Manoel Vitorino: Loja às margens da BR-116 comercializa produtos da agricultura familiar

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Loja é representada pelas mulheres vitorinas. Foto: Divulgação/SDR

Os agricultores e agricultoras familiares da Cooperativa de Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia (Cooproaf) passaram a ter mais uma alternativa de comercialização dos produtos das agroindústrias implantadas nos municípios de Manoel Vitorino e Mirante, com a inauguração da Loja das Vitorinas, localizado às margens da BR-116.  A ação é do Governo do Estado, realizada por meio do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Para o fortalecimento da fruticultura, especialmente da cadeia produtiva do umbu, já foram investidos, nos últimos 11 anos, mais de R$ 6 milhões em obras, equipamentos e assistência técnica especializada, nos municípios de Manoel Vitorino e Mirante. O secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, destacou que o trabalho é feito para potencializar o desenvolvimento rural baiano, para que haja uma produção mais qualificada que vá além da comercialização in natura. ”Nosso desejo é que esses produtos, com rótulo e embalagens bem feitas, estejam cada vez mais nas prateleiras com valor agregado, assim como estão aqui na loja e lanchonete das Vitorinas. Costumo lembrar que a produção da agricultura familiar alimenta primeiro os de casa, então ninguém vai alimentar sua família com produtos que não sejam de qualidade. O excedente que vai para comercialização é ofertado com apreço, cuidado e zelo”. Quem visitar o espaço poderá adquirir e degustar doces, sorvetes e sucos de umbu, e de outras frutas como goiaba e maracujá. Serão comercializados 80% de produtos da Cooproaf e 20% de outras cooperativas e redes de agricultores familiares da Bahia. De acordo com a presidente da Cooproaf, Marilda de Souza, com a chegada desse espaço de comercialização, a perspectiva é muito grande para aumentar o fluxo de vendas: ”O ponto foi criado justamente pra isso, para escoar parte da produção. Quem visitar a loja vai encontrar da geleia do umbu ao iogurte, cerveja de umbu, produzidos por cooperativas diferentes, praticamente a Bahia toda da agricultura familiar vai estar representada aqui na loja de Manoel Vitorino”. Além de vender os produtos da agroindústria, a loja oferece outras iguarias. São 41 derivados de umbu, a exemplo de bolos, rocamboles, tortas, sorvetes e umbuzada. Entre os produtos mais vendidos pela Cooproaf está o ‘nego bom’ de umbu, com receita criada pelas mulheres vitorinas.

”É bom comercializar o que tem de riqueza aqui Manoel Vitorino, adorei os produtos. Estou levando o nego bom de umbu e amêndoa caramelada para dar de presente”, contou Indiana Mello, integrante do Programa Primeiro Emprego. Ela é Técnica em Agronegócio e trabalha na Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater/SDR), lotada no Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF) do Território Médio Rio de Contas, em Jequié. O Prefeito de Manoel Vitorino, Heleno Vilar, mostrou-se empolgado com inauguração do empreendimento, que vai ajudar a movimentar a economia local: ”Aqui é uma grande oportunidade de negócio, eu chamo de um shopping a céu aberto, às margens da BR 116, com um fluxo de 30 mil veículos por dia e esse investimento do Governo do Estado na lanchonete Vitorinas representa um ganho importante na economia para o nosso município, geração de emprego e renda”. A loja de comercialização, que inaugura uma nova etapa para o escoamento dos produtos, conta com uma área construída de 290m², com sanitários, cozinha, depósito, área externa com paisagismo e um ambiente estruturado com mesas e cadeiras confortáveis para clientes. A lanchonete, para o consumo imediato de sucos e doces, estimulará também a venda de outros produtos de qualidade, por meio de degustação. Para a implantação da unidade foram investidos pela CAR/SDR R$ 454,7 mil, em recursos de convênio, com a contrapartida de R$ 201,7 mil dos cooperados, na forma de capital de giro e estrutura preexistente.

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