ACM Neto

Diferente do que muitos pensavam, o anúncio do nome do candidato da chapa oposicionista que baterá de frente com o escolhido pelo PT, Rui Costa, não sairá nestes dias e deverá ficar mesmo para o fim do mês.  A informação foi confirmada pelo prefeito ACM Neto (DEM), durante entrevista à Rádio Metrópole de Salvador, nesta semana.  O alcaide, até então principal articulador da união entre PMDB e DEM e indicado pelos concorrentes correligionárias Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB) como detentor da escolha, não mais se coloca como o único responsável pela indicação.

Ele agora, pela fala, reparte a responsabilidade com o grupo. “Não caberá a mim apontar o dedo e dizer: ‘Você é candidato, você não é candidato’. Estou tentando costurar uma construção coletiva, por isso que exige mais tempo”, disse.

A afirmação do prefeito também acaba indo de encontro a Geddel, que, no fim de semana passado, afirmou em uma festa de aniversário que o martelo havia sido batido e que ele assumiria a cabeça da chapa, tirando Souto do páreo. Outro assunto importante abordado pelo democrata foi o imbróglio que envolve o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), com a vaga de vice da chapa petista.

O pedetista ensaiou uma proximidade com a oposição, diante da revolta de ter perdido a vaga para o progressista João Leão. Chegou a participar da posse do novo secretário da Casa Civil de ACM Neto, Luiz Carreira, o que levantou burburinho no campo político: cogitaram uma aproximação dele com a chapa oposicionista.

Neto não descartou a possibilidade da ida de Nilo, mas, sabiamente, compreende que o ingresso dele dependerá de uma afinação de discurso com a legenda em que o presidente da Assembleia está filiado. “Depois do candidato escolhido, daremos a ele a autoridade para conversar com quem quiser. Se o PDT estiver aberto ao diálogo, iremos conversar, sim. E deve ser conduzido pelo escolhido”, afirmou. 

Um possível acordo com o PDT, mesmo com a cogitação de Nilo assumir um cargo grande na majoritária oposicionista, pode ser algo difícil de acontecer, mas não impossível. Segundo informações de bastidores, o presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça, já tem uma proximidade com o governador Jaques Wagner (PT), inclusive, a sua irmã, a ex-vereadora Andrea Mendonça, hoje é titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação.