Santa Inês registrou 196,02 milímetros de chuvas entre os dias (24) e (26) de dezembro

Famílias foram afetadas pelas chuvas. Foto: Divulgação/Prefeitura

Santa Inês, no Vale do Jiquiriçá, sofreu com significativos acumulados de chuvas. Segundo informou a Prefeitura, o município registrou 196,02 milímetros de chuvas entre os dias (24) e (26) de dezembro.

O Rio Jiquiriçá transbordou e provocou alagamentos em várias partes da cidade, inclusive no Centro, invadindo casas residenciais, comerciais e até a rodoviária, que ficou submersa. Moradores falam em rompimento de barragens na região, a exemplos dos vizinhos municípios de Cravolândia e Irajuba.

Procurada pela redação do Blog Marcos Frahm para atualização dos dados sobre os reflexos das chuvas, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura informou que sobre o número de desabrigados – que são as pessoas que perderam seus imóveis e precisam de apoio do poder público – está em 830.

Já o total de desalojados – que são as pessoas que também perderam os imóveis, mas foram alocadas em casas de familiares – está em 712.

Ainda de acordo com a gestão municipal, 115 habitações foram afetadas em Santa Inês. Na cidade, o poder público e voluntários fazem campanha de arrecadação de alimentos para as vítimas da tempestade no Vale do Jiquiriçá.

Energia é restabelecida em Ubaíra e Prefeitura estima que mais de 1 mil ficaram desabrigados

Cidade foi devastada pelas chuvas. Foto: Leitor/BMFrahm

O fornecimento de energia na cidade de Ubaíra, devastada pelas fortes chuvas, foi normalizado no final da tarde desta terça-feira (28). Moradores e comerciantes ficaram sem luz por três dias, após uma forte tempestade provocar estragos e interromper os sinais de internet, telefone, a energia e o abastecimento de água potável, que segue suspenso.

O cenário é de destruição na cidade, sobretudo em ruas da área central, que ficam na parte baixa e recebem águas de bairros adjacentes. O número de desabrigados – que são as pessoas que perderam seus imóveis e precisam de apoio do poder público – passa de 1mil pessoas, segundo estimativa da Prefeitura, conforme informações repassadas ao Blog Marcos Frahm. Elas são alojadas em escolas. Já o total de desabamentos – que são casas e imóveis eu vieram abaixo por causas das chuvas é de 50.

O município voltou a registrar chuva hoje, mas não com a mesma intensidade do final de semana. O prefeito Lúcio Monteiro tenta viabilizar o fornecimento de água e diz que o comércio foi muito afetado. Um mutirão de limpeza foi formado para retirar parte dos entulhos nas vias do centro e evitar novos transtornos, aproveitando a baixa das águas do Rio Jiquiriçá, que margeia a cidade e chegou a transbordar.

Chuva voltou ao Vale do Jiquiriçá: Cerca de 130 desabrigados em Mutuípe são levados para escolas

Enchente do Rio Jiquiriçá alaga Mutuípe, Foto: Leandro Almeida

A chuva voltou a atingir municípios do Vale do Jiquiriçá, nesta terça-feira (28). Com mais intensidade, a tempestade foi registrada em Mutuípe, uma das cidades devastadas pelas enchentes dos últimos dias, com desabamento de casas, lojas comerciais invadidas e pessoas desalojadas.

Segundo o prefeito Rodrigo Maicom, em entrevista à Globonews, mais de 130 pessoas estão alojadas em escolas. Elas  foram retiradas de áreas de risco na cidade.

As imagens que circulam nas redes sociais revelam cenário de destruição na cidade, que é margeada pelo Rio Jiquiriçá, este que transbordou e invadiu a área central.

Ubaíra: Tempestade deixa cidade sem sinais de celular, internet, sem energia e abastecimento de água

Carros foram arrastados pela força da correnteza. Foto: Leitor/BMFrahm

A tempestade que atingiu Ubaíra, no Vale do Jiquiriçá, no último final de semana deixou a cidade alagada e sem sinal de celular e internet. Com a comunicação prejudicada, a Prefeitura informou que já acionou a Defesa Civil para tentar identificar os pontos mais críticos.

Até esta segunda-feira (27), a cidade também estava sem energia e sem o fornecimento de água potável, conforme informou o prefeito Lúcio Monteiro (PSD). ”Nós estamos passando por um momento muito difícil e a cidade está sem comunicação, sem abastecimento de água, sem energia, sem combustível e eu vim à cidade de Mutuípe buscar combustível para que gerador do hospital não pare. Mas graças a Deus estamos bem e agora é pensar em reconstruir”, disse o gestor, tendo informado que, apesar dos estragos de grande proporção, não houve vítimas fatais.

Um helicóptero da Polícia Militar da Bahia esteve na cidade, no domingo (26), resgatando pessoas que estavam ilhadas. A força da correnteza provocou destruição em vários pontos, invadindo casas, lojas e arrastando veículos. Municípios vizinhos a Ubaíra, Santa Inês, JJiquiriçá e Mutuípe também revelam cenário de destruição na região.

Governo anuncia posto avançado de apoio a cidades do Vale do Jiquiriçá em Santa Inês, também afetada

Santa Inês sofreu alagamentos com chuva. Foto: Thiago Santos/ASCOM

Com o aumento do número de cidades atingidas pelas fortes chuvas, o Governo do Estado ampliou mais uma vez a estrutura de apoio às vítimas. Além de Ilhéus, as cidades de Itapetinga, Vitória da Conquista, Ipiaú e Santa Inês, no Vale do Jiquiriçá, também contarão com postos avançados para facilitar o trabalho dos bombeiros.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia confirmou 18 mortes em decorrência das chuvas na Bahia.

Vale do Jiquiriçá

Santa Inês, Ubaíra e Mutuípe estão entre as cidades mais afetadas no território do Vale do Jiquiriçá durante Fo final de semana.

Em Santa Inês, as informações são de rompimento de barragens na região, provocando danificação em uma ponta no Centro da cidade, com o transbordo do Rio Jiquiriçá, causando estragos em vários pontos.

Contudo, não há informações sobre desalojados ou feridos na cidade. Em Ubaíra, cidade vizinha, pessoas foram retiradas de áreas de risco neste domingo (26) por helicóptero do GRAER.

BA – 026, Rodovia que liga a BR-116 a cidade de Brejões, fica bloqueada após fortes chuvas

Águas da chuva provocaram erosão na pista. Foto: Hamilton Araújo

Os problemas gerados pelas fortes chuvas na região do Vale do Jiquiriçá estão por toda a parte. Moradores de Brejões, por exemplo, encontraram a principal via de acesso a cidade parcialmente bloqueada na noite deste sábado (25).

A Rodovia BA-026, que liga a BR-116 a sede do município foi tomada por águas das chuvas, que ocasionaram erosão na pista de rolamento, impedindo a passagem de veículos.

Vale do Jiquiriçá: Chuva sem parar causa alagamentos, rompimento de barragens e interdição de estradas

Bairro Lagoa em Jaguaquara volta a ficar alagado. Foto: Leitor/BMFrahm

As fortes chuvas que atingem cidades do Vale do Jiquiriçá por mais de 15 horas sem parar tem provocado sérios transtornos à população em quase todos os municípios do território, que é composto por 20 cidades.

O volume de chuvas registrado na região já é considerado Record pelos prefeitos, muitos dos quais foram as redes sociais informar a situação em seus respectivos municípios.

Em Jaguaquara, maior cidade do Vale, a área central, além de bairros como Lagoa e Casca ficaram alagados. Na BA-545, rodovia que liga a sede ao distrito de Baixão de Ipiúna a queda de uma árvore provocou a interdição da via que é usada pelos produtores rurais para escoamento da produção agrícola e uma postagem da prefeitura na Internet informava, neste sábado (25), que uma equipe da gestão providenciava a desobstrução.

O Rio Casca chegou a transbordar e alagou ruas da cidade vizinha de Itaquara, que fica há 10 km de Jaguaquara.  Na BR-420, entre Itaquara e Santa Inês, a força da correnteza gerou a interrupção do trânsito até esta noite. Santa Inês teve a sua área central completamente alagada.

Em Mutuípe, o prefeito Rodrigo Maicon disse que estaria determinando a retirada de famílias de áreas de risco e as encaminhado para um colégio. Na BR-116, trecho de Irajuba, águas da chuva também provocaram a interdição do tráfego. No interior de municípios como: Irajuba, Planaltino, Itiruçu, Lajedo do Tabocal e Maracás, barragens, represas e rios transbordaram e os reflexos são sentidos na parte urbana e nas estradas.

Prefeito Soya Novaes antecipa salário do mês de dezembro dos servidores públicos de Maracás

Soya antecipa pagamento do salário em Maracás. Foto: Divulgação

Os servidores públicos da Prefeitura de Maracás vão passar os festejos natalinos com dinheiro no bolso. É que o pagamento do salário do mês de dezembro foi antecipado pela Prefeitura, conforme anúncio feito pelo prefeito Soya Novaes em rede social, nesta quarta-feira (22).

”O salário dos servidores públicos municipais de Maracás, referente ao mês de dezembro, já está disponível para saque. O valor de R$ 2.400.000,00 (Dois Milhões e Quatrocentos mil Reais) da folha movimenta setores importantes da economia do nosso Município, como comércio e serviços. Dessa forma, estamos honrando mais um compromisso. Que Deus abençoe a todos”, disse o gestor.

A gestão municipal quita mensalmente, de forma antecipada, a folha do funcionalismo, antes do dia 30 de cada mês. A iniciativa de pagar antes do Natal injeta R$ 2.400.000,00 na economia e vai movimentar o comércio, uma vez que os valores vão retornar de forma significativa no mercado, seja com compras ou pagamento de contas.

Helicóptero do GRAER chega à Amargosa para fazer buscas por idoso, que segue desaparecido após casa desabar

Helicóptero do GRAER realizará buscas em Amargosa. Foto: Divulgação

Uma equipe do Grupamento Aéreo de Polícia Militar da Bahia desembarcou em Amargosa, no Vale do Jiquiriçá, neste domingo (19), para reforçar as buscas por um idoso de 89 anos, desaparecido desde o último dia (10/12), quando a casa em que ele residia desabou na localidade de Ribeirão dos Caldeirões, na zona rural.

Na ocasião, os corpos da esposa e filha do desaparecido, Elita Pereira, de 80 anos, e da sua filha, Gildete Pereira, 40, foram encontrados. Já Gildásio Ribeiro, continua desaparecido. A hipótese de que o corpo pode ter sido levado pela força da correnteza, não é descartada.

O prefeito Júlio Pinheiro, que recepcionou a equipe do GRAER, disse que a chuva foi a mais forte dos últimos 50 anos no Município.

Amargosa: Buscas por idoso desaparecido após casa desabar e matar esposa e filha continuam

Tragédia aconteceu na zona rural de Amargosa. Foto: Divulgação

Um idoso segue desaparecido há seis dias em Amargosa, no Vale do Jiquiriçá. O trabalho de busca segue nesta quinta-feira (16). O idoso, identificado como Gildásio Ribeiro, de 89 anos, não foi mais visto desde que a casa onde morava desabou na localidade de Ribeirão dos Caldeirões. Na ocasião, morreram a esposa dele, Elita Pereira, de 80 anos, e a filha, Eliana Pereira, de 40 (veja mais aqui).

O fato ocorreu na noite da última sexta-feira (10) quando choveu de forma intensa no município. Conforme a prefeitura, trabalham nas buscas pelo idoso o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, junto com a equipe do Núcleo de Operações da cidade.

Cães farejadores trabalham nas buscas. Com as chuvas, a prefeitura de Amargosa decretou situação de emergência. Segundo o prefeito Júlio Pinheiro, a estimativa é que o prejuízo causado seja superior a R$ 10 milhões. Com informações do site Bahia Notícias

Vale doJiquiriçá: Morador segue desaparecido após casa desabar em povoado de Amargosa

Júlio Pinheiro diz que buscas continuam. Foto: DivulgaçãO/PMI

Uma pessoa ainda está desaparecida após as chuvas intensas em Amargosa, no Vale do Jiquiriçá. Nesta terça-feira (14) completam-se quatro dias do desaparecimento. O fato ocorreu após uma casa desabar no povoado de Ribeirão dos Caldeirões e vitimar duas pessoas da mesma família (ver aqui).

Os corpos foram encontrados a três e a quase cinco quilômetros do imóvel. Ao site Bahia Notícias, o prefeito Júlio Pinheiro (PT) disse que equipes seguem na busca pela pessoa. Além do povoado e de outras comunidades rurais, bairros periféricos na sede do município foram os mais afetados. Nesses locais calçamentos foram destruídos e tubulações de água rompidas, entre outros transtornos.

Segundo o prefeito, a malha de estradas vicinais, de cerca de 1 mil km de extensão, ficou toda danificada. Nesta terça, a prefeitura deve fechar um relatório para envio às defesas civis do Estado e União, e o prejuízo público é estimado em mais de R$ 10 milhões, isso contando pavimentação de ruas, recuperação de estradas e assistência social aos afetados.

”Todas as estradas vão precisar de reconstrução, alguma delas vai ter que fazer do zero, porque abriram crateras enormes. O prejuízo deve superar 10 milhões, fora o prejuízo particular, de gente que teve casa danificada, mobiliário perdido”, relatou. Júlio Pinheiro disse ainda que há cerca de 50 anos o município não registrava chuvas tão intensas.

”Entre novembro e dezembro, o volume de chuva já representa o maior dos últimos 50 anos. Nós tivemos uma chuva parecida na década de 60. De lá para cá nós não tivemos nada próximo”, relatou. Foram quase 350 milímetros em novembro e na sexta-feira (10), já em dezembro, foram mais de 200 mm em quatro horas de chuvas.

Desde o domingo (12) não chove em Amargosa, o que melhora a situação para reconstrução de estradas e suportes a famílias afetadas pelas chuvas. O município registra nesta terça 48 famílias afetadas.

 

Prefeito vai ao local de tragédia e diz que chuva foi a maior dos últimos 50 anos em Amargosa

Júlio Pinheiro visita local de tragédia. Foto: Prefeitura

O prefeito Júlio Pinheiro, de Amargosa, visitou o local da tragédia provocada pelas fortes chuvas no município, durante o final de semana.

O gestor foi à localidade de Ribeirão dos Caldeirões, na zona rural, onde equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal encontraram, com ajuda de populares, dois corpos das três vítimas que ficaram soterradas depois do desabamento de uma casa.

Os corpos de Elita Pereira, de 80 anos, e da sua filha, Gildete Pereira, 40, foram encontrados. As buscas continuam, agora pelo corpo do idoso Gildásio Ribeiro, de 89 anos. Em rede social, Júlio disse que a chuva de sábado (11) foi à maior dos últimos 50 anos em Amargosa. A Prefeitura decretou situação de emergência.

Erosão compromete tráfego na BR-420, entre Itaquara e Santa Inês, no Vale do Jiquiriçá

Barranco desmoronou na BR-420. Fotos: Blog Marco Frahm

A BR-420, rodovia que corta o Vale do Jiquiriçá, interligando as BRs 116 (Ent. De Jaguaquara) e 101 (Ent. De Laje) apresenta problemas aos usuários após as fortes chuvas que atingiram a região.

Na altura do KM 326, entre os municípios de Itaquara e Santa Inês, uma erosão às margens da estrada provocou a interdição parcial da via, que foi sinalizada com galhos de árvores, placas e cones colocados por equipes do DNIT, órgão federal responsável pela manutenção da rodovia, com sede na cidade de Cruz das Almas, no Recôncavo.

Erosão foi provocada por fortes chuvas na região do Vale do Jiquiriçá

Conforme acompanhou in loco o Blog Marcos Frahm, neste domingo (12), um barranco desmoronou e uma cratera foi formada, afetando a estrutura da pista, que também segue comprometida entre Jiquiriçá e Mutuípe, também depois de erosão nas proximidades de uma ponte na madrugada de sábado (11). Os motoristas precisam redobrar a atenção.

Encontrados corpos de mãe e filha soterrados após desabamento de casa em Amargosa

Tragédia ocorreu na localidade de Caldeirão. Foto: Prefeitura

Foram localizados, neste domingo (12), dois dos três corpos das vítimas das fortes chuvas na zona rural do município. Uma casa teria desabado na localidade de Ribeirão dos Caldeirões, no sábado (11), deixando soterrados os seus ocupantes, um casal e uma filha.

Uma força-tarefa foi montada pela Prefeitura de Amargosa, envolvendo equipes da Guarda Municipal, Polícia Militar e da Secretaria de Infraestrutura, com apoio de populares, que encontraram os corpos de Elita Pereira, de 80 anos, e da sua filha, Gildete Pereira, 40.

O corpo do idoso, Gildásio Ribeiro, 89, segue desaparecido. Uma equipe da Polícia Técnica de Santo Antonio de Jesus foi acionada para realização do levantamento cadavérico e perícia no local.