Euclides comemora licitação do sistema de abastecimento de água de Maracás e região

Euclides diz que obra é fruto do seu mandato. Foto: Divulgação

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento – Embasa publicou, em edição do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (30), o aviso de licitação pública que visa à contratação de empresa para execução de obras de implantação do novo Sistema Integrado de Abastecimento de Água de Maracás e Região.

O investimento de mais de R$ 140 milhões do Governo d Estado, por meio da Embasa, vai melhorar a qualidade da água que a população de municípios do Vale do Jiquiriçá consome. O deputado estadual Euclides Fernandes comemora o anúncio, tendo afirmado que o governador Rui Costa atende um anseio antigo da comunidade regional, fruto de intervenções do seu mandato.

As obras irão reforçar o abastecimento a partir da captação de água no Rio Paraguaçu, com distribuição nos municípios de Maracás, Planaltino, Lajedo do Tabocal, Itiruçu, Irajuba e Entroncamento de Jaguaquara. ”A comunidade que sofre com a escassez de água em períodos de estiagem, será beneficiada com essa grande obra, que além de levar água de qualidade as famílias vai gerar emprego e renda em toda a região. Nossa ação junto ao governador teve êxito e nós aguardar a realização do processo licitatório para posteriormente acompanhamos a execução dos serviços”, disse o parlamentar.

É bem verdade que o deputado é um antigo defensor da materialização desse projeto. Em maio deste ano, durante visita de Rui a Jequié, Euclides arrancou aplausos de prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas de municípios do Vale do Jiquiriçá ao cobrar posicionamento do Governo do Estado em relação aos problemas enfrentados pelos municípios daquela região, como o abastecimento de água. Na ocasião, com discurso robusto, Fernandes teria deixado o chefe do Executivo em saia justa ao interceder pela região em um palanque na Cidade Sol. Rui, por sua vez, garantiu que atenderia a demanda.

Rui percorre cidades do Vale do Jiquiriçá e anuncia início da reconstrução de casas em janeiro

Rui percorreu cidades atingidas no Vale. Foto: Fernando Vivas

Dezenas de ruas residenciais e comerciais tomadas pela lama, com a destruição de casas e lojas. Móveis, eletrodomésticos, mercadorias, estoques empilhados nas ruas, onde nada ou quase nada se aproveita. Esse foi o cenário encontrado pelo governador Rui Costa nesta quinta-feira (30), em visita aos municípios de Wenceslau Guimarães e Teolândia, no Baixo Sul, na parte da manhã, e Santa Inês, Ubaíra, Jiquiriçá, Mutuípe e Laje, no Vale do Jiquiriçá, no período da tarde. Rui informou aos moradores e comerciantes que, na próxima semana, os municípios já contarão com uma agência avançada da Desenbahia, para obtenção de crédito para o comércio. A reconstrução das casas começa no início de janeiro.

“Nós vamos implantar já na semana vem, nas áreas atingidas, as agências avançadas da Desenbahia. Estou conversando com os comerciantes para oferecer um crédito de R$ 150 mil, com 12 meses de carência para começar a pagar e o pagamento será em 36 parcelas sem juros. Isso vai viabilizar que essas pessoas que perderam tudo recomecem a vida. São comerciantes de móveis, supermercados, lojas de calçados, oficinas, feirantes. Enfim, o desastre é gigantesco”, afirmou Rui.

Em Jiquiriçá, o governador conheceu Osberto Almeida, 51 anos, que perdeu o mercado que mantinha há 25 anos. Rui verificou no local o prejuízo: perda total. Para Osberto, ”a visita do governador traz confiança de que teremos recursos para nos ajudar”. O comerciante também relatou as dificuldades enfrentadas. ”Estou falando em nome de muitas pessoas que estão nessa situação. Sem a ajuda dessa união entre os governos estadual, municipal e federal, a maioria dos comerciantes não vão conseguir voltar a trabalhar. Hoje eu sou um desempregado. Não tenho como alimentar minha família, não tenho como pagar os impostos, não tenho como gerar emprego”, desabafou.

Reconstrução das casas

Sobre a reconstrução das casas, Rui destacou que é preciso retirar as famílias que vivem às margens do Rio Jiquiriçá. ”A forma mais rápida de a gente fazer isso é em regime de mutirão. Eu estou provocando positivamente os prefeitos para saber quem vai conseguir começar mais rapidamente o cadastramento desses moradores. Assim que os documentos começarem a chegar, nós vamos fazer o convênio com o município e transferir o recurso para começar a reconstrução das casas. As pessoas vão viver em ruas pavimentadas, iluminadas, em condições dignas, sem ficar sobressaltadas em época de chuvas”.

O governador afirmou que outro problema são as encostas. ”Vi algumas em Teolândia, Mutuípe, Laje. Estou pedindo que os prefeitos levem os projetos, pois já mandei os engenheiros da Conder passarem nesses municípios, para já definir qual o tipo de proteção é o mais adequado para cada uma dessas encostas”.

Custos

Sobre os custos da reconstrução dessa grande parte da Bahia atingida pelas chuvas, Rui comentou que ”serão necessários cerca de R$ 2 bilhões em investimentos para se reconstruir as estradas estaduais e federais, reconstruir as casas, sem falar no custo social. A expectativa é que o Governo Federal faça a sua parte. Moram 15 milhões de brasileiros na Bahia. Já nos primeiros dias de janeiro, queremos começar a reconstrução das primeiras casas. No extremo-sul, nós já estamos entregando geladeiras, fogões, botijão de gás, tudo o que nos comprometemos a entregar. Aqui, assim que houver o cadastro, vamos entregar também para que essas pessoas tenham sua geladeira, sua cama com colchão”.

Centro de distribuição de donativos

No município de Jiquiriçá, com o apoio do Governo do Estado, os moradores estão se organizando para a reconstrução da cidade. Para isso, um grande centro de arrecadação e distribuição de donativos foi montado no Ginásio de Esportes da cidade, visitado pelo governador nesta quinta-feira (30). No espaço estão concentrados os itens enviados pelo Governo do Estado, por meio do Corpo de Bombeiros. Colchões, cobertores, água potável e alimento são registrados e encaminhados para as famílias que mais precisam.

Reutilização de colchões

Por fim, Rui alertou que os colchões que foram molhados pelas águas das enchentes não podem ser reutilizados pela população. ”Essas águas estão contaminadas com bactérias, fungos, sujeira de ratos, e toda essa sujeira contamina os colchões. Não adianta colocar no sol. Por isso, nós já distribuímos milhares de colchões que vieram de doações. Hoje estamos distribuindo cinco mil colchões que recebemos de doação. Ontem [29], eu autorizei a compra de mais cinco mil colchões. Então, é importante avisar às pessoas para não usarem esses colchões”.

Cenário de guerra: Jiquiriçá é uma das cidades com registros de destruição após chuvas

Clima é de comoção na cidade. Fotos: Comunicação/Prefeitura

Após as fortes chuvas que atingiram o Vale do Jiquiriçá, algumas cidades do território contam os prejuízos provocados pela devastação dos últimos dias. No município de Jiquiriçá, o cenário é de guerra.

De acordo com informações de Rick Pagodart, que integra a Comunicação da prefeitura da cidade, pelo menos 70% da população de Jiquiriçá foi afetada com a enchente, tendo as moradias parcial ou completamente destruídas. As residências localizadas às margens do Rio Jiquiriçá ficaram praticamente todas comprometidas, muitas não resistiram e desabaram.

Famílias que perderam seus imóveis são alojadas em escolas, outras em casas de amigos e parentes. ‘’Como é uma cidade pequena, onde todos se conhecem, teve gente que preferiu ir para casas de amigos e familiares. Algumas lojas e mercados estão funcionando, porque o comércio foi invadido pela enxurrada. É tudo muito triste’’, relatou Rick ao BMFrahm.

Casas às margens do Rio Jiquiriçá desabaram com a chuva

Em imagens aéreas registradas após a tempestade, é possível ver ruas sujas de lama e casas destruídas. Os prejuízos estão por todos os cantos, inclusive na área rural.

Prefeitos do Vale discutem com representantes do Governo Federal situação dos municípios

Prefeitos se reúnem na prefeitura de Mutuípe. Foto: Divulgação

Prefeitos de cidades afetadas pelas chuvas no Vale do Jiquiriçá se reuniram nesta quarta-feira (29), na sede da Prefeitura de Mutuípe, com Manoel Sandes Neto, assessor do gabinete do ministro da Cidadania, João Roma, discutindo a situação na região após forte tempestade provocar destruição em vários municípios. ”A gente fez videoconferência com o ministro Roma, que estava com o ministro da Saúde e, na verdade, a reunião foi para tratar das burocracias do governo em relação a acessar sistemas e fazer cadastramentos para que os recursos possam vir aos municípios”, disse o prefeito anfitrião, Rodrigo Maicon, em contato com o BMFrahm.

Mutuípe está entre as cidades devastadas pelas enchentes, com grande número de desabrigados. Os gestores: Lúcio Monteiro, de Ubaíra, Binho da Saúde, de Laje e Emerson Elói, de Santa Inês, outras cidades fortemente afetadas também participaram do encontro. Vale ressaltar que esses municípios são todos margeados pelo Rio Jiquiriçá, que transbordou e ocasionou o cenário devastador.

Comércio funciona parcialmente em Jiquiriçá; banco não voltou e população recebe doações de voluntários

Cenário é desbastador em Jiquiriçá. Foto: Abraão Rodrigues

O município de Jiquiriçá lida com um cenário devastador após ser atingido por fortes chuvas, no último final de semana, e até esta quarta-feira (29) muitos destroços em áreas diversas da cidade revelam o caos.

A Prefeitura estaria formando um mutirão para limpeza do Centro, que foi tomado pelas águas, que destruíram inclusive a decoração de Natal que havia sido instalada pela gestão municipal. Segundo o fotógrafo contratado pela Prefeitura, Abraão Rodrigues, casas comerciais foram invadidas, comerciantes sofreram prejuízos e o comércio funciona parcialmente na cidade, que tem pessoas desabrigadas e desalojadas.

O prédio onde funcionava o Banco do Brasil ficou submerso, correspondentes bancários também atingidos e as instituições financeiras ainda não voltaram a funcionar.

Jiquiriçá também sofreu com a interrupção do fornecimento de energia elétrica, que foi restabelecida na noite de ontem. ”Lojas, clínicas, farmácias, casas, escolas, todos atingidos. O comércio foi devastado. Sobre os desabrigados, estão sendo catalogados. Aqui tem equipes da PM, Corpo de Bombeiros, Embasa, Coelba, deslocados de Salvador. Muita comoção na cidade”, relata Abraão.

O prefeito João Fernando, o Cascalho, ainda não se pronunciou sobre o desastre natural e segundo informações tenta solucionar problemas que afligem moradores. Veículos com doações de alimentos, água e roupas chegam de toda a região, a todo instante.

Santa Inês registrou 196,02 milímetros de chuvas entre os dias (24) e (26) de dezembro

Famílias foram afetadas pelas chuvas. Foto: Divulgação/Prefeitura

Santa Inês, no Vale do Jiquiriçá, sofreu com significativos acumulados de chuvas. Segundo informou a Prefeitura, o município registrou 196,02 milímetros de chuvas entre os dias (24) e (26) de dezembro.

O Rio Jiquiriçá transbordou e provocou alagamentos em várias partes da cidade, inclusive no Centro, invadindo casas residenciais, comerciais e até a rodoviária, que ficou submersa. Moradores falam em rompimento de barragens na região, a exemplos dos vizinhos municípios de Cravolândia e Irajuba.

Procurada pela redação do Blog Marcos Frahm para atualização dos dados sobre os reflexos das chuvas, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura informou que sobre o número de desabrigados – que são as pessoas que perderam seus imóveis e precisam de apoio do poder público – está em 830.

Já o total de desalojados – que são as pessoas que também perderam os imóveis, mas foram alocadas em casas de familiares – está em 712.

Ainda de acordo com a gestão municipal, 115 habitações foram afetadas em Santa Inês. Na cidade, o poder público e voluntários fazem campanha de arrecadação de alimentos para as vítimas da tempestade no Vale do Jiquiriçá.

Energia é restabelecida em Ubaíra e Prefeitura estima que mais de 1 mil ficaram desabrigados

Cidade foi devastada pelas chuvas. Foto: Leitor/BMFrahm

O fornecimento de energia na cidade de Ubaíra, devastada pelas fortes chuvas, foi normalizado no final da tarde desta terça-feira (28). Moradores e comerciantes ficaram sem luz por três dias, após uma forte tempestade provocar estragos e interromper os sinais de internet, telefone, a energia e o abastecimento de água potável, que segue suspenso.

O cenário é de destruição na cidade, sobretudo em ruas da área central, que ficam na parte baixa e recebem águas de bairros adjacentes. O número de desabrigados – que são as pessoas que perderam seus imóveis e precisam de apoio do poder público – passa de 1mil pessoas, segundo estimativa da Prefeitura, conforme informações repassadas ao Blog Marcos Frahm. Elas são alojadas em escolas. Já o total de desabamentos – que são casas e imóveis eu vieram abaixo por causas das chuvas é de 50.

O município voltou a registrar chuva hoje, mas não com a mesma intensidade do final de semana. O prefeito Lúcio Monteiro tenta viabilizar o fornecimento de água e diz que o comércio foi muito afetado. Um mutirão de limpeza foi formado para retirar parte dos entulhos nas vias do centro e evitar novos transtornos, aproveitando a baixa das águas do Rio Jiquiriçá, que margeia a cidade e chegou a transbordar.

Chuva voltou ao Vale do Jiquiriçá: Cerca de 130 desabrigados em Mutuípe são levados para escolas

Enchente do Rio Jiquiriçá alaga Mutuípe, Foto: Leandro Almeida

A chuva voltou a atingir municípios do Vale do Jiquiriçá, nesta terça-feira (28). Com mais intensidade, a tempestade foi registrada em Mutuípe, uma das cidades devastadas pelas enchentes dos últimos dias, com desabamento de casas, lojas comerciais invadidas e pessoas desalojadas.

Segundo o prefeito Rodrigo Maicom, em entrevista à Globonews, mais de 130 pessoas estão alojadas em escolas. Elas  foram retiradas de áreas de risco na cidade.

As imagens que circulam nas redes sociais revelam cenário de destruição na cidade, que é margeada pelo Rio Jiquiriçá, este que transbordou e invadiu a área central.

Ubaíra: Tempestade deixa cidade sem sinais de celular, internet, sem energia e abastecimento de água

Carros foram arrastados pela força da correnteza. Foto: Leitor/BMFrahm

A tempestade que atingiu Ubaíra, no Vale do Jiquiriçá, no último final de semana deixou a cidade alagada e sem sinal de celular e internet. Com a comunicação prejudicada, a Prefeitura informou que já acionou a Defesa Civil para tentar identificar os pontos mais críticos.

Até esta segunda-feira (27), a cidade também estava sem energia e sem o fornecimento de água potável, conforme informou o prefeito Lúcio Monteiro (PSD). ”Nós estamos passando por um momento muito difícil e a cidade está sem comunicação, sem abastecimento de água, sem energia, sem combustível e eu vim à cidade de Mutuípe buscar combustível para que gerador do hospital não pare. Mas graças a Deus estamos bem e agora é pensar em reconstruir”, disse o gestor, tendo informado que, apesar dos estragos de grande proporção, não houve vítimas fatais.

Um helicóptero da Polícia Militar da Bahia esteve na cidade, no domingo (26), resgatando pessoas que estavam ilhadas. A força da correnteza provocou destruição em vários pontos, invadindo casas, lojas e arrastando veículos. Municípios vizinhos a Ubaíra, Santa Inês, JJiquiriçá e Mutuípe também revelam cenário de destruição na região.

Governo anuncia posto avançado de apoio a cidades do Vale do Jiquiriçá em Santa Inês, também afetada

Santa Inês sofreu alagamentos com chuva. Foto: Thiago Santos/ASCOM

Com o aumento do número de cidades atingidas pelas fortes chuvas, o Governo do Estado ampliou mais uma vez a estrutura de apoio às vítimas. Além de Ilhéus, as cidades de Itapetinga, Vitória da Conquista, Ipiaú e Santa Inês, no Vale do Jiquiriçá, também contarão com postos avançados para facilitar o trabalho dos bombeiros.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia confirmou 18 mortes em decorrência das chuvas na Bahia.

Vale do Jiquiriçá

Santa Inês, Ubaíra e Mutuípe estão entre as cidades mais afetadas no território do Vale do Jiquiriçá durante Fo final de semana.

Em Santa Inês, as informações são de rompimento de barragens na região, provocando danificação em uma ponta no Centro da cidade, com o transbordo do Rio Jiquiriçá, causando estragos em vários pontos.

Contudo, não há informações sobre desalojados ou feridos na cidade. Em Ubaíra, cidade vizinha, pessoas foram retiradas de áreas de risco neste domingo (26) por helicóptero do GRAER.

BA – 026, Rodovia que liga a BR-116 a cidade de Brejões, fica bloqueada após fortes chuvas

Águas da chuva provocaram erosão na pista. Foto: Hamilton Araújo

Os problemas gerados pelas fortes chuvas na região do Vale do Jiquiriçá estão por toda a parte. Moradores de Brejões, por exemplo, encontraram a principal via de acesso a cidade parcialmente bloqueada na noite deste sábado (25).

A Rodovia BA-026, que liga a BR-116 a sede do município foi tomada por águas das chuvas, que ocasionaram erosão na pista de rolamento, impedindo a passagem de veículos.

Vale do Jiquiriçá: Chuva sem parar causa alagamentos, rompimento de barragens e interdição de estradas

Bairro Lagoa em Jaguaquara volta a ficar alagado. Foto: Leitor/BMFrahm

As fortes chuvas que atingem cidades do Vale do Jiquiriçá por mais de 15 horas sem parar tem provocado sérios transtornos à população em quase todos os municípios do território, que é composto por 20 cidades.

O volume de chuvas registrado na região já é considerado Record pelos prefeitos, muitos dos quais foram as redes sociais informar a situação em seus respectivos municípios.

Em Jaguaquara, maior cidade do Vale, a área central, além de bairros como Lagoa e Casca ficaram alagados. Na BA-545, rodovia que liga a sede ao distrito de Baixão de Ipiúna a queda de uma árvore provocou a interdição da via que é usada pelos produtores rurais para escoamento da produção agrícola e uma postagem da prefeitura na Internet informava, neste sábado (25), que uma equipe da gestão providenciava a desobstrução.

O Rio Casca chegou a transbordar e alagou ruas da cidade vizinha de Itaquara, que fica há 10 km de Jaguaquara.  Na BR-420, entre Itaquara e Santa Inês, a força da correnteza gerou a interrupção do trânsito até esta noite. Santa Inês teve a sua área central completamente alagada.

Em Mutuípe, o prefeito Rodrigo Maicon disse que estaria determinando a retirada de famílias de áreas de risco e as encaminhado para um colégio. Na BR-116, trecho de Irajuba, águas da chuva também provocaram a interdição do tráfego. No interior de municípios como: Irajuba, Planaltino, Itiruçu, Lajedo do Tabocal e Maracás, barragens, represas e rios transbordaram e os reflexos são sentidos na parte urbana e nas estradas.

Prefeito Soya Novaes antecipa salário do mês de dezembro dos servidores públicos de Maracás

Soya antecipa pagamento do salário em Maracás. Foto: Divulgação

Os servidores públicos da Prefeitura de Maracás vão passar os festejos natalinos com dinheiro no bolso. É que o pagamento do salário do mês de dezembro foi antecipado pela Prefeitura, conforme anúncio feito pelo prefeito Soya Novaes em rede social, nesta quarta-feira (22).

”O salário dos servidores públicos municipais de Maracás, referente ao mês de dezembro, já está disponível para saque. O valor de R$ 2.400.000,00 (Dois Milhões e Quatrocentos mil Reais) da folha movimenta setores importantes da economia do nosso Município, como comércio e serviços. Dessa forma, estamos honrando mais um compromisso. Que Deus abençoe a todos”, disse o gestor.

A gestão municipal quita mensalmente, de forma antecipada, a folha do funcionalismo, antes do dia 30 de cada mês. A iniciativa de pagar antes do Natal injeta R$ 2.400.000,00 na economia e vai movimentar o comércio, uma vez que os valores vão retornar de forma significativa no mercado, seja com compras ou pagamento de contas.

Helicóptero do GRAER chega à Amargosa para fazer buscas por idoso, que segue desaparecido após casa desabar

Helicóptero do GRAER realizará buscas em Amargosa. Foto: Divulgação

Uma equipe do Grupamento Aéreo de Polícia Militar da Bahia desembarcou em Amargosa, no Vale do Jiquiriçá, neste domingo (19), para reforçar as buscas por um idoso de 89 anos, desaparecido desde o último dia (10/12), quando a casa em que ele residia desabou na localidade de Ribeirão dos Caldeirões, na zona rural.

Na ocasião, os corpos da esposa e filha do desaparecido, Elita Pereira, de 80 anos, e da sua filha, Gildete Pereira, 40, foram encontrados. Já Gildásio Ribeiro, continua desaparecido. A hipótese de que o corpo pode ter sido levado pela força da correnteza, não é descartada.

O prefeito Júlio Pinheiro, que recepcionou a equipe do GRAER, disse que a chuva foi a mais forte dos últimos 50 anos no Município.