Prefeito diz que mesmo com aumento dos leitos de UTI, Salvador chegará a 100% de ocupação

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Prefeito de Salvador, Bruno Reis. Foto: Reprodução/YouTube

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), revelou em conferência de imprensa, nesta sexta-feira (26), que mesmo com o aumento de 40 leitos de UTI na capital baiana, após a regulação de pacientes com Covid-19 nas UPAs, a cidade chegará a 100% de ocupação nos leitos de terapia intensiva. O democrata ainda teme a falta de respiradores para atender a demanda.

”Quando regularmos esses pacientes que estão nas UPAs, nós chegaremos a 100% de ocupação dos leitos de UTI. É verdade que esses novos leitos dão mais folga, aumenta nossa margem de manobra, mas esses leitos não vão tirar a prefeitura, o governo do estado e a rede privada do risco iminente de colapso”, alertou o prefeito, segundo o site bahia.ba.

De acordo com Bruno Reis, se os números não caírem nos próximos dias, não adiantará todo o esforço realizado pela prefeitura para evitar que falte atendimento adequado aos pacientes com coronavírus.

Em depoimento à PF, Pazuello muda versão e diz que só foi alertado às vésperas do colapso em Manaus

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Em depoimento à Polícia Federal obtido pelo jornal Estado de S.Paulo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mudou a versão do governo e disse que não soube do colapso no fornecimento de oxigênio a Manaus (AM) no dia 8 de janeiro, diferentemente do que a Advocacia-Geral da União (AGU) havia informado ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o general, essa data foi inserida por engano em uma manifestação oficial do governo em outro processo do STF, em que partidos buscam garantir a vacinação da população brasileira contra a covid-19.

Pazuello prestou depoimento no dia 4 de fevereiro no Hotel de Trânsito de Oficiais do Exército, em Brasília, no âmbito do inquérito sigiloso do Supremo que apura se o ministro foi omisso no enfrentamento da pandemia em Manaus. O teor do depoimento, assim como o inquérito, está sob sigilo. Após a conclusão das investigações, caberá ao procurador-geral da República, Augusto Aras, decidir se denuncia ou não o titular da Saúde.

O depoimento de Pazuello contrasta com uma manifestação assinada pelo ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), José Levi, que afirmou que o Ministério da Saúde ficou sabendo da ”crítica situação do esvaziamento de estoque de oxigênio em Manaus” no dia 8 de janeiro, a partir de um e-mail enviado pela White Martins, fabricante do insumo.

No depoimento à PF, Pazuello afirma que ”o documento mencionado nunca foi entregue oficialmente ao Ministério da Saúde, bem como a empresa nunca realizou contatos informais com representantes do Ministério”. O general ainda afirma que um aviso da White Martins do dia 8 é citado em manifestação do governo ao Supremo por ”equívoco” de um funcionário do Ministério da Saúde.

“E o equívoco se deu em virtude do prazo exíguo de 48 horas para apresentação da resposta junto ao STF”, informou Pazuello no depoimento. ”O documento chegou ao conhecimento do Ministério da Saúde via Secretário da Saúde do Estado do Amazonas quando da busca de elementos para apresentação de resposta ao Supremo Tribunal Federal por intermédio da AGU na ADPF 756”, completa o ministro.

Pazuello reconhece que recebeu pedido do governo Amazonas de envio de 150 cilindros no dia 8 e que o Centro de Operações de Emergência (COE, da Ministério Saúde) avisou, em 9 de janeiro, sobre “colapso dos Hospitais e falta da rede de oxigênio”. O general afirma, porém, que ”não houve qualquer tipo de menção ao iminente colapso de fornecimento de oxigênio na cidade de Manaus-AM” até aquele momento, segundo registra o depoimento. O ministro disse à PF que apenas na noite do dia 10 o governador do Amazonas, Wilson Melo (PSC), relatou ”um problema de abastecimento de oxigênio”.

O general afirma que, a partir desta data, o Ministério da Saúde passou a centralizar ações para entrega do insumo ao Estado, com a criação de um centro de controle com participação do governo local, Comando Conjunto Amazônia e agências envolvidas no combate à pandemia.

”A partir do dia 12 uma série de medidas passaram a ser adotadas pelo CICC (— Centro Integrado de Coordenação e Controle), coordenado pelo Ministério da Saúde, Justamente para evitar a falta de oxigênio”, registra o depoimento de Pazuello. “Em decorrência da urgência e emergência da situação, o declarante por meio do CICC acabou por assumir questões da infraestrutura logística no tocante ao fornecimento do oxigênio, indo além das atribuições previstas para o Ministério da Saúde”, ainda informou Pazuello à PF.

O depoimento não aponta uma data exata em que Pazuello soube do colapso da entrega de oxigênio. O ministro, porém, afirma em 11 de janeiro convocou uma reunião com secretários de municípios e do Amazonas ”com o objetivo de atender a abrangência da falta de oxigênio e demais óbices no atendimento de saúde”.

O inquérito aberto pelo STF pode levar a uma condenação do general da ativa e até mesmo, em última análise, à sua perda de posto e patente pelo Superior Tribunal Militar (STM). Em outras palavras, na visão de especialistas ouvidos pelo Estadão, o oficial do Exército coloca em risco sua carreira militar por atos como agente político.

Manifestação

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde ainda não se manifestou. A AGU, por sua vez, informou que ”não comenta sobre processos em curso na respectiva atuação judicial e extrajudicial”. *Estadão Conteúdo

Em UTI, Fábio Vilas-Boas está sem febre e com inflamação nos pulmões ”controlada”

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Fábio está internado na UTI do Hospital Aliança. Foto: Sesab

Em vídeo publicado nesta sexta-feira (26) nas redes sociais do secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, o médico pneumologista Sérgio Jezler afirma que o secretário está com a inflamação dos pulmões por Covid-19 controlada, mas ainda não tem previsão de alta.

Segundo o pneumologista, Vilas-Boas está ”sem febre, sem falta de ar, consciente, ativo, usando oxigênio em baixo fluxo e com todos os sinais de inflamação controlados”.

O secretário de Saúde está internado na UTI do Hospital Aliança, em Salvador, onde faz fisioterapia respiratória.

General Pazuello diz que nova variante do coronavírus faz parte de uma nova etapa da pandemia

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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse hoje (25) que estamos em uma “nova etapa” da pandemia da Covid-19, marcada pelo alastramento da variante do coronavírus que foi descoberta em Manaus.

Segundo ele, para enfrentar esse momento, uma das estratégias usadas será a remoção de pacientes entre estados que enfrentam lotação de unidades de terapia intensiva (UTI). O ministro não deu detalhes sobre as remoções.

Pazuello fez a declaração após reunião com os conselhos de secretários de saúde, conforme o G1. Contra o atual aumento de casos, ele disse que vai atuar com ”atendimento imediato na unidade básica de saúde”, ”estruturação em capacidade de leitos” e ”vacinação”

Presidente de Consórcio de prefeitos do Sul da Bahia assina protocolo para compra da vacina Sputnik V

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Marcone, prefeito de Aratuípe. Foto: Políticos do Sul da Bahia

A Associação dos Municípios da Região Cacaueira da Bahia (Amurc), entidade que representa os prefeitos do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano, assinou nesta quinta-feira (25) um protocolo de intenção para a compra de cerca de um milhão de doses da vacina russa Sputnik V.

O presidente da entidade, Marcone Amaral (PSD), prefeito de Itajuípe, no Litoral Sul, disse em entrevista ao site Políticos do Sul do Estado confirmou o interesse. ”Assinamos o protocolo de intenção de compras de aproximadamente um milhão de doses para os municípios da AMURC. Se o governo liberar vamos fazer o rateio entre os municípios para comprar a vacina. Gostaria de agradecer o presidente da câmara de Itabuna, Erasmo que fez a intermediação,  e o deputado Rosemberg Pinto”, disse. Com informações do site Bahia Notícias

Estado da Bahia recebe mais 79.200 doses da vacina Sinovac/Butantan, para vacinação contra Covid

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Doses da vacina chegaram ao Aeroporto. Foto: Divulgação/ SESAB

Chegaram na noite desta quarta-feira (24), no aeroporto de Salvador, 79.200 doses da vacina Sinovac/Butantan, enviadas para vacinação contra o coronavírus.

O imunizante que será distribuído aos municípios baianos foi enviado para o almoxarifado da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), segundo informou a pasta.

Prefeitura de Guanambi anuncia lockdown de dez dias para tentar frear avanço do coronavírus

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A gestão municipal da cidade de Guanambi, no Sertão Produtivo, anunciou o fechamento total das atividades a partir da próxima segunda-feira (1º). A  medida visa frear o avanço das contaminações pelo novo coronavírus na cidade. O lockdown terá validade de dez dias e pode ser prorrogado caso não haja recuo da curva de contágio.

De acordo com a secretária de Saúde Roberta Mota, que fez o anúncio na noite desta quarta-feira (24), a decisão  será publicada no próximo diário oficial. ”Não estamos fora de um contexto, quem tem acompanhado as informações da Bahia e do Brasil percebe que este não é o cenário apenas de Guanambi. Este é um cenário que precede o colapso do sistema de saúde”, disse.

Ainda de acordo com a gestora, nas últimas semanas a cidade tem tido o que ela chamou de ”uma piora expressiva no aumento do número de casos”, principalmente nos últimos dez dias. Na cidade, 3.595 pessoas testaram positivo para a doença desde o início da pandemia. Deste total, 3.432 são considerados curados e 23 óbitos foram registrados.

A mudança no perfil da doença, que passou a acometer os mais jovens com maior gravidade, também colaborou para a tomada de decisão. ”Nosso último decreto trouxe o fechamento parcial dos nossos estabelecimentos e, desde a outra semana já falávamos na possibilidade de lockdow. Essa decisão exige muito da gestão pois impacta em vários setores como economia, mobilidade, comércio. A população sofre com isso, todos nós sofremos,  mas o lockdown acaba se tornando necessário quando as medidas que estão sendo tomadas são insuficientes para controlar a disseminação do vírus”, pontuou. As informações são do site Bahia Notícias

Ministério da Saúde diz que começa distribuição de 3,2 milhões de doses da vacina contra covid-19

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O Ministério da Saúde apresentou nesta quarta-feira (24) o quantitativo de distribuição dos 3,2 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 entregues ontem (23) à pasta pela Fundação Oswaldo Cruz e pelo Instituto Butantan. Do total recebido, 2 milhões de doses são da vacina da AstraZeneca/Oxford, importadas da Índia, e 1,2 milhão, do imunizante do Instituto Butantan. A distribuição dos imunizantes deve ocorrer nos próximos dias.

De acordo com a pasta, a chegada de mais vacinas vai permitir a ampliação da vacinação para outros grupos prioritários: agora, terão prioridade pessoas nas faixas de 85 a 89 anos e de 80 a 84 anos, 3.837 indígenas e 8% dos trabalhadores da Saúde.

Até então, a Campanha Nacional de Vacinação previa a incorporação dos idosos de 90 anos ou mais (100%); trabalhadores da Saúde (73%); pessoas idosas (60 anos ou mais) residentes em instituições de longa permanência institucionalizadas (100%); pessoas com deficiência, a partir de 18 anos, moradores em residências inclusivas institucionalizadas (100%); indígenas vivendo em terras indígenas com 18 anos, ou mais, atendidos pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (100% do quantitativo inicial repassado pela Secretaria de Saúde Indígena – Sesai).

Ainda segundo o Ministério da Saúde, o envio das doses aos estados vai ocorrer de forma proporcional e igualitária, conforme estabelece o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19, que prevê os grupos prioritários.

Entretanto, devido à situação epidemiológica, a Região Norte receberá 5% do total de doses de vacinas em cada fase de distribuição. ”Desse total, 70% [destinam-se] ao Amazonas, 20% ao Pará e 10% Acre, para também atender aos seguintes grupos prioritários: Amazonas: 86.667 pessoas entre 60 e 69 anos; Pará: 24.762 na faixa entre 80 e 84 anos; e Acre, 12.381 pessoas entre 70 e 84 anos”, informou o ministério.

A Secretaria de Vigilância Sanitária (SVS) do Ministério da Saúde disse que a nova remessa de doses de vacina recebidas pelo Butantan corresponde à entrega de duas doses. Com isso, estados e municípios devem fazer a reserva do imunizante para aplicação da segunda dose, conforme o prazo recomendado de duas a quatro semanas.

Já a vacina da AstraZeneca corresponde à entrega da primeira dose. O ministério informou que a segunda dose será distribuída em outro momento, já que o imunizante tem prazo maior para realizar a outra aplicação. O quadro de distribuição das vacinas está contido no informe técnico da SVS sobre o plano de vacinação.

No caso da CoronaVac, está prevista a aplicação de duas doses por pessoa, no espaço de duas a quatro semanas. No informe técnico divulgado hoje, os técnicos da Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações alertam os estados sobre a necessidade de reservar a quantidade suficiente de CoronaVac para aplicar a segunda dose.

”Tendo em vista o intervalo entre a Dose 1 e Dose 2 (duas a quatro semanas), e considerando que ainda não há um fluxo de produção regular da vacina, orienta-se que a D2 fique reservada para garantir que o esquema vacinal seja completado dentro desse período, evitando prejuízo nas ações de vacinação”, diz o documento.

Os 2 milhões de doses da vacina da Astrazeneca/Oxford poderão ser usados para ampliar o número de pessoas que receberão a primeira dose da vacina, pois a pasta assegura que receberá novo lote do imunizante a tempo de garantir a segunda dose, que, no caso da Astrazeneca, deve ser aplicada em 12 semanas. Da Agência Brasil

Primeira vacinada na Bahia, enfermeira Maria Angélica de Carvalho foi infectada pelo novo coronavírus

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Primeira vacinada na Bahia, em 19 de janeiro, a enfermeira Maria Angélica de Carvalho Sobrinho, de 53 anos, foi infectada pelo novo coronavírus. A profissional da área de saúde está internada no Instituto Couto Maia, onde trabalha.

Diretora-geral da unidade de saúde, a infectologista Ceuci Nunes, explicou que o casa não te relação com uma eventual reação à vacina. ”A proposta da vacina é de duas doses e a proteção maior vai acontecer 20 dias após a segunda dose”, disse a médica. A enfermeira que foi a primeira vacinada passa bem.

Maria Angélica tinha segunda dose prevista para o dia 16 deste mês e começou a sentir os sintomas três dias antes. Ceuci Nunes destaca que as vacinas em uso não dão garantias que impedem a infecção pelo novo coronavírus.

A proteção é para não desenvolver a doença. Um infectado vacinado pode transmitir o vírus a terceiros.Segundo Ceuci, por esse motivo mesmo as pessoas vacinadas devem seguir usando máscara e mantendo o distanciamento social, até que pelo menos 60% da população brasileira esteja imunizada.

MP abre inquérito civil para apurar se ministro da Saúde cometeu improbidade administrativa

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Eduardo Pazuello está na mira do MP. Foto: Reprodução/MS

A Procuradoria da República do Distrito Federal abriu inquérito civil para apurar se o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, cometeu improbidade administrativa em relação a ações de combate à pandemia do coronavírus.

O Ministério Público Federal vai investigar se houve: ilegalidade no uso de recursos para comprar medicamentos sem eficácia comprovada; baixa execução orçamentária dos recursos no combate à Covid; omissão de providências do ministério na compra de vacinas.

O inquérito aberto no âmbito da Procuradoria do Distrito Federal é de natureza civil, em outra frente, a penal, o ministro já é investigado em inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal.

Prefeito de Maracás visita hospital, diz que situação é preocupante e apela por isolamento social

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Prefeito e secretária de Saúde no interior do hospital. Foto: Divulgação

O prefeito de Maracás, Soya Novais, acompanhado da secretária municipal de Saúde, Darlene Rosa, visitou, na noite desta segunda-feira (22), o Hospital Municipal Álvaro Bezerra, para acompanhar de perto dados relacionados ao Coronavírus no Município.

O número de óbitos distribuídos entre as 20 cidades que compõem o território do Vale do Jiquiriçá desde o inicio da pandemia é de 170, e Maracás é a cidade com o maior número de mortes, 32 no total.

Até esta terça, foram registrados pela Secretaria de Saúde 1.787 casos, com 107 ativos atualmente. Para o prefeito, a situação é preocupante e o que mais lhe chama a atenção é a dificuldade que a prefeitura enfrenta para a transferência de pacientes com quadro agravado do vírus, para os grande centros, em face da superlotação de UTIs/Covid. ”Estamos enfrentando a nova variante do coronavírus, vendo pessoas aqui no hospital aguardando vagas em UTI e essas vagas não estão surgindo como antes. O hospital de Maracás conta com respiradores, com uma UTI/Móvel, mas não são os recursos suficientes para tratar os pacientes e por isso pedimos a compreensão da população, para evitar aglomeração, para nos ajudar. Estamos cumprindo o decreto do governo e vamos cumprir tudo quilo que for decretado para tentar frear essa doença.”, assegura o prefeito.

De acordo com a secretária de Saúde, Darlene, a direção do Hospital desativou salas que funcionavam como centro cirúrgico e ala de partos para acolher pacientes com Covid. Ela revelou que duas pessoas aguardam transferência para tratamento fora do Município, mas que até esta noite não foi possível transferi os pacientes.

A unidade municipal dispõe de 45 leitos, com 15 direcionados ao Coronavírus. ”A vacinação ainda está se iniciando, mas recebemos 700 doses até agora. É um clima muito angustiante para todos nós, para os profissionais de saúde e não temos recursos a nível de UTI instalada no hospital para salvar uma vida. O comitê da Covid registra diariamente um grande número de pessoas para testagem e os casos só aumentam. Vamos precisar da colaboração de cada um, para que cumpram as determinações e assim nos ajudar a conter a doença, sem esquecer  uso da máscara”, reforça a secretária

Pelo quarto dia consecutivo, Bahia registra maior número de pacientes internados em UTI/Covid

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A Bahia registrou, nas últimas 24 horas, 2.146 novos casos confirmados da Covid-19 e 63 mortes em decorrência da doença, segundo boletim divulgado hoje (22) pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Ao todo, a Bahia tem 655.481 casos confirmados e 11.254 óbitos desde o início da pandemia.

No total, 627.674 pessoas já estão curadas da doença. Na Bahia, 41.969 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

No estado, dos 1113 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para coronavírus, 893 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de UTI adulto de 80%.

”Nem eu nem o governador hesitaremos em fechar tudo se houver o risco do colapso”, diz Bruno Reis

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Prefeito fala em endurecer medidas na capital. Foto: Rede social

O prefeito Bruno Reis (DEM) declarou, em coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (22), que nem ele nem o governador Rui Costa (PT) hesitarão em ”fechar tudo” em caso de colapso na saúde diante do aumento de casos da Covid-19.

O atual gestor da capital baiana ameaçou desativar as demais fases. ”Nem eu nem o governador hesitaremos em fechar tudo se houver o risco do colapso. O risco existe e está aí. Esperamos que essas medidas surtam efeitos”, disse Bruno.

Segundo ele, a ordem para os órgãos envolvidos na fiscalização e combate contra quem desrespeitar o decreto estadual é ”prender tudo e caçar alvará”.

”Vamos abrir mais leitos nesta semana para descolar do colapso, mas se os números continuarem crescendo desativaremos as demais fases”, acrescentou.

Deputada bolsonarista pró-cloroquina é imunizada com Coronavac, mas diz que preferia outra vacina

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Soraya, que é médica, defende tratamento precoce. Foto: Ag. Câmara

A deputada bolsonarista Soraya Manato (PSL-ES) recebeu uma dose da Coronavac em 25 de janeiro, dia em que o governo de seu estado abriu vacinação para trabalhadores da saúde. A parlamentar, que é médica, defende o chamado tratamento precoce sem eficácia comprovada contra o coronavírus e posta com frequência reuniões com equipes do governo federal para conseguir mais hidroxicloroquina, cloroquina ou ivermectiva para o Espírito Santo.

Em entrevista à coluna Painel, da Folha, a deputada afirmou que preferia ter sido imunizada com outra vacina que não a Coronavac, mas que não há como escolher. Além disso, declarou que receberá a segunda dose ainda hoje (22).

Soraya Manato afirma que atende em hospital dois dias por semana no Espírito Santo. Segundo a parlamentar, as restrições à Coronavac não estão relacionadas à sua origem chinesa ou ao envolvimento do governador João Doria (PSDB-SP) nas negociações para sua importação e produção, mas ela diz que gostaria de outra vacina “por causa dos estudos, das referências”.

Nas redes sociais, a deputada publicou card sobre interrupção dos estudos da Coronavac pela Anvisa em novembro. Ela não divulgou aos seus seguidores que recebeu a imunização.