PCdoB considera ”equivocada” troca de Wagner por Otto e em pré-candidatura pede diálogo com base

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Wagner e Otto são cogitados como candidatos. Foto: Alessandro Dantas

Mais um partido se rebelou contra a possível saída de Jaques Wagner (PT) da disputa pelo Palácio de Ondina. Assim como o PSB (veja aqui), o PCdoB também emitiu nota à imprensa no qual criticou o processo que pode mudar o desenho da chapa majoritária e elencou cinco itens que, na visão dos comunistas, precisam ser discutidos.

”Consideramos equivocado o processo em curso de discussão e definição das candidaturas majoritárias da base do governo estadual. Não é admissível que os partidos do campo do governo não sejam consultados e só tenham conhecimento pela imprensa de articulações e supostas definições tão importantes”, diz um dos pontos do comunicado assinado pelo presidente da legenda na Bahia, o deputado federal Davidson Magalhães.

”O PCdoB não teve participação nas soluções especuladas que vieram a público. Consideramos fundamental o envolvimento de todos os partidos do bloco do governo para as decisões, o que vai ajudar na construção da unidade necessária para a batalha eleitoral que se avizinha”, diz outro trecho.

A mudança de rumo repentina na base governista se deu a partir do dia 15 de fevereiro, quando aconteceu uma reunião do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o governador Rui Costa e os senadores Jaques Wagner e Otto Alencar (PSD).

Rui definiu que seria candidato ao Senado e obrigou os aliados a se adaptarem para não ruir o tripé formado entre PT, PSD e PP na Bahia. Com a decisão do governador, o senador Otto Alencar (PSD), que seria candidato à reeleição, seria deslocado para a candidatura ao Palácio de Ondina e Wagner segue no Senado. Com a renúncia de Rui, João Leão (PP) ocupa o governo por nove meses. O PP também deve indicar um nome para a vice na chapa (saiba mais aqui).  Com informações do Bahia Notícias

Veja a nota na íntegra:

1 – Primeiramente, consideramos equivocado o processo em curso de discussão e definição das candidaturas majoritárias da base do governo estadual. Não é admissível que os partidos do campo do governo não sejam consultados e só tenham conhecimento pela imprensa de articulações e supostas definições tão importantes.

2 – O PCdoB não teve participação nas soluções especuladas que vieram a público. Consideramos fundamental o envolvimento de todos os partidos do bloco do governo para as decisões, o que vai ajudar na construção da unidade necessária para a batalha eleitoral que se avizinha.

3 – Achamos imprudente que o debate sobre a sucessão seja feito por meio de veículos de comunicação, quando o caminho mais correto seria a convocação do Conselho Político das forças que alcançaram vitórias sucessivas no passado recente.

4 – Esclarecemos que o partido ainda não tomou posição sobre a composição da chapa majoritária, diferente do que foi divulgado por alguns meios de comunicação, e que só o fará após diálogos com os partidos e debate interno na nossa direção estadual, ao tempo que afirmamos não haver veto aos nomes levantados para a disputa.

5 – Por fim, conclamamos a base aliada a debater o processo em curso nos fóruns adequados, forma mais correta de alcançarmos mais uma vitória contra as forças do atraso.

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