Pesquisadores e Defesa Civil avaliarão rochas que se movimentaram com tremor de terra em Milagres

Moradores de cidades do Vale do Jiquiriçá presenciaram vários episódios de tremores de terra desde do último domingo do mês de agosto, e equipes do Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) juntamente com a Defesa Civil do Estado realizaram trabalhos de pesquisa utilizando de sismógrafos.

Em entrevista a Rádio Recôncavo FM de Santo Antônio de Jesus, na terça-feira (22), o Superintendente da Defesa Civil do Estado da Bahia, Paulo Luz, afirmou que os abalos sísmicos continuam acontecendo na região. Os nove sismógrafos que foram instalados estão identificando uma série de tremores de terra que já ultrapassaram a quantidade de 170 do dia 30 de agosto até o dia de hoje.

De acordo com Paulo, na comunidade da Boa Vista, em São Miguel das Matas, no Vale, que está sendo o epicentro, continua a perceber os tremores. ”Mas nada que gere pânico, são de baixa magnitude, nada que justifique um temor maior da população”, disse ele, segundo o site Voz da Bahia.

Em Amargosa e São Miguel, onde os abalos foram mais intensos, os prejuízos das residências estão sendo relatados pelas prefeituras. Segundo Luz, o relatório de São Miguel já chegou na Defesa Civil do Estado, com 139 casas afetadas pelos tremores de terra e Amargosa ainda está fechando os relatórios.

”São 129 casas da zona rural da Boa Vista que foram danificadas e 10 casas cadastradas para demolição devido a rachaduras em todos os compartimentos”, relatou, afirmando ainda que esses documentos também serão encaminhados a Defesa Nacional para buscar recursos imediatos.

Após avaliação dos documentos, o aluguel social é cogitado para as famílias cujas residências não oferecem condições de moradia, conforme Paulo, ”por um período máximo de seis meses, entendido por lei que o Poder Público deve assistir aos moradores. Em outubro, a equipe da UFRN e Defesa voltará para o interior da Bahia para reavaliação e definir quantos sismógrafos ficarão na definitivamente na região, e em novembro acontecerá a última visita para fechamento de relatório”, disse.

Em primeira mão, o superintendente informou que será feito um trabalho em Milagres junto com os professores e pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e equipe da Defesa Civil do Estado, para avaliação da pequena movimentação de quatro blocos de grandes rochas nas montanhas da cidade ocorrido no dia do maior tremor de terra detectado.

”A movimentação foi detectado pela defesa do município, a visita será presencial para relatório avaliando o risco que esses blocos representam a cidade e tranquilizar a população”, concluiu.

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