Fabricantes de vacina trabalham para enfrentar a Ômicron; veja as ações de cada uma

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A variante Ômicron ligou o sinal de alerta sobre a possibilidade de escapar à proteção das vacinas usadas pelo mundo. Ainda não há evidências sobre esse ponto. De acordo com o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, que é parceiro do Blog Marcos Frahm, o desenvolvedor da vacina Pfizer e o ministro da Saúde de Israel afirmaram que alguma proteção a fórmula da farmacêutica fornece. Já o responsável pela vacina Moderna disse que o imunizante terá que ser adaptado para responder à nova variante.

A Ômicron é considerada uma ”variante de preocupação” pela Organização da Mundial da Saúde (OMS) e já foi detectada em todos os continentes. No Brasil, cinco casos estão confirmados, sendo dois deles no Distrito Federal.

Para responder à pergunta sobre a eficácia das vacinas perante a nova variante, as farmacêuticas estão testando, em laboratório, amostras de sangue de pessoas vacinadas contra a Ômicron. O esperado é que os resultados saiam na próxima semana. Paralelamente a isso, laboratórios anunciaram que se preparam para a criação de novas vacinas.

 

A reportagem listou as estratégias, de acordo com cada um dos fabricantes. Veja:

 

PFIZER/ BIONTECH

A farmacêutica americana Pfizer informou que já começou a avaliar o impacto na variante Ômicron na eficácia da vacina. A expectativa é que os resultados estejam disponíveis ainda no mês de dezembro. Somente após isso, a empresa vai avaliar se será preciso desenvolver uma nova versão da vacina.

Segundo a farmacêutica, caso seja necessário uma nova vacina, o desenvolvimento será feito em seis semanas e a produção, em cem dias a partir da fórmula pronta.

JANSSEN (JOHNSON & JOHNSON)

A Janssen está avaliando a eficácia do seu imunizante contra a Ômicron e, ao mesmo tempo, desenvolve uma vacina específica para a variante.

”Começamos a trabalhar para projetar e desenvolver uma nova vacina contra a Ômicron e vamos progredir rapidamente em estudos clínicos, se necessário”, disse Mathai Mammen, chefe global de pesquisa da farmacêutica.

MODERNA

A farmacêutica Moderna também afirmou que está trabalhando em um redesenho de sua vacina contra a Covid-19 para futuras doses de reforço. Mas o CEO da Moderna, Stéphane Bancel, afirmou à CNBC, que pode levar meses para começar a vender uma eventual vacina, traz a repoategm.

OXFORD/ASTRAZENECA

No dia 30 de novembro, a Universidade de Oxford disse que não há evidências de que as vacinas contra o coronavírus não funcionarão para prevenir casos graves da Ômicron, mas acrescentou que está pronta para desenvolver rapidamente uma versão atualizada caso seja necessário.

A AstraZeneca já está fazendo pesquisas em Botsuana e em Essuatini (Suazilândia) — países onde a nova variante foi detectada.

CORONAVAC

Em entrevista à CBN, Sandra Coccuzzo, diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Instituto Butantan, disse que o instituto já coletou amostras de dois dos pacientes brasileiros contaminados pela Ômicron e os testes foram iniciados. Segundo ela, o resultado deve sair entre duas e três semanas.

A Sinovac, fabricante da Coronavac, disse que ainda está avaliando se o imunizante funciona contra a nova variante ou se será necessário desenvolver uma nova vacina.

SPUTNIK

Na última segunda-feira (29), a Rússia disse que estará pronta para fornecer vacinas de reforço para proteção contra a nova variante, se necessário.

”O Instituto Gamaleya acredita que a Sputnik V e a Light neutralizarão a Ômicron, pois têm maior eficácia em relação a outras mutações”, disse Kirill Dmitriev, chefe do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RDIF), por meio da conta oficial da Sputnik V no Twitter.

Emenda de R$ 170 mil de Euclides garante novos equipamentos para o hospital de Maracás

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Euclides destina emenda para Maracás. Foto: BMFrahm

Uma emenda parlamentar do deputado estadual Euclides Fernandes garantiu ao Hospital Municipal Dr. Álvaro Bezerra, de Maracás, novos equipamentos que irão reforçar o atendimento público na unidade hospitalar.

O prefeito da cidade, Soya Novaes, informou que chegaram ao município, nesta quarta-feira (1/12), os novos equipamento como: maca fixa, monitor multiparamétrico, aparelho de anestesia, cama para parto, armários em madeira, sistema de digitalização de imagens radiográficas para Raio X, poltrona Giratória em courvim, com recursos da ordem de R$ 171.523,95, fruto de emenda do deputado, que atendeu a solicitação do gestor.

”O deputado Euclides Fernandes é um amigo de Maracás. Sempre que precisamos, ele nos ajuda a fazer por nossa cidade e já são diversas demandas atendidas ao longo dos anos. Nós estamos planejando a construção de um novo hospital e isso é de conhecimento de todos, mas enquanto esse sonho não é realizado, precisamos cuidar bem da população que necessita dos serviços públicos de Saúde e, com esse objetivo, iremos reforçar a estrutura interna do Hospital Municipal Dr. Álvaro Bezerra com novos equipamentos, que chegaram hoje a Maracás”, disse Soya em rede social.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprova novo tratamento para HIV

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento do HIV. Trata-se da combinação de duas substâncias – a lamivudina e o dolutegravir sódico – em um único comprimido.

Para a agência, a aprovação representa um avanço no tratamento, já que reúne em uma dose diária dois antirretrovirais. “A possibilidade de doses únicas simplifica o tratamento e a adesão de pacientes”, informou, por meio de nota.

De acordo com a bula aprovada pela Anvisa, o novo medicamento reduz a quantidade de HIV no organismo, mantendo-a em um nível considerado baixo. Além disso, o remédio promove o aumento da contagem de cédulas CD4, que exercem papel importante na manutenção de um sistema imune saudável, ajudando a combater infecções.
Indicação

O novo medicamento será indicado como um regime complemento para o tratamento da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1) em adultos e adolescentes acima de 12 anos pesando pelo menos 40 quilos, sem histórico de tratamento antirretroviral prévio ou em substituição ao regime antirretroviral atual em pessoas com supressão virológica.

O registro foi concedido ao laboratório GlaxoSmithKline Brasil Ltda. que, segundo a Anvisa, apresentou estudos de eficácia e segurança com dados que sustentam as indicações autorizadas. A bula aprovada pode ser consultada aqui.

Prefeito de Feira de Santana decreta que servidores públicos deverão apresentar cartão de vacina

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Colbert exige cartão de vacina contra Covid. Foto: Prefeitura de Feira

O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins, decretou no sábado (27) que, a partir desta segunda-feira (29), todos os servidores públicos municipais deverão apresentar cartão de vacina contra Covid-19.

De acordo com o Diário Oficial Eletrônico, o servidor municipal que não apresentar a comprovação da vacina, em primeira, segunda, dose única, ou terceira dose, será impedido de trabalhar, por medida de segurança, e ainda terá o salário cortado. Fica permitida a não vacinação apenas nos casos em que haja comorbidade que desaconselhe a prática, desde que apresente laudo médico que deverá ser avaliado pelo Grupo Técnico da Secretaria Municipal de Saúde.

A medida é válida para todos os servidores públicos municipais de Feira de Santana, concursados, nomeados, contratados, inclusive os que exercem funções públicas vinculadas ao Poder Executivo.

No documento ainda consta que a produção, utilização ou comercialização de documentação comprobatória falsificada de vacinação contra a COVID-19, bem como a adulteração ou comercialização, sujeitarão o infrator à responsabilização administrativa, sem prejuízo das sanções nas esferas civil e penal, na forma da Lei. Com informações do site Bahia Notícias

Conselho Regional de Enfermagem se manifesta contrário à realização do Carnaval na Bahia em 2022

/ Saúde

O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) se posicionou contrário à realização do Carnaval na Bahia em 2022 em nota divulgada nesta segunda-feira (29). No texto, o conselho alerta para o alto risco de agravamento do cenário da pandemia de Covid-19 no estado, caso as autoridades governamentais autorizem a realização da folia momesca em Salvador e demais municípios baianos.

”Considerando que o estado da Bahia está com uma média acima de 3 mil casos ativos da Covid-19, segundo boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde (Sesab), e considerando que apenas 54.7 % da população baiana está com o 1º ciclo vacinal completo, realizar o Carnaval em Salvador e em outras cidades da Bahia seria uma atitude completamente equivocada”, diz outro trecho do comunicado.

”Vale ressaltar, ainda, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que o mundo está entrando em uma quarta onda da pandemia da Covid-19, inclusive assolando diversos países europeus, como a Alemanha que vem atingindo recordes de casos de Covid. A OMS alerta, ainda, que o vírus continua evoluindo com variantes mais transmissíveis, inclusive a identificada no continente africano como Omicron, classificada pela OMS como uma Variante de Preocupação”, continua o Coren-BA, segundo o site Bahia Notícias.

 

Confira a íntegra da nota enviada pelo Coren:

 

O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) vem a público comunicar que é totalmente contrário à realização do Carnaval na Bahia em 2022. O Coren-BA alerta para o alto risco de agravamento do cenário da pandemia de Covid-19 no estado, caso as autoridades governamentais autorizem a realização da folia momesca em Salvador e demais municípios baianos.

Considerando que o estado da Bahia está com uma média acima de 3 mil casos ativos da Covid-19, segundo boletim epidemiológico da Secretaria da Saúde (Sesab), e considerando que apenas 54.7 % da população baiana está com o 1º ciclo vacinal completo, realizar o Carnaval em Salvador e em outras cidades da Bahia seria uma atitude completamente equivocada.

Vale ressaltar, ainda, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que o mundo está entrando em uma quarta onda da pandemia da Covid-19, inclusive assolando diversos países europeus, como a Alemanha que vem atingindo recordes de casos de Covid. A OMS alerta, ainda, que o vírus continua evoluindo com variantes mais transmissíveis, inclusive a identificada no continente africano como Omicron, classificada pela OMS como uma Variante de Preocupação.

O Carnaval na Bahia, principalmente em Salvador, é tradicionalmente uma festa de rua, que aglomera milhares de pessoas em ambientes sem controle de fluxo e sem distanciamento social, condição extremamente propícia para aumento da transmissão comunitária da Covid-19. O Coren-BA também alerta que a imunização reduz as hospitalizações, porém não interrompe a transmissão.

A realização do Carnaval seria uma atitude extremamente inconsequente, atraindo turistas de regiões que estão, inclusive, vivenciando uma alta desenfreada de casos, como é o caso dos países europeus, e colocando em risco a saúde da população. O Carnaval de rua traria consequências bastante graves, modificando o curso da epidemiologia da doença, com o aumento de transmissão, aumento da mortalidade e casos graves da doença.

Diante do exposto, o Coren-BA reafirma seu posicionamento contrário à realização do Carnaval em 2022 e alerta a população para a necessidade da complementação do ciclo vacinal e intensificação do uso de máscaras, evitando aglomerações, inclusive com cuidado redobrado nas datas comemorativas de final de ano, a exemplo do natal e réveillon.

Conselho Regional de Medicina pede que autoridades respeitem orientações científicas sobre festas populares

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O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) recomendou que as autoridades sanitárias baianas cumpram as orientações científicas para tomadas de decisões sobre festas populares durante a pandemia.

”Para balizar qualquer decisão sobre esse assunto, é preciso que se observe determinadas evidências, como a dificuldade de controle no acesso da população a essas festas, a ser observada com as experiências em outros estados e países; e a ausência de aprofundamento nosólogico sobre a doença, tendo em vista que os estudos ainda são recentes, e a mutação do vírus, que ocorre de maneira dinâmica, como o que está acontecendo com a variante detectada na África do Sul, provocando grande preocupação à comunidade científica internacional”, disse o Cremeb, em nota.

Para o Cremeb, uma decisão equivocada nesse momento pode debilitar o avanço consequente das campanhas de combate a Covid-19. “Recomenda aos gestores que se respeite os direcionamentos técnicos e científicos advindos das entidades responsáveis por estudar o tema”, alerta o presidente do Cremeb, Dr. Otávio Marambaia.

Para o presidente, o constante estudo e análise da Covid-19 requer cautela ainda maior para a deliberação de eventos populares.”A imunidade vacinal, por exemplo, tem se mostrado muito efetiva no combate ao vírus, mas ainda há incertezas sobre a duração dessa eficácia. A saúde da população e os riscos eminentes com a realização desses eventos devem ser os principais pontos analisados antes qualquer decisão”, explica.

O Cremeb alerta que a aglomeração é uma realidade incontestável nas festas populares e, por isso, pode causar risco incalculável para a saúde pública. O motivo pelo qual alerta ser necessária ponderação e cautela das autoridades para a realização. Com informações do site Bahia Notícias

Secretário de Saúde de Salvador critica Rui: Todo final de semana estamos vendo carnavais nos estádios

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Leo Prates, secretário de Saúde. Foto: Matheus Morais/bahia.ba

O secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, voltou a criticar o governador da Bahia, Rui Costa (PT), nesta sexta-feira (26). Para ele, os estádios de futebol com liberação de público e bebida alcoólica não remetem ao discurso de cautela pregado pelo petista.

”Qual o parâmetro epidemiológico para esta decisão?”, questionou em seu perfil no Twitter. ”Todo final de semana estamos vendo verdadeiros ”carnavais” nos estádios! Vamos todos pagar essa conta!”, completou.

Hospital de Itabuna tem surto de Covid-19 em enfermaria, com 17 pacientes infectados

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Uma enfermaria do Hospital de Base de Itabuna, no sul da Bahia, foi atingida por um surto de Covid-19 nos últimos dias. Segundo a própria unidade de saúde, 38 pacientes foram testados e 17 tiveram o diagnóstico confirmado para a doença.

O hospital, desconhece a origem da transmissão do vírus, e não sabe se a doença foi disseminada por um acompanhante ou por um profissional, já que os pacientes são testados quando dão entrada na unidade.

A direção da instituição acionou um plano de contingência para evitar que o vírus se espalhe ainda mais no local. Por conta do surto, acompanhantes só serão permitidos para pacientes com necessidades especiais. Não há previsão para o fim da medida.

Estudo publicado por pesquisadores do Oswaldo Cruz associa casos graves a desgaste do sistema imune

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Estudo publicado por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apontou que casos graves de covid-19 estão relacionados a um processo de envelhecimento do sistema imunológico que ocorre durante a doença. A pesquisa está disponível na revista científica Journal of Infectious Diseases e foi divulgada hoje (24) pela Agência Fiocruz de Notícias.

Os pesquisadores avaliaram amostras de sangue de 22 pacientes hospitalizados com covid-19 e compararam com pessoas saudáveis, o que permitiu detectar sinais de que as células de defesa conhecidas como linfócitos T auxiliares passaram por um processo de hiperatividade, exaustão e envelhecimento no caso dos infectados pelo novo coronavírus.

A função dessas células é reconhecer as proteínas virais e ativar as células responsáveis por combater o vírus e produzir anticorpos. Com o desgaste, elas perdem a capacidade de se multiplicar e liderar essa resposta, explicam os pesquisadores.

Esse quadro de queda na imunidade também deixa os indivíduos mais vulneráveis a contrair infecções hospitalares e ajuda a explicar o fato de as reinfecções por covid-19 em pacientes que haviam se recuperado de um caso grave ocorrerem em uma frequência maior do que era esperado por cientistas.

Os pesquisadores encontraram ainda altos níveis de substâncias inflamatórias liberadas pelos linfócitos T auxiliares no sangue dos pacientes com covid-19. Coordenador do estudo, pesquisador do Laboratório de Imunoparasitologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e professor da Faculdade de Medicina da UFRJ, Alexandre Morrot relaciona esse processo à hiperativação dessas células de defesa. ”Tudo isso reforça a importância de terapias anti-inflamatórias, voltadas para controlar a resposta imune exagerada, que é uma vilã na covid-19”, disse ele à Agência Fiocruz de Notícias.

Apesar de a pesquisa ter detectado o envelhecimento dos linfócitos T auxiliares, as conclusões não permitem apontar possíveis prejuízos para o sistema imunológico dos pacientes no longo prazo.

Também participaram do estudo o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), o Hospital Naval Marcílio Dias, a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A publicação foi dedicada à pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz Juliana de Meis, vítima da covid-19 em julho deste ano.

Pacientes da emergência do Hospital Geral Roberto Santos são transferidos após surto de Covid

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Pacientes da emergência do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, tiveram que ser transferidos após surto de Covid-19. Os casos começaram a surgir na última quarta-feira (17) e, ao todo, nove foram confirmados. Todos foram transferidos para hospitais de referência no tratamento da doença.

Segundo o portal G1, toda a equipe do HGRS estão sendo testados para monitorar a incidência de Covid-19, até nos assintomáticos.

A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) ainda não confirmou se houve algum funcionário contaminado, mas os trabalhadores afirmam que sim. O Hospital Geral Roberto Santos é o maior hospital público do Norte/Nordeste.

Bahia registra 252 novos casos de Covid-19 e mais 11 óbitos pela doença em 24h

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Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 252 casos de Covid-19 e 11 óbitos pela doença. Os dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) consideram aquilo que foi registrado até as 17h desta segunda-feira (22).

Desde o início da pandemia, a Bahia já registrou 1.255.653 casos da doença. Destes, 27.241 tiveram óbito confirmado. Atualmente, o estado possui 2.720 casos ativos. Com relação à ocupação dos leitos de UTI adulto, a taxa está em 36%.

Vacina Pfizer é eficaz com forte proteção a longo prazo em adolescentes, revela estudo

/ Saúde

A Pfizer disse nesta segunda-feira (22) que sua vacina contra a Covid-19 ofereceu forte proteção de longo prazo contra o vírus em um estudo de estágio avançado conduzido com adolescentes de 12 a 15 anos. Uma série de duas doses da vacina foi 100% eficaz contra a Covid-19, monitorada de sete dias a mais de quatro meses após a segunda dose, disse a empresa.

Os dados de longo prazo apoiarão as submissões programadas para a aprovação regulatória total da vacina para essa faixa etária nos Estados Unidos e em todo o mundo. A Pfizer e a BioNTech buscarão liberação para aplicação de uma dose de 30 microgramas da vacina em pessoas com 12 anos ou mais.

A vacina foi autorizada para uso emergencial em adolescentes com idade entre 12 e 15 anos pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) em maio, e obteve aprovação total para uso em pessoas com 16 anos ou mais em agosto.

Rui inaugura novo ambulatório do Hospital Ana Nery e inicia implantação de leitos de UTI cardíaca pediátrica

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Governador Rui Costa durante visita ao Ana Nery. Foto: Reprodução

O Hospital Ana Nery (HAN), em Salvador, tem um novo ambulatório, com capacidade ampliada de atendimento em 10%, e uma nova unidade da Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba). Os equipamentos foram entregues pelo governador Rui Costa nesta quarta-feira (10), em solenidade na qual também foi assinada ordem de serviço para a implantação de novos leitos de Terapia Intensiva (UTI).

O ambulatório e a unidade da Hemoba representam investimento superior a R$ 11,2 milhões entre obras e equipamentos, enquanto a ordem de serviço representa a aplicação de mais R$ 2 milhões. ”Além de dar acolhimento aos pacientes e eficiência ao hospital, esta obra tinha por finalidade também liberar espaço no outro prédio para ampliação e implantação de UTI na unidade de cardiologia, melhorando o atendimento e o serviço do Hospital Ana Nery como um todo”, afirmou Rui.

Segundo o governador, agora será implantada uma grande farmácia para a dispensa de medicamentos. ”Nós vamos continuar investindo, procurando liberar a produtividade e o fluxo deste que é um dos principais hospitais do país em referência cardiológica”, acrescentou.

Com a ampliação, o hospital terá capacidade para mais de oito mil consultas por mês. ”E com essa nova ordem de serviço que o governador deu agora, vamos ter 20 novos leitos de UTI de uma unidade de cardiologia pediátrica e dez leitos de UTI cardíaca. Isso dará mais celeridade, ou seja, muito menos fila de UTI para cirurgias cardíacas”, explicou a secretária da Saúde do Estado, Tereza Paim.

Cidades trocam vacinas contra Covid para não perder validade; há até sorteio de motos por vacinação

/ Saúde

O cenário da vacinação contra a Covid-19 tem mudado em várias cidades e, se antes havia espera para receber o imunizante, atualmente sobram vacinas. Com a nova realidade, há municípios encaminhando doses para outros para evitar a perda de validade.

Há ainda prefeituras que passaram a fazer campanhas para aumentar a adesão da população à vacinação, até com sorteio de motos e smartphones para quem tomar sua dose.

Charles Cezar Tocantins de Souza, vice-presidente do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) e secretário municipal de Saúde de Tucuruí (PA), disse que o município precisou enviar 13 mil doses de Pfizer para Parauapebas (PA), para as vacinas não perderem a validade.

A decisão foi tomada porque a vacina tem sobrado, mesmo podendo ser aplicada em adolescentes e também como dose de reforço. A cidade não tem condições de armazenar por muito tempo o imunizante em altas temperaturas.

A vacina deve ser mantida a uma temperatura entre -90°C e -60°C. Entretanto, ela pode ser transportada por duas semanas entre -25°C a -15°C. Mas, ao ser retirada do congelador, pode ser armazenada por até cinco dias em temperaturas entre 2°C e 8°C.

”Os municípios do Pará estão fazendo isso para evitar a perda, isso foi pactuado com a secretaria estadual de Saúde. Muitas pessoas estão resistindo porque acham que a Covid está vencida por conta da redução de mortes e internações”, pontuou.

Ele explicou que no Pará está ocorrendo até sorteio de moto e smartphone para que as pessoas possam aderir à campanha de vacinação. Para ele, falta uma campanha nacional mais efetiva para mobilizar a população.

O Ministério da Saúde foi procurado pela reportagem para comentar a situação, mas não respondeu. Essa dinâmica de troca de vacinas entre municípios, na avaliação do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), faz parte da rotina de uma campanha de vacinação e não há orientações impeditivas ao remanejo.

A preocupação dos gestores de saúde com os estoques foi levada para reunião da Comissão Intergestores Tripartite. Nela, um dos pedidos foi que o envio dos imunizantes pelo governo seja feito de acordo com a demanda dos estados e municípios.

”Não é o momento mais de fazer a distribuição de acordo com o tamanho da população. No início estava faltando vacina e tudo que chegava era aplicado, mas a realidade atual é outra”, disse Mauro Junqueira, secretário-executivo do Conasems.

”Os municípios não possuem capacidade de armazenamento, cerca de 70% têm menos de 20 mil habitantes e têm apenas uma geladeira”, acrescentou.

A chance de receber de volta vacinas da Covid-19 distribuídas preocupa membros do Ministério da Saúde, pois parte desses lotes pode vencer. O TCU (Tribunal de Contas da União) já abriu inclusive apuração sobre os estoques vencidos do Ministério da Saúde.

Como a Folha revelou, o Ministério da Saúde deixou vencer a validade de estoques de medicamentos, vacinas, testes de diagnóstico e outros itens que, ao todo, são avaliados em mais de R$ 240 milhões.

Isso tem ocorrido com vacinas da Pfizer e com o estoque da Coronavac em algumas cidades. Como essa última não é usada como dose de reforço nem pode ser usada em adolescentes, começou a ficar sem função.

Além disso, muitos adultos que podem tomar esse imunizante não foram receber a segunda dose, além daqueles que optaram por não se vacinar.

Segundo o Conass, o fato de os adultos acima de 18 anos estarem procurando as unidades de saúde em um ritmo mais lento, principalmente para a segunda dose, pode gerar aumento da Coronavac nos estoques.

”A Coronavac ainda não foi liberada para adolescentes pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Ministério da Saúde recomenda que a dose de reforço dos idosos seja feita, preferencialmente, com imunizantes de mRNA, como a Pfizer”, disse em nota.

O país já tem 75,2% da população com a primeira dose e 56,1% com esquema vacinal completo contra o coronavírus. Considerando somente a população adulta, os valores são, respectivamente, de 98,9% e 73,8%.

Paulo Ziulkoski, presidente da CNM (Confederação Nacional de Municípios), disse que a realidade do estoque de vacinas é diversa nos municípios brasileiros. Pesquisa de outubro mostrou que 25% estavam com falta de imunizantes, já em 70% havia vacinas.

”Desse quantitativo em 1,5% das cidades estavam chegando mais vacinas que o necessário. Isso ocorre porque o município aplicou a primeira dose, mas a pessoa não vai tomar a segunda dose e fica sobrando. Além disso, ele recebe mais doses na semana seguinte e acaba ficando com excesso. Os municípios estão procurando viabilizar a vacinação fazendo a busca ativa, por exemplo”’, afirmou.

Raquel Lopes e Mateus Vargas, Folhapress