Planos de saúde registram mais de 100 mil novos usuários em agosto, Agência Nacional de Saúde

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Mais de 100 mil novos usuários adotaram planos de saúde de assistência médica em agosto, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com o resultado, o número total de usuários chega a quase 50 milhões no Brasil. Já os planos exclusivamente odontológicos também cresceram, foram mais de 300 mil novos usuários em um mês. As informações são da Agência Brasil.

No período de um ano, entre agosto de 2021 e agosto de 2022, 1.579.034 pessoas contrataram planos médico-hospitalares, o equivalente 3,27% de avanço ante a agosto de 2021. Apenas em um mês, entre julho e agosto deste ano, foram registrados 112.053 novos usuários. Com isso, há hoje 49.912.645 usuários em planos de assistência médica no país.

Sobre os planos exclusivamente odontológicos chegam a um total de 30.357.386 de usuários no Brasil. No último ano foram 2.335.469 novos beneficiários, o que representa 8,33% de crescimento no período. Em um mês, foram registrados 312.871 novos beneficiários.

Após 78 dias, média móvel de mortes provocadas por Covid-19 volta a crescer no Brasil

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Após 78 dias, o Brasil voltou a registrar alta na média móvel de mortes por Covid. A média de óbitos agora é de 86 por dia, o que indica aumento de 26% em relação ao dado de duas semanas atrás.

A tendência de alta é verificada quando há variação superior a 15% em um período de 14 dias. O movimento de queda, por sua vez, acontece quando a variação negativa ultrapassa os 15%.

Nesta terça-feira (4), o Brasil registrou 110 mortes por Covid e 9.036 casos da doença. Com isso, o país soma 686.531 vidas perdidas e 34.735.542 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2.

A média móvel de casos está em 6.783 ao dia. O número é 3% menor que o dado de 14 dias atrás, o que indica estabilidade.

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do coronavírus. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Ao todo, 181.882.527 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil. Somadas as doses únicas da vacina da Janssen, são 170.833.442 pessoas com as duas doses ou com uma dose da vacina da Janssen.

Assim, o país já tem 84,66% da população com a 1ª dose e 79,52% dos brasileiros com as duas doses ou uma dose da vacina da Janssen.

Até o momento, 104.548.883 pessoas tomaram a terceira dose, e 33.782.893 a quarta. A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (PL), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes.

Folhapress

Senado aprova projeto de lei que viabiliza realocação de verba para piso da enfermagem

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O Senado aprovou ontem (4) projeto de lei complementar que viabiliza a transferência de recursos de outras áreas para financiar o piso salarial dos profissionais de enfermagem. Os recursos virão dos valores remanescentes de fundos de saúde de estados e municípios, bem como de valores remanescentes do Fundo Nacional de Assistência Social. Agora, o projeto segue para votação na Câmara dos Deputados.

A lei que estabeleceu piso salarial de R$ 4.750 para enfermeiros do setor público ou privado foi aprovada no Congresso Nacional em maio, mas, em setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu os efeitos da norma. Em decisão liminar, o ministro Luís Roberto Barroso argumentou que faltava previsão orçamentária.

Barroso atendeu a pedido da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde). Segundo o ministro, há risco de insolvência pelos estados e municípios, que empregam a grande maioria dos enfermeiros do serviço público. O ministro também justificou a decisão com o risco de demissões em massa e de redução de leitos com o encolhimento do quadro de enfermeiros e técnicos.

O projeto de lei complementar aprovado nesta terça-feira garante os recursos questionados pelo Judiciário. A proposta altera uma lei de 2020 que liberou para ações de enfrentamento à pandemia de covid-19 cerca de R$ 23,8 bilhões que restaram no fim de 2020 nas contas dos fundos de Saúde de estados, Distrito Federal e municípios. Com a redução no número de casos e mortes por covid-19, o entendimento dos senadores é que a verba será mais bem aplicada no reajuste salarial da enfermagem.

”A realização de atos de transposição, transferência e reprogramação de saldos financeiros ‘parados’ nos fundos de Saúde e de Assistência Social ainda é desejada no momento atual, pois o enfrentamento da pandemia da covid19 não se limita à primeira linha de ação, fortemente atacada nos anos anteriores”, afirmou o relator do projeto de lei, Marcelo Castro (MDB-PI), em seu parecer. Segundo o senador, inicialmente, o mecanismo auxiliará os entes subnacionais a arcar com os custos diretos decorrentes da instituição do piso nacional dos profissionais da enfermagem.

Calcula-se reunir R$ 27,7 bilhões para a área de saúde e R$ 402,2 milhões para a assistência social, setor incluído no projeto para, segundo o relator, ”minimizar os efeitos das desproteções sociais ampliadas pela pandemia”. Da Agência Brasil

Transplante de fígado passa a integrar lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

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O transplante de fígado para o tratamento de pacientes com doença hepática, contemplados com a disponibilização do órgão por meio de fila única do Sistema Único de Saúde (SUS), passará a ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde.

A decisão foi anunciada hoje (30) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e passará a integrar o rol da agência a partir de sua publicação no Diário Oficial da União (DOU), prevista para segunda-feira (3).

A Diretoria Colegiada da ANS aprovou também nesta sexta-feira a inclusão do medicamento Regorafenibe, para o tratamento de pacientes com câncer colorretal avançado ou metastático, no rol de procedimentos e eventos em saúde.

De acordo com a ANS, as tecnologias cumpriram os requisitos previstos em norma e passaram por todo o processo de avaliação e incorporação após serem apresentadas por meio do FormRol, o processo continuado de avaliação da agência, cuja análise é baseada em avaliação de tecnologias em saúde. Trata-se de um sistema de excelência que prima pela saúde baseada em evidências.

As tecnologias também discutidas em reuniões técnicas da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde), realizadas entre junho e setembro deste ano, com ampla participação social.

Agência Brasil

Senado obriga planos de saúde a cobrirem tratamentos fora do rol da Agência de Saúde Suplementar

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O presidente da república Jair Bolsonaro, sancionou, na quarta-feira (21), a Lei de nº 14.454/2022, que obriga os planos de saúde a cobrirem tratamentos fora do rol taxativo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Com a alteração da Lei nº. 9.656/98, foi possível reestabelecer o tratamento de doenças importantes de milhares de pessoas.

A decisão, proveniente do Projeto de Lei (PL) 2.033/2022, foi tomada após iniciativa de diversas entidades e partidos que recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar decisão feita em junho deste ano, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que tinha por finalidade limitar a cobertura de tratamentos, exames e medicamentos não previstos pela ANS. Com a decisāo, os planos de saúde só precisariam cobrir o que estivesse na lista, atualmente composta por 3.368 itens.

O que é Rol da ANS?

O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS é uma lista onde é possível checar todos os exames, tratamentos, terapias, consultas e cirurgias que os planos de saúde são obrigados a cobrir, podendo ser de caráter taxativo ou exemplificativo. Se o rol for taxativo, quer dizer que os planos não têm obrigação em cobrir os procedimentos que não estão dispostos nesta lista. Mas, se ele for exemplificativo, é permitida a ampliação da cobertura para tratamentos além do que estão previstos no rol.

O que mudou?

Para que as operadoras de planos de saúde sejam obrigadas a autorizar tratamentos ou procedimentos que estejam fora da lista da ANS, são exigidos alguns critérios. Segundo informações divulgadas pela Agência Senado, é preciso que as solicitações tenham eficácia comprovada, seja recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conictec) no Sistema Único de Saúde ou por alguma entidade especializada de renome internacional, entre elas, estão: União Europeia de Saúde, Scottish Medicines Consortium (SMC) e Canada’s Drug and Health Technology Assessment (CADTH).

Outra alteração determinada pela lei, de acordo com a Agência Brasil, é o dispositivo que passa a determinar que as pessoas jurídicas de direito privado que operam planos de assistência de saúde também estejam submetidas às disposições do Código de Defesa do Consumidor (Lei de nº 8.078/1990).

Federação Filantrópica aponta que probabilidades de câncer de mama ser curado podem chegar a 95%

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As possibilidades de ter o câncer de mama curado podem chegar a 95% se a pessoa for diagnosticada precocemente, segundo apontou a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA). A iniciativa também presta apoio a quem está com a doença.

De acordo com o Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam que o câncer de mama atinge principalmente as mulheres, e destaca que em especial as que têm mais de 50 anos.

A campanha do Outubro Rosa incentiva a realização de mamografias, exame padrão para diagnosticar possíveis tumores, e também prestar apoio a quem está nessa luta.

Bolsonaro diz que não houve atraso na vacinação e que Brasil foi um dos que mais avançou

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O candidato à reeleição à Presidência Jair Bolsonaro afirmou que não houve atraso no início da vacinação contra a covid-19 e que o Brasil foi um dos países que mais vacinou no mundo. Ele participou, na noite desta segunda-feira (26) de sabatina na TV Record, quando foi questionado sobre as críticas de que o governo brasileiro teria atrasado a vacinação.

“Eles queriam que eu comprasse vacina em 2020. Me aponte um país que tenha vendido uma dose de vacina em 2020. A primeira vacina no mundo foi aplicada em dezembro de 2020. No Brasil, nós começamos a aplicar em janeiro de 2021. Eu comprei 500 milhões de doses, de modo que todo brasileiro que quis tomar, de forma voluntária, tomou”, disse Bolsonaro.

Ao ser perguntado se não havia ocorrido atraso na aceitação da oferta do laboratório Pfizer, Bolsonaro disse que as condições exigidas pela empresa eram de difícil aceitação.

”O contrato que eles queriam que assinássemos em dezembro foi postergado porque a própria Pfizer dizia que não se responsabilizava pelos efeitos colaterais. O Brasil não poderia ter qualquer ação judicial contra possíveis mortes. Era uma gama de condicionantes que eu não tinha como assumir. Nós compramos a vacina no ano seguinte, com uma condição de entrega muito maior”, disse.

Sobre as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vetando que ele use trechos das comemorações do 7 de Setembro em sua campanha e que faça transmissões ao vivo a partir do Palácio da Alvorada, Bolsonaro classificou as decisões como perseguição política.

“Eu não mando no TSE. Não tem como convencê-los. Eu estou proibido de fazer live dentro da minha casa oficial. Tenho que ir para a casa de alguém. Perseguição política. Não posso usar as imagens do 7 de Setembro no horário eleitoral gratuito. O TSE fica o tempo todo aceitando qualquer ação de partido para atrapalhar a minha campanha”, disse.

Bolsonaro também foi questionado sobre as queimadas na Amazônia e se havia suspeitas de ações ilegais nos incêndios da floresta. Segundo ele, o governo tem atuado, inclusive com as Forças Armadas, no combate a esse tipo de crime.

”A Amazônia é uma área equivalente à Europa ocidental. Fogo criminoso existe, desmatamento criminoso existe, mas não nesses números que falam por aí. Essa política de superdimensionar números tem a ver com o mercado do agronegócio. Ameaçavam, o tempo todo, não importar alimentos nossos, tendo em vista acusações mentirosas de fogo e desmatamento desproporcional na Amazônia. Fizemos várias operações com as Forças Armadas”, disse.

Edição: Fábio Massalli

Bahia não registra óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas, diz boletim epidemiológico da SESAB

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Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 574 casos de covid-19 e 606 recuperados. Não houve nenhum óbito durante o período. Os dados são do boletim epidemiológico desta sexta-feira (23).

Dos 1.695.377 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.664.013 já são considerados recuperados, 606 encontram-se ativos e 30.696 tiveram óbito confirmado. Os dados ainda podem sofrer alterações.

 

Governo do Japão vai investir bilhões em projeto para desenvolver vacinas para futuras epidemias

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O governo japonês pretende investir US$ 2 bilhões para pesquisas de vacinas para garantir que o país responda prontamente a futuras epidemias. O Centro Estratégico de Pesquisa e Desenvolvimento de Vacinas Biomédicas Avançadas para Preparação e Resposta (SCARDA), investirá, inicialmente, na pesquisa de vacinas para oito patógenos, incluindo coronavírus, varíola, dengue e Zika vírus, usando uma variedade de tecnologias para entrega de vacinas, como RNA mensageiro (mRNA) – tecnologia do imunizante da Pfizer contra a Covid-19 -, vetores virais e proteínas recombinantes.

O SCARDA tem como objetivo produzir testes de diagnóstico, tratamentos e vacinas prontos para produção em larga escala em um prazo de 100 dias após a identificação de um patógeno com potencial pandêmico. A missão foi proposta pela primeira vez pelo Reino Unido em 2021 e apoiada por outros países do G7.

Iniciativas semelhantes incluem a Agência de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico Avançado dos Estados Unidos (BARDA), que coordena o desenvolvimento de vacinas, medicamentos e diagnósticos em resposta a emergências de saúde pública, incluindo pandemias, e investe em várias vacinas Covid-19. Os primeiros projetos aprovados devem desenvolver vacinas universais contra coronavírus e vacinas contra um grupo de coronavírus relacionados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), como o SARS-CoV-2.

Outro projeto criará um sistema acelerado para avaliar vacinas candidatas. O Japão tem sido “muito lento para acompanhar” o resto do mundo na fabricação de vacinas Covid-19, diz Ken Ishii, vacinologista da Universidade de Tóquio, que também faz parte do centro central de pesquisa selecionado pelo SCARDA. Com informações do site Bahia Notícias

Com vacinas, Bahia passa por ”quarta onda” da Covid-19 com números muito mais baixos

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Quando a Bahia enfrentou a chamada primeira onda da Covid-19, ainda em 2020, pouco se sabia sobre a doença e sobre qual seria o futuro do planeta. O clima de insegurança e medo ainda pairava quando se chegou ao pico de 2.158 mortes pela doença em julho, ainda consequência de um momento em que as pessoas não sabiam como se proteger – ou não levavam a sério seus impactos. Mais de 2 anos e milhões de vacinas depois, o cenário é completamente diferente, e muitos nem notaram que os baianos passaram por uma quarta onda do vírus.

A reconhecida segunda onda chegou por aqui em meio ao otimismo com a distribuição de imunizantes. Apesar de apenas idosos e pessoas do grupo de risco terem conseguido a injeção nos primeiros meses de 2021, muitos consideravam que o jogo estava mudando. Essa crença aliada ao verão brasileiro e ao relaxamento das medidas de distanciamento fez com que os baianos vissem o pior mês da pandemia em nosso território: em março de 2021, 3.521 pessoas perderam a vida para a Covid-19 no estado. O mês registrou o pico de 89% de ocupação de UTIs, em meio a um trabalho do governo da Bahia para reabrir leitos e evitar cenários trágicos como registrados em Manaus, quando pessoas morreram por falta de oxigênio (relembre aqui e aqui).

O ano de 2022 chegou com a esperança de melhores notícias, após meses seguidos com menos de 250 mortes registradas. Mas o ânimo das festas de réveillon e o descumprimento da exigência de vacinas fez o sonho de um carnaval, mesmo que indoor, acabar às vésperas da folia (relembre aqui). E foi exatamente em fevereiro que as famílias baianas lidaram com mais um pico da doença: a “terceira onda” chegou ao máximo de 1.274 mortes ocorridas nos 28 dias do mês.

Com a aplicação das doses de reforço, e em um cenário de praticamente retorno à normalidade, os números voltaram a crescer, mas em números que já não assustaram os baianos ou as autoridades. Em julho, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), foram 433 óbitos causados pelo vírus, após sucessivos aumentos. Porém, os casos já voltam a cair: até o momento, a pasta só confirmou 9 mortes pela doença ocorridas em setembro deste ano.

O número de casos ativos no estado também ficou abaixo de 700 por 21 dias em setembro, o que também aponta para um controle maior da doença. Com informações do site Bahia Notícias

Santo Antonio de Jesus: Secretário é convidado a dar explicações sobre compra de remédios e fraldas

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O secretário de saúde de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo, Leonel Cafezeiro, foi convidado para ser ouvido na Câmara de Vereadores da cidade. A intenção é apurar supostas irregularidades na compra de medicamentos e fraldas. Outros servidores da pasta também devem prestar esclarecimentos sobre o assunto.

Segundo o Blog do Valente, parceiro do Bahia Notícias, o caso foi levado à Casa após relato do vereador Uberdan Cardoso (PT). Conforme Cardoso, dois servidores da secretaria, que foram exonerados, teriam adquirido o antibiótico azitromicina e fraldas geriátricas, mas os produtos não teriam sido entregues à prefeitura.

A azitromicina, por exemplo, nem chegou a ficar disponível para a população. O caso também foi levado ao conhecimento do Ministério Público do Estado (MP-BA), segundo informou o vereador Luciano Moura (PSD).

Instituto Butantan entrega 1 milhão de doses da CoronaVac para vacinar crianças de 3 a 5 anos

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O Instituto Butantan entregou, nesta segunda-feira (19), ao Ministério da Saúde 1 milhão de novas doses da vacina CoronaVac/Butantan/Sinovac. A informação foi divulgada pelo próprio instituto e confirmada pelo Ministério da Saúde.

Segundo o ministério, as doses vão passar agora por trâmites logísticos e por controle de qualidade para, então, serem distribuídas a todos os estados e ao Distrito Federal.

O Butantan informou que as vacinas foram produzidas em São Paulo com o insumo farmacêutico ativo (IFA) importado da empresa chinesa Sinovac. As novas doses serão usadas para vacinação de crianças de 3 a 5 anos de idade contra a covid-19. A vacinação dessa faixa etária com o imunizante CoronaVac recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em julho deste ano.

”A entrega desse novo lote pelo Butantan permitirá ampliar o número de crianças brasileiras entre 3 e 5 anos que serão protegidas contra formas graves da covid-19, evitando internações e óbitos”, disse, em nota, o secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde de São Paulo, infectologista David Uip, por meio de nota.

Itagi: Paciente idosa morre após esperar por quatro dias regulação para o Prado Valadares

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Alaíde Lima dos Santos, 71 anos

A família da idosa Alaíde Lima dos Santos, 71 anos, falecida na tarde de sábado (17) em Itagi denuncia o atraso na regulação estadual da paciente como a causa da morte. De acordo informações repassadas ao site Ipiaú Online, Alaíde apresentava sintomas de insuficiência renal e cardíaca, além de aumento no volume do baço, conforme os médicos que a atenderam

Ela já estava internada há quatro dias no Hospital Municipal de Itagi, enquanto aguardava a transferência para o Hospital Geral Prado Valadares, em busca de atendimento de alta complexidade. A unidade em Jequié alegava falta de vagas disponíveis. A espera, entretanto foi longa demais para a idosa, que acabou não resistindo a gravidade do seu quadro de saúde.

Problemas de atraso na regulação de pacientes da região tem sido constante causa de agravamento em quadros de saúde e mortes, gerando protestos por parte de famílias enlutadas e campanhas desesperadas em tentativas de salvar vidas. A direção do HGPV ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Vacina contra a varíola dos macacos deve chegar ao Brasil este mês, afirmou o ministro da Saúde

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Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Foto: Reprodução/MS

O primeiro lote de vacinas contra a varíola dos macacos deve chegar ainda este mês ao Brasil, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista ao programa Brasil Em Pauta, da TV Brasil.

A negociação, feita com o laboratório dinamarquês Bavarian Nordic, conta com a intermediação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Nessa primeira leva, devem estar disponíveis 50 mil imunizantes, os mesmos utilizados para o combate da varíola. De acordo com o ministro, as vacinas não são para toda a população, e sim para grupos específicos. ”Não há recomendação, no momento, para a vacinação em massa”, esclareceu Queiroga.

Entre os grupos específicos estão profissionais de saúde que lidam diretamente com amostras de infectados e pessoas que tiveram contato com portadores do vírus. ”Estudos já mostram que uma dose dessa pode ser fracionada em cinco doses. Então nós podemos beneficiar um número maior de pessoas. A princípio são aqueles que têm contato com o material contaminado”, disse Queiroga.

O ministro da Saúde também reforçou as diferenças entre a varíola dos macacos e a covid-19. Segundo Queiroga, além da letalidade, o vírus da covid-19 apresentou inúmeras mutações no decorrer da pandemia, o que não se observa com a varíola dos macacos, que foi mapeada pela primeira vez na África, em 1976.

Queiroga reforçou ainda que os índices de contágio da varíola dos macacos estão em queda no mundo e em estabilidade no Brasil. ”No mundo inteiro o surto tem diminuído, a velocidade de progressão dos casos é menor e nós estamos numa fase de platô com queda. Então esperamos que esse surto seja controlado”, defendeu Queiroga.

Além da importação emergencial de doses de vacina contra a varíola dos macacos, o Ministério da Saúde também recebeu autorização emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o antiviral Tecovirimat, que deve ser utilizado em situações graves e específicas. ”O uso é diante de situações onde não temos mais alternativas para esses pacientes”, salientou o ministro da Saúde.

O Ministério da Saúde também trabalha com o desenvolvimento de um imunizante nacional para enfrentar a doença. A expectativa é que a vacina esteja operacional no segundo semestre do ano que vem. Mas para isso, segundo o ministro Queiroga, o cenário epidemiológico tem de indicar a necessidade de ampliação do público alvo da vacinação.

”É algo que está trabalhado, em pesquisas. Já recebemos a Universidade Federal de Minas Gerais, que nós chamamos de semente, que depois gera a produção do IFA, e a Fundação Oswaldo Cruz, através de Biomanguinhos, tem capacidade de fazer escala. Mas isso é se houver uma indicação de vacinação para um grupo maior de pessoas”.

A varíola dos macacos tem sinais e sintomas que se caracterizam por lesões e erupções de pele, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.

O programa Brasil Em Pauta com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai ao ar neste domingo (18), às 22h30, na TV Brasil.