Ao tornar Irmã baiana Dulce santa, papa Francisco reforça ideal para novo catolicismo

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Papa reforça ideal para novo catolicismo. Foto: Reprodução

Ao reconhecer a baiana Irmã Dulce (1914-1992) como a primeira santa nascida no Brasil, o papa Francisco reforça um dos elementos mais presentes nas canonizações de seu pontificado: o papel de religiosos que se dedicavam a cuidar dos marginalizados, em especial nas regiões periféricas do mundo católico.

É o caso da recém-declarada santa, que pertencia a uma congregação ligada aos franciscanos (honrados, é claro, pelo próprio nome que o pontífice argentino adotou ao assumir o comando da Igreja Católica). O mesmo vale para canonizações recentes de sacerdotes e freiras da Índia (o caso mais famoso é o de madre Teresa de Calcutá, que morreu em 1997 e teve sua santidade reconhecida em 2016), da Palestina e da própria Argentina. A imprensa católica de língua inglesa chegou a apelidar a nova santa de “madre Teresa do Brasil”.

Isso não significa necessariamente que essas ”candidaturas” à santidade tenham furado a longa fila de processos na Santa Sé. A própria Irmã Dulce, por exemplo, teve seu primeiro milagre reconhecido ainda em 2003, durante o papado de João Paulo 2o, e foi beatificada pelo pontífice que o sucedeu, Bento 16, em 2011. O reconhecimento pelo Vaticano de um segundo milagre operado por intercessão dela acabou confirmando a canonização.

Em situações especiais, por outro lado, o papa pode dispensar a necessidade de um primeiro ou segundo milagre confirmados, por meio da chamada canonização equipolente. Foi o que permitiu que se reconhecesse a santidade do missionário jesuíta José de Anchieta (1534-1597), que nasceu na Espanha, mas se tornou uma das figuras mais veneradas dos primeiros séculos de catolicismo no Brasil.

Anchieta exemplifica outra constante das canonizações ocorridas no pontificado de Francisco: a importância dos religiosos que levaram a fé católica para locais distantes da Europa na Era das Navegações, o que, nos últimos anos, alçou aos altares figuras dos séculos 16 e 17 que pregaram para indígenas mexicanos, canadenses e americanos.

Além disso, muitos desses santos morreram em defesa da fé, como os chamados Mártires de Natal (RN). Esse grupo de 30 colonos de origem portuguesa, liderados pelo jesuíta André de Soveral, nascido no Brasil, foi executado por holandeses protestantes e seus aliados indígenas em 1645, no atual território do Rio Grande do Norte. O conjunto das canonizações retrata bem o ideal que Francisco tem pregado para o catolicismo do século 21: uma Igreja próxima dos pobres, missionária e que não tema o martírio.

Cristãos precisam enfrentar esquemas conspiratórios da esquerda e direita, diz líder evangélico

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Pastor Valdinei Ferreira se posiciona sobre política. Foto: Divulgação

A direita fala de Ursal, uma ficcional União das Repúblicas Socialistas da América Latina, como se fosse verdade. A esquerda não fica atrás e vem com um papo de que Sergio Moro é cria da CIA. Para onde esses “esquemas conspiratórios” nos levam?

Para longe da tradição cristã de tolerância, diz o pastor Valdinei Ferreira, titular no mais antigo templo protestante da capital paulista, a Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, de 1865.

Ferreira assinou, três dias após a vitória de Jair Bolsonaro, um manifesto em nome do movimento Reforma Brasil pedindo que cristãos se posicionem “de modo intransigente a favor da institucionalidade democrática”.

Há um ano, a frente —capitaneada por sua igreja— se lançava com outro manifesto, crítico aos “cadáveres da política” e à bancada evangélica.

A cena política era então descrita como um “vale de ossos secos”, recuperando a expressão do profeta bíblico Ezequiel, “dominado por legiões de mortos-vivos, instalados nos centros de poder”.

Agora Brasília deu uma cambalhota, e o “apoio estridente” dos evangélicos a Bolsonaro beirou os 70%. Para Ferreira, a esquerda não errou em defender minorias, mas abraçou lutas identitárias —como a da mulher, do negro— sem o zelo de não alienar outros blocos, como o evangélico.

Vê como “legítima a reivindicação que você não tenha doutrinação” na aula, mas acha o Escola Sem Partido “uma bobagem”. Pondera: “Você vai criar um índex do que pode ser lido? Dou aula na nossa faculdade. ‘Manifesto Comunista’ é leitura obrigatória.”

 

Da internet às ruas, há muita hostilidade no ar. Como retomar o diálogo entre quem pensa diferente?

Agostinho diz que a verdade não pode ser minha nem sua, tem que ser nossa. O próprio cristianismo tem recursos para que as partes se ouçam e cedam mutuamente. É voltar para aquilo que é a tradição cristã: tolerância. Difícil é enfrentar esses esquemas conspiratórios.

E quais seriam?

Pega gente da direita que fala em Ursal, Foro de São Paulo, tudo como se fosse um grande plano em marcha. O mesmo se aplica à esquerda que diz que a Lava Jato é ação do FBI, que o Moro foi treinado pelos americanos. Uma simplificação que faz a pessoa perder a capacidade de entender o que se passa.

O sr. fala em “apoio estridente” do bloco evangélico a Bolsonaro. Seriam cerca de 70%. Ao que atribui isso?

As razões pelas quais as pessoas votaram são legítimas. Querem uma sociedade mais segura, e Bolsonaro canalizou isso. Votaram contra o sistema, e ele também conseguiu personificar isso. Acredito que o fator decisivo foi o discurso em torno da família tradicional. Um negócio que vai demorar muito tempo para se esclarecer é toda essa narrativa a respeito de “kit gay”, discussões de gênero. Isso teve um efeito grande nas igrejas em geral.

Como conciliar, numa democracia, direitos de minorias e daqueles que querem preservar um núcleo familiar que veem como biblicamente correto?

Aí que os extremos atrapalham. Parte das minorias não se sente representada, e parte da maioria se sente acuada pela emergência das minorias. É algo novo na sociedade brasileira, e também na Europa, nos EUA. Nossa democracia está buscando jeitos de conciliar interesses conflitantes. Por exemplo, uma fronteira é a questão do papel do Estado, da escola e da família na esfera íntima que é a orientação sexual. A gente não vai sair disso sem bom senso.

Nesse contexto, como vê o Escola Sem Partido?

Uma bobagem. É legítimo reivindicar que não se tenha doutrinação, no sentido de quase que um aliciamento por partidos ou movimentos sociais. Agora, qual a linha a julgar que o professor, ao passar conteúdo de marxismo, parte da história do Ocidente, induziu o aluno a integrar movimentos de esquerda? Dou aula na nossa faculdade. “Manifesto Comunista” é leitura obrigatória. É entender o papel de Marx no capitalismo. Vamos criar um índex do que não se pode ler? Entrei na Universidade Estadual de Londrina nos anos 1980. Só Marx, tudo Marx. Daí fui para a USP, e a briga maior era para ensinar Max Weber. Quem defende o Escola Sem Partido faria um favor à sociedade se criasse institutos para promover pensamentos que divergem da esquerda. O que vale é o debate de ideias.

Há uma minoria evangélica mais progressista. Como é a divisão no segmento?

O segmento é conservador. Agora, isso não significa ser contra minorias, preconceituoso. Você conserva a manutenção da sua vida, sem que isso tenha que ser imposto aos outros. Uma das bandeiras do protestantismo: não teríamos igrejas protestantes se você não tivesse liberdade de escolher a que igreja pertencer. Conservadorismo não é necessariamente ser intolerante, e progressismo não é necessariamente ser tolerante.

Hoje alas da esquerda avaliam se não trataram mal evangélicos e agora perderam esse eleitorado. É preciso frisar: aqueles que deram apoio estridente a Bolsonaro também estiveram nos palanques de Lula e Dilma [Edir Macedo, Silas Malafaia etc.]. Existe um setor evangélico muito bem articulado politicamente, que tem compromisso com o poder. Agora, a esquerda muitas vezes tem preconceito em relação à religião. Uma coisa que as pentecostais têm muito forte é a sensibilidade social. Há um esforço social forte com viciados, moradores de rua. Nesse sentido, a esquerda poderia manter diálogo muito maior com as igrejas. Quando ela se identificou com essas bandeiras identitárias, sejam mulheres, LGBTs, não fazia uma coisa errada. Mas, ao colocar o acento de uma forma  mais forte nisso, criou esse sentimento “olha, [evangélicos] não somos representados por eles adequadamente”.

Recurso usado por pastores de frentes progressistas é frisar que nenhum cristão apoiaria frases como “bandido bom é bandido morto” ou falas  de Bolsonaro como “prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”. Por que isso não teve impacto no segmento?

Você tem declarações de natureza anticristã, claramente. Mas precisa separar o seguinte: a igreja  enquanto instituição não deve apoiar ou vetar qualquer candidato. Agora, [fiéis], de acordo com sua sensibilidade, filtram esse tipo de declaração, decidem se é impeditivo de votar no candidato ou se merece ser relevado no contexto político. Quem está do outro lado também usa raciocínio para vetar nomes da esquerda, como evocar o “kit gay”. Bolsonaro tem a oportunidade de amadurecer. A Constituição prevê o direito de minorias. Se não conseguir lidar com isso, serão quatro anos terríveis, de turbulência.

Qual papel que a igreja deve ter no Estado e na educação?

Precisa participar. A laicidade é vista como “todos os argumentos valem, menos o religioso”. Isso empobrece a diversidade. O desafio das igrejas é aprender a separar o que, do ponto de vista da doutrina, é imoral do que é ilegal. Você não pode, numa sociedade plural, se apropriar de mecanismos do Estado para impor determinado conteúdo. E não faz sentido nenhum, todo tipo de obediência só faz sentido se for livre, se for de coração, e não por constrangimento de qualquer natureza.

O sr. diz que, após a eleição de Bolsonaro, cabe zelar “de modo intransigente” pela “institucionalidade democrática”. Até aqui, acha que ele dá sinais disso?

Bolsonaro  e os filhos agem como o sujeito que atira usando um simulador. Agora ele é o presidente, o filho é senador [Flavio], o outro, deputado [Eduardo]. O que falam produz estragos reais. Tenho a impressão de que não conseguem avaliar a dimensão disso e continuam fazendo discurso como se fosse o da simulação, da campanha. Mas a fala do presidente tem peso no mundo inteiro. Exemplo foi a transferência da embaixada para Jerusalém. Imediatamente o Egito reagiu. Espero que Bolsonaro amadureça e aprenda que não há mais espaço para falas que agradam a determinado setor da população.

O que achou da ideia de transferir a embaixada, elogiada por muitos evangélicos?

Tem que ser avaliado com cautela. O Brasil não tem o peso dos EUA. O ato atrapalha negociações sobre o status final de Jerusalém, fundamental para pacificar a região. Não contribui para uma solução que faça justiça aos palestinos.

A bancada evangélica crescerá em 2019. É um sinal da pluralidade no Brasil, que sempre teve uma cultura de esconder diferenças, a ideia do caldeirão onde se mistura tudo. Nos anos recentes, tivemos pessoas colocando a identidade: sou negro, mulher, gay. Alguém se identificar como evangélico e ter uma bancada alinhada a isso não é o problema, o problema é o que você defende enquanto evangélico.

O que quer dizer o painel “Fé Pública” em frente à igreja?

A fé em Deus é pessoal, mas nunca individualista. Como disse Jesus: “Amarás o Senhor, teu Deus, e o teu próximo como a ti mesmo’”. A fé sempre diz respeito ao modo como trato os outros. Num segundo painel, citamos o teólogo Karl Barth: a igreja atravessa a história obedecendo e desobedecendo. Contamos quando Billy Graham [um dos maiores evangelizadores americanos, morto em fevereiro] foi convidado a pregar na África do Sul. Queriam que fizesse um encontro para brancos e outro para negros. Ele se recusou. Claro, há muitos erros por trás dos acertos. A ideia não é camuflar, dizer que a igreja sempre esteve do lado certo. Mas quem lê o Evangelho com profundidade tem capacidade de autocrítica. Nem sempre acompanhar a maioria significa ser fiel ao Evangelho.

E onde a igreja errou?

Apoiou a escravidão, teve dificuldade em lidar com o papel das mulheres. É histórico.

Pastor evangélico é preso acusado espiar mulheres em banheiros do Parque da Cidade

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Peterson William Fontes foi preso em Brasília. Foto: Divulgação

Um pastor, identificado com Peterson William Fontes, 41 anos, foi preso em flagrante por abrir buracos em sete banheiros químicos femininos para espiar mulheres, no Parque da Cidade, em Brasília, neste domingo (14). O crime aconteceu durante um evento de corrida no local, informou o UOL. Conforme a Polícia Militar, os frequentadores do parque acionaram os policiais e afirmaram ter visto o homem espiando quem usava o banheiro. O pastor foi preso em flagrante, levado para a 1ª Delegacia de Polícia e vai responder pelos crimes de importunação sexual e de dano. Se condenado, pode pegar de um a quatro anos de prisão. Com o pastor foram encontrados uma lâmina de serra, um maçarico e fluido para isqueiro. Pertenson, que é casado e tem um filho, ministra cultos em uma igreja em Águas Claras, no Distrito Federal, o homem também trabalha como vendedor de colchões.

”Não existe um inferno em que sofrem as almas dos pecadores por toda a eternidade”, diz o papa

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”Inferno não existe”, diz o papa Francisco. Foto: Reprodução

O papa Francisco disse em entrevista a Eugenio Scalfari, fundador do jornal italiano La Repubblica, que ”o inferno não existe; o que existe é o desaparecimento das almas pecadoras”. ”Não existe um inferno em que sofrem as almas dos pecadores por toda a eternidade”, teria dito o pontífice, segundo a reportagem de Scalfari, publicada nesta quinta-feira (29). “Aqueles que não se arrependem e portanto não podem ser perdoados desaparecem.”O Vaticano, porém, afirmou em comunicado nesta quinta que o papa recebeu Scalfari para um encontro privado, sem conceder entrevista, e que as falas citadas no texto não deveriam ser consideradas ”uma transcrição fiel das palavras do Santo Padre”. Scalfari, de 93 anos, que é ateu e entrevistou o papa diversas vezes, já disse anteriormente que não grava nem anota suas entrevistas, usando sua memória para recontar as conversas. Nesta quinta-feira, quando começam as atividades da Páscoa no Vaticano, o papa fará o ritual do lava-pés, na prisão Regina Coeli, em Roma. O pontífice lavará os pés de 12 presos, que incluem católicos, muçulmanos, um cristão ortodoxo e um budista, de nacionalidade italiana, filipina, marroquina, colombiana, nigeriana, leonesa e moldávia. Mais cedo, em missa, o papa pediu que os padres se aproximem espiritualmente de suas congregações e que não se atenham à lei católica em seus sermões. Francisco disse que os padres podem dizer aos adúlteros que não voltem a pecar, mas que não devem adotar um tom legalista e que devem permitir que os adúlteros olhem para frente e não para trás.

Papa Francisco destaca a disputa por Jerusalém em sua tradicional mensagem de Natal

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Papa pede o fim do conflito entre Israel e Palestina. Foto: Divulgação

O papa Francisco usou sua tradicional mensagem de Natal para pedir por um fim negociado do conflito entre Israel e Palestina, incluindo a disputa sobre o status de Jerusalém. O pedido acontece poucos dias após a Organização das Nações Unidas (ONU) ter repreendido os Estados Unidos por unilateralmente reconhecer a cidade como capital de Israel. Em seu pronunciamento na sacada da Basílica de São Pedro para uma plateia estimada em 50 mil pessoas, o papa orou por ”paz para Jerusalém e para todos na Terra Santa” na forma de “dois estados que concordam mutuamente e internacionalmente em ter suas fronteiras reconhecidas”. O papa também elogiou os “esforços de todos aqueles da comunidade internacional inspirados pela boa vontade” para trazer ”harmonia, justiça e segurança” para a região. No início do mês, poucas horas antes do presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que os Estados Unidos iriam oficialmente reconhecer Jerusalém como capital de Israel, o papa fez um ”apelo sincero” por respeito as resoluções da ONU que determinam o status da cidade como parte de um acordo de paz amplo. Na quinta-feira, a ONU decidiu em assembleia, por 128-9, com 35 abstenções, por repreender os Estados Unidos pela medida envolvendo Jerusalém. A mensagem de natal do papa ”para a cidade [de Roma] e para o mundo” tradicionalmente trata de diversas regiões problemáticas. Neste ano, o foco do discurso foram as crianças de diferentes países que sofrem com os ”ventos da guerra” e um “modelo ultrapassado de desenvolvimento [que] continua a produzir o declínio da humanidade, da sociedade e do meio ambiente”. Ele mencionou ”aqueles cuja infância foi roubada” através do trabalho forçado, pela guerra ao serem utilizados em combate ou vítimas do tráfico de pessoas.

Papa Francisco nomeia Padre Vítor, pároco de Maracás, como bispo da diocese de Propriá

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Padre Vitor Menezes é nomeado bispo. Foto: Reprodução

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou nesta semana a nomeação do novo bispo da diocese de Propriá, no Estado de Sergipe (SE). Padre Vitor Agnaldo de Menezes, atual pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças em Maracás, pertencente a  Diocese de Jequié  irá assumir o governo pastoral da diocese. A decisão foi tomada com base no pedido de renúncia apresentada pelo então bispo, dom Mário Rino Sivieri, por motivo de idade.

Trajetória
Nascido em 15 de junho de 1968, na cidade baiana de Curaçá, padre Vitor é formado em Filosofia pelo Institutum Sapientiae, em Anápolis (GO) e em Teologia pela Universidade Católica de Salvador, na Bahia. Também tem especialização em Espiritualidade Sacerdotal e Missionária. Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 18 de abril de 1998, na diocese de Jequié, na Bahia. Entre as funções que exerceu estão a de pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Jequié; reitor do Seminário Maior Diocesano; diretor Nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, de 2006 a 2010; pároco da Paróquia Catedral de Santo Antônio, em Jequié, de 2011 a 2016 e, por último, pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Maracás, função que exerce desde agosto de 2016.

Cantor e Pastor Netto Paz é morto a tiros em rodovia, dentro de carro, em Ibirapitanga

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Morre o cantor Melchiades Santos Neto. Fotomontagem: BMF

O pastor e cantor Melchiades Santos Neto,  de 36 anos, o Netto Paz,  morreu vítima de disparos de arma de fogo por volta das 18h:30h desta quarta-feira (25), depois de surpreendido por criminosos quando trafegava em um automóvel Corolla de cor cinza, com placa NZK-3915, no trevo da Rodovia BA-650 com a BR-101, perímetro do município de Ibirapitanga, no Sul do Estado. Segundo a Polícia Civil do município, o cantor estava na companhia da esposa,  e da filha, que teria sido atingida no braço e precisou ser transferida para uma unidade de saúde de Itabuna. O Corolla com a família evangélica seguia em direção a Ibirapitanga, onde residia, quando ocorreu o crime. Os autores, que interceptaram o carro da vítima, estavam a bordo de um Fiat Strada e fizeram vários disparos contra o Toyota. Após o cometimento do crime, o bando fugiu sem levar nenhum pertence e tomou rumo ignorado. O cantor morreu ao dar entrada no Hospital Municipal de Ibirapitanga. A música ”Minha Bênção” foi à canção que deu projeção ao cantor Netto Paz, reconhecido no seguimento gospel baiano, com passagem pela Banda Shalom, tendo atuado no grupo como vocalista durante 15 anos. A morte precoce de Netto Paz é lamentada por fãs nas redes sociais. A polícia da região Sul informou que buscas estão sendo realizadas e que as investigações sobre o caso já foram iniciadas. Inicialmente, a polícia descartou a hipótese de tentativa de assalto.

Papa Francisco manda mensagem em português para devotos de Nossa Senhora Aparecida

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O Papa na Praça São Pedro, no Vaticano. Foto: Agência Brasil

Durante audiência realizada nesta quarta-feira (11), na Praça São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco falou em português para mandar uma mensagem aos brasileiros devotos de Nossa Senhora Aparecida. Nesta quinta-feira (12), data festiva dedicada à santa, se completam 300 anos do encontro de sua imagem. ”Saúdo todos os peregrinos do Brasil e de outros países de língua portuguesa, particularmente os diversos grupos de sacerdotes, religiosos e fiéis brasileiros residentes em Roma, que vieram a esta audiência para dividir a alegria pelo jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, cuja festa se celebra amanhã”, disse. O Papa chegou a ser interrompido pelas pessoas presentes, que cantaram em português um hino em homenagem a Nossa Senhora. Após isso, ele seguiu com o discurso. ”A história dos pescadores que encontraram no Rio Paraíba do Sul o corpo e depois a cabeça da imagem de Nossa Senhora, e que foram em seguida unidos, nos lembra que neste momento difícil do Brasil, a Virgem Maria é um sinal que impulsiona para a unidade construída na solidariedade e na justiça”, afirmou. O Santuário Nacional, em Aparecida, São Paulo, recebeu do sacerdote,na última segunda-feira (9), uma rosa de ouro como presente pelos 300 anos da santa.

Bispo de Jequié retorna da Europa depois do Encontro dos Bispos Capuchinhos e visita ao Papa

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Francisco e Dom José Ruy Gonçalves Lopes. Foto: Divulgação

Dom José Ruy, bispo diocesano de Jequié, acaba de retornar da Europa, onde participou do Encontro dos Bispos Capuchinhos. Ao lado de outros 50 religiosos de várias partes do mundo, ele esteve desde o dia (12) de Setembro, em Assis (Itália), cidade histórica conhecida pela figura de São Francisco, importante santo e frade capuchinho. Diversas Dioceses do mundo reuniram-se para este propício momento de encontro, reflexão e fraternidade, conforme define. O Encontro tem lugar no Convento ”Domus Laeticia”, casa dos capuchinhos da Umbria, em Assis. Os dias foram marcados também com a importante presença e participação do Cardeal Seon Omaley, arcebispo de Boston (EUA), conselheiro do Papa no G9; representante dos bispos capuchinhos junto ao Papa. A finalidade deste encontro, além da convivência, celebração e oração, preza e é também em vista da troca de experiências e reflexão (palestras, espiritualidade). Também fez parte da programação um encontro especial com o Papa Francisco, ocorrido na quarta-feira (20), no Vaticano. *Por Souza Andrade

Pastor compara Nossa Senhora a garrafa de Coca durante pregação na igreja e causa revolta

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O pastor Agenor Duque, da Igreja Plenitude do Trono de Deus, protagonizou uma polêmica recentemente. Um vídeo que mostra a pregação dele na sede da igreja, em São Paulo, mostra o pastor usando uma garrafa de Coca-Cola para zombar da devoção à imagem de Nossa Senhora. A cena foi exibida no canal da emissora, disponível para quem tem antena ou TV por assinatura. Duque não cita nominalmente Nossa Senhora, mas fica claro que fala dela. ”É escura como essa garrafa, o manto dela se parece com um rótulo”, diz. ”A boca dela não fala. O ouvido dela não ouve. Você que está com câncer, tire ela do pedestal. Talvez tenha um altar aí”, orienta. Ele solta a garrafa no chão. ”Eu a desafio a levantar. Estou falando da Coca-Cola. Mas você sabe do que eu estou falando”, continua. Ele também ataca a imagem de São Jorge. ”Tire esse cavalo que está aí, esse homem que está em cima (do cavalo, São Jorge) e aceite a Jesus Cristo Salvador”, diz, sob aplauso de fiéis. A pregação causou revolta entre católicos. Vários líderes da religião responderam a Duque, que acabou tirando o vídeo original da rede. Segundo o Uol, o departamento Jurídico da Igreja Plenitude também tem notificado canais que estão com o vídeo, alegando que infrigem direitos autorais. ”Esse pastor, que eu nem vou citar o nome, pegou uma garrafa de Coca-Cola fazendo insultos. Pra que isso? Porque esse ódio à Virgem?”, questionou o padre Augusto Bezerra, em sermão disponibilizado online. O padre Fernando Henrique Guirado também se manifestou. ”Na minha casa tem, sim, pastor, a imagem da mãe de Deus, enegrecida, cujo título é Nossa Senhora de Aparecida. Não é uma deusa e não se parece com uma garrafa de refrigerante. Se parece com a Arca da Aliança”, afirmou.

Papa Francisco questiona fé de cristãos que consultam horóscopos e cartomantes

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Papa questiona fé de cristãos. Foto: Reprodução/El País

O papa Francisco afirmou neste domingo (13) que a fé não é uma fuga dos problemas, mas, sim, o que dá sentido à vida. Para Francisco, cristãos que consultam “cartomantes e horóscopos” não tem ”fé tão forte”. Durante a Oração do Ângelus no Vaticano, o pontífice disse que, quando os fiéis não se ”apegam à palavra do Senhor e, para ter mais segurança, consultam horóscopos e cartomantes, a pessoa começa a chegar ao fundo”. ”Apenas a fé dá a segurança da presença de Jesus, que nos impulsiona a superar as tempestades existenciais.  É a certeza de segurar uma mão que nos ajuda com as dificuldades, apontando o caminho, mesmo quando está escuro”, acrescentou o papa. Francisco ressaltou que o Evangelho de hoje, que recorda o episódio de Jesus a caminhar sobre as águas, tem ”um rico simbolismo” e faz refletir sobre a fé, pessoalmente e em comunidade, porque o barco dos apóstolos ”é a vida de cada um, mas também da Igreja”. E acrescentou: ”este episódio é uma imagem da maravilhosa realidade da Igreja de todos os tempos: um barco ao longo da travessia também enfrenta ventos contrários e tempestades que ameaçam dominá-la”. Na Praça de São Pedro, o pontífice afirmou que o que salva a Igreja é a ”coragem e as qualidades dos seus homens sendo que a fé em Cristo e a sua palavra são garantias contra o naufrágio”.

Cantor Wesley Safadão agora é evangélico, convertido na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte

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Safadão se converteu à religião evangélica. Foto: Instagram

Wesley Safadão agora é Wesley ”Ungidão”. Não, o cantor não trocou o sobrenome artístico. Ele se converteu à religião evangélica. A denominação escolhida foi a Batista, como mostram fotos e um vídeo publicados ontem (3) à noite no perfil do cantor no Instagram. A cerimônia de batismo ocorreu em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte, no sítio do Ministério Restaurando Vidas, da Igreja Batista da Lagoinha. A modelo Thyane Dantas, esposa de Wesley, também aderiu à religião. A conversão, aliás, ocorreu no dia do aniversário de casamento do casal, e foi descrita por ambos nas redes sociais como um presente. ”No aniversário do meu Casamento recebemos o maior presente que poderíamos receber: Três dias aprendendo muito sobre Deus e nos firmando cada dia mais como família! Hoje fechamos esses dias com um momento indescritível. Desci às águas declarando minha Fé e Meu amor por Deus! Fui batizado junto do meu amor Thyane Dantas e sabemos que Deus vai completar a obra tão linda que Ele começou em nós”, publicou o artista.

Papa Francisco faz apelo à moderação e ao diálogo entre palestinos e israelense

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Papa faz apelo a palestinos e israelenses. Foto: Agência Lusa

O Papa Francisco fez neste domingo (23) um apelo para incentivar a moderação e o diálogo entre palestinos e israelenses em Jerusalém. O apelo líder da Igreja Católica ocorreu pouco mais de uma semana após o atentado na Esplanada das Mesquitas, ocorrido no dia 14, que deixou cinco mortos. Desde o ocorrido, uma onda de violência estourou na região. ”Acompanho com preocupação as graves tensões e violências desses últimos dias em Jerusalém. Sinto a necessidade de expressar um apelo à moderação e ao diálogo. Peço que se unam a mim nas orações para que o Senhor inspire todos para o propósito da reconciliação e da paz”, disse o papa no Vaticano, durante a tradicional celebração do Ângelus. A escalada de violência teve início após a morte de dois dois policiais israelenses na Cidade Velha de Jerusalém. Os agentes foram mortos a tiros por três árabe-israelenses abatidos logo em seguida. O governo de Israel afirmou que as armas utilizadas haviam sido escondidas na Esplanada e fechou o acesso ao local por dois dias. Desde então, as autoridades de Israel aumentaram as medidas de vigilância e irritaram os palestinos que consideram a Esplanada um dos lugares santos de Jerusalém. Foram colocados detectores de metais na entrada e somente homens com mais de 50 anos tiveram o acesso permitido à Esplanada das Mesquitas para as tradicionais orações de sexta-feira. Nos últimos dois dias, quatro palestinos morreram em enfrentamentos com as forças de segurança em Jerusalém Leste e na Cisjordânia, enquanto três israelenses foram assassinados por um palestino durante um jantar.

Após esperar 1h30, Doria insiste, mas Papa Francisco afirma ser difícil vir ao Brasil

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João Doria tieta o papa. Foto: Divulgação/Prefeitura SP

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), participou da audiência pública com o papa Francisco realizada na manhã desta quarta-feira (19) no Vaticano. Doria esperou cerca de uma hora e meia para cumprimentar o pontífice e refazer o convite para que Francisco vá ao Brasil em outubro para a celebração dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Em um clima descontraído, que permitiu até risadas do pontífice, Doria pediu que Francisco abençoasse as pessoas mais pobres e humildes do Brasil. O prefeito descreveu o breve encontro como emocionante e disse ser um privilégio poder estar ao lado do papa. ”Papa Francisco foi muito atencioso, não mostrou pressa e me ouviu com calma”, disse. Doria recebeu a imprensa brasileira logo após o encontro com o papa. A coletiva estava marcada para acontecer na sala de imprensa do Vaticano, mas por causa de problemas com credenciamentos de alguns jornalistas, a entrevista foi feita na Praça de São Pedro. O prefeito aproveitou o momento para entregar a Francisco uma cópia do livro ”Genesis”, de Sebastião Salgado, ressaltando a importância do fotógrafo brasileiro. Na sequência, disse que sabia que o papa era um fã da seleção brasileira e ofereceu uma camisa assinada por todos os jogadores e uma bandeira do Brasil. ”Neste momento, pedi a ele que revisasse a sua decisão de não ir ao Brasil em outubro para a celebração da aparição de Nossa Senhora Aparecida, ele disse que era difícil, mas respondi que difícil não é impossível”, afirmou o prefeito. Após o pedido, o prefeito beijou a mão de Francisco e fez algumas fotos.