Publicações do pastor Silas Malafaia podem ser punidas com novas regras do Twitter

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”Minha igreja vai continuar aberta”, disse. Foto: Reprodução

Com as novas regras de segurança do Twitter, que combater a disseminação de informações sobre a Covid-19 que contrariem fontes oficiais de saúde e governos, a conta do pastor Silas Malafaia pode sofrer algumas punições.

Conforme o BNews apurou, nas últimas 24 horas, ele, além de convocar a população para a presença física em cultos religiosos, o que se configura aglomeração de pessoas e, portanto, grande risco de transmissão do coronavírus, publicou 17 vídeos com teor que contradiz as informações oficiais sobre o risco de contágio da Covid-19.

Em uma das gravações, o pastor chega a dizer: ”Enquanto tiver transporte coletivo circulando, minha igreja vai continuar aberta com culto. Se fechar tudo no mundo, a igreja é o último reduto de fé e esperança. Se entrar alguém pela porta desesperado com coronavírus, eu tenho que impor as mãos sobre a pessoa. Vai ter sempre uma porta aberta na minha igreja”.

Silas Malafaia também afirmou nas imagens que, qualquer discurso de fechamento das igrejas evangélicas do país, em razão da pandemia, é para causar o pânico da população. Quanto ao discurso xenófobo, em um dos tuítes compartilhados, Malafaia escreveu: ”Querem censurar a fala do filho do presidente. De onde veio essa praga? Da China! Como também as últimas epidemias e pandemias no mundo”.

Nesta quinta-feira (19), o Twitter informou aos usuários a implantação de um novo método de controle das publicações, em parceria com órgãos de saúde e governos, como forma de evitar a propagação de informações falsas a respeito do coronavírus. A empresa chegou a dizer que, em alguns casos, poderá suspender ou até excluir contas.

Igreja pode interpelar Bolsonaro, diz secretário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

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Dom Joel Portella Amado (á esquerda). Foto: Reprodução

O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, indicou nesta quarta-feira, dia 26, que a Igreja Católica poderá questionar o presidente da República, Jair Bolsonaro, por difundir vídeos que convocam para manifestações de apoio a ele e contra o Poder Legislativo, conforme revelado pelo site BR Político, do Grupo Estado. O bispo cobrou ”responsabilidade” de quem foi eleito e ”equilíbrio” entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

”A Igreja estará apoiando as iniciativas que preservem a democracia. Qualquer outra nós precisaremos ouvir, conhecer e até quem sabe interpelar”, disse dom Joel Portella, também bispo auxiliar do Rio de Janeiro. “Existe a corresponsabilidade de cada cidadão e a responsabilidade daqueles que pelo voto foram investidos.”

A cúpula dos bispos ainda deve ser reunir para analisar e decidir como se pronunciar sobre a convocação feita pelo presidente da República para a manifestação de 15 de março, cujo alvo é o Congresso Nacional e os “políticos de sempre”.

Outros materiais de divulgação do protesto contra o poder Legislativo, de cunho ”conservador e patriota”, também exibem fotos de generais do Exército que ”aguardam ordens de povo”, numa alusão à intervenção militar. Apoiadores de Bolsonaro dizem que o ato será em defesa dele, apresentado como ”única esperança” e um presidente ”trabalhador, incansável, cristão, patriota, capaz, justo, incorruptível”.

”Se nós queremos defender a vida, precisamos defender o diálogo e a democracia. Isso é a CNBB, isso é a Igreja, isso é o Evangelho. De algumas coisas não podemos abrir mão: a primeira delas é a vida, e a segunda, como consequência da vida, é a defesa da democracia. Ela implica no equilíbrio sadio dos três poderes”, disse d. Joel Portella, sob aplausos na sede da entidade em Brasília, ao lançar a Campanha da Fraternidade de 2020.

Apesar de citar uma possível ”interpelação” ao presidente, o secretário-geral da conferência deu um sinal de que a entidade se dispôs a deixar divergências com o governo para trás.

Como o jornal O Estado de S. Paulo mostrou na segunda-feira, o governo abriu, com aval de Bolsonaro, um canal de aproximação com a CNBB por meio da ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Ela se dispôs a ser uma ponte com o presidente para distensionar uma relação conflituosa até então.

”Foi uma conversa muito fraterna, na qual se disse as preocupações da CNBB. Ela apresentou as preocupações do governo, nesse quadro geral de vida ameaçada, e as duas assessorias ficaram de entrar em contato posteriormente para ver o que é possível fazer. Se for para o bem das pessoas, de modo especial para quem precisa e está sofrendo, qualquer diferença, qualquer situação, precisa ser deixada de lado”, disse o bispo Portella. ”Faz parte da longa tradição de seis décadas da CNBB dialogar sempre. Até na cruz Jesus dialogou. Essa é uma casa de portas abertas para quem quer venha falar, mas também venha ouvir.”

Por meio de uma assessoria política e da comissão episcopal de ação sócio transformadora, a CNBB mantêm conversas com representantes dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário.

Campanha da Fraternidade

A CNBB divulgou nesta quarta a Campanha da Fraternidade de 2020. O tema é a preservação da vida. Um dos tópicos do texto-base é o uso de redes sociais para disseminar conteúdos violentos. A Igreja alerta para o risco de cristãos entrarem na ”dinâmica perversa” da redes.

”As redes sociais, infelizmente, têm funcionado, em muitos casos como uma caixa amplificada que reverbera todos esses tipos de violência, causando grande mal à vida. A banalização da vida alcançou o mundo virtual por meio das fake news, dos perfis falsos e da disseminação de notícias caluniosas e raivosas sem nenhuma preocupação em verificar a veracidade do que se compartilha ou do que se curte. Esse cenário vem crescendo e ceifando vidas”, diz o texto-base.

O documento também aborda temas como aborto, feminicídio, mortes no trânsito, assassinatos de crianças e de indígenas, desemprego conflitos por terra e água, e preservação ambiental, contra o uso de agrotóxicos e a mineração.

”Essas manifestações de morte estão fazendo parte da paisagem cotidiana. Nós estamos acostumados, passamos por cima de todos os sofrimentos. Aí chamamos de indiferença. Existe essa segunda atitude, a morte, o sofrimento, a violência, como proposta. Está me incomodando, eu mato. Será que isso resolve o problema? Eutanásia social? Eutanásia da humanidade inteira quando tem algum problema? Essa é a pergunta que a Campanha da Fraternidade faz”, afirmou d. Joel Portella.

A CNBB reproduz uma crítica do papa Francisco a governos, ao afirmar que atualmente o Estado se decida mais ao viés econômico do que ao cuidado com as pessoas.

”Se, por qualquer razão, o Estado se omite, ele se equipara àquelas que promovem a morte como nos casos de guerra”, afirma a CNBB. ” incapacidade do Estado de frear a violência contribui para a banalização do mal, na medida em que grupos de extermínio determinam os que devem viver e os que devem morrer. Os poderes paralelos são fortalecidos por um Estado distante e acuado. Com isso, eles impõem a violência e a morte. Como se este fato já não fosse grave em si, ainda mais grave é a concepção daqueles que nutrem uma visão na qual o extermínio do outro soa como alívio.”

A Campanha da Fraternidade existe desde 1962, sendo lançada após o carnaval, na Quarta-feira de Cinzas, quando se iniciam os 40 dias da Quaresma até a Páscoa.

A Igreja arrecada doações nas dioceses para apoiar projetos sociais em todo o País, entre eles as APACs, (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados). Coordenador executivo de campanhas da CNBB, o padre Patriky Samuel Batista disse que a “mão da Igreja” chega onde práticas usuais não alcançam. Com informações do Estadão

Pastor ”desafia” fiéis a assinarem apoio ao novo partido de Bolsonaro durante culto

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Emerson Patriota, da Igreja Presbiteriana Central. Foto: Reprodução

Entre louvores e orações, fiéis da Igreja Presbiteriana Central de Londrina, no Paraná, foram ”desafiados” no último domingo,  a assinarem uma ficha de apoio à criação do Aliança pelo Brasil, partido idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro.

O reverendo Emerson Patriota foi quem pediu, do púlpito, para os membros da congregação colocarem seus nomes na lista que será entregue à Justiça Eleitoral. Representantes de um cartório da cidade estavam no local para reconhecer as assinaturas.

Para tirar o Aliança do papel, Bolsonaro precisa de aproximadamente 492 mil assinaturas. O movimento na Presbiteriana de Londrina foi articulado pelo deputado Filipe Barros (PSL-PR), aliado do presidente e membro da igreja, com a direção da instituição. O parlamentar disse ao Estadão/Broadcast que ”centenas” de assinaturas foram recolhidas no local. Do lado de fora, o grupo colocou um ônibus estampado com a marca do Aliança e as fotos de Jair Bolsonaro e Filipe Barros.

Enquanto dava os avisos sobre as atividades da igreja no culto, o pastor anunciou a presença dos funcionários do cartório. ”Nós estamos desafiando você, todos, a passarem lá, conhecerem o estatuto, os valores”, disse o reverendo. “”Na verdade, eu estava conversando com algumas pessoas e disseram que é mais difícil entrar nesse partido do que em algumas igrejas por aí. Tem que ter mais vida idônea do que algumas igrejas exigem. Isso é muito bom porque tem valores familiares.”

Como o Estado publicou em dezembro, aliados do presidente Jair Bolsonaro apostam em igrejas evangélicas, entidades de classe de policiais militares, Exército e bombeiros para viabilizar o Aliança pelo Brasil. A ideia é aproveita a aglomeração de pessoas nestes locais para atingir o número de assinaturas exigidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Aliança precisa ser homologado até 4 de abril para concorrer nas eleições municipais de 2020. Articuladores admitem que o partido pode não estar formalizado a tempo do pleito de outubro. O culto foi transmitido pelas redes sociais. No YouTube, internautas começaram a fazer comentários criticando a igreja. Nesta terça-feira, 28, o vídeo já não estava mais disponível. Procurada, a instituição ainda não se manifestou.

O ex-procurador regional eleitoral de São Paulo Luiz Carlos dos Santos Gonçalves avalia que coletar assinaturas em igrejas para um partido político não é ilegal. A restrição só ocorre em período de campanha eleitoral, quando candidatos não podem pedir votos em locais classificadas como “bens públicos”.

”Se não houver constrangimento para que as pessoas assinem, não há ilegalidade. Se a pessoa é forçada a fazer aquilo, aí surge a ilegalidade. Neste caso, está dentro do espaço da confissão e não há problema”, afirmou Gonçalves.

No caso de Londrina, o ex-procurador não vê ilegalidade no discurso do pastor ao ”desafiar” os fiéis a apoiar o partido. ”A igreja é sempre uma associação voluntária. Se as pessoas estão ali é porque elas aceitam aquela pauta. Se houver um caso em que a pessoa se sentir forçada a assinar, aí seria um caso de polícia.”

‘Dever’

Ao Estadão/Broadcast, o deputado Filipe Barros disse que o movimento foi articulado com a direção da igreja e que outras instituições religiosas estão se mobilizando para reunir as assinaturas. Ele afirmou que o ”busão do Aliança”, como foi batizado, está percorrendo cidades do Paraná para mobilizar aliados e é bancado por apoiadores de Bolsonaro.

Entre os princípios elencados no estatuto do Aliança, estão os ”valores culturais e religiosos dos brasileiros”. ”Dentro da doutrina da minha igreja, a gente considera que é um dever do cristão participar da vida pública, da vida política de um país”, disse Filipe Barros.

O parlamentar pontuou que não há impedimentos legais para a mobilização de apoio em igrejas. ”A nossa Constituição prevê a livre associação. A igreja é uma instituição privada, não tem dinheiro público envolvido”, afirmou. ”É natural que as pessoas participem da criação de um partido político. Aliás, eu não vejo estardalhaço quando o Lula fala que o PT tem que se aproximar das igrejas evangélicas”, comentou.

Outras igrejas

Além da Presbiteriana em Londrina, lideranças de outras igrejas evangélicas no País se mobilizam para ajudar Bolsonaro a oficializar o Aliança pelo Brasil. No último sábado, aliados do presidente recolheram assinaturas na Assembleia Legislativa do Amazonas. O presidente da Assembleia de Deus no Estado, Jônatas Câmara, pediu que apoiadores fossem ao local para integrar a lista.

O pastor, que recebeu Bolsonaro em novembro para um culto em Manaus, é irmão do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), líder da bancada evangélica na Câmara. É também irmão do pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus no Pará e um dos maiores líderes da denominação evangélica no País.

O deputado Silas Câmara disse que o apoio ao Aliança pelo Brasil não é institucional, mas é feito pela movimentação de pastores e outros líderes simpáticos à nova sigla. ”Dentro de igreja, esquece. Eles (os pastores) estão atentos a esses movimentos de direita organizados e participam indo lá”, afirmou o deputado ao Broadcast Político. Com informações do Estadão Conteúdo

Papa Francisco faz apelo inusitado e pede a fiéis que recolham os celulares nas refeições e conversem

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Francisco discursou sobre as relações familiares. Foto: AFP

O papa Francisco fez um apelo inusitado no último sábado 28, durante oração na Praça São Pedro, no Vaticano. O pontífice pediu as pessoas conversem umas com as outras durante as refeições em vez de usarem os celulares, citando Jesus, Maria e José como um exemplo que as famílias devem seguir.

”Eles rezavam, trabalhavam e se comunicavam uns com os outros. Eu me pergunto se você, em família, sabe como se comunicar ou se você é como aquelas crianças nas mesas de refeição que ficam falando no celular… onde há silêncio como na missa, mas eles não se comunicam”, discursou o papa.

”Temos que voltar a nos comunicar em nossas famílias. Pais, crianças, avós, irmãos e irmãs, essa é uma tarefa para ser assumida hoje, no dia da Família Sagrada”, completou o papa argentino, um antigo crítico do aparelho. Em 2017, ele admitiu ficar triste ao ver fiéis utilizando celulares durante missas.

Márcia Fellipe é detonada após criticar canonização de Irmã Dulce: ”santo só o senhor Jesus”

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Comentário da cantora gerou repercussão negativa. Foto: Instagram

A forrozeira Márcia Fellipe revoltou os fãs e a comunidade católica após criticar a canonização da Irmã Dulce. Em uma postagem que fala sobre o processo de canonização da freira neste domingo, a cantora deixou o seguinte comentário: ”Ajudar o próximo, sim! Mas não faz nenhum ser humano ser ‘santo’. Santo só o senhor Jesus Cristo. Não se deixem enganar (leiam a Bíblia). ‘E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’. João 8:32”, encerrou ela citando um versículo bíblico.

Os internautas não perdoaram a fala da artista e pediram respeito ao catolicismo: ”Ridícula, que falta de respeito. Quem é você para dizer o que é certo e o que é errado? Lê a bíblia inteira e não sabe o significado de cada palavra. Sua leitura foi em vão. Leia novamente e compreenda as suas palavras, você não é digna de dizer nada. Respeite a religião dos outros. Não nos metemos na sua”, escreveu um seguidor da página.

”Cadê o respeito pela religião dos outros?”; ”Você só tem e diz que lê a Bíblia por conta dos católicos. Então, linda, não só leia e decore. Estude cada palavra”; ”Vive mostrando o corpo em todo lugar, essas músicas ridículas e vulgar e vem aqui comentar uma coisa dessas”; ”Respeite a fé das pessoas” e ”Cante menos e estude mais a Bíblia meu amor”, foram alguns entre a centena de comentários detonando Márcia Fellipe.

A forrozeira não se pronunciou após a repercussão negativa do comentário, mas decidiu, na tarde desta segunda-feira (14/10), excluir o vídeo com o seu posicionamento do Instagram.

Arquidiocese de Salvador apoia Projeto de Lei que prevê fim do ”arrastão” no Carnaval

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Arcebispo de Salvador, Dom Murilo S.R. Krieger. Foto: Divulgação

A Arquidiocese de São Salvador se pronunciou nesta sexta-feira (4) sobre o Projeto de Lei nº. 45/2016, de autoria do Vereador Henrique Carballal, que prevê o fim do Arrastão na quarta-feira de cinzas.

Por meio de nota divulgada na imprensa, a Arquidiocese afirma entender o posicionamento do vereador por defender os costumes e tradições da Igreja Católica, mas pontua também que pelo Brasil ser um Estado laico, não deva existir a intervenção da Igreja nessas questões.

O texto prega ainda o respeito e alerta para o dever do Estado em garantir o efetivo respeito às crenças e costumes religiosos praticados por cada um. Leia a nota na íntegra:

NOTA OFICIAL DA ARQUIDIOCESE DE SÃO SALVADOR DA BAHIA

PROJETO DE LEI SOBRE A QUARTA-FEIRA DE CINZAS

É de conhecimento de todos que recentemente foi aprovado pela Câmara Municipal de Salvador o Projeto de Lei nº. 45/2016, de autoria do Vereador Henrique Carballal, que “Disciplina a realização de eventos na quarta-feira de cinzas, no âmbito do município de Salvador, e dá outras providências”. Esse Projeto de Lei teve grande repercussão na cidade e em todo país, em especial nos ambientes político e econômico, principalmente entre aqueles diretamente interessados pelos festejos do Carnaval. A Arquidiocese de São Salvador da Bahia, tendo acompanhado essas manifestações, compreende ser imperioso posicionar-se a respeito da referida matéria.

O Vereador que apresentou o Projeto de Lei assim agiu, segundo seu próprio testemunho, em nome de sua fé e de seu dever como cidadão, procurando responder a inúmeras solicitações de seus representados. Tal ato, embora não tenha sido uma proposição requerida por nossa Arquidiocese, nos causou surpresa, reflexão e alegria, pois cumpre-nos o dever de defender costumes e tradições praticados pelo nosso povo. Esse também foi o entendimento da maioria dos senhores vereadores que aprovou o mencionado Projeto de Lei.

Sendo o Brasil um Estado laico, pressupõe-se, por um lado, a não intervenção da Igreja no Estado e, por outro, o dever deste de garantir o efetivo respeito às crenças e costumes religiosos praticados por cada um. Assim, torna-se imperioso compreender que as leis que regulam os festejos populares, como são os do Carnaval, não podem estar alheios a esse contexto; sua ocorrência deve adequar-se, pois, às tradições e celebrações religiosas – o que não vêm acontecendo nos últimos anos.

O Projeto de Lei nº 45/2016 deseja renovar a consciência de todos sobre o valor das tradições religiosas, e pretende evitar que o período da Quaresma seja desrespeitado, em flagrante prejuízo, especialmente da comunidade cristã católica. Acreditamos que os demais segmentos religiosos também desejam que suas tradições sejam mantidas e preservadas.

Por essas razões, nossa Arquidiocese vê, no Projeto de Lei agora aprovado, a oportunidade que a sociedade de Salvador, representada pela Câmara Municipal e por diversos outros organismos e entidades, tem de restaurar na cidade o ambiente propício para a vivência das tradições do povo cristão católico, evitando qualquer forma de agressão ou desrespeito, seja durante a realização do Carnaval, seja em qualquer outra manifestação cultural.

Em face do exposto, ciente de sua missão, a Arquidiocese de São Salvador da Bahia manifesta seu apoio a essa iniciativa da Câmara Municipal de Salvador, ao tempo em que aguarda, com expectativa, a manifestação de sensibilidade do Senhor Prefeito Municipal, no sentido de compreender a oportunidade do Projeto, sancionando-o e cooperando, assim, para o bem de toda a cidade e para o efetivo respeito de nossos valores.

Salvador, 04 de outubro de 2019.

Pelo Conselho Presbiteral da Arquidiocese de São Salvador da Bahia,

Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil

Justiça manda Ministério recolher passaporte diplomático do bispo Valdemiro Santiago

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Líder religioso Valdemiro Santiago de Oliveira. Foto: Reprodução

A 8.ª Vara Cível Federal de São Paulo determinou ao Ministério das Relações Exteriores que recolha, em até cinco dias, os passaportes diplomáticos concedidos ao líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago de Oliveira e a sua mulher, Franciléia de Castro Gomes de Oliveira. De acordo com a liminar, despachada na quarta (10), pelo juiz federal Hong Kou Hen, não houve comprovação do interesse público para a concessão dos documentos diferenciados de viagem aos religiosos. O passaporte havia sido concedido pelo governo Bolsonaro no último dia 9.

As informações foram divulgadas pelo Núcleo de Comunicação Social da Justiça Federal em São Paulo – Processo nº 5014460-51.2019.403.6100. Na ação popular, o autor sustenta que ‘a entrega dos passaportes diplomáticos não atendeu aos requisitos do Decreto 5.978 de 2006, devido à ausência de fundamentos válidos relacionados ao interesse do país para a referida concessão’. Na decisão, o juiz ressalta que o fato de alguém exercer a função de líder ou dirigente religioso, por si só, não é justificativa plausível para receber qualquer tipo de tratamento diferenciado ou privilegiado, sob pena de violação do princípio Constitucional da igualdade. “Vale consignar que a Constituição Federal estabeleceu a laicidade para o Estado brasileiro, ou seja, há uma clara e insuperável separação entre o Estado e as religiões”, pontua o magistrado.

A portaria do ministro das Relações Exteriores que concedeu os documentos de viagem aos corréus, expedida em 7/8, apresentou como justificativa o fato de que, “ao portar passaporte diplomático, seu titular poderá desempenhar de maneira mais eficiente suas atividades em prol das comunidades brasileiras no exterior”. “A discricionariedade administrativa está limitada à lei e principalmente aos princípios constitucionais que norteiam a administração pública, dentre eles a moralidade. No entender deste Juízo, o ministro das Relações Exteriores não apresentou a necessária justificativa vinculada ao atendimento do interesse do país, quando da expedição da portaria, ora atacada”, afirma Hong Kou Hen.

Além de suspender os efeitos da portaria, a liminar também determinou que Valdemiro Santiago e sua mulher providenciem a devolução dos passaportes diplomáticos no prazo de cinco dias, contados da ciência da decisão, sob pena de multa diária. Com informações do Estadão

Ao tornar Irmã baiana Dulce santa, papa Francisco reforça ideal para novo catolicismo

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Papa reforça ideal para novo catolicismo. Foto: Reprodução

Ao reconhecer a baiana Irmã Dulce (1914-1992) como a primeira santa nascida no Brasil, o papa Francisco reforça um dos elementos mais presentes nas canonizações de seu pontificado: o papel de religiosos que se dedicavam a cuidar dos marginalizados, em especial nas regiões periféricas do mundo católico.

É o caso da recém-declarada santa, que pertencia a uma congregação ligada aos franciscanos (honrados, é claro, pelo próprio nome que o pontífice argentino adotou ao assumir o comando da Igreja Católica). O mesmo vale para canonizações recentes de sacerdotes e freiras da Índia (o caso mais famoso é o de madre Teresa de Calcutá, que morreu em 1997 e teve sua santidade reconhecida em 2016), da Palestina e da própria Argentina. A imprensa católica de língua inglesa chegou a apelidar a nova santa de “madre Teresa do Brasil”.

Isso não significa necessariamente que essas ”candidaturas” à santidade tenham furado a longa fila de processos na Santa Sé. A própria Irmã Dulce, por exemplo, teve seu primeiro milagre reconhecido ainda em 2003, durante o papado de João Paulo 2o, e foi beatificada pelo pontífice que o sucedeu, Bento 16, em 2011. O reconhecimento pelo Vaticano de um segundo milagre operado por intercessão dela acabou confirmando a canonização.

Em situações especiais, por outro lado, o papa pode dispensar a necessidade de um primeiro ou segundo milagre confirmados, por meio da chamada canonização equipolente. Foi o que permitiu que se reconhecesse a santidade do missionário jesuíta José de Anchieta (1534-1597), que nasceu na Espanha, mas se tornou uma das figuras mais veneradas dos primeiros séculos de catolicismo no Brasil.

Anchieta exemplifica outra constante das canonizações ocorridas no pontificado de Francisco: a importância dos religiosos que levaram a fé católica para locais distantes da Europa na Era das Navegações, o que, nos últimos anos, alçou aos altares figuras dos séculos 16 e 17 que pregaram para indígenas mexicanos, canadenses e americanos.

Além disso, muitos desses santos morreram em defesa da fé, como os chamados Mártires de Natal (RN). Esse grupo de 30 colonos de origem portuguesa, liderados pelo jesuíta André de Soveral, nascido no Brasil, foi executado por holandeses protestantes e seus aliados indígenas em 1645, no atual território do Rio Grande do Norte. O conjunto das canonizações retrata bem o ideal que Francisco tem pregado para o catolicismo do século 21: uma Igreja próxima dos pobres, missionária e que não tema o martírio.

Cristãos precisam enfrentar esquemas conspiratórios da esquerda e direita, diz líder evangélico

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Pastor Valdinei Ferreira se posiciona sobre política. Foto: Divulgação

A direita fala de Ursal, uma ficcional União das Repúblicas Socialistas da América Latina, como se fosse verdade. A esquerda não fica atrás e vem com um papo de que Sergio Moro é cria da CIA. Para onde esses “esquemas conspiratórios” nos levam?

Para longe da tradição cristã de tolerância, diz o pastor Valdinei Ferreira, titular no mais antigo templo protestante da capital paulista, a Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, de 1865.

Ferreira assinou, três dias após a vitória de Jair Bolsonaro, um manifesto em nome do movimento Reforma Brasil pedindo que cristãos se posicionem “de modo intransigente a favor da institucionalidade democrática”.

Há um ano, a frente —capitaneada por sua igreja— se lançava com outro manifesto, crítico aos “cadáveres da política” e à bancada evangélica.

A cena política era então descrita como um “vale de ossos secos”, recuperando a expressão do profeta bíblico Ezequiel, “dominado por legiões de mortos-vivos, instalados nos centros de poder”.

Agora Brasília deu uma cambalhota, e o “apoio estridente” dos evangélicos a Bolsonaro beirou os 70%. Para Ferreira, a esquerda não errou em defender minorias, mas abraçou lutas identitárias —como a da mulher, do negro— sem o zelo de não alienar outros blocos, como o evangélico.

Vê como “legítima a reivindicação que você não tenha doutrinação” na aula, mas acha o Escola Sem Partido “uma bobagem”. Pondera: “Você vai criar um índex do que pode ser lido? Dou aula na nossa faculdade. ‘Manifesto Comunista’ é leitura obrigatória.”

 

Da internet às ruas, há muita hostilidade no ar. Como retomar o diálogo entre quem pensa diferente?

Agostinho diz que a verdade não pode ser minha nem sua, tem que ser nossa. O próprio cristianismo tem recursos para que as partes se ouçam e cedam mutuamente. É voltar para aquilo que é a tradição cristã: tolerância. Difícil é enfrentar esses esquemas conspiratórios.

E quais seriam?

Pega gente da direita que fala em Ursal, Foro de São Paulo, tudo como se fosse um grande plano em marcha. O mesmo se aplica à esquerda que diz que a Lava Jato é ação do FBI, que o Moro foi treinado pelos americanos. Uma simplificação que faz a pessoa perder a capacidade de entender o que se passa.

O sr. fala em “apoio estridente” do bloco evangélico a Bolsonaro. Seriam cerca de 70%. Ao que atribui isso?

As razões pelas quais as pessoas votaram são legítimas. Querem uma sociedade mais segura, e Bolsonaro canalizou isso. Votaram contra o sistema, e ele também conseguiu personificar isso. Acredito que o fator decisivo foi o discurso em torno da família tradicional. Um negócio que vai demorar muito tempo para se esclarecer é toda essa narrativa a respeito de “kit gay”, discussões de gênero. Isso teve um efeito grande nas igrejas em geral.

Como conciliar, numa democracia, direitos de minorias e daqueles que querem preservar um núcleo familiar que veem como biblicamente correto?

Aí que os extremos atrapalham. Parte das minorias não se sente representada, e parte da maioria se sente acuada pela emergência das minorias. É algo novo na sociedade brasileira, e também na Europa, nos EUA. Nossa democracia está buscando jeitos de conciliar interesses conflitantes. Por exemplo, uma fronteira é a questão do papel do Estado, da escola e da família na esfera íntima que é a orientação sexual. A gente não vai sair disso sem bom senso.

Nesse contexto, como vê o Escola Sem Partido?

Uma bobagem. É legítimo reivindicar que não se tenha doutrinação, no sentido de quase que um aliciamento por partidos ou movimentos sociais. Agora, qual a linha a julgar que o professor, ao passar conteúdo de marxismo, parte da história do Ocidente, induziu o aluno a integrar movimentos de esquerda? Dou aula na nossa faculdade. “Manifesto Comunista” é leitura obrigatória. É entender o papel de Marx no capitalismo. Vamos criar um índex do que não se pode ler? Entrei na Universidade Estadual de Londrina nos anos 1980. Só Marx, tudo Marx. Daí fui para a USP, e a briga maior era para ensinar Max Weber. Quem defende o Escola Sem Partido faria um favor à sociedade se criasse institutos para promover pensamentos que divergem da esquerda. O que vale é o debate de ideias.

Há uma minoria evangélica mais progressista. Como é a divisão no segmento?

O segmento é conservador. Agora, isso não significa ser contra minorias, preconceituoso. Você conserva a manutenção da sua vida, sem que isso tenha que ser imposto aos outros. Uma das bandeiras do protestantismo: não teríamos igrejas protestantes se você não tivesse liberdade de escolher a que igreja pertencer. Conservadorismo não é necessariamente ser intolerante, e progressismo não é necessariamente ser tolerante.

Hoje alas da esquerda avaliam se não trataram mal evangélicos e agora perderam esse eleitorado. É preciso frisar: aqueles que deram apoio estridente a Bolsonaro também estiveram nos palanques de Lula e Dilma [Edir Macedo, Silas Malafaia etc.]. Existe um setor evangélico muito bem articulado politicamente, que tem compromisso com o poder. Agora, a esquerda muitas vezes tem preconceito em relação à religião. Uma coisa que as pentecostais têm muito forte é a sensibilidade social. Há um esforço social forte com viciados, moradores de rua. Nesse sentido, a esquerda poderia manter diálogo muito maior com as igrejas. Quando ela se identificou com essas bandeiras identitárias, sejam mulheres, LGBTs, não fazia uma coisa errada. Mas, ao colocar o acento de uma forma  mais forte nisso, criou esse sentimento “olha, [evangélicos] não somos representados por eles adequadamente”.

Recurso usado por pastores de frentes progressistas é frisar que nenhum cristão apoiaria frases como “bandido bom é bandido morto” ou falas  de Bolsonaro como “prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí”. Por que isso não teve impacto no segmento?

Você tem declarações de natureza anticristã, claramente. Mas precisa separar o seguinte: a igreja  enquanto instituição não deve apoiar ou vetar qualquer candidato. Agora, [fiéis], de acordo com sua sensibilidade, filtram esse tipo de declaração, decidem se é impeditivo de votar no candidato ou se merece ser relevado no contexto político. Quem está do outro lado também usa raciocínio para vetar nomes da esquerda, como evocar o “kit gay”. Bolsonaro tem a oportunidade de amadurecer. A Constituição prevê o direito de minorias. Se não conseguir lidar com isso, serão quatro anos terríveis, de turbulência.

Qual papel que a igreja deve ter no Estado e na educação?

Precisa participar. A laicidade é vista como “todos os argumentos valem, menos o religioso”. Isso empobrece a diversidade. O desafio das igrejas é aprender a separar o que, do ponto de vista da doutrina, é imoral do que é ilegal. Você não pode, numa sociedade plural, se apropriar de mecanismos do Estado para impor determinado conteúdo. E não faz sentido nenhum, todo tipo de obediência só faz sentido se for livre, se for de coração, e não por constrangimento de qualquer natureza.

O sr. diz que, após a eleição de Bolsonaro, cabe zelar “de modo intransigente” pela “institucionalidade democrática”. Até aqui, acha que ele dá sinais disso?

Bolsonaro  e os filhos agem como o sujeito que atira usando um simulador. Agora ele é o presidente, o filho é senador [Flavio], o outro, deputado [Eduardo]. O que falam produz estragos reais. Tenho a impressão de que não conseguem avaliar a dimensão disso e continuam fazendo discurso como se fosse o da simulação, da campanha. Mas a fala do presidente tem peso no mundo inteiro. Exemplo foi a transferência da embaixada para Jerusalém. Imediatamente o Egito reagiu. Espero que Bolsonaro amadureça e aprenda que não há mais espaço para falas que agradam a determinado setor da população.

O que achou da ideia de transferir a embaixada, elogiada por muitos evangélicos?

Tem que ser avaliado com cautela. O Brasil não tem o peso dos EUA. O ato atrapalha negociações sobre o status final de Jerusalém, fundamental para pacificar a região. Não contribui para uma solução que faça justiça aos palestinos.

A bancada evangélica crescerá em 2019. É um sinal da pluralidade no Brasil, que sempre teve uma cultura de esconder diferenças, a ideia do caldeirão onde se mistura tudo. Nos anos recentes, tivemos pessoas colocando a identidade: sou negro, mulher, gay. Alguém se identificar como evangélico e ter uma bancada alinhada a isso não é o problema, o problema é o que você defende enquanto evangélico.

O que quer dizer o painel “Fé Pública” em frente à igreja?

A fé em Deus é pessoal, mas nunca individualista. Como disse Jesus: “Amarás o Senhor, teu Deus, e o teu próximo como a ti mesmo’”. A fé sempre diz respeito ao modo como trato os outros. Num segundo painel, citamos o teólogo Karl Barth: a igreja atravessa a história obedecendo e desobedecendo. Contamos quando Billy Graham [um dos maiores evangelizadores americanos, morto em fevereiro] foi convidado a pregar na África do Sul. Queriam que fizesse um encontro para brancos e outro para negros. Ele se recusou. Claro, há muitos erros por trás dos acertos. A ideia não é camuflar, dizer que a igreja sempre esteve do lado certo. Mas quem lê o Evangelho com profundidade tem capacidade de autocrítica. Nem sempre acompanhar a maioria significa ser fiel ao Evangelho.

E onde a igreja errou?

Apoiou a escravidão, teve dificuldade em lidar com o papel das mulheres. É histórico.

Pastor evangélico é preso acusado espiar mulheres em banheiros do Parque da Cidade

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Peterson William Fontes foi preso em Brasília. Foto: Divulgação

Um pastor, identificado com Peterson William Fontes, 41 anos, foi preso em flagrante por abrir buracos em sete banheiros químicos femininos para espiar mulheres, no Parque da Cidade, em Brasília, neste domingo (14). O crime aconteceu durante um evento de corrida no local, informou o UOL. Conforme a Polícia Militar, os frequentadores do parque acionaram os policiais e afirmaram ter visto o homem espiando quem usava o banheiro. O pastor foi preso em flagrante, levado para a 1ª Delegacia de Polícia e vai responder pelos crimes de importunação sexual e de dano. Se condenado, pode pegar de um a quatro anos de prisão. Com o pastor foram encontrados uma lâmina de serra, um maçarico e fluido para isqueiro. Pertenson, que é casado e tem um filho, ministra cultos em uma igreja em Águas Claras, no Distrito Federal, o homem também trabalha como vendedor de colchões.

”Não existe um inferno em que sofrem as almas dos pecadores por toda a eternidade”, diz o papa

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”Inferno não existe”, diz o papa Francisco. Foto: Reprodução

O papa Francisco disse em entrevista a Eugenio Scalfari, fundador do jornal italiano La Repubblica, que ”o inferno não existe; o que existe é o desaparecimento das almas pecadoras”. ”Não existe um inferno em que sofrem as almas dos pecadores por toda a eternidade”, teria dito o pontífice, segundo a reportagem de Scalfari, publicada nesta quinta-feira (29). “Aqueles que não se arrependem e portanto não podem ser perdoados desaparecem.”O Vaticano, porém, afirmou em comunicado nesta quinta que o papa recebeu Scalfari para um encontro privado, sem conceder entrevista, e que as falas citadas no texto não deveriam ser consideradas ”uma transcrição fiel das palavras do Santo Padre”. Scalfari, de 93 anos, que é ateu e entrevistou o papa diversas vezes, já disse anteriormente que não grava nem anota suas entrevistas, usando sua memória para recontar as conversas. Nesta quinta-feira, quando começam as atividades da Páscoa no Vaticano, o papa fará o ritual do lava-pés, na prisão Regina Coeli, em Roma. O pontífice lavará os pés de 12 presos, que incluem católicos, muçulmanos, um cristão ortodoxo e um budista, de nacionalidade italiana, filipina, marroquina, colombiana, nigeriana, leonesa e moldávia. Mais cedo, em missa, o papa pediu que os padres se aproximem espiritualmente de suas congregações e que não se atenham à lei católica em seus sermões. Francisco disse que os padres podem dizer aos adúlteros que não voltem a pecar, mas que não devem adotar um tom legalista e que devem permitir que os adúlteros olhem para frente e não para trás.

Papa Francisco destaca a disputa por Jerusalém em sua tradicional mensagem de Natal

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Papa pede o fim do conflito entre Israel e Palestina. Foto: Divulgação

O papa Francisco usou sua tradicional mensagem de Natal para pedir por um fim negociado do conflito entre Israel e Palestina, incluindo a disputa sobre o status de Jerusalém. O pedido acontece poucos dias após a Organização das Nações Unidas (ONU) ter repreendido os Estados Unidos por unilateralmente reconhecer a cidade como capital de Israel. Em seu pronunciamento na sacada da Basílica de São Pedro para uma plateia estimada em 50 mil pessoas, o papa orou por ”paz para Jerusalém e para todos na Terra Santa” na forma de “dois estados que concordam mutuamente e internacionalmente em ter suas fronteiras reconhecidas”. O papa também elogiou os “esforços de todos aqueles da comunidade internacional inspirados pela boa vontade” para trazer ”harmonia, justiça e segurança” para a região. No início do mês, poucas horas antes do presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que os Estados Unidos iriam oficialmente reconhecer Jerusalém como capital de Israel, o papa fez um ”apelo sincero” por respeito as resoluções da ONU que determinam o status da cidade como parte de um acordo de paz amplo. Na quinta-feira, a ONU decidiu em assembleia, por 128-9, com 35 abstenções, por repreender os Estados Unidos pela medida envolvendo Jerusalém. A mensagem de natal do papa ”para a cidade [de Roma] e para o mundo” tradicionalmente trata de diversas regiões problemáticas. Neste ano, o foco do discurso foram as crianças de diferentes países que sofrem com os ”ventos da guerra” e um “modelo ultrapassado de desenvolvimento [que] continua a produzir o declínio da humanidade, da sociedade e do meio ambiente”. Ele mencionou ”aqueles cuja infância foi roubada” através do trabalho forçado, pela guerra ao serem utilizados em combate ou vítimas do tráfico de pessoas.

Papa Francisco nomeia Padre Vítor, pároco de Maracás, como bispo da diocese de Propriá

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Padre Vitor Menezes é nomeado bispo. Foto: Reprodução

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou nesta semana a nomeação do novo bispo da diocese de Propriá, no Estado de Sergipe (SE). Padre Vitor Agnaldo de Menezes, atual pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças em Maracás, pertencente a  Diocese de Jequié  irá assumir o governo pastoral da diocese. A decisão foi tomada com base no pedido de renúncia apresentada pelo então bispo, dom Mário Rino Sivieri, por motivo de idade.

Trajetória
Nascido em 15 de junho de 1968, na cidade baiana de Curaçá, padre Vitor é formado em Filosofia pelo Institutum Sapientiae, em Anápolis (GO) e em Teologia pela Universidade Católica de Salvador, na Bahia. Também tem especialização em Espiritualidade Sacerdotal e Missionária. Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 18 de abril de 1998, na diocese de Jequié, na Bahia. Entre as funções que exerceu estão a de pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Jequié; reitor do Seminário Maior Diocesano; diretor Nacional da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, de 2006 a 2010; pároco da Paróquia Catedral de Santo Antônio, em Jequié, de 2011 a 2016 e, por último, pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Maracás, função que exerce desde agosto de 2016.

Cantor e Pastor Netto Paz é morto a tiros em rodovia, dentro de carro, em Ibirapitanga

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Morre o cantor Melchiades Santos Neto. Fotomontagem: BMF

O pastor e cantor Melchiades Santos Neto,  de 36 anos, o Netto Paz,  morreu vítima de disparos de arma de fogo por volta das 18h:30h desta quarta-feira (25), depois de surpreendido por criminosos quando trafegava em um automóvel Corolla de cor cinza, com placa NZK-3915, no trevo da Rodovia BA-650 com a BR-101, perímetro do município de Ibirapitanga, no Sul do Estado. Segundo a Polícia Civil do município, o cantor estava na companhia da esposa,  e da filha, que teria sido atingida no braço e precisou ser transferida para uma unidade de saúde de Itabuna. O Corolla com a família evangélica seguia em direção a Ibirapitanga, onde residia, quando ocorreu o crime. Os autores, que interceptaram o carro da vítima, estavam a bordo de um Fiat Strada e fizeram vários disparos contra o Toyota. Após o cometimento do crime, o bando fugiu sem levar nenhum pertence e tomou rumo ignorado. O cantor morreu ao dar entrada no Hospital Municipal de Ibirapitanga. A música ”Minha Bênção” foi à canção que deu projeção ao cantor Netto Paz, reconhecido no seguimento gospel baiano, com passagem pela Banda Shalom, tendo atuado no grupo como vocalista durante 15 anos. A morte precoce de Netto Paz é lamentada por fãs nas redes sociais. A polícia da região Sul informou que buscas estão sendo realizadas e que as investigações sobre o caso já foram iniciadas. Inicialmente, a polícia descartou a hipótese de tentativa de assalto.