Crise chega ao comércio de Jaguaquara e pequenos lojistas começaram a fechar as portas

/ Jaguaquara

Seis estabelecimentos já fecharam as portas. Foto: Blog Marcos Frahm

Dados levantados nesta sexta-feira (31) pelo Blog Marcos Frahm mostram que a Covid-19 impactou fortemente o comércio de Jaguaquara, considerado o mais pujante do território Vale do Jiquiriçá. Seguimentos diversos que, para realização das atividades, não podem prescindir do contato pessoal, passaram a ter baixa produtividade diante da pandemia do novo coronavírus.

O comércio local enfrenta restrições impostas através de decretos municipais desde o dia (18) de março, quando a Prefeitura de Jaguaquara passou a adotar medidas que são consideradas de contenção a Covid-19, doença que apesar das restrições já infectou mais de 1 mil pessoas e matou 09 no município, conforme dados da própria Prefeitura divulgados pela Secretaria de Saúde.

As empresas em funcionamento, exceto de serviços essenciais, sofrem efeitos negativos em suas receitas, segundo relatos dos comerciantes.Os serviços não essenciais chegaram a ficar proibidos de funcionar por 15 dias e agora a deliberação do prefeito Giuliano Martinelli (PP) permanece pelo escalonamento, com os estabelecimentos funcionando em dias alternados e horário reduzido, dependendo ainda da área de atuação.

Pelo menos 06 estabelecimentos, dos setores de confecções, alimento [restaurante] e musculação fecharam as portas na cidade. Muitos comerciantes se veem sem meios de pagar aluguel e funcionários.

Apesar de o Governo Federal ter garantido estabilidade aos trabalhadores que aceitarem redução salarial temporária ou a suspensão do contrato, a demissão em pequenas empresas será algo inevitável, caso o comércio permaneça funcionando de forma restrita.

A não realização do São João também impactou na economia dos municípios e, em Jaguaquara, que tem tradição nos festejos juninos e atrai anualmente visitantes de outras regiões gerando crescimento nas vendas, não foi diferente.

As prefeituras no Estado e em todo o Nordeste optaram pela não promoção dos eventos, como forma de evitar a disseminação do vírus, seguindo inclusive recomendação dos governadores e da Organização Mundial de Saúde.

Quanto aos informes relacionados ao fechamento de algumas lojas, isso significa que nem todos os lojistas suportam o impacto das medidas adotadas para conter a propagação do vírus.

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