Polícia Civil prende o prefeito de Japeri, no Rio, por associação ao tráfico de drogas

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Carlos Moraes, do PP, é levado pela PF. Foto: Reprodução/Uol

O prefeito de Japeri, município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Carlos Moraes Costa, de 73 anos, do PP, foi preso hoje, em Nova Iguaçu, em operação do Ministério Público e da Polícia Civil. A prisão integra a Operação Senomes, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Polícia Civil. A operação foi deflagrada para cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra o prefeito e também contra o presidente da Câmara de Vereadores, Wesley George de Oliveira, e o vereador Cláudio José da Silva, o Cacau, que também foi preso. Segundo informações da Polícia Civil, os três, ao lado de Jenifer Aparecida Kaizer de Matos, foram denunciados pelo MPRJ à Justiça por associação ao tráfico de drogas. A operação teve como base investigações da Polícia Civil, do Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. Paralelamente, ainda segundo o MP, estão sendo cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra 37 traficantes denunciados por integrarem a mesma facção criminosa que controla a venda de drogas em diversas favelas de Japeri, na Baixada Fluminense, sob a liderança de Breno de Souza, o BR, preso na semana passada. O MPRJ também obteve junto ao Judiciário a suspensão do exercício da função pública do prefeito e dos dois vereadores. A denúncia narra que o prefeito e os vereadores integravam o núcleo político da organização criminosa que domina o tráfico de drogas no Complexo do Guandu, em Japeri. ”Ela aponta que eles se aproveitavam do peso e prestígio de seus cargos para atuar em favor dos interesses criminosos dos traficantes de drogas, em especial, do traficante Breno de Souza” diz o MPRJ. As informações levantadas pelas investigações indicam que ”os políticos se valiam de seus mandatos para repassar informações privilegiadas e articular ações integradas que permitissem ao bando desenvolver livremente suas atividades ilícitas”. A denúncia descreve que o uso do prestígio político deles não se limitava à prática de atos de persuasão junto a outras autoridades, ”tendo sido detectados indícios de fraudes em licitações e desvio de dinheiro público em favor dos interesses da organização criminosa”, segundo o MPRJ. As informações são da Agência Brasil

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