Fachin abre investigação para apurar suposta ameaça de Lúcio Vieira Lima a ex-ministro da Cultura

/ Justiça

Lúcio Vieira Lima. Foto: Lúcio Bernardo Jr/Câmara dos Deputados

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu nesta sexta-feira (2) uma investigação para apurar supostas ameaças do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) ao ex-ministro da Cultura Marcelo Calero. O parlamentar teria ameaçado Calero no final de 2016, quando o ex-ministro divulgou supostas pressões que sofria por parte do também ex-ministro Geddel Vieira Lima, irmão de Lúcio, para liberação da obra de um prédio de luxo em Salvador em área de patrimônio histórico. O caso levou Geddel a pedir demissão da Secretaria de Governo. Segundo as investigações, apartamento de Geddel no edifício teria sido usado ainda para lavar dinheiro e, por isso, teve a propriedade bloqueada por Fachin em outro inquérito. A investigação sobre a ameaça foi pedida em dezembro pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e ficou também com Fachin pela suspeita de que a ameaça foi feita para ocultar ou para se conseguir a impunidade na suposta lavagem de dinheiro. Em novembro do ano passado, um ano após ter revelado as pressões de Geddel, Calero enviou carta à PGR contando sobre as supostas ameaças de Lúcio. O ex-ministro disse que, ainda em novembro de 2016, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira, teria recebido ligação de Lúcio na qual o deputado falou, a respeito de Calero: ”Esse moleque vai se arrepender de ter nascido”. Comunicado sobre o telefonema, Calero procurou a Polícia Federal e um procurador do Ministério Público. Na carta a Dodge, o ex-ministro da Cultura disse temer pela sua segurança pessoal. ”Decidi enviar a presente carta a V. Exa. ao tomar conhecimento de suas enfáticas manifestações a respeito da ameaça que a organização criminosa que denunciei representaria a seus denunciantes. Ao reviver episódios lamentáveis capazes de perturbar a paz e tranquilidade de meu cotidiano, peço que esta d. Procuradoria-Geral da República avalie apurar as informações que precedem, e, eventualmente, considere medidas para que sejam minimizados riscos à minha integridade física”, escreveu Calero.

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