Com 59 casos do coronavírus e 01 óbito, população de Amargosa passa a conviver com o toque de recolher

PM e Guarda fazem cumprir o toque de recolher. Foto: Divulgação

Com o aumento do número de casos da Covid-19, 59 confirmados e 01 óbito, conforme o último boletim da Secretaria Municipal de Saúde a população de Amargosa, no Vale do Jiquiriçá, passou a conviver, desde sábado (4), com a restrição da circulação de pessoas, a partir das 20h, para conter o avanço da doença.

A ação do toque de recolher implantado pela Prefeitura tem o apoio da Polícia Militar, Secretaria de Saúde e Guarda Municipal.

Brasil tem 1.603.055 casos de covid-19 diagnosticados, informa o Ministério da Saúde

/ Brasil

Boletim divulgado hoje (5) pelo Ministério da Saúde, registra que até o momento o Brasil tem 1.603.055 casos da covid-19. Desses, 64.867 casos resultaram em óbito, sendo 602 registrados nas últimas 24 horas. O número de pessoas recuperadas soma 906.286, o equivalente a 56,5% dos infectados.

São Paulo continua com o maior número de casos, 320.179; seguido pelo Ceará com 121.464, e pelo Rio de Janeiro, com 121.292. Em número de mortes, no entanto, o Rio de Janeiro, com 10.667, ultrapassa o Ceará, que teve 6.441 óbitos até o momento. Também nesse quesito, São Paulo registra o maior número, com 16.078 mortes.

Entre os estados com menos registros, o Mato Grosso do Sul é o de menor incidência, com 10.089 casos e 117 mortes. Tocantins, com 12.475 casos e 220 mortes, vem em seguida.

Apesar dos números nacionais, algumas cidades estudam a volta gradual da rotina. Na cidade de São Paulo, o prefeito Bruno Covas assinou os protocolos para reabertura dos setores de bares, restaurantes, estética e beleza na cidade.

No Rio de Janeiro, a reabertura de bares levou muita gente para a rua durante o primeiro dia de liberação. Na sexta-feira (3), após medidas punitivas, os estabelecimentos da cidade tomaram atitudes para diminuir as aglomerações.

No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha assinou decreto com o calendário de abertura de bares e escolas. O DF registra, até o momento, 57.854 casos diagnosticados e 699 mortes.

Itiruçu já contabiliza 10 casos do novo coronavírus, diz boletim; 04 são considerados recuperados

/ Itiruçu

Itiruçu confirmou novos casos do coronavírus. Foto: Reprodução

O município de Itiruçu, que até então não apresentava avanço do coronavírus, com 04 casos registrados desde o início da pandemia, agora já somam 10 infectados pela doença, conforme boletim epidemiológico emitido pela Prefeitura, na noite deste domingo (5).

Dos 10 casos confirmados, 04 são considerados recuperados pela Secretaria Municipal de Saúde. A cidade segue com barreira sanitária na principal via de acesso para restringir o acesso de pessoas e mesmo com as restrições os casos começam a aumentar em Itiruçu.

Prefeitura de Ipiaú confirma mais 03 casos de covid e número de infectados chega a 796

O boletim epidemiológico de Ipiaú, divulgado neste domingo (5), pela secretaria Municipal de Saúde, contabiliza mais 3 casos de covid-19 no município, elevando o total de infectados para 796.

Já o boletim da Sesab aponta 805 casos do novo coronavírus em Ipiaú. Conforme a secretaria municipal de saúde, 614 estão recuperados.

O número de pacientes ativos é de 174, desses, apenas 05 estão internados. 60 pessoas aguardam por realização de testes e resultados de exame laboratorial. O município contabiliza 08 óbitos por covid-19. Dos 3.483 casos notificados, 2.627 foram descartados. Com informações do Giro em Ipiaú

Jequié confirma mais 02 óbitos por coronavírus, de duas mulheres; uma das vítimas tinha 36 anos

/ Jequié

Vítimas estavam internadas no HGPV. Foto: Blog Marcos Frahm

A Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Saúde, apresentou, neste domingo (5), o boletim epidemiológico do Coronavírus, atualizado às 19h, que registrou mais dois óbitos, sendo uma mulher, moradora do bairro Joaquim Romão, hipertensa, que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV); e a outra paciente, de 36 anos, moradora do bairro Cidade Nova, diagnosticada com obesidade, que estava hospitalizada no HGPV.

O Boletim registrou, também, mais 45 pessoas confirmadas com a doença, perfazendo um total de 1.172 casos positivos. Destes, 463 foram diagnosticados por meio do método laboratorial RT-PCR. 683 pacientes encontram-se recuperados e não apresentam mais os sintomas da doença. Os que estão em quarentena somam 2288 pessoas.

O boletim local conta, agora, com os dados encaminhados pelo Hospital Geral Prado Valadares (HGPV) relativos a ocupação de adultos nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Até às 12h a taxa de ocupação era de 89,5%.

Em Jequié, PRF apreende mais de 100 Kg de maconha em compartimento oculto de caminhonete locada

/ Trânsito

Policiais rodoviários federais apreenderam, no início da tarde de hoje (5), em Jequié, aproximadamente 110 Kg de maconha. A droga estava escondida em compartimento oculto de uma caminhonete FIAT/Strada, com placas de Belo Horizonte (BA). Um homem foi preso.

A equipe fiscalizava em frente a unidade policial da PRF, em Jequié (BA), localizada no km 677 da BR-116, quando foi dada ordem de parada ao automóvel, conduzido por um homem, de 38 anos.

Inicialmente, foram solicitados os documentos de porte obrigatório para consulta nos sistemas informatizados da polícia.

Os agentes federais perceberam um certo desconforto do motorista com a ação policial e decidiram vistoriar a carroceria da caminhonete, quando foram localizados os tabletes da droga, que totalizaram 110 kg de maconha. Parte da droga também foi localizada no pneu estepe.

A equipe fiscalizava em frente a unidade policial da PRF

O homem foi preso em flagrante delito e encaminhado, juntamente com o veículo e a droga apreendida, para a Delegacia de Polícia Civil local, para formalização do flagrante com base no art. 33 da Lei 11.343/2006, que tem pena prevista de 5 a 15 anos de prisão.

Mesmo em tempos da COVID-19, a PRF alerta que continua com seus procedimentos de fiscalização a fim de garantir a segurança nas rodovias federais em todo país e também intensificou ações para evitar assaltos, porte ilegal de arma, receptação de veículo roubado, contrabando e tráfico de entorpecentes.

Bombeiros localizam últimos dois corpos de pessoas que sumiram após embarcação virar no Rio Paraguaçu

/ Bahia

Corpo de Bombeiros finaliza buscas no Rio Paraguaçu. Foto: Divulgação

O Corpo de Bombeiros localizou na manhã deste domingo (5) os últimos dois corpos que estavam desaparecidos após embarcação em que viajavam virar no Rio Paraguaçu, na altura de Cabaceiras do Paraguaçu, no recôncavo da Bahia. O acidente ocorreu na última quarta-feira (1º) e outros três corpos haviam sido encontrados no sábado (4).

Segundo o Corpo de Bombeiros, pessoas da comunidade identificaram os corpos encontrados neste domingo como sendo de Cauã, que tinha 11 anos, e Roque, que tinha 50.

Com a localização dos últimos dois corpos, a operação, iniciada na quinta-feira (2), chegou ao fim. As vítimas foram encaminhadas para o Departamento de Polícia Técnica (DPT).

O acidente envolveu quatro crianças e dois adultos. Em entrevista à TV Bahia, Priscila Leôncio, tia das crianças, disse que elas foram visitar a bisavó por alguns dias e quiseram voltar para casa, na quarta, de barco.

As quatro crianças, o tio e um amigo dele seguiram na canoa. A embarcação virou no meio do rio e apenas o tio das crianças, Paulo Roberto, conseguiu chegar às margens para pedir ajuda. As crianças não sabiam nadar.

Paulo é pai de uma das crianças, Natália, de 14 anos. Ele conduzia a canoa quando o acidente aconteceu. Paulo contou que a embarcação tombou e rapidamente entrou água, o que fez a canoa afundar.

Familiares e amigos começaram as buscas ainda no mesmo dia. O Corpo de Bombeiros chegou na cidade na tarde da quinta-feira para iniciar a procura. Na sexta-feira (3), Bombeiros e Marinha ampliaram área de buscas. Com informações do G1

Bahia registra 1.563 casos novos de Covid-19 nas últimas 24 horas, diz boletim da Sesab

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.563 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +1,8%), 57 óbitos (+2,8%) e 1.489 curados (+2,6%). Dos 87.048 casos confirmados desde o início da pandemia, 58.649 já são considerados curados, 26.292 encontram-se ativos e 2.107 tiveram óbito confirmado.

As confirmações ocorreram em 392 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (44,59%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Gandu (2.154,12), Itajuípe (2.132,64), Ipiaú (1.754,84), Uruçuca (1.501,05) e Itabuna (1.422,45).

O boletim epidemiológico contabiliza 87.048 casos confirmados, 181.455 casos descartados e 87.346 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste domingo (5).

Na Bahia, 9.839 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui.

Taxa de ocupação

Na Bahia, dos 2.283 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para coronavírus, 1.467 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 64%. No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 913 leitos exclusivos para o coronavírus, 725 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 79%.

Cabe ressaltar que o número de leitos é flutuante, representando o quantitativo exato de vagas disponíveis no dia. Intercorrências com equipamentos, rede de gases ou equipes incompletas, por exemplo, inviabilizam a disponibilidade do leito. Ressalte-se que novos leitos são abertos progressivamente mediante o aumento da demanda.

Óbitos

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contabiliza 2.107 mortes pelo novo coronavírus.

2051º óbito – homem, 32 anos, residente em Itabuna, sem informações acerca da existência de comorbidades. Também sem informações sobre a data de internação, foi a óbito dia 04/07, em hospital filantrópico, em Itabuna;

2052º óbito – homem, 74 anos, residente em Paripiranga, portador de hipertensão arterial. Internado dia 05/06, foi a óbito dia 16/06, em hospital da rede particular, em Aracaju (Sergipe);

2053º óbito – homem, 74 anos, residente em Salvador, portador de diabetes mellitus e doença do sistema nervoso. Sem informações acerca da data de internação, foi a óbito dia 04/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2054º óbito – mulher, 66 anos, residente em Simões Filho, portadora de doença respiratória crônica. Internada dia 15/06, foi a óbito dia 18/06, em unidade da rede pública, em Simões Filho;

2055º óbito – homem, 52 anos, residente em Salvador, portador de diabetes mellitus, hipertensão arterial e doença renal crônica. Internado dia 26/06, foi a óbito dia 30/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2056º óbito – mulher, 81 anos, residente em Salvador, portadora de diabetes mellitus. Sem informações acerca da data de internação, foi a óbito dia 02/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2057º óbito – homem, 62 anos, residente em Salvador, portador de diabetes mellitus. Internado dia 01/06, foi a óbito dia 06/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2058º óbito – homem, 64 anos, residente em São Sebastião do Passé, portador de hipertensão arterial. Internado dia 21/05, foi a óbito no mesmo dia (21/05), em hospital da rede particular, em Candeias;

2059º óbito – homem, 39 anos, residente em Candeias, portador de doença renal crônica. Internado dia 21/05, foi a óbito dia 25/05, em hospital da rede pública, em Candeias;

2060º óbito – mulher, 58 anos, residente em Salvador, portadora de doença cardiovascular. Sem informações acerca da data de internação, foi a óbito dia 30/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2061º óbito – mulher, 42 anos, residente em Irará, portadora de doença autoimune. Internada dia 15/06, foi a óbito dia 20/06, em hospital da rede pública, em Feira de Santana;

2062º óbito – mulher, 49 anos, residente em Salvador, portadora de diabetes mellitus. Sem informações acerca da data de internação, foi a óbito dia 28/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2063º óbito – mulher, 67 anos, residente em Salvador, sem comorbidades. Internada dia 10/06, foi a óbito dia 14/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2064º óbito – homem, 75 anos, residente em Queimadas, portador de hipertensão arterial e doença cardiovascular. Internado dia 24/05, foi a óbito dia 30/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2065º óbito – homem, 70 anos, residente em Salvador, portador de doença cardiovascular. Internado dia 28/06, foi a óbito dia 02/07, em hospital filantrópico, em Salvador;

2066º óbito – homem, 87 anos, residente em Gandu, portador de hipertensão arterial. Sem informações acerca da data de internação, foi a óbito dia 03/07, em hospital da rede particular, em Gandu;

2067º óbito – homem, 79 anos, residente em Itanhém, portador de diabetes mellitus. Internado dia 27/06, foi a óbito no mesmo dia (27/06), em hospital da rede particular, em Itanhém;

2068º óbito – homem, 65 anos, residente em Canavieiras, portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus, doença cardiovascular e doença do sistema nervoso. Internado dia 20/06, foi a óbito dia 26/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2069º óbito – homem, 82 anos, residente em Lauro de Freitas, sem informações acerca de comorbidades. Também sem informações sobre a data de internação, foi a óbito dia 01/07, em hospital da rede pública, e, Salvador;

2070º óbito – homem, 53 anos, residente em Cabaceiras do Paraguaçu, sem informações acerca de comorbidades. Internado dia 30/06, foi a óbito dia 01/07, em unidade da rede pública, em Salvador;

2071º óbito – mulher, 73 anos, residente em Ubaitaba, sem comorbidades. Internada dia 18/06, foi a óbito no mesmo dia (18/06), em hospital da rede pública, em Itabuna;

2072º óbito – homem, 66 anos, residente em Salvador, portador de diabetes mellitus e doença cardiovascular. Internado dia 17/06, foi a óbito dia 01/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2073º óbito – mulher, 83 anos, residente em Sento Sé, portadora de neoplasias. Internada dia 24/06, foi a óbito no mesmo dia (24/06), em hospital da rede pública, em Juazeiro;

2074º óbito – homem, 65 anos, residente em Salvador, portador de diabetes mellitus. Internado dia 23/06, foi a óbito dia 26/06, em hospital filantrópico, em Salvador;

2075º óbito – homem, 64 anos, residente em Acajutiba, sem comorbidades. Internado dia 30/05, foi a óbito dia 27/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2076º óbito – homem, 75 anos, residente em Candeias, sem comorbidades. Internado dia 26/06, foi a óbito dia 30/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2077º óbito – mulher, 58 anos, residente em Serrinha, sem comorbidades. Internada dia 25/06, foi a óbito dia 01/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2078º óbito –homem, 47 anos, residente em Salvador, portador de diabetes mellitus. Internado dia 09/06, foi a óbito dia 02/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2079º óbito – mulher, 54 anos, residente em Salvador, portadora de diabetes mellitus. Internada dia 15/06, foi a óbito no mesmo dia (15/06), em hospital da rede pública, em Salvador;

2080º óbito – mulher, 59 anos, residente em Salvador, sem comorbidades. Internada dia 29/06, foi a óbito dia 02/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2081º óbito – homem, 75 anos, residente em Salvador, portador de doença cardiovascular. Internado dia 11/06, foi a óbito dia 01/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2082º óbito – homem, 58 anos, residente em Salvador, portador de doença respiratória crônica. Internado dia 30/05, foi a óbito dia 05/06, em hospital da rede pública federal, em Salvador;

2083º óbito – homem, 73 anos, residente em Inhambupe, portador de diabetes mellitus. Sem informação acerca da data de internação, foi a óbito dia 04/07, em hospital da rede pública, em Alagoinhas;

2084º óbito – mulher, 88 anos, residente em Salvador, sem informações acerca de comorbidades. Também sem informações sobre a data de internação, foi a óbito dia 20/06, em hospital da rede particular, em Salvador;

2085º óbito – mulher, 26 anos, residente em Vitória da Conquista, sem informações acerca de comorbidades. Internada dia 18/06, foi a óbito dia 23/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2086º óbito – homem, 56 anos, residente em Salvador, sem informações acerca de comorbidades. Também sem informações sobre a data de internação, foi a óbito dia 10/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2087º óbito – homem, 87 anos, residente em Salvador, sem informações acerca de comorbidades. Também sem informações sobre a data de internação, foi a óbito dia 03/07, em hospital da rede particular, em Salvador;

2088º óbito – homem, 68 anos, residente em Lauro de Freitas, sem informações acerca de comorbidades. Também sem informações sobre a data de internação, foi a óbito dia 13/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2089º óbito – mulher, 78 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial, doença cardiovascular e obesidade. Internada dia 23/06, foi a óbito dia 04/07, em hospital filantrópico, em Salvador;

2090º óbito – homem, 79 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial. Sem informações acerca da data de internação, foi a óbito dia 03/07, em hospital da rede particular, em Salvador;

2091º óbito – mulher, 86 anos, residente em Salvador, portadora de diabetes mellitus e doença cardiovascular. Internada dia 24/06, foi a óbito dia 26/06, em hospital da rede particular, em Salvador;

2092º – óbito, mulher, 66 anos, residente em Santo Amaro, sem informações acerca de comorbidades. Também sem informações sobre a data de internação, foi a óbito dia 28/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2093º óbito – mulher, 62 anos, residente em Itapetinga, portadora de hipertensão arterial, diabetes mellitus e doença cardiovascular. Foi a óbito dia 05/06, em seu domicílio, em Itapetinga;

2094º óbito – mulher, 69 anos, residente em Itabuna, sem informações acerca de comorbidades. Também sem informações sobre a data de internação, foi a óbito dia 04/07, em hospital filantrópico, em Itabuna;

2095º óbito – mulher, 67 anos, residente em Ibicaraí, sem informações acerca de comorbidades. Internada dia 28/06, foi a óbito dia 01/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2096º óbito – mulher, 95 anos, residente em Feira de Santana, sem comorbidades. Internada dia 09/06, foi a óbito dia 29/06, em hospital da rede pública, em Feira de Santana;

2097º óbito – mulher, 84 anos, residente em Itatim, portadora de diabetes mellitus e doença cardiovascular. Internada dia 15/06, foi a óbito dia 20/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2098º óbito – mulher, 72 anos, residente em Alagoinhas, sem informações acerca de comorbidades. Também sem informações sobre a data de internação, foi a óbito dia 11/06, em hospital da rede particular, em Feira de Santana;

2099º – homem, 57 anos, residente em Catu, portador de doença cardiovascular. Sem informações acerca da data de internação, foi a óbito dia 29/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2100º óbito – mulher, 81 anos, residente em Feira de Santana, portadora de obesidade. Internada dia 23/06, foi a óbito dia 24/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2101º óbito – mulher, 64 anos, residente em Lauro de Freitas, sem informações acerca de comorbidades. Também sem informações sobre a data de internação, foi a óbito dia 08/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2102º óbito – homem, 66 anos, residente em Candeias, portador de hipertensão arterial. Internado dia 24/05, foi a óbito dia 29/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2103º óbito – homem, 60 anos, residente em Camaçari, portador de obesidade. Internado dia 26/05, foi a óbito dia 12/06, em hospital da rede particular, em Salvador;

2104º óbito – homem, 66 anos, residente em Teixeira de Freitas, portador de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Sem informações acerca da data de internação, foi a óbito dia 04/07, em unidade da rede pública, em Teixeira de Freitas;

2105º óbito – homem, 74 anos, residente em Teixeira de Freitas, sem informações acerca de comorbidades. Também sem informações sobre a data de internação, foi a óbito dia 09/06, em unidade da rede pública, em Teixeira de Freitas;

2106º óbito -mulher, 42 anos, residente em salvador, portadora de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Internada dia 13/06, foi a óbito dia 20/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2107º óbito – homem, 63 anos, residente em Lauro de Freitas, portador de hipertensão arterial. Internado dia 10/06, foi a óbito dia 26/06, em hospital da rede pública, em Salvador.

Relato de uma sobrevivente: ”O medo da morte me rondava”, diz jornalista que venceu o coronavírus

/ Entrevista

Jornalista Mariana Machado, sobrevivente da covid-19. Foto: Divulgação

Ao ter o primeiro sintoma estranho, a jornalista Mariana Machado, 47 anos, percebeu que não devia ficar em casa. A falta de ar, tão representativa da covid-19, podia ser um indicativo de um temido diagnóstico. De fato, era. Poucos dias depois, recebeu o resultado de um teste positivo para coronavírus.

Dali em diante, vieram dias de isolamento enfrentados em casa, sozinha, sabendo que não poderia ficar perto da família. ‘Ter a certeza de se estar com a covid-19 em meados de maio, na Bahia, era quase como ter uma sentença de morte por um crime que você não cometeu”, diz. Em um relato enviado ao jornal Correio da Bahia, ela conta como sobreviveu ao coronavírus.

”Hoje, eu faço 47 anos. E, como a maioria dos 82 mil baianos infectados até sábado (4), sobrevivi à covid-19. Aquela que já é considerada a pior pandemia do século XXI marcará a vida da humanidade, sim, de diversas maneiras. Muitas dessas histórias são imensamente tristes. Essa é a minha história. Uma história de dor física, psicoló- gica mas também de solidariedade e, principalmente, de superação! Numa noite nos primeiros dias de maio, senti um leve desconforto para respirar. Puxava, mas o ar não vinha. No dia seguinte, percebi que estava, de fato, com falta de ar e era um sintoma muito sugestivo para ficar em casa. 

Procurei num dos serviços digitais de monitoramento do coronavírus do governo do Estado e fui aconselhada pelos médicos a procurar uma unidade de saúde mais próxima de casa. Estava sozinha e teria de enfrentar isso sozinha, afinal já era 1h30 da madrugada e eu morava só. 

Peguei um Uber na portaria do condomínio. Cheguei à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e fui imediatamente atendida. A médica no plantão, apesar de muito jovem, demonstrava uma segurança e firmeza impressionantes. Conversou sobre a saturação de minha respiração, sobre a grande quantidade de pacientes entubados e, para afastar qualquer possibilidade de ser uma crise de ansiedade, pediu um raio-x do tórax.

Tudo muito rápido, inclusive o resultado: infecção respiratória com suspeita para covid-19. No raio-X, a médica ainda pôde me mostrar as lesões que já havia em meu pulmão. Me receitou azitromicina, teste RT-PCR e 14 dias de isolamento social total e me mandou para casa. Incrédula e trêmula,  fiz tudo no automático.

Quando saí da UPA, quase 3h da manhã, sem transporte, é que me dei conta de que, na minha vida, nada mais era normal. Liguei para dois amigos, mas nenhum estava em Salvador. Quando deu 4h da manhã, lembrei que em Canterberry, na Inglaterra, já eram 8 horas. E era lá que estava minha irmã mais velha, Marivane, aquela que toda a minha vida, esteve ao meu lado. Ela pediu o endereço da UPA e mandou esperar um pouco. Em menos de uma hora, para um motorista, num carro branco, e pergunta: “você é Mariana? Eu vim te buscar”. Entrei no Uber já aos prantos. 

Era quarta-feira. Às 6h da manhã,  já estava em casa, com o medicamento comprado e entregue via delivery. Minha família toda se mobilizou para me dar apoio. Meus pais, distantes, apenas choravam e rezavam. Minhas irmãs e meus sobrinhos providenciaram tudo o que eu precisasse para não passar por dificuldade. A partir daí, começou a agonia pelo monitoramento diário de meus sintomas. Dor no peito, calafrios imensos,  dores abdominais de me fazerem gritar. E diarreia, muita diarreia. Cada dia, um sintoma novo. E um medo diferente. Noite e dia se fundiram nas minhas jornadas diárias que incluíam apenas uma refeição e poucas horas de sono. O apetite desapareceu. 

Quatro dias após ter ido à UPA, recebi o resultado do Lacen pelo telefone. Deu positivo para covid-19. Se o quadro piorasse, eu deveria procurar uma unidade de saúde. Ter a certeza de se estar com a covid-19 em meados de maio, na Bahia, era quase como ter uma sentença de morte por um crime que você não cometeu. Eu tinha de ficar longe de todos que amava, para protegê-los. Doía especialmente quando minhas irmãs me traziam comida e deixavam num banco, na porta do meu apartamento. Depois, elas se afastavam da porta e, de longe, pediam para me ver. Tentavam sorrir, mas nenhuma das duas, Marivete ou Adriana, conseguia disfarçar a tristeza ao me verem tão abatida. 

Minha cabeça deu um nó! Isolamento social não é um ato saudável para a mente de ninguém. Imagine o isolamento solo. Só eu e Deus. Por 21 dias orei, rezei, questionei e  chorei, chorei muito. O medo da morte me rondava, à espreita, 24 horas. Mas se, de um lado eu estava apavorada, de outro, fui surpreendida por uma infinidade de declarações de amor, amizade, solidariedade. 

Ao fim de duas semanas, os sintomas desapareceram. Mas eu ainda teria de refazer o teste RT-PCR para voltar a trabalhar, o que demorou mais 2 semanas. Antes disso, após 3 semanas de infecção, eu pude dar meu primeiro abraço: foi no meu namorado. Um abraço longo, profundo, silencioso, mas que dizia muita coisa. Cheio de lágrimas e paz. Enfim, eu venci a covid-19”.

Prefeito de BH admite desespero com Covid-19: ”Não sei como segurar essa pandemia”

/ Brasil

Prefeito Alexandre Kalil diz que pandemia preocupa. Foto: Reprodução

O tom adotado pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), segue a linha de ACM Neto em Salvador. Há pouco menos de quatro meses do pleito municipal, adiado pela PEC aprovada esta semana no Congresso, e em um dos momentos mais críticos da pandemia de Covid-19 no país, não há clima para comentar a disputa eleitoral.

Em entrevista ao Estado de Minas, Kalil se recusou a falar sobre a eleição municipal e disse que prefere concentrar os esforços para lutar contra a doença.

O prefeito afirmou que sabe ”brigar”, mas que no momento a sua preocupação é “segurar a pandemia”, o que ainda não descobriu como fazer. ”Isso me desespera”, lamenta.

”Não, meu espírito não dá. E na hora em que for para falar, vou falar, sei brigar, eu sei ir para o campo de batalha, isso não me preocupa. Porque sei fazer. O que não sei é como segurar essa pandemia. E ninguém sabe. E isso me desespera”, declarou.

Oposição fala em rachadinha em gabinete de Bolsonaro na Câmara e diz que pede apuração

/ Brasília

Gabinete do presidente vira alvo da oposição. Fotos: Isac Nóbrega

Políticos de oposição a Jair Bolsonaro afirmaram neste domingo (5), nas redes sociais, que a intensa movimentação salarial e as exonerações de fachada ocorridas no gabinete parlamentar do hoje presidente da República apontam para um esquema de “rachadinha”.

O senador Randolfe Rodrigues (AP), líder da Rede, disse que irá pedir investigação sobre o caso.

“Estamos acionando o Ministério Público Federal para investigar esse ‘vaivém’ no gabinete de Bolsonaro: movimentações atípicas de servidores que indicam provável prática de RACHADINHA no gabinete do então deputado Jair Bolsonaro. Deve responder à justiça e ao país! “, escreveu o senador em suas redes sociais.

A análise dos documentos relativos aos 28 anos em que Jair Bolsonaro foi deputado federal, de 1991 a 2018, mostra uma intensa e incomum rotatividade salarial de seus assessores, atingindo cerca de um terço das mais de cem pessoas que passaram por seu gabinete nesse período (veja aqui).

O modelo de gestão incluiu ainda exonerações de auxiliares que eram recontratados no mesmo dia, prática que visaria a obtenção do recebimento de rescisão contratual indevida e acabou proibida pela Câmara dos Deputados sob o argumento de ser lesiva aos cofres públicos.

Os boletins administrativos da Casa mostram que assessores chegavam a ter os salários dobrados, triplicados, quadruplicados, o que não impedia que pouco tempo depois tivessem as remunerações reduzidas a menos de metade.

Nove assessores de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) que tiveram o sigilo quebrado pela Justiça na investigação sobre “rachadinha” (desvio de dinheiro público por meio da apropriação de parte dos salários de funcionários) na Assembleia Legislativa do Rio foram lotados, antes, no gabinete do pai na Câmara dos Deputados.

Ao menos seis deles estão na lista dos que tiveram intensa movimentação salarial promovida por Bolsonaro quando era deputado federal.

“Vinte e oito anos de falcatruas: reportagem ajuda a desvendar suposto esquema criminoso de Bolsonaro de desvio de dinheiro público e enriquecimento ilícito”, escreveu Fernando Haddad, candidato do PT derrotado por Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2018.

“Além de ter ficado marcado por não ter feito praticamente nada para o país em 28 anos como deputado na Câmara, Jair Bolsonaro fez a farra com o dinheiro público em seu gabinete. No período, manteve funcionários fantasmas e quadruplicou salários atipicamente”, escreveu o senador Humberto Costa (PT-PE).

Para o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), um dos principais opositores da família Bolsonaro no Rio, as movimentações suspeitas nos cargos e salários “mostram que as rachadinhas não são um esquema de Flávio, mas da família. Nove assessores do 01 que estão sendo investigados eram lotados no gabinete de Jair na Câmara”.

Filha de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, Nathália Queiroz também passou por oscilações salariais no gabinete de Jair Bolsonaro até ser demitida, em 15 de outubro de 2018, mesmo dia em que seu pai foi exonerado por Flávio. Como mostrou a Folha, ao mesmo tempo que era contratada na Câmara, ela atuava como personal trainer no Rio.

Outro exemplo é o de Walderice Santos da Conceição, a Wal do Açaí. Recordista das movimentações, ela passou por 26 alterações de cargos no gabinete de Jair Bolsonaro de 2003 a 2018. Wal foi flagrada pela Folha exercendo, na verdade, a atividade de vendedora de açaí em Angra dos Reis (RJ), onde Bolsonaro tem uma casa de praia. Após a revelação, o Ministério Público deu início a uma investigação.

Até abril de 2003, as trocas de cargos se davam por meio de exonerações de fachada, em que o auxiliar tinha a demissão publicada e, no mesmo dia, era renomeado para o gabinete, geralmente para outro cargo.

De acordo com o ato da mesa da Câmara 12/2003, a prática tinha como único objetivo forçar o pagamento da rescisão contratual dos assessores, com indenização por férias não raro acumuladas acima do período permitido em lei.

Nos 12 meses anteriores à edição do ato, o gabinete de Bolsonaro registrou 18 exonerações de assessores que foram recontratados no mesmo dia. Após a troca de cargos não resultar mais no pagamento de rescisões, a prática caiu para menos da metade nos 12 meses seguintes, de 18 para 7.

A título de exemplo, no caso de Miro Teixeira (Rede-RJ) a situação se afigurou bastante distinta.

Nos mesmos 28 anos de Bolsonaro, ele promoveu número muito menor de trocas de cargos de funcionários de seu gabinete —107, de acordo com os boletins administrativos, contra ao menos 350 do hoje presidente. A quase totalidade das trocas no gabinete de Miro, que ficou licenciado no ano de 2003, representam ajustes pequenos, não há praticamente nenhuma mudança salarial abrupta.

A Presidência da República não se manifestou sobre as perguntas enviadas pela Folha, assim como vários dos ex-assessores citados. Apenas dois se dispuseram a falar e disseram não se lembrar das mudanças de cargo.

Entre os cerca de 30 ex-funcionários que protagonizaram a montanha-russa funcional no gabinete de Bolsonaro há vários parentes entre si.

Reportagem do jornal O Globo de 2019 mostrou que o clã Bolsonaro contratou, desde os anos 1990, 102 pessoas que têm algum parentesco entre si, em 32 núcleos familiares diferentes. Fruto da mesma apuração, a revista Época relatou naquele mesmo mês que os salários de assessores da família Bolsonaro oscilavam de forma incomum e com frequência.

A Câmara dos Deputados reserva uma cota mensal para os deputados contratarem até 25 assessores, em 50 faixas de cargos, com salários que vão, atualmente, de R$ 1.025,12 a R$ 15.698,32. *Folhapress

Feder diz que não aceitou convite para assumir Ministério da Educação no Governo Bolsonaro

/ Educação

Renato Feder recusa convite para ser ministro. Foto: Reprodução

O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, desistiu do convite feito pelo presidente Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Educação (MEC). Neste domingo (5), Feder publicou em suas redes sociais que recebeu ligação do presidente na quinta-feira, mas que declina do convite. A informação é do jornal O Globo.

Na publicação, Feder afirma que ficou ”muito honrado com o convite, que coroa o bom trabalho feito por 90 mil profissionais da Educação do Paraná”, mas que continuará conduzindo os trabalhos na secretaria estadual. O secretário desejou ainda boa sorte ao presidente e uma boa gestão no MEC.

Fontes próximas ao secretario disseram ao O Globo que a postura do presidente após o vazamento do convite para o MEC incomodou o secretário do governo de Ratinho Júnior (PSD). Depois do telefonema de quinta-feira, Feder já havia trocado mensagens com Bolsonaro e combinado ficar em silêncio até a nomeação. O fato de Bolsonaro não ter se posicionado quando as alas evangélicas e olavistas começaram a empreender ataques a Feder irritou o secretário, que considerou a atitude ”desrespeitosa”.

Ninguém acertou: Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 33 milhões no próximo sorteio

/ Esporte

Nenhuma aposta foi capaz de acertar as seis dezenas do concurso 2276 da Mega-Sena, que aconteceu no último sábado (4) no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo.

Com isso, o prêmio acumula para o próximo concurso a ser realizado na quarta-feira (8), e a estimativa é de que pague R$ 33 milhões para quem acertar as seis dezenas.

Os números sorteados no sábado foram 05 – 15 – 18 – 27 – 49 – 57.

A quina teve 75 apostas vencedoras e cada uma receberá R$ 36.939,97. Na quadra 5.403 apostas ganharam e cada uma vai receber R$ 732,52.

As apostas na Mega-Sena podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio em lotéricas ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.

Com saúde básica, cidades do Brasil conseguem frear a disseminação do novo coronavírus

/ Brasil

Com dores de cabeça e no corpo, perda do olfato e do paladar, vômito e febre, a secretária Ariana dos Santos, 27, de São Caetano do Sul, ligou para um 0800. Foi orientada sobre o que deveria fazer e recebeu em casa um kit de autocoleta de secreções da garganta e do nariz para o teste da Covid-19.

Em 48 horas, foi avisada que o resultado deu positivo e teve que se isolar por 14 dias. Durante o período, esteve monitorada a distância por profissionais da saúde.

“Como tinha um número de telefone para acionar caso tivesse qualquer problema, fiquei mais tranquila. Me recuperei em casa, tive sorte”, diz.

O teste domiciliar feito pela Prefeitura de São Caetano do Sul (SP), em parceria com a universidade municipal (USCS), é um dos exemplos de cuidados oferecidos na atenção primária à saúde (APS), a porta de entrada do SUS.

Entre as iniciativas adotadas durante a emergência sanitária, há também monitoramento de doentes crônicos, principal grupo de risco para complicações e morte pela infecção. O agravamento dessas condições se devem a uma sobrecarga do SUS após a pandemia, a chamada terceira onda.

Mais de mil experiências em atenção primária estão concorrendo a uma premiação da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) e do Ministério da Saúde. As inscrições se encerram no próximo dia 15.

Em São Caetano, há cinco programas de testagem, entre eles, o domiciliar que atendeu Ariana, um em sistema de drive-thru, em que pacientes fazem o teste no carro, e um outro em bloqueios de trânsito (barreiras sanitárias). Ao todo, foram testadas mais de 38 mil pessoas, o que representa 24% da população.

No caso de resultado positivo na testagem domiciliar, por exemplo, um médico da atenção primária vai até a casa do paciente, faz avaliação clínica e mede o nível de oxigênio no sangue (oximetria).

“Tivemos casos encaminhados direto para internação”, diz a secretária municipal da Saúde, Regina Zetone.

Nos bloqueios de trânsito, é aferida a temperatura de motoristas e passageiros. Quem tiver febre e alteração nos níveis de oxigênio é submetido ao teste rápido no local. Caso o resultado seja positivo, o morador é atendido em uma carreta ao lado do Hospital Municipal de Emergências.

São Caetano também é o primeiro município do Brasil a testar idosos, inclusive os que vivem em asilos. A cidade possui um dos maiores índices de longevidade do país (78 anos) e tem 21% da população de idosos (cerca de 34 mil).

Para Zetone, o cuidado ofertado pela atenção primária e os testes em massa são os responsáveis pelas baixas taxas de letalidade e de ocupação de UTIs pela Covid-19 (que chegou a 60% e hoje está em 28%).

Até o último dia 30, a cidade tinha 1.924 casos confirmados, com uma taxa de letalidade de 4,4% (86 mortos). “Pelo perfil mais envelhecido da nossa população, poderia se esperar um cenário muito pior”, diz a secretária.

As unidades básicas de saúde permaneceram abertas, mas com fluxos diferentes para quem tiver sintomas gripais. Para não terem que ir até as unidades de saúde, idosos receberam seus medicamentos em casa e tiveram a validade de suas receitas ampliadas.

Em Belo Horizonte (MG), também houve uma iniciativa de manter o cuidado com doentes crônicos, como diabéticos e hipertensos.

Segundo a médica de família e comunidade Juliana Santos, da gerência da APS da Secretaria Municipal de Saúde, desde o início da pandemia, em março, os usuários deixaram de procurar por atendimentos nas unidades de saúde. Por isso, foi elaborada uma lista com os dados dos que tinham condições crônicas mais complexas. Esse material foi distribuído a todas as equipes de saúde da família.

“Se o usuário estiver dentro de um período de controle adequado é oferecido para ele o teleatendimento. Se não estiver controlado ou se estiver há mais de três meses sem consulta, a equipe chama para consulta presencial”, explica.

Foram agregados à listagem os usuários acamados, os egressos de hospitais e os com uso de medicamentos controlados.

De acordo com Maria José Evangelista, assessora técnica do Conass, há uma preocupação com a terceira onda que virá pós-pandemia.

“Em muitos municípios, está havendo um descontrole de quem tem hipertensão, diabetes, dos idosos que frequentam as unidades”, disse ela em debate online do Portal da Inovação na Gestão do SUS.

O médico Renato Tasca, coordenador de sistemas e serviços de saúde da Opas no Brasil, lembra que experiências de países que fecharam a APS para colocar os profissionais de saúde nos hospitais de campanha, como a Itália e a Espanha, foram dramáticas.

Elas causaram a interrupção do cuidado às pessoas com sintomas leves de Covid-19 e também àquelas que dependem da atenção primária.

Quatro dias após confirmar o primeiro caso de Covid-19, a prefeitura de Florianópolis(SC) lançou um serviço de atendimento clínico por telefone. As equipes de saúde da família receberam celulares para atender os usuários e responder mensagens pela WhatsApp.

Em abril, primeiro mês do serviço, foram mais de 40 mil atendimentos. Desses, ao menos 7.000 eram pessoas com sintomas gripais e que deixaram de circular pela cidade em busca de consulta presencial.

No entanto, o atendimento por telefone não fechou as portas das unidades de saúde. Segundo João Silveira gerente de atenção primária da Secretaria da Saúde de Florianópolis, foram criados fluxos diferenciados, com salas específicas para pacientes com sintomas respiratórios.

Ao receber e triar os casos leves na atenção primária, a pressão sobre os hospitais é reduzida. O sucesso não aparece nos indicadores, diz Filipe Perini, gerente de integração assistencial da secretaria.

“Ninguém diz os leitos de UTI que a APS evitou, ninguém diz as mortes que ela evitou, justamente porque ela conseguiu detectar os casos de uma maneira rápida ou precoce”, afirma.

Em Teresina (PI), a prefeitura reservou 23 unidades básicas de saúde, de um total de 90, para atender aos pacientes suspeitos e confirmados de Covid-19. Nas unidades e nas visitas domiciliares são testadas cerca de mil pessoas por dia.

Cerca de 27% dos testes são positivos. Os dados são enviados para um sistema que importa a lista de casos confirmados das redes pública e privada.

A relação dos pacientes é enviada para um grupo de enfermeiros, que monitora os sintomáticos e identifica os contatos a serem testados.

A capital do Piauí trabalha com um número de Whatsapp em que é possível agendar o teste de Covid-19. “A gente conseguiu evitar a circulação de pessoas possivelmente infectadas e o agravamento do quadro da infecção”, diz Andréia Sena, da diretoria de atenção básica da Fundação Municipal de Saúde (FMS)

Na clínica da família Ana Maria Conceição dos Santos Correia, na zona norte do Rio de Janeiro, um profissional da saúde fica na parte externa da unidade e direciona para uma sala de isolamento os usuários com sintomas respiratórios.

Segundo o médico de família e comunidade Marcio Silva, os suspeitos de Covid-19 são cadastrados em uma planilha de telemonitoramento e localizados no mapa do bairro. “Se a pessoa piora, a gente a inclui na rota de visita domiciliar ou a encaminha para uma UPA”, conta.

Com a ferramenta de georreferenciamento, os profissionais elaboraram estratégias diferentes de acordo com o perfil de usuários, de vídeos sobre contraceptivos para as redes sociais à arrecadação de alimentos para as famílias mais vulneráveis.

*por Claudia Collucci | Folhapress