Filho de prefeito que espancou ex assumiu agressões e disse que pensou que tinha sido traído

/ Polícia

Clara denunciou ter sido ter sido torturada pelo ex. Foto: Instagram

O filho do prefeito da cidade de Salinas da Margarida, Filipe Pedreira, suspeito de espancar, cortar os cabelos e torturar a ex-mulher, Clara Emanuele Santos Vieira, de 20 anos, confessou em depoimento à polícia, que agrediu a ex-mulher. Conforme publicação do site G1, a delegada responsável pelo caso, Patrícia Jackes, informou, nesta quarta-feira (16), que Filipe se apresentou no dia 9 de maio, um dia após o espancamento e registro do caso na delegacia. Acompanhado de um advogado, o homem foi na unidade de polícia em Santo Antônio de Jesus, cidade onde ele morava com Clara. ”Ele assume as agressões e diz que foi motivado por ciúmes. Disse que Clara Emanuele havia traído ele e, por isso, ele se descontrolou. No entanto, ele conta também que Clara haveria atentado contra ele com uma faca”, detalhou a delegada. Clara Emanuele está sob uma medida protetiva que estabelece que Filipe tem que permanecer a uma distância de, no mínimo, 100 metros da vítima e do filho deles. Pelo período de três meses, ele não poderá ver o filho, conforme determinação da Justiça. O advogado de Filipe, Eldo Lago, informou que foi orientado pela Justiça a não comentar o caso, mas disse que o cliente está cumprindo toda e qualquer determinação judicial. Disse ainda que Filipe é acompanhado por um psicólogo. Oito dias após o caso, nesta quarta-feira (16), Clara ainda possui hematomas pelo corpo e diz que está com medo do ex-marido. Ela teve um derrame no olho e disse que sente os dentes moles por conta dos murros que recebeu de Filipe. Apesar de tantas marcas, a lesão corporal de Clara é apontada como leve, conforme o laudo pericial do Departamento de Polícia Técnica (DPT) entregue nesta quarta-feira pelo órgão à polícia. ”Verificamos as lesões para que fosse tipificado o crime e pedida a prisão preventiva, mas o laudo aponta lesões corporais leves e o crime leve tem uma pena de três anos de detenção. Nós só podemos requererer prisão preventiva com penas a partir de quatro anos. No entanto, no decorrer das investigações, analisando a possibilidade de outros crimes, com base nas novas investigações, pode haver a possibilidade de pedir a prisão preventiva dele”, explicou a delegada Patrícia Jackes. A delegada destacou, ainda, que Clara e os familiares estão sendo monitorados e, caso Filipe descumpra a medida protetiva, ele será preso. ”Ele mora em Salinas da Margarida e ela mora em Muniz Ferreira com pai ela. Ela está sendo monitorada e está orientada sobre como agir caso ele descumpra a medida”, disse a delegada.

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