Jequié: Presidente da Câmara diz que notícia sobre seu afastamento do cargo é ”nota plantada”

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Vereador diz que nota foi ”plantada”. Foto: Blog Marcos Frahm

O presidente da Câmara de Jequié, Emanuel Campos Silva – Tinho, rechaçou as informações veiculadas dando conta de pedido de seu afastamento do cargo. Em nota emitida e endereçada ao Blog Marcos Frahm, nesta quinta-feira (05/09) o presidente afirma que não está sendo condenado a ”absolutamente” nada.

”A matéria veiculada na data de 04 de setembro de 2019 no site Bocão News, de Salvador e outros blogs que acabaram deletando posteriormente remete-se a um processo judicial deflagrado por representante da 4ª Promotoria de Justiça de Jequié, no ano de 2018. No entanto, a verdade é que a pretensão investigada não se baseia em qualquer fato ou prova contundente, tratando-se, portanto, de total achismo por parte do Ministério Público conforme se evidencia na própria decisão proferida pelo juiz de direito Roberto Paulo Prohmann Wolff da 2ª Vara Cível de Jequié, ”entendo que não há elementos concretos a evidenciar que as suas permanências nos cargos representaria risco” indeferindo a tutela de urgência. No mesmo sentido, mais uma vez, foi confirmada a decisão pela desembargadora Maria de Lourdes Pinho Medauar, vale ressaltar que está na pauta apenas um Embargo de Declaração”, esclarece.

A matéria a que se refere o líder do Poder Legislativo de Jequié, tem o seguinte teor: ”O Ministério Público da Bahia em Ação Civil Pública pediu à justiça o afastamento do cargo do presidente da Câmara de Vereadores de Jequié, Emanuel Campos Silva, Tinho de Waldeck (PV), e o bloqueio de bens no valor de R$ 513.221,94. A decisão será tomada na Primeira Câmara Cível, em Sessão Ordinária que será realizada na próxima segunda-feira (09), no Tribunal de Justiça da Bahia. O pedido foi feito devido aos indícios da prática de atos ímprobos praticados pelo vereador Tinho de Waldeck. De acordo com o processo, o Ministério Público afirma que os elementos colhidos no Inquérito Civil demonstram que a nomeação do agente político Rubens Vaz Santos não atendeu ao interesse público e sim ao interesse pessoal do vereador e presidente da Câmara. Ainda de acordo com o MP-BA, o nomeado sempre priorizou os seus compromissos acadêmicos e seu vínculo com a empresa Ramarim Calçados, prejudicando às atividades do cargo que ocupa na Câmara de Vereadores de Jequié. Em última análise, em violação à moralidade e à eficiência da administração, bem como em dano aos cofres público”.

Tinho, sobre o assunto, ainda fez o seguinte comentário: ”Assim, cumpre-nos destacar que não fui nem não estou sendo condenado a absolutamente nada. Farei um pronunciamento na Tribuna da Câmara, na próxima terça-feira, até mesmo para falar o que existe por trás dessa matéria, com caraterísticas de que foi plantada, pois o site referido sequer teve o zelo de ouvir a outra parte como reza o bom jornalismo. Reafirmo que jamais fui condenado pela Justiça, justamente porque sempre pautei minha conduta em observância aos princípios norteadores da administração pública, diferente daqueles que fazem o jogo sujo da política local, se escondendo em Fake News para ferir a honra de pessoas de bem”.

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