”Se continuar assim, vai afundar”, avisa Collor a Bolsonaro após passeio de jet ski

/ Brasília

Ex-presidente Collor de Mello. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O passeio de Jair Bolsonaro de jet ski pelo Lago Paranoá, no dia em que o Brasil ultrapassou a marca de 10.000 mortos pelo novo coronavírus, não passou em branco no perfil do ex-presidente Fernando Collor de Mello no Twitter.

Collor, que foi afastado da presidência em um processo de impeachment em 1992, também era adepto das lanchas aquáticas. No Twitter, na noite deste sábado (9), ele ironizou vídeo em que Bolsonaro aparece tirando fotos com seguidores, todos sem máscara.

”Se continuar assim, vai afundar”, vaticinou Collor nas redes sociais. A postagem do ex-presidente animou usuários, que passaram a fazer perguntas a ele sobre o seu impeachment. Um deles perguntou quando, para Collor, ficou claro que não escaparia do afastamento.

”Quando pedi para que saíssem de verde ou amarelo num final de semana e as pessoas saíram de preto”. Tal qual bolsonaristas, Collor animava seus seguidores com as cores da bandeira nacional.

Outro internauta perguntou a Collor se ele já havia vendido a Casa da Dinda, mansão na qual o então presidente decidiu ficar, preterindo a residência oficial, no Palácio da Alvorada.

Em uma das postagens, em resposta ao humorista Danilo Gentili, Collor fez uma brincadeira com a ex-presidente Dilma Rousseff, que, como ele, perdeu o cargo em um impeachment e ficou famosa pelos discursos, por vezes, confusos. Gentili perguntou quem ganharia uma corrida entre ele e Bolsonaro.

”Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”, respondeu Collor, colecionando mais de 28 mil likes neste comentário.

Em carreata, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro pedem fim do isolamento em Salvador

/ Bahia

Cerca de 200 carros participam da carreata. Foto: Correio da Bahia

Cerca de 200 carros participam na manhã deste domingo (10) de uma carreata que pede o fim do isolamento social em Salvador e também manifesta apoio ao presidente Jair Bolsonaro. A carreata foi convocada, através das redes sociais, pelo cantor Netinho e teve concentração no Centro Administrativo da Bahia (CAB) e será finalizada no bairro da Barra.

O aposentado Rilton Carneiro, que também é representante comercial, afirmou que foi até o ato para reivindicar o direito de abertura do mercado. ”A economia será bastante atingida se não houver uma flexibilização. A gente precisa automaticamente trabalhar, combater a covid e, como o nosso presidente fala tem que cuidar das duas coisas: da doença e da parte econômica. Nosso presidente precisa governar e ter a legitimidade para governar”, afirmou o manifestante.

O funcionário público aposentado Antonio Cesar destacou que a carreata tem o intuito de seguir o que recomenda o presidente da república. ”As pessoas, com segurança, devem voltar ao trabalho. Do jeito que está o Bahia pode quebrar”. As informações são do jornal Correio*

Grupo do Bahia protesta contra Bolsonaro por usar camisa do clube em passeio de jet ski

/ Brasil

Presidente Bolsonaro realiza passeio de jet ski. Foto: Reprodução

Em nota de pesar, publicada neste domingo (10), pelas 10 mil mortes no Brasil devido à pandemia do novo coronavírus, o grupo de conselheiros do Bahia ”Convergência Tricolor” aproveitou para lamentar o fato de o presidente Jair Bolsonaro estar usando a camisa do Esporte Clube Bahia durante um passeio de jet ski no dia em que o país alcançou ”a trágica” marca de óbitos devido à Covid-19.

”Autoridades nacionais que deveriam tomar à frente de seu enfrentamento, com ações gestos e palavras de conforto e liderança, se omitem diante de suas responsabilidades. Pior: fazem pouco caso e desprezam a morte de tantos compatriotas. Usam até de símbolos de um clube popular e de massa com o nosso, para dissimular e fingir que está tudo bem, e negar sua omissão e o seu descaso diante da pandemia, que tanto sofrimento tem causado a todos nós”, diz trecho da nota.

Cresce número de brasileiros que temem ser infectados pelo coronavírus, indica pesquisa

/ Saúde

A maioria dos brasileiros admite que tem medo de ser infectado pelo novo coronavírus, como mostra um levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas. De um total de 2.200 pessoas entrevistadas em 192 municípios, 66,5% revelou esse temor.

O número é maior do que o registrado na pesquisa feita em março, quando 60,6% disseram que temem a doença. Por outro lado, os destemidos representam 30,3% do total enquanto 3,2% dos entrevistados não sabem ou não opinaram a respeito da questão.

Maioria dos brasileiros diz não apresentar problemas psicológicos durante isolamento

/ Brasil

O isolamento social é, até então, a medida mais eficaz para o combate ao novo coronavírus. Seguindo de forma correta a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) as pessoas acabam ficando muito mais tempo dentro de suas casa que o habitual.

Apesar desse ”novo normal” e a experiência de confinamento, a maioria dos brasileiros entrevistados pelo Instituto Paraná Pesquisas afirmou, até então, que não apresentou problemas psicológicos durante o período de isolamento.

No levantamento feito com 2,2 mil pessoas, a partir dos 16 anos, foi constatado que 53,6% delas não sentiram crises de ansiedade, depressão ou qualquer outro problema psicológico. Por outro lado, 43,4% afirmaram que o isolamento foi responsável pelo surgimento dessas doenças.

Em comparação com o mês de abril, em maio houve aumento de 4,1% no número de pessoas acometidas por esses problemas psicológicos. Em paralelo, houve uma queda de 3,5% em relação ao número de pessoas que afirmaram não sofrer de nenhum problema psicológico no isolamento.

A pesquisa foi realizada de terça-feira (5) a sexta-feira (8) desta semana, com brasileiros de, no mínimo, 16 anos, espalhados em 192 municípios do país. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro, de 2%.

Brasil registra 496 novas mortes por coronavírus em 24 h e total de óbitos vai a 11.123

/ Brasil

O Ministério da Saúde confirmou neste domingo (10) 496 novas mortes causadas pelo novo coronavírus no país. Com os números acrescentados nas últimas 24 horas o total de óbitos chega a 11.123. O total de pessoas que se infectaram com a doença aumentou para 162.699 —foram adicionados 6.760 novos casos de Covid-19 aos dados oficiais.

Os novos números chegam um dia após o país ultrapassar a marca de 10 mil mortos. No sábado (9), o ministério havia confirmado 730 óbitos. Na sexta (8), o último recorde de confirmações em um único dia havia sido alcançado, com 751 registros de mortes em um único dia.

O Brasil é o sexto país com o maior número de mortes causadas pela doença. Neste domingo, estava atrás de Estados Unidos (79 mil), Reino Unido (32 mil), Itália (30 mil), Espanha (26 mil) e França (26 mil), segundo a plataforma da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, que monitora a evolução da pandemia. O total de mortes no mundo é de mais de 280 mil. Os casos confirmados passam de 4 milhões.

Os novos óbitos anunciados pelo ministério, porém, não necessariamente ocorreram nas últimas 24 horas —há um intervalo de tempo entre o registro dos óbitos e a confirmação da infecção por coronavírus.

Segundo especialistas, os números reais no Brasil devem ser maiores, já que há baixa oferta de testes no país e subnotificação.

Até o dia 7 de maio, pelo menos 4 estados registravam ocupação dos leitos de UTI maior do que 90%: Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará e Roraima. São Luís e Belém também registram uso da capacidade das UTIs superior a 90%.

Governadores vêm sendo pressionados por empresários e prefeitos pela reabertura devido ao impacto das restrições de atividades na economia. O presidente Bolsonaro tem minimizado os efeitos da doença e também defende a retomada dos negócios.

Em São Paulo, estado com os piores números da doença, o governador João Doria prorrogou a quarentena obrigatória até o dia 31 de maio. Prefeitos do interior do estado se opuseram à decisão. O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), foi à Justiça para tentar reabrir o comércio nas últimas semanas e classificou a decisão como decepcionante.

Em Santa Catarina, onde o comércio é reaberto progressivamente em algumas cidades desde o começo de abril, o número de infectados cresceu 173% no primeiro mês de flexibilização. Em São Luís, a Justiça decretou o “lockdown”, que começou na terça-feira (5).