Salvador: Suspeito de subornar PMs está envolvido em mais de 21 homicídios no Nordeste de Amaralina

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Rafael ofereceu a policiais R$ 10 mil pela soltura. Foto: Correio

São 21 os inquéritos que apuram o envolvimento Rafael Assis Amaro, conhecido como Fadiga, em homicídios no complexo do Nordeste de Amaralina. Apontado pela polícia como um dos gerentes do tráfico da região – formada pelos bairros do Nordeste de Amaralina, Santa Cruz, Vale das Pedrinhas e Chapada do Rio Vermelho –, Rafael foi preso na noite desta quinta-feira (8), quando transportava uma certa quantidade de droga. Todo o Nordeste é controlado pela facção Comando da Paz (CP). Segundo a Polícia Civil, no momento da abordagem, Rafael tentou subornar policiais das equipes das Rondas Especiais (Rondesp) Atlântico, oferecendo pela liberdade R$ 10 mil, quantia apreendida com ele. O acusado foi apresentado à imprensa na manhã desta sexta-feira (9), no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no final de linha da Pituba. Durante uma transmissão ao vivo de uma emissora, Rafael disse que foi pego na Avenida Paralela e depois levado para um mato onde foi torturado. Em nota, o Departamento de Comunicação Social da Polícia Militar (DCS), responsável pela prisão, negou e disse que Rafael foi ”preso dentro da legalidade”. ”Ao contrário da versão por ele apresentada, que por sua conduta delituosa não deveria ser credibilizada, o fato devidamente registrado é que ele tentou subornar os integrantes da guarnição policial, mas não obteve êxito em mais essa investida criminosa”, informa a Corporação em nota.

Homicídios

Segundo o delegado Odair Carneiro, do DHPP, Rafael é investigado em participações diretas e indiretas em 21 homicídios. ”Já estávamos de olho nele. Nossa central de denúncias recebia muitas informações contra ele. Só em 2016, ele é apontado como um dos autores de um triplo homicídio no Nordeste”, declarou o delegado. Odair disse que as mortes atribuídas à Rafael são todas de rivais ou desafetos dentro do próprio grupo criminoso. ”Quando ele próprio não mata, mandava fazer. Suas vítimas eram concorrentes do tráfico e até gente do próprio grupo que não cumpria suas ordens ou tinha desentendimento”, disse Odair.  Inicialmente, as investigações apontavam Rafael como um dos autores do triplo homicídio que teve como vítimas três seguranças no estádio de Pituaçu, em fevereiro do ano passado. ”Depois descobrimos que o bando dele é que está envolvido. Todos já têm prisão decretada pela Justiça”, pontuou o delegado. Com informações do Correio

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