Ministério zera estoque de equipamentos de proteção individual antes de pico da covid

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Semanas antes do pico esperado do novo coronavírus no Brasil, o Ministério da Saúde está sem estoques de equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas, para distribuir a profissionais de saúde.

A pasta aguarda resultado de negociação com fornecedores do exterior. A expectativa é que a reposição do estoque seja encaminhada ainda na noite desta quinta-feira, 2. As informações foram publicadas pelo jornal “O Globo” e confirmadas pelo Ministério da Saúde ao Estado.

O governo já distribuiu cerca de 40 milhões de itens de proteção aos Estados. A expectativa é conseguir outros 720 milhões de produto, sendo 200 milhões de máscaras, mas ainda não há resultado das negociações.

Segundo secretários Estaduais ouvidos pela reportagem, há regiões com mais e menos estoques, mas o ministério tem feito entregas até agora de equipamentos de proteção. Um pedido dos gestores do SUS é para usar aviões, inclusive da FAB, para agilizar o envio dos produtos.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), disse na quarta-feira, 1º, que contratos do governo brasileiro com empresas da China para compras de equipamentos foram desfeitos após os Estados Unidos enviarem mais de 20 aviões cargueiros para adquirir os mesmos itens. “As nossas compras, que tínhamos expectativa de concretizar para poder abastecer, muitas caíram”, disse Mandetta.

Mandetta disse que o cenário para compras é inseguro. “Eu só acredito na hora que estiver dentro do País, na minha mão. Às vezes o colapso é: você tem dinheiro, mas não tem o produto”.

O ministro da Saúde traçou um cenário de extrema dificuldade para aquisição de insumos básicos de proteção e recomendou à população que pare de comprar máscaras descartáveis e faça a sua própria peça de proteção, com pano e elástico. “Hoje, nós estamos muito preocupados com a regularização de estoque desses equipamentos”, disse Mandetta.

Como o Estado mostrou, representantes da indústria dizem já ter alertado o governo federal a apresentar logo a sua proposta ao mercado — senão, pode ficar para trás na corrida global por produtos contra a pandemia.

A indústria brasileira tem tentado aproveitar a queda de casos na China para importar de lá produtos hospitalares. “Claro que vamos disputar isso com Europa, EUA e outros países”, disse ao Estado o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), Franco Pallamolla.

Respiradores

O governo fechou a compra de 15 mil respiradores do tipo “pulmonar microprocessado com capacidade de ventilar pacientes adultos e pediátricos”. A compra custou R$ 1,014 bilhão e a fornecedora é a “Santos-Produtos do Brasil (Macau) Companhia de Investimento e de Comércio LDA”, segundo a publicação no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 2.

Escassez

O Ministério da Saúde reconheceu em nota que “há uma demanda mundial por conta da pandemia, o que tem trazido escassez e dificuldades na produção e entrega desses insumos no cenário internacional, mesmo após a celebração de contratos”.

A pasta informou que tem “lançado alternativas para permitir o maior número de participantes e ofertas de quantidades possíveis dos fornecedores”, como o fracionamento de aquisições, e ressaltou que os valores praticados no mercado estão acima do normal. O governo tem procurado fornecedores nacionais e internacionais.

“O Ministério da Saúde tem analisado todas as possibilidades de compra e os processos acontecem com ampla divulgação. Vence quem apresentar o menor preço, conforme a legislação, de forma transparente e proba. Até o momento, foram distribuídos 40 milhões de itens a estados e municípios”, comunicou a pasta.

Bahia tem terceira morte causada pelo coronavírus, informou a Secretaria de Saúde

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A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informa que registrou nesta quinta-feira (2), o terceiro óbito pelo novo coronavírus (Covid-19) no estado. O paciente era um homem de 88 anos, diabético, cardiopatia em uso de marca passo e tabagista até os 40 anos. Ele estava na UTI de um hospital privado na capital desde 23 de março.

Até o momento, a Bahia diagnosticou 246 pessoas com Covid-19. Outras duas mortes ocorreram, todas em Salvador. São 34 contaminados curados até aqui e 32 que estão internados. Há vítimas da pandemia em 32 cidades baianas.

Fiocruz: profissionais de saúde têm até amanhã para enviar currículos para inscrições

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Termina nesta sexta-feira (3) o prazo de inscrições do processo seletivo para a contratação de profissionais de saúde para o Centro Hospitalar Fiocruz para a pandemia da covid-19, que está sendo instalado na Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, na cidade do Rio de Janeiro. Os profissionais interessados poderão enviar os currículos pela internet, na página da Fiotec.

O Ministério da Saúde destinou R$ 140 milhões para a construção da unidade. Segundo a pasta, nesta primeira fase serão oferecidas cerca de 600 vagas para médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas.

De acordo com o ministério, o centro hospitalar se somará aos esforços dos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro para enfrentamento à doença. Ele contará com 200 leitos exclusivos de tratamento intensivo e semi-intensivo para pacientes graves infectados pelo coronavírus.

“Neste novo espaço, também serão realizadas ações do ensaio clínico Solidariedade (Solidarity), da Organização Mundial da Saúde (OMS). A iniciativa, que receberá investimento de R$ 4 milhões do Ministério da Saúde, tem o objetivo de investigar a eficácia de quatro tratamentos para a covid-19”.

A construção do Centro Hospitalar Fiocruz será dividida em duas etapas, a primeira levará 40 dias e contará com 100 leitos, sendo 50 para tratamento intensivo e 50 para semi-intensivo. A expectativa é de que, ao final de dois meses, toda a obra, com o total dos 200 leitos, já esteja concluída. Da Agência Brasil

Secretário reforça importância do uso de máscaras mesmo sem sintomas do novo coronavírus

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S Fábio Vilas-Boas pede uso de máscara. Foto: Vagner Souza

O secretário de Saúde (Sesab), Fábio Vilas-Boas, reforçou, em entrevista à TV Bahia nesta quinta-feira (2), a recomendação do uso de máscaras para todas as pessoas, mesmo sem sintomas do novo coronavírus.

”Isso é muito importante. Quero fazer um apelo à população e aos empresários. Ajudem a nossa sociedade a adotar esse hábito que vai garantir a proteção, não só a quem está usando, mas a terceiros que não estejam usando”, declarou Vilas-Boas.

”As máscaras têm um efeito de barreira e garantem que as gotículas de saliva não atinjam quem está na frente, diminuindo a chance de quem está sem máscara receber”, acrescentou.

De acordo com o último boletim da Sesab, o estado registra 246 casos confirmados da doença, sendo que 34 pessoas já estão curadas.

Porta-voz do coronavírus, Mandetta faz acenos à economia, mas dobra a aposta no isolamento

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Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Foto: Marcos Corrêa

O avanço de casos do novo coronavírus e o impacto da crise nos planos do governo vêm levando o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a mudar seu discurso de acordo com o aumento do número de casos no país, as cobranças do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a pressão de entidades e aliados. Ainda em janeiro, quando não havia casos confirmados no Brasil, o ministro já falava em ter cautela, mas sem pânico. O cenário, restrito à China na época, passou a ser monitorado por meio de um centro de emergência criado pelo Ministério da Saúde.

Mandetta dizia que o país estava preparado e que os dados iniciais apontavam para uma infecção semelhante a uma gripe, mas que precisava de alerta em casos graves. Aos poucos, com a evolução da doença pelo mundo, Mandetta foi modulando o tom de sua fala; ora elevava a gravidade devido à epidemia ora amenizava-a cada investida do presidente que pretendia minimizar a crise.

Nesta segunda (30), ele posicionou publicamente diante da pressão que vem sofrendo de Bolsonaro para flexibilizar o discurso. ”No momento, devemos manter o máximo grau de distanciamento social para que a gente possa, nas regras que estão nos estados, dar tempo para que o sistema [de saúde] se consolide em sua expansão”, afirmou o ministro, frisando que esse distanciamento não significa ”isolamento absoluto”. ”A pessoa pode fazer uma caminhada, é bom para a parte respiratória. Mas o máximo possível que puder não expor sua família, seus idosos, seu núcleo familiar, melhor.”

O presidente insiste na retomada das atividades, enquanto a Saúde vem fazendo orientações para desestimular a aglomeração de pessoas. ”É preciso entender que vamos ter um código de comportamento, de distanciamento entre pessoas, para que a gente não tenha uma paralisia e morra de paralisia, mas também não tenha um frenesi que cause um megaproblema.”

As idas e vindas no discurso indicam não só influência da avaliação técnica da saúde como do cenário político. Da parte da saúde, a mudança foi visível no último mês. Em entrevista à Folha em fevereiro, após o primeiro caso confirmado, o ministro afirmou que, se o cenário da China se repetisse no Brasil, com cerca de 50 mil casos em São Paulo, seria ”administrável”.

Poucos dias depois, com o aumento vertiginoso de casos na Itália, a avaliação começou a mudar. Mandetta defendeu que a Organização Mundial de Saúde declarasse pandemia em um momento em que a entidade ainda falava apenas em ”risco alto a nível internacional”. Em seguida, em outro sinal mais forte de reconhecimento do impacto da doença, passou a dizer que o vírus é “letal” ao sistema de saúde.

”Não existe nenhum sistema 100% preparado para ser em massa acionado para testes, diagnóstico, internação, isolamento e leitos em CTI.” O risco de um colapso no sistema de saúde foi citado pelo ministro em reunião com empresários. Segundo ele, o Brasil poderia enfrentar a situação ainda em abril. O aumento no alerta, porém, não foi bem recebido no Palácio do Planalto. Com os holofotes centrados na saúde e com elogios públicos à sua atuação, Mandetta passou a ser alvo de cobranças de Bolsonaro para suavizar o discurso e, num primeiro momento, cedeu.

Em uma ocasião, chegou a falar na necessidade de não haver histeria, repetindo palavras de seu chefe. ”Não podemos deixar isso se transformar em histeria e desespero! Calma, serenidade, prevenção e ações eficazes são armas importantes para superarmos o coronavírus”, escreveu no Twitter.

Também passou a criticar medidas de paralisação adotadas por governadores para conter a transmissão do vírus e chegou a endossar parte do discurso de Bolsonaro, que defendeu em pronunciamento o fim do ”contingenciamento em massa”. ”Temos que melhorar esse negócio de quarentena, foi precipitado, foi desarrumado”, disse o ministro. Para ele, alguns governadores “passaram do ponto”.

Mandetta passou então a ser alvo de críticas até de parte dos médicos. Aliados políticos fizeram um apelo para que o ministro se mantenha firme tanto no cargo quanto na defesa de suas convicções de especialista. O aconselhamento surtiu efeito, e desde o último sábado ele mudou o tom de novo, voltando a mostrar apoio a medidas de isolamento adotadas pelos estados.

”Ainda não dá para falar: ‘Libera todo mundo para sair’, porque a gente não está conseguindo chegar com o equipamento ‘just in time’ [na hora certa], como a gente precisa”, disse o ministro. ”Se sair andando todo mundo de uma vez, vai faltar [atendimento] para rico e pobre.” Também deu recados a apoiadores do Bolsonaro.”Daqui a duas, três semanas, os que falam ‘vamos fazer carreata” serão os mesmos que vão ficar em casa.”

No sábado, o ministro propôs ao presidente um alinhamento de discurso. A fala foi endossada por outros auxiliares de Bolsonaro, e um acordo foi firmado. Não durou 24 horas. No domingo, o presidente saiu às ruas de Brasília. Bolsonaro segue insistindo em isolamento apenas dos grupos de risco e fala na retomada do comércio. Mandetta se opôs à ideia nesta segunda-feira (30).

”É só pegar as pessoas com mais de 60 anos e cuidar? Como se essas pessoas estivessem dentro de uma cápsula. Essas pessoas moram com vocês, têm netos, têm filhos, trabalham, pegam ônibus, são ambulantes”, disse. ”Por enquanto mantenham as recomendações dos estados, porque nesse momento temos muitas fragilidades no sistema de saúde.” Com informações da Folha de SP

Covid-19: número de mortes no país sobe para 136, diz boletim do Ministério da Saúde

/ Saúde

O Ministério da Saúde divulgou uma nova atualização neste domingo (29) dos dados sobre o novo coronavírus (covid-19), no Brasil. O número de mortes chegou a 136, 22 a mais do que o número anunciado pela pasta nesse sábado (28), quando foram registrados 114 óbitos.

São Paulo concentra 98 do total de mortes, seguido por Rio de Janeiro (17), Ceará (cinco) e Pernambuco (cinco), Paraná (dois), Rio Grande do Sul (dois), Santa Catarina (um), Goiás (um), Distrito Federal (um), Rio Grande do Norte (um), Piauí (um) e Amazonas (um). Com 22 novas mortes, foi o maior resultado diário registrado desde o início, juntamente com o de ontem, que teve o mesmo número.

Em relação ao perfil das pessoas que morreram, 39,2% eram mulheres e 60,8%, homens. Mantendo o padrão identificado ao longo da semana, 90% tinham mais de 60 anos e as doenças crônicas mais associadas foram cardiopatias, diabetes, pneumopatia e condições neurológicas.

Os casos confirmados da doença aumentaram de 3.904 para 4.256. O resultado de mais 352 pessoas infectadas marcou um crescimento de 9% em relação ao total de ontem. O total, contudo, foi menor do que o registrado em dias anteriores, quando os novos casos ficaram entre 482 e 502.

Em entrevistas à imprensa, durante a semana, a equipe do Ministério da Saúde afirmou que era esperado um crescimento diário de até 33%. Em comparação com o início da semana, quando havia 1.891 casos, o total representa uma ampliação de 225%.

Os estados com mais casos foram São Paulo (1.406), Rio de Janeiro (558), Ceará (314), Distrito Federal (260) e Minas Gerais (205). A menor incidência está em estados da Região Norte, como Amapá (quatro), Rondônia (seis), Tocantins (nove) e Amazonas (14).

O índice de letalidade, que começou a semana abaixo de 2%, atingiu 3,2% com o balanço de hoje. Na distribuição por estados, os mais altos são em São Paulo (6,8%), Pernambuco (6,8%), Rio de Janeiro (2,4%), Goiás (1,7%) e Rio Grande do Norte (1,5%). O número de hospitalizações em razão do novo coronavírus chegou a 625.

Em todo o mundo, o painel de monitoramento da Organização Mundial da Saúde (OMS) registra hoje 638. 461 mil casos e 30.105 mil óbitos, em 202 países. Os Estados Unidos são o país com mais casos confirmados (103.321), seguidos por Itália (94.472), China (82.356), Espanha (72.248) e Alemanha (52.547).

Covid-19: Secretário Vilas-Boas lamenta 1ª morte e atualiza para 147 número de casos

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Secretário de Saúde do Estado, Vilas-Boas. Foto: Instagram

O secretário de Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, lamentou a primeira morte decorrente da Covid-19. O paciente de 74 anos tinha doença preexistente, estava internado há dez dias, esteve em ventilação mecânica, mas uma insuficiência renal complicou o quadro.

”Nossos sentimentos à família”, disse o secretário, em áudio disparado pelo WhatsApp no final da manhã deste domingo (29).

De acordo com Vilas-Boas, o número de casos confirmados de coronavírus na Bahia já chega a 147. A expectativa é que o número aumente significativamente nos próximos dias, apesar de a curva de contaminação esteja abaixo daquela projetada pela pasta. Na avaliação do secretário, tem feito diferença as medidas de contenção adotadas pelo governo, entre elas o distanciamento social.

As recomendações, inclusive, seguem as mesmas: todas as cidades que possuem casos de coronavírus, ou aquelas vizinhas a esses municípios, devem permanecer com comércio fechado, rodoviárias fechadas e população em casa.

Ao longo dessa semana, devem ser inauguradas 18 unidades de triagem em todo o estado, para receber pessoas com quadros gripais suspeitos de coronavírus. O objetivo é que as pessoas evitem ir a hospitais e Unidades de Pronto-Atendimentos gerais.

”Onde houver centro de triagem, essas pessoas deverão buscar o centro e preservar as equipes médicas e outros pacientes das demais unidades”, explicou Vilas-Boas.

Além das inaugurações, o titular da Sesab anunciou também a contratação de mais de 500 leitos a mais de UTI em serviços privados e municipais de saúde, que serão distribuídas por região.

Brasil tem 3.904 casos e 114 mortes por covid-19, informa o Ministério da Saúde

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A covid-19 já foi diagnosticada em 3.904 pessoas no Brasil, tendo resultado na morte de 114 vítimas. Com isso, a taxa de letalidade da doença no país está em 2,8%, segundo balanço do Ministério da Saúde, divulgado neste sábado (28).

No balançode ontem (27), o número de diagnosticados estava em 3.417, e o de mortes em 92 (taxa de letalidade de 2,7%). O número de casos registrados nas últimas 24 horas, portanto, soma 487.

São Paulo é o estado com maior número de infecções comprovadas, com 1.406 casos e 84 óbitos, com taxa de letalidade em 6%. Apesar de ter os maiores números absolutos, São Paulo tem taxa de letalidade menor que o Piauí, que soma 11 casos e uma morte, com índice de letalidade em 9,1%; e que Pernambuco (68 casos, cinco mortes e letalidade em 7,3%).

O segundo estado com mais casos absolutos confirmados é o Rio de Janeiro, com 558 pessoas infectadas e 13 óbitos (letalidade em 2,3%). Minas Gerais vem em terceiro lugar, na contabilidade dos casos, com 558 comprovações, mas sem mortes registradas até o momento.

Plano da Saúde prevê escolas e universidades fechadas em abril e afastamento de idosos

/ Saúde

O Ministério da Saúde distribuiu aos estados um plano de transição à quarentena adotada para combate à pandemia do coronavírus. A proposta prevê que escolas e universidades fiquem fechadas até o fim do mês de abril, com possibilidade de extensão também para o mês de maio.

O documento, elaborado pela equipe técnica do ministério, foi enviado a secretários de saúde na manhã deste sábado (28).

O planejamento também sugere que haja afastamento de idosos e pessoas de grupos de risco de atividades sociais e trabalho por três meses, além de outras medidas de distanciamento para o restante da população —incluindo veto a eventos, cinemas, cultos e incentivo a práticas de home office.

Na manhã deste sábado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) convocou ministros para uma reunião no Palácio do Alvorada. O presidente tem defendido a necessidade de implementar um isolamento vertical —mantendo as restrições apenas para pessoas acima dos 60 anos e classificadas como grupos de risco— e a liberação de todas as atividades comerciais, além de igrejas e templos.

Além de sugerir escolas e universidades fechadas em abril, o documento do Ministério da Saúde prevê outras ações. Para bares e restaurantes, o plano sugere reduzir em 50% a capacidade instalada e reforço de ações de prevenção.

A proposta prevê ainda que trabalhadores informais sejam contratados como uma espécie de “promotores de saúde” durante o período de emergência. Entre as funções, estão dar orientações à população nas ruas e identificar idosos e enviá-los às suas casas.

Segundo pessoas que receberam o plano, a proposta objetiva dar aos estados estratégias de transição em relação à quarentena —tanto para estados que já tiveram medidas mais rígidas implementadas quanto para aqueles que ainda não adotaram ações. O plano, porém, não esclarece se estados que já adotaram ações teriam que flexibilizar as medidas, embora ainda sem abertura total.

Para o presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde), Alberto Beltrame, as medidas legitimam parte das ações já adotadas em alguns locais e dão espaço para aqueles que não as implementaram as adotem. ”Só não está escrito ‘fique em casa’, mas, para mim, a orientação está muito clara”, diz. ”Pela primeira vez, o ministério diz claramente: cancele eventos e feche escolas”, afirma.

Em parte, no entanto, ao frisar o afastamento de idosos e permitir abertura de bares em metade da capacidade, o documento indica um alinhamento às propostas de Bolsonaro, que defende o isolamento restrito a idosos e pessoas com doenças crônicas. Isso ocorre porque o texto cita recomendação de distanciamento social apenas desses grupos, com possibilidade de suporte financeiro pelo governo.

Por outro lado, o incentivo ao home office, o veto a eventos, cinemas e cultos, além da proposta de fechamento de escolas até o fim de abril, endossam ações já adotadas em alguns locais.

Segundo o documento, a previsão é de que o plano seja anunciado oficialmente a partir do dia 6 de abril, antes da Páscoa, de forma a evitar aglomerações. A crise dentro do governo, no entanto, coloca em dúvida a certeza se serão implementadas.

Por ora, o documento está sendo discutido no âmbito técnico e não foi apresentado para a Casa Civil da Presidência. Decisão política a respeito não foi tomada. A situação ocorre em um contexto em que o presidente vem fazendo críticas ao que chama de ”confinamento em massa”.

O tema foi discutido entre Bolsonaro e ministros na manhã deste sábado, em encontro que durou cerca de duas horas com foco em ações tomadas na semana e o afrouxamento das restrições impostas em alguns estados.

O primeiro ministro a chegar foi Sérgio Moro (Justiça) às 8h30. Também participam Luiz Henrique Mandetta (Saúde), Fernando Azevedo (Defesa), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), Walter Braga Netto (Casa Civil) e o diretor-presidente substituto da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres.

O presidente quer a liberação do comércio em todo o país. Neste sábado, a Justiça do Rio proibiu o governo federal vincular nas redes sociais e na imprensa a campanha #OBrasilnãopodeparar, criada pelo governo para pressionar estados e municípios a suspenderem as medidas restritivas.

A Justiça do Rio derrubou nesta sexta (27), em caráter liminar, parte do decreto do presidente publicado na quinta (26) que liberava o funcionamento de igrejas e tempos e de loteria.

Folha de S.Paulo

Em estado grave com coronavírus, ex-deputado apresenta disfunção renal e inicia hemodiálise

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Augusto Castro está internado em Itabuna. Foto: Divulgação

O ex-deputado estadual Augusto Castro (PSD), que testou positivo para o novo coronavírus apresentou disfunção renal e está sendo tratado com hemodiálise, conforme boletim informativo da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, onde o paciente está internado desde terça-feira (24).

Segundo o informativo médico, o ex-parlamentar baiano de 50 anos está sedado e respira com ajuda de aparelhos. Por outro lado, Augusto apresentou melhora no padrão respiratório.

A Santa Casa de Itabuna tem ainda um caso suspeito da Covid-19 na sua enfermaria, aguardando resultado de exames. As informações são do site Bahia Notícias

”Sem uma ação agressiva, milhões podem morrer”, afirma o diretor-geral da OMS

/ Saúde

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. Foto: OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quinta-feira (26) que, nos últimos dois dias, o mundo inteiro registrou mais de 100 mil novos casos do novo coronavírus. Segundo a organização, ao todo, já são mais de meio milhão de pessoas infectadas.

Na última segunda-feira (23), a OMS apresentou um balanço dos casos a cada 100 mil para alertar como a pandemia tem acelerado. Segundo a organização, os primeiros 100 mil casos de Covid-19 foram registrados em 67 dias, mas foram necessários apenas mais 11 dias para dobrar e atingir 200 mil casos e outros quatro dias para chegar a 300 mil casos.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que a pandemia tem acelerado a uma taxa exponencial. ”Sem ação agressiva em todos os países, milhões poderão morrer”, informou em suas redes sociais.

O diretor-geral escreveu também que a pandemia do novo coronavírus é ”a crise de saúde que define o nosso tempo. Estamos em guerra com um vírus que ameaça nos separar – se deixarmos.”

De acordo com monitoramento coordenado pela Universidade Johns Hopkins, até o meio da tarde desta quinta-feira (26) 510.108 pessoas testaram positivo para a Covid-19, doença provocada pelo vírus. O balanço ainda aponta 22.993 mortos e 120.983 recuperados.

Prefeitura de Ilhéus confirma segundo caso do novo coronavírus; paciente se encontra em isolamento

/ Saúde

A prefeitura de Ilhéus confirmou, no início da noite desta quinta-feira (26), o segundo caso da Covid-19 no município. O paciente, do sexo masculino, foi infectado em outro estado, com transmissão comunitária comprovada, onde foi participar de uma atividade profissional. Ele se encontra em isolamento domiciliar.

A confirmação acontece após o último boletim do governo estadual, que anunciou 108 casos confirmados do novo coronavírus na Bahia. Com mais essa contaminação registrada em Ilhéus, o estado chega a pelo menos 109 pessoas contaminadas.

Ilhéus ainda espera os resultados dos exames de 41 casos suspeitos da Covid-19. Por outro lado, 36 já foram descartados. As informações são do Bahia Notícias

Brasil tem 77 mortes confirmadas e 2.915 pessoas diagnosticadas com covid-19

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Ministério da Saúde revela número de casos. Foto: Marcos Corrêa

O número de mortes pela covid-19 chegou a 77 nesta quinta-feira (26), corrigiu o Ministério da Saúde, depois de ter anunciado 78 óbitos. Em relação a ontem, houve um aumento de 20 casos, quando o registrado foi 57 óbitos. O Ministério da Saúde informou que são 2.915 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus, o número representa 482 novas confirmações em relação à última atualização dos dados da pandemia no País. O índice de letalidade está em 2,7%.

Os estados com maior número de infectados são São Paulo (1052), Rio de Janeiro (421), Ceará (235) e o Distrito Federal (200). A maior parte dos óbitos pela doença também ocorreram em São Paulo (58). O Rio registra nove mortes, Pernambuco e Ceará três cada, enquanto Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Amazonas e Goiás registraram um óbito cada.

Se observada as idades das pessoas contaminadas em estado grave, o maior grupo de risco até o momento está concentrado entre 60 e 79 anos. De um total de 391 casos graves avaliados, cerca de 80 pessoas tinham entre 60 e 69 anos e outras 70 pessoas, entre 70 e 79 anos. Há alto registro, porém, de pessoas contaminadas com idade entre 30 e 49 anos, que somam cerca de 110 casos.

No quadro de vítimas fatais, porém, o perfil dos óbitos mostra uma concentração entre idosos. Entre os 59 casos avaliados até o dia 26 de março, quase 40 são de pessoas com idade entre 70 e 89 anos.

”Os dados mostram que as maiores vítimas são os idosos, mas também qualquer pessoa que tenha cardiopatia ou diabetes”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.

Os números mostram o avanço da Covid-19 no Brasil desde que o primeiro caso da doença foi confirmado aqui, há um mês. O primeiro resultado positivo para o novo coronavírus no país saiu no dia 25 de fevereiro, quando um homem de 61 anos com histórico de viagem para a Itália testou positivo para a doença.

Desde então, Estados já decretaram emergência em saúde e calamidade pública, e em reunião virtual com o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) na quarta-feira, governadores reiteraram os procedimentos de isolamento adotados para conter a pandemia do novo coronavírus. A manutenção das medidas é recomendada por epidemiologistas e infectologistas.

Em entrevista coletiva ontem, o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que ”temos que melhorar esse negócio de quarentena, não ficou bom. Foi precipitado, foi desarrumado”. Aliados no DEM interpretaram a fala como um recuo estratégico após pronunciamento de Jair Bolsonaro em rede nacional na terça-feira, 24, quando o presidente voltou a falar em ”histeria” em torno da pandemia do novo coronavírus e criticou o fechamento de escolas, entre outras medidas adotadas por governos e municípios.

Sob pressão, Mandetta, que muitos achavam que até poderia deixar o cargo por causa da pressão de Bolsonaro, suavizou o tom e negou a intenção de deixar a equipe. Ele procurou dizer, durante a entrevista de quarta-feira, que sua preocupação é com a saúde e a vida das pessoas, e que as quarentenas impostas pelos Estados têm prejudicado, inclusive, o trabalho médico.

A voz dissonante foi do vice-presidente Hamilton Mourão, que continuou defendendo o isolamento social. ”A posição do nosso governo, por enquanto, é uma só: isolamento e distanciamento social. Isso está sendo discutido e ontem (terça-feira, 24) o presidente buscou colocar. Pode ser que ele tenha se expressado de uma forma, digamos assim, que não foi a melhor”, afirmou.

Ex-deputado Augusto Castro está em estado grave e entubado, em Itabuna com suspeita de coronavírus

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Augusto Castro está internado em estado grave. Foto: Divulgação

O ex-deputado estadual Augusto Castro (PSD) está internado, em estado grave, entubado e com suspeita de infecção pelo novo coronavírus, em Itabuna. De acordo com informações publicadas pelo Bahia Notícias, ele retornou recentemente de viagem aos Estados Unidos e nesta terça-feira (25) apresentou um problema respiratório, com falta de ar e sintomas de gripe.

A família decidiu levá-lo ao médico para fazer exames. No hospital, os médicos decidiram pela internação e a realização de uma bateria de exames. Foi levantada a possibilidade de uma crise de ansiedade e de infecção pelo novo coronavírus.

Durante a internação, o quadro do ex-deputado se agravou e ele precisou ser encaminhado para a UTI, onde se submeteu ao processo de entubação. A equipe médica ainda aguarda o resultado do exame para a Covid-19.