Jerônimo Rodrigues venceu em 364 cidades e ACM Neto em 53 no 2º turno das eleições 2022

/ Política

Jerônimo foi eleito governador no último domingo. Foto: Assessoria

O agora governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), ampliou a vitória em número de municípios na Bahia. O petista saltou de 352 localidades para 364. Jerônimo Rodrigues (PT) foi eleito governador da Bahia na noite deste domingo (30) (veja aqui).

Já ACM Neto (União) reduziu de 65 para 53 municípios, de acordo com levantamento do Bahia Notícias.  No segundo turno, Neto venceu em Mucuri, Nova Viçosa, Teixeira de Freitas, Itamaraju, Porto Seguro, Eunápolis, Maiquinique, Canavieiras, Santa Luzia, Una, Buerarema, Itabuna, Ilhéus, Uruçuca, Ibicaraí, Santa Cruz da Vitória, Itapetinga, Vitória da Conquista, Brumado, Ibiassucê, Mucugê, Piatã, Abaíra, São Félix do Coribe, Luiz Eduardo Magalhães, Barreiras, Ourolândia, Caldeirão Grande, Ponto Novo, Filadélfia, Senhor do Bonfim, Juazeiro, Antas, Conceição do Coité, Valente, Rio Real, Conde, Feira de Santana, Alagoinhas, Camaçari, Dias Dávila, Simões Filho, Salvador, Cruz das Almas, Sapeaçu, SAJ, Milagres, Itatim, Valença, Cairú, Nilo Peçanha, Ituberá.

Bancada do PP anuncia apoio à reeleição de Adolfo Menezes na presidência da AL-BA

/ Bahia

Adolfo Menezes será candidato à presidente da AL-BA. Foto: Rede social

A bancada do Progressistas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), composta por seis deputados, anunciou apoio à reeleição de Adolfo Menezes (PSD) na presidência da Casa. A declaração foi realizada nesta segunda-feira (31) após encontro do pessedista com os deputados estaduais do PP, Nelson Leal, Hassan de Zé Cocá, Eduardo Salles, Niltinho e Antônio Henrique.

”Fizemos uma reunião da bancada do PP, com os deputados eleitos e com os de mandato, e definimos apoiar Adolfo. Isso significa reconhecimento ao trabalho que vem sendo feito pelo atual presidente, independente de qualquer relação com o governo. Essa declaração do PP trata de uma relação do legislativo, em relação ao trabalho do presidente”, disse o líder do partido na AL-BA, Eduardo Salles.

Os deputados Niltinho e Felipe Duarte já haviam anunciado apoio ao pessedista anteriormente. Mais cedo, cinco deputados de oposição se reuniram com o atual presidente do legislativo baiano e bateram o martelo apoiando sua recondução ao cargo. Adolfo conseguiu o apoio do líder da oposição Sandro Régis (União) e seus colegas de partido Alan Sanches, Pedro Tavares, Luciano Simões e também do tucano Tiago Correia (veja mais aqui).

 

Ciro Nogueira e Mourão quebram silêncio do governo e falam com equipe de Lula e Alckmin

/ Política

O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e Jair. Foto: Reprodução

Em meio ao silêncio de Jair Bolsonaro (PL) após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste domingo (30), integrantes do governo e da equipe do presidente eleito fizeram os primeiros contatos. Nesta segunda (31), o vice-presidente, Hamilton Mourão, eleito senador pelo Rio Grande do Sul, enviou uma mensagem parabenizando o vice de Lula, Geraldo Alckmin (PSB).

Alckmin ligou para Mourão depois de receber a mensagem —uma ligação que interlocutores do ex-governador descreveram como cordial. No fim da tarde, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, telefonou para o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Na conversa, descrita como respeitosa, ele se colocou à disposição para ajudar na transição e afirmou estar esperando orientação de Bolsonaro para indicar a equipe. Cabe ao presidente eleito indicar o coordenador, para que a Casa Civil o nomeie.

A posse do novo chefe do Executivo será em 1º de janeiro de 2023. Até lá, é na transição que a equipe do presidente eleito obtém informações detalhadas sobre a situação das contas públicas, dos programas e projetos do governo federal, bem como do funcionamento dos órgãos.

Essa etapa é crucial para que o futuro chefe do Executivo possa traçar um plano de ação e tomar decisões sobre os primeiros passos ao assumir o cargo. A vitória de Lula foi confirmada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) às 19h56 (de Brasília) de domingo (30). Bolsonaro ainda não se manifestou.

Diante do silêncio, aliados sugeriram um texto ao atual chefe do Executivo para o reconhecimento da vitória do adversário. Segundo relatos, o documento não traria contestação ao resultado, mas citaria “injustiças” que o mandatário sofreu em seu governo e na campanha.

A expectativa do entorno do presidente é a de que ele se manifeste ainda nesta segunda ou terça (1º). Para aliados, quanto mais tempo demorar, mais negativo será para Bolsonaro. Nesta segunda, a primeira-dama, Michelle, foi a primeira pessoa do clã Bolsonaro a se manifestar após o pleito. Ela compartilhou um trecho da Bíblia e também afirmou que ela e o presidente seguem “firmes, unidos, crendo em Deus e crendo no melhor para o Brasil”.

Depois, o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do presidente, disse ser necessário erguer a cabeça e afirmou que não vai ”desistir do Brasil”. Foi a primeira manifestação de um dos filhos do presidente, 20 horas após a confirmação da vitória de Lula na disputa pela Presidência.

”Obrigado a cada um que nos ajudou a resgatar o patriotismo, que orou, rezou, foi para as ruas, deu seu suor pelo país que está dando certo e deu a Bolsonaro a maior votação de sua vida! Vamos erguer a cabeça e não vamos desistir do nosso Brasil! Deus no comando!”, afirmou Flávio, sem citar Lula. Cerca de uma hora depois, Flávio publicou nova mensagem: “Pai, estou contigo pro que der e vier!”.

*Folhapress

Aliados sugerem a Bolsonaro discurso em que reconheça derrota e aponte ”injustiças”

/ Política

Bolsonaro perdeu a disputa para Lula. Foto: Reprodução

Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) redigiram um discurso de reconhecimento de derrota, após o mandatário ficar em silêncio por 19 horas sobre o resultado das eleições no domingo (30). O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) declarou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eleito, com 50,9% de votos, contra 49,1% de Bolsonaro. Ele é o primeiro presidente a não conquistar a reeleição. Interlocutores do chefe do Executivo sugeriram um texto ao mandatário para o reconhecimento da vitória do adversário. Segundo relatos, o documento não traria contestação ao resultado, mas citaria ”injustiças” que o mandatário sofreu em seu governo e na campanha.

A expectativa do entorno do chefe do Executivo é de que ele fale ainda nesta segunda-feira (31). Para aliados, quanto mais tempo demorar, mais negativo será para Bolsonaro. O texto sugerido ao presidente tem o objetivo de manifestar respeito ao regime democrático, mas foi elaborado com cuidado para não deixar os militantes bolsonaristas órfãos. Há o receio de que uma postura totalmente legalista resultaria em perda dos apoiadores mais radicais, que estiveram ao lado do presidente e ajudaram a propagar os questionamentos de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral, que foram reforçados pelas Forças Armadas.

Eles lembram que, apesar de derrotado, ele teve 58 milhões de votos e elegeu diversos aliados, inclusive o governador de São Paulo, maior estado do país. A ideia é que o chefe do Executivo mantenha acesa essa militância. Jair Bolsonaro repetiu várias vezes ao longo de seu mandato que apenas reconheceria o resultado de eleições se elas fossem ”limpas”. O mandatário levantou frequentemente dúvidas sobre as urnas eletrônicas e, sem provas, apontou que o sistema era vulnerável e que houve fraudes nas eleições de 2018.

A mais recente ofensiva ao sistema eleitoral se deu após a acusação de que inserções de rádio e televisão da campanha de Bolsonaro foram boicotadas por emissoras das regiões Norte e Nordeste. A tese não foi encampada pela ala política de seu governo e no fim foi abandonada por um de seus articuladores, o ministro Fábio Faria (Comunicações).

O chefe do Executivo também manteve um discurso ao longo de seu governo de que era vítima do ”sistema”, com acusações e ataques contra os outros Poderes, a imprensa, os institutos de pesquisa, líderes de outros países, entre outros. Um de seus principais aliados internacionalmente, o ex-presidente americano Donald Trump, também levou dias para reconhecer o resultado após ser derrotado, até anunciar que faria uma transição tranquila.

Steve Bannon, estrategista de Trump e que mantém relação próxima com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente, afirmou à Folha que a eleição do Brasil foi ”roubada” e que o mandatário não deveria aceitar a derrota. ”Não há possibilidade de o resultado das urnas eletrônicas estar correto. É preciso uma auditoria urna a urna, nem que demore seis meses. Nesse meio tempo, o presidente não deve aceitar sair”, disse ao Painel.

*por Marianna Holanda e Renato Machado e Matheus Teixeira, Folhapress

Bahia registra 201 casos de Covid-19 e mais quatro óbitos nas últimas 72 horas, diz boletim

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 72 horas, foram registrados 201 casos de Covid-19 e quatro mortes. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), de 1.703.620 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.672.047 são considerados recuperados, 782 encontram-se ativos e 30.791 pessoas foram a óbito.

Segundo a Sesab, o boletim epidemiológico desta segunda-feira (31) contabiliza ainda 2.049.939 casos descartados e 358.939 em investigação. Na Bahia, conforme a secretaria, 68.740 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Vacinação

A Sesab ainda informa que a Bahia contabiliza 11.723.133 pessoas vacinadas contra a Covid-19 com a primeira dose, 10.860.685 com a segunda ou dose única, 7.464.013 com a de reforço e 2.486.664 com o segundo reforço. Do público de 5 a 11 anos, 1.062.398 crianças foram imunizadas com a primeira dose e 716.285 também com a segunda. Do grupo de 3 e 4 anos, 58.642 tomaram a primeira e 18.616 a segunda dose.

Paralisação dos Caminhoneiros: CNT diz que autoridades garantirão a circulação por todo o país

/ Trânsito

A Confederação Nacional do Transporte (CNT), entidade de representação das empresas de transporte no Brasil, acompanha as paralisações em algumas rodovias do País e se posiciona contrariamente a esse tipo de intervenção.

A entidade respeita o direito de manifestação de todo cidadão, entretanto defende que ele seja exercido sem prejudicar o direito de ir e vir das pessoas.

Além de transtornos econômicos, paralisações geram dificuldades para locomoção de pessoas, inclusive enfermas, além de dificultar o acesso do transporte de produtos de primeira necessidade da população, como alimentos, medicamentos e combustíveis.

Nesse sentido, a CNT tem convicção de que as autoridades garantirão a circulação de pessoas e de bens por todo o País com segurança, entendendo que qualquer tipo de bloqueio não contribui para as atividades do setor transportador e, consequentemente, para o desenvolvimento do Brasil.

Caminhoneiro interditou trecho da BR-116 no Entroncamento de Jaguaquara para iniciar paralisação

/ Trânsito

Interrupção ocorreu na altura do KM 636 da BR-116. Foto: Leitor/BMFrahm

Um caminhoneiro interrompeu o trânsito na BR-116 ao parar o caminhão que ele conduzia atravessado na rodovia, na manhã desta segunda-feira (31).

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal ao Blog do Marcos Frahm, houve uma interrupção por cerca de 20 minutos, por volta das 08h40, quando o motorista resolveu iniciar uma paralisação e os agentes presumem que a motivação seria política após o resultado das urnas nas eleições deste domingo (30).

Com a chegada da equipe da PRF, o caminhoneiro retirou o veículo e o trânsito voltou a fluir normalmente às 09h na altura do KM 636 da BR-116, trecho que compreende o Entroncamento de Jaguaquara.

Após derrota, presidente Jair Messias Bolsonaro prepara pacote de medidas na Economia

/ Brasília

Nos últimos meses que restam para concluir o mandato, o presidente Jair Bolsonaro (PL) prepara um pacote de medidas na Economia. Nos próximos dias, duas dessas propostas devem ser assinadas pelo mandatário, que perdeu a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (30).

Uma delas é a criação do Fundo Garantidor por medida provisória destinado a financiamentos habitacionais para baixa renda ou trabalhadores informais.

A ideia do fundo, segundo assessores do Planalto que participaram das discussões com o Ministério da Economia, é permitir que trabalhadores com ganhos mensais de até R$ 2.400 possam contratar recursos do fundo para completar o valor das parcelas do crédito habitacional, pagando uma taxa pequena pela utilização desse mecanismo embutida na mensalidade do financiamento.

Técnicos da Economia afirmam que, com esse veículo financeiro, o tomador informal poderia arcar com mensalidades maiores.
Hoje, eles só conseguem empenhar, em média, 17% de seus rendimentos mensais devido às dificuldades de comprovação de renda. Com o fundo, poderia chegar a 27%, tendo a chance de comprar imóveis de melhor qualidade com parcelas mais alinhadas com seus ganhos reais.

A medida também beneficia o setor de construção, que pleiteou a mudança junto ao ministro da Economia, Paulo Guedes. Devido às restrições impostas pela legislação eleitoral, essa medida tinha sido adiada porque, na avaliação do governo, funcionaria como propaganda em favor do presidente.

Em outras frente, Bolsonaro deve assinar uma medida provisória criando o Programa Brasil de Semicondutores, plano para que grandes indústrias se instalem no país e passem a fabricar chips mediante incentivos fiscais, subsídios, e até dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O plano é uma revisão das regras do Padis (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores), criado por Lula em 2007 e que condicionou isenções de tributos a investimentos em pesquisa e desenvolvimento. A novidade é a possibilidade de as empresas interessadas procurarem o BNDES para financiar sua operação no país.

Ao mirar na parcela de eleitores pobres, Governo Lula terá que ajustar foco de programas sociais

/ Brasil

Ao mirar na expressiva parcela de eleitores pobres do país, a campanha presidencial de 2022 desvirtuou completamente o principal objetivo do que seria um bom programa social: a focalização nos realmente pobres, com repasses de valores diferenciados às famílias, a depender de fatores como sua vulnerabilidade e número de membros e filhos em cada residência.

Atrás de votos, tanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto Jair Bolsonaro (PL) prometeram manter o agora Auxílio Brasil (antigo Bolsa Família) em R$ 600 —sem distinção entre os beneficiários. Segundo a FGV Social, o Brasil encerrou 2021 com cerca de 14% da população na pobreza extrema. São quase 31 milhões de brasileiros (uma Venezuela) com renda domiciliar per capita até R$ 281.

Desde o início dos anos 1990, o Brasil vinha fazendo um trabalho relativamente bem-sucedido no combate à miséria. Em 1993, havia 36,6% dos brasileiros na pobreza extrema. Foi a partir de 2003, no governo Lula, que a taxa caiu consistentemente pela combinação de um Bolsa Família bem focalizado, com valores diferenciados e condicionalidades (crianças deveriam frequentar escolas e postos e saúde) e aceleração do crescimento econômico (média de 4% ao ano nos dois mandatos do petista).

Sob Lula, o total de miseráveis caiu de 29% da população (2003) para 14% (2010), chegando a recuar a 8,6% em 2014, no governo Dilma Rousseff. A crise fiscal e a brutal recessão que se sucederam a partir dali puxaram novamente a taxa para a casa dos dois dígitos, até chegarmos aos 14% de miseráveis atuais.

Especialistas em desigualdade consideram completamente desvirtuada a forma como o ataque à pobreza vem sendo feito desde que começou a disputa pelos pobres na eleição. ”O que domina é a visão oportunista eleitoral e pouco foco na superação da pobreza estrutural. A política social de cunho assistencial cresce em recursos, mas perde eficácia. Andamos para trás em relação ao que o Bolsa Família fazia”, diz Marcelo Neri, diretor do FGV Social.

Outra referência na área, o economista Ricardo Paes de Barros, defende uma espécie de revolução na identificação e no acompanhamento dos mais pobres, com a utilização de uma ampla estrutura que já existe, como os dados do Cadastro Único e os centros de assistência social (Cras e Creas) espalhados em 95% dos municípios do país —que poderiam fazer o corpo a corpo para identificar famílias mais vulneráveis e suas necessidades.

Para Laura Muller Machado, professora do Insper e ex-secretária de Desenvolvimento Social do governo paulista, o Estado brasileiro precisa fazer uma espécie de ”match” com os mais pobres para identificar e atender suas demandas mais urgentes. O principal objetivo, diz, deveria ser a interrupção do atual ciclo de pobreza intergeracional, que leva filhos de pais pobres a se tornarem, no futuro, pais de filhos pobres.

O Brasil gasta cerca de 25% do PIB (R$ 2,2 trilhões) na área social, incluindo saúde, educação e Previdência, entre outros. Enquanto vigorou, o Bolsa Família consumia pouco mais de 0,5% do PIB (cerca de 43,5 bilhões a preços de 2021), sendo bem-sucedido por conta da focalização.

Barros defende, por exemplo, um programa que chegasse a 1% do PIB (quase R$ 90 bilhões), bem focalizado e que leve em conta as vulnerabilidades de cada família, número de filhos, entre outros fatores. A proposta de Orçamento de 2023 para o Auxílio Brasil prevê R$ 105,7 bilhões a 21,6 milhões de famílias. Nela, o valor médio do benefício seria de R$ 405,21. Para chegar aos R$ 600 que Lula e Bolsonaro prometeram, seriam necessários mais R$ 51,8 bilhões, segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI).

No atual formato do programa, o que ocorre é justamente o contrário da focalização. Dados do Ministério da Cidadania publicados pelo jornal Valor Econômico mostram que, de novembro de 2021 a setembro deste ano, as famílias unipessoais passaram de 15,2% do total de beneficiadas para 25,8%, O fato, que não encontra respaldo em mudanças demográficas recentes, sugere que membros de uma mesma família podem estar fazendo cadastros separados para receber mais de um benefício.

Para o economista Naercio Menezes Filho, diretor do Centro Brasileiro de Pesquisa Aplicada à Primeira Infância, o fundamental na construção de um programa social seria colocar uma lupa nas necessidades das famílias, especialmente naquelas com crianças muito novas.

”Para as famílias com crianças pequenas, não adianta só os pais terem o suficiente para comer, mas não para comprar remédio, roupa e as crianças se desenvolverem em um ambiente saudável, em que a mãe tem tempo para conversar e interagir com o filho”, diz Menezes Filho. O risco de o país desperdiçar recursos sem a focalização na primeira infância e na educação é que, quando adultos, essas mesmas crianças acabem, como os pais, dependentes de programas sociais.

Fernando Canzian/Folhapress

Estado da Bahia contabiliza 24 crimes eleitorais no segundo turno e 32 pessoas conduzidas

/ Bahia

Trinta e duas pessoas acabaram conduzidas e 24 crimes eleitorais foram contabilizados, até às 19 horas deste domingo (30), durante a segunda etapa da Operação Eleições, em todo a Bahia. No total, durante os dois turnos do processo eleitoral, 102 delitos eleitorais e relacionados ao processo foram flagrados pelas forças de Segurança Pública estaduais.

Entre às 7 da manhã e às 19 horas de domingo, unidades das Polícias Militar e Civil, computaram 32 conduções por unidades, registrados 22 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) e uma via de fato.

Já de delitos específicos do pleito eleitoral foram registrados 23 transgressões, sendo seis violações de voto, cinco bocas de urna, cinco propagandas de partidos ou candidatos, dois transportes irregulares de eleitores, um uso de alto falantes ou carreata, duas recusas de instruções da Justiça Eleitoral, além de prejuízos ao trabalho eleitoral e impedimento do exercício do processo eleitoral.

A tecnologia também foi aliada durante o pleito, observado de perto pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no Centro de Operações e Inteligência (COI), no COI. O CICC acompanhou 16 ocorrências por falta de energia em locais de votação, na capital e no interior do estado.

Aplicativo do Tribunal Superior Eleitoral registra 2,3 mil denúncias de propaganda irregular

/ Política

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou, até as 17h deste domingo (30), 2.326 denúncias de propaganda eleitoral irregular por meio do aplicativo Pardal.

O número de queixas é inferior ao do primeiro turno, quando foram feitas 5.332 denúncias. As campanhas para presidente lideram as queixas, com 10.619, enquanto as denúncias relacionadas a candidatos a governador somaram 4.464.

Luiz Inácio Lula da Silva é eleito para terceiro mandato e é o novo presidente do Brasil

/ Política

Lula é eleito presidente. Foto: reprodução do site do PT

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente neste domingo (30) ao derrotar no segundo turno o atual presidente Jair Bolsonaro do (PL). A votação de 2022 foi a maior da história do país, em número de votos. É a primeira vez que um presidente não consegue a reeleição na história.

A vitória foi confirmada às 19h57 com 98,86% das das seções apuradas, com Lula chegando a 59.563.912 votos, representando 50,8%. Contra 49,2% de Bolsonaro, que obteve até o momento 57.627.462.

O embate ocorreu após a realização do primeiro turno, onde Lula teve 48,43% dos votos, totalizando 57.259.504 votos válidos. Já Bolsonaro atingiu 43,2% dos votos, com 51.072.345 votos válidos.

O petista conseguiu compor a maior coligação da corrida presidencial. Além do PSB, PV e PC do B (que fecharam uma federação com o PT), o grupo inclui Solidariedade, PSOL, Rede e Avante. Com Geraldo Alckmin (PSB) na vice, Lula teve o maior tempo de TV entre os candidatos – 3 minutos e 16 segundos, além de caixa reforçado para bancar a campanha. No segundo turno, Lula conseguiu o apoio de outras legendas, incluindo o PDT e do MDB, que tiveram candidatos na disputa.

A eleição de 2022 foi a sexta vez disputada por Lula, que é o primeiro candidato de uma federação partidária, modalidade de aliança que consiste na união de duas ou mais partidos. O petista, que foi presidente do Brasil de 2003 a 2011, sucederá Jair Bolsonaro, eleito em 2018. Com informações do Bahia Notícias

Jerônimo Rodrigues é eleito na Bahia e será o primeiro governador indígena do Brasil

/ Política

Jerônimo e Rui em coletiva da Imprensa. Foto: Assessoria

Jerônimo Rodrigues (PT) foi eleito governador da Bahia na noite deste domingo (30), no segundo turno das eleições de 2022, somando 52,54% dos votos válidos contra 47,46% de ACM Neto (União) com 96,39% das urnas apuradas, de acordo com informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O petista será o primeiro chefe do executivo estadual autodeclarado indígena da história do Brasil (veja mais aqui).

Com isso, a Bahia irá completar o quinto mandato consecutivo do PT na governadoria. A caminhada começou em 2006, quando Jaques Wagner (2007-2014) superou Paulo Souto (PFL) no primeiro turno das eleições. Jerônimo é o terceiro petista a assumir o cargo, sucedendo Rui Costa (2015-2022).

No primeiro turno, Jerônimo Rodrigues recebeu 4.019.830 votos (49,45%) contra 3.316.711 votos (40,80%) de ACM Neto, números que representam uma diferença de 703.119 votos.

Jerônimo aparecia atrás do ex-prefeito de Salvador nas pesquisas, mas vinha tendo uma curva ascendente nos últimos levantamentos realizados ainda no primeiro turno. O crescimento das candidaturas petistas nas últimas semanas das eleições também ocorreu durante a disputa do pleito de 2006, com vitória de Wagner no primeiro turno, e em 2014, com a eleição de Rui também em primeiro turno.

Natural de Aiquara, na região do Médio Rio de Contas, Jerônimo Rodrigues é professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e também tem passagem na secretaria de Educação do Estado, durante o mandato de Rui Costa. Com informações do site Bahia Notícias

Quase metade das operações realizadas pela PRF em rodovias federais foi no Nordeste

/ Trânsito

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) descumpriu ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e realizou neste domingo (30), dia da votação do segundo turno, pelo menos 560 operações de fiscalização contra veículos fazendo transporte público de eleitores. Quase metade ocorreu na região Nordeste.

De acordo com a TV Globo e o portal G1, as primeiras 549 operações registradas se distribuíam da seguinte forma pelo país: 272 no Nordeste (49,5%); 122 no Centro-Oeste (22,22%); 59 no Norte (10,7%); 48 no Sudeste (8,74%), e 48 no Sul (8,74%).

Pelas informações no sistema interno da PRF, não é possível saber se os veículos foram parados antes ou depois de os eleitores votarem. No sábado (29), o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, proibiu que a PRF realizasse qualquer operação relacionada ao transporte público de eleitores no domingo, para não atrapalhar a votação.

Diante de relatos de que as operações estavam ocorrendo, em especial no Nordeste, Moraes intimou o diretor da PRF, Silvinei Vasques, a interromper imediatamente as ações de fiscalização.

Se Silivinei não cumprir, pode ser multado em R$ 100 mil a hora, ser afastado das funções e preso. O diretor da PRF foi ao TSE prestar depoimento no início da tarde deste domingo. Na noite do sábado, Silvinei Vasques postou no Instagram um pedido de voto no presidente Jair Bolsonaro. Depois, apagou o post.