Relatos de cegueira levam Agência de Vigilância Sanitária a proibir venda de pomadas capilares

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Após relatos de clientes com diversos problemas de saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a restrição e o recolhimento de pomadas capilares para modelar tranças. Ao todo, 11 pomadas modeladoras estão com a venda suspensa para que a haja investigação das substâncias contidas nesses produtos e as marcas possam regularizá-las. As informações são da Agência Brasil.

Segundo a tricologista e cabeleireira Rosi Ribeiro, os efeitos negativos com o uso das pomadas capilares podem ser sentidos tanto pelo profissional que aplica o produto quanto pelo cliente. Os relatos são de coceira e vermelhidão nos olhos, irritação na pele, inflamação no folículo capilar e até cegueira provisória. Há casos em que o uso reiterado da pomada pode levar ao entupimento do folículo e à queda do cabelo.

”Houve um caso em que a cliente usou trança durante três meses, o cabelo caiu e o folículo fechou. Em vez de retirar a trança, ela refez o penteado. O maior problema é que, com fechamento desse folículo, o cabelo não nasce mais”, contou a profissional.

A pomada é um cosmético geralmente usado para fixação de penteados. De acordo com a tricologista, substâncias conservantes permitem validade maior do produto, mas podem causar efeitos adversos nos usuários. Esses problemas surgem após contato do produto com água, que faz a pomada escorrer pelo rosto e os olhos. Para Rosi Ribeiro, a melhor forma de prevenção de efeitos negativos é a informação.

”’Há um mito de que a mulher precisa sofrer para ficar bonita, mas isso não é verdade. O essencial é ter informação”, disse. “Atualmente, cada um pode fazer seu produto. Vai ao laboratório e faz um produto sem controle de quantidade desses conservantes e coloca em excesso. Não é que as substâncias não podem ser usadas, mas que devem seguir regras específicas e com a possibilidade de enxague – o que não acontece atualmente. Assim, as pessoas precisam saber quais são as substâncias que podem provocar riscos à saúde”, explicou.

De acordo com a Anvisa, os produtos são alvo de investigação por parte da própria agência reguladora e dos órgãos de Vigilância Sanitária locais devido a relatos de pacientes sobre a ocorrência de eventos adversos graves após o uso. Todos esses produtos podem oferecer risco à saúde. A Anvisa explica que a interdição das pomadas é uma medida cautelar que visa proteger a saúde da população e que permanece vigente enquanto são realizados testes, provas, análises ou outras providências são requeridas para investigação mais aprofundada do caso.

No caso de o consumidor ter um dos produtos em casa, a recomendação é que não o utilize e entre em contato com a empresa para verificar a forma de devolução. Se o produto já tiver sido usado, em caso de qualquer efeito adverso, o conselho da agência é procurar imediatamente o serviço de saúde e informar a Anvisa pelas páginas de cidadão e profissional que maneja o produto ou de empresas e profissionais da saúde.

De acordo com a tricologista, a instrução é que os clientes procurem produtos com base em substâncias naturais, sem conservantes e por consequência, com validade curta. ”Há uma carência de informação na área de cachos e cabelos afro. Profissionais precisam entender que é possível o serviço ser feito com a mesma qualidade, sem até mesmo o uso da pomada”, afirmou. ”Muitas pessoas optam por determinadas opções pelo preço, mas a recorrência de produtos muito mais baratos, sem nenhuma regulamentação, a curto prazo. Só que a longo prazo, ou até médio prazo (de 3 a 6 meses), a pessoa pode ter uma calvície permanente”, explicou.

Segundo Rosi Ribeiro, os efeitos negativos da pomada podem impactar na autoestima das mulheres. ”O uso desses produtos pode levar a uma calvície permanente e isso vai abalar psicologicamente a sua autoestima, sua parte física, além de levar a gastos com diversos profissionais como dermatologistas e psicólogos”, apontou. Com informações do site Bahia Notícias

Medo, desinformação e líderes religiosos influenciam brasileiros contra vacinas, aponta pesquisa

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Uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta medo, desinformação e influencia de líderes religiosos como os principais motivos que afastam os brasileiros das vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com os pesquisadores, os três fatores explicam a queda da cobertura vacinal no país.

Encomendado pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais da Saúde (Conasems), o trabalho recolheu depoimentos de 2.235 pessoas, entre setembro e outubro de 2021, em todas as regiões do país. Entre os respondentes, 72,8% disseram que se preocupam com os efeitos colaterais das vacinas, esse foi considerado como o principal motivo para a hesitação vacinal.

Outra preocupação dos entrevistados foi a forma de aplicação dos imunizantes. De acordo com o estudo, 37,6% das pessoas declararam ter medo de agulhas, o que os influencia a evitar a vacinação.

A pesquisa também registra que a orientação de líderes religiosos contra as vacinas e informações inverídicas de postagens em redes sociais influenciam os brasileiros contrariamente às vacinas.

Ainda em relação à desinformação, um subgrupo de entrevistados formado por profissionais de saúde, notou que teorias da conspiração contra empresas farmacêuticas ou informações falsas passadas por integrantes do executivo produzem receio entre a população.

Os profissionais de saúde também disseram que, em relação à vacina conta o HPV (Vírus do Papiloma Humano), pais e mães costumam temer que a imunização incentive o início precoce da vida sexual dos filhos.

Em contrapartida, o estudo destaca que mais de 98% dos entrevistados reconhecem a importância das vacinas para a própria saúde e que 92% consideram todas as vacinas recomendadas pelo SUS benéficas.

A pesquisadora Daisy Maria Xavier de Abreu afirma que o cenário atual, no entanto, não é tão assustador. De acordo com ela, ainda há alto grau de confiança nas vacinas.

”A hesitação vacinal vem crescendo por causa das várias dúvidas e inseguranças disseminadas em redes sociais sobre as vacinas. Essas pessoas não são radicais, elas estão inseguras. Então precisamos acolher as dúvidas e dialogar para mostrar que as vacinas são seguras e eficazes”, disse, em comunicado à imprensa. As informaç?os são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

Reforço bivalente contra a Covid-19 deverá ser aplicado a partir de 27 de fevereiro, prevê Saúde

/ Saúde

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (26), data prevista para o início da aplicação do reforço bivalente de imunização contra a Covid-19. Segundo o órgão, isso deverá acontecer no no fim de fevereiro. A perspectiva foi apresentada durante a primeira reunião ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) de 2023, realizada em Brasília (DF), na Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS).

A expectativa do ministério é que, a partir de 27 de fevereiro, pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos, comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, recebam o reforço bivalente. Confira como será a divisão:

  • Fase 1: pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos, comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas;
  • Fase 2: pessoas entre 60 e 69 anos;
  • Fase 3: gestantes e puérperas;
  • Fase 4: profissionais de saúde.

As informações foram apresentadas pelo diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis (SVSA/MS), Éder Gatti. ”Fechamos o ano de 2022 com baixa cobertura vacinal em quase todas as imunizações. Também encontramos um baixo estoque de vacinas. Por isso, temos o risco real de desabastecimento de imunizantes importantes para o nosso calendário, como a BCG, Hepatite B e tríplice viral, por exemplo”, alertou.

Com o cenário, Éder pontuou o risco da reintrodução de casos de poliomielite em território nacional. ”Os nossos passos serão de reforço ao compromisso com a ciência, o fortalecimento da atenção primária e ações complementares, como a vacinação nas escolas”, adiantou.

Cinco bilhões de pessoas ainda consomem gordura trans, diz Organização Mundial da Saúde

/ Saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um novo relatório na última segunda-feira (23) onde afirma que cinco bilhões de pessoas em todo o mundo ainda estão vulneráveis ao consumo de gordura trans, mesmo com a meta de eliminação para 2023.

A gordura trans produzida industrialmente é frequentemente encontrada em alimentos embalados, congelados, óleos de cozinha e patês prontos. A ingestão da substância é responsável por pelo menos 500 mil mortes prematuras por doença arterial coronariana (DAC) a cada ano no mundo todo.

Em nota, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que a gordura trans não tem nenhum benefício conhecido. Muito pelo contrário: ela causa enormes riscos à saúde.

”Eliminar a gordura trans é econômico e traz enormes benefícios para a saúde. Simplificando, ela é um produto químico tóxico que mata e não deve ter lugar nos alimentos. É hora de se livrar disso de uma vez por todas”, diz.

O relatório menciona que 43 países já implementaram medidas para a eliminação da substância, inclusive o Brasil. Um número crescente de nações de renda média também está implementando ou adotando novos parâmetros, como Argentina, Índia, Paraguai, Ucrânia, Bangladesh e Filipinas.

No entanto, nove dos 16 países com maior índice de morte por DAC relacionado à gordura trans ainda não adotaram nenhuma medida para eliminar a substância: Egito, Irã, Austrália, Azerbaijão, Equador, Nepal, Paquistão, Butão e Coreia do Sul.

A OMS recomenda ainda que a prioridade dos governos seja não somente a adoção de políticas públicas, mas também de monitoramento das medidas e o incentivo aos fabricantes de alimentos para a eliminação da gordura trans. As informações são do portal Metrópoles.

Pandemia da Covid-19 causou mais mortes em gestantes e puérperas, revela estudo do Observatório Fiocruz

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A pandemia de covid-19 provocou mais mortes em gestantes e puérperas do que na população em geral, revela o Estudo do Observatório Covid-19 Fiocruz. A informação foi publicada pela Agência Brasil.

O levantamento, publicado na revista científica BMC Pregnancy and Childbirth, estimou o elevado número de mortes maternas causadas direta e indiretamente pela covid-19 no Brasil no ano de 2020.

Segundo o estudo, em 2020, houve um excesso de óbitos maternos de 40%, quando comparado aos anos anteriores. Mesmo considerando a expectativa de aumento das mortes em geral em decorrência da pandemia de covid-19, ainda assim, houve um excesso de 14%.

As chances de uma moradora da zona rural morrer foi 61% maior; mulheres negras tiveram 44% mais chances de falecer e aquelas internadas fora do município de residência, 28% mais do que o grupo controle. Ao longo de 2020, o país registrou 549 mortes maternas por covid-19, principalmente em gestantes no segundo e terceiro trimestre.

A pesquisa identificou que as chances de hospitalização de gestantes com diagnóstico de covid-19 foram 337% maiores. Para as internações em UTI (unidades de terapia intensiva], as chances foram 73% maiores e o uso de suporte ventilatório invasivo 64% maior que os pacientes em geral com covid-19 que morreram em 2020.

O estudo usou dados do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) para óbitos por covid-19 nos anos de 2020 e 2021, e comparou com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade no ano de 2020 (quando já havia pandemia) e nos cinco anos anteriores, para estimar o número esperado de mortes maternas no país.

Na avaliação do pesquisador Raphael Guimarães, o atraso na imunização contra o vírus pode ter provocado o aumento de mortes entre mulheres grávidas. Para ele, o estudo mostrou que a morte materna é marcada pelas iniquidades sociais, que têm relação estreita com a oferta de serviços de qualidade.

”A rede de serviços parece ter sido mais protetiva às gestantes e puérperas, garantindo internações mais imediatas e direcionamento para terapias intensiva e invasiva. Contudo, o atraso do início da vacinação entre as grávidas e puérperas pode ter sido decisiva na maior penalização destas mulheres. Destacamos ainda que o excesso de óbitos teve a covid-19 não apenas como causa direta, mas aumentou o número de mortes de mulheres que não conseguem acesso ao pré-natal e condições adequadas de realização do seu parto no país”, disse o principal investigador do estudo. Com informações do Bahia Notícias

Brasil recebe 7,7 milhões de doses da Pfizer para vacinar crianças de 06 a 11 anos contra Covid

/ Saúde

Cerca de 7,7 milhões de doses das vacinas pediátricas da Pfizer contra a Covid chegam ao Brasil nesta sexta (20) e neste sábado (21), informou o Ministério da Saúde. Os imunizantes são destinados a crianças que tenham de 6 meses a 11 anos idade.

O país tem enfrentado problemas de abastecimento de vacinas para o público infantil, e o novo lote faz parte de uma remessa de 50 milhões de doses que o Ministério da Saúde negocia com a Pfizer e tenta antecipar a entrega.

As 7,7 milhões de doses pediátricas da Pfizer são divididas entre duas faixas: 4,5 milhões de doses vão para crianças de 6 meses a 4 anos; e 3,2 milhões de doses irão vacinar o público de 5 a 11 anos.

Parte das doses já chegou ao Brasil, mas, antes de serem distribuídas aos estados, as vacinas precisam passar por análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), como acontece com qualquer imunizante.

O Ministério da Saúde já havia distribuído 740 mil de doses da Coronavac. Outro aditivo para a compra de mais 2,6 milhões de doses da Coronavac também foi firmado com o Instituto Butantan.

Segundo dados coletados pelo consórcio de veículos de imprensa, aproximadamente 60% das crianças de 3 a 11 anos aptas a receber a vacina tomaram a primeira dose do imunizante contra a Covid -e 41% têm duas doses. Além das duas aplicações, o Ministério da Saúde passou a recomendar, para crianças de 5 a 11 anos, um reforço com imunizante da Pfizer.

Ethel Maciel, secretária de vigilância em Saúde e Ambiente, afirmou no início do mês que o desabastecimento de vacinas é herança do governo Jair Bolsonaro e garantiu que a questão seria resolvida até o fim de janeiro. ”Recebemos o ministério com desabastecimento de vacinas infantis.”

A secretária também disse que as vacinas para o público adulto não estão em falta, mas ainda não é certo que haverá indicação de mais uma dose de reforço para todas as idades. Como a Folha adiantou, o que já foi definido é que a vacina para o grupo de risco entrará no calendário anual.

Mulher que ganhou bebê de 7,3 kg no Amazonas já deu a luz a outro filho ”grande” de 4 kg

/ Saúde

Com histórico de ter “bebês grandes”, a amazonense, Cleidiane Santos, de 27 anos, deu à luz a uma criança de 7,3 kg na última quarta-feira (18). O curioso é que a mulher também já teve outro recém-nascido ”gigante”, que registrou 4 kg.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), a criança de 7,3 kg se trata do maior recém-nascido da história do Amazonas.

Segundo o G1, Claudiane é moradora do bairro Castanhal, em Parintins, e se surpreendeu com o peso do filho mais novo. A mulher achava que o bebê nasceria com o peso similar ao do irmão: 4kg.

”Eu não esperava essa surpresa. Eu pensei que seriam quatro quilos, mas veio sete quilos. Quero agradecer à equipe do Hospital Padre Colombo, que está me dando força e me tratando muito bem, desde quando eu entrei aqui, se não fossem eles, eu não sei o que seria de mim. Então, eu agradeço cada um”, disse a mãe da criança. Apesar do tamanho, o hospital informou que o bebê possui um quadro de saúde estável e está saudável.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anuncia novas restrições de produtos para cabelo

/ Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta (19) a restrição e o recolhimento de quatro pomadas capilares para modelar tranças. Ao todo, a venda de 11 pomadas modeladoras está suspensa .

De acordo com a Anvisa, os produtos são alvo de investigação por parte da própria agência reguladora e dos órgãos de Vigilância Sanitária locais devido a relatos de pacientes sobre a ocorrência de eventos adversos graves após o uso. Todos esses produtos podem oferecer risco à saúde.

A Anvisa explica que a interdição do produto é uma medida cautelar que visa proteger a saúde da população em caso de risco à saúde e que permanece vigente enquanto são realizados testes, provas, análises ou outras providências são requeridas para investigação mais aprofundada do caso.

O que fazer se tiver adquirido o produto

No caso de o consumidor ter um dos produtos em casa, a recomendação é que não o utilize e entre em contato com a empresa para verificar a forma de devolução.

Se o produto já tiver sido usado, em caso de qualquer efeito adverso, o conselho da agência é procurar imediatamente o serviço de saúde e informar a Anvisa pelas páginas de cidadão e profissional que maneja o produto ou de ermpresas e profissionais da saúde. Da Agência Brasil

Feira de Santana: Vigilância Epidemiológica monitora dois casos suspeitos de varíola dos macacos na cidade

/ Saúde

A Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana segue monitorando dois casos suspeitos de varíolas dos macacos. Os pacientes do sexo masculino estão em isolamento domiciliar e aguardam os resultados dos exames laboratoriais.

De acordo com a coordenadora da Viep, Carlita Correia, em 2022, Feira de Santana registrou 10 casos. ”Em Feira de Santana, em 2022, o município conseguiu identificar 10 casos de varíola dos macacos, inclusive dois casos no momento continuam em isolamento aguardando resultado de exame. O total de notificados, com sintomas muito parecidos, que buscaram as unidades de referência, que são as Unidades de Saúde na Hora, Unidades de Pronto Atendimento (Upas) e Policlínicas, foram 134 casos. A gente continua monitorando as pessoas que se apresentam nas unidades como possíveis casos de varíola, avalia, eles ficam em isolamento, e a gente faz o controle com os contatos. Nós acompanhamos desde o início da entrada até o resultado final do exame”, informou Carlita Correia ao Acorda Cidade.

Ela destacou que o perfil dos infectados foi de pessoas do sexo masculino, acima de 29 anos. ”Muitas mulheres também procuraram as unidades, porém os casos foram descartados, e a gente manteve o perfil dos 10 casos do sexo masculino. O município foi acompanhando. A gente tem infectologistas que monitoram também e com todos os pacientes a gente conseguiu marcar consulta individualizada com um profissional infectologista, e assim a gente foi tratando os sintomas e não tivemos nenhum tipo de agravamento, nem necessidade de internamento. Seguiram todos bem, de forma estável, e até o momento não há outro tipo de situação.”

Conforme a coordenadora da Viep, além da varíola dos macacos, Feira de Santana registrou ainda um caso de meningite meningocócica. ”A gente também registrou um caso de meningite meningocócica, onde o paciente foi hospitalizado no hospital do estado. Nós recebemos a notificação, e foi cumprido todo o protocolo de rastreamento dos contatos, e foi feita a profilaxia dos contatos próximos e assim a gente conseguiu controlar e não tivemos mais nenhum caso notificado durante este ano.” As informações são do Acorda Cidade.

Covid: Mais de 6 milhões de baianos estão com o esquema vacinal incompleto, alerta Sesab

/ Saúde

Dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) nesta quinta-feira (19) indicam que mais de 6 milhões de baianos estão com o esquema vacinal contra a Covid-19 incompleto.

O quantitativo causa precocupação para a pasta, sobretudo no contexto do verão, quando é intensificado o calendário de festas e um grande contingente de visitantes chegam ao estado.

”Nos próximos dias, nós teremos a Festa de Iemanjá e o Carnaval, que são festas populares que atraem milhares de pessoas. E o que eu venho hoje deixar como mensagem da saúde é: por favor, reforcem a vacinação”, salientou a titular da Sesab, Roberta Santana.

”A pandemia não acabou. Precisamos reforçar a necessidade de concluir o esquema vacinal em prol da proteção de todos”, pede a secretária.

Gravidade de síndrome pós-Covid pode estar associada a anticorpos presentes em doenças autoimunes

/ Saúde

Um estudo conduzido no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e divulgado na revista Frontiers in Immunology lança luz sobre a chamada síndrome pós-Covid – termo que abrange o conjunto de sintomas que permanecem ativos em alguns pacientes após a fase aguda da infecção pelo SARS-CoV-2.

No trabalho, os pesquisadores analisaram os autoanticorpos (anticorpos que ”atacam” antígenos do próprio organismo) de 80 pacientes que tiveram a doença, bem como os de 78 indivíduos soronegativos ou assintomáticos.

”Embora os autoanticorpos sejam mais conhecidos por estarem presentes em doenças autoimunes, estudos recentes têm mostrado seu papel na regulação tanto do organismo doente quanto saudável”, explica Otávio Cabral Marques, pesquisador do ICB-USP e coordenador do estudo.

Como explica Marques, os autoanticorpos são uma primeira linha de defesa contra infecções, além de contribuir para a homeostase (o equilíbrio) do sistema imune. Em algumas desordens autoimunes, por exemplo, eles podem estar presentes antes dos primeiros sintomas, servindo de biomarcadores e ajudando no diagnóstico e tratamento.

No estudo agora publicado, os dados dos voluntários soronegativos ou assintomáticos foram comparados com os de pacientes que desenvolveram a chamada síndrome da fadiga crônica, que pode incluir sintomas como cansaço extremo, problemas no sono, na memória e de concentração. Conhecida também como encefalomielite miálgica, a síndrome da fadiga crônica tem sido observada desde o começo da pandemia em 10% a 20% dos pacientes que se curam da infecção pelo coronavírus.

Nos voluntários com esse quadro, os cientistas observaram uma baixa prevalência de autoanticorpos direcionados a receptores vaso e imunorregulatórios, além de outros envolvidos no sistema nervoso autônomo, que controla o funcionamento dos órgãos.

”Os autoanticorpos são necessários para a regulação de várias funções do organismo. Eles não podem estar muito altos nem muito baixos. No caso desse estudo, as baixas concentrações sugerem falhas no funcionamento de receptores vaso e imunorregulatórios devido a uma possível perda funcional dos autoanticorpos”, explica Igor Salerno Filgueiras, que realizou as análises de bioinformática do estudo durante seu mestrado no ICB-USP.

Usando ferramentas computacionais, os cientistas encontraram uma correlação entre a baixa quantidade de alguns autoanticorpos com a presença e a gravidade da fadiga crônica, permitindo uma estratificação dos pacientes.

As moléculas com níveis baixos tinham como alvos os chamados receptores acoplados da proteína G (GPCRs, na sigla em inglês), família de proteínas de grande importância na sinalização celular e, portanto, em sistemas fisiológicos vitais para os seres humanos.

Entre os alvos dos autoanticorpos com níveis baixos nos pacientes com síndrome pós-Covid estavam ADRB2, ADRA2A e STAB1. Eles se mostraram especialmente úteis na classificação dos pacientes quanto ao prognóstico do quadro pós-infecção, prevendo quando o paciente tinha ou não fadiga crônica.

ADRB2 tem relação com a função cardíaca, enquanto ADRA2A atua no sistema nervoso, ativando receptores nos vasos sanguíneos, coração e rins, entre outras funções.

STAB1, por sua vez, tem função de ”lixeiro”, eliminando restos de células e outras sobras de danos a tecidos, papel importante no equilíbrio tecidual e na resolução da inflamação.

A baixa taxa de autoanticorpos que tinham como alvo ADRB2 indicou ainda a gravidade dos sintomas nos pacientes com a síndrome da fadiga crônica. Com menos autoanticorpos, outras moléculas do próprio organismo podem estar em excesso, prejudicando o funcionamento adequado do organismo.

”Esses e outros autoanticorpos podem futuramente servir como indicadores da síndrome da fadiga crônica. Além disso, existem algumas drogas que atuam como inibidoras dessas moléculas e poderiam futuramente ser testadas como forma de tratamento. No entanto, a indicação atual para tratar essa síndrome é a prática de exercícios físicos”, atesta Marques.

Em outro estudo, publicado na plataforma medRxiv no formato preprint (ainda sem revisão por pares), o grupo coordenado por Marques mostrou a relação de autoanticorpos com a idade em quadros de Covid-19. No entanto, neste caso, a relação foi inversa: quanto mais severo o quadro, maior a idade e os níveis dessas moléculas.

As análises foram realizadas em amostras de 159 indivíduos com diferentes estágios da doença (71 casos leves, 61 moderados e 27 severos), além de 73 saudáveis. Foram selecionadas 58 moléculas associadas a doenças autoimunes.

Os pesquisadores concluíram que a produção natural de autoanticorpos aumenta com a idade, mas é exacerbada com a infecção pelo SARS-CoV-2, sobretudo em casos severos. No estudo, os níveis dessas moléculas serviram para estratificar os pacientes por faixa etária, entre mais e menos de 50 anos de idade.

”Nossas análises mostraram que os autoanticorpos mais importantes para estratificar os casos mais graves têm como alvo a cardiolipina, a claudina e a glicoproteína plaquetária, que juntas exercem importantes funções para o funcionamento do organismo”, diz Dennyson Leandro Mathias da Fonseca, primeiro autor do artigo e bolsista de doutorado no ICB-USP.

Os resultados trazem novas explicações para o fato de pacientes mais velhos terem respostas geralmente piores do que os jovens à Covid, reforçando o papel dos autoanticorpos na gravidade da doença.

Em um trabalho publicado anteriormente, os pesquisadores também observaram a relação entre o aumento de autoanticorpos e a gravidade da doença. Com informações do Bahia Notícias

Ministério da Saúde monta equipe para apresentar proposta de custeio para o piso da enfermagem

/ Saúde

A implementação do piso salarial da enfermagem está congelada no Supremo Tribunal Federal (STF) desde o início de setembro, após o ministro Luís Roberto Barroso suspender a sanção do reajuste dos vencimentos. Agora, sindicatos e até parlamentares do Congresso se articulam junto com o Ministério da Saúde para conseguir a implementação do piso ainda neste primeiro semestre.

Ao Bahia Notícias, a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado Bahia (Sindsaúde-BA), Dart Clair Cerqueira, contou que as negociações têm sido difíceis, mas contou que a deputada federal Alice Portugal (PT-BA) tem liderado as conversas com a nova ministra da saúde, Nísia Trindade.

”Infelizmente ainda está suspenso pelo STF, sem andamento. Com o apoio de Alice Portugal, que esteve com a ministra da Saúde, ela pediu um prazo de 15 dias para montar um grupo de trabalho e realizar esse estudo dos impactos e assim pedir que o presidente faça essa lei ou medida provisória”, afirmou Dart.

A reunião entre Alice Portugal e Nísia Trindade ocorreu na semana passada, no dia 11, logo, o prazo para a montagem da equipe de análise se encerra na quarta-feira (26) da próxima semana. A ministra da Saúde, inclusive, garantiu já que havia iniciado os estudos para apresentar uma ”proposta técnica” para o pagamento do piso.

”A ministra está completamente consciente do compromisso constitucional. Ela foi cortês e solidária aos interesses da enfermagem brasileira. Um grupo interno do ministério está estudando formas de fazer com que o dinheiro desça para atender os segmentos que estão na Emenda Constitucional. Os recursos não impactam as prefeituras, não impactam os estados nos três primeiros anos, o dinheiro é certo”, afirmou Alice.

A deputada federal baiana comentou que, após a finalização da análise interna na Saúde, Nísia irá convocar uma reunião interministerial para apresentar a proposta de custeio do piso. Alice destaca que o governo deve aprovar o projeto para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realize uma Medida Provisória.

O IMBRÓGLIO

No final do ano passado, o Congresso Nacional já aprovou a proposta de emenda à Constituição que viabiliza o pagamento do piso da enfermagem. O texto direciona recursos do superávit financeiro de fundos públicos e do Fundo Social para financiar o piso salarial nacional da enfermagem no setor público, nas entidades filantrópicas e de prestadores de serviços (relembre aqui).

Contudo, a sanção segue bloqueada pelo ministro Barroso, que afirma ser preciso existir diretrizes consistentes em relação ao orçamento para que o piso nacional da enfermagem seja aplicado.

O PISO SALARIAL

O texto aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados prevê piso salarial de R$ 4.750 para os enfermeiros. A proposta fixa remuneração equivalente a 70% do piso nacional como mínimo para técnicos de enfermagem. Para auxiliares de enfermagem e parteiras, o valor será equivalente a 50%.

Os salários ficariam da seguinte forma:

Enfermeiros: R$ 4.750,00
Técnicos de Enfermagem: R$ 3.325,00
Auxiliares de Enfermagem e Parteiras: R$ 2.375,00

Sesab amplia credenciamento de entidades filantrópicas que realizam cirurgias cardiológicas

/ Saúde

O governo do estado, através da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), ampliou a área de abrangência do edital de credenciamento que viabiliza a contratação de serviços de saúde de média e alta complexidade em cardiologia cirúrgica e intervencionista junto a entidades filantrópicas.

Com a medida, publicada no Diário Oficial do Estado da última sexta-feira (13), o contrato passa a cobrir também os procedimentos em instituições localizadas em Ilhéus, Jequié, Santo Antônio de Jesus, Itabuna, Vitória da Conquista, Guanambi e Feira de Santana. A iniciativa da Sesab, salienta a publicação, irá representar um investimento de R$ 47.045.622,08.

Além da ampliação, também foi realizado um incremento financeiro dos repasses feitos a estas instituições de saúde. De acordo com a pasta, a majoração dos recursos destinados ao setor se deu em decorrência ”do reajuste dos preços das OPMEs [Órteses, Próteses e Materiais Especiais], assim como do aumento da demanda pelos serviços contemplados” no acordo em questão.

Perguntada sobre a possibilidade da medida abranger ainda outros municípios, incluindo a capital, a secretaria apontou que ”não há previsão para que esta ampliação seja destinada também para entidades de Salvador”. Com informações do site Bahia Notícias

Associação Brasileira de Planos de Saúde de saúdem lançam cartilha contra fraude em boleto

/ Saúde

A Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) vai lançar nesta semana uma cartilha com cuidados que podem ser tomados pelo consumidor para se proteger de fraudes no pagamento do plano de saúde.

Segundo a entidade, o boleto bancário chama a atenção de fraudadores, porque as mensalidades dos planos de saúde, normalmente cobradas via boleto, têm sido grande alvo dos cibercriminosos.

Além do boleto falso, a cartilha alerta contra golpes como a instalação de vírus que alteram boletos emitidos pela internet e desviam o dinheiro depositado para a conta dos fraudadores. Os vírus entram por meio de links maliciosos enviados por email, SMS ou WhatsApp.

Há outros golpes como páginas falsas na internet e fraudadores que telefonam para parentes de pessoas internadas, se identificando como funcionários de hospitais ou de planos de saúde.