Pastor R.R. Soares é intubado em hospital do Rio após complicações da Covid-19, diz site

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Pastor R.R. Soares está no no Hospital CopaStar. Foto: Reprodução

R. R. Soares, pastor fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, foi intubado neste sábado (5) devido a complicações no quadro de Covid-19, segundo informações do site Metrópoles. Ele está internado desde sexta-feira (4) no Hospital CopaStar, em Copacabana, no Rio.

De acordo com o jornal A Tribuna, a intubação foi necessária para aliviar a dificuldade respiratória do pastor de 73 anos. O CopaStar não comentou a informação.

Conforme a Folha publicou, no início da pandemia R.R.Soares promoveu cultos transmitidos pela RiT (Rede Internacional de Televisão, da qual é dono) e pela internet em que pedia aos fiéis que fizessem doações por meio de transferências bancárias ou nas lotéricas pelo período que durasse a emergência.

”Queria fazer um apelo a toda pessoa que ama a obra de Deus. Vocês sabem que as nossas igrejas estão fechadas, mas os compromissos continuam. Exatamente, não entraram em quarentena. Amanhã, quando o banco abrir… Banco talvez você não possa ir, parece que também vai fechar. Mas você, da sua casa, pode fazer a transferência”, disse Soares, na ocasião.

Na sequência, ele informava os números das contas para depósito nos bancos Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. Caso não fosse possível ao fiel fazer uma transferência, Soares sugeria a ida a alguma lotérica.

Reportagem da Folha de 2018 afirmava que a dívida da Igreja Internacional da Graça de Deus com a Receita Federal era de R$ 85,3 milhões. Ao final de 2019, levantamento da Agência Pública apontava uma dívida de mais de R$ 127 milhões.

Segundo informações do UOL, o pastor também promoveu curas milagrosas para Covid-19.

Em abril do ano passado, ele ensinou uma oração que “expulsaria” o vírus do corpo. “Corona, sai daquela pessoa no hospital agora, em nome de Jesus Cristo. Vai embora, acabou. A bênção chegou e todo o mal está desfeito. Em nome de Jesus Cristo. Aí você levanta os braços e diga: ‘Obrigado, Jesus, eu creio”, disse na ocasião, usando máscara, segundo o UOL.

Já em maio, ele anunciou que fiéis de sua igreja se curaram da Covid graças a uma “água consagrada” por ele.

De acordo com os especialistas, a melhor forma de se proteger da Covid-19 é com medidas como distanciamento social, uso de máscaras e vacinação.

R.R.Soares fundou a Igreja Internacional da Graça de Deus em 1980, após romper com o cunhado Edir Macedo. Ele é cofundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

Além de pastor, R.R. Soares é dono da RIT TV, uma emissora UHF, e da Nossa TV, uma operadora de TV paga. Ele também tem programas como Show da Fé, exibido em emissoras como a Band e a Rede TV!.

Com informações do UOL

Morre o político e cantor gospel Irmão Lázaro, vítima de complicações da covid-19

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Irmão Lázaro morreu em Feira de Santana. Foto: Rede social

O Vereador de Salvador, Irmão Lázaro morreu nesta sexta-feira (19) em Feira de Santana, onde estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital. O parlamentar estava no hospital há cerca de um mês por conta das complicações causadas pela covid-19. A informação da morte de Lázaro foi confirmada por sua filha nas redes sociais.

”Hoje a pessoa mais importante da minha vida se foi, o homem que eu mais amei e continuarei amando o resto da vida!!”, anunciou a filha do político e artista gospel.

Em missa na Igreja do Bonfim, padre desabafa e critica Jair Bolsonaro: ”Política genocida”

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Padre Edson. Foto: Divulgação Basílica do Senhor do Bonfim

Quem acompanhou a missa celebrada na Igreja do Bonfim, em Salvador, do último domingo (14), pôde se deparar com um longo desabafo feito pelo padre Edson Menezes. O pároco da Basílica não poupou críticas a forma como o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e sua família têm lidado com a pandemia causada pela Covid-19.

Ao falar da Campanha da Fraternidade, o padre lembrou do recém completado um ano da crise sanitária global e as consequências que o vírus tem causado na sociedade. Ele criticou a falta de planejamento do governo federal, o alto número de mortes e a pobreza agravada pela doença.

O padre comentou sobre o comportamento da família Bolsonaro, citou o filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e repudiou a fala do parlamentar sobre o uso de máscaras.

”A falta de postura ética daqueles governates e políticos fazendo gozação e deixando de valorizar o uso da máscara, tão necessária para combater a pandmemia. Usam um linguajar chulo e de baixo calão. Me deixa triste que um deputado use palavras de baixo para calão para desfazer do instumento que é tão necessário”, lamentou.

”Até quando vamos suportar este tipo de comportamento ? É muito triste que muitas pessoas concordem com o linguajar e a política genocida, com o descaso do governo federal com tantas mortes e tanta miséria no país. É incrível como o governo do federal e a família do presidente ainda recebem aplausos. É muito vergonhoso. Até quando meu Deus, até quando ?”, questionou.

Procurada pela reportagem do bahia.ba, a Arquidiocese não havia se manifestado até a publicação da matéria.

2021 será para cuidar do outro e de vacina para o coração, diz papa Francisco

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Mensagem foi transmitida pelo secretário do Vaticano. Foto: Rede social

O papa Francisco disse que 2021 será ”um bom ano” se as pessoas cuidarem umas das outras e salientou que, além de uma vacina contra o coronavírus, o mundo precisa de uma ”vacina para o coração”.

”Não é bom conhecer muitas pessoas e muitas coisas se não tomarmos conta delas. Este ano, enquanto esperamos pela recuperação e novos tratamentos, não negligenciemos os cuidados. Porque, além da vacina para o corpo, precisamos da vacina para o coração, que é o cuidado. Será um bom ano se cuidarmos dos outros”, disse.

As palavras do Francisco foram lidas numa homilia pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, durante a Missa de Ano Novo, dedicada à ”solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus”, que foi celebrada nesta sexta (1º) no Vaticano.

O papa Francisco foi impedido de presidir a esta missa e também às vésperas de 31 de dezembro de 2020, por causa de uma dor ciática, segundo o porta-voz da Santa Sé, Matteo Bruni.

Jorge Bergoglio deixou, no entanto, a homilia escrita para que o Cardeal Parolin pudesse ler as suas palavras aos poucos participantes e meios de comunicação social que puderam estar na Basílica de São Pedro, no Vaticano, devido às medidas preventivas para evitar a propagação do coronavírus.

A missa foi celebrada sem os fiéis e numa basílica vazia.

O papa enfatizou três palavras – bênção, nascimento e encontro – , e salientou o papel da Virgem Maria, neste dia em que a Igreja Católica também celebra o 54.º Dia Mundial da Paz, este ano sob o lema ”A cultura do cuidado como caminho para a paz”.

”Não estamos no mundo para morrer, mas para gerar vida”, disse o papa, acrescentando: ”O primeiro passo para dar vida ao que nos rodeia é amá-la dentro de nós próprios”.

Sublinhou a importância de ”educar o coração para cuidar, para valorizar as pessoas e as coisas”, para que as sociedades cuidem dos outros e do mundo.

Considerou que ”o mundo está seriamente contaminado por dizer coisas más e por pensar mal dos outros, da sociedade, de si próprios”, e assegurou que ”a maldição corrompe, faz tudo degenerar” e que ”a bênção regenera, dá força para recomeçar”.

No fim da homilia, Francisco perguntou-se a si próprio o que as pessoas deveriam encontrar no início de 2021 e respondeu: ”Seria bonito encontrar tempo para alguém. O tempo é uma riqueza que todos temos, mas da qual temos inveja, pois queremos usá-lo apenas para nós próprios”.

Assim, encorajou as pessoas a dedicarem momentos aos outros, especialmente aos ”que estão sós, aos que sofrem, aos que precisam de ser ouvidos e cuidados”.

O calendário das celebrações do Natal do Vaticano continua até 6 de janeiro com a Missa da Epifania do Senhor.

(Com informações da Agência Brasil)

Por problemas de saúde, Papa Francisco deixa de conduzir missas na virada do ano

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Francisco, de 84 anos, sofre de uma crise de ciática. Foto: Vatican

Com uma crise de ciática, o Papa Francisco não conduzirá missas de virada de ano nesta quinta-feira (31) e no dia 1ª de janeiro. A informação foi confirmada pelo Vaticano. Aos 84 anos, o papa tem vários anos que não falta a um compromisso relativo ao posto.

As duas liturgias serão lideradas pelo Giovanni Battista Re, nesta quinta, e pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, no primeiro dia do ano. O Vaticano disse que o papa conduziria sua oração do meio-dia na sexta-feira, conforme programado. Com informações do G1 e da Reuters.

Natural de Jequié, padre Dorival Barreto é o mais novo bispo brasileiro nomeado pelo papa Francisco

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Dorival Souza é nomeado pelo Papa Francisco. Foto: Pascom

Natural de Jequié, o padre Dorival Souza Barreto, foi nomeado bispo pelo papa Francisco nesta quarta-feira (04). Ele será bispo titular de Tindari (título eclesiástico) e auxiliar na Arquidiocese de São Salvador, Bahia. Até então ele exerceu a função de vigário geral da arquidiocese de Montes Claros (MG) e pároco na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José.

Padre Dorival Souza Barreto Jr., filho de Dorival Souza Barreto e Maria da Conceição Chaves, nasceu no dia 10 de março de 1964, em Jequié. Em 1980, ingressou no Seminário dos Capuchinhos, em Vitória da Conquista, concluindo o segundo grau no Colégio Paulo VI. Com os Frades Menores Capuchinhos residiu em Salvador, concluindo o biênio filosófico na Universidade Católica do Salvador (UCSal).

Fez o noviciado em Esplanada (BA). Iniciou o curso de Teologia na UCSal, dando continuidade ao mesmo no Instituto Superior de Teologia da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, pela diocese de Jequié. Transferindo-se para Montes Claros (MG), concluiu o curso de Teologia, sendo ordenado diácono em 1987 e presbítero no ano seguinte.

O novo bispo católico é bacharel em Teologia, licenciado em Filosofia e mestre em Liturgia pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Roma e doutor em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana também de Roma.

Além de vigário, administrador paroquial e pároco em algumas paróquias da arquidiocese de Montes Claros (MG), foi chanceler, ecônomo, membro dos Conselhos Presbiteral, Econômico e Pastoral, do Colégio dos Consultores e pároco da catedral metropolitana Nossa Senhora Aparecida, em Montes Claros. *Por Souza Andrade

MPF quer que pastor Valdemiro Santiago pague indenização por prometer cura da Covid-19

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Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial. Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, pastor Valdemiro Santiago, pela venda de sementes de feijão com a falsa promessa que curariam a Covid-19. Na ação, é pedida uma indenização de R$ 300 mil por danos sociais e coletivos que teriam sido causados pela prática.

Segundo o MPF, Santiago divulgou vídeos em que afirma que ao plantar os feijões as pessoas seriam curadas da doença causada pelo coronavírus. Os grãos eram vendidos, ainda de acordo com a promotoria, por valores que variavam de R$ 100 a R$ 1 mil.

Em um trecho do vídeo, transcrito na ação, o pastor diz que laudos médicos comprovariam a eficácia dos feijões. ”Você que me escuta aí e agora, cê viu na última reunião de bispos e pastores ? Apresentando com exame, um laudo médico, de gente curada de coronavírus, em estado terminal né, podemos dizer assim…gravíssimo, num estado muito avançado e Deus operou e fez maravilhas … E tá ali o exame para quem quiser”, diz Santiago, segundo transcrição de sua fala incluída na ação.

Para o Ministério Público, Santiago abusou da fé das pessoas para conseguir dinheiro. ”No contexto em que foram proferidas as declarações resta evidente a prática abusiva da liberdade religiosa, na medida que incentiva os supostos fiéis ou interessados na aquisição das sementes de feijão, na crença de estarem curados, inclusive com o objetivo de angariar recursos financeiros dos fiéis”, diz o MPF.

A Agência Brasil não conseguiu contato com o pastor Valdemiro Santiago ou sua assessoria para comentar o caso.

Com restrição de circulação e missas virtuais, festa do Bom Jesus da Lapa se adapta à pandemia

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Romaria em Bom Jesus vive um momento diferente. Foto: Reprodução

A romaria em Bom Jesus da Lapa vive um momento diferente em 2020. A ”Capital da Baiana da Fé” está deserta. Com missas transmitidas por rádio, TV e redes sociais, os fiéis acompanham e rezam de casa durante esse período, que é sagrado para milhares de pessoas.

O tema da festa neste ano é ”Bom Jesus vai até você”. Através do Facebook, Instagram e canal no Youtube (@santuariolapa), os fiéis poderão conferir todo o novenário de 28 de julho a 5 de agosto. No dia 6 de agosto, uma programação especial começará com missa solene às 7h e terminará com uma live com o Padre Alessandro Campo às 19h30.

”A romaria nossa foi cancelada e não terá público. As missas serão celebradas e transmitidas. Pedimos aos romeiros que fiquem em suas casas, não venham para Bom Jesus e acompanhem toda a programação pela televisão e redes sociais”, disse o prefeito Eures Ribeiro (PSD).

Com barreiras nos dois principais acessos da cidade, não houve movimentação de fiéis. A subida ao morro e a entrada de ônibus e coletivos na cidade estão proibidas. O clima diferente, combinado com as ações de restrição, parecem ter sido a dobradinha ideal, que culminou com as celebrações virtuais, para manter os romeiros afastados do santuário neste período de pandemia.

”Não adianta viajar, vir para cá, achando que quando chegar aqui vai participar da novena – porque não dá. Nós faremos a novena todas as noites, mas restrita ali, só com as pessoas envolvidas na celebração, para celebração acontecer”, comunicou o reitor do Santuário, Padre João Batista.

Os restaurantes e hotéis mais tradicionais do comércio, no entorno do Santuário, estão todos vazios. O hotel sem hóspedes e as mesas vazias são reflexos das medidas de restrição de acesso para os romeiros, que serve para impedir aglomerações e assim controlar a proliferação do novo coronavírus.

O evento religioso, um dos maiores e mais tradicionais da Bahia, costumava reunir milhares de fiéis em Bom Jesus da Lapa, cidade apelidada ”capital baiana da fé”. A expectativa dos comerciantes e da prefeitura é que, após a pandemia, quando for possível a livre circulação das pessoas, o movimento no santuário volte ao normal. Com informações do site Bahia Notícias

Publicações do pastor Silas Malafaia podem ser punidas com novas regras do Twitter

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”Minha igreja vai continuar aberta”, disse. Foto: Reprodução

Com as novas regras de segurança do Twitter, que combater a disseminação de informações sobre a Covid-19 que contrariem fontes oficiais de saúde e governos, a conta do pastor Silas Malafaia pode sofrer algumas punições.

Conforme o BNews apurou, nas últimas 24 horas, ele, além de convocar a população para a presença física em cultos religiosos, o que se configura aglomeração de pessoas e, portanto, grande risco de transmissão do coronavírus, publicou 17 vídeos com teor que contradiz as informações oficiais sobre o risco de contágio da Covid-19.

Em uma das gravações, o pastor chega a dizer: ”Enquanto tiver transporte coletivo circulando, minha igreja vai continuar aberta com culto. Se fechar tudo no mundo, a igreja é o último reduto de fé e esperança. Se entrar alguém pela porta desesperado com coronavírus, eu tenho que impor as mãos sobre a pessoa. Vai ter sempre uma porta aberta na minha igreja”.

Silas Malafaia também afirmou nas imagens que, qualquer discurso de fechamento das igrejas evangélicas do país, em razão da pandemia, é para causar o pânico da população. Quanto ao discurso xenófobo, em um dos tuítes compartilhados, Malafaia escreveu: ”Querem censurar a fala do filho do presidente. De onde veio essa praga? Da China! Como também as últimas epidemias e pandemias no mundo”.

Nesta quinta-feira (19), o Twitter informou aos usuários a implantação de um novo método de controle das publicações, em parceria com órgãos de saúde e governos, como forma de evitar a propagação de informações falsas a respeito do coronavírus. A empresa chegou a dizer que, em alguns casos, poderá suspender ou até excluir contas.

Igreja pode interpelar Bolsonaro, diz secretário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

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Dom Joel Portella Amado (á esquerda). Foto: Reprodução

O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, indicou nesta quarta-feira, dia 26, que a Igreja Católica poderá questionar o presidente da República, Jair Bolsonaro, por difundir vídeos que convocam para manifestações de apoio a ele e contra o Poder Legislativo, conforme revelado pelo site BR Político, do Grupo Estado. O bispo cobrou ”responsabilidade” de quem foi eleito e ”equilíbrio” entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

”A Igreja estará apoiando as iniciativas que preservem a democracia. Qualquer outra nós precisaremos ouvir, conhecer e até quem sabe interpelar”, disse dom Joel Portella, também bispo auxiliar do Rio de Janeiro. “Existe a corresponsabilidade de cada cidadão e a responsabilidade daqueles que pelo voto foram investidos.”

A cúpula dos bispos ainda deve ser reunir para analisar e decidir como se pronunciar sobre a convocação feita pelo presidente da República para a manifestação de 15 de março, cujo alvo é o Congresso Nacional e os “políticos de sempre”.

Outros materiais de divulgação do protesto contra o poder Legislativo, de cunho ”conservador e patriota”, também exibem fotos de generais do Exército que ”aguardam ordens de povo”, numa alusão à intervenção militar. Apoiadores de Bolsonaro dizem que o ato será em defesa dele, apresentado como ”única esperança” e um presidente ”trabalhador, incansável, cristão, patriota, capaz, justo, incorruptível”.

”Se nós queremos defender a vida, precisamos defender o diálogo e a democracia. Isso é a CNBB, isso é a Igreja, isso é o Evangelho. De algumas coisas não podemos abrir mão: a primeira delas é a vida, e a segunda, como consequência da vida, é a defesa da democracia. Ela implica no equilíbrio sadio dos três poderes”, disse d. Joel Portella, sob aplausos na sede da entidade em Brasília, ao lançar a Campanha da Fraternidade de 2020.

Apesar de citar uma possível ”interpelação” ao presidente, o secretário-geral da conferência deu um sinal de que a entidade se dispôs a deixar divergências com o governo para trás.

Como o jornal O Estado de S. Paulo mostrou na segunda-feira, o governo abriu, com aval de Bolsonaro, um canal de aproximação com a CNBB por meio da ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Ela se dispôs a ser uma ponte com o presidente para distensionar uma relação conflituosa até então.

”Foi uma conversa muito fraterna, na qual se disse as preocupações da CNBB. Ela apresentou as preocupações do governo, nesse quadro geral de vida ameaçada, e as duas assessorias ficaram de entrar em contato posteriormente para ver o que é possível fazer. Se for para o bem das pessoas, de modo especial para quem precisa e está sofrendo, qualquer diferença, qualquer situação, precisa ser deixada de lado”, disse o bispo Portella. ”Faz parte da longa tradição de seis décadas da CNBB dialogar sempre. Até na cruz Jesus dialogou. Essa é uma casa de portas abertas para quem quer venha falar, mas também venha ouvir.”

Por meio de uma assessoria política e da comissão episcopal de ação sócio transformadora, a CNBB mantêm conversas com representantes dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário.

Campanha da Fraternidade

A CNBB divulgou nesta quarta a Campanha da Fraternidade de 2020. O tema é a preservação da vida. Um dos tópicos do texto-base é o uso de redes sociais para disseminar conteúdos violentos. A Igreja alerta para o risco de cristãos entrarem na ”dinâmica perversa” da redes.

”As redes sociais, infelizmente, têm funcionado, em muitos casos como uma caixa amplificada que reverbera todos esses tipos de violência, causando grande mal à vida. A banalização da vida alcançou o mundo virtual por meio das fake news, dos perfis falsos e da disseminação de notícias caluniosas e raivosas sem nenhuma preocupação em verificar a veracidade do que se compartilha ou do que se curte. Esse cenário vem crescendo e ceifando vidas”, diz o texto-base.

O documento também aborda temas como aborto, feminicídio, mortes no trânsito, assassinatos de crianças e de indígenas, desemprego conflitos por terra e água, e preservação ambiental, contra o uso de agrotóxicos e a mineração.

”Essas manifestações de morte estão fazendo parte da paisagem cotidiana. Nós estamos acostumados, passamos por cima de todos os sofrimentos. Aí chamamos de indiferença. Existe essa segunda atitude, a morte, o sofrimento, a violência, como proposta. Está me incomodando, eu mato. Será que isso resolve o problema? Eutanásia social? Eutanásia da humanidade inteira quando tem algum problema? Essa é a pergunta que a Campanha da Fraternidade faz”, afirmou d. Joel Portella.

A CNBB reproduz uma crítica do papa Francisco a governos, ao afirmar que atualmente o Estado se decida mais ao viés econômico do que ao cuidado com as pessoas.

”Se, por qualquer razão, o Estado se omite, ele se equipara àquelas que promovem a morte como nos casos de guerra”, afirma a CNBB. ” incapacidade do Estado de frear a violência contribui para a banalização do mal, na medida em que grupos de extermínio determinam os que devem viver e os que devem morrer. Os poderes paralelos são fortalecidos por um Estado distante e acuado. Com isso, eles impõem a violência e a morte. Como se este fato já não fosse grave em si, ainda mais grave é a concepção daqueles que nutrem uma visão na qual o extermínio do outro soa como alívio.”

A Campanha da Fraternidade existe desde 1962, sendo lançada após o carnaval, na Quarta-feira de Cinzas, quando se iniciam os 40 dias da Quaresma até a Páscoa.

A Igreja arrecada doações nas dioceses para apoiar projetos sociais em todo o País, entre eles as APACs, (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados). Coordenador executivo de campanhas da CNBB, o padre Patriky Samuel Batista disse que a “mão da Igreja” chega onde práticas usuais não alcançam. Com informações do Estadão

Pastor ”desafia” fiéis a assinarem apoio ao novo partido de Bolsonaro durante culto

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Emerson Patriota, da Igreja Presbiteriana Central. Foto: Reprodução

Entre louvores e orações, fiéis da Igreja Presbiteriana Central de Londrina, no Paraná, foram ”desafiados” no último domingo,  a assinarem uma ficha de apoio à criação do Aliança pelo Brasil, partido idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro.

O reverendo Emerson Patriota foi quem pediu, do púlpito, para os membros da congregação colocarem seus nomes na lista que será entregue à Justiça Eleitoral. Representantes de um cartório da cidade estavam no local para reconhecer as assinaturas.

Para tirar o Aliança do papel, Bolsonaro precisa de aproximadamente 492 mil assinaturas. O movimento na Presbiteriana de Londrina foi articulado pelo deputado Filipe Barros (PSL-PR), aliado do presidente e membro da igreja, com a direção da instituição. O parlamentar disse ao Estadão/Broadcast que ”centenas” de assinaturas foram recolhidas no local. Do lado de fora, o grupo colocou um ônibus estampado com a marca do Aliança e as fotos de Jair Bolsonaro e Filipe Barros.

Enquanto dava os avisos sobre as atividades da igreja no culto, o pastor anunciou a presença dos funcionários do cartório. ”Nós estamos desafiando você, todos, a passarem lá, conhecerem o estatuto, os valores”, disse o reverendo. “”Na verdade, eu estava conversando com algumas pessoas e disseram que é mais difícil entrar nesse partido do que em algumas igrejas por aí. Tem que ter mais vida idônea do que algumas igrejas exigem. Isso é muito bom porque tem valores familiares.”

Como o Estado publicou em dezembro, aliados do presidente Jair Bolsonaro apostam em igrejas evangélicas, entidades de classe de policiais militares, Exército e bombeiros para viabilizar o Aliança pelo Brasil. A ideia é aproveita a aglomeração de pessoas nestes locais para atingir o número de assinaturas exigidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Aliança precisa ser homologado até 4 de abril para concorrer nas eleições municipais de 2020. Articuladores admitem que o partido pode não estar formalizado a tempo do pleito de outubro. O culto foi transmitido pelas redes sociais. No YouTube, internautas começaram a fazer comentários criticando a igreja. Nesta terça-feira, 28, o vídeo já não estava mais disponível. Procurada, a instituição ainda não se manifestou.

O ex-procurador regional eleitoral de São Paulo Luiz Carlos dos Santos Gonçalves avalia que coletar assinaturas em igrejas para um partido político não é ilegal. A restrição só ocorre em período de campanha eleitoral, quando candidatos não podem pedir votos em locais classificadas como “bens públicos”.

”Se não houver constrangimento para que as pessoas assinem, não há ilegalidade. Se a pessoa é forçada a fazer aquilo, aí surge a ilegalidade. Neste caso, está dentro do espaço da confissão e não há problema”, afirmou Gonçalves.

No caso de Londrina, o ex-procurador não vê ilegalidade no discurso do pastor ao ”desafiar” os fiéis a apoiar o partido. ”A igreja é sempre uma associação voluntária. Se as pessoas estão ali é porque elas aceitam aquela pauta. Se houver um caso em que a pessoa se sentir forçada a assinar, aí seria um caso de polícia.”

‘Dever’

Ao Estadão/Broadcast, o deputado Filipe Barros disse que o movimento foi articulado com a direção da igreja e que outras instituições religiosas estão se mobilizando para reunir as assinaturas. Ele afirmou que o ”busão do Aliança”, como foi batizado, está percorrendo cidades do Paraná para mobilizar aliados e é bancado por apoiadores de Bolsonaro.

Entre os princípios elencados no estatuto do Aliança, estão os ”valores culturais e religiosos dos brasileiros”. ”Dentro da doutrina da minha igreja, a gente considera que é um dever do cristão participar da vida pública, da vida política de um país”, disse Filipe Barros.

O parlamentar pontuou que não há impedimentos legais para a mobilização de apoio em igrejas. ”A nossa Constituição prevê a livre associação. A igreja é uma instituição privada, não tem dinheiro público envolvido”, afirmou. ”É natural que as pessoas participem da criação de um partido político. Aliás, eu não vejo estardalhaço quando o Lula fala que o PT tem que se aproximar das igrejas evangélicas”, comentou.

Outras igrejas

Além da Presbiteriana em Londrina, lideranças de outras igrejas evangélicas no País se mobilizam para ajudar Bolsonaro a oficializar o Aliança pelo Brasil. No último sábado, aliados do presidente recolheram assinaturas na Assembleia Legislativa do Amazonas. O presidente da Assembleia de Deus no Estado, Jônatas Câmara, pediu que apoiadores fossem ao local para integrar a lista.

O pastor, que recebeu Bolsonaro em novembro para um culto em Manaus, é irmão do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), líder da bancada evangélica na Câmara. É também irmão do pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus no Pará e um dos maiores líderes da denominação evangélica no País.

O deputado Silas Câmara disse que o apoio ao Aliança pelo Brasil não é institucional, mas é feito pela movimentação de pastores e outros líderes simpáticos à nova sigla. ”Dentro de igreja, esquece. Eles (os pastores) estão atentos a esses movimentos de direita organizados e participam indo lá”, afirmou o deputado ao Broadcast Político. Com informações do Estadão Conteúdo

Papa Francisco faz apelo inusitado e pede a fiéis que recolham os celulares nas refeições e conversem

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Francisco discursou sobre as relações familiares. Foto: AFP

O papa Francisco fez um apelo inusitado no último sábado 28, durante oração na Praça São Pedro, no Vaticano. O pontífice pediu as pessoas conversem umas com as outras durante as refeições em vez de usarem os celulares, citando Jesus, Maria e José como um exemplo que as famílias devem seguir.

”Eles rezavam, trabalhavam e se comunicavam uns com os outros. Eu me pergunto se você, em família, sabe como se comunicar ou se você é como aquelas crianças nas mesas de refeição que ficam falando no celular… onde há silêncio como na missa, mas eles não se comunicam”, discursou o papa.

”Temos que voltar a nos comunicar em nossas famílias. Pais, crianças, avós, irmãos e irmãs, essa é uma tarefa para ser assumida hoje, no dia da Família Sagrada”, completou o papa argentino, um antigo crítico do aparelho. Em 2017, ele admitiu ficar triste ao ver fiéis utilizando celulares durante missas.

Márcia Fellipe é detonada após criticar canonização de Irmã Dulce: ”santo só o senhor Jesus”

/ Religião

Comentário da cantora gerou repercussão negativa. Foto: Instagram

A forrozeira Márcia Fellipe revoltou os fãs e a comunidade católica após criticar a canonização da Irmã Dulce. Em uma postagem que fala sobre o processo de canonização da freira neste domingo, a cantora deixou o seguinte comentário: ”Ajudar o próximo, sim! Mas não faz nenhum ser humano ser ‘santo’. Santo só o senhor Jesus Cristo. Não se deixem enganar (leiam a Bíblia). ‘E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’. João 8:32”, encerrou ela citando um versículo bíblico.

Os internautas não perdoaram a fala da artista e pediram respeito ao catolicismo: ”Ridícula, que falta de respeito. Quem é você para dizer o que é certo e o que é errado? Lê a bíblia inteira e não sabe o significado de cada palavra. Sua leitura foi em vão. Leia novamente e compreenda as suas palavras, você não é digna de dizer nada. Respeite a religião dos outros. Não nos metemos na sua”, escreveu um seguidor da página.

”Cadê o respeito pela religião dos outros?”; ”Você só tem e diz que lê a Bíblia por conta dos católicos. Então, linda, não só leia e decore. Estude cada palavra”; ”Vive mostrando o corpo em todo lugar, essas músicas ridículas e vulgar e vem aqui comentar uma coisa dessas”; ”Respeite a fé das pessoas” e ”Cante menos e estude mais a Bíblia meu amor”, foram alguns entre a centena de comentários detonando Márcia Fellipe.

A forrozeira não se pronunciou após a repercussão negativa do comentário, mas decidiu, na tarde desta segunda-feira (14/10), excluir o vídeo com o seu posicionamento do Instagram.

Arquidiocese de Salvador apoia Projeto de Lei que prevê fim do ”arrastão” no Carnaval

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Arcebispo de Salvador, Dom Murilo S.R. Krieger. Foto: Divulgação

A Arquidiocese de São Salvador se pronunciou nesta sexta-feira (4) sobre o Projeto de Lei nº. 45/2016, de autoria do Vereador Henrique Carballal, que prevê o fim do Arrastão na quarta-feira de cinzas.

Por meio de nota divulgada na imprensa, a Arquidiocese afirma entender o posicionamento do vereador por defender os costumes e tradições da Igreja Católica, mas pontua também que pelo Brasil ser um Estado laico, não deva existir a intervenção da Igreja nessas questões.

O texto prega ainda o respeito e alerta para o dever do Estado em garantir o efetivo respeito às crenças e costumes religiosos praticados por cada um. Leia a nota na íntegra:

NOTA OFICIAL DA ARQUIDIOCESE DE SÃO SALVADOR DA BAHIA

PROJETO DE LEI SOBRE A QUARTA-FEIRA DE CINZAS

É de conhecimento de todos que recentemente foi aprovado pela Câmara Municipal de Salvador o Projeto de Lei nº. 45/2016, de autoria do Vereador Henrique Carballal, que “Disciplina a realização de eventos na quarta-feira de cinzas, no âmbito do município de Salvador, e dá outras providências”. Esse Projeto de Lei teve grande repercussão na cidade e em todo país, em especial nos ambientes político e econômico, principalmente entre aqueles diretamente interessados pelos festejos do Carnaval. A Arquidiocese de São Salvador da Bahia, tendo acompanhado essas manifestações, compreende ser imperioso posicionar-se a respeito da referida matéria.

O Vereador que apresentou o Projeto de Lei assim agiu, segundo seu próprio testemunho, em nome de sua fé e de seu dever como cidadão, procurando responder a inúmeras solicitações de seus representados. Tal ato, embora não tenha sido uma proposição requerida por nossa Arquidiocese, nos causou surpresa, reflexão e alegria, pois cumpre-nos o dever de defender costumes e tradições praticados pelo nosso povo. Esse também foi o entendimento da maioria dos senhores vereadores que aprovou o mencionado Projeto de Lei.

Sendo o Brasil um Estado laico, pressupõe-se, por um lado, a não intervenção da Igreja no Estado e, por outro, o dever deste de garantir o efetivo respeito às crenças e costumes religiosos praticados por cada um. Assim, torna-se imperioso compreender que as leis que regulam os festejos populares, como são os do Carnaval, não podem estar alheios a esse contexto; sua ocorrência deve adequar-se, pois, às tradições e celebrações religiosas – o que não vêm acontecendo nos últimos anos.

O Projeto de Lei nº 45/2016 deseja renovar a consciência de todos sobre o valor das tradições religiosas, e pretende evitar que o período da Quaresma seja desrespeitado, em flagrante prejuízo, especialmente da comunidade cristã católica. Acreditamos que os demais segmentos religiosos também desejam que suas tradições sejam mantidas e preservadas.

Por essas razões, nossa Arquidiocese vê, no Projeto de Lei agora aprovado, a oportunidade que a sociedade de Salvador, representada pela Câmara Municipal e por diversos outros organismos e entidades, tem de restaurar na cidade o ambiente propício para a vivência das tradições do povo cristão católico, evitando qualquer forma de agressão ou desrespeito, seja durante a realização do Carnaval, seja em qualquer outra manifestação cultural.

Em face do exposto, ciente de sua missão, a Arquidiocese de São Salvador da Bahia manifesta seu apoio a essa iniciativa da Câmara Municipal de Salvador, ao tempo em que aguarda, com expectativa, a manifestação de sensibilidade do Senhor Prefeito Municipal, no sentido de compreender a oportunidade do Projeto, sancionando-o e cooperando, assim, para o bem de toda a cidade e para o efetivo respeito de nossos valores.

Salvador, 04 de outubro de 2019.

Pelo Conselho Presbiteral da Arquidiocese de São Salvador da Bahia,

Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de São Salvador da Bahia – Primaz do Brasil