelas prefeituras e/ou secretarias municipais de saúde. Para se vacinar, basta consultar um local de votação próximo e comparecer portando a caderneta de vacinação e um documento com foto, para que os profissionais de saúde localizem o cadastro no sistema de informação. Caso a pessoa não possua ou não encontre sua caderneta de vacinação, os profissionais de saúde preencherão uma nova.

O ministério recomenda que quem está prestes a ser vacinado contra a covid-19 tome primeiramente o imunizante contra o novo coronavírus. Feito isso, é necessário esperar por no mínimo 14 dias para se vacinar contra a gripe.

A pasta também reforça a importância da vacinação contra a gripe neste início de inverno, quando as temperaturas caem em boa parte do país, aumentando a incidência de doenças respiratórias.