Educação: Com ”mala literária”, professora em Jaguaquara incentiva gosto pela leitura

/ Jaguaquara

O projeto foi batizado de ”Mala Literária”. Foto: Divulgação

Uma mala recheada de livros de Literatura chama a atenção por quem passa no pátio do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) em Alimento e Recursos Naturais Pio XII, localizado no bairro Muritiba, em Jaguaquara. Quem se interessar por algum exemplar, pode levá-lo para casa com o único compromisso: devolvê-lo tão logo faça a leitura. Não precisa assinar o nome em nenhuma lista, nem tem limite de prazo para a devolução. A iniciativa, proposta pela professora Ilana Cardoso, tem como objetivo incentivar o ato de ler, o cuidado com os livros e o senso de responsabilidade dos alunos da unidade escolar da rede estadual de ensino. O projeto, batizado de ”Mala Literária”, já tem repercussão positiva, considerando o aumento de rotatividade em apenas um mês de quando foi criado.

A mala de livros de autores importantes da Literatura Brasileira, como Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa e Jorge Amado, colocada no pátio da unidade escolar, começou com publicações doadas pela professora Ilana. Com o passar dos dias, novos volumes foram cedidos pelos próprios estudantes, estimulando a leitura do gênero entre os alunos. Foi o caso de Amanda Carla Reis, 17, 3º ano do Ensino Médio, que mesmo já sendo uma leitora assídua, ficou encantada com o projeto.

A professora Ilana Cardoso testemunha que o ”Mala Literária” têm modificado a rotina da escola, tornando o espaço educativo mais plural e democrático, já que o projeto contempla todos os alunos do CEEP. ”A liberdade de pegar os livros do interesse de cada um é o diferencial desse projeto. Ao mesmo tempo que promovemos o incentivo à leitura, estamos incutindo nos estudantes o senso da responsabilidade. Isto porque não há ninguém fiscalizando quem pega emprestado os livros. Simplesmente, o aluno pega e devolve, com a consciência de que os colegas também terão direito de usufruir do exemplar que está na sua mão’, relata a educadora.

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