Diretor da PF não vê prova contra Michel Temer e indica que investigação será arquivada

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Diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia. Foto: Divulgação

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, afirmou, na última sexta-feira (9), que a corporação deve recomendar o arquivamento da investigação contra o presidente Michel Temer no caso dos portos. De acordo como chefe da PF, as investigações, até o momento, não comprovaram pagamento de propina de representantes da empresa Rodrimar, operadora das áreas do porto de Santos (SP), para a edição do decreto que prorrogava contratos de concessão e arrendamento portuários, assinado pelo presidente em maio de 2017. Essa é a única acusação formal contra Temer ainda em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda segundo Segovia, não há nenhum indício que a edição do decreto tenha beneficiado a Rodrimar. “O que a gente vê é que o próprio decreto em tese não ajudou a empresa. Em tese se houve corrupção ou ato de corrupção não se tem notícia do benefício. O benefício não existiu. Não se fala e não se tem notícia ainda de dinheiro de corrupção, qual foi a ordem monetária, se é que houve, até agora não apareceu absolutamente nada que desse base de ter uma corrupção”, disse. Para o diretor-geral da PF, “a principal prova obtida no inquérito”, um diálogo entre o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer, e o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, não comprova a concordância do presidente com o suposto benefício. “Então, assim, os indícios são muito frágeis, na realidade, de que haja ou que houve algum tipo de influência realmente, porque em tese o decreto não foi feito para beneficiar aquela empresa”, afirmou.

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