Morre bebê com problema no coração que esperava por transferência para passar por cirurgia

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Recém-nascido estava internado em Conquista. Foto: TV Sudoeste

O bebê com problema no coração que precisava passar por uma cirurgia de urgência, na Bahia, não resistiu às complicações no quadro de saúde e morreu na tarde desta sexta-feira (20). A criança foi diagnosticada com cardiopatia congênita, um problema na estrutura do coração, que é raro e atinge um em cada três mil recém-nascidos.

O bebê estava internado na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, e esperava há mais de 15 dias por uma transferência para Salvador, para passar pelo procedimento. A família do bebê chegou a conseguir uma liminar com a Justiça, determinando a transferência, contudo, o procedimento não foi feito a tempo.

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) informou que o funcionamento da Central Estadual de Regulação é de 24 horas, sete dias por semana, e que sempre está em busca de um leito especializado para o perfil dos pacientes, porém, não explicou porque não foi encontrada uma vaga para a criança.

O bebê estava recebendo medicamentos para que o coração continuasse batendo, mas não resistiu e foi a óbito às 15h15 desta sexta-feira. Até o final da tarde, o corpo da criança ainda seguia no hospital. Não há detalhes sobre o sepultamento do bebê. Com informações do G1

Ministério da Saúde diz que registrou 570 novos casos de sarampo no Brasil nos últimos 90 dias

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Nos últimos 90 dias, o Brasil registrou 3.909 casos confirmados de sarampo em todo o território nacional, de acordo com o Ministério da Saúde. Segundo a pasta, houve aumento de 570 casos (85%) em relação ao último boletim epidemiológico divulgado em 12 de setembro.

Conforme os registros, há 17 estados na lista de transmissão ativa da doença. Tiveram casos confirmados os estados de São Paulo, do Maranhão, do Piauí, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, do Paraná, de Pernambuco, do Pará, do Rio Grande do Norte, do Espírito Santo, de Goiás, da Bahia, de Sergipe e no Distrito Federal. A maioria dos casos (97,5%) foi registrada em 153 municípios localizados na região metropolitana de São Paulo.

Segundo o Ministério da Saúde, R$ 10,5 milhões foram liberados para os estados nesta semana para reforçar ações de imunização da população.

O ministério também alerta que a vacina é a principal forma de proteção contra o sarampo e informa que a tríplice viral está disponível em mais de 36 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil.

Para interromper o ciclo de transmissão do sarampo, o ministério realizará a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, que será feita em duas etapas. A primeira fase será de 7 a 25 de outubro e terá crianças de 6 meses a menores de 5 anos como alvo. A segunda, de 18 a 30 de novembro, será destinada à população de 20 a 29 anos. Da Agência Brasil

Recém-nascido com problema no coração que precisa de transferência em Conquista tem piora no quadro

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Bebê espera há mais de 5 dias por transferência Foto: TV Sudoeste

O bebê recém-nascido que tem um problema grave no coração e precisa de uma transferência urgente para passar por uma cirurgia, na Bahia, teve piora no estado de saúde nesta quinta-feira (19).

O menino está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Esaú Matos, na cidade de Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, e precisa ser levado para Salvador o mais rápido possível, no entanto, ainda não há previsão de transferência.O bebê foi diagnosticado com cardiopatia congênita, um problema na estrutura do coração, que é raro e atinge um em cada três mil recém-nascidos.

 Desde que o menino nasceu, ele é acompanhado pelo pai, Fábio Ferreira. A família mora em Veredinha, distrito de Vitória da Conquista, contudo, praticamente se mudou para o hospital. Com a esposa também internada, Fábio é quem tem acompanhado o recém-nascido.

O pequeno nasceu no dia 7 de setembro e, desde então, aguarda a transferência. No hospital, o menino está recebendo medicamentos pra que o coração continue batendo, mas os médicos dizem que não sabem até quando ele vai aguentar essa situação. A família procurou a Defensoria Pública e a Justiça determinou no último sábado (14) a transferência imediata da criança, mas a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) ainda não cumpriu a decisão.

A reportagem procurou a Sesab, que não se pronunciou sobre o descumprimento da decisão. Em nota, a Secretaria informou apenas que a Central Estadual de Regulação continua buscando um leito para transferir o bebê. G1

Agressores de mulheres deverão ressarcir custos com atendimento médico à vítima

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O agressor de violência doméstica terá que ressarcir ao Sistema Único de Saúde (SUS) os custos médicos e hospitalares com o atendimento à vítima de suas agressões. A Lei nº 11.340, que estabelece a responsabilização, sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, está publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (18).

De acordo com o texto, “aquele que, por ação ou omissão, causar lesão, violência física, sexual ou psicológica e dano moral ou patrimonial a mulher fica obrigado a ressarcir todos os danos causados, inclusive ao Sistema Único de Saúde (SUS)”. Os recursos arrecadados vão para o Fundo de Saúde do ente federado responsável pelas unidades de saúde que prestarem os serviços de atendimento à vítima de violência doméstica.

 O documento diz ainda que os custos com o uso de dispositivos eletrônicos de monitoramento também deverão ser ressarcidos pelo agressor. A portaria determina ainda que os bens da vítima de violência doméstica não podem ser usados pelo autor da agressão para o pagamento dos custos e nem como atenuante de pena ou comutação, de restrição de liberdade para pecuniária. Segundo o projeto Relógios da Violência do Instituto Maria da Penha (IMP), a cada 7,2 segundos uma mulher sofre agressão física no Brasil. Da Agência Brasil

Surto ativo de sarampo já atinge 16 estados; mais de 3,3 mil casos da doença são confirmados

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O Brasil já possui 16 estados com surto ativo de de sarampo. De acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, são 3.339 casos confirmados da doença em todo o país. Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais passaram a fazer parte da lista.

Os casos suspeitos de sarampo chegam a 24.011, sendo que 17.713 estão em investigação e outros 2.957 foram descartados. Neste ano, quatro mortes por sarampo foram confirmadas. Três em crianças com menos de um ano e um homem de 42 anos. Nenhum deles havia sido vacinado.

O principal foco da doença é no estado de São Paulo, que possui 97,5% dos casos confirmados (3.254). Rio de Janeiro (18), Pernambuco (13), Minas Gerais (13), Santa Catarina (12), Paraná (7), Rio Grande do Sul (7), Maranhão (3), Goiás (3), Distrito Federal (3), Mato Grosso do Sul (1), Espírito Santo (1), Piauí (1), Rio Grande do Norte (1), Bahia (1) e Sergipe (1) são os outros estados que registram casos de sarampo.

O Ministério da Saúde enviou neste ano 19,4 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. A tríplice viral está disponível em todos os mais de 36 mil postos de vacinação em todo o Brasil.

Nesta segunda-feira (16), os ministros da Saúde de Brasil e Paraguai, Luiz Henrique Mandetta e Julio Daniel Mazzoleni, respectivamente, lançam a Semana de Intensificação de Vacinação nas Fronteiras no âmbito do Mercosul. Durante o lançamento, será realizada vacinação contra febre amarela e sarampo em Ponta Porã (MS).

Além disso, A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo vai ocorrer de 7 a 25 de outubro e o público-alvo são crianças de 6 meses a menores de 5 anos. O dia D vai ser em 19 de outubro. Já a segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, o foco é a população de 20 a 29 anos. O dia D ocorrerá em 30 de novembro.

A principal preocupação é com a vacinação para crianças menores de 5 anos, pois elas apresentam mais riscos de desenvolver complicações como cegueira, encefalite, diarreia grave, infecções no ouvido, pneumonias e óbitos.

Brasil entra em projeto que quer mapear células humanas; pesquisa envolve câncer

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O Brasil vai entrar em uma das maiores jornadas científicas desde o Projeto Genoma Humano, no final do século 20: o Atlas de Células Humanas (Human Cell Atlas, no original em inglês, ou HCA).

Lucio Freitas Junior, pesquisador do ICB (Instituto de Ciências Biomédicas) da USP, é o responsável por costurar a participação do país no consórcio internacional do HCA. A iniciativa o procurou em busca de representatividade sul-americana. Membros do projeto estiveram em São Paulo nesta semana para apresentá-lo à comunidade científica brasileira.

A ciência por trás da nova iniciativa é de ponta e pode mudar a maneira de entender a vida e as doenças no ser humano.

A citologia e histologia, ramos da biologia, já tinham a função de caracterizar as células, mas até poucas décadas atrás esse conhecimento era apenas morfológico (descrição de seu aspecto) e químico (como reagem a corantes, por exemplo) –sempre dentro de um contexto, como o órgão de origem (como fígado ou cérebro).

A noção do que é uma célula nasceu no século 17, mas ainda não se sabe dizer exatamente o que faz uma célula ser diferente da outra nem quais são os papéis dos diferentes subtipos celulares –mesmo células muito parecidas podem operar de maneira distinta.

Só depois de conhecer um pouco mais a fundo cada uma dessas células será possível juntar as peças e obter novas informações de como os órgãos e tecidos funcionam.

Segundo Alex Shalek, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), integrante do consórcio, o objetivo é criar uma espécie de tabela periódica das células, ou seja, um grande mapa de referência dos tipos e propriedades de todas as células humanas como uma base para entender, diagnosticar, monitorar e tratar pessoas doentes.

Pelas estimativas iniciais, a primeira versão do atlas deve contar com 10 bilhões de itens, entre os tipos e subtipos celulares e seus possíveis estados.

No arsenal de técnicas a serem empregadas estão microscopia de alta resolução, para observar individualmente o comportamento de cada célula, e análise dos diferentes genes manifestados por cada célula, de acordo com sua localização nos diversos tecidos do corpo.

Uma das coisas mais curiosas sobre o atlas é a grande participação de físicos, matemáticos e cientistas da computação. O volume de dados é tão grande, como os provenientes das análises genéticas, que é preciso encontrar maneiras automatizadas para lidar com tanta informação sem perder o fio da meada.

O grande financiador internacional por trás da iniciativa é a CZI (Chan Zuckerberg Initiative), fundada por Mark Zuckerberg, criador do Facebook, e sua mulher, a pediatra Priscilla Chan. Jonah Cool, da CZI, conta que das cerca de 2.000 propostas recebidas em três editais, nenhuma era da América Latina. O grosso dos participantes está na Europa e nos EUA. Uma nova chamada para projetos será aberta a partir do próximo dia 17, diz Cool.

Em seu último edital destinado ao atlas, anunciado em junho, a CZI anunciou US$ 68 milhões para 38 grupos em mais de 200 laboratórios em 20 países.

Freitas Junior afirma que, graças ao apoio institucional da USP e do ICB e da sinalização positiva da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estágio de São Paulo), o Brasil tornou-se parte oficialmente do consórcio –antes havia apenas colaborações individuais. O plano é agregar outras instituições ao HCA: primeiro, as do estado, depois, do país e, por fim, da América Latina.

“Muitos pesquisadores do país já fazem pesquisas de excelente qualidade. Eles vão continuar fazendo o que fazem de melhor, mas é preciso que eles falem mais entre si, para economizar recursos, ser mais eficientes”, diz.

Entre as possibilidades de contribuição brasileira estão pesquisas com doenças importantes no país, como leishmaniose, chikungunya e doença de Chagas.

“Mas é algo global. Os resultados abastecem a pesquisa básica e a aplicada, que busca algum tipo de medicamento”, diz Freitas Junior.

A tarefa está longe de ser fácil. As técnicas são tão novas –como eram na época do Projeto Genoma Humano– que ainda são caras e relativamente desconhecidas. Separar um pedaço de um órgão (como a pele ou o cérebro) em seus diversos tipos de célula, sem destruí-las, é um desafio, lembra Jorge Kalil, imunologista e professor titular da USP.

Ele diz que uma das possibilidades de estudos, como o mapeamento do perfil de expressão gênica das diversas células integrantes do sistema imunológico, pode ajudar a entender por que certas vacinas protegem mais umas pessoas do que outras.

Outro possível alvo é o câncer. Conhecer exatamente qual tipo de célula o faz crescer, qual é responsável por conseguir alimento e qual impede que o sistema imunológico o reconheça pode ser um caminho para tratá-lo com maior eficiência e menos efeitos colaterais, diz Emmanuel Dias-Neto, do A.C.Camargo Cancer Center

Bahia tem 729 novos casos de dengue em uma semana; Feira de Santana registra 12 mortes

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A Bahia registrou 729 novos casos de dengue em uma semana, de acordo com dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). Entre 30 de dezembro de 2018 e 3 de setembro deste ano, foram notificados 59.975 casos prováveis da doença no estado, sendo que até 27 de agosto tinham sido 59.246 notificações.

No mesmo período de 2018, os casos prováveis no estado foram 7.778 – um aumento de 671%. Nessa quarta-feira (11), o ministro da Saúde, José Henrique Mandetta, informou que a doença está ”claramente” se deslocando do Sudeste e do Centro-Oeste para o Nordeste do país e que a Bahia é a porta de entrada para os estados nordestinos.

Considerando os dados até 3 de setembro, 379 municípios realizaram notificação da dengue, e o número de mortes chegou a 71, com 29 óbitos confirmados laboratorialmente: 12 em Feira de Santana, 3 em Salvador e dois em Paulo Afonso. As cidades a seguir registraram uma morte cada: Candeias, Rafael Jambeiro, Saubara, Jacobina, Paripiranga, Presidente Dutra, Santo Antônio de Jesus, Simões Filho, Candiba, Camaçari, Mulungu do Morro e Euclides da Cunha. Do total de mortes notificadas, 24 foram descartadas e 18 continuam em investigação.

Preocupação

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse na quarta que a região que mais preocupa este ano com relação à incidência de dengue, com a chegada do período chuvoso, é o estado da Bahia como porta de entrada da doença no Nordeste.

”A movimentação dessa epidemia, que veio do Sudeste, está entrando no Nordeste. Ela interrompe por causa do ritmo das chuvas. Agora, voltam as chuvas. A nossa preocupação é que ela está claramente indo em direção ao Nordeste”, reiterou Mandetta. Com informações do Correio

Ministério da Saúde decide antecipar campanha de combate ao Aedes aegypti no Brasil

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Se todos dedicarem apenas 10 minutos por dia para verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa será possível reduzir os casos de dengue, chikungunya e zika no Brasil, diz o Ministério da Saúde, que lançou nesta quinta-feira (12) a campanha de combate ao Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão dessas doenças. O objetivo é conscientizar a população e convocar: ”E você? Já combateu o mosquito hoje? Proteja sua família.”

Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o papel da sociedade é fundamental no combate ao mosquito. ”Ele [mosquito] fica sempre atrás do ser humano, que é fonte única de alimentação dele”, diz. O mosquito consegue se distanciar apenas 50 metros do local onde nasce, por isso, os ovos são colocados perto de casas e de outros locais onde haja presença de seres humanos.

As ações para impedir a reprodução do Aedes aegypti já são conhecidas pela população: tampar tonéis e caixas d’água, manter as calhas sempre limpas, limpar ralos e cobrí-los com tela e colocar areia em vasos de plantas, entre outras. ”Não é tanto o problema de informação, mas a capacidade dessa informação fazer indução de comportamento e trazer responsabilidade sobre a doença”, disse Mandetta.

De acordo com o Ministério da Saúde, as ações devem ser diárias, todos devem usar alguns minutos do dia para verificar se existe acúmulo de água em casa, no ambiente de trabalho e de estudos. A campanha será veiculada na televisão, no rádio, na internet e em outros meios de comunicação. Ao todo serão usados R$ 12 milhões. O governo federal pretende também mobilizar os governos estaduais e municipais, que receberão repasses no âmbito do Programa de Vigilância em Saúde, para o qual está previsto o orçamento de R$ 1,8 bilhão neste ano. A campanha, que costuma ser lançada no fim do ano, foi antecipada em 2019, para que haja uma mobilização maior ainda no período de seca. Há também a preocupação com a possibilidade de maior circulação do chamado sorotipo 2 da dengue.

O vírus da dengue apresenta quatro sorotipos, em geral, denominados DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Segundo o Ministério da Saúde, os sorotipos 1 e 4 predominaram nos últimos anos. As pessoas que entraram em contato com algum desses tipos tornam-se imunes a eles. Como o sorotipo 2 não circula no Brasil há algum tempo, mais pessoas podem ficar doentes. Além disso, podem aumentar os casos mais graves, de dengue hemorrágica, acrescentou o ministério. ”O que temos é que deixar claro que temos mais um verão para não baixar a guarda. É questão de atitude. O que se pode fazer está do lado da sua casa, do lado do seu ambiente de trabalho”, enfatizou Mandetta.

Casos no Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, de 30 de dezembro de 2018 a 24 de agosto deste ano, foram registrados 1.439.471 casos de dengue em todo o país. A média é 6.074 casos por dia e representa um aumento de 599,5%, na comparação com 2018. No ano passado, o período somou 205.791 notificações.

Atualmente, a taxa de incidência da dengue no país é 690,4 casos a cada 100 mil habitantes. No total, 591 pacientes com a doença morreram, neste ano, em decorrência de complicações do quadro de saúde.

Em relação à febre chikungunya, o levantamento do ministério mostra que, ao todo, os estados contabilizavam, até o final de agosto deste ano, 110.627 casos, contra 76.742 do mesmo período em 2018. De 2018 para 2019, o total de casos de zika saltou de 6.669 para 9.813, gerando uma diferença de 47,1% e alterando a taxa de incidência de 3,2 para 4,7 ocorrências a cada 100 mil habitantes. Neste ano, o zika vírus foi a causa da morte de duas pessoas.

Termina na próxima terça-feira consulta sobre novo tratamento de HIV-Tuberculose

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A adoção do dolutegravir, medicamento mais barato e com menos efeitos colaterais, no tratamento de pessoas infectadas simultaneamente pelo vírus HIV e pela tuberculose está sob consulta pública pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e o Ministério da Saúde. Pacientes, especialistas, profissionais de saúde e demais interessados podem encaminhar suas manifestações até 11 de setembro por meio de formulário online.

O dolutegravir já é usado desde 2017 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento de pessoas infectadas com o HIV, mas o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapeuticas atual contraindica seu uso junto com a rifampicina, utilizada no tratamento de tuberculose. Assim, os pacientes coinfectados com HIV e tuberculose (HIV-TB) são medicados com o raltegravir, mais caro.

O Ministério da Saúde (MS) solicitou então a incorporação do dolutegravir no tratamento de HIV-TB. Há estudos indicado boa tolerância ao medicamento. A economia esperada pelo governo é R$ 52 milhões pelos próximos cinco anos, segundo relatório preliminar do Conitec.

Em relatório preliminar, a recomendação inicial do Conitec foi pela incorporação do medicamento ao tratamento de HIV-TB pelo SUS, mas a depender das contribuições enviadas durante a consulta pública, essa recomendação inicial pode mudar, segundo o órgão.

Segundo o Ministério da Saúde, a chance de uma pessoa que vive com HIV ter tuberculose é 25 vezes maior que uma pessoa sem HIV. A infecção simultânea tem grande impacto na mortalidade dos portadores dessas doenças.

Todas as incorporações de tratamentos ao SUS são votadas em plenário pelo Conitec, que Conitec é formado por sete integrantes do MS, um para cada secretaria, e mais representantes dos Conselhos Federal de Medicina, Nacional de Saúde, Nacional das Secretarias Estaduais de Saúde, Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), da Agência Nacional de Saúde Suplementar e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Da Agência Brasil

ANS: 51 planos de saúde de 10 operadoras estão suspensos a partir desta sexta-feira

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A partir desta sexta-feira (06/09), 51 planos de saúde de dez operadoras estão com sua comercialização suspensa por determinação da Agência Nacional de Saúde (ANS), em função de reclamações feitas pelos clientes, durante o segundo trimestre. De acordo com a ANS, a medida é resultado do Programa de Monitoramento de Garantia de Atendimento, que monitora a qualidade do serviço prestado pelo setor e atua na proteção dos beneficiários.

Somados, os 51 planos atendem a 278,6 mil beneficiários, que terão mantida a garantia à assistência regular.

Segundo a Agência, o programa avalia as operadoras tomando por base as queixas feitas pelos beneficiários nos canais de atendimento da ANS. ”O objetivo do programa é estimular as empresas a garantir o acesso do beneficiário aos serviços e procedimentos definidos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde de acordo com o que foi contratado”.

O diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Rogério Scarabel, disse que a suspensão evita que esses planos sejam comercializados ou recebam novos clientes até que comprovem melhoria do atendimento prestado. ”As reclamações que são consideradas nesse monitoramento se referem ao descumprimento dos prazos máximos para realização de consultas, exames e cirurgias ou negativa de cobertura. É uma medida importante para proteger quem já está no plano, além de obrigar a operadora a qualificar a assistência prestada”.

Paralelamente à suspensão, a Agência vai liberar a comercialização de 28 planos de saúde de 11 operadoras. Eles haviam sido suspensos em ciclos anteriores, mas melhoraram os resultados do monitoramento e, com isso, poderão voltar a ser vendidos para novos clientes a partir de hoje.

Saúde supera segurança na lista de principais problemas do país, aponta Datafolha

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A saúde foi citada como o principal problema do país, segundo a mais recente pesquisa Datafolha. Para 18% dos entrevistados, a área é a mais problemática, quando levado em conta o campo de atuação do governo federal. Em seguida aparecem educação e desemprego, com 15% cada.

Segurança pública, sob responsabilidade do ministro Sergio Moro, foi mencionada por 11%. No levantamento de julho, as questões relacionadas à violência foram apontadas como o maior problema brasileiro, com 19% das menções.

O Datafolha ouviu 2.878 pessoas em 175 municípios de todas as regiões do país nos dias 29 e 30. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro, dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Estado amplia em 13% o número de transplantes no primeiro semestre, diz secretário

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Secretário de Saúde da Bahia, Vilas-Boas.  Foto: Leonardo Rattes

Na Bahia, durante o primeiro semestre deste ano, foram realizados 601 transplantes, um aumento de 13,39%, se comparado ao mesmo período do ano passado. A boa notícia foi dada pelo secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, ao lembrar que setembro é mês de incentivo à doação de órgãos e que há uma série de atividades previstas.

”Este aumento se deve ao incremento dos transplantes de rim e córneas, que esse ano tiveram, respectivamente, aumento de 64,7% e 15,6%, no comparativo com o primeiro semestre de 2018. Ainda no primeiro semestre desse ano, foram contabilizadas 78 doações múltiplos órgãos e 317 doações de córneas”, ressaltou Vilas-Boas.

Para assinalar a passagem da data, a Secretaria da Saúde do Estado, por meio do Sistema Estadual de Transplante, está promovendo diversas ações, entre elas feiras de saúde, stands de orientação sobre a doação de órgãos e a prevenção de doenças que podem indicar um transplante, seminários para profissionais da área de saúde, Caravana da Vida, pontos de distribuição de material informativo, caminhadas em vias públicas e um passeio de bicicleta. As ações acontecerão em Salvador e diversos municípios do interior do Estado.

A Sesab vem intensificando o processo de educação dos profissionais da saúde, e investindo na campanha #rumofilazero, do Banco de Olhos da Bahia, além de buscar a interiorização da doação de órgãos e tecidos. A coordenadora da Central de Órgãos também destaca importância da parceria com as empresas de transporte rodoviário – Santana, Águia Branca, Camurujipe Novo Horizonte e Regional, fundamental para reduzir o tempo de espera. Essas empresas fazem o transporte de córneas gratuitamente, a partir de um termo de cooperação técnica.

De acordo com Rita de Cássia Pedrosa, coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, a negativa familiar e o desconhecimento da sociedade sobre o processo de doação são alguns dos principais obstáculos para o aumento no número de transplantes. ”Por não conhecerem como se dá a doação, muitas famílias negam”, reforça América Carolina Brandão, coordenadora de Central Estadual de Transplantes, acrescentando que a Sesab desenvolve um constante trabalho de conscientização, buscando reduzir as negativas das famílias à doação. Durante todo o ano passado, foram registradas 133 doações de múltiplos órgãos e 518 doações de córneas. Foram feitos 49 transplantes de fígado, 206 de rim e 514 de córnea.

Programação

A Campanha de Incentivo à Doação de órgãos será aberta no dia 6 de setembro, em diversos locais, como o terminal Rodoviário de Salvador, terminal Marítimo (Ferry e lanchinha) em Salvador, Estação Ferroviária da Calçada, praças de pedágios em toda a Bahia, postos da PRF na BR 101 (Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Alagoinhas, Teixeira de Freitas, Itabuna, BR 242 (Seabra e Barreiras) e Batalhão da PM/BA nos municípios de Alagoinhas, Itabuna, Irecê, Guanambi e Jequié. Nesses locais, das 10 às 16 horas, serão montados stands oferecendo serviços de aferição de pressão arterial, glicemia capilar e controle de peso, orientação para prevenção de doenças que podem indicar um transplante e informações sobre a importância da doação de órgãos.

No dia 21, acontece uma Feira de Saúde, na Praça da Revolução, em Periperi, das 9h às 14h. No dia 22, passeio de bicicleta e estande informativo ocupam a avenida Magalhães Neto, das 8h30 às 12h, enquanto, no dia 27, as atividades serão na Praça da Piedade, das 9h às 14h. Em parceria com outras instituições, como o Sindicato e Cooperativas do Estado da Bahia, Associação Renal de Salvador, acontecem ações nos dias 28 e 29, respectivamente no Dique do Tororó e no Farol da Barra. Confira mais informações no site da Sesab.

Dois mil médicos cubanos aguardam regularização para exercer profissão no Brasil

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Após o fim do programa Mais Médicos, assim que foi iniciada a gestão do atual presidente Jair Bolsonaro, cerca de 2 mil dos 8 mil médicos cubanos que participavam do projeto ainda residem no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. De acordo com O Globo, os profissionais que optaram por não voltar a terra de origem aguardam as decisões do governo para a regularização dos diplomas estrangeiros.

Titular da pasta da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, chegou a declarar em julho que a solução para a reintegração dos médicos cubanos seria a iniciativa do Ministério da Educação em realizar uma nova edição da Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida), que teve sua última edição no ano de 2017.

Sem previsão de realização, com a justificativa de que o exame passará por um processo de aperfeiçoamento, a ausência do Revalida e a falta de regularização dos profissionais obriga os médicos cubanos a buscarem outras formas de sobrevivência. No dia 16 de agosto, o presidente Jair Bolsonaro chegou a declarar que os médicos cubanos integrariam “células de guerrilhas e doutrinação”.

Sarampo: entenda os sintomas, riscos e tratamento da doença com focos de surto no Brasil

/ Saúde

Com 2,3 mil casos confirmados de sarampo  nos últimos três meses, o Brasil vive um surto da doença. O epicentro da epidemia está localizado no estado de São Paulo, onde foram confirmados uma morte e 2.299 casos – 98% do total.

Em seguida vêm Rio de Janeiro (12), Pernambuco (5), Santa Catarina (4) e Distrito Federal (3), além de oito estados com um caso cada: Bahia, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Sergipe, Goiás e Piauí. Diante da evolução do surto no país, o Ministério da Saúde anunciou esta semana a aquisição de mais 18,7 milhões de doses de vacina contra o sarampo. O governo tem intensificado a imunização com foco em crianças de até 1 ano e adultos jovens.

Neste mês, o governo anunciou ainda uma nova recomendação para imunização de crianças. No intuito de conter o avanço da doença, o Ministério da Saúde recomenda que crianças entre seis meses e 1 ano  recebam uma dose extra da vacina, com uma imunização denominada “dose zero”. A iniciativa visa a diminuir a incidência nesta faixa etária – grupo com maior presença proporcional de casos, com 38,3 em cada 100 mil habitantes, contra uma média geral de 4,10 em cada 100 mil habitantes.

Em entrevista à Rádio Nacional da Amazônia, a pediatra intensivista e especialista em saúde da criança e do adolescente Roberta Esteves Vieira de Castro explicou que o sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa e que os sintomas iniciais são parecidos com os de um resfriado comum.

A médica destacou que a única forma de prevenção é a vacinação.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa que pode evoluir para complicações e levar à morte. É transmitido por um vírus. Os primeiros sintomas são febre, tosse, coriza, como se fosse um resfriado comum. O paciente pode ter perda de apetite e apresentar conjuntivite, com olhos vermelhos, lacrimejantes e fotofobia.

Surgem manchas vermelhas na pele. Essas erupções começam no rosto, na região atrás da orelha, e vão se espalhando pelo corpo. O paciente também pode sentir dor de garganta. A maioria dos pacientes começa a se sentir melhor depois de dois dias do início da erupção cutânea. Depois de três a quatro dias, as manchas começam a ficar mais castanhas e tendem a desaparecer. A pele pode descamar como se fosse uma queimadura de sol. Muitos ainda têm tosse por uma ou duas semanas.

A grande preocupação é que o sarampo, em crianças pequenas e pacientes imunocomprometidos, pode levar a complicações. A diarreia é a complicação mais comum, mas outras podem aparecer como otite média aguda, pneumonia, hepatite e, até mesmo, encefalite.

A maioria dos casos de mortes decorrem de complicações no trato respiratório ou de encefalite.

Como o sarampo é transmitido?

A transmissão ocorre no contato de pessoa para pessoa e pela propagação no ar. As gotículas de secreções respiratórias de um paciente que tem sarampo podem permanecer no ar por até duas horas, ou seja, a doença pode ser transmitida em espaço público mesmo que não haja contato de uma pessoa com outra. Grandes surtos têm ocorrido em locais de aglomeração como escolas, clubes, aeroportos, shoppings. A pessoa que tem sarampo pode começar a transmitir a doença cerca de cinco dias antes de aparecerem as manchas na pele. Além disso, ela continua transmitindo o vírus quatro dias depois de as erupções terem desaparecido.

Como é a prevenção?

A vacina é a única forma de prevenção. Para combater o avanço do sarampo no país, o Ministério da Saúde recomenda uma “dose zero”, para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. É considerada uma dose extra que não substitui as vacinas do calendário nacional de vacinação – a primeira dose aos 12 meses e uma segunda dose aos 15 meses.

Se um paciente tomou apenas uma dose até os 29 anos, precisa completar o esquema vacinal com uma segunda dose. Se a pessoa não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão de vacinação ou não se lembra se tomou a vacina, o ideal é que ela procure um posto de saúde. Se ela tiver de 1 a 29 anos, precisa tomar duas doses da vacina, com intervalo de 30 dias entre elas. Se tiver de 30 a 49 anos, tem de tomar apenas uma dose.

Qual o tratamento?

Não existe tratamento específico para o sarampo. É necessário que o paciente faça repouso e beba bastante líquido para evitar a desidratação. Como é uma virose, o tratamento é de suporte e tem apenas o objetivo de melhorar o conforto do paciente. Da Agência Brasil