Santo Antonio de Jesus: Após onda de violência, forças de segurança intensificam operações na cidade

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Em 48 horas, 10 pessoas foram vítimas de tiros. Foto: Blog do Valente

Diante do clima de insegurança e o grande número de ocorrências policiais registradas nos últimos dias em Santo Antônio de Jesus, o comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar, Tenente Coronel Edmundo Assemany, informou nesta terça-feira (23), em entrevista ao site Acorda Cidade, que está intensificando as ações de policiamento e combate à criminalidade e guerra entre facções rivais, no município situado no Recôncavo Baiano.

Em cerca de 48 horas, 10 pessoas foram vítimas de tiros na cidade de Santo Antônio de Jesus. Os ataques tiveram início no último sábado (20), um criança de 1 ano e um homem de 51 foram baleados. Já no domingo (21), duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas, após um homem deflagrar tiros em uma feira livre.

Ontem (22), três criminosos foram baleados e mortos pela Polícia Militar, durante uma operação conjunta do 14º Batalhão, a Polícia Rodoviária Federal e a Cipe Litoral Norte, na região do Trevo de Amargosa.

De acordo com o coronel Assemany, os indivíduos faziam parte de uma facção criminosa e estavam indo em direção a Santo Antônio de Jesus para realizar ataques a facções inimigas.

”Conseguimos interceptar ainda na rodovia um veículo que estava vindo para Santo Antônio de Jesus com o objetivo de praticar mais um ataque contra as facções rivais. O veículo foi interceptado, não parou, foi perseguido, os indivíduos efetuaram disparos contra as guarnições, tanto do 14º Batalhão, quanto da Cipe, houve o confronto, foram baleados, socorridos para o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, onde foram a óbito. Todo o material, duas pistolas calibre 40 e outro revólver calibre 38 foram apresentados na delegacia do município, onde o fato foi registrado. Três elementos mortos, esses indivíduos são de uma facção, que a gente suspeita terem participado do ataque que aconteceu na feira livre no último domingo e culminou na morte de dois homens e outras quatro pessoas ficaram feridas”, informou.

Conforme o coronel é a guerra entre as facções a responsável pelo aumento da criminalidade em Santo Antônio de Jesus, sobretudo porque a cidade é considerado um grande entreposto para a distribuição e venda de drogas pelo tráfico.

”Santo Antônio de Jesus é a cidade conhecida como a capital do Recôncavo, que é margeada por uma rodovia federal e outras rodovias estaduais, então é um entreposto importante para o tráfico de drogas, do ponto de vista de distribuição para toda a região. Então nas análises que fizemos de inteligência, já verificamos isso, que por conta da localização da cidade, a proximidade com Salvador, com Feira, com outras cidades da região, e serve como um entreposto para o tráfico. Então essa disputa pelo dominío das facções dentro do município estão ocasionando esses crimes que temos acompanhando”, comunicou.

Com base no levantamento destas informações, o comandante esclareceu que por orientação do Comandante da Região Leste, coronel Alberto Piton, o 14º Batalhão da Polícia Militar de Santo Antônio de Jesus irá intensificar o policiamento com o apoio de tropas especializadas da Rondesp Leste, Cipe Litoral Norte, dentre outros órgãos de segurança.

”Nós estamos intensificando o policiamento da cidade, que é uma orientação e preocupação do coronel Piton, que é o comandante regional do leste e cobre a área de Santo Antônio de Jesus também. Ele foi comandante aqui do 14º, então ele entende bastante a dinâmica da criminalidade e tem ajudado muito do nosso trabalho. Recentemente, também recebemos o apoio de tropas especializadas da Rondesp Leste e da Cipe Litoral Norte. Então estamos intensificando as abordagens a veículos, transeuntes, de combate ao tráfico de drogas e os crimes violentos letais intencionais, que são os homicídios. E temos uma parceria importante com a 4ª Coorpin, o delegado Joaquim tem sido um grande colaborador deste trabalho, trazendo informações de inteligência, passando para a gente demandas importantes que estão ajudando no nosso trabalho”, salientou.

Ainda na avaliação do comandante, o trabalho da segurança pública tem que ser conjunto, envolvendo não apenas a participação da polícia, mas também de outros órgãos para o combate à criminalidade, como o Ministério Público e a Justiça.

”Desde a prisão pela Polícia Militar, passando pelo registro na delegacia, o encaminhamento para o Ministério Público, a denúncia oferecida na Justiça, o julgamento, a condenação e o cumprimento da pena. Todas as esferas precisam trabalhar de forma harmônica, respeitando os papéis sociais, com foco no combate à criminalidade”, pontuou.

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