Empreiteiro diz que paralisação das obras do hospital de Jaguaquara ocorreu por erros em planilha

/ Jaguaquara

Edson Bispo esclarece sobre paralisação. Foto: Blog Marcos Frahm

A paralisação das obras de reforma e ampliação do Hospital Municipal de Jaguaquara foi abordada na sessão ordinária da Câmara de Vereadores desta quinta-feira (12/09). Atendendo Requerimento apresentado pelo presidente Raimundo Louzado, o representante da empresa Silva Estruturas Metálicas, Construções e Serviços Ltda., vencedora da licitação realizada pela Prefeitura para executar as obras, empresário Edson Bispo, prestou esclarecimentos acerca da paralisação dos serviços, fato que tem gerando muita insatisfação na cidade, pois a situação tem aumentado o sofrimento da população que busca atendimento na unidade hospitalar. O empresário relatou que as obras foram paralisadas porque a fiscalização da Secretaria de Saúde da Bahia (SESAB) detectou que a planilha licitada foi diferente da planilha autorizada pelo convênio. Informou também que houve uma tentativa de fazer a alteração da planilha para se readequar, mas, até o momento ainda não foram feitas as devidas mudanças. Além de aguardar essa readequação, a empresa diz aguardar também o pagamento por serviços realizados para continuar a obra. O último pagamento a empresa foi efetuado em dezembro de 2018.

Durante a sessão da Câmara, o empresário Edson Bispo afirmou que os erros na planilha foram constatados assim que a obra foi assumida, contudo, segundo ele, a construtora foi ”forçada” a iniciar os serviços mesmo constatando que, o que seria executado iria fugir do orçamento, isto é, do investimento em torno de R$2,4 milhões, sendo R$2,16 milhões de recursos estaduais e o restante equivale à contrapartida municipal, conforme reza o convênio. Bispo disse ainda ter sido surpreendido pela prefeitura de Jaguaquara com uma publicação no Diário Oficial de um distrato contratual e que a empreiteira vai recorrer à Justiça.

O Blog Marcos Frahm foi informado que operários da obra ficaram sem receber o pagamento referente aos últimos 15 dias trabalhados. Quanto a isso, o empresário, não soube explicar, argumentando não responder pelo setor financeiro, mas depois se reuniu com os trabalhadores em frente à Câmara. O vereador Raimundo questionou se os operários eram registrados na carteira e Edson também não soube responder e disse que iria verificar. Vereadores da base do prefeito fizeram indagações sobre o pagamento dos trabalhadores e afirmações de que o prefeito tem se esforçado, com visitas a Sesab, para tentar destravar o projeto. A vereadora oposicionista, Sara Helem, indagou sobre a responsabilidade dos erros constatados na planilha. Edson respondeu que o papel da empresa era executar a obra e que o projeto não foi elaborado pela empresa e que a empreiteira foi pressionada a iniciar mesmo com erros.

Não é de hoje o jaguaquarense cobra a reforma e ampliação do Hospital Municipal, tendo em vista tratar-se de um dos principais problemas enfrentados pela população. Vale salientar que, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do distrito Stela Dubois continua sem funcionar.

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