Ministério da Saúde reduz exigências para compra de remédios usados para o SUS

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O Ministério da Saúde revogou a exigência do Certificado de Boas Práticas de Fabricação, emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para compra de medicamentos usados no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, é necessário apresentar apenas o registro do produto junto à Anvisa. A regra havia sido editada há dez anos, com o objetivo de dar mais segurança aos medicamentos. De acordo com a pasta, a nova medida não altera a segurança no processo. Como justificativa, foi apresentada a informação de que o certificado já é exigido durante o processo de registro na Anvisa. Por outro lado, o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos  (Sindusfarma), Nelson Mussolini, afirmou que a mudança afrouxa as exigências. “O certificado de boas práticas é renovado a cada dois anos. O registro, a cada cinco”, explicou. Dessa forma, seria permitida a participação em licitações de indústrias que estivessem temporariamente em desacordo com regras de fabricação.

Mais de 82% dos atendimentos de emergência nos hospitais são problemas cardiológicos

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Os atendimentos de emergências cardiovasculares nos hospitais do Brasil são 82,2% maiores do que aqueles em que uma cirurgia ou procedimento é agendado com antecedência. A conclusão está no levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A pesquisa mostra que os homens, acima dos 60 anos, predominam nos atendimentos. No ano passado, houve 1.130.692 de internações por doenças cardiovasculares, das quais 929.528 (82,2%) foram de urgência. A incidência de pacientes do sexo masculino é maior: 84% foram inoordenador do Centro de Treinamento em Emergências Cardiovasculares da SBC, Sergio Timerman, há uma demanda excessiva nos atendimentos hospitalares. ”Não podemos esquecer que uma pessoa que entra num hospital de forma emergencial, normalmente, fica hospitalizada por um tempo maior.”

Faixa etária

A pesquisa mostra que há um aumento no número de atendimentos, conforme a idade avança e uma porcentagem maior nos atendimentos de emergência. ”[Há] um pico nos atendimentos entre 60 e 69 anos”, disse o cardiologista. Essa faixa etária somou 235 mil atendimentos de urgência em 2017. Outro dado do levantamento da SBC aponta que a taxa de mortalidade aumenta, em média, quatro vezes nos atendimentos emergenciais em comparação aos eletivos, sem contar as milhares de pessoas que morrem em casa, sem chegar aos hospitais. Segundo a SBC, o Brasil registra 360 mil mortes por doenças cardiovasculares todos os anos, sendo a principal causa de mortes no país.

Investimentos

”Precisamos investir em prevenção cardiovascular e ainda ampliar o número de profissionais de saúde e de pessoas leigas em conhecer as manobras de ressuscitação. Menos de 2% das vítimas chegam com vida aos hospitais”, diz Timerman, em nota. O médico afirmou ainda que muitos pacientes não sobrevivem no caminho de casa até o hospital. ”Elas acabam morrendo no caminho ou na própria residência, sem atendimento até a chegada da ambulância. E”Pm muitas cidades americanas, com treinamento e atendimento adequado, esse índice de sobrevida passa dos 70%.” O cardiologista orienta que o atendimento via 192 é a melhor alternativa quando há suspeita de parada cardíaca para iniciar as manobras de ressuscitação imediatamente. ”São 10 minutos entre a vida e a morte. Uma pessoa com parada cardíaca, a cada minuto sem atendimento, perde 10% de chance de sobreviver.” Da Agência Brasil

Bolsonaro passa bem após nova cirurgia para correção de aderência na região abdominal

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O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, foi submetido no final da noite desta quarta-feira (12) a uma cirurgia para correção de aderência na região abdominal. Após mais de uma hora de operação, o Hospital Albert Einstein informou na madrugada desta quinta-feira (13) que o procedimento foi ”bem-sucedido”. A assessoria do hospital informou ainda que maiores detalhes serão fornecidos nesta quinta-feira por volta das 10h em um novo boletim médico. A cirurgia foi acompanhada pela mulher de Bolsonaro, Michelle, que está em São Paulo, e por assessores.

Agravamento

Bolsonaro vinha experimentando melhoras no seu estado clínico. Depois de passar os últimos dias sem febre nem sinais de infecção e submetido a medidas de prevenção de trombose venosa, Bolsonaro teve um agravamento do quadro de saúde ao longo desta quarta-feira (12). Terça-feira (11), havia recebido alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passando para uma unidade de cuidados semi-intensivos. Além disso, iniciou a alimentação por via oral, que foi suspensa depois dos problemas apresentados. Nesta quarta-feira, o candidato reclamou de dores e náuseas, o que fez os médicos retomarem a alimentação via venosa, suspendendo a ingestão de alimentos. Por volta das 22h30, o Hospital Albert Einstein informou que o candidato seria submetido a uma cirurgia, pois apresentou ”distensão abdominal progressiva e náuseas, foi submetido a uma tomografia de abdômen”. Bolsonaro fez o exame que mostrou a presença da obstrução e a indicação foi o tratamento cirúrgico.

Orações

Pouco depois da cirurgia, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), filho do candidato confirmou que a operação terminou bem. ”A cirurgia de emergência acabou bem, graças a Deus! Meu pai está pagando um preço muito alto por querer resgatar o Brasil, está literalmente dando seu sangue”. Durante o procedimento, Flávio Bolsonaro postou nas redes sociais que o pai passava por nova cirurgia e pedia orações. ”Seu estado ainda é  grave.”

Ataque

No último dia 6, em Juiz de Fora, Minas Gerais, Bolsonaro levou uma facada na região abdominal no momento em que estava em campanha de rua na cidade.  Ele foi atendido pela Santa Casa de Juiz de Fora e passou por cirurgia. Os médicos constataram uma lesão de uma veia na região do abdômen, perfuração no intestino grosso, com contaminação fecal, controlada, além de o intestino delgado também ter sido afetado. Foram feitas suturas. A equipe médica optou por uma colostomia temporária para evitar uma infecção no intestino grosso. O candidato foi transferido para o Hospital Albert Einstein na sexta-feira (7), a pedido da família. Lá, foi mantido o mesmo procedimento.

*Da Agência Brasil

Internado, Jair Bolsonaro retira sonda nasogástrica e começa a se alimentar oralmente

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O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, retirou na manhã de hoje (11) a sonda nasogástrica para reintrodução da alimentação oral, que terá progressão gradual conforme a aceitação do paciente. A alimentação endovenosa será mantida, de acordo com as informações do boletim médico divulgado há pouco pelo Hospital Albert Einstein. O candidato tem quadro de saúde estável e permanece em cuidados de terapia intensiva, sem febre e sem sinais de infecção. Ele precisará passar por nova cirurgia, posteriormente, para reconstruir o intestino e retirar a bolsa de colostomia, feita em função de lesões graves no intestino grosso e delgado. Bolsonaro foi atingido por uma faca na região abdominal na última quinta-feira (6), quando participava de uma atividade de campanha em Minas Gerais. Ele foi atendido pela Santa Casa de Juiz de Fora, onde recebeu os primeiros atendimentos após a facada e passou por cirurgia. O candidato foi transferido para o Hospital Albert Einstein, na capital paulista, na sexta-feira (7), a pedido da família. Fazem parte da equipe médica do candidato o cirurgião Antônio Luiz Macedo, o clínico e cardiologista Leandro Echenique e o diretor-superintendente do hospital, Miguel Cendoroglo.

CGU identifica prejuízo de mais de R$ 2 mi em pagamentos irregulares no Programa Mais Médicos

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Auditoria do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) identificou pagamentos irregulares no programa Mais Médicos para ajuda de custo e bolsa formação dos profissionais contratados. De acordo com relatório divulgado nesta segunda-feira (10), o prejuízo pode ter ultrapassado R$ 2 milhões. O volume de recursos se refere a mais de 2% do total analisado, de R$ 87 milhões, relacionados a esse tipo de repasse. Segundo a Agência Brasil, a avaliação do programa teve como principal alvo a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), mas também incluiu fiscalizações em 198 municípios, 233 Unidades Básicas de Saúde e 14.265 médicos. “Em 26% das equipes houve descumprimento, por parte de médicos, da carga horária mínima obrigatória de 40 horas semanais”, destacaram os auditores. Foi constatada também a falta de detalhamento na prestação de contas apresentadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que firmou acordo com o Governo Federal para executar o programa. De acordo com a equipe da Controladoria, a SGTES não tem controle sobre os produtos e serviços realizados e não acompanhou a execução técnica e financeira definida nos planos de trabalho. “Tais fragilidades propiciaram a transferência antecipada de recursos federais para realização de despesas relacionadas à ajuda de custo, passagens nacionais e internacionais, seguro, logística, acolhimento e recesso, além de bolsa-formação, no montante de R$ 316,6 milhões – que podem se concretizar em prejuízo ao erário”, concluiu a equipe de auditores. A CGU ainda afirmou que a distribuição dos médicos não atendeu prioritariamente às vagas que precisavam ser preenchidas nos municípios classificados como mais vulneráveis. E, das entrevistas realizadas com pacientes, apontou que 12% das pessoas ouvidas relataram dificuldades de comunicação com médicos, que falam outro idioma. Apesar disso, apenas 19 casos (1,8%) indicaram que a diferença de idiomas inviabilizou uma consulta ou tratamento.

RECOMENDAÇÕES
O Ministério da Saúde terá que atender, até outubro, uma série de recomendações, como a adoção de medidas para que os recursos indevidamente utilizados sejam ressarcidos. O órgão orientou a SGTES a melhorar as normas do programa e a prestação de contas e ampliar o controle sobre os sistemas utilizados pelo Ministério da Saúde na gestão das ações. Em nota, o ministério reiterou que está atendendo as recomendações e afirmou que vem implementando mecanismos de monitoramento e controle para evitar a reincidência dos fatos. No caso da prestação de contas, a pasta criou um grupo de trabalho para analisar os dados a cada seis meses.

Após cirurgia no abdômen, candidato Jair Bolsonaro é encaminhado à UTI; quadro dele é estável

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Após ser submetido a uma cirurgia, Jair é levado a UTI. Foto: G1

A cirurgia no candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) foi concluída e ele seguiu para uma UTI do hospital onde está internado na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Segundo informações da GloboNews, a hemorragia provocada pela facada foi controlada. Bolsonaro foi esfaqueado na tarde desta quinta-feira (6) durante um ato eleitoral. O autor do crime foi preso pela Polícia Federal, responsável por fazer a segurança dos candidatos ao Palácio do Planalto durante a campanha.

Saúde: Mais de 20 milhões de crianças e adolescentes devem se vacinar contra HPV

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Foi lançada esta semana, pelo Ministério da Saúde, uma campanha para incentivar a vacinação de crianças e adolescentes na faixa etária dos 9 aos 14 anos contra o Papilomavírus Humano (HPV). De acordo com o órgão, a projeção é de que mais de 20 milhões de pessoas procurem os postos de saúde para receber a vacina. O governo espera vacinar 9,7 milhões de meninas de 9 a 14 anos e 10,8 milhões de meninos entre 11 e 14 anos. Para que a vacinação deste público alvo fosse garantida, o Ministério da Saúde investiu um montante de R$ 567 milhões na aquisição de 14 milhões de doses em todo o País. Na Bahia, de acordo com informações da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), a expectativa é de que mais de 1,5 milhão de crianças e adolescentes sejam vacinados. Destas, 924.352 meninas e 693.034 meninos. Desde a incorporação da vacina contra o HPV no Calendário Nacional de Vacinação há cinco anos, aproximadamente 4 milhões de meninas buscaram as Unidades Básicas de Saúde (UBS), o equivalente a 41,8%. Já entre os meninos, incluídos na campanha apenas ano passado, 2,6 milhões foram vacinados (35,7% do total estimado).

Principal causa do câncer de colo de útero

O HPV é responsável por 99% dos casos câncer de colo de útero, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o terceiro mais frequente entre as mulheres no Brasil, e quarto que mais mata, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Contudo, é um dos únicos que podem ser prevenidos com a vacina. Um dos métodos mais eficazes para identifica-lo é por meio do exame Papanicolau. ”Essa infecção persiste e pode modificar o ciclo de sobrevivência celular, transformando assim células sadias em células cancerosas. O teste do Papanicolau procura justamente detectar as lesões pré-malignas ou iniciais dessa doença”, explicou Dra. Aknar Calabrich, oncologista da Clínica AMO. No mundo, segundo o Ministério, dos 2,2 milhões de tumores provocados por vírus e outros agentes infecciosos, 640 mil são causados pelo HPV. O vírus pode causar, inclusive, câncer anal, de pênis, vagina e orofaringe. Segundo o órgão, a vacina utilizada no Brasil previne, respectivamente, 90%, 63%, 70% e 72% dos novos casos. De acordo com Rosana Almeida, ginecologista da clínica de qualidade de vida e longevidade Cisviver, uma das principais importâncias na vacinação é evitar o agravamento da lesão. ”Existe uma progressão lenta, mas existe. Ela não evoluirá no quesito tamanho, mas pode ficar cada vez mais séria. Tudo depende do comportamento biológico do tumor”, disse.

Ministério estuda mudar distribuição do Mais Médicos entre municípios os profissionais atuam

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O Ministério da Saúde estuda alterar as regras de distribuição entre os municípios dos profissionais que atuam no programa Mais Médicos. As mudanças ainda estão em discussão com representantes das secretarias municipais e estaduais de saúde antes de serem publicadas em portaria. Por meio de nota, o ministério explicou à Agência Brasil que está reavaliando os critérios de distribuição dos profissionais desde agosto, quando lançou edital para municípios ainda não contemplados pelo programa. O ministério recebeu a manifestação de 913 municípios interessados em aderir ao Mais Médicos. O objetivo na mudança de parâmetros, segundo a pasta, é estabelecer ”uma pontuação para distinguir a ordem de prioridade dos municípios a serem atendidos”. Os novos critérios devem considerar o número de habitantes das cidades, de médicos locais, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e indicadores de saúde, como taxas de mortalidade e cobertura vacinal. O programa tem 18,2 mil vagas, distribuídas em 3,9 mil cidades e 34 distritos indígenas. Segundo o Ministério da Saúde, estão em atividade 16.707 médicos e 1.533 vagas serão repostas nos próximos editais. No entanto, ainda não há data prevista para as novas seleções. Para o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), a atualização das regras de adesão ao programa é positiva, desde que seja feita depois da reposição dos médicos nas cidades que já integram o programa e estão sem profissionais há muitos meses. ”É uma ideia boa, não é ruim, não vejo problema em aplicar, mas a divergência é na reposição. Enquanto não repor onde não tem [médico], não se pactua expansão. O Conasems não abre mão de discutir primeiro a reposição dos médicos dos municípios que já estão no programa. Não justifica expandir [o número de municípios no programa] sendo que tem várias equipes sem profissional médico”, afirmou à Agência Brasil Mauro Junqueira, presidente do Conasems. Junqueira disse ainda que na última semana a Comissão Intergestores Tripartite aprovou que os municípios do Mais Médicos possam receber os recursos enquanto aguardam a reposição, pois há a necessidade de manter os outros profissionais que compõem a equipe do programa. ”O município perde duas vezes quando ele fica sem o médico, porque não repôs rapidamente e ainda perde o recurso de transferência voluntária”, acrescentou.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em âmbito estadual, também cobrou do ministério um novo edital para repor as vagas abertas, pois o déficit tem gerado desassistência médica. ”O último edital [de seleção de médicos] que saiu foi no final de 2017 e isso tem levado a muita reclamação por parte dos prefeitos e secretários porque tem aproximadamente 1,5 vaga precisando de médicos”, disse Jurandi Frutuoso, secretário executivo do Conass. Os gestores locais explicam que há muita mobilidade e rotatividade dos médicos no programa, seja por desistência dos profissionais, mudanças de cidade, término do prazo, entre outros fatores. Eles temem ainda que os novos critérios permitam a realocação de médicos de uma cidade para outra e não a ampliação do número de profissionais. ”Nós só vamos discutir qualquer tipo de assunto relacionado ao Mais Médicos após o preenchimento dessas vagas. A urgência desse momento é preencher as vagas abertas, porque está prejudicando a comunidade, que está desassistida”, completou Jurandi. O programa Mais Médicos foi criado em 2013 para ampliar a oferta de médicos, incluindo estrangeiros, em locais mais vulneráveis e carentes onde há dificuldade para fixar os profissionais.  Além de médicos, o programa conta com enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais de saúde que atuam na Estratégia Saúde da Família. O atendimento da equipe é feito principalmente nos domicílios.

Agência de Saúde suspende a comercialização de 26 planos de saúde de 11 operadoras

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou hoje (5) a suspensão temporária da comercialização de 26 planos de saúde de 11 operadoras do país em decorrência das queixas relativas à cobertura assistencial. Os 26 planos, juntos, têm 75.500 beneficiários. A medida começará a valer na próxima segunda-feira (10). A ANS informou também que os usuários terão a assistência regular garantida. No entanto, para que os planos voltem a ser comercializados para novos clientes, as operadoras deverão comprovar melhorias no atendimento. As operadoras são avaliadas por meio do Monitoramento da Garantia de Atendimento partir das reclamações registradas pelos beneficiários nos canais da ANS. Nessa etapa, foram consideradas as queixas sobre cobertura e demoras de atendimento no segundo trimestre de 2018. De acordo com a ANS, o objetivo da suspensão é também estimular que as operadoras qualifiquem o atendimento prestado aos consumidores. Paralelamente, houve a reativação de 20 planos de 11 operadoras, que ficarão liberados para comercialização a partir de segunda-feira (10). No trimestre compreendido entre 1º de abril a 30 de junho de 2018, a ANS recebeu 17.171 reclamações de natureza assistencial. Desse total, 16.189 foram consideradas para análise pelo Programa de Monitoramento. No período, 93,2% das queixas foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), garantindo respostas aos problemas dos consumidores. A lista completa dos 26 planos que serão suspensos está disponível no site da ANS.

Vacinação contra sarampo e pólio alcança mais de 80% do público-alvo na Bahia

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Mais de 9,5 milhões de crianças de um a menores de cinco anos já foram vacinadas contra o sarampo e a poliomielite, o que equivale a 86% da média nacional de imunização, segundo balanço divulgado neste sábado, 1º, pelo Ministério da Saúde. Segundo dados preliminares do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI) alimentado pelos estados, foram aplicadas em todo país mais de 19 milhões de doses das vacinas (9,6 milhões de cada vacina) Até o momento, a campanha na Bahia alcançou 82,3% do público-alvo em relação à vacina contra a pólio e 81,78% contra o sarampo. O percentual está abaixo da meta de imunizar 95% do público. Até o momento, somente seis estados (Espírito Santo, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia, Amapá e Sergipe) conseguiram alcançar a meta. O último dia oficial da Campanha de Vacinação contra Pólio e Sarampo foi esta sexta-feira, 31, mas o Ministério da Saúde orientou que os estados e municípios com imunização abaixo da meta abrissem os postos de saúde neste sábado. A Campanha deste ano é indiscriminada, por isso, todas as crianças nessa faixa etária devem se vacinar, independente da situação vacinal.  Salvador é uma das cidades que realizaram o segundo Dia D de mobilização da campanha neste sábado. O atendimento marcou o final da estratégia de imunizar 134 mil crianças de 1 anos a menores de 5 anos na capital baiana. Até sexta, 31, cerca de 71 mil crianças haviam sido vacinadas, número correspondente a 53% do público-alvo.

Sarampo

Até o dia 28 de agosto, foram confirmados 1.553 casos e 6.975 permanecem em investigação. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo: no Amazonas que já computa 1.211 casos e 6.905 em investigação, e em Roraima, com o registro de 300 casos da doença, sendo que 70 continuam em investigação. Entre os confirmados em Roraima, 9 casos foram atendidos no Brasil e estão recebendo tratamento, mas residem na Venezuela. Os surtos estão relacionados à importação, já que o genótipo do vírus (D8) que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela, país que enfrenta um surto da doença desde 2017.  Alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados nos estados de São Paulo (2), Rio de Janeiro (18); Rio Grande do Sul (16); Rondônia (2), Pernambuco (2) e Pará (2). O Ministério da Saúde permanece acompanhando a situação e prestando o apoio necessário aos Estados. Até o momento, no Brasil, foram confirmados 7 óbitos por sarampo, sendo 4 óbitos no estado de Roraima (3 em estrangeiros e 1 em brasileiro) e 3 óbitos no estado do Amazonas (todos brasileiros, sendo 2 do município de Manaus e 1 do município de Autazes).

Santa Casa de Jequié realizará neste sábado a Jornada em Maternidade, no Centro de Cultura

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou esse ano um conjunto de 56 diretrizes que reforçam a prioridade ao parto natural e humanizado. Para promover a atualização científica sobre temas importantes como esse, a Santa Casa de Jequié, unidade da Fundação José Silveira (FJS) considerada referência em humanização obstétrica, promove a Jornada em Maternidade, no próximo sábado (01). O evento contará com as presenças de especialistas do Hospital Santo Amaro, unidade da FJS em Salvador, entre os quais o atual presidente da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia (Sogiba), Caio Lessa, e os obstetras Socorro Gomes e Paulo Gomes, e médicos da região. Serão aprofundados temas como diagnóstico da pré-eclâmpsia, mortalidade perinatal e situações de risco durante a gravidez, entre outros assuntos. O evento acontece no Centro de Cultura de Jequié e é voltado a profissionais e estudantes da área da saúde.

Saúde: Campanha de vacinação contra Poliomielite e o Sarampo termina na sexta-feira

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo termina na próxima sexta-feira (31). Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem receber as doses, independentemente de sua situação vacinal. Dados do Ministério da Saúde mostram que 4,1 milhões de crianças em todo país ainda precisam ser imunizadas. De acordo com a pasta, até a última sexta-feira (24), 62% do público-alvo havia sido vacinado. Foram aplicadas, ao todo, mais de 14 milhões de doses – cerca de 7 milhões de cada. A meta do governo federal é vacinar pelo menos 95% das 11,2 milhões de crianças na faixa etária estabelecida e criar uma barreira sanitária de proteção da população. Este ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, o que significa que mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço. No caso da pólio, as crianças que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida vão receber a vacina injetável e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral. Para o sarampo, todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 anos vão receber uma dose da tríplice viral, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias. Entre os estados com menor cobertura estão Rio de Janeiro, com 40,15% do público-alvo vacinado para pólio e 41,45% para sarampo, e Roraima, que tem 44,61% para pólio e 41,09% para sarampo. Já os estados com as melhores coberturas vacinais são Amapá, com 90,33% para pólio e 90,14% para sarampo, seguido por Rondônia, com 89,86% para pólio e 88,44% para sarampo.

Casos de sarampo

Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e no Amazonas. Até o último dia 21, foram confirmados 1.087 casos no Amazonas, enquanto 6.693 permanecem em investigação. Já Roraima confirmou 300 casos da doença e 67 continuam em investigação. Há ainda, de acordo com o ministério, casos isolados e relacionados à importação nos seguintes estados: São Paulo (2), Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (16), Rondônia (1), Pernambuco (2) e Pará (2).

A 13 dias do fim, campanha de vacinação contra sarampo e pólio atinge só 40% da meta

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Cerca de 4,5 milhões de crianças já foram vacinadas desde o início deste mês contra sarampo e poliomielite, aponta novo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde. Apesar do avanço nos índices, o total ainda equivale a apenas 40% do público-alvo da campanha nacional de vacinação contra as duas doenças, iniciada em 6 de agosto. O objetivo é vacinar, até o dia 31 deste mês, 11 milhões de crianças de um ano a menores de cinco anos -inclusive aquelas que estão com a carteirinha de vacinação em dia. O balanço engloba dados enviados pelos municípios até as 15h30 deste sábado (18), quando ocorreu o chamado ”dia D” de mobilização contra a doença. Mais de 36 mil postos de saúde ficaram abertos durante o dia em horário estendido, das 8h às 17h. A avaliação entre membros do governo ouvidos pela reportagem, porém, é que a adesão à campanha ainda está abaixo do esperado. Em algumas capitais, vários postos ficaram vazios ou com poucas filas. Só para o dia D, por exemplo, a expectativa do governo era atingir ao menos 60% do público-alvo. Novo levantamento, com dados atualizados, deve ser divulgado ao longo da semana. Em São Paulo, levantamento da secretaria estadual de saúde aponta que já foram vacinadas 1,1 milhão de crianças contra sarampo e poliomielite, ou cerca de 50% do público-alvo. Até sexta-feira, esse índice era de 40%. ”A vacinação é fundamental para eliminarmos os riscos da circulação destas doenças no estado de São Paulo”, afirmou em nota a diretora de imunização da secretaria, Helena Sato.

REFORÇO NAS DOSES
Neste ano, a campanha de vacinação é ”indiscriminada” – ou seja, mesmo crianças que já foram vacinadas no passado devem receber novas doses. O objetivo reforçar a imunização e criar uma barreira de proteção contra o sarampo, doença que vem registrando avanço no país. Desde fevereiro, já foram confirmados 1.237 casos. Outros 5.731 ainda estão em investigação. A maioria ocorreu em Roraima e Amazonas, estados que registram surtos da doença. Também foram registradas ao menos seis mortes. O avanço ocorre menos de dois anos após o país receber da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) um certificado de eliminação do sarampo. A situação também trouxe alerta diante da queda crescente nas taxas de coberturas vacinais, o que eleva o risco de retorno de doenças já eliminadas. Em 2017, o Brasil teve o mais baixo índice de vacinação de crianças em mais de 16 anos, conforme antecipou a Folha de S.Paulo. A taxa de vacinação contra a pólio, por exemplo, caiu de 98,2%, em 2015, para 77%, em 2017. Isso significa que cresce o risco de o país voltar a registrar casos de paralisia infantil caso ocorra uma reintrodução do vírus e contato com não vacinados, uma situação que não ocorre desde 1990.

ESQUEMA DE VACINAÇÃO
Durante a campanha, a aplicação das doses terá esquemas diferentes dependendo da situação vacinal de cada criança. Crianças que nunca tomaram nenhuma dose de vacina contra a pólio, por exemplo, devem receber uma dose da VIP (vacina injetável). Já aquelas que já tiverem tomado uma ou mais doses recebem a VOP (vacina oral), conhecida como gotinha. A ideia é reforçar a imunização contra a doença. Contra o sarampo, a campanha prevê que todas as crianças recebam uma dose da vacina tríplice viral. A exceção são aquelas que já foram vacinadas nos últimos 30 dias. Segundo as secretarias de saúde, a vacina é contraindicada apenas para crianças imunodeprimidas, como aquelas submetidas a tratamento de leucemia e pacientes de câncer. Já crianças alérgicas a proteína lactoalbumina, presente no leite de vaca, devem informar o quadro às equipes de saúde. Neste caso, elas recebem outra vacina contra sarampo, produzida pelo instituto BioManguinhos.

Dia D de Mobilização Nacional contra o sarampo e a poliomielite e sarampo será neste sábado

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Postos de saúde em todo o país abrem as portas amanhã (18), sábado, para o chamado Dia D de Mobilização Nacional contra o sarampo e a poliomielite. Todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 anos devem receber as doses, independentemente de sua situação vacinal. A campanha segue até 31 de agosto. A meta do governo federal é imunizar 11,2 milhões de crianças e atingir o marco de 95% de cobertura vacinal nessa faixa etária, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Até a última terça-feira (14), no entanto, 84% das crianças que integram o público-alvo ainda não haviam recebido as doses. Este ano, a vacinação será feita de forma indiscriminada, o que significa que mesmo as crianças que já estão com esquema vacinal completo devem ser levadas aos postos de saúde para receber mais um reforço. No caso da pólio, as que não tomaram nenhuma dose ao longo da vida vão receber a vacina injetável e as que já tomaram uma ou mais doses devem receber a oral. Para o sarampo, todas as crianças com idade entre um ano e menores de 5 anos vão receber uma dose da Tríplice Viral, desde que não tenham sido vacinadas nos últimos 30 dias. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo – em Roraima e no Amazonas. Até a última terça-feira (14), foram confirmados 910 casos no Amazonas, onde 5.630 outros casos permanecem em investigação. Já em Roraima, são 296 casos confirmados e 101 em investigação. Há ainda, de acordo com o Ministério da Saúde, casos isolados e relacionados à importação nos seguintes estados: São Paulo (1), Rio de Janeiro (14), Rio Grande do Sul (13), Rondônia (1) e Pará (2). Até o momento, foram confirmadas no Brasil seis mortes por sarampo, sendo quatro em Roraima (três em estrangeiros e um em brasileiro) e dois no Amazonas (brasileiros).