Com crise no transporte coletivo urbano e pandemia, número de pessoas nas ruas de Jequié diminuiu

/ Jequié

Rua Alves Pereira sem grande movimento. Foto: Blog Marcos Frahm

A cidade de Jequé permanece sem o transporte coletivo urbano. Alegando atraso salarial de três meses, motoristas e outros servidores da empresa Rio de Contas decidiram paralisar as atividades desde a última segunda-feira.

Sem os coletivos circulando, quem aproveita a situação para lucrar são os motoristas de vans, que fazem o transporte alternativo. Além das vans, outros veículos circulam transportando passageiros, mas nem todas as pessoas se submetem a esse tipo de transporte e o número de transeuntes nas ruas da Cidade Sol diminuiu.

A pandemia do coronavírus é outro fator que influencia fortemente no esvaziamento das vias públicas. Jequié já contabiliza 219 mortes, 05 apenas nas últimas 24h e o número de internados por conta da doença gera superlotação dos hospitais, com 97% de ocupação de UTI até a tarde desta sexta-feira.

No Centro, comerciantes dizem sentir os efeitos colaterais da crise do transporte e da pandemia. A partir de hoje, haverá restrição da circulação de pessoas, ou seja, toque de recolher, a partir das 22h, através de decreto estadual.

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