Dados apontam que bebê de um ano seria a primeira pessoa diagnosticada com Covid-19 no Brasil

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A base de dados Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe do Ministério da Saúde confirmou a presença do vírus causador da Covid-19 em 20 de fevereiro de 2020, antes da confirmação do primeiro caso oficial no Brasil, em uma bebê, que hoje tem um ano de idade.

De acordo com informações da CNN Brasil, ela se tornou a primeira paciente infectada no Brasil. O médico Ricardo Parolin Schnekenberg foi quem descobriu o caso. Ele atualmente pesquisa a Covid-19 pelo grupo Imperial College, instituição que orienta a política pública sobre a pandemia no Reino Unido.

O caso foi descoberto pelo pesquisador nesta quarta-feira, 15, durante o processo de escrita de um artigo científico sobre a evolução da doença no Brasil.

“Eu tive que olhar qual a data dos primeiros casos confirmados na plataforma de SRAGs. Então fiquei surpreso quando notei que o primeiro caso ali representado era um bebê de 9 meses, muito diferente dos casos que ganharam a mídia brasileira na última semana de fevereiro”, disse Ricardo em entrevista à CNN.

A bebê foi internada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em 19 de fevereiro. A data de resultado do exame do novo coronavírus consta no sistema no mesmo dia da coleta, 20 de fevereiro. A paciente recebeu alta dois dias depois, mas o caso só foi encerrado em 11 de julho.

Inaugurado pelo governador o Hospital Geral Clériston Andrade 2, em Feira de Santana

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Sem aglomeração, Rui fez inauguração. Foto: Paula Fróes

O Governo do Estado entregou, nesta quarta-feira (15), o maior investimento em saúde já realizado no interior da Bahia. O Hospital Geral Clériston Andrade 2 foi vistoriado pelo governador Rui Costa e oficialmente entregue à população, mas sem evento de inauguração. Instalado em uma área de 25 mil metros quadrados, o HGCA 2 contou com um investimento de R$ 60 milhões.

”Esse equipamento está entre os melhores da Bahia, incluindo os privados. Aqui tem equipamentos que a rede privada não possui, nem em Feira de Santana, nem em Salvador. É uma unidade de primeiro mundo, não só tecnicamente falando, mas também estruturalmente e esteticamente. Além disso, possui o selo verde, por possuir placa solar, estrutura para reuso de água e ar condicionados funcionando com gás natural, o que significa que o hospital terá um baixo consumo de energia elétrica, esta que funcionará de forma alternativa ao gás”, revelou o governador.

A unidade de saúde funciona em prédio de três pavimentos

A unidade funciona em prédio de três pavimentos onde foi implantado um centro cirúrgico com 11 salas de cirurgias e outras três para procedimentos invasivos, além de um Centro de Hemorragia Digestiva e um setor de bioimgem. O HGCA 2 é considerado um prédio verde com certificação de eficiência energética e biossegurança. Outro diferencial do hospital é a informatização, os prontuários serão eletrônicos em substituição ao papel no trâmite de informações dos pacientes.

O secretário Fábio Vilas-Boas destaca que o hospital foi projetado para atender a segunda maior cidade do estado e ainda absorver a demanda dos municípios do entorno. ”O governador Rui Costa construiu em Feira de Santana o maior complexo de saúde do interior da Bahia, com policlínica regional, UPA, uma nova emergência, uma maternidade regional e agora, o Hospital Geral Clériston Andrade 2. Juntas, as obras superam R$ 100 milhões de investimento”, afirma Vilas-Boas, ao pontuar ainda que esta é a segunda de três etapas. “A primeira foi a construção da nova emergência, a segunda, o HGCA 2, e a terceira, que iniciará em breve, será a ampliação de 100 novos leitos no complexo hospitalar, além de reformar completamente a fachada, dentre outras intervenções no antigo hospital”, ressalta.

O HGCA2 fortalece ainda mais o atendimento à saúde no interior, já que a região dispõe de uma Policlínica Regional, UPA, uma maternidade regional e uma nova emergência. Todos estes investimentos em saúde realizados pelo Governo do Estado superam R$100 milhões.

Fundação José Silveira treina profissionais de saúde para atendimento a pacientes com Covid-19

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Profissionais de saúde vem recebendo treinamento realizado Fundação José Silveira (FJS), através do Centro de Pesquisa e Inovação, em meio à pandemia do novo coronavírus. O foco é a assistência aos pacientes infectados pela Covid-19.

A instituição promoveu a Formação Continuada em Serviço para profissionais de saúde treinados para Covi-19, com a participação de novos técnicos de enfermagem. Os profissionais foram treinados na modalidade de ensino à distância, por meio de uma parceria firmada entre a FJS e a Unime de Lauro de Freitas, para atuar nas unidades de saúde de referência, especialmente nas áreas de UTI e Emergência.

A Fundação José Silveira também implantou o treinamento de profissionais de saúde que atuam nas unidades de terapia intensiva, contemplando atualmente o Hospital Geral Ernesto Simões Filho e o Instituto Couto Maia (Icom). O treinamento à beira leito dos profissionais de saúde é voltado às equipes que atuam em UTI para a assistência aos pacientes com Covid-19.

A capacitação à beira leito é feita por meio de atividades presenciais na própria unidade, supervisionadas por especialista na área de terapia intensiva. Além das aulas práticas, os profissionais de enfermagem estão participando de aulas teóricas à distância na plataforma do Centro de Pesquisa e Inovação da Fundação José Silveira.

Covid-19: Brasil tem 41,8 mil novos casos e 1.300 óbitos em 24h, diz boletim do Ministério da Saúde

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A atualização diária divulgada pelo Ministério da Saúde registrou 41.857 novos casos do novo coronavírus e 1.300 óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas.

O total de mortes subiu para 74.133, semelhante à população da histórica cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. O resultado marcou um aumento de 1,7% em relação a ontem(13), quando o balanço do ministério trazia 72.833 óbitos.

Já os casos confirmados acumulados desde o início da pandemia chegaram a 1.926.824. Se fosse uma cidade, seria a 9ª mais populosa do país, à frente de Recife. A soma representou uma elevação de 2,2% sobre o total divulgado ontem, de 1.884.967 pessoas infectadas.

Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número registrado diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais. Já às terças-feiras, o quantitativo em geral é maior pela atualização dos casos acumulados aos fins de semana.

De acordo com a atualização do Ministério da Saúde, 643.483 pessoas estão em acompanhamento e 1.209.208 se recuperaram da doença. Há ainda 3.928 mortes em investigação.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,8%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 35,3. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de  916,9.

Covid-19 nos estados

Os estados com mais mortes por covid-19 são: São Paulo (18.324), Rio de Janeiro (11.624), Ceará (6.977), Pernambuco (5.715) e Pará (5.318). As Unidades da Federação com menos falecimentos pela pandemia são: Mato Grosso do Sul (177), Tocantins (267), Roraima (398), Acre (436) e Amapá (483).

Os estados com mais casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia são: São Paulo (386.607), Ceará (139.437), Rio de Janeiro (132.822), Pará (128.570) e Bahia (110.029). As Unidades da Federação com menos pessoas infectadas registradas são: Mato Grosso do Sul (13.934), Tocantins (15.723), Acre (16.479), Roraima (22.968) e Rondônia (27.528).

Crise com Gilmar aumenta pressão sobre Pazuello, e interino da Saúde já vê janelas para deixar pasta

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Eduardo Pazuello na corda bamba. Foto: Erasmo Salomão

A crise gerada pela recente crítica do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ao Exército aumentou a pressão da cúpula das Forças Armadas para que o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, deixe o comando da pasta ou se transfira para a reserva como forma de dissociar a imagem dos fardados do governo Jair Bolsonaro.

O militar indicou a aliados, porém, que não pretende antecipar sua ida para a reserva e que o presidente tem duas janelas no calendário da pandemia de Covid-19 para empossar um titular na pasta. A primeira, no fim deste mês. A segunda, em setembro.

Militares ficaram bastante incomodados ao ver respingar em suas fardas as críticas feitas por Gilmar. No sábado (11), o magistrado disse que o Exército, ao ocupar cargos técnicos no Ministério da Saúde em meio à crise do novo coronavírus, está se associando a um genocídio. O Ministério da Defesa reagiu e encaminhou nesta terça-feira (14) representação à PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ministro do STF.

Como mostrou a coluna Painel, na notícia de fato, a pasta usa como argumentos artigos da Lei de Segurança Nacional e do Código Penal Militar — que em alguns casos podem alcançar civis. A PGR vai avaliar a representação e decidir se o caso deve seguir ou se vai arquivá-lo. Antes de mandar o pedido à Procuradoria, a Defesa divulgou duas notas repudiando a declaração, assinadas pelo ministro Fernando Azevedo e Silva e os chefes das três Forças.

O vice-presidente Hamilton Mourão cobrou nesta terça um pedido de desculpas de Gilmar. ”Com certeza, se ele tiver grandeza moral, ele tem de se retratar”, disse em entrevista à CNN Brasil.

“Eu vi o cidadão Gilmar Mendes fazer uma crítica totalmente fora de propósito, ao comparar o que ocorre no Brasil com um genocídio. Genocídio foi cometido por Stálin contra as minorias russas, foi cometido por Hitler contra os judeus. Foi cometido na África, em Ruanda, e outros casos. [Por] Saddam Hussein contra os curdos. O ministro exagerou demais no que ele falou”, afirmou o vice-presidente.

A nova cobrança feita por Mourão, que na véspera havia dito que Gilmar tinha errado “o tom” de sua crítica, foi uma resposta à insatisfação dos militares com o ministro, mas também com o vice-presidente. Mourão teria sido suave demais com Gilmar, na opinião dos comandantes militares, que também não se sentiram atendidos pela nota do ministro do Supremo que reiterou as críticas.

A queixa central dos militares e de Azevedo é o uso por Gilmar da palavra genocídio, que é um crime. Interlocutores do ministro tentaram convencê-lo a pedir desculpas pelo termo, mas ele tem dito que não buscou imputar crime a ninguém, muito menos à instituição Exército.

Integrantes do governo e do Judiciário entraram em campo para evitar a escalada da crise para algo grave, mas o impasse permanece. O presidente do STF, Dias Toffoli, de quem Azevedo já foi assessor direto, tem buscado acalmar os ânimos, mas os militares não aceitam nada além de uma retratação.

Aliados de Gilmar na corte, por outro lado, consideram que sua explicação e sustentação das críticas à militarização da pasta da Saúde já seriam suficientes, e mais que isso pode implicar submissão de um Poder a outro.

Para o ministro, as forças estão numa posição frágil por estarem expostas a críticas enquanto Pazuello, que está na ativa, for ministro e a pasta estiver repleta de militares.

Nesta terça, o ministro divulgou uma nota na qual reafirmou “o respeito às Forças Armadas brasileiras”, mas conclamou para que se “faça uma interpretação cautelosa” do momento atual. Gilmar ainda afirma que não atingiu a honra do Exército nem da Marinha nem da Aeronáutica.

”Apenas refutei e novamente refuto a decisão de se recrutarem militares para a formulação e execução de uma política de saúde que não tem se mostrado eficaz para evitar a morte de milhares de brasileiros.” Ele disse a aliados que decidiu falar para explicar o contexto em que se deu sua declaração, que deu voz ao que os militares mais temiam.

Desde que Pazuello foi oficializado como ministro interino da Saúde, em 3 de junho, a cúpula das Forças Armadas defendia que ele saísse assim que possível para não confundir o papel dos militares da ativa com a política, o que considera que é inevitável no cargo de ministro, ainda mais agora, durante a pandemia. O próprio Azevedo já disse isso a pessoas próximas.

De acordo com um militar próximo a Pazuello, o ministro interino diz internamente que está em Brasília apenas cumprindo uma missão, mesmo discurso que sustenta desde 22 de abril, quando foi anunciado como secretário-executivo da Saúde.

Ele fora convocado por Bolsonaro para organizar o ministério para Nelson Teich, então ministro da Saúde que deixou o cargo em 15 de maio, menos de um mês após assumir o posto de Luiz Henrique Mandetta.

O general diz a aliados que nunca discutiu sua efetivação no ministério e que só teria de ir para a reserva em março de 2022. Por isso, não tem qualquer intenção de deixar a ativa.

Terminado o trabalho na Saúde, ele afirma a pessoas próximas que quer voltar a comandar a 12ª Região Militar, no Amazonas.

Em condição de anonimato, um militar ouvido pela Folha diz que Pazuello vê duas janelas em que Bolsonaro pode querer encerrar a missão e trocá-lo. A primeira seria no final de julho, com o ministério já reestruturado e com os casos no centro-norte do país em queda.

A segunda seria entre o fim de agosto e setembro, quando espera-se que os números no centro-sul do país, hoje em ascensão, comecem a cair. Até lá, diz este militar ligado ao general, Pazuello procura dar sinais de que ignora a pressão que vem sofrendo.

Diante da crítica de Gilmar sobre a presença de militares em cargos técnicos, o ministro interino argumenta aos seus que, dos cerca de 5.470 funcionários da Saúde, apenas 15 são militares da ativa, sendo ele e outros três em função de comando.

Além disso, ele tem sido defendido publicamente por Bolsonaro.

Na live que fez em 25 de junho, o presidente disse que seu interino vem fazendo uma gestão “excepcional” e que, mesmo não sendo médico, ”está com uma equipe fantástica”.

”Sabemos que muitos querem que a gente coloque lá um médico, agora um médico dificilmente é gestor. Se aparecer um médico gestor, a gente conversa com o Pazuello e vê como fica”, disse no mês passado.

Em 7 de julho, quando anunciou estar com Covid-19, Bolsonaro voltou a elogiá-lo, mas ponderou que Pazuello não deveria, de fato, ser efetivado. ”É um nome que não vai ficar para sempre. Está completando três meses como interino. Já deu uma excelente contribuição para nós”, afirmou.

No Palácio do Planalto, um auxiliar de Bolsonaro diz, também sob reserva, que a ausência de um titular em uma pasta como Saúde incomoda, mas que o presidente não pode errar novamente, como aconteceu tanto na Saúde como na Educação.

Este assessor palaciano afirma também que Pazuello está sob os holofotes, mas a crescente pressão para que não se tenha militares na cúpula do governo é mais ampla e tem como alvo o almirante de esquadra Flávio Augusto Viana Rocha, secretário de Assuntos Estratégicos e homem cada vez mais próximo do presidente.

Foi dele, por exemplo, a indicação de Carlos Alberto Decotelli para o Ministério da Educação. O indicado, no entanto, não chegou a tomar posse por causa de inconsistências apontadas em seu currículo.

Este auxiliar pondera que, enquanto Pazuello é interino, Rocha é titular. O ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, entregou no início de julho uma carta em que pede a antecipação de sua ida para a reserva, o que só aconteceria em dezembro de 2021. A oficialização desta transição deve ser publicada no Diário Oficial da União ainda nesta semana.

Itabuna tem novo secretário de saúde após pedido de demissão de titular; cidade tem 3.619 casos do vírus

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A secretaria de Saúde de Itabuna, no Sul baiano, tem novo titular interino. Após o pedido de exoneração de Juvenal Maynart Cunha, assumiu a pasta de forma interina Emerson Luís Santos Oliveira, que até então era diretor da Vigilância de Saúde do município.

Segundo comunicado da prefeitura desta segunda-feira (13), Emerson Oliveira é enfermeiro e era responsável, na Vigilância, por coordenar ações de testagem e monitoramento da Covid-19 no município.

Juvenal Maynar Cunha teve a exoneração publicada no Diário Oficial do Município no sábado (11). Segundo o G1, Juvenal deixa o cargo menos de um mês de ser nomeado. Não foi informado o motivo da exoneração. Até esta segunda, Itabuna acumulava 3.619 casos confirmado da Covid-19 com 81 mortes em decorrência do coronavírus, segundo boletim epidemiológica municipal.

Chapada Diamantina: Prefeitura de Marcionílio Souza confirma primeiro óbito por Covid-19 no município

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A Secretaria de Saúde de Marcionílio Souza, município localizado na Chapada Diamantina, confirmou, neste domingo (12), o primeiro óbito de um morador da cidade em decorrência da Covid-19.

Segundo a prefeitura, tratava-se de uma mulher de 65 anos, com diabetes, hipertensão e insuficiência renal crônica. A paciente foi realizar hemodiálise em uma unidade hospitalar de Itaberaba na última segunda-feira (6), quando apresentou sintomas respiratórios.

A idosa foi encaminhada para um hospital de referência Covid-19 em Itaberaba e, depois, transferida para uma unidade hospitalar de Salvador. Ela faleceu na manhã deste domingo (12).

A prefeitura realizou testes rápidos nos contatos mais próximos da paciente e acabou identificando mais três casos de contaminação da doença, todos com sintomas gripais leves.

Conforme boletim epidemiológico publicado no domingo, Marcionílio Souza possui 10 casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, sendo que três são considerados ativos e seis encontram-se recuperados. Há ainda outros 15 casos suspeitos, aguardando resultado de exame laboratorial.

Após polêmica, Prefeitura de Itagi diz que só entrega kit com hidroxicloroquina sob prescrição médica

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A prefeitura de Itagi, no sudoeste baiano, confirmou a distribuição de um kit de medicamentos contendo ivermectina, hidroxicloroquina e azitromicina, além de dipirona ou paracetamol. Segundo a gestão municipal, o ”kid Covid-19” só é entregue aos pacientes mediante apresentação de prescrição médica.

Segundo a nota enviada pela prefeitura ao site Bahia Notícias, Itagi não possui leitos de terapia intensiva e o hospital de referência local está com 100% dos seus leitos ocupados. Por isso, a gestão municipal estaria tomando medidas preventivas, ”evitando complicações da doença”.

”Os nossos resultados têm sido excelentes, haja visto que todos os pacientes estão curados e que, no momento, só temos confirmados três casos”, afirma a prefeitura de Itagi.

O uso da hidroxicloroquina e da cloroquina não é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A eficácia desses medicamentos em pacientes com Covid-19 não ficou comprovada em estudos científicos. Além disso, há contraindicações para pessoas portadoras de arritmia cardíaca, com efeitos colaterais graves.

A distribuição dos medicamentos foi comentada nesta segunda-feira (13) pelo secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas. Segundo ele, o farmacêutico precisa reter uma via da receita médica, sob pena da entrega do produto configurar-se infração sanitária. ”Temos que conter esse movimento inconsequente de alguns”, disse

Pessoas pardas e pretas foram as que mais morreram desde o início da pandemia do coronavírus

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As pessoas declaradas pardas e pretas foram as que mais morreram no Brasil por causas naturais desde o início da pandemia do novo coronavírus. Dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), que reúne registros de óbitos feitos pelos cartórios, indica aumento de 31,1% no número de mortes de pessoas pretas e de 31,4% em relação a pessoas pardas.

Dados se referem ao período entre 16 de março e 30 de junho, e o parâmetro de comparação é o mesmo período de 2019. A Arpen-Brasil indica ainda aumento de 9,3% no número de mortes entre pessoas brancas, 13,2% entre a população indígena e 15,3% entre aqueles que se autodeclararam amarelos.

Em se tratando apenas do novo coronavírus, 38,4% das mortes são de pessoas pardas e 8,2% de pessoas pretas. Por outro lado, 44,4% dos óbitos são de pessoas declaradas brancas, e 0,24% das mortes são de indígenas. As pessoas amarelas representam 1,5% dos óbitos e 7,2% das mortes não tinham informações de raça/cor.

Após kit Covid-19 em Itagi, secretário diz que hidroxicloroquina sem receita é infração sanitária

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Fábio Vilas-Boas critica kti Covid-19 em Itagi. Foto: Divulgação

Após a Prefeitura de Itagi, no Médio Rio de Contas, anunciar o ”kit Covid-19” com hidroxicloroquina para a população, o secretário de Saúde da Bahia (Sesab), Fábio Vilas-Boas, lembrou, nesta segunda-feira (13), que o protocolo para a compra do medicamento mudou.

Atualmente, só é possível adquirir o remédio mediamente apresentação de uma receita médica. ”A dispensação de cloroquina e hidroxicloroquina é regulada pela Anvisa”, escreveu o titular da Sesab em seu perfil no Twitter.

”Sua distribuição sem retenção de uma via da receita por um farmacêutico registrado configura como infração sanitária”, acrescentou Vilas-Boas.

Prefeitura de Itagi distribui ”kit Covid-19” com ivermectina e cloroquina para pacientes

/ Saúde

A prefeitura de Itagi, no Médio Rio de Contas, anunciou que vai distribuir um ”kit-Covid” com os medicamentos ivermectina, hidroxicloroquina e azitromicina, para todos os moradores da cidade com sintomas do novo coronavírus.

Os dois primeiros são apontados como alternativas para tratamento da doença, mas não têm eficácia comprovada cientificamente e nem recomendação de uso por entidades como a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo publicação feita nas redes sociais da prefeitura, a medida, que faz parte do ”plano de enfrentamento à Covid-19”, é uma forma de evitar que pacientes ”se desloquem para as farmácias” em busca dos medicamentos. O kit será entregue nas casas das pessoas contaminadas. Para a gestão municipal, a ação é ”pioneira” e ”reforça o combate à disseminação acelerada do novo coronavírus no município.”

Vale lembrar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nota, na última sexta-feira (10), na qual desaconselha o uso da ivermectina no tratamento da Covid-19. Segundo o órgão, não há estudos científicos que comprovem a eficácia do medicamento contra o coronavírus. Ainda de acordo com a Agência, até o momento, não existem remédios aprovados para prevenção ou tratamento da doença no país. A ivermectina é usada no tratamento de vermes e parasitas.

A Anvisa ainda alertou que, se por um lado não há comprovações da eficácia do anti-parasitário, por outro lado estão ocumentandos os efeitos colaterais e os riscos do uso do medicamento sem prescrição médica. ”No caso da Ivermectina, os principais problemas (eventos adversos) são: diarreia e náusea, astenia [perda da força física], dor abdominal, anorexia, constipação e vômitos; em relação ao sistema nervoso central, podem ocorrer tontura, sonolência, vertigem e tremor. As reações epidérmicas incluem prurido, erupções e urticária.”

Outro medicamento do kit sem eficácia comprovada é a hidroxicloroquina. Apesar da falta de estudos sobre a substância, ela ficou famosa no Brasil após ter o uso incentivado pelo presidente Jair Bolsonaro. Diagnosticado com a Covid-19, Bolsonaro afirma que tem tomado a cloroquina no tratamento da doença.

O QUE DIZ A OMS SOBRE A CLOROQUINA

Na sexta, a OMS disse não indicar o uso da substância em pacientes com coronavírus.

”A OMS não indica o uso da cloroquina em pacientes de coronavírus porque não conseguimos demonstrar um benefício claro a eles”, afirmou diretor de emergências da OMS, Michael Ryan. A declaração foi em resposta a um questionamento da imprensa sobre as afirmações de Bolsonaro em relação ao medicamento. Com informações do site Bahia Notícias

Brasil registra 631 mortes por covid-19 em 24 horas, diz boletim do Ministério da Saúde

/ Saúde

O Brasil registrou 631 óbitos pelo novo coronavírus em  24 horas, entre o boletim deste sábado (11) e o divulgado hoje (12), segundo atualização diária divulgada pelo Ministério da Saúde. As mortes causadas pelo vírus já somaram 72,1 mil no país. 

De acordo com a atualização do ministério, 669.377 pessoas estão em acompanhamento e 1.123.204 se recuperaram. Há ainda 4.063 mortes em investigação. Segundo o Painel Coronavírus, foram registrados 24.831 casos de pessoas diagnosticadas com covid-19  desde ontem. O número de casos confirmados desde o início da pandemia chegou a 1.864.681.

Estados

Os estados com mais mortes são: São Paulo (17.848), Rio de Janeiro (11.415), Ceará (6.868), Pernambuco (5.595) e Pará (5.289). As unidades da Federação com menos óbitos pela pandemia são Mato Grosso do Sul (161), Tocantins (255), Roraima (396), Acre (426) e Santa Catarina (497).

São Paulo também lidera entre os estados com maior número de casos confirmados, com 371.997, seguido por Ceará (136.785), Rio de Janeiro (129.684), Pará (125.714) e Bahia (105.763). As unidades da Federação com menos pessoas infectadas registradas são Mato Grosso do Sul (13.197), Tocantins (15.132), Acre (16.190), Roraima (22.225) e Rondônia (26.728).

Bahia registra 1.575 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, diz boletim epidemiológico da Sesa

/ Saúde

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.575 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +1,5%), 47 óbitos (+1,9%) e 594 curados (+0,8%). Dos 105.763 casos confirmados desde o início da pandemia, 73.730 já são considerados curados, 29.550 encontram-se ativos e 2.483 tiveram óbito confirmado.

Os casos confirmados ocorreram em 398 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (41,08%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Gandu (2.660,25), Itajuípe (2.322.97), Ipiaú (2.005,54), Lauro de Freitas (1.739,57) e Itabuna (1.656,01).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 209.099 casos descartados e 98.366 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste domingo (12).

Na Bahia, 11.305 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Todos os dados estão disponíveis no Painel Epidemiológico. Para acessar o boletim completo, clique aqui.

Taxa de ocupação

Na Bahia, dos 2.378 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para coronavírus, 1.546 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 65%. No que se refere ao total de leitos de UTI adulto, dos 926 leitos dedicados à Covis-19, 749 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 81%. A região Extremo-Sul da Bahia possui a maior taxa de ocupação, com 100% dos leitos de UTI ocupados, seguida da região Sul, com 85%.

Cabe ressaltar que o número de leitos é flutuante, representando o quantitativo exato de vagas disponíveis no dia. Intercorrências com equipamentos, rede de gases ou equipes incompletas, por exemplo, inviabilizam a disponibilidade do leito. Ressalte-se que novos leitos são abertos progressivamente mediante o aumento da demanda.

Óbitos

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contabiliza 2.483 mortes pelo novo coronavírus.

2437º óbito – mulher, 73 anos, residente em Uruçuca, portadora de hipertensão arterial e diabetes, foi internada dia 17/06 e foi a óbito dia 19/06, em unidade da rede pública, em Ilhéus;

2438º óbito – homem, 51 anos, residente em eira de Santana, sem informação de comorbidade, foi internado dia 02/06 e foi a óbito dia 07/07, em unidade da rede pública, em Feira de Santana;

2439º óbito – homem, 72 anos, residente em Coração de Maria, sem comorbidades, foi internado dia 13/06 e foi a óbito dia 10/07, em unidade da rede filantrópica, em Salvador;

2440º óbito – homem, 67 anos, residente em Salvador, portador de diabetes, foi internado dia 10/06 e foi a óbito na mesma data (10/06), em unidade da rede pública, em Salvador;

2441º óbito – homem, 45 anos, residente em Jaguarari, portador de doença do sistema nervoso, data de admissão não informada, foi a óbito dia 21/06, em unidade da rede pública, em Petrolina, Pernambuco;

2442º óbito – homem, 85 anos, residente em Camamu, sem informação de comorbidade, data de admissão não informada, foi a óbito dia 07/07, em unidade da rede pública, em Camamu;

2443º óbito – homem, 95 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial e doença renal crônica, foi internado dia 15/06 e foi a óbito dia 17/06, em unidade da rede privada, em Salvador;

2444º óbito – mulher, 52 anos, residente em Pindobaçu, portadora de hipertensão arterial e diabetes, foi internada dia 08/07 e foi a óbito dia 09/07, em unidade da rede pública, em Pindobaçu;

2445º óbito – homem, 94 anos, residente em Manoel Vitorino, sem informação de comorbidades, foi internado dia 02/07 e foi a óbito dia 07/07, em unidade da rede pública, em Jequié;

2446º óbito – homem, 71 anos, residente em Piraí do Norte, sem comorbidades, foi internado no dia 06/07 e foi a óbito na mesma data (06/07), em unidade da rede pública, em Santo Antônio de Jesus;

2447º óbito – homem, 53 anos, residente em Cabo de Santo Agostinho, sem comorbidades, foi internado dia 23/06 e foi a óbito dia 27/06, em unidade da rede privada, em Salvador;

2448º óbito – mulher, 69 anos, residente em Lagoa Grande, sem comorbidades, data de admissão não informada, foi a óbito dia 01/07, em unidade da rede pública, em Juazeiro;

2449º óbito – mulher, 110 anos, residente em Rio do Pires, portadora de hipertensão arterial, data de admissão não informada, foi a óbito dia 05/07 em domicílio, em Rio do Pires;

2450º óbito – homem, 86 anos, residente em Ipecaetá, sem informação de comorbidades data de admissão não informada, foi a óbito dia 07/07, em unidade da rede pública, em Ipecaetá;

2451º óbito – mulher, 87 anos, residente em Feira de Santana, portadora de diabetes e doença cardiovascular, foi internada dia 02/07 e foi a óbito dia 09/07, em unidade da rede pública, em Feira de Santana;

2452º óbito – homem, 62 anos, residente em Pindobaçu, sem informação de comorbidades, data de admissão não informada, foi a óbito dia 11/07, em unidade da rede particular, em Remanso;

2453º óbito – mulher, 86 anos, residente em Castro Alves, portadora de diabetes, data de admissão não informada, foi a óbito dia 08/07, em unidade da rede pública, em Castro Alves;

2454º óbito – mulher, 89 anos, residente em Jequié, portadora de diabetes, data de admissão não informada, foi a óbito dia 11/07, em unidade da rede pública, em Jequié;

2455º óbito – mulher, 82 anos, residente em Itacaré, sem comorbidades, foi internada dia 06/07 e foi a óbito dia 07/07, em unidade da rede pública, em Ilhéus;

2456º óbito – homem, 81 anos, residente em Cairu, portador de doença cardiovascular, foi internado dia 17/06 e foi a óbito dia 04/07, em unidade da rede pública, em Ilhéus;

2457º óbito – homem, 57 anos, residente em Jequié, sem comorbidades, data de admissão não informada, foi a óbito dia 04/07, em unidade da rede privada, em Jequié;

2458º óbito – homem, 62 anos, residente em Jequié, portador de doença renal crônica, data de admissão não informada, foi a óbito dia 10/07, em unidade da rede pública, em Jequié;

2459º óbito – homem, 82 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial, foi internado no dia 29/06 e foi a óbito dia 06/07, em unidade da rede filantrópica, em Salvador;

2460º óbito – homem, 61 anos, residente em Dias D’Ávila, portador de diabetes, foi internado dia 25/06 e foi a óbito dia 06/07, em unidade da rede pública, em Salvador;

2461º óbito – homem, 87 anos, residente em Cruz das Almas, sem informação de comorbidades, foi internado dia 06/07 e foi a óbito dia 09/07, em unidade da rede pública em Cruz das Almas;

2462º óbito – mulher, 85 anos, residente em Pojuca, portadora de diabetes, data de admissão não informada, foi a óbito dia 11/07, em unidade da rede pública, em Catu;

2463º óbito – mulher, 88 anos, residente em Pojuca, portadora de hipertensão arterial. Internada dia 23/06, foi a óbito dia 08/07, em hospital da rede privada, em Salvador;

2464º óbito – homem, 71 anos, residente em Ituberá, portador de diabetes mellitus e doença cardiovascular. Internado dia 13/06, foi a óbito dia 23/06, em hospital da rede pública, em Ilhéus;

2465º óbito – homem, 35 anos, residente em Itabuna, portador de obesidade. Sem informação acerca da data de internação, foi a óbito dia 10/07, em hospital filantrópico, em Itabuna;

2466º óbito – mulher, 76 anos, residente em Candeias, portadora de obesidade e doença cardiovascular. Internada dia 09/06, foi a óbito dia 26/06, em hospital da rede privada, em Salvador;

2467º óbito – homem, 71 anos, residente em Valença, portador de hipertensão arterial. Internado dia 17/04, foi a óbito dia 01/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2468º óbito – homem, 65 anos, residente em Salvador, sem comorbidades. Sem informação acerca da data de internação, foi a óbito dia 26/05, em hospital da rede pública, em Salvador;

2469º óbito – mulher, 75 anos, residente em Lauro de Freitas, portadora de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Internada dia 02/07, foi a óbito dia 04/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2470º óbito – homem, 73 anos, residente em Itabuna, portador de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Foi a óbito dia 01/07, em seu domicílio, em Itabuna;

2471º óbito – homem, 53 anos, residente em Itaberaba, sem comorbidades. Internado dia 23/06, foi a óbito dia 03/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2472º óbito – mulher, 70 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial. Internada dia 24/06, foi a óbito dia 06/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2473º óbito – mulher, 80 anos, residente em Salvador, portadora de diabetes mellitus e doença do sistema nervoso. Internada dia 18/05, foi a óbito dia 24/05, em hospital da rede pública, em Salvador;

2474º óbito – homem, 35 anos, residente em Laje, sem informação acerca da existência de comorbidades. Também sem informação sobre a data de internação, foi a óbito dia 08/07, em hospital da rede pública, em Santo Antônio de Jesus;

2475º óbito – homem, 47 anos, residente em Cotegipe, portador de doença renal crônica. Internado dia 26/06, foi a óbito dia 06/07, em hospital da rede pública, em Barreiras;

2476º óbito – criança, 10 anos, residente em Salvador, portador de obesidade e de outras comorbidades. Internado dia 05/07, foi a óbito dia 07/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2477º óbito – homem, 88 anos, residente em Mata de São João, portador de hipertensão arterial. Internado dia 29/06, foi a óbito dia 06/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2478º óbito – mulher, 88 anos, residente em Feira de Santana, portadora de hipertensão arterial e outras comorbidades. Internada dia 04/07, foi a óbito dia 06/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2479º óbito – mulher, 63 anos, residente em Lauro de Freitas, portadora de doença renal crônica. Internada dia 01/07, foi a óbito dia 06/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2480º óbito – mulher, 40 anos, residente em Salvador, portadora de diabetes mellitus e hipertensão arterial. Internada dia 26/06, foi a óbito dia 06/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2481º óbito – homem, 69 anos, residente em Dias D´Ávila, portador de diabetes mellitus. Internado dia 19/06, foi a óbito dia 22/06, em hospital da rede pública, em Dias D´Ávila;

2482º óbito – homem, 85 anos, residente em Lauro de Freitas, portador de diabetes mellitus e hipertensão arterial. Internado dia 28/06, foi a óbito dia 09/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2483º óbito – homem, 65 anos, residente em Salvador, sem informações sobre quais comorbidades era portador. Internado dia 30/06, foi a óbito dia 07/07, em hospital da rede pública, em Salvador.

Brasil não consegue colocar em prática promessas de testes do novo coronavírus

/ Saúde

Pazuello segue respondendo pela Saúde. Foto: Erasmo Salomão/MS

”Teste, teste, teste. Teste todo caso suspeito. Se for positivo, isole e descubra de quem ele esteve próximo.”Replicada no início da epidemia, a frase do diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, se viu atropelada pelo desenrolar da Covid-19 no Brasil.

A ampliação da testagem ficou na promessa -ou nas promessas, pois não foram poucas.

A principal delas foi a previsão de ofertar 46 milhões de testes até setembro. Seriam 24 milhões de testes moleculares (que verificam a presença de material genético do vírus em amostras das vias respiratórias) e 22 milhões de testes rápidos (que verificam a presença de anticorpos a partir de amostras de sangue).

Até agora, porém, só 12,3 milhões desses testes foram distribuídos aos estados, abaixo do previsto em cronograma inicial do programa Diagnosticar para Cuidar, que apontava 17 milhões até o fim de maio.

A testagem brasileira – foram feitos no SUS 1,2 milhão de testes moleculares, considerados mais precisos, e, se somados os da rede privada, 2,1 milhões – ainda é considerada baixa para uma população de 210 milhões e atrai críticas recorrentes.

Questionado, o Ministério da Saúde não informou o total de testes rápidos aplicados na rede pública. Com a rede particular, diz, chega a 2,6 milhões.

Mesmo com a oferta limitada, o país é hoje o segundo em número de casos registrados da Covid-19, com mais de 1,8 milhão de pessoas infectadas, menos apenas do que os EUA, que já contam mais de 3,2 milhões, um quarto do total global. Mas especialistas indicam que o Brasil ainda tem forte subnotificação.

Para o sanitarista Cláudio Maierovitch, a ausência de testes dificulta saber o número real de casos da doença no país e controlar da epidemia.
“Testar um caso, rastrear contatos, testá-los e isolar é o que permite o controle da doença onde ela está acontecendo”, afirma. “Sem testes, não se chega aos contatos dos contatos, e a investigação para no primeiro elo da cadeia [de disseminação].”

Nos últimos cinco meses, o ministério fez diferentes anúncios sobre testes. Além do aumento na quantidade, os planos envolviam coleta de amostras de pacientes com sintomas leves e expansão de laboratórios.

Boa parte dessas medidas ficou só no papel. Um raro avanço ocorreu na capacidade de laboratórios públicos, que foi de 1.600 testes por dia, em março, para atuais 14 mil.

Outras ainda não vingaram por completo, como a ideia de realizar 30 mil testes em um centro de diagnóstico instalado em parceria com a rede Dasa, que receberia insumos e amostras da rede pública.

Até esta última semana, o centro realizava no máximo 3.500 testes por dia. Em contrato, que falava em ampliação progressiva, a previsão era que já fossem feitos entre 13,5 mil e 18 mil por dia na fase atual. “Vamos crescer essa capacidade conforme a entrega de equipamentos do ministério e a capacidade dos municípios de enviarem amostras”, diz o diretor médico da Dasa, Gustavo Campana.

Também em abril e maio, o ministério anunciou que iria instalar postos drive-thru em cidades acima de 500 mil habitantes para testar casos leves. Mas a medida -cujas amostras seriam enviadas a Dasa e Fiocruz, por exemplo- não foi implementada.

Também ficou pela metade a ideia de usar o Telesus, sistema telefônico criado no fim de março para orientar a população sobre sintomas de Covid-19, como mecanismo de rastreamento de contatos de casos confirmados e oferta de testes a grupos de risco.

“Nossa intenção era transformar o Telesus em um grande sistema de rastreamento”, diz o ex-secretário de Atenção Primária Erno Harzheim, que era da gestão de Luiz Henrique Mandetta. Questionado sobre a medida, o ministério não respondeu.

Com o atraso, a pasta anunciou no fim de junho uma nova estratégia, , que prevê usar centros de atendimento a Covid na atenção básica para coletar amostras também de casos leves, e não apenas os que chegam graves a hospitais.

Até agora, 807 desses centros já foram habilitados. Segundo Mauro Junqueira, do Conasems (conselho de secretários municipais de saúde), municípios esperam apenas a entrega de insumos para iniciar a coleta, ainda sem prazo específico. Ele admite que o total aplicado de testes ainda é baixo. “Mas esperamos virar o jogo.”

Para Carlos Lula, secretário de Saúde do Maranhão e presidente do Conass, que reúne gestores estaduais, a estratégia inicial de testagem no país foi confusa.

“Nossos laboratórios não estavam preparados e houve em alguns casos falta de swab [instrumento usado para coleta de amostras respiratórias, similar a um cotonete] e de testes PCR, e, assim que chegaram os testes rápidos em alguns estados, já tínhamos uma curva muito acentuada da doença.”

Segundo Marco Krieger, vice-presidente de inovação e produção da Fiocruz, um dos problemas do atraso na ampliação de testes foi a falta inicial de informações sobre o vírus.

O cenário mudou com a chegada do vírus à Europa e a declaração de pandemia -o que levou à dificuldade de obter insumos e à necessidade de ampliar a produção, estimada inicialmente em 50 mil testes. Até agora, foram entregues pela Fiocruz 5,2 milhões de testes. A previsão é chegar a 11,5 milhões até setembro.

“O primeiro gargalo foi a produção, mas isso já está superado”, diz ele, segundo quem há agora outros a enfrentar, “como insumos de coleta e logística das amostras”.

A concorrência por insumos e problemas de logística também são apontados pelo ex-ministro da Saúde Nelson Teich. “Nossa expectativa era em junho fazer já 60 mil testes por dia.”

Procurado, o Ministério da Saúde diz que começou a busca por testes ainda em janeiro, mas que a corrida global provocou falta de insumos.
Segundo a pasta, uma operação de compra de 15 milhões desses materiais começou a ser feita com apoio da Fiocruz em abril. Desse total, 1 milhão já foi distribuído, e a previsão é entregar outros 200 mil por semana.

Em nota, o ministério diz ainda que “está ampliando a capacidade de testagem na rede” e que mantém a previsão de entrega de 46 milhões de testes. Mas não informou quantos já foram adquiridos.

O que o Governo prometeu sobre testes?

1) Ampliar a oferta

Expectativa: Fazer 46 milhões de testes até setembro, sendo 16 milhões até maio, 21 milhões de junho a agosto e 8 milhões nos meses seguintes.

Realidade: Até 8 de julho, 12,3 milhões de testes foram distribuídos aos estados, sendo:

– 4,8 milhões de testes moleculares (que usam a técnica de RT-PCR para verificar, em amostras de muco e saliva, a presença de material genético do vírus);

– 7,5 milhões de testes rápidos (que verificam a presença de anticorpos para o vírus em amostras de sangue).

2) Testar em massa

Expectativa: Testar até 22% da população até setembro.

Realidade: Total cresceu, mas é limitado. Ministério não tem controle de todos os testes aplicados e total engloba testes feitos por estados e municípios.

– 1,1 milhão de testes RT-PCR já realizados no SUS, segundo o Ministério da Saúde;

– 2,2 milhões de testes sorológicos (inclui rede privada; pasta não diz a fatia da rede pública).

3) Elevar a capacidade de processamento dos laboratórios

Expectativa: Aumentar progressivamente análise em laboratórios centrais e, em junho, processar por dia 16 mil testes na Fiocruz, 5.000 no Instituto de Biologia Molecular do Paraná e 30 mil em parceria com rede privada Dasa.

Realidade: Capacidade de processamento da rede pública cresceu de 1.689 em março para 14.567 em junho. Mas plano atrasou. Atualmente, Fiocruz tem laboratórios com capacidade para 7,5 mil testes por dia, enquanto a Dasa tem feito hoje cerca de 3.000 testes por dia.

4) Aumentar as unidades sentinela e testar nelas 100% das amostras

Expectativa: No fim de março, o ministério anunciou que pretendia ampliar número de unidades sentinela, centros que coletam amostras de parte dos pacientes atendidos com síndrome gripal, de 168 para 500 até junho, e testar também 100% dos casos.

Realidade: País tem hoje 237 unidades. Pasta não informa o total de amostras testadas nestes locais.

5) Instalar drive-thrus e ampliar testagem de casos leves

Expectativa: Postos drive-thru coletariam amostras e testariam casos leves em cidades acima de 500 mil habitantes. Resultado seria entregue por celular entre 24h e 96h depois.

Realidade: Postos não saíram do papel. Ministério diz agora que testes serão ofertados em centros de atendimento a doentes da Covid (que podem ser unidades de saúde com espaço específico para esse atendimento). Há hoje 807 habilitadas, mas ministério não informa em quantas a coleta já ocorre.

6) Rastrear por telefone e ofertar testes

Expectativa: Programa automático que telefona e questiona sintomas, Telesus, seria ligado a oferta de testes e monitoramento de contatos de casos confirmados.

Realidade: O Telesus foi implementado, mas não incluiu a oferta de testes.

Folhapress